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6 dicas para sua empresa lucrar com a compostagem de resíduos

compostagem

A compostagem do resíduo orgânico é um processo natural de decomposição que transformar as sobras de material orgânico em adubo de primeira qualidade. Esse adubo é utilizado em plantações e na jardinagem.

A destinação adequada do resíduo orgânico já é realizada por várias empresas. A principal destinação dada é transformando os restos de alimentos em um material cobiçado pela agricultura, através da compostagem.

A compostagem fez do resíduo orgânico um negócio lucrativo para as empresas, e muito positivo para o meio ambiente. Então veja algumas dicas de como lucrar utilizando-a.

Confira: Quais prejuízos pode ter o tratador sem licença ambiental?

Entenda o que é compostagem

Existem várias possibilidades de reaproveitamento dos resíduos orgânicos, e a forma mais comum é através da compostagem. Muitas organizações perceberam que destinar seus resíduos orgânicos para ser tratado ao invés de destina-los aos aterros sanitários é uma alternativa de realizar o gerenciamento dos seus resíduos.

Já as empresas que realizam o tratamento, empregando a compostagem, devem entender o funcionamento para lucrar.

Compostagem é descrito como um processo de decomposição biológica da matéria orgânica contida em resíduos orgânicos. Os microorganismos e animais invertebrados que em presença de umidade e oxigênio, se alimentam dessa matéria e propiciam que seus elementos químicos e nutrientes voltem a terra.

A decomposição do resíduo envolve processos físicos e químicos. Os processos físicos são realizados por invertebrados como ácaros, centopéias, besouros, minhocas, lesmas e caracóis.  Esses animais transformam os resíduos em pequenas partículas. O processo químico é realizado por bactérias, fungos e alguns protozoários que degradam os resíduos orgânicos em partículas menores, dióxido de carbono e água.

Leia mais: Como lucrar com a logística reversa de embalagens?

Saiba o passo a passo

compostagem

Para que o produto resultante da compostagem tenha qualidade é necessário seguir o passo a passo corretamente. A qualidade do produto é o que garante o retorno financeiro.

O primeiro passo é a escolha de um lugar sombreado, de fácil acesso e preferencialmente sobre a terra.

Depois é necessário preparar os resíduos para o processo: reduza o tamanho dos restos orgânicos. Após preparado coloque primeiro o material graúdo (exemplos são poda de árvores e cercas vivas) até uma altura de 20 cm. Acrescente sobre eles outros resíduos orgânicos, evitando sempre a formação de camadas nitidamente diferenciadas de um único tipo de material. Mantenha o material solto e fofo.

Para conservar a umidade e o calor recubra o material com uma camada de grama, palha, folhas de bananeira, de palmeira ou folhagem.

Tome sempre o cuidado de molhar sempre que necessário para manter a umidade, mas nunca em excesso.

Sempre avalie a temperatura: se estiver muito quente é preciso resfriar o material.

1. Saiba quando o composto esta pronto para lucrar

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O composto orgânico formado na compostagem estará pronto para ser comercializado quando apresentar as seguintes características:

  • coloração preta ou marrom café;
  • consistência granulada, homogênea e sem distinção de restos;
  • cheiro agradável de terra;
  • temperatura ambiente;
  • volume de orgânicos reduzido à metade ou a um terço do original.

Saiba mais: Como as empresas estão lucrando com a reutilização de sucata de cobre?

2. Descubra os resíduos orgânicos recomendados

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São recomendados:

  • restos de alimentosrestos, talos e casca de verduras e frutas (menos as cítricas), cascas de ovo, borra de café podem se converter em excelentes fontes de nitrogênio;
  • resíduos frescospodas de grama e folhas possuem alta concentração de nitrogênio. Uma boa solução é separar um espaço em que os resíduos frescos possam secar antes de serem usados, gerando uma boa economia;
  • serragem e folhas secas:a serragem não tratada, ou seja, sem verniz e as folhas secas ajudam no equilíbrio, são ricos em carbono e evitam o aparecimento de animais indesejados e do mau cheiro;
  • alimentos cozidos ou assados:podem ser usados desde que em pequenas quantidades. É preciso evitar o excesso de sal e conservantes dos alimentos processados. Esse tipo de material não pode estar úmido, por isso se deve adicionar bastante pó de serra em cima dos restos;
  • estercos:podem ser de boi, de porco e de galinha, mas somente utilizar se tiverem sido curtidos;
  • borra de café: inibe o aparecimento das formigas e é um excelente complemento nutricional para as minhocas. O filtro de papel usado para o preparo do café também pode ser adicionado na compostagem.

Saiba mais: Qual tipo de resíduo orgânico pode ser reaproveitado na compostagem?

3. Descubra os resíduos orgânicos não recomendados

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Não são recomendados:

  • frutas cítricas: a polpa e as cascas podem alterar o PH da terra, é o caso da laranja, abacaxi, limão, entre outros;
  • fezes de cães e gatos: esses resíduos podem conter parasitas e vírus, que trazem riscos potenciais às minhocas e às plantas.
  • laticínios:qualquer derivado de leite não pode ser compostado, pois a decomposição é muito lenta, causa um mau cheiro e atrai organismos indesejáveis;
  • carne:a decomposição de restos de frango, peixe e carne bovina são muito demorada, causa mau cheiro e atrai animais;
  • nozes pretas:as nozes contêm um composto orgânico que é tóxico para alguns tipos de plantas;
  • derivados de trigo:como massa, bolo. Esses itens têm decomposição lenta em comparação com os demais e ainda atraem pragas;
  • arroz:depois de cozido é um ótimo local para bactérias, mas péssimo para a saúde humana e das plantas;
  • serragem de madeira tratada: se a serragem for oriunda de algum tipo de madeira envernizada ou quimicamente tratada, os componentes químicos irão prejudicar as minhocas;
  • carvão vegetal: possui grandes quantidades de enxofre e ferro, que fazem mal para as plantas;
  • plantas doentes: plantas com fungos ou outra doença podem passar para as plantas saudáveis;
  • gorduras: alimentos gordurosos podem liberar substância que retardam a compostagem e prejudicam o composto;
  • alho e cebola: têm decomposição muito lenta e trazem mau cheiro. Acabam desacelerando todo o processo de compostagem.

Saiba as principais leis referentes à compostagem

As principais leis aplicáveis compostagem de resíduos orgânicos são:

  • Lei nº 6894, de 16 de dezembro de 1980, que determina a inspeção e a fiscalização da produção e comercialização de fertilizantes;
  • Resolução CONAMA 375, de 29 de agosto de 2006, que define critérios e procedimentos, para o uso agrícola de lodos de esgoto gerados em estações de tratamento de esgoto sanitário;
  • Resolução CONAMA Nº 481, de 3 de outubro de 2017, que define critérios e procedimentos para garantir controle e qualidade ambiental do processo de compostagem de resíduos orgânicos.

