Como estabelecer objetivos e metas na gestão dos resíduos?

A gestão de resíduos sólidos constitui um conjunto de procedimentos de planejamento e implementações com o objetivo de minimizar a produção de resíduos e proporcionar aos resíduos gerados, uma coleta adequada, armazenamento, tratamento, transporte e destinação final de forma adequada, visando a preservação da saúde pública e a qualidade do meio ambiente.

Metas na gestão dos resíduos sólidos

A empresa deverá definir em primeiro lugar as estratégias, e depois as metas e seus recursos necessários para implantar o Programa de gestão de resíduos sólidos.

Nos Programas deverão ter as metas definidas de forma quantitativa. Para fazer uma boa gestão de metas, deve-se:

– planejar: criando metas atingíveis e que estimulem as equipes de trabalho, devendo: ser metas específicas, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e com tempo definido.

– implementar: O gestor deve informar sobre as metas e tirar todas as dúvidas para que os trabalhos sejam realizados de forma eficaz.

– acompanhar: deverá acompanhar o desempenho de todos os envolvidos, e dar um feedback constante, para ter melhoria continua do desempenho e garantir o sucesso da tarefa.

Definição de objetivos

As definições dos objetivos da Gestão dos resíduos sólidos dependem da política, visão e diretrizes da empresa, sempre com o foco: eficiência organizacional e na busca da melhoria do desempenho ambiental.

A gestão dos resíduos sólidos tem como objetivo principal: reduzir o consumo de recursos naturais e geração de resíduos, e assim evitar problemas com multas ambientais ou inadimplência legal, preconizando o respeito a toda legislação vigente.

A ISO 14001 ajuda muito na questão ambiental, e um dos objetivos oriundos da norma é a questão dos resíduos sólidos. Os objetivos da norma podem ser alcançados através da gestão ambiental, a saber:

  • Gerir as tarefas da empresa no que diz respeito a políticas, diretrizes e programas relacionados ao meio ambiente e externo da companhia;
  • Manter, em geral, em conjunto com a área de segurança do trabalho, a saúde dos trabalhadores;
  • Produzir, com a colaboração de toda a cúpula dirigente e os trabalhadores, produtos ou serviços ambientalmente compatíveis;
  • Colaborar com setores econômicos, a comunidade e com os órgãos ambientais para que sejam desenvolvidos e adotados processos produtivos que evitem ou minimizem agressões ao meio ambiente.

Importância da gestão dos resíduos sólidos

Para as empresas, a gestão dos resíduos sólidos é uma forma de aumentar a produtividade, reduzir custos e ampliar oportunidades de negócios.

Há vários benefícios em aderir à gestão de resíduos sólidos, um deles é aumentar a produtividade: e assim, aumentar os lucros, pois consumirá menos energia, além de produzir novos materiais como matéria-prima. Além disso a eficiente gestão de resíduos torna a empresa mais valorizada e com maior credibilidade no mercado, podendo assim, ampliar sua rede de clientes.

Dicas para elaboração dos objetivos e metas da GRS

Os objetivos e metas da gestão de resíduos sólidos devem estar em acordo com a política ambiental da empresa. É bom que sejam considerados a revisão ambiental, os aspectos e impactos ambientais.

Para determinar os objetivos e metas deverão ser considerados os seguintes pontos:

  • Objetivos e metas devem ser associados à relevância dos aspectos ambientais da empresa. Os objetivos precisam ser coerentes e determinantes para sustentarem a questão ambiental da empresa;
  • Instituir objetivos e metas viáveis, claros e mensuráveis, para que proporcione a minimização dos impactos, leve à melhoria geral dos sistemas, atenda aos requisitos legais e normativos.

Para estabelecer os objetivos e metas deve-se estar de acordo com o planejamento, estabelecendo-se uma escala de prioridades.

  • As metas devem ser quantificáveis, para que possam ser mensuráveis.
  • Também devem ter horizontes temporais, como: metas em curto prazo, médio prazo e longo prazo.

Para ajudar a estabelecer suas metas, pode-se relacionar aos problemas e desafios que a empresa enfrenta, com o objetivo de ajudar a solucionar ou mitigar esses problemas identificados.

