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Aterros sanitários: porque eles devem ser evitados?

Aterros sanitários: porque eles devem ser evitados?
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VG resíduos: aterros sanitários

A disposição final de resíduos sólidos em aterros sanitários era considerada como a principal solução para evitar danos ambientais e o fim dos lixões. Mas com a mudança da percepção ambiental, fez, atualmente, que muitas empresas os evitem, uma vez  que não se reaproveita os recursos sólidos gerados. 

Consequentemente, como as técnicas de reciclagem e tratamento têm aumentado, muitas empresas começaram a enxergar o resíduo como algo que pode ser reaproveitado, fazendo diminuir a utilização dos aterros sanitários. Vamos entender mais a respeito?

O que mudou com a legislação?

A legislação ambiental do país, como a Política Nacional de Resíduos Sólidos, exigem das empresas a implantação da gestão de resíduos e o uso de tecnologias que diminuam a quantidade de resíduos gerados e descartados. Além disso, os clientes exigem produtos que de alguma forma possam receber tratamentos e voltarem à cadeia produtiva.  Por isso, o aterro sanitário se tornou desnecessário e devemos o evitar.

O sistema de gestão ambiental também contribui para aflorar nas empresas a responsabilidade ambiental. A norma ISO 14001 é muito importante para favorecer um ambiente mais sustentável dentro das organizações, pois foca no uso eficiente dos recursos naturais, gestão adequada dos resíduos, emissões de gases, entre outros. Além disso, o sistema de gestão ambiental alia-se aos programas de redução de resíduo, tornando-o uma ferramenta estratégica para empresa.

Os aterros sanitários são indicados?

VG resíduos: aterros sanitários

O aterro sanitário é considerado pelo Ministério do Meio Ambiente como o sistema mais adequado para disposição final do resíduo que não é possível ser reaproveitado. Segundo dados do IBGE, o Brasil possui aproximadamente cerca de 1.700 aterros sanitários. Basicamente, aterro sanitário é um local onde são depositados resíduos sólidos provenientes de residências, indústrias, hospitais e construções.

É feito um grande buraco de no máximo dois metros de distância do lençol freático. Neste buraco é colocada uma manta de polietileno e uma camada de pedras pequenas, por onde passarão os líquidos e gases liberados pelo lixo. Além disso, são instaladas calhas de concreto e tubos verticais por onde sobem os gases. Há uma quantidade determinada de lixo que pode ser depositada, que após atingir esse volume, encerra-se as atividades naquele local.

Quanto mais as empresas evitarem o descarte em aterros sanitários, empregando técnicas de reaproveitamento de resíduos, além de melhor para o meio ambiente, é uma economia — evita-se gastos financeiros para construí-lo. 

Leia mais: Como funciona o aterro sanitário?

Aterro sanitário: porque evitar?

Todo projeto de aterro sanitário deve ser elaborado segundo as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O não cumprimento das diretrizes técnicas descritas nas normas pode acarretar em impactos ambientais graves.

Os aterros sanitários possuem diversas vantagens, mas também há desvantagens que se tornam importante para evitar o descarte resíduo neles. Saiba quais são as desvantagens:

  • Danificação de infraestrutura (por exemplo, estradas danificadas por veículos pesados);
  • Poluição do meio ambiente (por exemplo, a contaminações dos lençóis de água por vazamentos);
  • Liberação de gás metano pela decomposição de resíduos orgânicos (agrava o efeito estufa e oferece perigo aos moradores das áreas próximas);
  • Abrigo de transmissores de doenças, como ratos e moscas;
  • Perda econômica (quanto mais resíduo é destinado aos aterros menos são reciclados ou reutilizados).

Coleta seletiva: uma melhor solução 

VG resíduos: aterros sanitários

A coleta seletiva dentro das organizações permite um ganho financeiro, pois reduz a quantidade de resíduo que será descarta no aterro sanitário. Além disso, é possível separar o lixo do material reciclável, lucrar com a venda e se tornar uma empresa aterro zeroEm algumas empresas não há programa de coleta seletiva. E essas empresas perdem muito pela falta desse programa.

Para construir um aterro sanitário o município gasta em torno de 5% a 10% do seu orçamento. E com a coleta seletiva se ganha muito mais, além de ser um programa que gera emprego. Quando a sua empresa gerencia o resíduo gerado, ela consegue identificar oportunidades de negócios.

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Como lucrar reaproveitando resíduos

Quando dispomos o resíduo em aterro sanitário deixamos de reaproveitar os recursos que muitos deles possuem. Como exemplo, podemos citar o resíduo de papel. Esse resíduo possue fibras de celulose, o que permite reduzir a extração de árvores para produção de papel. A economia do Brasil perde cerca de R$ 120 bilhões por ano quando não recicla o resíduo gerado. Evitar o aterro sanitário permite que a economia cresça com a venda e compra de reciclados.

A reciclagem é uma forma das empresas lucrarem. Por meio dessa técnica, as empresas podem comprar resíduos e reutilizarem como matéria prima ou vendê-lo para outras organizações. Esse é um dos desafios que as empresas brasileiras enfrentam para se tornarem mais sustentáveis ambientalmente – reaproveitar o resíduo gerado.

Inclusive, há algumas empresas que já possuem plataforma online que permite que as empresas se conectem com compradores e vendedores de resíduos. São milhares de empresas de todo o Brasil reunidas em um único lugar como o objetivo comum de transformar o que era considerado prejuízo em receita.

Sendo assim, a disposição final de resíduos sólidos em aterros sanitários, em razão da mudança da percepção ambiental da sociedade, não é mais considerada como a principal solução para descarte de resíduos. Dispor resíduos em aterro é não reaproveitar os recursos sólidos, que ainda podem gerar lucro. Por isso, as técnicas de coleta seletiva, reciclagem e tratamento de resíduos têm sido mais procuradas ultimamente.

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Mas quer se aprofundar um pouco mais a respeito? Leia outro artigo do nosso blog: Mercado de resíduos: negociação e geração de receita. 

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