Quais melhores práticas para gestão de resíduos orgânicos?

As melhores práticas para gestão de resíduos orgânicos são a compostagem, que consiste na degradação dos resíduos com presença de oxigênio. A biodigestão, processo pelo qual ocorre a degradação dos resíduos com ausência de oxigênio. E a vermicompostagem que utiliza minhocas para a compostagem.

A gestão de resíduos orgânicos busca uma solução sustentável para as fontes geradoras, evitando os aterros sanitários e o incremento da poluição.

Confira mais detalhadamente as melhores práticas para gestão de resíduos!

Gestão de resíduos orgânicos

Antes da aprovação de leis ambientais, como a Política Nacional de Resíduos, os resíduos orgânicos era destinados a aterros sanitários. No entanto, surgiram maneiras mais ecoeficientes para a gestão desses resíduos e uma delas é a reciclagem por meio de tratamento biológico.

Conforme a PNRS os resíduos orgânicos não devem ser descartados indiscriminadamente. É necessário que os geradores se esforcem para promover uma gestão de resíduos eficiente.

A gestão de resíduos orgânicos contribui para o desenvolvimento sustentável aumentando a vida útil de aterros sanitários, reduzindo a geração dos resíduos e os destinando de forma ambientalmente correta. Além disso,  a gestão viabiliza as ações de triagem dos resíduos recicláveis e reutilizáveis, contribuindo assim para a redução dos níveis de poluição ambiental.

Fazer gestão de resíduos orgânicos significa adotar um conjunto de ações adequadas nas etapas de coleta, armazenamento, transporte, tratamento, destinação final e disposição final ambientalmente adequada. Objetivando a minimização da produção de resíduos, visando à preservação da saúde pública e a qualidade do meio ambiente.

Melhores práticas para gestão de resíduos orgânicos

A compostagem, biodigestão e vermicompostagem apresentam como melhores práticas para gestão de resíduos orgânicos. Além disso, são soluções para escapar de multas referentes ao descarte incorreto de resíduos orgânicos.

Conheça cada uma dessas práticas para gestão de resíduos orgânicos:

Compostagem

A compostagem do resíduo orgânico é um processo natural de decomposição que transformar os resíduos orgânicos em adubo de primeira qualidade.

Separar, reciclar e reutilizar o que é possível são soluções básicas que podemos tomar para reduzir os impactos que os resíduos orgânicos trazem ao meio ambiente. Por isso, o reaproveitamento do resíduo orgânico na compostagem é uma ótima saída para reduzir a quantidade de lixo que produzimos.

A compostagem pode ser realizada em escala doméstica, ou seja, reaproveitando os restos de alimentos de casa nas composteiras para consumo da própria população. Ou em escala industrial para a produção de fertilizante orgânico.

Muitas empresas perceberam que a compostagem é uma alternativa de realizar o gerenciamento dos seus resíduos orgânicos, como também, uma forma de lucrar através da venda do resto do seu resíduo orgânico para outras empresas que produzem fertilizantes orgânicos. Nesse método eficiente, empresas encontram soluções lucrativas para resolver a questão do lixo produzido pelo negócio.

O Mercado de Resíduos é uma ferramenta da VG Resíduos que promove o encontro entre as empresas geradoras e as que tratam esse tipo de resíduo.

Vermicompostagem

A vermicompostagem é um tipo de compostagem. Todavia, essa técnica utiliza minhocas para degradar a matéria orgânica presente no resíduo. Por utilizar minhocas, o processo é muito mais rápido que a compostagem tradicional, pois os vermes aceleram o processo de decomposição da matéria orgânica.

O substrato formado no tratamento do resíduo orgânico é o húmus de minhoca. Um fertilizante muito rico em nutrientes. O húmus é inodoro, leve, macio, solto, finamente granulado e rico em minerais que são absorvidos pelas plantas. O seu pH neutro permite que o adubo seja colocado diretamente sobre raízes das plantas sem causar danos a elas, como queimaduras.

As minhocas trituram os resíduos orgânicos, liberando um muco que facilita a decomposição por microorganismos decompositores. Assim o processo de humificação é acelerado. Além disso, promove o desenvolvimento de uma grande população de microorganismos. Assim sendo, o vermicomposto tem uma qualidade melhor do que o composto formado na compostagem tradicional.

A comercialização do húmus é muito lucrativa para as empresas. A preocupação com o meio ambiente e com o desenvolvimento sustentável aumenta a procura por produtos ecologicamente correto. As organizações que ofertam esses produtos estão se destacando no mercado.

Biodigestão

A biodigestão de resíduos orgânicos é um processo parecido com a compostagem, no entanto é realizado em um ambiente totalmente anaeróbio (sem presença de oxigênio).

Os subprodutos formados na biodigestão são o biogás composto basicamente por metano (CH4) e o gás carbônico (CO²). Assim é possível obter energia do resíduo e produzir energia, gerando lucro. E o biofertilizante, um produto muito rico em nutrientes e considerados um adubo natural, sem produtos químicos.

Como a VG Resíduos pode ajudar sua empresa?