Cada programa dentro da Gestão dos resíduos sólidos deverão também ter estimados os prazos e investimentos necessários para a sua implantação.

É importante lembrar também de incluir o cumprimento das normas e condicionantes na questão dos resíduos sólidos.

Roteiro para elaborar a Gestão dos Resíduos Sólidos

Uma forma de alcançar os objetivos ambientais e quantifica-los é através dos indicadores de desempenho ambiental. O monitoramento de indicadores de desempenho é um princípio fundamental da gestão ambiental, pois a medição permite controlar o processo e seguir no caminho da melhoria contínua.

A seguir um bom exemplo para elaborar um bom Plano de Gestão de Resíduos Sólidos:

1 – Introdução

2 – Objetivos

3 – Diagnóstico e plano de ação do PGR

3.1 – Panorama dos resíduos sólidos

3.2 – Levantamento das atividades geradoras dos resíduos sólidos

3.3 – situação dos resíduos

3.4 – áreas favoráveis para a destinação ambientalmente correta dos resíduos sólidos

4 – metas, programas e ações para a gestão dos resíduos sólidos

5 – investimentos necessários e fontes de recursos financeiros

6 – monitoramento, acompanhamento, controle e avaliação do Plano de Gestão de Resíduos Sólidos

7 – Realização de auditorias com certa frequência

8 – Registros ambientais e das melhorias a serem realizadas

O procedimento de avaliação do desempenho ambiental da GRS é muito importante. É um processo para medir, analisar, estimar e descrever o desempenho ambiental da sua organização.

A implantação da ISO 14001, Sistema de Gestão Ambiental irá ajudar muito na gestão dos resíduos sólidos da sua empresa, no acompanhamento e melhoria da Gestão de Resíduos Sólidos.

A nova versão da ISO 14001 saiu no final de 2015. A Verde Ghaia já está preparada para te dar todo suporte e assistência para a implantação e atualização da Certificação ISO 14001 2015.

A ISO 14001 traz soluções para manter empresa dentro das legislações referentes ao campo de atuação da empresa, oferecendo um eficiente Sistema de Gestão Ambiental, e consequentemente a Gestão dos Resíduos Sólidos.

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Conheça os tipos de resíduos plásticos mais comercializados

Os plásticos revolucionaram as nossas vidas, uma vez que eles estão presentes em praticamente tudo que utilizamos, incluindo roupas, artigos esportivos, edificações, automóveis, aviões, aplicações médicas, entre muitos outros.

Além das inúmeras vantagens que a produção mundial de plásticos nos proporcionou, também, trouxe uma consequência que resulta em vários problemas ambientais, a geração de resíduos pós-consumo dos plásticos e a falta de programas de gestão adequada destes resíduos.

Os principais consumidores do resíduo plástico são as recicladoras, que encontraram no plástico uma boa alternativa de aumentar a lucratividade a partir da venda, reprocessando o material, fazendo-o voltar como matéria-prima para a fabricação de artefatos plásticos, como conduítes, sacos de lixo, baldes, cabides, garrafas de água sanitária, e acessórios para automóveis, por exemplos.

Resíduo plástico no Brasil

Segundo o Ministério do Meio Ambiente os resíduos plásticos, junto com o papel, vidro e metal são responsáveis por aproximadamente 40% dos resíduos gerados em domicílios, sendo na sua maioria resíduos de embalagens.

Apesar desta quantidade gerada, os índices brasileiros de reciclagem de plásticos ainda são baixos devido à falta de programas de coleta seletiva, falta de incentivos às recicladoras e aos catadores, além do descaso dos governos e da população.

A utilização de plástico reciclado na fabricação economiza 70% de energia, isso se consideramos desde o processo de exploração da matéria-prima até a formação do produto final.

No Brasil a maior parte da venda de resíduo plástico é destinada para fabricação de:

  • Garrafas e frascos, exceto aqueles que terão contato direto com alimentos e fármacos;
  • Baldes, cabides, pentes e outros artefatos produzidos pelo processo de injeção;
  • Cerdas, vassouras, escovas e outros produtos que sejam produzidos com fibras;
  • Sacolas e outros tipos de filmes;
  • Painéis para a construção civil.

