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O que diz a lei ambiental sobre a obrigação da logística reversa?

A lei ambiental sobre a obrigação da logística reversa, principalmente regida pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), diz sobre a obrigação da logística reversa para uma gama de produtos. Desde embalagens de bebidas até óleos lubrificantes usados e contaminados, passando por pneus inservíveis e outros produtos.

Apesar de ser uma exigência legal muitas empresas não possuem um sistema de logística reversa estruturada. Esta negligência tem gerado significativas situações de ameaça ao meio ambiente. Para que a lei seja cumprida alguns estados passaram a exigir a estruturação do sistema de logística reversa como condicionante para o licenciamento ambiental.

A logística reversa é realizada através de ações que viabilizam a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial. Esses resíduos são reaproveitados no seu próprio ciclo ou em outros ciclos produtivos. Ou podem ser destinados de forma ambientalmente correta. Confira mais nesse artigo!

Lei ambiental sobre a obrigação da logística reversa

A lei ambiental sobre a obrigação da logística reversa vigora desde 2010, porém somente em 2017 foi regulamentada através do decreto nº 9177.

A lei 12.305/2010 regulamenta o manejo adequado dos resíduos e estipula outros dois instrumentos para viabilizar a logística reversa: o termo de compromisso e o acordo setorial.

O intuito da lei ambiental é instituir instrumentos para a gestão de resíduos, permitindo que o país enfrente os principais problemas ambientais, sociais e econômicos causados pelo manejo incorreto dos resíduos.

A PNRS determina que para a implantação do sistema de logística reversa tanto os fabricantes, quanto os importadores, distribuidores, comerciantes, cidadãos e prefeitura tenham a responsabilidade compartilhada no manejo dos resíduos e embalagens pós-consumo.

Descubra qual as melhores soluções de logística reversa para a sua empresa.

Lei ambiental sobre a obrigação da logística reversa

A implantação da logística reversa já é lei para fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes de certos produtos. Para cumprir a lei, são feitos acordos setoriais entre eles e o poder público para implantar um sistema de logística reversa.

Em 2012, foi assinado um acordo de logística reversa com o setor de embalagens plásticas de óleos lubrificantes. Para implantar o sistema nos setores de lâmpadas e embalagens em geral, o governo assinou acordos em 2015.

Outros acordos setoriais para implantação da logística reversa nos setores das cadeias produtivas de embalagens e resíduos de medicamentos, produtos e componentes eletrônicos estão sendo estudados.

novas resoluções do CONAMA de NOV/18

Em São Paulo, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) regulamentou que a partir de outubro de 2018 para as organizações obterem a licença ambiental terão a obrigatoriedade de implantaram o sistema de logística reversa. Com essa decisão fica determinada a responsabilidade da empresa apresentar um plano de coleta dos resíduos resultante de seus produtos ou embalagens e qual foi à destinação dada a esse resíduo.

Saiba como funciona a logística reversa de lâmpadas fluorescentes.

Setores prioritários na logística reversa

Devem possuir um sistema de logística reversa os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de:

Descubra os sete bons motivos para incluir a logística reversa de resíduos.

Condições para firmar um Termo de Compromisso

O termo de compromisso tem como objetivo acompanhar a estruturação, implementação e operacionalização da logística reversa.

A empresa pode aderir o termo de compromisso ou implementar o sistema. No entanto, a forma mais simples e eficiente é firmar o termo de compromisso.

Fazem parte do termo de compromisso as entidades signatárias e as empresas.

O conteúdo mínimo do termo de compromisso da logística reversa deve conter o seguinte conteúdo:

  • identificação dos participantes: da empresa e do órgão signatário;
  • considerações pertinentes ao sistema de logística reversa;
  • identificação do resíduo (ou grupo de resíduos) sujeito a logística reversa;
  • definições específicas ao sistema de logística reversa;
  • descrição das etapas e demais detalhes operacionais do sistema;
  • responsabilidades;
  • metas do sistema de logística reversa;
  • condições de acompanhamento e do controle da implementação do sistema;
  • disposições finais.

Saiba como afastar sanções implantando um sistema de logística reversa.

Cumprimento da lei sobre logística reversa

O cumprimento da lei ambiental sobre a obrigação da logística reversa pode ser realizada por meio de um software de gestão de resíduo ou mesmo por uma empresa especializada neste tipo de serviço.

No software de gestão de resíduos da VG Resíduos a empresa pode implementar o sistema de forma individual. A plataforma traz funcionalidades específicas para o controle das áreas geradoras, dos processos, dos prestadores de serviços e dos documentos, tudo com metodologia baseada na Política Nacional de Resíduos e demais legislações pertinentes ao assunto.

Já na plataforma Mercado de Resíduos o gerador encontrar empresas especializadas neste tipo de serviço. A plataforma serve para integrar interessados em resíduos e, sobretudo, estruturar uma rede de contatos que garanta o oferecimento de soluções para compra, venda, tratamento e transporte de resíduos em escala nacional.

A lei ambiental sobre a obrigação da logística reversa é importantíssima para a conservação ambiental. Trata-se de uma lei que estimula a reflexão de distribuidores, importadores e fabricantes da importância do descarte correto de certos produtos. A logística reversa tem a finalidade de reduzir o consumo de recursos naturais, diminuir a geração de resíduos e incentivar o consumo sustentável.  Além disso, tem impacto positivo aos negócios da empresa, tornando a marca conhecida como uma organização ambientalmente responsável.

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Mas quer se aprofundar um pouco mais a respeito? Leia outro artigo do nosso blog: Quais os principais tipos de logística reversa no Brasil?

novas resoluções do CONAMA de NOV/18

 

 

 

 

Como sua empresa pode lucrar com logística reversa de resíduos de vidros?

logística reversa de resíduos de vidros

Lucrar com logística reversa de resíduos de vidros é possível, uma vez que, dentre os resíduos recicláveis, o vidro possui maior potencial de retorno à cadeia produtiva e, portanto, seria uma boa oportunidade de negócios. Nesse caso, a  logística reversa  envolve a reintrodução do resíduo de vidro ao ciclo de produção como matéria-prima, o que prolonga o ciclo de vida do produto,  permitindo descarte só em último caso.

A logística reversa de resíduos de vidro implementa sistemas de fluxo reverso. Através do sistema o manejo e a destinação final dos resíduos de vidro são operacionalizados e administrados.  Confira!

Como a coleta seletiva contribui para a logística reversa?

O que é a logística reversa dos resíduos de vidro?

logística reversa de resíduos de vidros

O conceito de logística reversa tem sido muito difundido e recomendado desde a instituição da Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS. Esse é um tema ambientalmente correto e usado como ferramenta para desenvolver uma economia sustentável dentro de uma organização.

Além disso, o processo de logística reversa dos resíduos de vidro abrange desde a etapa de recolhimento do consumidor final até sua reutilização. Logo, o sistema tem a função de coletar e processar os resíduos a fim de assegurar uma recuperação sustentável dos seus componentes.

A logística reversa de resíduos vidros é utilizada há muito tempo nas indústrias de bebidas, principalmente nas que utilizam as garrafas de vidro retornáveis, como a Coca Cola.

Atualmente, as empresas que investem em logística reversa de resíduos de vidros podem ter um faturamento bruto mensal do negócio de R$ 1,5 milhão. Essas empresas lucram revendendo o material reciclado para outras indústrias que utilizam o resíduo como matéria prima.

Saiba quais os tipos de logística reversa existente no Brasil.

Quais tipos de vidros recicláveis?

logística reversa de resíduos de vidros

O vidro é um material que permite que seja reciclado inúmeras vezes sem perder a qualidade. Portanto, ele pode ser usado para fabricar diversas embalagens e produtos. Dessa maneira, ele é mais empregado na fabricação de embalagens. Veja os tipos de vidros mais reciclados no Brasil:

  • garrafas de sucos, refrigerantes, cervejas e outros tipos de bebidas;
  • potes de alimentos;
  • cacos de vidros;
  • frascos de remédios;
  • frascos de perfumes;
  • vidros planos e lisos;
  • para-brisas;
  • vidros de janelas;
  • Pratos, tigelas e copos.