Seguindo todas essas dicas é possível lucrar com a compostagem até R$300 mil reais por mês com pouco investimento. A compostagem é um processo simples que não necessita de grandes investimentos.

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Mas quer se aprofundar um pouco mais a respeito? Leia outro artigo do nosso blog: Como obter lucro utilizando restos de alimentos para fazer adubo?

 

Como obter lucro utilizando restos de alimentos para fazer adubo?

restos de alimentos para fazer adubo

As empresas que manejam resíduos orgânicos da indústria alimentícia, como as cascas de frutas, podem fazer renda utilizando restos de alimentos para fazer adubo. Obtém-se o fertilizante natural pela compostagem, tratamento biológico no qual os micro-organismos fazem a decomposição dos resíduos orgânicos.

O resultado da compostagem é o adubo orgânico, que pode ser comercializado como fertilizante para plantas e solos. As tratadoras que investem na reciclagem de restos alimentícios podem vender o adubo, ideal para agricultura, jardins, pomares e hortas.

Além do ganho financeiro, a produção de adubo a partir da compostagem demonstra que a tratadora é ecologicamente correta. O tratamento biológico dos resíduos orgânicos evita que as sobras sejam abandonadas irregularmente no meio ambiente ou depositadas em aterros. A compostagem que gera o adubo é um método simples, podendo ser implantado pelas tratadoras sem grandes investimentos financeiros.

A seguir, vamos tratar em detalhes das vantagens de reciclar os restos de alimentos para fazer adubo. Acompanhe!

lucre comprando ou vendendo resíduos

Produza adubo e seja ecologicamente correto

As sobras da indústria alimentícia estão entre os chamados resíduos orgânicos. No conjunto de resíduos do setor alimentício que podem passar pela compostagem, virando adubo, estão:

  • cascas de batata
  • legumes
  • hortaliças
  • restos e cascas de frutas
  • borras de café
  • restos de pão
  • arroz
  • massa
  • cereais
  • restos de comida cozida

Quando as tratadoras de resíduos optam por reciclar essas sobras transformando-as em adubo orgânico, demonstram que são ecologicamente corretas. Com a implantação da Política Nacional de Resíduos, as empresas precisam fazer a gestão adequada das sobras. Tratar os resíduos com responsabilidade diminui os riscos para o meio ambiente e os indivíduos.

Durante a compostagem, ocorre somente a formação de CO2, H2O e biomassa (húmus). O sistema de compostagem que gera o adubo é um processo de fermentação que ocorre na presença de oxigênio (aeróbico). Sendo assim, com a compostagem não há formação de CH4 (gás metano), que é altamente nocivo ao meio ambiente. Sua agressividade é 23 vezes maior que o gás carbônico, impactando enormemente os efeitos do aquecimento global.

As leis ambientais recomendam que os resíduos sejam reduzidos e uma das soluções é retorná-los à cadeia de produção. Isso pode ser obtido quando se implanta a Política dos 3R´s: Redução, Reutilização e Reciclagem. A produção de adubo via compostagem é uma aplicação dessa política, pelo método da reciclagem.

Leia: 6 dicas para o tratador de resíduos mostrar seus diferenciais no mercado

Saiba como a compostagem resulta em adubo

restos de alimentos para fazer adubo

As sobras de alimentos transformam-se em adubo por meio da compostagem. É um tratamento biológico que se inicia quando as sobras alimentícias são acumuladas em pilhas de orgânicos. A partir daí, microrganismos, como bactérias, fungos e actinomicetos, na presença de oxigênio, decompõem a matéria orgânica dos resíduos, transformando-os. O resultado é o composto orgânico chamado húmus, um adubo repleto de nutrientes que fortalecem as raízes das plantas.

O adubo orgânico torna o solo poroso, facilitando a aeração das raízes, a retenção de água e nutrientes. Os minerais compõem 6% do composto e são formados de nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e ferro. Por essa riqueza de nutrientes, o adubo orgânico tem excelente resultado na agricultura, na jardinagem, em pomares e hortas.

As tratadoras podem comercializar esse adubo e com um diferencial importante. Por serem gerados por método natural, o húmus não é nocivo aos solos e às plantas, como o adubo químico. Os fertilizantes químicos são poluentes, pois podem deteriorar o solo e contaminar os lençóis freáticos. Podem, ainda, oferecer riscos à pessoa que o aplica, especialmente na ausência de Equipamentos de Proteção Individual (EPI´s).

Entenda as regras para a produção do adubo

restos de alimentos para fazer adubo

A transformação dos restos de alimentos em adubo, por meio da compostagem,  precisa ser feita com critérios. Em outubro de 2017, o Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA),  estabeleceu a Resolução Nº 481, tratando desse assunto. Segundo o Artigo 10 da resolução, é preciso seguir diretrizes durante a compostagem, para evitar impactos ambientais:

Art. 10. As unidades de compostagem devem atender aos seguintes requisitos mínimos de prevenção e controle ambiental:

I – adoção das medidas de controle ambiental necessárias para minimizar lixiviados e emissão de odores e evitar a geração de chorume;

II – proteção do solo por meio da impermeabilização de base e instalação de sistemas de coleta, manejo e tratamento dos líquidos lixiviados gerados, bem como o manejo das águas pluviais;

III – implantação de sistema de recepção e armazenamento de resíduos orgânicos in natura garantindo o controle de odores, de geração de líquidos, de vetores e de incômodos à comunidade;

IV – adoção de medidas de isolamento e sinalização da área, sendo proibido o acesso de pessoas não autorizadas e animais;

V – controle dos tipos e das características dos resíduos a serem tratados;

VI – controle da destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos e líquidos gerados pela unidade de compostagem.

Confira: Quais leis influenciam o tratamento de resíduos e o seu negócio?

Tenha rendimentos produzindo o adubo orgânico

restos de alimentos para fazer adubo

Além de lucrar com a comercialização do adubo orgânico, as tratadoras que seguem as diretrizes do CONAMA podem ter rendimentos por outros fatores. A compostagem que gera o adubo é um método simples e econômico, que não demanda alto investimento para ser implantado. As tratadoras podem reservar um local de sua estrutura física para a compostagem e produzir o adubo com relativa facilidade.

Produzir adubo orgânico tem uma vantagem econômica adicional. A reciclagem das sobras alimentícias não passa por nenhum tratamento industrial, o que significa mais economia.

Para formar uma clientela, pode-se contratar uma consultoria capaz de indicar empresas alimentícias que possam destinar seus resíduos às tratadoras.  Por meio de uma  plataforma tecnológica é possível colocar em contato geradores e tratadores de resíduos alimentícios, formando uma parceria.

