Definição, aplicação e vantagens da gestão compartilhada

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12/02/2021

Definição, aplicação e vantagens da gestão compartilhada

A gestão compartilhada de resíduos engloba a formulação e implementação compartilhada de estratégicas voltadas para o gerenciamento adequado de resíduos com as áreas de educação, saúde, meio ambiente, promoção de direitos, geração de emprego e renda e participação social. Neste artigo entenderemos o conceito, aplicação e vantagens da gestão compartilhada. Confira!

A gestão de resíduos consiste em um conjunto de ações e procedimentos que buscam soluções para os resíduos. Para viabilizar essas ações é imprescindível considerar as dimensões política, econômica, ambiental, cultural e social, sob a premissa do desenvolvimento sustentável.

A gestão de resíduos busca a redução na geração de resíduos na origem e a minimização do impacto ambiental, por meio da destinação correta dos mesmos.

Veja abaixo o que abordaremos neste artigo:

O que é gestão de resíduos?

A gestão de resíduos é definida pela Política Nacional de Resíduos Sólidos como um conjunto de ações voltadas para a busca de soluções para os resíduos.

Essa gestão abrange todos os tipos de resíduos (domésticos, industriais, saúde e etc.). Além disso, considera as dimensões política, econômica, ambiental, cultural e social, sob a premissa do desenvolvimento sustentável.

Cabe aos órgãos públicos a gestão dos resíduos gerados nos respectivos territórios. O gerador tem, também, a responsabilidade pelo gerenciamento de seus resíduos. Este deve ter controle desde a geração, acondicionamento, coleta, tratamento e destinação e disposição final ambientalmente correta.

A gestão, em síntese, envolve os órgãos da administração pública e empresas com o propósito de realizar a coleta, o tratamento e a disposição final do resíduo. Para isso é levado em consideração às características das fontes de geração, do volume e dos tipos de resíduos. Bem como, o tratamento e disposição final ambientalmente correta.

Para a aplicação da gestão de resíduos é necessário definir estratégias, ações e procedimentos que busquem o desenvolvimento sustentável a partir do consumo responsável, da minimização da geração de resíduos e da promoção do trabalho.

Isso quer dizer que, deve-se viabilizar economicamente os projetos implementados para uma gestão de resíduos eficiente, promovendo a aplicação do conceito de proteção ambiental. Também, devem-se considerar as questões culturais e sociais, que incluem os catadores de material reciclável e a população de baixa renda.

Como funciona a Gestão Compartilhada?

Como funciona a Gestão Compartilhada?

Como sabemos a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos abrange a todos, sendo eles os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, bem como consumidores e os titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos.

Para que seja eficiente, deve se implementar de forma individual e encadeada onde são criadas ações de gerenciamento de responsabilidade, com uma abordagem de gestão participativa.

A PNRS, regulamentada pelo Decreto 7.404/2010, conceitua por meio do Art. 3, Inciso XI, afirma que Gestão Integrada compreende o conjunto de ações voltadas para a busca de soluções para os resíduos sólidos, de forma a considerar as dimensões política, econômica, ambiental, cultural, com controle social e sob a premissa do desenvolvimento sustentável.

Toda e qualquer matéria passa por processos de captação, produção, uso, desperdício e disposição. Sabe-se que essa matéria poderá se tornar resíduo ou rejeito.

Para auxiliar na não geração ou redução destes, distribui-se responsabilidades, reduzindo os impactos à saúde humana e aumentando a qualidade ambiental do ciclo de vida dos produtos.

A Gestão Compartilhada se inicia com o incentivo à eficiência de seus processos, na otimização do uso de matéria prima, evitando desperdício. Se evitarmos o desperdício, já reduzimos muito à quantidade de resíduo gerado, porém para que alguma empresa, importadora ou distribuidora faça isso, é preciso “responsabilizá-los”.

É nesse momento que o poder público institui que as empresas assumam o compromisso e tomem atitudes se responsabilizando ou identificando os agentes deste cenário do ciclo de vida destes produtos.

Vejamos um exemplo:

Sabemos que o Brasil é um país de grandes eventos e que recebemos milhões de pessoas todos os anos. Você tem noção da quantidade de resíduos gerados em um evento, como por exemplo, em 2014 na Copa do Mundo? A utilização de garrafas, vidros, copos, espetos neste tipo de evento chega a ser imensurável. Por isso, cabe ao consumidor, aos comerciantes e distribuidores e também do poder público, ter a consciência e responsabilidade de dispor corretamente cada tipo de resíduo em seu devido lugar para que os mesmos retornem à cadeia de produção ou tenham a sua disposição ambiental adequada.