Conheça sete dicas para vender resíduos e lucrar no Mercado de Resíduos.

O que é a reciclagem de resíduos de vidros?

logística reversa de resíduos de vidros

O processo de logística reversa pode envolver a reciclagem, que consiste no derretimento de resíduos de vidro. Nesse caso, os reciclados são utilizados para a fabricação de novos produtos, na maior parte das vezes, embalagens.

logística reversa de resíduos de vidros

Mais adiante, o reciclado é misturado com a matéria-prima nova. A exemplo, a porcentagem de reciclado de vidro em garrafas é em média 60%. Porém, dependendo da cor, esse percentual ainda pode chegar a 90%.

A reciclagem de embalagens de vidro ganhou grande destaque com a logística reversa de embalagens. Principalmente depois que algumas empresas começaram a utilizar as garrafas retornáveis. Mas, há um fator de empecilho: conscientização da população para realizar a coleta seletiva ou o encaminhamento das embalagens para os pontos de coleta.

Ainda assim, as vantagens de utilizar o reciclado de vidro ao invés de fabricar as embalagens sem a incorporação do reciclado são inúmeras. Como poupar uma boa parte dos recursos naturais. Também consome menor quantidade de energia e emite menos material particulado.

Outra vantagem é que a reciclagem dos resíduos de vidros diminui a geração e descarte de resíduos sólidos urbanos, reduz os custos de coleta urbana e o aumenta da vida útil dos aterros sanitários.

Cabe enfatizar que, para lucrar com a reciclagem do vidro, é preciso tomar alguns cuidados. Dessa forma, o tratador deve separar o material para garantir a pureza do reciclado. Nesse processo, impurezas devem ser eliminadas, como restos de outros materiais que não seja vidro.

Saiba quais técnicas de tratamento do lixo mais lucrativas no Brasil.

Como lucrar com os resíduos de vidros?

logística reversa de resíduos de vidros

Para lucrar com os resíduos de vidros, algumas plataformas podem auxiliar negociar os resíduos recuperados através da logística reversa. Assim, podemos citar como exemplo plataforma Mercado de Resíduos da VG Resíduos. Nela é possível encontrar um lugar seguro para negociação de compra e venda de resíduos de vidros.

logística reversa de resíduos de vidros

Além disso, outros pontos a serem considerados que garantiram a eficiência do sistema de logística reversa são a necessidade de rastreamento e inventário de todos os materiais recolhidos. É possível realizar o diagnóstico completo dos resíduos através do software de gestão da VG Resíduos.

Portanto, por esse software a gestão se torna mais fácil e ágil. Assim, a empresa consegue identificar a quantidade, possibilitando a tomada de decisões correta sobre o quer fazer com o resíduo coletado através da logística reversa.

Sendo assim, a logística reversa dos resíduos de vidros pode ser lucrativa, uma vez que esses resíduos podem ser totalmente reaproveitadas no ciclo produtivo, sem nenhuma perda material. Dessa forma, permite às empresas ampliarem seu negócio ao invés de enviar para aterros sanitários. Ainda assim, além do lucro gerado, a empresa contribui para a redução dos custos de produção e minimiza os impactos ambientais com descartes inadequados. E ainda pode melhorar a sua imagem.

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Mas quer se aprofundar um pouco mais a respeito? Leia outro artigo do nosso blog: Como a reciclagem de embalagens de vidro pode ampliar seu negócio?

logística reversa de resíduos de vidros

 

 

Como transformar bituca de cigarro em adubo e lucrar?

Transformar a bituca de cigarro em adubo

Transformar a bituca de cigarro em adubo é possível e esse processo, bastante parecido com a compostagem de resíduos orgânicos, consiste em descontaminação, trituração e normalização e estabilização, a fim de neutralizar a carga tóxica da queima do cigarro para posteriormente aplicar no solo.

Neste artigo daremos algumas informações sobre o processo de transformação das bitucas de cigarro em adubo, bem como sobre as técnicas de viabilização deste tipo de atividade para empresas que atuam como tratadoras de resíduos. Leia!

Saiba mais: compostagem ou Reciclagem: diferenças e quais resíduos destinar?

O problema ambiental gerado pelas bitucas de cigarro

Transformar a bituca de cigarro em adubo

Todos os anos, estima-se que são produzidas mais de 700 mil toneladas de bitucas de cigarro ao redor do mundo, a maior parte destes materiais ainda é lançada nas ruas e calçadas, o que faz com que sejam levadas pela rede pluvial até os rios, que por sua vez os arrastam até o mar.

Nas águas, as bitucas são decompostas lentamente, sendo em muitos dos casos, ingeridas por peixes.

A ingestão de bitucas de cigarro por animais é um grande problema, pois ela pode os levar à morte por envenenamento, além de poluir o ambiente e piorar a qualidade das águas.

Soluções para as bitucas têm sido pensadas há décadas, mas em geral, a maioria delas leva à destinação em aterros sanitários ou lixões.

Transformar a bituca de cigarro em adubo

Projetos que têm transformado o destino das bitucas de cigarro

Transformar a bituca de cigarro em adubo

Um projeto nos EUA e Canadá tem transformado a realidade do tratamento de bitucas de cigarro nos grandes centros urbanos. A empresa terracycle espalhou lixeiras específicas para a coleta de bitucas em diversas cidades nos principais estados destes países e passou a coletar o material para dar a ele finalidades mais sustentáveis.

Um dos projetos é a transformação das bitucas em adubo. O material após passar por um processamento, fica disponível para ser aplicado a algumas culturas específicas, dentre elas as gramíneas, plantas que contém em sua família espécies como a grama de jardim e o milho.

Aqui no Brasil, um projeto no Paraná tem transformado bitucas em adubo orgânico de qualidade. No caso, estudantes do curso de gestão ambiental de uma instituição privada decidiram instalar lixeiras específicas para as bitucas em alguns pontos da cidade e o material recolhido foi tratado e aplicado no processo de hidrofertilização do solo, elevando sua produtividade em diversas culturas.

Leia também: qual a diferença entre coleta seletiva e logística reversa?

Como transformar bituca de cigarro em adubo?

As bitucas de cigarro são materiais que tem como matéria prima a celulose, que é um material orgânico produzido por vegetais, especialmente as árvores. É possível portanto, entender que as bitucas in natura poderiam ser utilizadas como adubo ao simplesmente serem lançadas ao solo. Contudo isso não é verdade, visto que elas recebem as substancias tóxicas da queima do cigarro.

As bitucas precisam ser processadas através de descontaminação, trituração e normalização, um processo bastante parecido com aquele que é realizado na compostagem de resíduos orgânicos comuns, como por exemplo os restos de alimentos. Após a normalização e estabilização, o resíduo de bituca tem sua carga tóxica neutralizada, sendo liberada para aplicação no solo.

Transformar a bituca de cigarro em adubo

Como implementar um programa de coleta de bitucas de cigarro?

Transformar a bituca de cigarro em adubo

O primeiro passo para a implementação de um programa comercial de transformação de bitucas de cigarro em adubo é o estabelecimento de parcerias para a instalação de coletores de bitucas locais de grande circulação de pessoas, especialmente, de fumantes. Uma vez que os coletores foram instalados, o próximo passo é a o estabelecimento das rotas de coleta e da metodologia de tratamento.

As instalações da empresa deverão comportar o material coletado e o produto final deverá ser testado, de forma que o cliente tenha a certeza de que não há mais resíduos tóxicos nocivos ao solo ou às plantas que receberão a aplicação.

Para empresas que são tratadoras de resíduos, a transformação de bitucas em adubo pode ser um negócio muito interessante, já que ainda há poucos concorrentes realizando esta atividade e o produto final pode ser explorado em mercados de nicho, como insumos para jardinagem e floriculturas.

Como funciona a logística reversa pós-consumo de lâmpadas fluorescentes?

A transformação de bitucas de cigarro em adubo é viável?

A viabilidade do negócio de transformação de bitucas de cigarro em adubo dependerá diretamente da metodologia utilizada pela empresa, bem como da dispersão dos materiais a serem coletados, já que o frete é a grande componente do custo operacional da atividade.

