Conheça os 4 erros mais comuns na elaboração do Inventário de Resíduos Sólidos e saiba como não cometê-los

Conheça os 4 erros mais comuns na elaboração do Inventário de Resíduos Sólidos e saiba como não cometê-los
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Com algumas dicas básicas é possível elaborar o Inventário com precisão e sem sofrimento.

 

residuos industriais

 

Até a última década, o cenário nacional de politicas públicas de controle de gestão e resíduos sólidos era caracterizado pela ausência de informações precisas sobre a quantidade dos tipos e dos destinos dos resíduos.

Quanto se trata de resíduos sólidos industriais essa ausência de informações tornava-se potencialmente mais danosa devido a grande quantidade e as características dos materiais gerados em um parque industrial.

Considerando que tais resíduos podem representar prejuízos à saúde humana e ao meio ambiente, tornou-se urgente a elaboração de diretrizes nacionais que visassem ao controle dos resíduos industriais. Fez-se essencial a realização de um inventário dos resíduos industriais gerados e existentes no país.

Nesse contexto, foi instituído o Inventário Nacional de Resíduos Sólidos. Esse instrumento é uma das principais estratégias da política de gestão de resíduos, dando suporte aos Programas Estaduais e ao Plano Nacional para Gerenciamento de Resíduos Sólidos Industriais.

O Inventário Nacional de Resíduos Sólidos Industriais, estabelecido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA, por meio da Resolução 313/02, visa coletar informações referentes à geração, características, armazenamento, transporte, tratamento, reutilização, reciclagem, recuperação e disposição final dos resíduos sólidos gerados pelas indústrias do país.

Isso porque, conhecer a quantidade e natureza dos resíduos sólidos produzidos, bem como as tecnologias disponíveis, permite o planejamento de estratégias de gerenciamento, que possam efetivamente intervir nos processos de geração, transporte, tratamento e disposição final, objetivando não apenas a preservação da qualidade do meio ambiente, como também a recuperação da qualidade de áreas já degradadas.

Nos casos de resíduos que não podem ser retornados integralmente no processo da cadeira produtiva por meio da reciclagem ou reutilização são necessárias estratégias que possibilitem minimizar seus impactos negativos sobre o ambiente e a saúde pública.

Nesse sentido, o conjunto de normas regulamentadoras formado pela NBR 10.004 – classificação (ABNT, 2004a); a NBR 10.005 – obtenção de lixiviado (ABNT, 2004b); a NBR 10.006 – obtenção de solubilizado (ABNT, 2004c); e a NBR 10.007 – amostragem (ABNT, 2004 d) constitui uma ferramenta significativa, uma vez que distinguem também cuidados especiais com cada tipo de resíduo.

Nos termos da Resolução do CONAMA nº 313, de 29 de outubro de 2002, a exigência de apresentação do inventário, via de regra, cabe às empresas do setor industrial dos seguintes ramos: a) preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos de viagem e calçados; b) fabricação de coque, refino de petróleo, elaboração de combustíveis nucleares e produção de álcool; c) fabricação de produtos químicos; d) metalurgia básica; e) fabricação de produtos de metal, excluindo máquinas e equipamentos; f) fabricação de máquinas e equipamentos; g) fabricação de máquinas para escritório e equipamentos de informática; h) fabricação e montagem de veículos automotores, reboques e carrocerias; e i) fabricação de outros equipamentos de transporte.

O órgão estadual de meio ambiente poderá, no entanto, baseado no art. 4º, §2º e §3º da Resolução, tanto ampliar quanto restringir esta listagem de tipologias industriais, a depender das especificidades e características de cada Estado, desde que as informações sobre as tipologias industriais incluídas sejam devidamente repassadas ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA.

Os meses que antecedem a entrega do Inventário, geralmente, são o momento do ano em que os setores de gerenciamento mais detestam. Isto porque, compilar as informações nos moldes legais é considerado pela maioria como uma tarefa trabalhosa e extensa.

Realizar esse tipo de tarefa sem o devido planejamento e prévia sistematização das informações torna-se um verdadeiro julgo. Nesse contexto, equívocos e deslizes passam a ser praticamente previsíveis.

 

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Relatórios governamentais de avaliação dos Inventários apresentados nos últimos anos indicam o cometimento de 4 (quatro) erros recorrentes na elaboração do Inventário. São eles:

 

  1. Conversão incorreta de unidades – muitas empresas encontram dificuldades na conversão de suas unidades usuais (quilogramas, litros, metros cúbicos, peças, etc) para toneladas, que é a unidade padrão adotada no Inventário, por exemplo. Uma vírgula fora do lugar, um zero a mais ou a menos compromete consideravelmente os resultados apresentados e põe em cheque a credibilidade das informações prestadas.

 

  1. Período de referência diferente de 12 meses – o período correspondente às informações deve ser retroativo um a ano. Nem mais, nem menos.

 

  1. Inclusão de efluentes líquidos na relação de resíduos sólidos gerados – as nomenclaturas sempre carregam consigo mensagens: o nome já diz tudo. O Inventário é de Resíduos Sólidos. Portanto, os efluentes líquidos não são descritos ou caracterizados neste inventário. O monitoramento de resíduos líquidos também é monitorado pelos órgãos ambientais, mas por outra via, que é o Relatório de Autocontrole de Efluentes.

 

  1. Omissão de alguns resíduos – em um inventário pretende-se ter a completa dimensão do processo e da geração de resíduos, ao deixar de declarar alguns, “as peças não encaixam”. Todo resíduo gerado pela atividade industrial, ainda que seja reutilizado ou reprocessado industrialmente, deve ser informado e descrito no relatório. Os subprodutos oriundos do refugo do processo industrial também devem ser mencionados, assim como os resíduos que são doados ou comercializados pela indústria e, ainda, aqueles gerados fora do processo produtivo.

 

Para não cometer nenhum desses erros, você precisa controlar e sistematizar as informações relevantes ao longo do ano, já nos moldes da Resolução CONAMA 313/02. Além de não ter que correr contra o tempo para reunir todos os dados, também não haverá a necessidade de readequá-los às unidades, ao padrão de códigos, bem como todos os demais dados cadastrais da empresa, que já devem estar arquivados.

Faz-se necessário realizar inventários constantes sobre possíveis pendências, a fim de não acumulá-las e inviabilizar sua resolução em um curto espaço de tempo antes da apresentação do relatório.

Além disso, é necessário gerir essas demandas de maneira dinâmica para viabilizar o manejo e monitoramento minucioso de todas as etapas do processo industrial, isto é, desde a geração dos resíduos até a sua destinação ou disposição final.

Se sua empresa precisa gerir esses dados e processos de forma dinâmica, intuitiva e com mecanismos que eliminam esses e outros erros na elaboração do seu inventário, experimente gratuitamente o software VG Resíduos por meio do novo.vgresiduos.com.br. Caso queira esclarecer alguma dúvida, busque um consultor no chat on-line.

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