Ao usar os restos de alimentos para fazer adubo, além do ganho financeiro, a tratadora mostra que é ambientalmente responsável. O tratamento biológico dos resíduos orgânicos evita que as sobras sejam descartadas incorretamente, diminuindo o impacto ambiental. O adubo gerado pela compostagem é um método simples de ser implantado e que não demanda grandes investimentos financeiros.

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Se quiser aprofundar mais sobre o assunto leia este outro artigo do blog: Como se destacar sendo um especialista no tratamento de resíduos

Mercado de Resíduos: lucre comprando ou vendendo resíduos

 

Cinco vantagens de se realizar o tratamento biológico de resíduos orgânicos

tratamento biológico de resíduos orgânicos

As bactérias, fungos e outros microrganismos podem ser bastante úteis para solucionar um grande problemas do descarte incorreto dos resíduos. O tratamento biológico de resíduos orgânicos  reaproveita os resíduos orgânicos , que, além de evitar um descarte inadequado, minimiza a degradação do meio ambiente.

A reciclagem das sobras orgânicas por tratamento biológico é uma solução sustentável para as fontes geradoras.  Evita o em lixões e o incremento da poluição, além de outras vantagens. É, por exemplo, uma alternativa econômica, pois não requer necessariamente uma tecnologia sofisticada para produção de um bom composto.

A seguir, vamos conhecer mais detalhadamente os benefícios do tratamento biológico de resíduos orgânicos. Acompanhe!

Leia também: Como destinar e tratar efluentes e resíduos orgânicos da indústria alimentícia?

Conheça os resíduos orgânicos

tratamento biológico de resíduos orgânicos

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, os resíduos orgânicos representam metade dos resíduos sólidos urbanos gerados no Brasil. Apesar do grande volume, o país ainda tem iniciativas tímidas de reaproveitamento desses resíduos, pois só 13% dos orgânicos é reciclado.

E de onde vêm esses resíduos? As sobras orgânicas são todos os resíduos de origem animal ou vegetal, como por exemplo:

  • restos de frutas, raízes, legumes e verduras;
  • restos de comida, incluindo pão, ossos e cascas de ovos;
  • esterco de animais e outros resíduos;
  • aparas de madeiras, palha e folhas.

Todas essas sobras que vêm dos restaurantes de empresas, dos estabelecimentos comerciais, de creches, dos sacolões, dos jardins e pomares, não podem mais ser utilizadas, não têm mais a serventia de origem. Porém, são resíduos que podem ser reaproveitados usando o tratamento biológico.

Entenda como os microrganismos transformam os orgânicos

tratamento biológico de resíduos orgânicos

Antes da aprovação de leis ambientais, como a Política Nacional de Resíduos, os materiais orgânicos iam parar em aterros sanitários. No entanto, surgiram maneiras mais ecoeficientes para a gestão desses resíduos e uma delas é a reciclagem por meio de tratamento biológico.

Uma das formas se reciclar os resíduos orgânicos é a compostagem, realizada em pilhas de sobras orgânicas. Trata-se de um processo no qual microrganismos, como bactérias, fungos e actinomicetos, na presença de oxigênio, decompõem a matéria orgânica dos resíduos, transformando-os. O resultado é o composto orgânico chamado húmus, um adubo repleto de nutrientes que fortalecem as raízes das plantas.

O processo de compostagem dos resíduos orgânicos acontece em três fases:

  • fase 1 (decomposição): etapa da degradação ativa, na qual proteínas, aminoácidos, lipídios e carboidratos são rapidamente decompostos em água, gás carbônico e nutrientes (compostos de nitrogênio, fósforo, etc.) pelos microrganismos, liberando calor. É a fase na qual também são eliminadas as bactérias patogênicas, como por exemplo, as salmonelas e as ervas daninhas.
  • fase 2 (semimaturação): etapa intermediária entre o final da degradação ativa e a fase de maturação;
  • fase 3 (maturação ou cura): etapa na qual formam-se substâncias húmicas, e após a maturação do composto ele está humificado/umidificado/úmido e viável para uso.

Saiba mais: Como as empresas podem resolver o problema para gerar menos resíduos?

Tratar biologicamente os resíduos exige atenção

tratamento biológico de resíduos orgânicos

Para o sucesso da compostagem é necessário controlar três fatores, a temperatura, a umidade e o oxigênio:

  • a temperatura na pilha de compostagem deve ser controlada a cada fase do processo, podendo variar de 45°C a 65°C nas primeiras etapas, caindo para 25°C a 30°C na fase final. Porém, se houver elevação extrema de calor, como a 75°C, o processo pode ter um efeito inverso e retardar ou até anular a atividade microbiana;
  • a umidade na pilha de compostagem deve ser mantida, pois os microrganismos precisam dela para se movimentarem e decomporem a matéria orgânica;
  • a presença de ar é imprescindível para a decomposição, por isso, a pilha de compostagem deve estar sempre arejada, o que se consegue revolvendo os resíduos com uma forqueta de arejamento ou um ancinho.

Tratamento biológico de resíduos orgânicos é vantajoso

tratamento biológico de resíduos orgânicos

São muitos os benefícios do processo biológico da compostagem para a reciclagem dos resíduos orgânicos. Entre as vantagens, podemos destacar:

  1. Implante um método simples e econômico

O tratamento biológico é natural e não demanda alto investimento para ser implantado. As empresas podem reservar um local de sua estrutura física para o processo de compostagem. Também se pode contratar uma consultoria capaz de indicar empresas que recolhem os orgânicos e os tratam pelo método da compostagem. Até mesmo em casa é possível para qualquer um realizar a reciclagem dos orgânicos, adquirindo uma composteira.

  1. Gere menos poluição atmosférica

No processo biológico da compostagem ocorre somente a formação de CO2, H2O e biomassa (húmus). Por ser um processo de fermentação que ocorre na presença de oxigênio (aeróbico), não há formação de CH4 (gás metano), que é altamente nocivo ao meio ambiente. Sua agressividade é 23 vezes maior que o gás carbônico em termos de aquecimento global.

  1. Produza um composto rico em nutrientes

Os resíduos orgânicos tratados biologicamente produzem um húmus de excelente qualidade. Ele torna o solo poroso, facilitando a aeração das raízes, a retenção de água e nutrientes. Os minerais compõem 6% do composto e são formados de nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e ferro, que são absorvidos pelas raízes das plantas.

  1. Evite o chorume

O tratamento biológico dos resíduos orgânicos evita que as sobras sejam abandonadas de qualquer forma no meio ambiente, produzindo o líquido chamado chorume, capaz de poluir cursos d´água, reduzindo o oxigênio e matando organismos.