A utilização de sistemas de informação será o diferencial das empresas que pretendem se destacar nesta atividade, já que a organização das coletas e o monitoramento do volume de cada coletor deverá ser feito remotamente, pois caso contrário, o custo acabará não compensando. Contudo, de forma geral, pode-se dizer que quem chegar primeiro neste mercado acabará se destacando e lucrando mais.

Como os sistemas de informação modernos auxiliam as empresas?

Transformar a bituca de cigarro em adubo

Como dissemos no tópico anterior, os sistemas de gestão são as ferramentas que possibilitam a execução de projetos que até pouco tempo atrás, eram inviáveis.

No caso da reciclagem de bitucas de cigarro eles são indispensáveis. Um dos sistemas que mais tem ajudado empresas que tem entrado neste mercado é o VG Resíduos.

A ferramenta VG Resíduos automatiza todo o processo de gestão interna, externa, coletas, tratamento, documentação dos resíduos e materiais tratados. O software auxilia a empresa no cumprimento de todas as obrigações legais decorrentes da atividade de reciclagem.

Já o Mercado de Resíduos, ferramenta que trabalha em conjunto com o VG Resíduos, realiza de forma automática todo o processo de captação e venda de materiais para o usuário.

Empresas que pretendem atuar na transformação de bitucas de cigarro em adubo, podem contar com as ferramentas de sistema de gestão mais específicas do mercado, feitas exclusivamente para este fim.

Tanto o VG Resíduos, quanto o Mercado de Resíduos atuam em nichos especializados, de forma que atuem para viabilizar a atuação dos usuários no mercado de lixo.

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Mas quer se aprofundar um pouco mais a respeito? Leia outro artigo do nosso blog: O que diz a lei ambiental sobre a logística reversa de medicamentos?

Transformar a bituca de cigarro em adubo

Saiba como sua empresa pode lucrar ao reciclar resíduos cosméticos

Reciclar resíduos cosméticos

Reciclar resíduos cosméticos contribui para preservar os recursos naturais e, também, é uma forma das empresas lucrarem com esse tipo de destinação ambientalmente correta.

O Brasil é o quarto maior consumidor de cosméticos no planeta, perdendo para Estados Unidos, China e Japão. Esse alto consumo gera uma dúvida em relação ao descarte de resíduos: o que fazer com os produtos que serão descartados? Os resíduos cosméticos são considerados resíduos químicos. E, necessita de um tratamento para neutralizar as substâncias nocivas à saúde humana e impedir impactos negativos ao meio ambiente. Além disso, as embalagens devem receber algum tipo de tratamento antes de serem descartados.

Saiba neste texto como contribuir para a preservação ambiental e como a empresa pode lucrar ao reciclar resíduos cosméticos.

Reciclar resíduos cosméticos

Resíduos Cosméticos: destino correto

Reciclar resíduos cosméticos

Os resíduos cosméticos são formados com componentes químicos variados e, também, as embalagens do produto. Quando descartado de forma incorreta causam problemas gravíssimos ao meio ambiente, como a contaminação das águas e solo.

Ultimamente, várias empresas que fabricam os cosméticos estão realizando o recolhimento das embalagens de cosméticos. Exemplos têm a Avon, que criou um programa para coletar embalagens e resíduos de maquiagem e esmaltes de qualquer marca. Com essa atitude a organização se preocupa com a sustentabilidade e a logística reversa, que deve ser implementada nas indústrias, como determina a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Outro fator que contribui para que as industrias passem a reciclar resíduos cosméticos são as leis ambientais. Essas leis são bem severas quando se trata do descarte de resíduos químicos. A não realização do descarte de cosméticos de forma segura e apropriada pode causar multas e perca de credibilidade da marca em questão.

Reciclar resíduos cosméticos

Reciclar resíduos cosméticos é uma alternativa lucrativa e ecologicamente correta. O primeiro passo e segregar e separar os componentes. Desta forma serão minimizados os impactos ambientais.

Saiba quatro dicas eficientes para localizar geradores de resíduos químicos.

Como reciclar resíduos cosméticos?

Reciclar resíduos cosméticos

O procedimento de reciclagem de resíduos cosméticos é também conhecido como reciclagem química.

Nesta reciclagem ocorre transformação química do resíduo de maneira que este se torne utilizável. Basicamente, nesse processo o resíduo é transformado em matéria-prima novamente.

Quando uma empresa investe em reciclagem de cosméticos, ela demonstra a preocupação que tem em preservar os recursos naturais e promover a conscientização coletiva.

O primeiro passo para reciclar resíduos cosméticos acontece com a retirada dos produtos. As embalagens são separadas e, posteriormente, os processos químicos são realizados.

Sabe quais as principais perguntas e respostas sobre reciclagem.

Vantagens de reciclar resíduos cosméticos

A reciclagem de resíduos cosméticos beneficia o ambiente, pois diminui o gasto de energia empregado na produção de novos produtos, principalmente de embalagens. Além disso, diminui a emissão de poluentes.

Com relação às embalagens, que na maioria são plásticas, a reciclagem é vantajosa por possibilitar que diversos tipos de plásticos possam ser misturados num mesmo processo.

Tudo que você precisa saber sobre reciclagem de plásticos.

O lucro que vem do lixo!

Reciclar resíduos cosméticos

Ao reciclar resíduos cosméticos alguns componentes poderão ser aproveitados dentro de uma cadeia produtiva, gerando economia de matérias-primas retiradas do meio ambiente.

Mercado de Resíduos, uma plataforma da VG Resíduos, é um ambiente onde empresas tratadoras encontram geradores de resíduos, ou vice versa. Tudo isso através de um portal unificado de fornecedores e compradores.

Com a instituição da PNRS, através da Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, os geradores passaram a ser responsáveis pelo destino correto de todos os resíduos que produzem. Dessa forma, as empresas precisam atentar para a correta destinação dos resíduos.

Reciclar resíduos cosméticos

Nesse contexto, por meio do mercado de resíduos, surge uma oportunidade de cumprir as novas regras da PNRS e gerar receita a partir dela.

O mercado de resíduos possibilita agregar valor aos resíduos, transformando-os em matéria-prima ou insumo na fabricação de outros produtos.

Ofertar o serviço de tratamento dos resíduos cosméticos pela plataforma permite à empresa promover seu negócio, conciliando ganhos econômicos com ganhos ambientais.

Nessas plataformas de negociação os resíduos são classificados por categorias de procedência e subdivididos em função da sua qualidade, acondicionamento, uso ou negociação pretendida. O principal foco é a reutilização ou reciclagem desses resíduos.

A negociação online de resíduos é um importante instrumento de gerenciamento de resíduos.

Leia mais: Mercado de Resíduos: obtenha mais clientes e amplie o seu negócio agora!

Como lucrar com a plataforma Mercado de Resíduos?

Reciclar resíduos cosméticos

O software de negociação online de resíduos da VG Resíduos permite que qualquer empresa do Brasil todo se cadastre para vender o seu serviço de tratamento de resíduos através da reciclagem.

O sistema é 100% online, com acesso 24 horas por dia. A plataforma é bem simples e didática.

Na plataforma empresas tratadoras de resíduos interagem com aquelas que querem reutilizar os resíduos em seus processos ou com industrias de cosméticos que precisam destinar os resíduos.

No Mercado de resíduos o comprador tem acesso gratuito para visualização e cadastro de resíduos, com opção de contratação de funcionalidades exclusivas. O vendedor tem opções de contrato semestral e anual. Os contratos mensais podem ser firmados para veiculação de anúncio.

Veja aqui os planos para participar do Mercado de Resíduos da VG Resíduos.

Assim sendo, concluímos que reciclar resíduos cosméticos é uma solução que busca mantê-los fora dos aterros e ajuda as empresas lucrar e preservar a natureza. O alto consumo dos cosméticos permite que esse tipo de tratamento seja promissor para as tratadoras. É muito resíduo que precisa de tratamento adequado antes ao invés de ser descartado em aterros. Para lucrar mais com a reciclagem, essas empresas podem realizar a negociação online dos produtos.  Portanto o ideal é fazer parte das plataformas online de compra e venda de resíduos. As plataformas facilita essa conexão entre geradores e compradores.

