Descubra soluções eficientes para reaproveitamento dos resíduos da construção civil

Descubra soluções eficientes para reaproveitamento dos resíduos da construção civil
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O setor de construção civil possui uma grande importância para o país, como umas das áreas que mais geram riqueza e postos de trabalho. Infelizmente, ele também ocupa um dos campos que mais geram resíduos para o meio ambiente.

A problemática da geração desses resíduos se agrava ainda mais porque grande parte não recebe a destinação correta, e acabam sendo dispostas clandestinamente em terrenos baldios, áreas de preservação, vias e logradouros públicos. Considerando a sustentabilidade ambiental como aliada do desenvolvimento econômico é mais que urgente à disseminação de uma cultura de tratamento e reaproveitamento de resíduos da construção civil.

Destinação adequada dos resíduos produzidos na obra

O grande obstáculo a ser ultrapassado pelo setor de construção civil é a geração desses resíduos. O maior desafio da área é conciliar seus processos de produção com o desenvolvimento consciente. A alternativa encontrada para solucionar essa problemática é o reaproveitamento.

Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) ou Lei 12.305/2010, que regulamenta o manejo ambientalmente correto dos resíduos e define metas de reutilização, redução e reaproveitamento contribuem para que o setor de construção civil busque alternativas ambientalmente correta para destinação do resíduo gerado.  A Resolução CONAMA 307 de 2002, também, estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil, disciplinando as ações necessárias de forma a minimizar os impactos ambientais.

Empresas de construção civil que almejam a implementação da norma ISO 14001 ou que já possui o Sistema de Gestão Ambiental implantando, sabe que esta norma traz soluções para as manterem dentro das legislações referidas, e consequentemente a Gestão dos Resíduos Sólidos.

Formas de reaproveitamento de resíduos sólidos de construção civil

Os resíduos sólidos da construção civil que são destinados para o reaproveitamento passam por um processo de trituração. Antes da trituração, as frações se encontram misturadas e os resíduos têm pouco valor agregado. Somente após a separação é que se pode dar uma destinação adequada aos novos “materiais”.

Após a trituração os resíduos serão classificados de acordo com o tamanho da fração: areia, brita, pedrisco, bica corrida e outros e a partir disso, poderão ser comercializados como matéria prima secundária. Essa matéria prima também poderá servir para fabricar produtos de base para a construção civil como tijolos, blocos de cimento, entre outros.

Uma etapa fundamental é a triagem. Para executá-la de forma eficiente, o canteiro de obra deve contar com áreas destinadas à separação e acondicionamento dos diferentes materiais. Os trabalhadores é quem fazem a segregação segundo as recomendações da resolução 307 do CONAMA. Preferencialmente essa segregação deve ser feita nos locais de origem dos resíduos e transportados internamente para posterior acondicionamento.

Tipos de usinas de reaproveitamento de resíduos de construção civil

As usinas são dividas em duas categorias: as usinas fixas e as móveis.

As usinas fixas são construídas em um terreno com uma área que varia em função da capacidade de processamento. São as versões economicamente mais acessíveis do mercado, contudo as mais limitadas em se tratando de competitividade comercial.

As usinas móveis são compostas por um caminhão do tipo Roll On Roll Off, uma britadeira móvel e uma peneira rotatória móvel atracada como reboque no caminhão. São construídas em um único bloco normalmente com o tamanho variando entre um container de 20” e 40” de acordo com sua capacidade de processamento. Podem ser utilizadas em um empreendimento fixo ou mesmo ser alugada para obras em diferentes locais.

As usinas móveis trazem uma série de vantagens para os empreendimentos:

– mobilidade; pode atuar em um ponto fixo ou atender grandes obras diretamente no local;

– diminui custos de logística e construção de fundamento de base;

-alta capacidade de adaptação geográfica do mercado e; pode ser locada completamente por empresas do setor.

Classificação dos resíduos da construção civil

 

A Resolução CONAMA 307/2002 classifica os resíduos de construção civil em:

Classe A: resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais como: de construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação e de outras obras de infraestrutura, inclusive solos provenientes de terraplanagem; de componentes cerâmicos (tijolos, blocos, telhas, placas de revestimento etc.), argamassa e concreto; de processo de fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em concreto (blocos, tubos, meios-fios etc.) produzidas nos canteiros de obras.

Classe B: resíduos recicláveis para outras destinações, tais como plásticos, papel, papelão, metais, vidros, madeiras e gesso.

Classe C: resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem ou recuperação, como por exemplo, a lã de vidro.

Classe D: resíduos perigosos oriundos do processo de construção, tais como tintas, solventes, óleos, vernizes e outros ou aqueles contaminados ou prejudiciais à saúde, oriundos de demolições, reformas e reparos de clínicas radiológicas, instalações industriais e outros bem como telhas e demais objetos e materiais que contenham amianto ou outros produtos nocivos à saúde.

Vantagens de encaminhar os resíduos para o reaproveitamento

O reaproveitamento de resíduos sólidos da construção civil trás benefícios econômicos, sociais e ambientais. A substituição dos materiais convencionais pelo entulho, por exemplo, reduz o consumo de matéria prima “virgem”, contribuindo para preservação do meio ambiente.

Com o reaproveitamento, há ainda a minimização da poluição causada pelos resíduos, que podem causar enchentes e o assoreamento de rios e córregos.

Não podemos deixar de ressaltar que o descarte incorreto também acarreta sérias consequências para o ambiente urbano, sendo que nestes ambientes propiciam doenças como dengue e febre amarela.

O reaproveitamento dos resíduos demanda atenção dos órgãos fiscalizadores e a conscientização de empresários do setor de construção civil.

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