A gestão de resíduos a principio pode parecer ser complicada, burocrática ou cansativa, principalmente na etapa de classificação e caracterização do resíduo. No entanto, é essencial para minimizar impactos ambientais e passivos, evitar prejuízos financeiros e preservar a imagem da empresa.

VG Resíduos é a solução para o negócio e permite realizar a gestão completa do processo, monitorar históricos e tomar decisões estratégicas baseadas em gráficos e relatórios.

Com muitos anos de atuação, a VG Resíduos conta com profissionais  habilitados e experientes em fornecer orientações para o adequado gerenciamento de resíduos, com o melhor custo benefício.

Com objetivo de gerar resultados positivos para seus clientes e atender a legislação ambiental, prestando serviços de elaboração e implantação de planos de gerenciamento de resíduos, além de desenvolver treinamentos e monitoramentos para acompanhar a eficiência das ações.

Mediante isso, conclui-se que as melhores práticas de gestão de resíduos orgânicos incentiva o reaproveitamento dos resíduos. Assim o material ao invés de ser apenas descartado passa a ser utilizado como fertilizante ou energia.

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6 truques para implementar a gestão de resíduos do seu restaurante

implementar a gestão de resíduos do seu restaurante

Como implementar a gestão de resíduos do seu restaurante com eficiência e rapidez? Essa é uma dúvida recorrente, uma vez que a necessidade pela adoção de práticas sustentáveis chegou às empresas pequenas.  Além disso, os resíduos são bastante específicos e costumam diferir daqueles produzidos pelas demais organizações.

Portanto, fique atento a essas importantes dicas sobre a gestão de resíduos no seu restaurante!

Gestão de Resíduos: como controlar toda documentação da sua empresa?

Por que implementar a gestão de resíduos no seu restaurante?

Implementar a gestão de resíduos é importante porque racionaliza o descarte dos materiais e torna a organização mais sustentável. É preciso lembrar que os resíduos orgânicos são os grandes responsáveis pelo acúmulo de ratos e pelo mau cheiro nas vias urbanas.

A gestão de resíduos também pode acabar fazendo com que o restaurante evite custos desnecessários com o descarte.

Para ajudar nossos leitores proprietários de restaurantes, listaremos abaixo 6 truques que podem ser usados para se implementar a gestão de resíduos.

1 – Não misture o lixo

implementar a gestão de resíduos do seu restaurante

O grande vilão da gestão de resíduos é o lixo misturado. O que antes era papel, metal, plástico, material orgânico, etc. quando é misturado vira apenas “lixo”.

É muito difícil tratar resíduos mistos, ou seja, os que se encontram misturados com outros materiais. Isso porque as técnicas de tratamento variam de resíduo para resíduo, o que impossibilita o tratamento de grandes volumes mistos.

Para evitar que o lixo seja misturado, instale pontos de coleta seletiva no máximo de locais possíveis dentro do restaurante. O resíduo orgânico que volta dos pratos deve ser lançado separadamente das latas, vidros, papéis, etc.

Se todos os resíduos estiverem segregados, haverá uma chance muito maior de se localizar tratadores dispostos a coletar e agregar valor ao material.

2 – Consiga tratadores que agreguem valor aos resíduos

Por falar em tratadores, eles são indispensáveis à implementação da gestão de resíduos do seu restaurante. Não há que se falar em gestão de resíduos, sem a figura dos tratadores.

O ideal é que se consiga empresas que estão dispostas a pagar pelo resíduo, mas caso se consiga tratadores que coletem sem custo, isso já ajuda bastante.

O importante é que se obtenha empresas especializadas e legalmente habilitadas para coletar o resíduo regularmente. Para isso, ferramentas especializadas como o Mercado de Resíduos podem ajudar bastante.

O Mercado de Resíduos localiza tratadores próximos ao seu restaurante e seleciona o que oferecer a melhor condição para a coleta.

implementar a gestão de resíduos do seu restaurante

3 – Utilize ferramentas que automatizem a gestão de resíduos

Tão importante quanto obter bons tratadores é possuir um bom processo de gestão. Caso o restaurante tenha que fazer tudo manualmente, pode ser que vários registros passem batido, ou que se perca documentos, etc.

Hoje já existem ferramentas que fazem tudo sozinhas, um exemplo é o VG Resíduos.

O software trabalha online em sincronia com o Mercado de Resíduos e realiza todos os registros da geração de resíduos da empresa.

Ele pode ser programado para lançar ofertas diretamente no Mercado de Resíduos e cria todo o ambiente normativo para gestão de alto nível.

Hoje em dia já existe um grande desenvolvimento metodológico a respeito da gestão de resíduos.

Por isso, é melhor usar ferramentas que já implementam as boas práticas vigentes, do que tentar reinventar a roda. Ferramentas como o VG resíduos podem fazer todo o processo de gestão de resíduos do seu restaurante de forma instantânea.

4 – Verifique se toda a legislação ambiental está sendo seguida

implementar a gestão de resíduos do seu restaurante

Algo importante a ser verificado quando se pretende implementar a gestão de resíduos de qualquer empresa é a parte legal.

O Brasil é um país com alta complexidade nas leis ambientais e por isso, deve-se tomar cuidado com as práticas da empresa. Algumas práticas obrigatórias são bem conhecidas, como a proibição de se descartar lixo nas vias públicas e etc.