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Mas quer se aprofundar um pouco mais a respeito? Leia outro artigo do nosso blog: Como comprar e ampliar seu negócio ao negociar resíduos online?

Reciclar resíduos cosméticos

 

 

 

Conheça o SEED: programa de aceleração no qual a VG Resíduos foi selecionada

SEED

A mais nova conquista da VG Resíduos foi ter sido incluída no SEED (Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development). Trata-se de uma iniciativa do governo de Minas Gerais, com o objetivo de apoiar empreendedores na aceleração de suas startups.

O programa de aceleração apoia até 40 startups e tem seis meses de duração. As  empresas selecionadas recebem um capital semente que varia entre R$68 e R$80 mil, montante que visa potencializar sua atuação.

Participar do SEED significa receber benefícios que dão um novo impulso a startups como a VG Resíduos. Para a empresa, do grupo Verde Ghaia, é uma oportunidade de aprimorar os serviços prestados a geradores e tratadores de resíduos.

A seguir, você entenderá o programa, as vantagens de ser selecionado e cases de sucesso de startups que passaram pelo programa. Acompanhe!

Leia também: Como a Indústria 4.0 pode impactar na gestão de resíduos da sua empresa?

Entenda como funciona o SEED

SEED

O SEED é um programa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SEDECTES) de Minas Gerais. Está em sua quinta edição e, desde 2013, 142 startups já foram apoiadas pela iniciativa.

Faz parte do Minas Digital, iniciativa da SEDECTES que tem como objetivo difundir o espírito empreendedor em Minas Gerais. A intenção é fazer do estado mineiro o maior celeiro de startups e inovação da América Latina. É financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

A cada edição é lançado um edital e 40 startups são selecionadas para receberem, durante seis meses, uma série de benefícios. Além de suporte para alavancarem suas startups existe um incentivo financeiro de até R$ 80 mil.

Os projetos são escolhidos por uma equipe externa, que considera critérios como:

  • inovação;
  • escalabilidade;
  • capacidade técnica e complementar da equipe;
  • atitude empreendedora;
  • potencial de mercado.

Veja os benefícios concedidos pelo SEED

SEEDProgramas de aceleração como o SEED são excelentes oportunidade para startups que querem crescer e se destacar no mercado. O SEED oferece seis benefícios para potencializar as empresas:

  • incentivo financeiro: as startups terão um capital semente de até R$ 80mil para incentivar a abertura ou o desenvolvimento do projeto;
  • mentoria personalizada:  as startups recebem acompanhamento e aconselhamento técnico, gerencial e estratégico;
  • perks: as empresas recebem dos parceiros do SEED benefícios que dispensam a aquisição de serviços básicos para o desenvolvimento das plataformas e aplicativos;
  • coworking: o SEED disponibiliza para as startups um escritório compartilhado e um espaço adequado para a realização de reuniões e eventos do empreendimento;
  • formação empreendedora: as empresas recebem treinamento para empreendedorismo e aceleração de negócios;
  • networking: o SEED potencializa as interações, formação de redes e transferência de conhecimentos.

Saiba mais: 7 Dicas para ampliar o seu negócio reciclando lixo orgânico

Conheça startups impulsionadas pelo SEED

SEED

Ao longo dos anos, o SEED vem se consolidando como um dos maiores programas de fomento de empreendedorismo e inovação do Brasil. Somente em 2017 foram mais de mil horas de atividades e 520 conexões que impactaram 31.750 pessoas em Minas Gerais.

O resultado é que muitas startups acabam se transformando em cases de sucesso, como a Cuboz, de Santa Catarina. Participante do SEED em 2017, a startup é uma rede social de educação que cresceu enormemente depois de programas de aceleração. Saltou de 1.500 para 15 mil usuários e o faturamento de R$ 20 mil em 2017 pode chegar a R$ 300 mil este ano.  Paola Cicarelli, uma das fundadoras da Cuboz, afirma que os programas de fomento foram fundamentais: “Nós sequer sabíamos que a nossa empresa era uma startup. Percebemos que faltava profissionalização nos nossos processos. Foi aí que as mentorias entraram”.

Outro case de sucesso é da startup Aceita, contemplada na primeira edição do SEED. Fundada em 2013 em São Paulo, a startup oferece soluções em emissão e gestão de boletos para o mercado. Como a Cuboz, a Aceita colheu bons frutos da aceleração pelo SEED.  Em 2016, recebeu investimentos de R$ 500 mil da fintech VINDI. A partir daí, a empresa tinha a previsão de alcançar R$ 70 milhões em transações por mês, em um ano.

Saiba o que o SEED agrega para a VG Resíduos

SEED

Estar entre as 40 startups contempladas na quinta edição do SEED é uma oportunidade de aprimoramento para a VG Resíduos. A startup mineira vem se tornando referência na gestão inteligente de resíduos sólidos, conquistando prêmios importantes, como o 100 Open Startups. Mesmo estando entre as três startups mais promissoras do Brasil, o SEED pode resultar em novas parcerias e aprimoramento dos negócios.

A VG Resíduos apresenta soluções para organizações que não sabem ou precisam aperfeiçoar a gestão de resíduos, um dos grandes problemas da atualidade. Manejar corretamente os resíduos não é mais uma benevolência das empresas, mas uma exigência da legislação ambiental. Como o volume de resíduos não pára de crescer é urgente uma nova postura das organizações em relação às sobras.

Atenta a essa necessidade, a VG Resíduos desenvolve estratégias e presta consultoria tanto para geradores quanto tratadores de resíduos. As soluções da startup envolvem todo o gerenciamento das sobras geradas nas indústrias, nos estabelecimentos comerciais e em outros setores. As orientações vão desde processos para evitar a geração excessiva de resíduos até como dar uma destinação correta às sobras. Todo o suporte é feito de maneira ecologicamente correta, seguindo as leis ambientais.

Confira: Qual a relação entre coleta seletiva de resíduos e a reciclagem?

Além disso, a startup é desenvolvedora do site Mercado de Resíduos, que permite às empresas transformarem resíduos em receita. Trata-se de uma plataforma online de oferta e busca de resíduos e serviços. Por meio digital, geradores e tratadores de resíduos podem realizar parcerias. Os geradores cadastrados na plataforma informam qual resíduo produzem, já os tratadores podem fazer ofertas para manejo ou compra dessas sobras.

Contar com os benefícios do SEED pode agregar e muito a todas essas soluções já desenvolvidas pela VG Resíduos. Com o suporte do programa, a startup tem a chance de aprimorar ainda mais os serviços prestados. Com certeza, novas parcerias e novas soluções surgirão a partir dessa experiência, contribuindo para uma gestão ainda mais responsável dos resíduos.

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Se quiser aprofundar mais sobre o assunto leia este outro artigo do blog: 100 Open Startups: qual importância para uma startup como a VG Resíduos?

 

Como empreender ao transformar lixo ou resíduo em energia?

Transformar lixo ou resíduo em energia

As tecnologias que transformam lixo ou resíduo em energia surgem como uma excelente opção para reutilizá-los e dá a destinação ambientalmente correta. Além disso, alivia os aterros sanitários que a cada ano ficam mais lotados, poluindo o ar e o solo com o chorume proveniente do lixo depositado.

Com o avanço tecnológico é possível minimizar os danos do lixo ou resíduo através de uma destinação feita de forma inteligente. Esta destinação tem o intuito de promover o reaproveitamento dos materiais nos diversos ramos de atividade econômica. Uma dessas aplicações é transformando lixo ou resíduo em energia.

A preocupação com a destinação dos resíduos e quais as melhores maneiras de descartá-los tem sido muito debatida nos últimos anos. Principalmente após a promulgação da Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS em 2010. Vamos saber um pouco mais de como empreender ao transformar lixo ou resíduo em energia.

Saiba como a Política Nacional de Resíduos Sólidos influencia o meu negócio.

Transformando lixo ou resíduo em energia

Transformar lixo ou resíduo em energia

A tecnologia de transformar lixo ou resíduo em energia é mais conhecida como reciclagem energética. A reciclagem energética é uma excelente opção de reutilização transformando lixo ou resíduo em energia térmica e/ou elétrica.

