Dez resíduos de origem animal que podem ser fonte de renda

Dez resíduos de origem animal que podem ser fonte de renda
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Resíduos de origem animal

Você imagina que ração, gelatina e biodiesel podem ser fabricados com resíduos de origem animal? Esses são alguns dos produtos que vêm sendo preparados com sobras de carne animal que não servem para o consumo.  Vísceras de aves, bovinos e suínos, fragmentos cárneos, sangue e outros resíduos estão sendo processados e virando fonte de renda para empresas.

A indústria da reciclagem animal no Brasil já apresenta números expressivos. Segundo esta reportagem, anualmente são processadas 12,4 milhões de toneladas de matéria crua e produzidas 5,3 milhões de toneladas de farinhas e gorduras. O mercado movimenta, anualmente, R$ 7,9 bilhões e gera 55 mil empregos. Além disso, a reciclagem de resíduos de animal também poupa o meio ambiente. Se as partes não consumidas fossem descartadas inadequadamente haveria riscos de impactos ambientais e de doenças.

Mas quais os benefícios do reaproveitamento dos resíduos de origem animal? Quais resíduos podem ser reciclados gerando renda? Que órgão fiscaliza o manejo dessas sobras? A seguir, você conhece melhor esse mercado e seu potencial. Acompanhe!

Conheça os resíduos de origem animal

Resíduos de origem animal

As partes de bovinos, suínos, aves e peixes inviáveis para o consumo humano são considerados resíduos de origem animal. São gerados em estabelecimentos como abatedouros, frigoríficos e açougues, e formados por:

  • vísceras de animais (bovinos, suínos, aves e peixes);
  • fragmentos cárneos;
  • sangue;
  • conteúdo intestinal;
  • pelos;
  • ossos;
  • penas;
  • gorduras;
  • águas residuais.

Entenda por que é fundamental a reciclagem animal

Resíduos de origem animal

O fato de essas sobras irem para reciclagem transformando-se em fonte de renda representa uma solução ecologicamente correta e necessária no Brasil. O país é um dos principais produtores e exportadores de rebanhos do mundo, destacando-se não só pela carne bovina, mas também pela suinocultura e avicultura.

Por ano, no Brasil, são gerados 65 kg de resíduos de origem animal per capita. Com um volume tão grande de sobras, há um risco considerável de degradação ambiental e a necessidade de reaproveitamento. A adoção da reciclagem dos resíduos animais com técnicas corretas de tratamento é essencial, pois eles possuem alto potencial poluidor. A reciclagem evita o apodrecimento de carcaças e resíduos animais a céu aberto.

Torna-se fundamental que esses resíduos recebam um tratamento adequado poupando o meio ambiente e a saúde humana. Além disso, a maioria desses resíduos animais é altamente putrescível e, por isso, deve ser manejada rápida e corretamente. Segundo a Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA), somente a decomposição da carcaça de uma vaca libera 1,2 toneladas de gás carbônico, em média.

Este estudo aponta que os resíduos de origem animal que apodrecem sem tratamento sofrem as seguintes consequências:

  • destruição das substâncias colágenas;
  • destruição das proteínas;
  • destruição dos aminoácidos, com formação de amônia, gás sulfídrico, aminas e diaminas.

Veja quais resíduos animais podem gerar receita

Resíduos de origem animal

A ABRA possui uma listagem de diversos resíduos de origem animal que podem ser tratados e virarem matéria-prima para produtos. As partes não indicadas para consumo humano se transformam, por exemplo, em gorduras, farinhas e gelatina, com diversas aplicabilidades.

A associação destaca que todas as atividades de reciclagem animal devem seguir as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). O ministério, por sua vez, faz a fiscalização do setor seguindo o Regulamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (RISPOA).

Entre os resíduos apontados pela ABRA que podem ser tratados, transformando-se em novo produto, estão:

  • ossos, cárneos, aparas e vísceras bovinas: gera farinha rica proteína, cálcio, fósforo e gordura. Usada na fabricação de ração animal (aves, suínos, peixes, crustáceos e pets). É um produto seguro e isento de fatores alergênicos ou antinutricionais;
  • sebo de boi: gera gordura altamente energética, composta basicamente de triglicerídeos. Usada para fabricação de ração animal, nas indústrias químicas, na composição de produtos de higiene e limpeza, vernizes, lubrificantes (estearina) e na indústria farmacêutica, para produção de glicerina;
  • carnes e ossos suínos: gera a graxa suína. Usada para ração de cães e gatos, sendo ainda indicada na formulação de rações também para aves, peixes e outros animais não ruminantes. Aplicada, também, para a fabricação de biodiesel, em substituição às fontes vegetais na produção do combustível.
  • pele de porco, couro e ossos de bovino: gera a gelatina, a partir do colágeno contido nos resíduos. Composta de baixo valor calórico e nove dos 10 aminoácidos essenciais ao ser humano. Fonte de colágeno, estimula a formação da massa muscular.

É fundamental que a tratadora que recebe os resíduos de origem animal tenha uma atuação responsável e ecologicamente correta. Empresas que entram no ramo desconhecendo ou descumprindo as diretrizes ambientais podem ser multadas e perder em reputação. Nesse sentido, é importante contar com o suporte de profissionais como os da Verde Ghaia. A empresa possui um serviço de consultoria sobre as melhores estratégias para o reaproveitamento de resíduos e a geração de receitas.

Encontre os geradores de resíduos animais

Resíduos de origem animal

Para localizar geradoras de resíduos animais, as tratadoras podem recorrer a uma plataforma que faz o intercâmbio entre compradores e fornecedores. Criada pela startup VG Resíduos, o Mercado de Resíduos é um site que aproxima as partes interessadas.

A plataforma reúne milhares de empresas do Brasil e pode ser acessada 24 horas por dia, de qualquer lugar do mundo. Os geradores cadastrados na plataforma informam o tipo de resíduo que têm à disposição. Da mesma forma, os tratadores podem fazer ofertas para manejo ou compra dessas sobras. Em um ambiente totalmente automatizado, a plataforma seleciona qual a oferta ganhadora do leilão, colocando gerador e tratador em contato.

Há uma gama de subprodutos que podem surgir de sobras de bovinos, suínos, aves e peixes. Localizando os geradores, seguindo as diretrizes ambientais e aplicando processos de reciclagem é possível empreender no mercado de resíduos de origem animal. É um setor que pode não só gera receitas, como também contribui para o desenvolvimento sustentável. Reaproveitar resíduos de origem animal pode ser lucrativo e ecologicamente correto.

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Se quiser aprofundar mais sobre o assunto leia este outro artigo do blog: Cinco ações que afastam o passivo ambiental da sua empresa

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