  1. Desenvolva um fertilizante natural

Resíduos orgânicos tratados em compostagem biológica produzem um fertilizante natural, sem aditivos químicos. O húmus é um adubo natural com excelentes resultados na agricultura, paisagismo, jardinagem e hortas.

Como se vê, há muitas vantagens em se investir no tratamento biológico de resíduos orgânicos. As bactérias, fungos e outros microrganismos podem ser uma solução sustentável para a gestão de resíduos. E tudo realizado por meio da reciclagem, que poupa o meio ambiente e ainda gera um composto capaz de recuperar solos e fortalecer as plantas.

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Precisa se aprofundar um pouco mais a respeito? Leia outro artigo do nosso blog: Compostagem x aterro sanitário: como destinar resíduos orgânicos?

 

 

 

Qual tipo de resíduo orgânico pode ser reaproveitado na compostagem?

O aumento gradativo da população e o consumismo exacerbado trouxe um problema de proporção mundial: o lixo. É mais que necessário encontrar soluções para o seu tratamento, de forma que elimine e/ou minimize os impactos ambientais que possam os resíduos podem causar.

Separar, reciclar e reutilizar o que é possível são soluções básicas que podemos tomar para reduzir os impactos que o lixo traz ao meio ambiente. Por isso, o reaproveitamento do resíduo orgânico na compostagem é uma ótima saída para reduzir a quantidade de lixo que produzimos.

A compostagem do resíduo orgânico é um processo natural de decomposição que transformar as sobras de material orgânico em adubo de primeira qualidade.

Gestão de Resíduos Orgânicos

Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, metade dos resíduos sólidos urbanos gerados no Brasil são resíduos orgânicos.

Existem várias possibilidades de reaproveitamento desses resíduos, e a forma mais comum é através da compostagem.

A compostagem pode ser realizada em escala doméstica, ou seja, reaproveitando os restos de alimentos de casa nas composteiras para consumo da própria população ou em escala industrial para a produção de fertilizante orgânico

Muitas empresas perceberam que a compostagem é uma alternativa de realizar o gerenciamento dos seus resíduos orgânicos, como também, uma forma de lucrar através da venda dos resíduos orgânicos para outras corporações que produzem fertilizantes orgânicos.

O Mercado de Resíduos é uma ferramenta da VG Resíduos que promove o encontro entre as empresas produtoras e as que tratam esse tipo de resíduo.

Nesse método eficiente, empresas encontram soluções lucrativas para resolver a questão do lixo produzido pelo próprio negócio.

A Consultoria Verde Ghaia em gestão de resíduos é uma solução prática e funcional que permite à sua empresa realizar a gestão completa do processo de compostagem, monitorar históricos e tomar decisões estratégicas baseadas em gráficos e relatórios.

O que pode e o que não pode ser reaproveitado na compostagem?

Os resíduos orgânicos são constituídos basicamente por restos de animais ou vegetais descartados de atividades humanas.

Os resíduos orgânicos se degradam espontaneamente em ambientes naturais e reciclam os nutrientes nos processos da natureza.

No artigo “Conheça métodos eficientes de reaproveitamento de resíduos orgânicos” são apresentados a você os principais métodos de reaproveitamento de resíduos orgânicos através da compostagem.

Tipos de resíduos orgânicos recomendados no reaproveitamento a partir da compostagem

Restos de alimentos: restos, talos e casca de verduras e frutas (menos as cítricas), cascas de ovo, borra de café podem se converter em excelentes fontes de nitrogênio;

Resíduos frescos: podas de grama e folhas possuem alta concentração de nitrogênio. Uma boa solução é separar um espaço em que os resíduos frescos possam secar antes de serem usados, gerando uma boa economia, pois se não houver serragem, os resíduos secos são excelentes substitutos;

Serragem e folhas secas: a serragem não tratada, ou seja, sem verniz e as folhas secas ajudam no equilíbrio, são ricos em carbono e evitam o aparecimento de animais indesejados e do mau cheiro;

Alimentos cozidos ou assados: podem ser usados desde que em pequenas quantidades. É preciso evitar o excesso de sal e conservantes dos alimentos processados. Esse tipo de material não pode estar úmido, por isso se deve adicionar bastante pó de serra em cima dos restos;

Estercos: podem ser de boi, de porco e de galinha, mas somente utilizar se tiverem sido curtidos;

Borra de café: inibe o aparecimento das formigas e é um excelente complemento nutricional para as minhocas. O filtro de papel usado para o preparo do café também pode ser adicionado na compostagem

Tipos de resíduos orgânicos não recomendados para a compostagem

Frutas cítricas: a polpa e as cascas podem alterar o PH da terra, é o caso da laranja, abacaxi, limão, entre outros;

Fezes de cães e gatos: esses resíduos podem conter parasitas e vírus, que trazem riscos potenciais às minhocas e às plantas.

Laticínios: qualquer derivado de leite não pode ser compostado, pois a decomposição é muito lenta, causa um mau cheiro e atrai organismos indesejáveis;

Carne: a decomposição de restos de frango, peixe e carne bovina são muito longas e causa mau cheiro, além de atrair animais;

Nozes pretas: as nozes contêm um composto orgânico que é tóxico para alguns tipos de plantas;

Derivados de trigo: como massa, bolo. Esses itens têm decomposição lenta em comparação com os demais e ainda atraem pragas;

A maioria dos tipos de papel: revistas, jornais, papéis de impressão, envelopes e catálogos são todos tratados com químicos pesados, geralmente branqueadores (que contêm cloro) e tintas que não são biodegradáveis. A reciclagem é a solução;

Arroz: depois de cozido é um ótimo local para bactérias, mas péssimo para a saúde humana e das plantas;

Serragem de madeira tratada:  se a serragem for oriunda de algum tipo de madeira envernizada ou quimicamente tratada, os componentes químicos irão prejudicar as minhocas;

Carvão vegetal: possui grandes quantidades de enxofre e ferro, que fazem mal para as plantas;

Plantas doentes: plantas com fungos ou outra doença podem passar para as plantas saudáveis;

Gorduras: alimentos gordurosos podem liberar substância que retardam a compostagem e prejudicam o composto;

Alho e cebola: têm decomposição muito lenta e trazem mau cheiro. Acabam desacelerando todo o processo de compostagem.

Resíduos orgânicos e a legislação brasileira


As empresas que são certificadas na ISO 14001 ou desejam obter a certificação devem encontrar formas legais e plausíveis para o gerenciamento de resíduos orgânicos.