É muito utilizada nos países desenvolvidos como Japão, Estados Unidos, Alemanha, dentre outros. A Alemanha, por exemplo, eliminou os aterros sanitários em função da reciclagem energética.

Os Estados Unidos fornece energia elétrica a 2,3 milhões de residências, ao reutilizar resíduos em suas 98 usinas. A União Europeia conta com 420 usinas, no Japão são 249 e na Suíça são 27 usinas de reciclagem energética.

Já no Brasil no Brasil a história é bem diferente. A maioria das ideias de adotar as tecnologias para obter energia do lixo não prosperou. O estudo A Organização Coletiva de Catadores de Material Reciclável no Brasil: dilemas e potencialidades sob a ótica da economia solidária, do IPEA, apresenta estimativas que 30% a 40% de todo resíduo gerado no Brasil são considerados passíveis de reaproveitamento e reciclagem. No entanto, apenas 13% são encaminhados para algum tipo de reciclagem.

O processo de reciclagem energética consiste em aproveitar o alto poder calorífico contido nos resíduos transformando-os em algum tipo de energia.

Dentre os resíduos que podem ser utilizados na reciclagem energética, estão os restos de alimentos, materiais higiênicos descartáveis, plásticos, entre outros. Entretanto, o resíduo mais reutilizado na reciclagem energética é o plástico. A quantidade de energia que 1 kg de plástico transforma, por exemplo, é equivalente à contida em 1 kg de óleo combustível.

Como lucrar transformando resíduo em energia?

Transformar lixo ou resíduo em energia

Há alguns tipos de tecnologia que permite transformar lixo ou resíduo em energia: a incineração e a compostagem.

Incineração

A incineração consiste na queima do lixo ou resíduo em fornos desenvolvidos especificamente para essa finalidade. Através da combustão é obtida a energia térmica, que posteriormente pode ser transformada em energia elétrica.

Ao incinerar os resíduos é gerado vapor. Este vapor movimenta as pás ligadas a uma turbina. Os movimentos giratórios das turbinas altera o fluxo do campo magnético dentro do gerador e, com a alternância no fluxo do campo magnético, é produzida a energia elétrica que podem ser utilizadas pelas indústrias, residências e etc..

No caso dos plásticos, são produzidos cerca de 650 quilowatts-hora (kWh) de energia por tonelada de resíduo. Um pneu contem energia equivalente a 9,4 litros de petróleo.

Essa maneira de reutilizar resíduos é uma pratica sustentável, uma vez que ocorre ainda uma redução de 70 a 90% da massa do material, restando apenas um resíduo inerte.

Não há geração de efluentes líquidos, pois as águas de lavagem são neutralizadas e novamente utilizadas. Os gases poluentes gerados são tratados no sistema de lavagem e de purificação de gases.

Os materiais resultantes da queima ainda podem ser reutilizados na produção de artesanato, cerâmica e até borracha.

Confira: cinco dicas para transformar lixo em fonte de renda para seu negócio

Compostagem

Compostagem é descrito como um processo de decomposição biológica da matéria orgânica contida em resíduos orgânicos. Os microorganismos e animais invertebrados que em presença de umidade e oxigênio, se alimentam dessa matéria e propiciam que seus elementos químicos e nutrientes voltem a terra.

A decomposição do resíduo envolve processos físicos e químicos. Os processos físicos são realizados por invertebrados como ácaros, centopéias, besouros, minhocas, lesmas e caracóis.  Esses animais transformam os resíduos em pequenas partículas.

O processo químico é feita a partir de microrganismos que geram o biogás, que é canalizado e transformado em energia. O lixo orgânico decomposto também pode ser usado para produzir adubo.

Saiba como gerar renda com compostagem de resíduos de jardinagem.

As vantagens de reutilizar resíduos

Transformar lixo ou resíduo em energia

Reaproveitar transformando lixo ou resíduos em energia:

  • minimiza significativamente o problema dos lixões e aterro;
  • as usinas podem ser instaladas próximas aos centros urbanos;
  • economiza em transporte já que pode ser construída próximos dos centros urbanos e industrias. Isso diminui as despesas com transporte a aterros que geralmente são bem distantes;
  • é a alternativa recomendada pela ONU para a destinação do resíduo urbano;
  • reduz a emissão de gases dos aterros sanitários;
  • possibilita a recuperação energética dos materiais plásticos, resíduo hospitalar, industrial e urbano;
  • a área exigida para a implantação de uma usina é inferior à de um aterro;
  • não é necessário tratamento prévio dos resíduos;
  • é um método de higienização.

Case de Sucesso

 

Transformar lixo ou resíduo em energia

Um exemplo de aplicabilidade de tecnologia de reaproveitamento transformando lixo ou resíduos em energia é da empresa mineira de laticínios Embaré.

A empresa resolveu gerar a sua própria energia reaproveitando suas sobras industriais. .

Na cidade de Lagoa da Prata, a 200 quilômetros de Belo Horizonte foi instalado um gerador que permite a queima do gás metano, gerando 1,3 quilowatt (KW) de energia diariamente.

Mediante isso, a empresa economiza R$ 15 mil mensais, que antes eram gastos com a conta de luz.

Através do Mercado de Resíduos é possível encontrar parceiros que desejam aproveitar as tecnologias de tratamento do resíduo que possibilita a transformação em energia.

A plataforma serve para integrar interessados em resíduos e, sobretudo, estruturar uma rede de contatos que garanta o oferecimento de soluções para compra, venda, tratamento e transporte de resíduos em escala nacional.

Concluímos que utilizar tecnologias de reaproveitamento transformando lixo ou resíduos em energia contribui para diminuir os passivos ambientais. Reutilizar resíduos na produção de energia deve ser entendido como uma atividade de destinação. As organizações além de pensar nos ganhos financeiros ao destinar seus resíduos devem, também, pensar na proteção ambiental.

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Mas quer se aprofundar um pouco mais a respeito? Leia outro artigo do nosso blog: Cinco ações que afastam o passivo ambiental da sua empresa

 

 

Cinco ações que afastam o passivo ambiental da sua empresa

passivo ambiental

Você conhece o que é passivo ambiental gerado por uma empresa e como ele pode impactar a natureza? Como uma organização pode desenvolver ações para evitá-lo?

É possível minimizar os efeitos que as atividades empresariais podem causar ao meio ambiente. Existem ações que impedem a gestão inadequada dos resíduos gerados nas rotinas de produção das empresas, afastando os passivos ambientais. Com isso, as organizações cumprem os preceitos da sustentabilidade, buscando a lucratividade do seu negócio, sem descuidar do planeta e dos indivíduos.

As empresas são essenciais para a geração de empregos, fabricação de produtos, prestação de serviços e movimentação da economia brasileira. A cada real do setor industrial são gerados R$ 2,32 para a economia do país, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Por outro lado, os processos de uma organização podem ser nocivos à natureza, gerando passivos ambientais como poluição atmosférica ou de águas. Esses prejuízos aos recursos naturais, porém, podem ser evitados ou reparados com a implantação de uma série de iniciativas. Acompanhe!

Leia mais: a logística reversa é exigida para se obter a licença ambiental?

Conheça as normas de gestão de resíduos

passivo ambiental

Uma empresa gera um passivo ambiental quando, por meio de suas atividades, agride de algum modo ou ação o meio ambiente. Se a organização não implanta nenhum projeto para reverter tais prejuízos, poderá sofrer multas ou ter que arcar com indenizações.

Um primeiro passo para evitar o passivo ambiental é conhecer a legislação ambiental especialmente no tocante à gestão de resíduos. Isso é necessário porque os processos de fabricação das empresas são responsáveis por uma grande quantidade de resíduos. Quando não há o manejo correto dessas sobras a natureza pode ser impactada com contaminação de solos, águas, poluição atmosférica, entre outros.

Desde 2010, o gerenciamento dos resíduos sólidos brasileiros vem sendo tratado à luz da Lei 12.305. Conhecida como Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), determina as ações adequadas em cada fase da gestão dos resíduos. Sua meta principal é minimizar a geração das sobras e estimular a reciclagem, poupando, dessa forma, a saúde pública e a natureza.