Conheça os tipos de plásticos mais fáceis de comercializar

A maioria dos plásticos vendidos, especialmente as embalagens, torna-se resíduo em menos de um ano ou após um único uso. A venda de resíduos plásticos é mais comum entre as empresas recicladoras.

Os tipos de plásticos mais fáceis de negociar venda são os termoplásticos, pois podem ser processados várias vezes pelo mesmo ou por outro processo de transformação.

Abaixo listamos os plásticos mais comuns vendidos.

PET: poli (tereftalato de etileno)

Polietileno tereftalato, ou PET, é um plástico formado pela reação entre o ácido tereftálico e o etileno glicol. É feito a partir do petróleo, uma de suas desvantagens, porém pode ser reciclado.

Esse tipo de plástico compõem frascos e garrafas para uso alimentício e farmacêutico, cosméticos, bandejas para micro-ondas, filmes para áudio e vídeo e fibras têxteis.

PEAD: polietileno de alta densidade

Este tipo de plástico está presente em embalagens de detergente e óleos automotivos, sacolas de supermercados, garrafeiras, tampas, tambores para tintas, potes, utilidades domésticas, entre outros.

É um material resistente à baixa temperatura, leve, impermeável, rígido e com resistência química.

PVC: policloreto de polivinila

Esse plástico é muito encontrado em embalagens para água mineral, óleos comestíveis, maioneses, sucos, perfis para janelas, tubulações de água e esgoto, mangueiras, embalagens para remédios, brinquedos, bolsas de sangue, material hospitalar, entre outros. Ele é muito utilizado por ser rígido, transparente, impermeável, resistente à temperatura e inquebrável.

PEBD ou PELBD: polietileno de baixa densidade

Esse plástico é utilizado na fabricação de sacolas para supermercado e boutiques, filmes para embalar leite e outros alimentos, filmes para fraldas descartáveis, bolsa para soro medicinal, sacos de lixo, entre outros.

É um material plástico muito utilizado por ser flexível, leve, transparente e impermeável.

PP: polipropileno

É um plástico inquebrável, transparente, brilhante, rígido e resistente a mudanças de temperatura. São muito utilizados em filmes para embalagens e alimentos, embalagens industriais, cordas, tubos para água quente, fios e cabos, frascos, caixas de bebidas, autopeças, fibras para tapetes e utilidades domésticas, potes, fraldas e seringas descartáveis, etc.

Esse plástico possui uma variação chamada de BOPP que é um material metalizado, porém de difícil reciclagem. É mais usado em embalagens de salgadinhos e biscoitos.

PS: poliestireno

Esse plástico é utilizado em potes para iogurtes, sorvetes, doces, frascos, bandejas de supermercados, geladeiras (parte interna da porta), pratos, tampas, copos descartáveis, aparelhos de barbear descartáveis e brinquedos.

As características principais deste plástico são leveza, capacidade de isolamento térmico e a flexibilidade.

PLA: poli (ácido lático)

Esse plástico é obtido a partir da fermentação do amido contido na beterraba, mandioca, entre outros vegetais.

É um material biodegradável. É mais utilizado em copos, recipientes, embalagens de alimentos, sacolas, pratos descartáveis, garrafas, canetas, bandejas, filamentos de impressora 3D e outros.

Reciclagem de PET no Brasil

O PET é um dos plásticos mais fáceis de negociar venda no Brasil e em todo mundo devido a sua extensa aplicabilidade: fibras têxteis, tapetes, carpetes, não-tecidos, embalagens, filmes, fitas, cordas, compostos, etc.

A vantagem em reciclar as embalagens PET é porque diminuiu o consumo de energia, água, e o impacto ambiental. A reciclagem desse plástico também traz benefícios sociais principalmente aos catadores.

O Brasil deixa de economizar bilhões de reais/ano por não reciclar todo o resíduo plástico presente no lixo.

No entanto com a promulgação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei 12.305/2010, foram estabelecidos algumas diretrizes a serem implantadas nos municípios que geraram ações que contribui para a viabilização da reciclagem desses resíduos plásticos, fortalecendo a indústria de reciclagem.