Utilizada no mundo inteiro, a ISO 14001, norma focada na gestão ambiental, traz soluções e requisitos para manter a empresa alinhada com as leis referentes ao tratamento e disposição adequada dos resíduos orgânicos.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) determina no art. 36, inciso V, a necessidade de implantação dos municípios de um sistema de compostagem para resíduos sólidos orgânicos como uma forma de reaproveitamento.

As principais leis do país em vigor aplicáveis ao reaproveitamento de resíduos orgânicos são:

Lei nº 6894, de 16 de dezembro de 1980, que determina a inspeção e a fiscalização da produção e comercialização de fertilizantes;

Resolução CONAMA n. 375, de 29 de agosto de 2006, que define critérios e procedimentos, para o uso agrícola de lodos de esgoto gerados em estações de tratamento de esgoto sanitário;

Resolução CONAMA Nº 481, de 3 de outubro de 2017, que define critérios e procedimentos para garantir controle e qualidade ambiental do processo de compostagem de resíduos orgânicos.

Resolução CONAMA Nº 481: controle e qualidade ambiental do processo de compostagem de resíduos orgânicos

O Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA estabeleceu  no dia 3 de outubro de 2017 através da Resolução nº 481 critérios e procedimentos para garantir o controle e a qualidade ambiental do processo de compostagem de resíduos orgânicos. O principal objetivo desta resolução é proteger o meio ambiente reestabelecendo o ciclo natural da matéria orgânica e seu papel natural de fertilizar os solos.

Segundo a resolução todas as unidades de compostagem terão que atender requisitos de prevenção e controle ambiental, como: adoção das medidas de controle ambiental necessárias para minimizar lixiviados e emissão de odores; proteção do solo por meio da impermeabilização; implantação de sistemas de coleta, manejo e tratamento dos líquidos lixiviados gerados e das águas pluviais; implantação de sistema de recepção e armazenamento de resíduos orgânicos in natura garantindo o controle de odores, de geração de líquidos, de vetores e de incômodos à comunidade; adoção de medidas de isolamento e sinalização da área; controle dos tipos e das características dos resíduos a serem tratados; controle da destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos e líquidos gerados pela unidade de compostagem.

Entenda melhor o processo de compostagem: reciclagem na natureza

O Ministério do Meio Ambiente define a compostagem como um processo de transformação dos nossos resíduos orgânicos em adubo. Basicamente, ocorre a decomposição biológica da matéria orgânica contida em restos de origem animal ou vegetal formando um composto – material escuro chamado de terra preta ou húmus.

A compostagem é um dos métodos mais antigos de reciclagem onde imitamos os processos da natureza para melhorarmos a terra.

A quais unidades de compostagem se aplica a resolução

A Resolução nº 481 se aplica as unidades de compostagem de alto impacto ambiental. Essa resolução não se aplica a processos de compostagem de baixo impacto ambiental, desde que essas unidades utilizem o composto para uso próprio ou comercializem diretamente com o consumidor final. E também, não se aplica aos resíduos orgânicos industriais.

Os estabelecimentos sujeitos à elaboração de Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos devem priorizar a destinação dos resíduos orgânicos para a compostagem ou alternativas de reciclagem de resíduos orgânicos, respeitando a Lei nº 12.305/2010 – Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Controle e qualidade ambiental do processo de compostagem de resíduos orgânicos

 

A resolução determina vários critérios de controle e qualidade ambiental do processo de compostagem de resíduos orgânicos. Dentre esses controles temos:

Controle termofílico

As unidades de compostagem deverão garantir durante o processo o período termofílico mínimo necessário para redução de agentes patogênicos. A exigência da resolução é que a temperatura deve ser medida e registrada ao menos uma vez por dia. Todas as unidades de compostagem devem gerar relatórios ao órgão ambiental contendo o controle de temperatura. Este controle garante que não haverá proliferação de agentes patógenos ao meio ambiente.

Controle carbono/ nitrogênio

Durante o processo de compostagem a relação carbono/nitrogênio no composto final deve ser menor ou igual a 20:1. Somente quando o composto for destinado á fabricação de substratos para plantas, condicionadores de solos e como matéria-prima à fabricação de fertilizantes organominerais não é exigido manter esses níveis de carbono/nitrogênio.

As metodologias analíticas utilizadas para determinar a concentração de nitrogênio e carbono no composto são as adotadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA ou outros métodos internacionalmente aceitos.

Controlo de compostos com parâmetros fora

As unidades de compostagem devem controlar os lotes de composto que não atenderam aos parâmetros de qualidade ambiental estabelecido pelas legislações brasileiras.

Se durante a análise da qualidade do composto for determinado parâmetros fora o composto poderá ser reprocessado para que se adeque aos requisitos mínimos exigidos. Quando não for possível o reprocessamento, os lotes deverão ser encaminhados para destinação final ambientalmente adequada.

Controle ambiental

As unidades de compostagem devem atender aos seguintes requisitos mínimos de prevenção e controle ambiental:

  • Adoção das medidas de controle ambiental necessárias para minimizar lixiviados e emissão de odores e evitar a geração de chorume;
  • Proteção do solo por meio da impermeabilização e instalação de sistemas de coleta, manejo e tratamento dos líquidos lixiviados gerados, bem como o manejo das águas pluviais;
  • Implantação de sistema de recepção e armazenamento de resíduos orgânicos in natura garantindo o controle de odores, de geração de líquidos, de vetores e de incômodos à comunidade;
  • Adoção de medidas de isolamento e sinalização da área, sendo proibido o acesso de pessoas não autorizadas e animais;
  • Controle dos tipos e das características dos resíduos a serem tratados;
  • Controle da destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos e líquidos gerados pela unidade de compostagem;
  • Monitoramento ambiental da água subterrânea da área ocupada pelas unidades de compostagem.

Resíduos orgânicos utilizados no processo de compostagem

A resolução determina que durante o processo de compostagem os resíduos orgânicos utilizados poderão ser os in natura ou que passaram por algum tratamento.

É permitida a adição lodos de estações de tratamento de esgoto sanitário e resíduos orgânicos industriais, mediante autorização prévia do órgão ambiental, e em acordo com a legislação.

A resolução veda a utilização de: resíduos perigosos, de acordo com a legislação e normas técnicas aplicáveis; lodo de estações de tratamento de efluentes de estabelecimentos de serviços de saúde, de portos e aeroportos; lodos de estações de tratamento de esgoto sanitário quando classificado como resíduo perigoso.

Gerenciamento de resíduos orgânicos para processos de compostagem

 

A disposição final adequada dos resíduos orgânicos é um dos principais desafios que enfrentamos atualmente. Onde dispor esse resíduo de forma que o meio ambiente e a saúde humana não sejam agredidas? É o questionamento de muitas empresas, principalmente as que almejam a certificação ISO 14001.