Contudo, existem normas que são desconhecidas de grande parte do empresariado e por isso é importante poder contar com profissionais experientes.

Uma maneira de se fazer isso é através de consultorias especializadas, outra maneira é através de ferramentas que já automatizam as boas práticas legais.

Empresas que usam sistemas como o VG Resíduos possuem maior regularidade legal porque as ações de gerenciamento e tratamento disponíveis no sistema já são legalmente validadas.

Este tipo de atribuição ajuda muito no dia a dia da empresa, já que ficar pesquisando leis não agrega valor econômico à firma.

5 – Utilize instrumentos de logística reversa

Outro ponto de extrema relevância para implementar a gestão de resíduos em seu restaurante é a utilização da logística reversa. A logística reversa é o processo de levar novamente à cadeia de valor, itens que chegaram ao fim de sua vida útil.

Assim, pode-se procurar realizar a compostagem com material orgânico, a reciclagem das latas, vidros, papéis, etc. bem como o correto direcionamento dos óleos e gorduras.

Há uma gama enorme de possibilidades de inserção de resíduos de restaurante da logística reversa.

Agindo desta forma, o restaurante poderá se valer de uma imagem positiva, além de conseguir auferir ganhos não operacionais. Ou seja, que não vem da venda de comida.

Descarte de lixo em restaurantes: como fazer da maneira correta?

6 – Ganhe dinheiro com a venda dos resíduos do restaurante

implementar a gestão de resíduos do seu restaurante

Por falar em ganho de dinheiro de forma não operacional, os resíduos de restaurante estão entrando na rota do comércio de lixo.

O crescimento das usinas de compostagem tem possibilitado o tratamento de orgânicos de uma forma nunca antes vista. De igual forma, pode-se ganhar um bom dinheiro vendendo latas, vidros, óleos, papéis, etc.

Para por este plano em prática é necessário recorrer a dica 1 informada neste artigo. Não misture o lixo.

Se tudo estiver separado, a probabilidade de se encontrar tratadores interessados em comprar o resíduo crescerá muito. Desta forma, além de sustentável, o restaurante será ainda mais lucrativo.

Quais resíduos de alimentos podem ser colocados na composteira?

Os benefícios de se praticar gestão de resíduos nos restaurantes

Esperamos que com estes truques, você consiga implementa a gestão de resíduos em seu restaurante.

As possibilidades de ganhos advindos do correto gerenciamento dos descartes são muitas, desde a valorização da imagem, até o aumento das receitas.

Neste sentido, empresas que utilizarem as melhores práticas e mantiverem o melhor relacionamento com tratadores, tenderão a desfrutar de vantagens no mercado.

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Mas quer se aprofundar um pouco mais a respeito? Leia outro artigo do nosso blog: Como a Gestão de Resíduos Auxilia Sua Empresa a Afastar Passivos Ambientais?

implementar a gestão de resíduos do seu restaurante

Quais resíduos de alimentos podem ser colocados na composteira?

resíduos de alimentos podem ser colocados na composteira

Saiba quais resíduos de alimentos podem ser colocados na composteira e que não comprometa a degradação da matéria orgânica e não atraia vetores.

Podem ir para a composteira os restos de alimento além de folhas, serragem e estercos. Já o que não pode ir para a composteira são frutas cítricas, alho e cebola, carnes, nozes pretas, trigo e arroz.

A compostagem do resíduo orgânico é um processo natural de decomposição que transformar os resíduos de alimento em adubo de primeira qualidade. Separar, reciclar e reutilizar o que é possível são soluções básicas que podemos tomar para reduzir os impactos que o resto de alimento traz ao meio ambiente. Por isso, o reaproveitamento do resíduo de alimento na compostagem é uma ótima saída para reduzir a quantidade de lixo que produzimos. Confira!

Saiba como realizar o descarte de maneira correta do lixo em restaurantes.

Compostagem como alternativa para restos de alimentos

resíduos de alimentos podem ser colocados na composteira

Existem várias possibilidades de reaproveitamento dos resíduos de alimento, e a forma mais comum é através da compostagem.

A compostagem pode ser realizada em escala doméstica, ou seja, reaproveitando os restos de alimentos de casa nas composteiras para consumo da própria população. Ou em escala industrial para a produção de fertilizante orgânico.

Muitas empresas perceberam que a compostagem é uma alternativa de realizar o gerenciamento dos seus resíduos orgânicos, como também, uma forma de lucrar através da venda do resto do seu resíduo orgânico para outras empresas que produzem fertilizantes orgânicos. Nesse método eficiente, empresas encontram soluções lucrativas para resolver a questão do lixo produzido pelo negócio.

lei ambiental sobre logística reversa de medicamentos

O Mercado de Resíduos é uma ferramenta da VG Resíduos que promove o encontro entre as empresas produtoras e as que tratam esse tipo de resíduo.

