Qual é o tempo de vida útil ideal de um aterro sanitário?

Qual é o tempo de vida útil ideal de um aterro sanitário?
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aterro sanitário

O aterro sanitário é o local de destino final de resíduos sólidos gerados em residências, indústrias, hospitais, construções e outros. É a forma mais comum de destinação desses resíduos não reaproveitáveis, mas o aterro sanitário tem uma vida útil limitada. Esse tempo máximo de uso do aterro sanitário é algo sério deve ser respeitado pelo tratador.

A opção pelos aterros sanitários pode ser vantajosa, conforme aponta este estudo. É uma solução de engenharia de baixo custo operacional, se comparado às alternativas existentes, e amplamente conhecida. Porém, podem trazer também transtornos, como a geração de odores e a possibilidade de emissão de gases de efeito estufa. Pode ocorrer, ainda, a resistência das comunidades de seu entorno.

O aterro sanitário deve ser construído e mantido segundo as normas e leis vigentes, do contrário pode haver sanções. É preciso atentar para a construção do local, os benefícios do negócio e as diretrizes legais para o seu funcionamento. Outro ponto fundamental é entender qual a vida útil ideal de um aterro sanitário. Esses são alguns dos temas abordados a seguir. Acompanhe!

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Saiba como construir o aterro sanitário

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Para o funcionamento de um aterro sanitário não basta um terreno grande e vazio de depósito de camadas de lixo. Sua operação é bem mais complexa do que parece a princípio. O primeiro passo é selecionar o local ideal do aterro e ter um estudo de impacto ambiental. Todo projeto de aterro sanitário deve seguir as diretrizes da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Descumpri-las pode resultar em punição.

A base para a construção do aterro inclui algumas etapas:

  • escavação: o aterro começa com a escavação de um grande buraco. Mas, antes dessa fase, o solo é perfurado até o lençol freático para verificar se não é arenoso demais. Também se calcula o limite da escavação, pois o fundo não pode ficar a menos de 2 metros do lençol;
  • impermeabilização: a terra do fundo do buraco é, então, compactada por tratores. Sobre o solo compactado é colocada uma espécie de manta de polietileno e, sobre ela, uma camada de brita. Nessa camada passarão os líquidos e gases liberados pelos resíduos. A cada 5 metros de resíduos é feita uma camada de impermeabilização;
  • vegetação: plantação de um cinturão verde no entorno do aterro

Veja como funciona o aterro sanitário

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Um dos objetivos principais do aterro sanitário é confinar os resíduos e reduzi-los ao menor volume possível. Também é necessário que o local seja ambientalmente correto, com tratamento dos resíduos tóxicos. Por isso, o funcionamento do aterro sanitário exige, além da preparação do terreno:

  • obras de drenagem para captação e tratamento do chorume ou percolado. Trata-se de um resíduo líquido, com grandes concentrações de metais pesados e substâncias tóxicas. Para drená-lo a cada 20 metros devem ser instaladas calhas de concreto, que levarão;
  • separação dos resíduos de acordo com suas características, pesagem (para acompanhamento da quantidade de suporte do aterro) e disposição separadamente;
  • monitoramento  das áreas do aterro. Medida necessária para se detectar quando um setor atingiu sua capacidade de disposição.  Quando chega ao tempo de uso máximo, cada área deve ser coberta com vegetação, recuperando a paisagem.

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Entenda as vantagens do aterro sanitário

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Desde que seus operadores cumpram as leis ambientais, os aterros sanitários podem ser vantajosos. Os locais podem ser, por exemplo, a solução para o excesso de resíduos sólidos gerados nas grandes cidades.

 

Outro benefício é que dos aterros sanitários podem surgir soluções ecoefientes, como a produção do biogás. Trata-se de fonte de energia renovável, que pode ser produzida com a drenagem dos gases dos aterros, como o metano. Por meio da combustão em um equipamento chamado biodigestor anaeróbico, obtém-se o biogás. Essa fonte de energia pode substituir o petróleo, evitando o gás metano na atmosfera e o risco de aquecimento global.

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Conheça as normas válidas para os aterros

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A Lei nº 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), defende a diminuição da geração de resíduos. Deve haver um esforço conjunto de cidadãos, empresas e poder público para reduzir o volume de resíduos gerados. Em primeiro lugar, diz a lei, deve-se investir em coleta seletiva, reciclagem e o reaproveitamento de resíduos.

Para os aterros sanitários, segundo a legislação vigente, devem ir apenas os rejeitos que não puderem passar pelas soluções acima. Quando os resíduos são destinados aos aterros, esses devem ter sido criados segundo as normas técnicas da ABNT. Além disso, os operadores dos aterros devem investir em tecnologias para diminuir danos ambientais e criar soluções como a do biogás.

A lei assinala que os aterros só podem funcionar se estiverem licenciados por órgão competente. Em caso de descumprimento das leis, os operadores de aterros sanitários podem ser multados e o local interditado.

A PNRS também determinava que lixões, ainda muito comuns nas cidades brasileiras, deveriam ser extintos até 2014. Mas, apesar dos riscos aos indivíduos e a natureza , os lixões podem ser encerrados entre 2018 e 2021.

Para evitar sanções, uma medida acertada é contar com uma consultoria que irá apontar os procedimentos exatos a serem seguidos. Empresas como a Verde Ghaia têm expertise no assunto e podem ser aliadas para que aterros sanitários cumpram as leis.

Aterro sanitário tem tempo máximo de operação

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Normalmente, a vida útil ideal de um aterro sanitário é 10 anos, mas alguns não chegam a durar esse tempo. Quando o aterro esgota sua capacidade, é preciso fechá-lo e providenciar medidas como o reflorestamento, para diminuir os impactos ambientais.

Mesmo depois de encerradas as operações, gás e chorume continuam sendo gerados por pelo menos 15 anos. Sendo assim, não se recomenda que o terreno seja usado, por exemplo, para construções.

Mesmo sendo a destinação mais comum das sobras não reaproveitáveis, o aterro sanitário tem uma vida útil limitada. Esse tempo máximo de uso do aterro é um prazo importante e deve ser respeitado pelo tratador.

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