A  Verde Ghaia por meio de uma consultoria online oferece um serviço de qualidade com soluções para sua empresa no gerenciamento de resíduo.

Através da consultoria a sua empresa recebera todo o suporte para atender a Resolução CONAMA Nº 481 e outras legislações pertinentes ao controle e qualidade ambiental do processo de compostagem.

Entre em contato e veja quais as soluções temos para esse controle e descubra as formas ambientalmente corretas de tratar seu resíduo.

MMA promove evento de capacitação para edital de compostagem

Com o objetivo de proporcionar orientações detalhadas sobre o projeto de compostagem, o Ministério do Meio Ambiente promoveu uma oficina para esclarecer as principais dúvidas dos interessados.

O evento aconteceu no dia 27 de setembro com a participação de aproximadamente 100 pessoas interessadas na inscrição do edital voltado para municípios e consórcios públicos.

Durante a abertura do evento, participaram o Diretor do Fundo Nacional do Meio ambiente, a Gerente Executiva de Sustentabilidade e Responsabilidade Social e a Diretora do Departamento de Qualidade Ambiental e Gestão de Resíduos do MMA.

Um dos discursos abordou a importância da parceria para implementação da política de resíduos sólidos.

Durante a atividade foi apontado que a maioria dos municípios tratam os resíduos orgânicos como rejeitos. Por essas razões, o Ministério do Meio Ambiente aspira alcançar mudanças nesse comportamento a partir de um conjunto de ações de gestão.

Conheça o patrocinador ambiental

Criado há 27 anos, o Fundo Nacional do Meio Ambiente é o mais antigo fundo ambiental da América Latina. O FNMA é uma unidade do Ministério do Meio Ambiente (MMA), criado pela lei nº 7.797 de 10 de julho de 1989, com a missão de contribuir, como agente financiador, por meio da participação social, para a implementação da Política Nacional do Meio Ambiente – PNMA.

O FNMA é hoje referência pelo processo transparente e democrático na seleção de projetos. Seu conselho deliberativo, composto de 17 representantes de governo e da sociedade civil, garante a transparência e o controle social na execução de recursos públicos destinados a projetos socioambientais em todo o território nacional.

Ao longo de sua história, foram 1.443 projetos socioambientais apoiados e recursos da ordem de R$ 266 milhões voltados às iniciativas de conservação e de uso sustentável dos recursos naturais. O Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal também é parceira na realização deste Fundo.

O apoio FNMA a projetos se dá por meio de duas modalidades:

  • Demanda Espontânea, por meio da qual os projetos podem ser apresentados em períodos específicos do ano, de acordo com temas definidos pelo Conselho Deliberativo do FNMA, divulgados por meio de chamadas públicas; e
  • Demanda Induzida, por meio da qual os projetos são apresentados em resposta a instrumentos convocatórios específicos, ou outras formas de indução, com prazos definidos e priorizando um tema ou uma determinada região do país.

O Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) está localizado em Brasília – Distrito Federal, na Asa Norte – SEPN 505, Bloco B Edifício Marie Prendi Cruz – 3 ° andar. Telefone para contato: (61) 2028-2160.

Nova turma realizada em outubro

O Edital de apoio aos projetos de compostagem foi lançado no dia 12 de setembro de 2017, com a disponibilização de aproximadamente 10 milhões para projetos na área de gestão de resíduos sólidos.

Como teve muita procura, além da quantidade vagas disponibilizadas, os organizadores abriram nova turma para o dia 4 de outubro, das 9h às 18h.

O curso foi ministrado na unidade do Ministério do Meio ambiente no Edifício Marie Prendi, na 505 Norte, em Brasília.

Aqueles que não puderam estar presentes, poderão acessar o conteúdo da oficina pelo site do Fundo Nacional do Meio Ambiente.

Como buscar apoios financeiros à projetos de cunho socioambiental

As instituições que são elegíveis para solicitar apoio financeiro do FNMA, somente poderão ser pessoas jurídicas, nas categorias:

Instituições públicas: são aquelas instituições públicas pertencentes à administração direta ou indireta, em seus diversos níveis (federal, estatual e municipal);

Instituições privadas brasileiras sem fins lucrativos: que possuam no mínimo, três anos de existência legal e atribuições estatutárias para atuarem em áreas de meio ambiente.
Todas as instituições que concorrerem aos recursos FNMA devem comprovar experiência na execução do objeto que será financiado.

Cada instituição poderá apresentar somente um projeto para Demanda Espontânea por ano. As propostas devem obrigatoriamente ser executadas em até 18 meses e receberão o aporte mínimo de R$ 100.000,00 e o máximo de R$ 300.000,00.

Para Demanda Induzida, a duração dos projetos e os limites de apoio financeiro são estabelecidos pelos instrumentos convocatórios anualmente lançados pelo FNMA.

Quando encaminhar um projeto?


No caso da Demanda Induzida, os projetos devem ser encaminhados nos prazos estabelecidos pelos instrumentos convocatórios, lançados anualmente. No caso de Demanda Espontânea, as regras serão divulgadas anualmente.

Em ambos os casos é fundamental que as instituições interessadas fiquem atentas ao site MMA/FNMA e às chamadas públicas informadas por meio do Sistema de Convênios do Governo Federal – SICONV.

Como enviar o projeto?

Os projetos devem ser enviados ao FNMA por meio do Sistema de Convênios do Governo Federal-SICONV. No Portal dos convênios, estão disponíveis manuais e tutoriais que tratam de todas as etapas dos convênios, desde o cadastramento de instituições proponentes, envio de propostas, execução física e financeira, e prestação de contas.

A legislação que rege a execução dos projetos fomentados pelo FNMA também se encontra no Portal de Convênios. Todos os executores de projetos do Fundo Nacional de Meio Ambiente devem se pautar, sem prejuízo das demais instruções legais para o gasto do dinheiro público, nos seguintes instrumentos:

  • Decreto 6.170/2007, de 25 de julho de 2007, e suas alterações;
  • Portaria Interministerial nº 507, de 24 de novembro de 2011.

Alguns projetos do FNMA, que recebem recursos de instituições parceiras, são elaborados no Programa Faça Projeto, aplicativo desenvolvido pelo FNMA que contém todos os requisitos de um bom projeto.

Outros eventos na área ambiental

O Ministério do Meio Ambiente também oferece cursos à distância nas áreas de recursos hídricos, agricultura familiar, mudança no clima, produção e consumo sustentável, unidade de conservação e outros temas.

Quem se interessar poderá buscar mais informações no site do Ministério do Meio Ambiente. Até o final do ano serão abertas mais vagas, incluindo turmas fechadas para serem realizadas por instituições parceiras do MMA.