Faça um levantamento dos passivos ambientais

Outra ação importante é identificar que atividades empresariais podem ou estão gerando passivos ambientais. Para esse monitoramento é importante detectar os seguintes pontos:

  • realizar inspeção ambiental da organização ou processo a ser analisado;
  • documentar, por meio de fotografias, os itens de passivo encontrados;
  • identificar processos de transformação ambiental que originaram os passivos;
  • caracterizar itens de passivo e suas causas;
  • hierarquizar que passivos ambientais são mais significativos.

Com esse diagnóstico em mãos, a empresa deve traçar e implantar correção das atividades em não conformidade, visando mitigar os impactos ambientais.

Confira: como empreender ao transformar lixo ou resíduo em energia?

Conquiste a ISO 14001

passivo ambiental

Evitar os passivos ambientais também está diretamente ligado à obtenção da certificação ISO 14001. Essa norma fornece padrões e procedimentos para que uma empresa adote rotinas de produção ecologicamente corretas, auxiliando na gestão dos resíduos. A última versão da ISO14001 é a 2015, conhecida no Brasil como ABNT NBR ISO 14001:2015.

A obtenção do selo é o atestado de que a empresa possui um Sistema de Gestão Ambiental (SGA). Tal sistema evita os passivos ambientais porque indica que a empresa cumpre a legislação e trabalha com rotinas que geram benefícios como:

  • menor poluição;
  • menor geração de resíduos;
  • diminuição de riscos aos trabalhadores e comunidades vizinhas às empresas;
  • eficiência no consumo de matérias-primas;
  • baixo consumo de água;
  • melhoria na organização interna da empresa;
  • melhoria da reputação organizacional;
  • aumento da satisfação e confiança dos clientes;
  • aumento da motivação e envolvimento dos colaboradores internos.

Invista na reciclagem de resíduos e afaste o passivo ambiental

passivo ambiental

A reciclagem das sobras geradas pela empresa também pode ser uma iniciativa que evita os passivos ambientais. Trata-se de um processo de reaproveitamento de resíduos que não servem mais para a organização. Com a técnica de reciclagem ocorre uma mudança no estado físico, físico-químico ou biológico do resíduo, de maneira que ele se torne novamente matéria-prima ou produto.

Sistemas de reciclagem dentro das empresas não só diminuem a produção de rejeitos como também evitam o uso predatório dos recursos naturais.  O meio ambiente também é preservado porque a reciclagem poupa energia e água nos processos de fabricação da empresa.

Saiba mais: 5 dicas para sua empresa gerar renda com a reciclagem de papelão

Contrate uma tratadora responsável pelo manejo

passivo ambiental

Os passivos ambientais podem surgir porque a empresa não sabe como gerenciar os resíduos gerados. Esse serviço pode ser terceirizado, com a contratação de uma empresa tratadora de resíduos.

Ao fazer essa opção, é importante se certificar se a tratadora está habilitada a fazer tanto o transporte quanto o tratamento dos resíduos. Isso envolve, entre outros aspectos, cumprir alguns protocolos e o primeiro deles é obter uma licença ambiental. O licenciamento ambiental é obrigatório em todo o território nacional desde 1981 e a tratadora não pode funcionar sem essa autorização.

Para cada tipo de resíduo há um tratamento indicado, e todo o manejo deve ser feito de maneira ambientalmente responsável.

Conte com o auxílio de uma consultoria

Ter ajuda externa para indicar ações que afastam os passivos ambientais também é uma medida acertada.  Uma consultoria como a Verde Ghaia pode auxiliar em várias dessas ações que poupam o meio ambiente. O suporte pode ser para o levantamento dos passivos ambientais, passando pela certificação ISO 14001 até a adoção de medidas corretivas.

Além disso, a empresa pode contar com a plataforma Mercado de Resíduos. O site reúne milhares de empresas do Brasil e pode ser acessado 24 horas por dia, de qualquer lugar do mundo. Os geradores cadastrados na plataforma informam qual resíduo produzem, já os tratadores podem fazer ofertas para manejo ou compra dessas sobras. De forma totalmente automatizada, a plataforma seleciona qual a oferta ganhadora do leilão, colocando gerador e tratador em contato.

Investindo nessas ações, as empresas evitam a gestão inadequada dos resíduos nas suas rotinas de produção e afastam os passivos ambientais. Com isso, demonstram que são organizações ambientalmente responsáveis com o planeta e os indivíduos.

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Se quiser aprofundar mais sobre o assunto leia este outro artigo do blog: Como a decisão do STF impacta na gestão de resíduos da sua empresa?

 

 

 

 

 

 

 

Como realizar e lucrar com a logística Reversa de resíduos não industriais?

logística reversa de resíduos não industriais

A logística reversa de resíduos não industriais pós-consumo é um tema de importância crescente que vem alterando a dinâmica do mercado.  Diversos motivos impulsionam a relevância deste tema, porém a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, foi um dos motivos que mais incentivam as empresas a lidar com seu lixo.

A logística reversa de resíduos não industriais é um processo que planeja, opera e controla o fluxo e as informações logísticas referentes ao retorno dos bens produzidos após o consumo.

A aplicação mais relevante da logística reversa é o controle de devolução e troca de produtos. O objetivo é a recuperação de valor, seja econômico, de prestação de serviços, ecológico, legal, logístico ou de imagem. Confira mais sobre o tema neste artigo!

Leia também: como empresas estão lucrando com a logística reversa do isopor

Logística Reversa de resíduos não industriais pós-consumo

logística reversa de resíduos não industriais

Os resíduos não indústrias pós-consumo caracterizam-se por aqueles produtos já adquiridos, utilizados e descartados pelo consumidor, mas que podem retornar ao seu ciclo produtivo, através canais reversos de pós-consumo como de reciclagem e de reuso.

Exemplos de resíduos não indústrias pós-consumo temos as embalagens plásticas, pneus, pilha e baterias, entre outros.

Com a logística reversa pós-consumo é possível retornar o resíduo descartado ao ciclo de negócios ou ao ciclo produtivo.

A logística reversa já é um instrumento utilizado por diversos países como uma alternativa eficiente para o adequado gerenciamento de resíduos. No Brasil foi a PNRS que implantou este sistema. O objetivo é fazer retornar todos os produtos pós-consumo ao setor empresarial. Este retorno garante a recuperação dos materiais recicláveis que farão parte de um novo ciclo produtivo.

A PNRS obrigou inicialmente a implantação da logística reversa às cadeias de:

  • embalagens de agrotóxicos;
  • pilhas e baterias;
  • pneus;
  • lâmpadas fluorescentes de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista;
  • óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens; e
  • produtos eletroeletrônicos e seus componentes.

Por que implantar a logística reversa na empresa?

logística reversa de resíduos não industriais

A PNRS estabeleceu a responsabilidade compartilhada na gestão dos resíduos. Pela lei todas as empresas estão obrigadas a organizarem um sistema de logística reversa de resíduos.

Várias organizações buscam entidades que lhes deem suporte operacional para atender o que a lei determinou quanto à implantação do sistema de logística reversa pós-consumo.

É possível implantar o sistema por meio de contratação de transportadoras, criação de centros de coletas de resíduos, parcerias com recicladoras, cooperativas e unidades gestoras de resíduos. Além de criação de um ponto de coleta para que o consumidor comum saiba onde deve levar seu produto para o descarte.

A logística reversa de resíduos não industriais vai muito além da obrigação legal. Investir no sistema significa um importante diferencial competitivo para a empresa. Com o sistema a empresa melhora sua imagem perante os seus clientes, além de conseguir gerar lucro vendendo o coletado. Ou mesmo reutilizando em seus processos.

Veja quais são os benefícios da logística reversa de resíduos não industriais:

  • cria uma imagem sólida perante os consumidores;
  • explora ações de marketing vinculadas à logística reversa;
  • melhora o processo de produção já que os resíduos retornam à cadeia produtiva, o que diminui o consumo e os custos de matérias-primas;
  • gera produtos mais eficientes já que as empresas passam a adotar tecnologias mais limpas. Isto simplifica a reutilização e a criação de embalagens e produtos que podem ser reciclados com maior facilidade;
  • cria consumidores mais conscientes.