Gestão de Resíduos

 

A disposição final adequada dos resíduos plástico é sem dúvida desafios que enfrentamos atualmente em decorrência das inúmeras aplicações do plástico nas indústrias. Onde dispor esse resíduo de forma que o meio ambiente e a saúde humana não sejam agredidas? É o questionamento de muitas empresas, principalmente as que almejam a certificação ISO 14001.

Essas empresas veem a comercialização do resíduo plástico como uma boa alternativa para atender a PNRS.

A  Verde Ghaia por meio de uma consultoria online oferece um serviço de qualidade com soluções para sua empresa no gerenciamento de resíduo. Também, possui uma plataforma para venda de plástico, o Mercado de Resíduos.

Entre em contato e veja quais as soluções temos para esse controle e descubra as formas ambientalmente correta para dispor o seu resíduo plástico.

 

 

O que a lei diz sobre o descarte de lâmpadas?

Segundo pesquisa divulgada pelo Estadão, os brasileiros consomem por ano uma média de 200 milhões de lâmpadas florescentes. Deste total, apenas 6% é descartado corretamente.

Esse é um dado preocupante, uma vez que a simples utilização não oferece perigo, todavia quando a lâmpada é quebrada em local inapropriado ou descartadas incorretamente, ela pode emitir substâncias prejudiciais tanto ao meio ambiente quanto ao ser humano.

As lâmpadas podem ser subdividas em vários grupos segundo sua composição. Existem as fluorescentes, vapor de sódio, vapor de mercúrio, luz mista, dentre tantas outras.

Todos os componentes das lâmpadas são reaproveitáveis: vidro, metal e os componentes químicos. Quando estes materiais são separados adequadamente e descontaminados, conforme determinado em legislação ambiental específica, eles podem ser reaproveitados e até mesmo ofertados com valor no mercado de resíduos, ferramenta para quem deseja comprar ou vender resíduos.

As lâmpadas e o meio ambiente

Como já dito, há vários tipos de lâmpadas, e algumas delas são prejudiciais ao meio ambiente. Vejamos:

  • Lâmpada incandescente comum – a mais comum, e bem próxima da inventada pelo Thomas Edison em 1879. Ela tem em sua composição tungstênio dentro de um tubo de vidro com vácuo. E também, cobre, estanho, manganês, laca, malaquita e pó de mármore.

Todos esses materiais podem ser reaproveitados, mas para isso precisa-se separá-los. E no Brasil, ainda há pouco tecnologia para realizar a reciclagem completa dessa lâmpada.

  • Lâmpadas de LED – foram inventadas recentemente, em 1961 por Robert Biard e Gary Pittman. Lâmpada bastante econômica. Compõe-se de alumínio, estanho, cobre e níquel. Além de plástico, componentes eletrônicos, fenóis e vidro. Nenhum componente nocivo.

Também é um campo de mercado a ser explorado, pois no Brasil ainda não tem tecnologia para separação total dos seus componentes.

  • Lâmpada fluorescente – foi criada em 1895 pelo Nikola Tesla. É bem eficiente energeticamente. Compõe-se de gases argônio e neônio, que fazem mal para a saúde, podendo causar problemas respiratórios. E ainda um mais nocivo ainda e tóxico, que o fósforo.

Altamente cancerígeno. Deve ser descartado de forma adequado para não poluir o meio ambiente. Empresas especializadas são capazes de descontaminar os componentes permitindo assim a sua reciclagem.

Algumas empresas poderão dar a melhor destinação para seu resíduo, a Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos (Abetre), congrega empresas especializadas em tratamento de resíduos.

Legislação ambiental vigente sobre as lâmpadas

Abaixo as principais leis e normas técnicas referentes ao descarte de lâmpadas:

Abaixo, segue a citação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, lei n° 12305/10:

“Art. 33.  São obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de:

(…)

V – lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista;”

Realidade brasileira sobre o descarte de lâmpadas

Um Acordo Setorial para a implantação da logística reversa para as lâmpadas Fluorescentes, de Vapor de Sódio e Mercúrio e de Luz Mista foi estabelecido com o objetivo de garantir a participação de todas as empresas que atuam no mercado, uma vez que praticamente 100% destas lâmpadas no Brasil são importadas.