Tem também cursos de: Apoio à implementação do Programa de Educação Ambiental e Agricultura Familiar (PEAAF), crianças e consumo sustentável, água e Educação Ambiental, Educação Ambiental e mudança no clima, estilos de vida sustentável e outros mais, que podem ser acessar pelo site.

Se você tem é um estudioso, pesquisador da área não perca essa oportunidade! Nós, da Verde Ghaia torcemos por você, e temos muitas informações e ferramentas para orientá-lo da melhor forma no gerenciamento de resíduos.

Iniciativa beneficia projetos de compostagem de resíduos

Veja como participar do MMA, uma iniciativa para promover e fortalecer projetos de compostagem

O Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) e o Fundo Socioambiental (FSA) da Caixa lançaram no dia 12 de setembro edital de apoio a projetos de compostagem em municípios ou consórcios públicos intermunicipais que atuam na gestão de resíduos sólidos. No total serão disponibilizados R$ 10 milhões para projetos com valores de no mínimo R$ 500 mil e máximo R$ 1 milhão.

O objetivo do edital é a seleção de projetos integrados de segregação na fonte e reciclagem da fração orgânica de resíduos sólidos em municípios ou consórcios públicos intermunicipais que atuem na gestão de resíduos sólidos.

A compostagem é uma alternativa tecnológica de reciclagem de resíduos orgânicos ainda pouco explorada no Brasil. Por ser um processo relativamente simples e com vasta gama de aplicações, desde a escala domiciliar até a escala industrial, são diversas as possibilidades de políticas públicas que promovam esta prática e reduzam a quantidade de resíduos orgânicos enviados para disposição final.

A segregação na fonte dos resíduos em três frações (orgânicos, recicláveis secos e rejeitos) tem se mostrado uma prática de gestão muito eficiente e salutar para garantir a produção de composto de boa qualidade, boa aceitação por agricultores e baixíssimo risco de contaminação.

A associação da prática de compostagem com a promoção do uso do composto, em projetos de agricultura urbana ou de apoio à agricultura familiar, também são exemplos de sucesso na garantia da continuidade desta prática, fechando o ciclo da gestão dos resíduos orgânicos.

O prazo final para o envio das propostas é até o dia 11 de outubro de 2017. Segundo as instruções do edital, o envio das propostas deverá ocorrer pelos correios. Abaixo, segue o cronograma do edital.

Período de envio das propostas 13/09/2017 a 11/10/2017
Divulgação do resultado parcial 20/11/2017
Prazo para recursos 24/11/2017
Publicação do resultado final 11/12/2017

 

O FNMA e o FSA CAIXA realizarão um evento de capacitação para proponentes ao edital, no dia 27/09/2017, das 9h às 18h.  O evento acontecerá no Ministério do Meio Ambiente, SEPN 505, Bloco B, Auditório, Brasília/DF.  Poderão participar até dois representantes por instituição.  Para se inscrever, envie um e-mail para o endereço eletrônico fnma@mma.gov.br com o assunto: Capacitação Edital 01/2017.

Orientações da FEAM

A Fundação Estadual do Meio ambiente (Feam) orienta os municípios para que busquem soluções que viabilizem a interrupção do aterramento dos resíduos orgânicos e seu encaminhamento para tratamento.

Esses resíduos são potencialmente valoráveis pela compostagem, metanização e outras tecnologias que não envolvam tratamento térmico, uma vez que esse método é expressamente proibido no território mineiro.
Sabe-se que o composto orgânico, se produzido a partir de coleta segregada e sob critérios técnicos, pode se constituir em importante fonte de nutrientes para a adubação de plantas. Outro subproduto da decomposição da matéria orgânica, o gás metano, pode ser utilizado para a produção de energia.

Metanização

Biogás é o nome mais utilizado para o procedimento de mistura de gases que é produzida pela decomposição biológica da matéria orgânica na ausência de oxigênio. Normalmente consiste em uma mistura gasosa composta principalmente por gás metano (CH4) e gás carbônico (CO2), com pequenas quantidade de gás sulfídrico (H2S) e umidade.

A produção de biogás ocorre naturalmente em qualquer local submerso em que o oxigênio atmosférico não consiga penetrar, como em pântanos, no fundo de copos d’água, intestino de animais, ou de forma antrópica como em aterros sanitários e usinas de biogás. Pode ser classificado como biocombustível; uma fonte de energia renovável, o biogás pode auxiliar o ser humano a se emancipar da dependência dos combustíveis fósseis.

A biomassa é a principal fonte para o biogás. Ela é considerada um resíduo sólido, sendo encontrada de diversas formas, tais como: restos de alimentos, resíduos de madeira, palha do arroz, bagaço da cana de açúcar, esterco de animais e entre outras formas.

De acordo com ORTIZ (2005), biomassa é a matéria orgânica que pode ser utilizada como recurso energético a partir de diferentes processos: biogás por queima, biogás por decomposição e biocombustíveis por extração e transformação.

As principais são: resíduos florestais e de madeira, resíduos agrícolas, dejetos de animais (esterco) e óleos vegetais. É importante destacar que há biomassa em abundância na Amazônia, tais como as oleaginosas que podem ser extraídas de forma sustentável e com potencial produtivo, o Babaçu, Bacuri, Buriti, bem como o esterco de animais, aves, bovinos, caprinos.

Qualquer matéria orgânica biodegradável pode ser adicionada aos biodigestores anaeróbicos para produção de energia. Por exemplo:

I Simpósio Internacional sobre Gestão de Resíduos Orgânicos

 

Uma Deliberação Normativa sobre gestão e tratamento dos resíduos orgânicos será apresentada pela Feam ao Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam). A norma estabelecerá critérios mínimos para orientar a gestão e o monitoramento de sistemas de destinação de resíduos orgânicos no território mineiro. Em nível federal, o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) vem discutindo resolução específica para detalhar o desenvolvimento ambiental da compostagem dos resíduos orgânicos no Brasil.

Para auxiliar na qualidade do conteúdo da normativa, a Feam está organizando o I Simpósio Internacional sobre Gestão de Resíduos Orgânicos, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O Simpósio está previsto para acontecer em abril e a programação inclui discussão entre especialistas brasileiros e estrangeiros, palestras, debates, demonstração de experiências, exposição de trabalhos acadêmicos e feira de produtos relacionados.

As discussões contribuirão para o aprimoramento da minuta da normativa estruturada pela Feam, detalhando os procedimentos para gestão dos resíduos orgânicos, desde segregação, logística de coleta, transporte e operacionalização dos sistemas de tratamento, até qualidade dos seus subprodutos, com o objetivo de dar a esse tipo de resíduo, um viés comercial que possa contribuir para a auto sustentabilidade das soluções de tratamento adotadas.