Leia mais sobre Mercado de Resíduos em: Novo Mercado de Resíduos agiliza contratação de fornecedores

Quais resíduos de alimentos podem ser colocados na composteira

resíduos de alimentos podem ser colocados na composteira

Os resíduos de alimentos se degradam espontaneamente em ambientes naturais e reciclam os nutrientes nos processos da natureza. Alguns podem ser colocados na composteira, já outros quando colocados atrapalham o processo de degradação e atraem vetores.

Saiba quais resíduos de alimentos podem ser colocados na composteira e quais outros resíduos também podem ser inseridos:

Restos de alimentos

Restos, talos e casca de verduras e frutas (menos as cítricas), cascas de ovo, borra de café podem se converter em excelentes fontes de nitrogênio.

Alimentos cozidos ou assados

Podem ser usados desde que em pequenas quantidades. É preciso evitar o excesso de sal e conservantes dos alimentos processados. Esse tipo de material não pode estar úmido, por isso se deve adicionar bastante pó de serra em cima dos restos.

Borra de café

Inibe o aparecimento das formigas e é um excelente complemento nutricional para as minhocas. O filtro de papel usado para o preparo do café também pode ser adicionado na compostagem.

Resíduos frescos

Podas de grama e folhas possuem alta concentração de nitrogênio. Uma boa solução é separar um espaço em que os resíduos frescos possam secar antes de serem usados, gerando uma boa economia, pois se não houver serragem, os resíduos secos são excelentes substitutos. 

Serragem e folhas secas

A serragem não tratada, ou seja, sem verniz e as folhas secas ajudam no equilíbrio, são ricos em carbono e evitam o aparecimento de animais indesejados e do mau cheiro.

Estercos

Podem ser de boi, de porco e de galinha, mas somente utilizar se tiverem sido curtidos.

Resíduos de alimentos não recomendados nas composteiras

resíduos de alimentos podem ser colocados na composteira

Saiba quais resíduos de alimentos não podem ser colocados na composteira e quais outros resíduos também não podem ser inseridos:

Frutas cítricas: a polpa e as cascas podem alterar o pH da terra, é o caso da laranja, abacaxi, limão, entre outros; 

Arroz: depois de cozido é um ótimo local para bactérias, mas péssimo para a saúde humana e das plantas;

Laticínios: qualquer derivado de leite não pode ser compostado, pois a decomposição é muito lenta, causa um mau cheiro e atrai organismos indesejáveis;

Carne: a decomposição de restos de frango, peixe e carne bovina são muito demoradas, causa mau cheiro e atrai animais;

Nozes pretas: as nozes contêm um composto orgânico que é tóxico para alguns tipos de plantas;

Derivados de trigo: como massa, bolo. Esses itens têm decomposição lenta em comparação com os demais e ainda atraem pragas;

Gorduras: alimentos gordurosos podem liberar substância que retardam a compostagem e prejudicam o composto;

Alho e cebola: têm decomposição muito lenta e trazem mau cheiro. Acabam desacelerando todo o processo de compostagem;

A maioria dos tipos de papel: revistas, jornais, papéis de impressão, envelopes e catálogos são todos tratados com químicos pesados, geralmente branqueadores (que contêm cloro) e tintas que não são biodegradáveis. A reciclagem é a solução;

Fezes de cães e gatos: esses resíduos podem conter parasitas e vírus, que trazem riscos potenciais às minhocas e às plantas;

Serragem de madeira tratada:  se a serragem for oriunda de algum tipo de madeira envernizada ou quimicamente tratada, os componentes químicos irão prejudicar as minhocas;

Carvão vegetal: possui grandes quantidades de enxofre e ferro, que fazem mal para as plantas;

Plantas doentes: plantas com fungos ou outra doença podem passar para as plantas saudáveis.

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Resíduos orgânicos e a legislação brasileira

resíduos de alimentos podem ser colocados na composteira

Conforme Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS as empresas devem encontrar formas legais e plausíveis para o gerenciamento de resíduos orgânicos.

A PNRS determina no art. 36, inciso V, a necessidade de implantação dos municípios de um sistema de compostagem para resíduos sólidos orgânicos como uma forma de reaproveitamento.

As principais leis do país em vigor aplicavam ao reaproveitamento de resíduos orgânicos são:

  • lei nº 6894, de 16 de dezembro de 1980, que determina a inspeção e a fiscalização da produção e comercialização de fertilizantes;
  • resolução CONAMA n. 375, de 29 de agosto de 2006, que define critérios e procedimentos, para o uso agrícola de lodos de esgoto gerados em estações de tratamento de esgoto sanitário;
  • resolução CONAMA Nº 481, de 3 de outubro de 2017, que define critérios e procedimentos para garantir controle e qualidade ambiental do processo de compostagem de resíduos orgânicos.

Para cumprir com a legislação de gerenciamento de resíduos a empresa pode contratar softwares que realizam a gestão dos resíduos de alimentos gerados. O software realiza o inventário de todos os resíduos gerados. É possível realizar o diagnóstico completo através do software de gestão da VG Resíduos.

Através dele a gestão se torna mais fácil e ágil. A empresa consegue identificar os tipos de resíduos gerados e quantidade, possibilitando a tomada de decisões correta sobre o quer fazer com o resíduo coletado. Também é possível gerenciar todo o sistema de logística reversa.

