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Como lucrar com a logística reversa de embalagens?

Como lucrar com a logística reversa de embalagens?
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logística reversa

A logística reversa dos produtos agora não é só possível, como lucrativa para muitas empresas que estão explorando este mercado. Ao processo de coleta e tratamento de resíduos gerados na mesma cadeia produtiva, deu-se o nome de logística reversa.

Milhares de toneladas de embalagens são descartadas todos os dias no Brasil. São montanhas de resíduos de plástico, alumínio, madeira, metal, papel, papelão e compostos diversos. Alguns destes materiais, como o alumínio por exemplo, já possuem uma cadeia de reciclagem bem estruturada e não necessitam de atenção especial dos seus fabricantes. Já outros, mais complexos, precisam ser trabalhados após seu descarte, caso contrário, acabam sendo rejeitados na natureza. Vamos saber mais a respeito?

O que é logística reversa?

A logística reversa é o processo de coleta, transporte, acondicionamento e tratamento dos materiais após seu descarte pelo usuário final. Diferentemente de um processo de logística tradicional, onde o fluxo de produtos segue no sentido do fabricante para o consumidor, na logística reversa ele segue do consumidor para o fabricante.

A logística reversa pode ser operada pelo próprio fabricante ou por terceiros que atendam a seus interesses, dando o destino correto aos materiais e retirando de circulação os resíduos produzidos ao longo da vida útil do produto.

Existe alguma lei específica para logística reversa de embalagens?

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Não existe uma lei específica para embalagens, mas estas se enquadram na lei nº 12.305, que institui a política nacional de resíduos sólidos (PNRS) e estabelece que a logística reversa deve ser implementada no país, citando explicitamente alguns setores como os fornecedores de agrotóxicos, pneus e produtos químicos.

Os fornecedores destes produtos devem necessariamente, implementar programas para a coleta e destinação adequada dos resíduos produzidos após o fim da vida útil de seus produtos, no caso, as embalagens.

A lei estabelece que todos os produtos (incluindo as embalagens), devem ter um programa de logística reversa implementado, desde que haja viabilidade técnica e financeira para tal. Contudo, ela cita pontos críticos que devem servir para demonstrar a iminência da necessidade da implementação, são eles:

  • Periculosidade: Embalagens de agrotóxicos, venenos, medicamentos, pilhas e baterias, produtos químicos, materiais biológicos, lâmpadas, eletrônicos e etc.
  • Elevada quantidade descartada: Pneus, plásticos, garrafas, embalagens de alimentos, isopor, papelão e etc.

A lei determina que estes produtos e suas respectivas embalagens sejam coletadas e reinseridas na cadeia produtiva, seja ela a do mesmo produto ou não.

Como as empresas obrigadas a ter logística reversa operam?

As empresas que se veem necessariamente obrigadas a implementar a logística reversa atuam em várias frentes. Há algumas que implementam programas por conta própria, como por exemplo os fabricantes de cerveja que disponibilizam containers nos supermercados para que o cliente deposite suas garrafas usadas e troque por descontos na aquisição de novos produtos.

Há também os que operam via terceiros, estes pagam a empresas especializadas para que elas coletem e destinem a quantidade de resíduos equivalente à sua produção, de forma que sua cota ambiental seja zerada.

Cada empresa pode operar da forma como for mais conveniente, desde que os resíduos produzidos por cada indústria sejam retirados de circulação e destinados corretamente.

Logística reversa é rentável?

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A rentabilidade está no centro do problema da logística reversa, isso porque uma coisa é retirar produtos de um grande centro de distribuição e leva-los para pontos dispersos, agora outra muito mais cara e complexa é retirar pequenas quantidades em pontos distintos e levá-las para um único local, visto que para o transporte ser rentável, é necessário haver volume.

Surgem então as muitas iniciativas para tornar o processo lucrativo, desde a parceria com supermercados e varejistas em geral até a disponibilização de pontos de coleta para que o próprio consumidor leve o material a ser descartado para o fabricante.

Existem muitas empresas conseguindo lucrar com logística reversa de embalagens, elas têm adotado práticas que agregam valor aos materiais ao longo do ciclo reverso. Um exemplo é o setor de madeiras, que coleta caixotes e pallets velhos e os destina para centros de trituração que formarão matéria prima para materiais nobres como o MDF por exemplo.

Como lucrar com a logística reversa de embalagens?

A expansão da logística reversa tem aberto novas oportunidades para empresas lucrarem com este tipo de serviço, uma vez que os grandes fabricantes têm a obrigação de tirar os materiais de circulação.

Utilizando plataformas de ligação entre geradores e tratadores, como o Mercado de Resíduos, a empresa tratadora que pretende lucrar com logística reversa pode fazer parcerias com as grandes empresas geradoras, de forma que o material que ela já coleta regularmente possa entrar no balanço de logística reversa destas empresas, ajudando-as a bater sua meta de coleta de material e aumentando o lucro da empresa que de fato fez a coleta.

O Mercado de Resíduos permite que grandes indústrias se tornem acessíveis, mesmo aos pequenos tratadores, o que facilita o processo de destinação e a geração de receitas para ambos os lados.

Como encontrar tratadores para destinar os materiais?

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Da mesma forma que os tratadores podem fazer parcerias com grandes geradores, como citado no tópico anterior, os geradores que desejem encontrar tratadores para terceirizar seu processo de logística reversa ou mesmo para realizar a destinação final, podem utilizar plataformas como o Mercado de Resíduos, que faz esta ligação de maneira direta e sem cobrança por intermediação. Assim, o processo fica fluido, simples e lucrativo.

Existem várias estratégias para que as empresas possam lucrar com logística reversa, sendo necessário que cada uma identifique as oportunidades inerentes ao produto trabalhado.

O importante é que este processo seja realizado e bem documentado, pois a cada dia a legislação e a fiscalização ficam mais restritivas sobre este assunto, sendo a empresa e todos os envolvidos na cadeia produtiva do produto, solidariamente responsáveis pelos resíduos gerados.

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Se quiser aprofundar mais sobre o assunto leia este outro artigo do blog: Crie oportunidades com o mercado de resíduos e saia da crise

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