Qual a diferença entre coleta seletiva e logística reversa? - VG Resíduos

Qual a diferença entre coleta seletiva e logística reversa?

Qual a diferença entre coleta seletiva e logística reversa?
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diferença entre coleta seletiva e logística reversa

Apesar de já serem temas bastante populares, muita gente ainda não sabe a diferença entre coleta seletiva e logística reversa. Há quem acredite que os dois são a mesma coisa, ou então, que possuem as mesmas finalidades.

Neste artigo explicaremos cada um dos conceitos e demonstramos a aplicação de cada um deles no contexto industrial do mundo moderno. Confira!

Soluções de logística reversa: qual a melhor para a minha empresa?

A necessidade da destinação adequada de resíduos

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Todos os dias, milhões de toneladas de resíduos são produzidas. Os produtos movimentados diariamente no mundo somam bilhões de toneladas, muitas das quais se transformarão em lixo ao longo do processo.

Plásticos, metais e materiais orgânicos lideram a lista dos resíduos mais produzidos, apenas a soma destes três tipos já contabiliza alguns milhões de toneladas todos os dias.

Com tanto resíduo sendo produzido é desnecessário afirmar que a destinação adequada destes materiais é muito importante. Atualmente, mais que importante, ela é vital para o funcionamento de diversos setores da economia, além é claro, da preservação do meio ambiente, a qual é muito dificultada pelo descarte inadequado de resíduos residenciais e industriais.

A coleta seletiva e a logística reversa são duas ferramentas inventadas pela indústria para atender à demanda de destinação eficiente de resíduos produzidos.

Ambas são métodos viáveis de separação, segmentação, alocação e destinação de resíduos diversos.

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O que é logística reversa?

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A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) define a logística reversa como sendo:

o conjunto de atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, dos consumidores e dos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, para minimizar o volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados, bem como para reduzir os impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental decorrentes do ciclo de vida dos produtos, nos termos da Lei.

Desta forma, podemos definir a logística reversa como sendo a atividade de trazer os materiais da ponta para o centro da cadeia de distribuição, ao contrário da logística tradicional, a qual leva os materiais do centro para as pontas.

A logística reversa de pneus por exemplo, é realizada através da instalação de pontos de coleta em oficinas e lojas do ramo, de forma que a cada novo pneu vendido, o respectivo par que foi substituído seja encaminhado para a indústria, para que esta dê segmento ao processo de destinação final.

Assim, o pneu sai da fábrica, cumpre sua vida útil e depois retorna para ser destinado adequadamente.

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O que é coleta seletiva?

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A coleta seletiva pode ser entendida como o processo de separação do lixo de acordo com categorias ideais para a reciclagem.

Todos já vimos as tradicionais lixeiras coloridas, as quais vêm com inscrição para depósito de papel, plástico, metais, vidros e materiais orgânicos. É este tipo de separação que possibilita a reciclagem dos materiais, caso contrário, não seria viável o tratamento.

Quando o lixo é depositado fora do processo de coleta seletiva, o custo de separação dos materiais na maioria das vezes é superior ao valor de venda dos resíduos, inviabilizando qualquer possível reciclagem. Mas quando a segmentação é feita no ato do descarte, não há o custo de separação, tornando a reciclagem possível.

A coleta seletiva é portanto, apenas o processo de separar os resíduos no ato do descarte. Para que ela seja bem executada é indispensável que os materiais sigam separados ao longo do procedimento de transporte e destinação final.

Como os PEVs ajudam a instituir a logística reversa?

Qual a diferença entre coleta seletiva e logística reversa?

Os dois conceitos se integram, a logística reversa não pode existir sem a coleta seletiva. Na prática, a coleta seletiva é a primeira etapa da logística reversa, uma vez que se ela não for realizada, o retorno do material descartado para o processo produtivo se tornará impossível.

A coleta seletiva é apenas o processo de separação e destinação dos materiais de acordo com suas características de reciclagem.

Já a logística reversa é um processo mais complexo que contempla também o retorno dos resíduos à cadeia produtiva sob a forma de insumo ou produto final.

Como a coleta seletiva contribui para a logística reversa?

Quais as vantagens e dificuldades da coleta seletiva?

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A principal vantagem da realização da coleta seletiva é a redução ou até extinção do custo de separação dos materiais na fase pré-reciclagem. Já a principal dificuldade é a segmentação dos muitos tipos de materiais existentes e instalação de coletores em todos os domicílios e estabelecimentos.

Nas ruas é mais comum encontrar lixeiras do que coletores com cores segmentadas. O sistema de coleta de lixo das cidades também não favorece a prática da coleta seletiva, uma vez que em geral, não proporciona a possibilidade de coleta do lixo em recipientes separados.

Assim, mesmo que as pessoas separem o lixo em suas casas, o material acaba se misturando no caminhão.

Quais as vantagens e dificuldades da logística reversa?

A vantagem mais relevante da logística reversa é a redução significativa ou até mesmo anulação do lançamento de resíduos sem tratamento na natureza. Já a principal dificuldade está relacionada ao alto de custo de implementação, o qual pode em muitas das vezes até mesmo inviabilizar o negócio principal da empresa.

Caso houvesse um programa de coleta seletiva na maior parte dos estabelecimentos, bem como nas casas, a logística reversa seria muito mais simples e o conceito poderia ser aplicado a diversos setores da indústria, não apenas a alguns considerados críticos atualmente.

Programas de separação de lixo em empresas e condomínios têm aberto inúmeras possibilidades para a prática da logística reversa, mas ainda há muito a ser feito.

Seria interessante se alguma empresa desenvolvesse uma tecnologia ou modelo de negócios que permitisse também a prática deste tipo de logística tendo como pontos de coleta as residências não condominiais.

Como vimos, a principal diferença entre coleta seletiva e logística reversa está no conceito. Enquanto uma é apenas um procedimento de separação e destinação de resíduos, a outra se concentra em fazer destes, uma parte integrante do processo de produção industrial.

A coleta seletiva é assim, parte do processo de logística reversa, sendo na prática, a sua primeira etapa.

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Mas quer se aprofundar um pouco mais a respeito? Leia outro artigo do nosso blog: Sete bons motivos para incluir a logística reversa de resíduos

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