Se você tem é um estudioso, pesquisador da área não perca essa oportunidade! Nós, da Verde Ghaia torcemos por você, e temos muitas informações e ferramentas para fornecer!

Conheça métodos eficientes de reaproveitamento de resíduos orgânicos

Cerca de 95 mil toneladas de resíduos orgânicos são produzidos no Brasil

Mais de 50% da quantidade total de resíduos produzidos no Brasil correspondem a matéria orgânica, segundo dados do plano nacional de resíduos sólidos. O balanço corresponde à analise realizada no ano de 2008.

A quantidade de resíduos orgânicos produzida pelos brasileiros chega a atingir aproximadamente 95 mil toneladas por ano. Com tanto resíduo sendo produzido, pensar em maneiras eficientes para o reaproveitamento de resíduos orgânicos acabou se tornando uma necessidade para o bem comum tanto da sociedade e quanto das empresas.

O problema para a grande produção de resíduos orgânicos não está relacionado apenas a questão de espaço de destinação do lixo, mas também a outros fatores como a ameaça ao meu ambiente. Haja vista que os resíduos orgânicos produzem chorume e gases do efeito estufa. Há outros males também relacionados a proliferação de animais transmissores de doenças e ao mau cheiro do local.

O reaproveitamento de resíduos é totalmente relevante também devido ao ganho que as empresas podem conquistar a partir de métodos adotados de gestão de resíduos correta que podem transformar o que seria prejuízo em solução.

Uma boa estratégia utilizada por algumas empresas é o Mercado de Resíduos, ferramenta da VG Resíduos que promove o encontro entre organizações produtoras e tratadoras de resíduos. Nesse método eficiente, empreas encontram soluções lucrativas para resolver a questão do lixo produzido pelo negócio.

Retomando a questão da necessidade de reaproveitamento dos resíduos outra razão que traz essa necessidade urgente é a a sanção da Lei nº 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos. A lei aprovada traz uma série de diretrizes, objetivos e responsabilidades para toda a sociedade brasileira no que diz respeito a destinação dos resíduos sólidos.

Por todas as razões citadas acima é necessário pensar em formas inteligentes de reaproveitamento de resíduos orgânicos. Para isso citaremos abaixo algumas soluções válidas.

Método de reaproveitamento de Resíduos: Compostagem

O que é compostagem?

A compostagem é o processo de transformação de resíduos orgânicos em adubo ou o chamado composto orgânico. A compostagem acontece com a atuação dos próprios microrganismos presentes nos resíduos, todavia sob temperatura e condições favoráveis para a aceleração do processo normal de decomposição.

O método de compostagem acelera a degradação de resíduos produzindo como resultado final o húmus, conhecido também como adubo. Os resíduos utilizados na compostagem podem ter origem animal, residencial ou industrial.

Vantagens da compostagem para o reaproveitamento de resíduos orgânicos

Tanto grandes empresas podem utilizar a técnica para transformar resíduos orgânicos em adubo, quanto moradores podem reduzir as sobras de alimentos fazendo uso da mesma estratégia.  O material gerado com a compostagem pode ser utilizado em jardins, horas, substratos para plantas e na adubação de solo para a produção agrícola em geral.

Com a compostagem, além de evitar a poluição e gerar renda, o processo permite que a matéria orgânica volte a ser usada de forma útil. A compostagem pode ser entendida também como uma forma de  economia circular em que a matéria retorna ao ciclo, sendo 100% aproveitada.

Outra importante vantagem da compostagem é que ela incentiva o uso de adubação orgânica evitando portanto a utilização de fertilizantes sintéticos e também devolve ao solo os nutrientes de que necessita, aumentando sua capacidade de retenção de água, permitindo o controle de erosão.

Método de reaproveitamento de Resíduos orgânicos: vermicompostagem

Outra maneira de reaproveitar os resíduos orgânicos é pela criação adequada de minhocas, ou tratamento realizado em minhocários. A minhoca alimenta-se de resíduos orgânicos, portanto o processo digestivo delas é uma outra forma de decomposição e reaproveitamento dos resíduos.

O procedimento pode ser executado por empresas para a produção de adubo como resultado do minhocário ou a própria criação das minhocas para revenda. É comum também a técnica ser usada em apartamentos por não exigir muito espaço, todavia é importante que sejam observadas as condições e instrumentos necessários para a criação adequada.

A técnica da vermicompostagem é outro meio de reaproveitar os resíduos orgânicos sem trazer prejuízos ao meio ambiente, e um meio de aumentar a lucratividade de empresas que produzem resíduos orgânicos.

Método de reaproveitamento de Resíduos orgânicos: Enterramento

Esse processo é indicado para situações em que a produção de resíduos orgânicos é pequena ou para situações em que há grandes espaços de terra. Isso porque para realizar o enterramento de forma correta sem produzir mal cheio ou danificar o solo é necessário um espaço isolado e adequado.

Em linhas gerais o aterramento é o método em que o lixo é prensado ou depositado em camadas em um local escavado e coberto por terra. O método pode ser feito em residências em que há espaço em áreas abertas ou como método de solução para o lixo produzido por empresas ou cidades.

O enterramento é muito utilizado por ser de baixo custo, evitar a produção de gases poluentes e requer trabalhadores pouco especializados

Método de reaproveitamento de Resíduos orgânicos: Biodigestão anaeróbia

A técnica da biodigestão anaeróbica promove o processo de reaproveitamento de resíduos orgânicos a partir de uma técnica realizada na ausência de oxigênio.

Como resultado dos processos anaeróbicos dos biodigestores gera-se fertilizantes (geralmente líquidos) e gases (o biogás), em especial o gás metano (CH4), que é classificado um combustível.

Diferentemente das outras soluções apresentadas nesse artigo, para o reaproveitamento de resíduos orgânicos a biodigestão anaeróbia é mais complexa e exige equipamento adequado para a degradação da matéria orgânica, além de profissionais habilitados. Todavia a biodigestão anaeróbica pode ser bastante lucrativa e apresentar resultados relevantes.

Há ainda outras técnicas importantes como a incineração, entre outras formas. Para entender melhor o assunto e encontrar formas legais e plausíveis de contar com uma empresa sustentável e com alta lucratividade, há também a certificação na ISO 14001, norma focada na gestão ambiental.

Utilizada no mundo inteiro, a ISO 14001 traz soluções e requisitos para manter a empresa alinhada com as leis referentes ao campo de atuação da empresa e conta com um sistema de gestão ambiental eficiente e reconhecido internacionalmente.

Caso sua empresa precise gerenciar os resíduos orgânicos que ela produz, mas você ainda não sabe a maneira correta de iniciar o processo, entre em contato com a VG Resíduos pelo telefone (31) 2127-9137.

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