Por fim, sabemos que nem todos os resíduos de alimentos podem ser colocados em composteiras, pois dificulta a decomposição dos resíduos orgânicos e diminui a qualidade do composto formado. Com a compostagem dos resíduos de alimentos a empresa tende aumentar seus rendimentos, já que é possível lucrar com a venda do composto.  

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Mas quer se aprofundar um pouco mais a respeito? Leia outro artigo do nosso blog: Como obter lucro utilizando restos de alimentos para fazer adubo?

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7 Dicas para ampliar o seu negócio reciclando lixo orgânico

lixo orgânico

O lixo orgânico ainda é um desafio muito grande para as cidades modernas, isto porque a reciclagem quase nunca é viável, sendo o material destinado aos aterros sanitários, quando não, aos lixões.

Por outro lado, há algumas empresas que estão lucrando com estes materiais. Além de ajudar o meio ambiente, elas estão faturando milhões de reais anualmente, é o caso das indústrias de compostagem, bioenergia e outras que possibilitam a recolocação do lixo orgânico em cadeias produtivas

Daremos neste artigo, 7 dicas quentes para que sua empresa aumente os lucros neste mercado tão novo.

1 – Invista em tecnologias inovadoras para a reciclagem

Até pouco tempo atrás, apenas alguns resíduos sólidos eram recicláveis. Além dos tradicionais metais não ferrosos, como alumínio, cobre, chumbo e estanho, já havia a reciclagem de plásticos, borrachas e alguns outros compostos. Mas o procedimento só era feito em grandes volumes e com condições pouco favoráveis aos fornecedores dos materiais, dada a limitação tecnológica.

Contudo, hoje há uma infinidade de tecnologias disponíveis para empresas que pretendem ingressar na reciclagem dos materiais mais diversos, até mesmo do lixo orgânico.

Portanto, nossa primeira dica é que sua empresa invista em tecnologias que permitam a reciclagem do lixo orgânico, descontinuando ou ao menos reduzindo bastante a destinação em aterros. Com uma pequena planta de reciclagem já é possível atender uma infinidade de clientes em sua região.

Saiba mais: qual a relação entre coleta seletiva de resíduos e a reciclagem?

2 – Faça parcerias para a redução de custos

lixo orgânico

Uma das barreiras à reciclagem do lixo orgânico é a questão das margens de lucro, que são bem apertadas, fazendo com que o processo seja vantajoso apenas a partir de uma determinada quantidade de material. Por isso, a criação de parcerias é fundamental.

Uma das ações que sua empresa pode empenhar é combinação de rotas nas empresas em que o material será coletado, assim há um aproveitamento muito maior do frete. Parceiros com fornecimento fixo em datas pré-agendadas são fundamentais para o sucesso deste tipo de operação.

Confira: como aplicar a logística reversa da garrafa PET e gerar renda?

3 – Utilize a internet para fazer negócios

lixo orgânico

Tudo está na internet hoje em dia. Fazer anúncios do serviço de reciclagem em sites específicos ou procurar aparecer em blogs da área é importante para que a empresa seja vista pelos futuros parceiros.

Há também os portais específicos para transações que envolvem lixo, como é o caso do Mercado de Resíduos, sobre o qual falaremos mais adiante.

4 – Utilize uma plataforma específica para captação de resíduos

lixo orgânico

Hoje existem plataformas que atuam especificamente nas transações que envolvem resíduos industriais e comerciais. É o caso do portal Mercado de Resíduos.

O sistema liga empresas geradoras às tratadoras e vice-versa. Uma das vantagens da plataforma é seu funcionamento no formato de leilão, assim o ofertante cadastra o material e os interessados dão os lances, informando o quanto estão dispostos a pagar ou o quanto cobrariam para tratar cada um dos resíduos cadastrados.

Outra vantagem da plataforma é o fato de os clientes poderem participar de catálogos especiais para suas áreas de atuação. Desta forma, o próprio sistema faz indicações de empresas tratadoras com base no histórico de geração de cada cliente.

Confira o passo a passo da reciclagem do alumínio e gere renda

5 – Inove na destinação do lixo orgânico

lixo orgânico

Os geradores de hoje em dia estão buscando elevar os padrões ambientais de seus negócios. Assim, a inovação tecnológica é fundamental para captar lixo orgânico.

A maneira mais comum de tratamento deste resíduo (além do aterro) é o processo de compostagem, que por sinal é muito bom. Contudo, há outros procedimentos mais atuais, rentáveis e ambientalmente interessantes, como é o caso da biodigestão.

Em um biodigestor anaeróbico, os gases provenientes da decomposição da matéria orgânica (principalmente metano), podem ser direcionados até geradores de energia elétrica, que os converterão em eletricidade que será vendida para a rede ou utilizada na propriedade.

Além do mais, o que restar da biodigestão já estará com baixa carga orgânica, podendo ser vendido como um bom fertilizante. Há uma crescente demanda por fertilizantes orgânicos e isentos de compostos químicos artificiais. Assim, além de gerar renda com a energia, sua empresa poderá abastecer alguns fornecedores de fertilizantes, elevando muito o valor do material.

