Como destinar e tratar efluentes e resíduos orgânicos da indústria alimentícia?

Como destinar e tratar efluentes e resíduos orgânicos da indústria alimentícia?
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VG Resíduos: efluentes e resíduos orgânicos da indústria alimentícia

A indústria alimentícia brasileira fechou o ano de 2017 em alta e começou 2018 com previsão de aumento de produção, vendas e exportações. O bom cenário, no entanto, encobre um dilema. Muito do que é produzido pelo setor de alimentos vai parar no lixo, representando uma perda de R$7 bilhões, somente para os supermercados. E onde está a raiz do problema? A maioria das empresas não sabe como destinar e tratar efluentes e resíduos orgânicos da indústria alimentícia.

A consequência é que as empresas alimentícias que negligenciam o tratamento de efluentes e resíduos descumprem exigências legais. A produção de alimentos gasta um valor expressivo com água, por exemplo. A cada quilo de maçã produzido são necessários 822 litros de água.

Além disso, o setor alimentício que não trata os efluentes e resíduos, lançando-os de  qualquer maneira no meio ambiente, pode por em risco a saúde pública e degradar solos, águas e matas. Vamos saber mais a respeito?

Trate efluentes e resíduos orgânicos da indústria alimentícia

VG Resíduos: efluentes e resíduos orgânicos da indústria alimentícia

Há dois tipos de resíduos gerados pelo setor alimentício:

  • Efluentes; e
  • Resíduos sólidos, formados em sua maioria por resíduos orgânicos ou recicláveis.

Os efluentes são resíduos industriais líquidos. Em sua grande maioria, são formados por restos das matérias-primas utilizadas nos processos produtivos e que não são aproveitadas totalmente.

As indústrias alimentícias que mais geram efluentes são as que abatem animais — matadouros, frigoríficos e abatedouros. O não tratamento, além de poluir o meio ambiente, causa proliferação de insetos, roedores e doenças.

Os efluentes do setor alimentício são de diferentes origens. Como exemplo podemos citar:

  • água (formação de lodos e materiais retidos em filtros, por exemplo);
  • material acumulado em gradeamento e peneiramento;
  • resíduos de manutenção, como solventes e óleos lubrificantes.

Uma das saídas para tratar os efluentes das indústrias alimentícias é a instalação de uma Estação de Tratamento de Efluentes, onde os resíduos podem passar pela fase físico-química ou biológica. Na primeira, há a remoção dos poluentes através de reações químicas, separando as fases sólidas e líquidas do efluente. Já o tratamento biológico dos efluentes é realizado por meio de bactérias e outros microrganismos. Eles consomem a matéria orgânica poluente através do processo respiratório.

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No setor alimentício, os resíduos sólidos são aqueles formados pelos orgânicos ou recicláveis.  Os orgânicos são restos de alimentos: bagaços, talos e casca de verduras e frutas (exceto cítricas), cascas de ovo e borra de café. Também se incluem no grupo dos resíduos orgânicos, palha, cascas, podas e aparas de jardins.

Até a instituição de leis ambientais, como a Política Nacional de Resíduos, os resíduos orgânicos eram frequentemente depositados em aterros sanitários. No entanto, surgiram maneiras mais ecoeficientes para o descarte desses resíduos. Como exemplo, podemos citar o sistema de compostagem, que gera uma excelente fonte de nutrientes para as plantas e solos.

Compostagem é um processo biológico no qual os micro-organismos são responsáveis pela degradação da matéria orgânica. Ele acontece em três etapas:

  • Fase 1: Chamada de mesofílica. É a etapa na qual os micro-organismos agem em temperaturas próximas à temperatura ambiente. A temperatura gira em torno de 40C, durante cerca de 15 dias. Nessa fase, os organismos vão metabolizar os nutrientes mais facilmente encontrados, com moléculas mais simples;
  • Fase 2: Chamada de termofílica. É a etapa mais extensa, podendo chegar até dois meses, dependendo das características dos materiais que estão sendo decompostos. Nessa fase, as bactérias são as termofílicas, sendo capazes de sobreviver em temperaturas entre 65 a 70 C. Em temperaturas mais elevadas, podem eliminar agentes patógenos, organismos que causam doenças;
  • Fase 3: Chamada de maturação. É uma etapa que também pode durar até dois meses e na qual se diminui a atividade microbiana, pois há a redução da temperatura e acidez.  É a fase da estabilização, gerando composto maturado. O resultado é o término da decomposição produzida pelos micro-organismos e a transformação da matéria em húmus.

Todo o processo de compostagem resulta em adubo orgânico, que pode ser aplicado na agricultura, paisagismo, jardinagem e hortas. E evita-se o uso de fertilizantes sintéticos. Outra utilidade do adubo orgânico é recobrir e recuperar solos que perderam seus nutrientes naturais.

Leia também: Saiba como destinar resíduos comerciais de forma correta

Conheça os critérios da compostagem

A produção de composto orgânico ou qualquer outro tipo de tratamento de efluentes e resíduos orgânicos não pode ser feita de qualquer maneira pelo setor alimentício. As empresas necessitam seguir critérios e procedimentos, para se enquadrar às conformidades das leis ambientais.

Uma gestão de resíduos eficiente passa, entre outras medidas, pelo cumprimento dos critérios estabelecidos pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente – CONAMA. Por meio da Resolução nº 481, de 03 de outubro de 2017, o conselho estabeleceu procedimentos que devem ser seguidos para garantir o controle e a qualidade ambiental do processo de compostagem de resíduos orgânicos.

Entre as exigências estão a adoção de medidas para minimizar o chorume . Ele é responsável pela produção do gás metano (CH4), um causadores do efeito estufa – e a emissão de odores. Providências também devem ser tomadas para impermeabilizar os solos, isolar e sinalizar a área onde será feita a compostagem dos orgânicos, para não haver incômodos às comunidades próximas.

A principal meta da resolução do CONAMA é que todo o processo resguarde o meio ambiente, reestabelecendo o ciclo natural da matéria orgânica e seu papel natural de fertilizar os solos.

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Se as organizações do setor alimentício não têm espaço ou condições para realizar o tratamento de efluentes e resíduos orgânicos da indústria alimentícia, elas podem recorrer a empresas especializadas.

O trabalho pode ser tanto o de consultoria para instalação das estações de tratamento de efluentes quanto o de recebimento dos resíduos orgânicos para os cuidados adequados.

O ganho de imagem é uma das maiores vantagens que podem ser obtidas por empresas alimentícias que optam pela correta destinação e tratamento de efluentes e resíduos orgânicos.

Portanto, ao adotar essas práticas ecoeficientes, o setor alimentício passa a ser visto positivamente pelo seu público porque resguarda as reservas naturais e a saúde pública. Além disso, demonstra que é uma organização preocupada com desenvolvimento econômico, mas também com o planeta e as pessoas, cumprindo os pilares da sustentabilidade.

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Precisa se aprofundar um pouco mais a respeito? Leia outro artigo do nosso blog: Compostagem x aterro sanitário: como destinar resíduos orgânicos?

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