Com isso editou-se Resolução Conmetro nº1/2016, publicada em julho de 2016. A resolução condiciona a liberação da licença da importação de Lâmpadas ao cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos, em especial a logística reversa.

Ministério do Meio Ambiente publicou no site do Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão de Resíduos (Sinir) orientações sobre os procedimentos a serem seguidos para o atendimento aos requisitos de obtenção da anuência prévia à importação de lâmpadas, conforme o estabelecido na resolução Conmetro nº 01/2016.

A norma ISO 14001 é uma forte aliada para ter a empresa alinhada às leis ambientais do seu ramo de atuação, atuar de maneira ecologicamente correta e ser bem estruturada no que diz respeito a questão dos resíduos sólidos, como também na gestão dos resíduos constituídos pelas lâmpadas usadas. O que facilitará muito na hora do acondicionamento, separação, destinação final.

Com o Sistema de Gestão Ambiental, implantar o PGRS fica mais fácil a gestão dos seus resíduos e também das lâmpadas,

Verde Ghaia pode te auxiliar na implementação e manutenção dessa e de outras normas  da ISO. Recentemente atualizada, nova versão da ISO 14001 além de possuir maior compatibilidade com as demais normas ISO, traz requisitos relacionados ao gerenciamento dos resíduos sólidos.

Entre em contato com os consultores da Verde Ghaia e inicie sua Certificação já! Conheça também a plataforma para a Gestão dos Resíduos Sólidos.

Caso sua empresa precise gerenciar os resíduos sólidos e gestão do descarte das lâmpadas, mas você ainda não sabe a maneira correta de iniciar o processo, entre em contato com a VG Resíduos, empresa do Grupo Verde Ghaia, pelo telefone (31) 2127-9137.

Quais pontos de viabilidade devem ser analisados nos programas para redução de resíduos?

Para um empreendimento funcionar, precisa de água, energia e diferentes materiais, gerando assim efluentes líquidos e resíduos sólidos, que precisam de destinação e tratamento adequado. A diminuição na geração de resíduos pode ser atingida a partir da ecoeficiência.

O que é ecoeficiência?

A ecoeficiência é uma atitude que leva ao desenvolvimento sustentável. Ela se refere as características dos produtos que produzem mais e melhor, com menos recursos e resíduos.

Neste sentido a união entre o fornecimento de bens e serviços sustentáveis a preços competitivos que satisfaçam as necessidades humanas, e assim, promova a redução dos impactos ambientais e de consumo de recursos naturais.

Para ser ecoeficiente, é necessário:

– Minimizar a intensidade de materiais dos bens e serviços;

– Minimizar a intensidade energética de bens e serviços;

– Reduzir a dispersão de tóxico;

– Fomentar a reciclabilidade dos materiais;

– Maximizar a utilização sustentável de recursos renováveis;

– Estender a durabilidade dos produto;

– Aumentar a intensidade de serviço dos bens e serviços;

– Promover a educação dos consumidores para um uso mais racional dos recursos naturais e energéticos.

Aspectos econômicos e financeiros dos projetos de redução de resíduos

A preocupação com o gerenciamento adequado dos resíduos gerados nas indústrias e empresas vem aumentando nos últimos anos. Por essa razão várias tecnologias e projetos relacionados à sua destinação ou seu tratamento estão sendo criados para aperfeiçoar cada vez mais a questão da eliminação  e geração correta dos resíduos.

Um projeto de redução dos resíduos sólidos apenas para cumprimento das exigências legais não resolve todo o problema da geração dos resíduos sólidos.

Quanto menor for a quantidade desses resíduos, menor será o custo para o seu tratamento/disposição e os problemas a eles associados; contudo, alternativas que buscam a redução da sua geração ainda são escassas.

Sabe-se que todos os resíduos gerados em um processo industrial são originados das matérias-primas ou insumos. Portanto, a geração de resíduos significam perdas do processo; tanto perdas físicas quanto econômicas, pois matérias-primas e insumos tem preços e custos.