6 – Forneça todos os comprovantes de destinação do lixo orgânico

Uma das preocupações dos geradores de lixo orgânico, diz respeito aos comprovantes de destinação do material. Afinal de contas, os órgãos ambientais estão apertando a fiscalização a cada dia, obrigando as empresas a documentarem tudo o que enviam para fora na forma de resíduos.

Sistemas automatizados de comprovação de destinação são uma boa opção. Um deles é o VG Resíduos, um software específico para o atendimento de quem geradores e tratadores.

A ferramenta administra tudo o que entra e sai da operação, garantindo o cumprimento de normas legais e mercadológicas, além de auxiliar no fornecimento de toda documentação de comprovação das destinações.

7 – Cumpra todos os requisitos legais obrigatórios

lixo orgânico

Por último, mas não menos importante, colocamos como dica, o cumprimento dos requisitos legais obrigatórios à atividade.

É importante que os requisitos sejam, não só cumpridos, mas também evidenciados, isso porque de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, há sobre o gerador a responsabilidade voluntária pelo seu resíduo, mesmo após o material deixar as instalações da empresa.

Por isso, os geradores dão preferência às empresas tratadoras que evidenciam o atendimento à legislação aplicável, pois desta maneira o risco de responsabilização por eventuais infrações ou crimes ambientais que envolvam aqueles resíduos é menor, tendo o contratante a “isenção” de responsabilidade por ter direcionado seus materiais à uma empresa regular perante o Estado.

A reciclagem de lixo orgânico é um processo novo e em plena expansão no Brasil. A maior parte dos materiais ainda é destinada aos aterros e lixões, comprometendo a qualidade do solo, das águas e as condições sanitárias das comunidades ao redor.

Por isso, empresas que trabalham com reciclagem deste tipo de resíduos estão crescendo à altas taxas, uma vez que tem um mercado inteiro a ser explorado. Além do mais, as tecnologias de tratamento de resíduos estão avançando rapidamente, viabilizando muitas operações que até pouco tempo não eram possíveis.

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Se quiser aprofundar mais sobre o assunto leia este outro artigo do blog: Cinco dicas para transformar lixo em fonte de renda para seu negócio

8 passos para localizar bons geradores de lixo orgânico

lixo orgânico

Como boa parte dos geradores de lixo orgânico não fazerem a separação dos resíduos, principalmente pelo custo de remoção do material, muitos tratadores de lixo orgânico têm dificuldade para conseguir resíduos e localizar bons geradores.

Alguns tratadores de resíduos possuem grande facilidade em encontrar materiais para seu negócio pois há um amplo mercado desenvolvido ao redor dos produtos trabalhados, como por exemplos os recicladores de alumínio, ferro e sucatas em geral.

Neste artigo, abordaremos oito passos para sua empresa conseguir localizar bons geradores de lixo orgânico.

Leia também: Como Política Nacional de Resíduos Sólidos influencia o meu negócio?

1 – Tente fazer contato direto com grandes geradores

O primeiro passo é tentar fazer contato direto com os grandes geradores, uma vez que é neste tipo de empresa que se concentra o material mais vantajoso do ponto de vista financeiro.

Os dados dos gestores de meio ambiente dificilmente são encontrados na internet, mas é possível que seja feito contato com o setor de atendimento aos fornecedores para que eles façam o encaminhamento.

2 – Estabeleça um programa de coleta regular de resíduos

lixo orgânico

Empresas que geram lixo orgânico, geralmente o fazem com uma certa regularidade, seja uma rede de restaurantes que possui descartes diários ou uma grande indústria que produz materiais em fluxo constante.

Por isso, disponibilizar um serviço de coleta regular dos resíduos, não importando o volume é fundamental para que se consiga contratos de fornecimento fixo de lixo orgânico para os processos de compostagem, biodigestão e afins.

Saiba mais: como ganhar dinheiro com a reciclagem de resíduos

3 – Utilize softwares que geram os documentos exigidos pelos grandes geradores

Grandes geradores de resíduos, trabalham com sistemas de gestão de alto desempenho, estes geralmente requerem o cumprimento de certas burocracias para que seja firmada a parceria comercial, além do fato de que precisam de muitos dados para alimentarem seus indicadores e documentos para seu setor jurídico.

Por isso, utilizar um software de gestão de resíduos que permita que o gerador tenha acesso aos dados de destinação do material gerado por ele, bem como a disponibilização de todos os documentos obrigatórios é fundamental para conseguir captar este tipo de fornecedor. Não são raros os casos de grandes indústrias que demonstram interesse por um determinado tratador, mas não firmam a parceria por questões burocráticas.

Nestes casos, um software como o VG Resíduos poderia resolver completamente o problema, uma vez que ele automatiza o processo de gestão de resíduos e disponibiliza a informação e os documentos em tempo real.

4 – Utilize ferramentas adequadas para ter acesso aos geradores

lixo orgânico

Para captar com êxito, bons fornecedores, não só de lixo orgânico, mas de quaisquer outros resíduos, o ideal é usar uma ferramenta feita especificamente para este fim. Um bom exemplo é o Mercado de Resíduos, que funciona como uma espécie de leilão de resíduos com pequenos e grandes participantes.