100 Open Startups: qual importância para uma startup como a VG Resíduos?

Empecilhos para realizar a logística reversa

logística reversa de resíduos não industriais

Atualmente várias empresas implementaram o sistema de retorno de seus próprios produtos, como as operadoras de celulares, de óleos lubrificantes, lâmpadas, computadores, entre outros.

Porém, o maior desafio da logística reversa pós-consumo é a conscientização da sociedade na questão da educação ambiental. Muitos não têm orientação para o descarte dos materiais que poderiam ser reutilizados. Na maioria das vezes, esses resíduos são destinados aos aterros.

Além desse elemento que desfavorece a implantação do sistema há os relacionados à falta de incentivos à criação de cooperativas de catadores e recicladoras.

A logística reversa de resíduos não industriais pós-consumo deve ser vista como uma grande alternativa para o reaproveitamento dos resíduos em um novo ciclo de vida.

A logística reversa impede o aumento da poluição e da extração continuadas de recursos naturais que, em sua grande maioria, já se encontram em extinção.

Como realizar e lucrar com a logística reversa?

logística reversa de resíduos não industriais

O que fazer para realizar a logística reversa de resíduos não industriais e começar a lucrar com a venda deles? Comece pelo fim, ou seja, pelo consumidor final. Incentive-os a dá o descarte ambientalmente correto dos resíduos.

Abaixo listamos alguns passos para estabelecer o sistema de logística reversa:

Estabeleça uma política de devoluções e trocas

Para que a logística reversa de resíduos não industriais funcione corretamente é necessário estabelecer políticas de devoluções e trocas. Isso ajudará os consumidores como proceder para trocar ou devolver os resíduos.

Saiba mais: sete dicas para vender resíduos e lucrar no Mercado de Resíduos

Estabeleça pontos de devolução e troca

Sem um ponto de coleta dos resíduos não será possível o consumidor destinar o resíduo. Estabelecendo um ponto de coleta, ou até mesmo definindo uma coleta porta-a-porta, torna esse fluxo mais prático para todos os envolvidos.

Saiba mais: como lucrar com a logística reversa de embalagens.

Localize tratadores interessados no resíduo

Hoje é possível lucrar com resíduos a partir de paginas da internet que reúnem várias empresas que precisam de alguma forma destinar seus resíduos de forma ambientalmente correta.

Mercado de Resíduos, uma plataforma da VG Resíduos, é um desses ambientes onde empresas compradoras encontram geradores de resíduos. Tudo isso através de um portal unificado de fornecedores e compradores.

Para vender resíduos é vantajoso aderir uma plataforma que reúna as empresas dispostas a comprar seus resíduos.

A plataforma de compra e venda aumenta a chances de qualquer empresa que quer investir em logística reversa.  É uma excelente alternativa que beneficia a todos, gerador e comprador.

Enfim, a implantação da logística reversa de resíduos não industriais pós-consumo vai muito além do cumprimento da lei. Os benefícios da logística reversa vão desde uma melhor reputação da empresa com os clientes até uma redução de custos e maiores margens de lucro.

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Mas quer se aprofundar um pouco mais a respeito? Leia outro artigo do nosso blog: Mercado de Resíduos: obtenha mais clientes e amplie o seu negócio agora!

 

Como usar a economia circular para sua empresa gerar renda?

Economia Circular é um conceito estratégico adotado por muitas empresas que busca a redução, reutilização, reciclagem e recuperação de materiais e energia. É a ideia de que tudo o que produzimos pode voltar para a produção em vez de virar “lixo”.

Esse modelo econômico vem para substituir o conceito antigo de fim de vida. Neste conceito as empresas extraiam do meio ambiente os recursos necessários para produzir seus produtos e, os restos e o resíduo gerado eram simplesmente descartados.

A economia circular é uma alternativa que busca redefinir a noção de crescimento, com foco em benefícios para toda a sociedade. Para isso é necessário dissociar a atividade econômica do consumo de recursos finitos, e eliminar resíduos do sistema. Vamos saber mais sobre esse assunto neste artigo.

Leia mais: Como implementar a produção mais limpa na minha empresa?

Mas afinal, o que é economia circular?

Tornar um negócio mais sustentável é o principal desafio de muitas empresas. Principalmente para as que desejam ser líder de mercado. Muitas que desejam alcançar a sustentabilidade vinculam suas atividades ao conceito de economia circular.

A economia circular é um modelo similar à técnica “cradle to cradle”, ou “do berço ao berço”. O objetivo é ter o máximo de reaproveitamento de produtos, materiais e outros componentes, que muitas vezes são considerados apenas resíduos.

Essa é a estratégia mais simples e direta para reduzir o desperdício dos recursos e gerar novas oportunidades de negócios.

Esse tipo de economia permite o atendimento das diretrizes da Política Nacional de Sólidos, do Ministério do Meio Ambiente, pois se baseia em:

  • eliminar resíduos e poluição;
  • manter produtos e materiais em ciclos de uso;
  • regenerar sistemas naturais.

Princípios da economia circular

economia circular

A economia circular fundamenta-se em três princípios, são eles:

Preservar e aumentar o capital

A empresa deve utilizar recursos renováveis ou recursos que apresentam o melhor desempenho possível. Consequentemente, diminui os custos com extração de recursos. Seguindo esse principio os recursos são aproveitados da melhor forma possível e ao máximo.

Otimizar a produção de recursos

Este princípio permite dar nova vida àquilo que não serviria a mais ninguém. Ou seja, aquele resíduo que seria descartado nos aterros pode ser reutilizado em outros processos.

Neste princípio da economia circular os produtos e recursos são reaproveitados ao máximo e de forma que jamais deixem de ter utilidade.

Saiba mais: Seis dicas para sua empresa lucrar reciclando canudos plásticos

Fomentar a eficácia dos processos

Este princípio da economia circular consiste em focar nos bons resultados, porém preservando os recursos como solo, ar e água.

Dessa forma, não há grandes prejuízos ao meio ambiente, e a lucratividade se mantém alta.

Como transformar “lixo” em ouro?

 

economia circular

Na economia circular, nada é desperdiçado. Tudo aquilo que seria descartado deve passar por reaproveitamento, transformação e reciclagem.

É possível lucrar muito com a economia circular e transformar o resíduo em ouro. A chave para que isso ocorra está no design inicial do produto, ou seja, na concepção já se deve pensar no que acontecerá com o produto quando perder seu valor de uso.

É preciso considerar o produto, o processo, o uso e o seu sistema de reutilização desde a concepção.

A economia circular incentiva às empresas a pensar não só em sua etapa de produção individual, mas em toda a cadeia de valor para o seu desenvolvimento.

As empresas de eletrônicos são um grande exemplo de aplicabilidade da economia circular. A maioria dos itens dos produtos são passíveis de serem reciclados, voltando completamente para a indústria. Consequentemente, a necessidade de poluir e explorar ainda mais os recursos da Terra diminui.

Confira: Saiba a diferença entre reciclagem primária, secundária e terciária

Benefícios e impactos da Economia Circular

O modelo de economia circular fornece benefícios e oportunidades estratégicas, tais como:

  • volatilidade no preço das matérias-primas e limitação dos riscos de fornecimento;
  • novas relações com o cliente e novos modelos de negócio;
  • melhora a competitividade;
  • contribui para a conservação da natureza, redução da emissões e resíduos e combate às alterações climáticas.

Aplicabilidade da economia circular

economia circular

A economia circular é muito comum nos setores de transporte, agricultura e construção. Também encontramos no setor de embalagens que desenvolveram plásticos biodegradáveis para o acondicionamento de resíduos. Esses plásticos possibilitam, por exemplo, a compostagem dos resíduos orgânicos e um reaproveitamento dos seus nutrientes.

Na construção civil a economia circular permitiu o desenvolvimento dos materiais que na sua fabricação economiza recursos como água e energia.

Varias empresas conceituadas no mercado aplicaram o conceito de economia circular. Vamos conhecer algumas delas:

Coca-Cola

A Coca – Cola aplica a economia circular no reaproveitamento das embalagens de vidro dos seus produtos.

