Saiba como fazer corretamente a reciclagem de óleo automotivo

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Saiba como fazer corretamente a reciclagem de óleo automotivo
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O óleo automotivo, fundamental para o funcionamento dos motores, depois de usado, pode virar matéria-prima e fonte de renda. Mas como fazer corretamente a reciclagem de óleo automotivo?

O óleo automotivo, também chamado de óleo lubrificante, pode gerar dividendos, quando passa pela reciclagem. Pode ser utilizado em carros, motos, tratores, caminhões, barcos ou máquinas como colheitadeiras e roçadeiras, entre outros. 

Mais do que nunca é preciso estar atento para onde vai esse resíduo, não só pelo seu potencial financeiro. Depois de utilizado, se descartado de qualquer maneira, o óleo automotivo pode trazer danos à saúde e impactos negativos irreversíveis ao meio ambiente. Cumprindo a legislação ambiental específica e conhecendo as melhores formas de tratar esse resíduo, a reciclagem de óleo automotivo pode gerar renda, poupando vidas e o meio ambiente.

A seguir, veremos como proceder em relação a esse resíduo. Acompanhe!

Saiba por que o óleo automotivo é perigoso

O óleo automotivo pode ser de:

  • origem mineral – derivado de petróleo;
  • origem sintética;
  • origem composta – produzido pela mistura de dois ou mais tipos.

A necessidade de reciclagem de óleos automotivos vem ganhando cada vez mais relevância no contexto da conservação ambiental. Isso porque, entre os derivados do petróleo, eles são um dos poucos não consumidos totalmente durante seu uso. Isso gera um volume grande de resíduos não biodegradáveis, ou seja, aqueles que levam dezenas de anos para desaparecer quando descartados no meio ambiente.

Além disso, o óleo automotivo é um resíduo perigoso, que pode ser devastador para a natureza e a saúde humana. Quando não tratado, ele contém elevados níveis de hidrocarbonetos e de metais, entre eles ferro, chumbo, zinco, cobre, crômio, níquel e cádmio. Essas substâncias podem, entre outros problemas, causar câncer e deformações em fetos.

Este estudo mostra que a poluição gerada pelo descarte de 1 t/dia de óleo usado para o solo ou cursos d’água equivale ao esgoto doméstico de 40 mil habitantes. A queima indiscriminada do óleo automotivo usado sem tratamento gera emissões significativas de óxidos metálicos, além de outros gases tóxicos, como a dioxina e óxidos de enxofre.

Por todos esses motivos é preciso saber como tratar esse resíduo, que pode ser reaproveitado com o processo de reciclagem.

Dê vida nova ao óleo automotivo

Os postos de combustíveis, as concessionárias, transportadoras e distribuidoras estão entre os geradores de resíduos de óleo automotivo. Para esses setores, existem opções para reciclagem tanto do óleo usado quanto do óleo contaminado.

O resíduo pode ser reaproveitado das seguintes formas:

  • filtragem: o óleo é filtrado para reuso do proprietário, não podendo nesse caso ser comercializado novamente;
  • rerrefino: processo físico-químico composto de várias etapas que transforma o óleo lubrificante usado em óleo novo.

O óleo automotivo usado ou contaminado contém em si cerca de 80% a 85% de óleo lubrificante básico.  Por meio do sistema de rerrefino é possível extrair do resíduo importante matéria-prima com a mesma qualidade do produto de primeiro refino.  E atende às especificações técnicas da Agência Nacional do Petróleo (ANP), órgão regulador das atividades que integram as indústrias de petróleo e gás natural e de biocombustíveis no Brasil.

O rerrefino é ideal para a destinação dos óleos usados ou contaminados. Isso se deve em razão desse processo possuir  capacidade de recuperação da matéria-prima nobre, que é o óleo lubrificante básico, e pela minimização da geração de resíduos.

Além de gerar a base para um novo óleo automotivo, o rerrefino também gera subprodutos como:

  • fração asfáltica do óleo (maior parte degradada do óleo lubrificante usado): empregada como plastificante em derivados do petróleo;
  • MPC-LW: usado nas indústrias cerâmicas;
  • gesso : empregado na agricultura e na correção do pH do solo;
  • combustível pesado: empregado em fornos de alta temperatura.

Leia também: Como minimizar os impactos gerados pelo alumínio?

Atente ao que diz a legislação

O Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA, através da Resolução nº 362/2005, determinou que o rerrefino seja o destino obrigatório dos óleos lubrificantes usados ou contaminados.

Com base nessa determinação, todos os setores que produzem resíduo de óleo automotivo devem coletá-lo e o enviá-lo obrigatoriamente a um rerrefinador. Esse retirará os contaminantes do óleo lubrificante usado e obterá a máxima quantidade possível de óleo lubrificante básico.

A resolução diz, ainda, que é obrigação dos revendedores informar os consumidores a respeito dos cuidados necessários com o óleo lubrificante. Um cartaz deve ser afixado nos locais de venda, em local visível, com pelo menos o mesmo tamanho dos cartazes usados na publicidade dos produtos que estão à venda.

Logística reversa estimula responsabilidade de todos

O óleo automotivo usado está entre os tipos de resíduos que devem seguir os preceitos da logística reversa, de acordo com Lei 12.305/2010, que regulamenta a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

A logística reversa determina uma corresponsabilidade entre todos os agentes que produzem resíduos. Logo, possuem responsabilidade: os geradores, o poder público, os fabricantes, distribuidores e importadores de produtos que geram as sobras.

Os responsáveis pela geração deverão criar mecanismos para receber os resíduos de seu produto, após a utilização pelo consumidor final. E, quando possível, como no caso os óleos automotivos, implantar a reciclagem do material.

Um dos grandes méritos da logística, que só funciona com a adesão de todos os agentes, é que ela diminui a geração de resíduos descartados no ambiente e a exploração de recursos naturais.

Reciclagem de óleo automotivo melhora sua reputação

Ao apostar no reaproveitamento das sobras do óleo automotivo, os setores fabricantes geram renda, criando excelente matéria-prima para novos óleos e subprodutos, sem degradar o meio ambiente ou expor as pessoas a riscos.

E as vantagens não param por aí, há possibilidade de negócios, também, no mercado de compra e venda de resíduos. Se não for esse o caminho adotado, o segmento de óleo lubrificante continua ganhando em reputação, pois passa a ser reconhecido como uma organização ecologicamente responsável.

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