Aproveitamento energético: revolução na destinação do pneu

Aproveitamento energético: revolução na destinação do pneu
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Aprenda como utilizar o pneu como fonte de energia

A roda é talvez uma das principais invenções responsáveis pelo desenvolvimento humano e tecnológico da humanidade. A partir dela o transporte se tornou mais rápido e fácil, principalmente depois que os automóveis, caminhões, aviões, motos e bicicletas surgiram. Entretanto a roda sem o pneu, da forma como hoje conhecemos, não teria gerado tal revolução. O pneu exerce papel fundamental no dia a dia das pessoas, proporcionando mobilidade, agilidade e rapidez.

A invenção do pneu é datada há mais de um século. A borracha utilizada nos primeiros pneus da história não passava de uma goma utilizada para impermeabilizar tecidos, a qual se dissolvia quando exposta às temperaturas elevadas.

Para mudar esse cenário, por volta de 1830, muitos experimentos iniciados pelo americano Charles Goodyear, confirmaram acidentalmente que a borracha cozida a altas temperaturas com enxofre apresentava boas condições de elasticidade tanto no frio como no calor.

A partir daí estava descoberto o processo de vulcanização da borracha que, além de dar forma ao pneu, aumentou a segurança nas freadas e diminuiu as trepidações nos carros.

Mais tarde, já em 1845, os irmãos Michelin foram os primeiros a patentear o pneu automobilístico. E o desenvolvimento dos pneus foi aprimorado com os experimentos do inglês Robert Thompson que, em 1847, colocou uma câmara cheia de ar dentro dos pneus de borracha maciça. Desde então o pneu começou a ser produzido em larga escala e ganhou o mundo.

A formulação, processo e composição do Pneu mudou ao passar dos anos. Atualmente a produção de pneus segue os seguintes padrões:

I – Escolha das matérias-primas utilizadas nos pneus

Ninguém imagina, que o pneu fabricado para rodar por milhares de quilômetros possa contar com tantos e variados componentes, como:

  • Borracha natural,
  • Borracha sintética,
  • Derivados de petróleo (carbono amorfo),
  • Cabos de aço,
  • Cordonéis de aço ou náilon,
  • Produtos químicos como enxofre,

A parcela de utilização de cada um dos componentes na fabricação dos pneus varia de acordo com seu uso. Prova disso, é a diferença da composição entre os pneus destinados aos automóveis de passeio e pneus de caminhões de carga.

Os compostos da banda de rodagem dos pneus de automóveis – empregados predominantemente em estradas pavimentadas – a borracha sintética é preferida por suas características, em relação à borracha natural.

Já nos pneus de caminhões de carga – empregados em múltiplas estradas – predomina-se a borracha natural, por sua maior resistência aos cortes e lacerações.

A presença do carbono amorfo é fundamental em todos os compostos de borracha, pois é responsável pela garantia de resistência à abrasão – característica imprescindível nos pneus – e responsável pela tonalidade escura dos pneus juntamente com o enxofre (elemento vulcanizante) e outros variados produtos químicos, catalisadores, plastificantes e cargas de reforço.

A resistência do pneu, também, é adquirida por meio das lonas emborrachadas preenchidas com os cordonéis de aço, de náilon ou outros materiais como o kevlar, que são combinados numa complexa arquitetura, variável conforme a capacidade de carga desejada, ou ainda conforme a velocidade e emprego.

II – Processo Produtivo do pneu

 

O processo produtivo do pneu inicia desde a preparação da borracha até a produção de itens para compor o produto a estrutura final. Cada pneu, de acordo com seu uso previsto, demanda, propriedades físicas e químicas diferentes.

A vulcanização é um dos processos mais importantes na fabricação. Sendo responsável por conferir consistência à borracha. Na vulcanização o pneu é colocado em uma prensa sob temperatura, pressão e tempo. As propriedades físicas da borracha, no processo são monitoradas conforme as especificações técnicas.

O que é feito com o pneu após o uso?

Quando não serve mais aos diversos tipos de veículos, grande parte dos pneus – “infelizmente” –  é jogada em lixões, terrenos baldios, margens de rios e/ou acaba sendo queimado. O pneu um material expressivamente poluidor dada sua composição, tamanho e principalmente pelo fato de não se degradar facilmente.

O Brasil hoje é o sétimo maior produtor mundial na categoria de pneus para automóveis e o quinto em pneus para caminhão/ônibus e camionetes. Segundo a ANIP, o setor de fabricação de pneumáticos e câmaras de ar responde por cerca de 0,7% do PIB industrial brasileiro, gera 29,5 mil empregos diretos e 160 mil indiretos e atende a todos os segmentos fabricantes de veículos, além da cadeia de revenda para reposição, constituída por uma rede com mais de 4.500 pontos de venda no Brasil e cerca de 40 mil empregados.

Descarta-se no país, por ano, cerca de 20 milhões de pneus. Cerca de 70%, desses pneus principalmente na área de transporte de carga e passageiros, seguem para a recauchutagem.

Destino obrigatório

Desde a resolução do CONAMA nº 258/99, os fabricantes e importadores de pneus deveriam coletar e dar destinação final aos pneus. Bem como os distribuidores, revendedores, reformadores e consumidores finais são corresponsáveis pela coleta dos pneus usados. Com isso, as oficinas que fazem a venda de pneus seriam os responsáveis por recolher os pneus que os consumidores trocassem em seus estabelecimentos, possibilitando assim o estabelecimento do ciclo da logística reversa.

Os pneus são um dos principais produtos a serem inseridos no sistema de logística reversa. Entretanto poucas empresas realizam a reciclagem de pneus no Brasil.

Atualmente os principais destinos para os pneus têm sido:

  • Reutilização de pneus pela indústria
  • Produção de asfalto.
  • Utilização em cimenteiras como combustíveis e na composição do cimento
  • Trituração e desvulcanização para uso na fabricação de tapetes de automóvel, solado de sapatos e pisos industriais.

Alternativa energética

 

Apesar do conhecimento de técnicas para reuso, tratamento e reutilização de pneus a disposição do volume de inservíveis produzidos alcança dimensões preocupantes. Em função disso, desde a década de 70 o aproveitamento do pneu como matéria prima energética tem sido amplamente discutida e estudada.

Estima-se segundo o Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), que cada pneu contenha energia equivalente a 9,4 litros de petróleo. Calcula-se, ainda, que existam no Brasil, cerca de 500 mil pneus, por mês, disponíveis para uso como combustível. Esse número seria equivalente a uma economia de 4,7 milhões de litros de petróleo.

No Brasil, 64% de todos os pneus coletados têm como destino os fornos das fábricas de cimento. Devido a grande demanda energética da produção de cimento. O pneu tem sido visto como uma excelente alternativa ao carvão. O pneu se mostra superior, pois queima relativamente rápido mantendo a temperatura interna elevada.

O resíduo resultante da queima ainda é utilizado na composição do cimento. Dessa forma, o uso nas cimenteiras têm se mostrado mais atraente  que a  utilização em usinas de asfalto.

Segundo o ranking do Livro Branco da Indústria de Pneus (2015) atualmente, a forma mais comum de destinação dos pneus inservíveis é :

1° Destinação como combustível alternativo para a indústria de cimento, que em 2014 respondeu por 69,7% do total.

2° Fabricação de granulado e pó de borracha para utilização em artefatos de borracha, ou asfalto borracha, respondendo por 17,8% da destinação.

Laminação, que utiliza o pneu inservível como matéria prima para fabricar solado de sapato, dutos fluviais, representando 6,0%.

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