Vamos pensar que se cada garrafa, seja de plástico, vidro ou qualquer material consumido nestes eventos fosse disposto separadamente, no lugar correto ou em algum local apropriado definido pelo distribuidor. Quanto seria economizado ou poderia ser reaproveitado? Ou então pensar em quanto espaço seria economizado dentro dos aterros sanitários, quantos materiais poderiam ser reutilizados ou reciclados? Já pensou o quanto poderíamos contribuir para o Aterro Zero?

Outro exemplo que podemos citar são os acordos e parcerias das empresas com associações como a Cooperativa dos Catadores de Papel e Papelão – COOPAMARE, em São Paulo ou a Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reaproveitável, ASMARE, em Belo Horizonte, onde, contemplavam–se investimentos em novas tecnologias de destinação final, ações voltadas à mobilização social, à valorização do trabalho dos funcionários de limpeza pública e ao desenvolvimento de parcerias com os grupos de catadores.

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Como minha empresa se encaixa na gestão compartilhada?

Consolidar uma marca de renome, com produtos e serviços de qualidade não é uma tarefa fácil. Além de se esforçar com as tecnologias, estética, processos e melhora da qualidade, se destacar no mercado exige preocupação ambiental, e também uma boa produção de marketing ambiental.

Sabemos que o Brasil não passa por uma boa fase econômica, e que por má gestão ou descuido, se iniciem problemas em relação ao aumento da poluição, dos riscos à saúde. Esses problemas acabam acarretando maior gasto por parte do poder público para reparar estes problemas, uma vez que este recurso poderia ser usado como incentivo ou investimento em outras áreas.

Já lemos que existem parcerias, associações e instituições que se beneficiam com a geração e boa gestão dos resíduos gerados, além do mais, grandes corporações exigem que as obrigações legais de seus fornecedores sejam cumpridas.

Por isso, a Gestão Compartilhada de Resíduos se torna um diferencial competitivo, uma vez que se se garante uma boa qualidade de seu material reciclado, evita-se multas por estar alinhada à legislação local e claro, uma melhoria de sua gestão traz consigo a melhoria da visão das áreas de sua empresa, auxiliando no aperfeiçoamento contínuo de processos e maximização dos lucros.

Quais as vantagens da Gestão Compartilhada?

Quais as vantagens da Gestão Compartilhada?

Como acabamos de citar, um dos grandes benefícios da Gestão Compartilhada é a inclusão dos catadores, em que existe a valorização dos mesmos, promovendo o resgate da cidadania e inclusão social.

Além disso, não podemos deixar de citar que, como está ocorrendo a segregação correta dos materiais recicláveis, existe a garantia de maior quantidade e de melhor qualidade do material reciclável, contribuindo para aumentar as oportunidades de venda direta às indústrias por melhores preços.

Também ocorre a diminuição de impactos ambientais e à saúde pública, evitando e redirecionando resíduos gerados, ou reaproveitando em outros processos produtivos, economizando novamente.

Um dos principais benefícios de se manter a gestão compartilhada é que ela sustenta os princípios da Logística Reversa, onde todos agentes participam ativamente do ciclo de vida dos resíduos.

Gestão ambiental

Como o SGA auxilia na Gestão Compartilhada?

O Sistema de Gestão Ambiental nas empresas auxilia na gestão dos resíduos, implementando o PGRS onde é possível realizar o diagnóstico dos resíduos sólidos gerados na empresa.

É útil também para otimizar processos, estratégias e controlar a destinação de resíduos dos fornecedores e clientes, funcionando como um ótimo monitoramento do ciclo de vida de resíduos, que é um dos princípios da Gestão Compartilhada.

Por isso, o grupo Verde Ghaia desenvolveu a VG Resíduos, uma plataforma online que auxilia na gestão de resíduos da sua empresa. A ferramenta é baseada na PNRS, onde é possível acompanhar e evidenciar os processos de gerenciamento de resíduos, desde a geração até a disposição final, auxiliando mais uma vez na facilitação da obtenção de certificações, especificações e requisitos legais.

Com o uso dessa ferramenta sua empresa consegue realizar uma gestão de resíduos adequada, praticar a logística reversa e ainda auxilia quanto ao cumprimento e controle da legislação.

O software funciona de forma online, podendo ser acessado do computador, tablet e celular. O usuário informa a quantidade de resíduos gerados e a data. Também informa quem realizará o transporte e qual o tipo de tratamento será dado. Além de outras informações importantes sobre os resíduos, como sua classificação. Dessa forma, automaticamente são gerados os documentos obrigatórios para os órgãos ambientais.

Portanto, a gestão compartilhada de resíduos formula e implementa estratégicas voltadas para o gerenciamento adequado de resíduos através da educação, saúde, meio ambiente, promoção de direitos, geração de emprego e renda e participação social.

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Gerenciamento de resíduos

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