As empresas que desejam obter os resíduos podem dar lances nos materiais ofertadas pelas empresas que desejam destiná-los. Assim o sistema liga os melhores tratadores aos geradores, representando também uma grande oportunidade para pequenas empresas tratadoras de resíduos terem acesso aos grandes geradores sem ter que passar pelas barreiras burocráticas.

5 – Faça anúncios de coleta de resíduos em sites específicos

Existem alguns sites específicos para comercialização de diversos produtos industriais, dentre eles os resíduos. Caso a empresa faça coletas recorrentes deste tipo de material, pode manter um anúncio fixo em algum portal deste tipo.

O Mercado de Resíduos permite que, além de ter a possibilidade de dar lances nos resíduos dos geradores, seus clientes também possam fazer parte de um catálogo especial que é fornecido às empresas que mais geram o resíduo específico cadastrado pelo tratador.

Desta forma, a empresa, além de poder dar lances nos materiais, estará constantemente exposta aos principais geradores do resíduo desejado, na região em que está localizada.

Confira: Cinco dicas para realizar o gerenciamento de resíduos hospitalares

6 – Utilize as redes sociais como ferramenta de busca

lixo orgânico

Um passo a mais para aprofundar a captação de fornecedores de lixo orgânico é a realização de buscas e anúncios nas redes sociais, especialmente Facebook e Linkedin. É possível que a empresa busque os potenciais geradores do seu resíduo, no caso o lixo orgânico, e também consiga os contatos dos responsáveis pela destinação do material. Assim o contato será feito diretamente com a pessoa de referência para o caso.

7 – Mantenha os dados da empresa sempre atualizados no cadastro dos buscadores

Além de ter uma boa estratégia de captação, utilizar as redes sociais e também os sistemas VG Resíduos e Mercado de Resíduos, é importante que a empresa mantenha seus dados sempre atualizados em todos os seus cadastros, só assim receberá as notificações das ofertas que sejam compatíveis com seu perfil, além de ter mais chance de ser encontrada em buscadores da internet.

8 – Pratique estratégias de preço competitivos

O último passo é praticar uma estratégia de preços competitiva, seja para compra ou para tratamento do resíduo, pois de nada adiantará ter acesso aos geradores e ser achada por elas, se a empresa não se mostrar financeiramente vantajosa para aqueles que lhe enviarão o material.

No caso do lixo orgânico, muitas empresas cobram para buscar o resíduo e fazer seu tratamento. Há outras, no entanto, que conseguem agregar valor ao material e podem coletá-lo por um preço significativamente inferior ou até mesmo gratuitamente, tornando muito maior a possibilidade de conseguir excelentes geradores para o seu processo.

Em todo caso, o importante é a empresa ter uma estratégia bem alinhada ao seu mercado e que lhe permita ter algum tipo de vantagem competitiva, de forma que seja vantajoso para aquele gerador, enviar seus materiais para ela.

Para as empresas que tratam resíduos orgânicos e conseguem agregar valor a eles, é mais difícil encontrar bons geradores de lixo orgânico que em outros mercados, pois o gargalo do processo está na aquisição do material e não em sua destinação.

Assim, utilizar-se das ferramentas adequadas para chegar até estes geradores é ideal para que se consiga efetivar a estratégia e tornar a operação cada vez mais lucrativa.

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Se quiser aprofundar mais sobre o assunto leia este outro artigo do blog: Quatro dicas para empreender com reciclagem de óleo de cozinha

Como obter lucro utilizando restos de alimentos para fazer adubo?

restos de alimentos para fazer adubo

As empresas que manejam resíduos orgânicos da indústria alimentícia, como as cascas de frutas, podem fazer renda utilizando restos de alimentos para fazer adubo. Obtém-se o fertilizante natural pela compostagem, tratamento biológico no qual os micro-organismos fazem a decomposição dos resíduos orgânicos.

O resultado da compostagem é o adubo orgânico, que pode ser comercializado como fertilizante para plantas e solos. As tratadoras que investem na reciclagem de restos alimentícios podem vender o adubo, ideal para agricultura, jardins, pomares e hortas.

Além do ganho financeiro, a produção de adubo a partir da compostagem demonstra que a tratadora é ecologicamente correta. O tratamento biológico dos resíduos orgânicos evita que as sobras sejam abandonadas irregularmente no meio ambiente ou depositadas em aterros. A compostagem que gera o adubo é um método simples, podendo ser implantado pelas tratadoras sem grandes investimentos financeiros.

A seguir, vamos tratar em detalhes das vantagens de reciclar os restos de alimentos para fazer adubo. Acompanhe!

lucre comprando ou vendendo resíduos

Produza adubo e seja ecologicamente correto

As sobras da indústria alimentícia estão entre os chamados resíduos orgânicos. No conjunto de resíduos do setor alimentício que podem passar pela compostagem, virando adubo, estão:

  • cascas de batata
  • legumes
  • hortaliças
  • restos e cascas de frutas
  • borras de café
  • restos de pão
  • arroz
  • massa
  • cereais
  • restos de comida cozida

Quando as tratadoras de resíduos optam por reciclar essas sobras transformando-as em adubo orgânico, demonstram que são ecologicamente corretas. Com a implantação da Política Nacional de Resíduos, as empresas precisam fazer a gestão adequada das sobras. Tratar os resíduos com responsabilidade diminui os riscos para o meio ambiente e os indivíduos.