A empresa, uma das marcas mais famosas e bem-sucedidas do mundo, estabeleceu uma parceria com outra empresa (Verallia) para derreter os vidros de suas garrafas. O material resultante foi usado para a criação de novas embalagens, demonstrando um reaproveitamento de 100%.

Neste sentido, vemos que a Coca Cola utiliza a reciclagem do vidro para eliminar o descarte desses resíduos no meio ambiente. O resultado é menos impacto ambiental e economia de recursos.

Unilever

economia circular

Assim como a Coca-Cola, a Unilever aplica o conceito de economia circula ao estimular a infraestrutura de reciclagem e recuperação, particularmente para materiais cuja reciclagem é mais complexa.

Eles utilizam a pirólise para converter resíduos de sachê em um combustível industrial. Também desenvolveram uma nova tecnologia usando um processo químico chamado CreaSolv™. Utilizando esse processo é possível reciclar polímeros de alta qualidade dos sachês usados, para que possam ser usados de novo para criar embalagens de plástico reciclável.

Apple

A Apple é uma das maiores empresas de tecnologia do mundo. E tem como principal objetivo usar apenas recursos renováveis ou materiais reciclados. Todas as lojas da Apple aceitam produtos próprios para reciclagem gratuita. Além disso, eles implementaram um programa que oferece créditos aos clientes que trouxerem aparelhos de celular antigos, para que eles consigam os aparelhos novos mais baratos – o programa chama Apple Renew.

Concluímos que o conceito de economia circular afeta as empresas, produtos e serviços. Ao escolher um modelo circular ao invés do linear a empresa estará escolhendo um novo modo de negócio. Esse modelo altera significativamente as atividades da organização, permitindo um melhor desenvolvimento.

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Mas quer se aprofundar um pouco mais a respeito? Leia outro artigo do nosso blog: Porque aplicar a política dos 5R´s para reduzir a geração de resíduos?

 

Que compromissos determinam a obtenção da licença ambiental?

obtenção da licença ambiental

A obtenção da licença ambiental é imprescindível para o empreendedor que exerce atividades ou possui um negócio potencialmente poluidor. Trata-se de documento em que a empresa assinala que honrará os compromissos com a natureza e a saúde das pessoas.

Emitida por órgão ambiental competente, a licença ambiental dá o aval para que a empresa possa atuar, mas exige contrapartidas. A organização deve seguir as condicionantes para o controle ambiental de sua atividade, podendo ser multada ou interditada ao descumpri-las.

Mas que compromissos determinam essa licença ambiental? Que tipos de licenças o empreendedor deve buscar? Quais as condições, restrições e medidas de controle ambiental precisam ser obedecidas pelo empreendedor? A seguir, veremos todas as responsabilidades que envolvem a obtenção da licença ambiental. Acompanhe!

Entenda por que buscar o licenciamento ambiental

obtenção da licença ambiental

Qualquer empreendimento ou atividade que possa causar impacto negativo ao meio ambiente ou aos indivíduos deve ser planejado com cuidado. Para iniciar um negócio dessa natureza, a primeira providência do empreendedor é buscar maneiras de controlar os danos ambientais. O licenciamento é o documento que informa à empresa quais suas obrigações para minimizar os riscos ambientais de suas atividades.

Possuir a licença ambiental não só garante que a empresa possa entrar em operação como demonstra seu compromisso. Obter o documento assinala que organização é ecologicamente responsável e sabe das obrigações para o adequado controle de suas atividades.

Além disso, o licenciamento ambiental tem força de lei. Tornou-se obrigatório em todo o território nacional em 1981, com a criação da Política Nacional de Meio Ambiente. Por meio da Lei Federal 6.938/81, as atividades efetiva ou potencialmente poluidoras não podem funcionar sem o devido licenciamento.

As organizações que funcionam sem a licença estão sujeitas a sanções, incluindo as punições da Lei de Crimes Ambientais. Instituída em 1998, a lei prevê advertências, multas, embargos, paralisação temporária ou definitiva das atividades.

Saiba os primeiros passos para o licenciamento

obtenção da licença ambiental

Em cada estado brasileiro há um órgão, ligado ao Ministério do Meio Ambiente, responsável pela emissão da licença ambiental. Por meio da Resolução CONAMA 237 de 1997 são definidas quais as empresas são obrigadas a ter licença ambiental.

O empreendedor precisa buscar, junto ao órgão competente, três tipos de licenças:

  • Licença Prévia (LP): é aquela concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade. Destina-se à aprovação da localização e concepção, atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo requisitos e condicionantes para a fase de implementação. No caso de obra de significativo impacto ambiental, nessa fase, deve-se providenciar o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA).
  • Licença de Instalação (LI): autoriza a instalação e eventuais edificações do empreendimento ou atividade, nos termos do projeto previamente aprovado;
  • Licença de Operação (LO): trata-se da última licença a ser concedida. Autoriza a operação, após se verificar que as medidas de controle ambiental e condicionantes estão sendo cumpridas. Essa licença terá prazo mínimo de 04 anos e máximo de 10 anos.

Conheça as obrigações para obtenção da licença ambiental

obtenção da licença ambiental

Para que uma empresa obtenha as licenças, o principal fator é que ela consiga controlar os danos ambientais. Isso significa que a organização tem que se desdobrar para evitar a poluição de solos, do ar e das nascentes. Além disso, atentar para as consequências dessa poluição para a saúde das comunidades que vivem nos arredores das empresas. Outro aspecto importante é contar com uma equipe que dê um suporte no cumprimento de todas essas diretrizes legais.

Entre as obrigações da empresa que busca o aval ambiental está a adoção de medidas que controlem os riscos. Esses perigos ambientais incluem:

  • geração de líquidos poluentes (despejos e efluentes);
  • geração de resíduos sólidos;
  • emissão de gases poluentes;
  • ruído excessivo;
  • explosões;
  • incêndios.

Além de controlar os riscos, a empresa que busca uma consultoria e se propõe a ser ecoeficiente sai na frente. A obtenção da licença é facilitada quando a organização busca um processo de produção mais limpa. Trata-se de rotinas de trabalho usando menos insumo (matéria prima, água, energia elétrica) e gerando menos poluição e resíduos tóxicos.

Leis valem para tratadoras e transportadoras

Como os resíduos são grandes fontes poluidoras, o licenciamento também precisa ser obtido pelas empresas que tratam desses materiais. Entre as organizações que não podem funcionar sem o documento porque podem ser punidas estão aquelas que se ocupam de:

  • tratamento e destinação de resíduos industriais (líquidos e sólidos);
  • tratamento/disposição de resíduos especiais tais como: de agroquímicos e suas embalagens usadas e de serviço de saúde, entre outros;
  • tratamento e destinação de resíduos sólidos urbanos, inclusive aqueles provenientes de fossas;
  • transporte de cargas perigosas – o que inclui o transporte de resíduo perigoso.

Logística reversa é condição para a licença ambiental

obtenção da licença ambiental

Um exemplo interessante relacionado ao licenciamento ambiental veio de São Paulo. Desde abril deste ano, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), vem estimulando a adoção da logística reversa. Gradualmente, a logística reversa será exigida das empresas como condicionante para emissão ou renovação da licença ambiental.

Isso significa que as empresas de São Paulo serão obrigadas a estruturar um sistema de logística. Trata-se de um mecanismo que faz com que os produtos retornem à sua origem, depois de usados pelo consumidor. Com a nova regulamentação, embalagens de bebidas, óleos lubrificantes usados e contaminados e pneus inservíveis poderão ser reaproveitados.

Cumprir compromissos ambientais é primordial

Como se pode ver, há uma série compromissos que determinam a licença ambiental. Com leis ambientais mais rigorosas não é mais possível abrir um negócio com potencial poluidor sem o aval de órgãos competentes. Essa permissão só é liberada quando se sabe que o meio ambiente e o bem-estar das pessoas não será afetado.

Essa documentação é imprescindível não só para o empreendedor saber como controlar os riscos do seu negócio. O licenciamento ambiental é a assinatura de que a empresa honrará os compromissos com a natureza e a saúde das pessoas.

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Se quiser aprofundar mais sobre o assunto leia este outro artigo do blog: Quais leis influenciam o tratamento de resíduos e o seu negócio?

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