Durante a compostagem, ocorre somente a formação de CO2, H2O e biomassa (húmus). O sistema de compostagem que gera o adubo é um processo de fermentação que ocorre na presença de oxigênio (aeróbico). Sendo assim, com a compostagem não há formação de CH4 (gás metano), que é altamente nocivo ao meio ambiente. Sua agressividade é 23 vezes maior que o gás carbônico, impactando enormemente os efeitos do aquecimento global.

As leis ambientais recomendam que os resíduos sejam reduzidos e uma das soluções é retorná-los à cadeia de produção. Isso pode ser obtido quando se implanta a Política dos 3R´s: Redução, Reutilização e Reciclagem. A produção de adubo via compostagem é uma aplicação dessa política, pelo método da reciclagem.

Leia: 6 dicas para o tratador de resíduos mostrar seus diferenciais no mercado

Saiba como a compostagem resulta em adubo

restos de alimentos para fazer adubo

As sobras de alimentos transformam-se em adubo por meio da compostagem. É um tratamento biológico que se inicia quando as sobras alimentícias são acumuladas em pilhas de orgânicos. A partir daí, microrganismos, como bactérias, fungos e actinomicetos, na presença de oxigênio, decompõem a matéria orgânica dos resíduos, transformando-os. O resultado é o composto orgânico chamado húmus, um adubo repleto de nutrientes que fortalecem as raízes das plantas.

O adubo orgânico torna o solo poroso, facilitando a aeração das raízes, a retenção de água e nutrientes. Os minerais compõem 6% do composto e são formados de nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e ferro. Por essa riqueza de nutrientes, o adubo orgânico tem excelente resultado na agricultura, na jardinagem, em pomares e hortas.

As tratadoras podem comercializar esse adubo e com um diferencial importante. Por serem gerados por método natural, o húmus não é nocivo aos solos e às plantas, como o adubo químico. Os fertilizantes químicos são poluentes, pois podem deteriorar o solo e contaminar os lençóis freáticos. Podem, ainda, oferecer riscos à pessoa que o aplica, especialmente na ausência de Equipamentos de Proteção Individual (EPI´s).

Entenda as regras para a produção do adubo

restos de alimentos para fazer adubo

A transformação dos restos de alimentos em adubo, por meio da compostagem,  precisa ser feita com critérios. Em outubro de 2017, o Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA),  estabeleceu a Resolução Nº 481, tratando desse assunto. Segundo o Artigo 10 da resolução, é preciso seguir diretrizes durante a compostagem, para evitar impactos ambientais:

Art. 10. As unidades de compostagem devem atender aos seguintes requisitos mínimos de prevenção e controle ambiental:

I – adoção das medidas de controle ambiental necessárias para minimizar lixiviados e emissão de odores e evitar a geração de chorume;

II – proteção do solo por meio da impermeabilização de base e instalação de sistemas de coleta, manejo e tratamento dos líquidos lixiviados gerados, bem como o manejo das águas pluviais;

III – implantação de sistema de recepção e armazenamento de resíduos orgânicos in natura garantindo o controle de odores, de geração de líquidos, de vetores e de incômodos à comunidade;

IV – adoção de medidas de isolamento e sinalização da área, sendo proibido o acesso de pessoas não autorizadas e animais;

V – controle dos tipos e das características dos resíduos a serem tratados;

VI – controle da destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos e líquidos gerados pela unidade de compostagem.

Confira: Quais leis influenciam o tratamento de resíduos e o seu negócio?

Tenha rendimentos produzindo o adubo orgânico

restos de alimentos para fazer adubo

Além de lucrar com a comercialização do adubo orgânico, as tratadoras que seguem as diretrizes do CONAMA podem ter rendimentos por outros fatores. A compostagem que gera o adubo é um método simples e econômico, que não demanda alto investimento para ser implantado. As tratadoras podem reservar um local de sua estrutura física para a compostagem e produzir o adubo com relativa facilidade.

Produzir adubo orgânico tem uma vantagem econômica adicional. A reciclagem das sobras alimentícias não passa por nenhum tratamento industrial, o que significa mais economia.

Para formar uma clientela, pode-se contratar uma consultoria capaz de indicar empresas alimentícias que possam destinar seus resíduos às tratadoras.  Por meio de uma  plataforma tecnológica é possível colocar em contato geradores e tratadores de resíduos alimentícios, formando uma parceria.

Ao usar os restos de alimentos para fazer adubo, além do ganho financeiro, a tratadora mostra que é ambientalmente responsável. O tratamento biológico dos resíduos orgânicos evita que as sobras sejam descartadas incorretamente, diminuindo o impacto ambiental. O adubo gerado pela compostagem é um método simples de ser implantado e que não demanda grandes investimentos financeiros.

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Se quiser aprofundar mais sobre o assunto leia este outro artigo do blog: Como se destacar sendo um especialista no tratamento de resíduos

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