As empresas costumam definir o custo de um resíduo considerando apenas o custo de sua destinação (por exemplo, o envio para um aterro industrial). Todavia, pelo Princípio da Conservação da Massa esse resíduo é formado por matérias-primas que não foram transformadas em produto final. Portanto, o Custo Real do Resíduo é o custo da destinação final mais o custo das matérias-primas que formaram o resíduo.

Vejamos o exemplo do papel:

O preço pago às empresas é aproximadamente R$ 0,40/kg. O preço de um papel novo é aproximadamente R$ 8,00/kg. Conclui-se com isso com não há lucro com a reciclagem, mas há lucro com a redução da impressão de papel.

Principais pontos de viabilidade dos projetos de redução de resíduos

São várias vantagens para implantar projetos de redução de resíduos:

– minimização dos danos ambientais;

– redução dos riscos e responsabilidades;

– promoção de condições melhores de segurança e saúde ocupacional;

– melhoria da eficiência e competitividade;

– favorecimento da inovação;

–  melhoria da imagem e do relacionamento com os órgãos ambientais e com a comunidades;

A questão dos aspectos técnicos, para se ter viabilidade econômico financeira, deve-se ter:

– alteração da matéria-prima: estudar a possibilidade de reutilização de insumos, reinserção de matérias-primas (ao invés de descartar, serem reutilizados);

– processos geradores: modificar o processo e ter maquinários mais eficientes, para reutilizar matérias-primas e diminuir os resíduos sólidos.

Além disso, empresas que investem nesses programas, tem redução significativa de gastos com matérias primas, água e energia. Para o meio ambiente, são inúmeros benefícios, com a diminuição dos impactos diretos.

Também iniciativas de reciclagem e logística reversa tornam possível o aproveitamento de toneladas de resíduos diversos.

Objetivos dos programas de redução de resíduos sólidos

  • Registrar os volumes de cada tipo de resíduo destinados aos fornecedores credenciados, destinado ao programa de redução;
  • Definir metas de redução e destinação com intuito de apontar os possíveis pontos fracos na implantação do programa;
  • Conscientizar os colaboradores da importância de seguirem e contribuírem com o gerenciamento de resíduos;
  • Identificar as fraquezas encontradas e propor ações para sua correção completa ou amenização de desvio;
  • Comparar o volume destinado diretamente em caçambas antes e depois da implantação do programa;
  • Analisar a eficiência na implantação e articular melhorias se necessário for para aumenta-la;
  • Provar aos empreendedores a viabilidade financeira de seguirem projetos mais sustentáveis com a implantação do programa de resíduos sólidos em seus empreendimentos.

Pontos de viabilidade a serem analisados

A análise de viabilidade se faz importante devido ao fato de ela medir se um investimento trará retorno ou não para o investidor. Assim o empresário poderá comparar os retornos que poderão ser obtidos com investimentos demandados, para decidir se vale a pena ou não investir.

Para isso, deve-se seguir algumas etapas:

– projeção de receitas que o projeto terá;

– projeção de custos;

– despesas;

– investimentos necessários;

– análise de indicadores calculados em cima de dados projetos de receitas, despesas, custos e investimentos.

Para realizar análise de viabilidade de um projeto de redução de resíduos sólidos, pode-se seguir os seguintes itens:

– custo da coleta seletiva por ano;

– valor estimado do benefício que o projeto representa;

Daí a relação custo-benefício. Se o projeto for viável deverá ter um resultado positivo no cálculo, que deverá ser realizado por um profissional qualificado para analisar a viabilidade. Sendo um resultado positivo, poderá sim ter um lucro considerável sobre o projeto de redução de resíduos sólidos.

Mas também deve-se considerar um resultado a médio e longo prazo, podendo ter variações nas características dos resíduos, como também nos seus valores de mercado.

A ISO 14001 e o gerenciamento de resíduos

É importante destacar o valor da implantação da ISO 14001, norma focada no Sistema de Gestão Ambiental. Essa certificação irá ajudar muito na questão dos estudos da viabilidade dos projetos ambientais da sua empresa, no acompanhamento e melhorias nos projetos e na empresa de modo geral.

A nova versão da ISO 14001 saiu no final de 2015. A Verde Ghaia já está preparada para te dar todo suporte e assistência para a implantação e atualização da Certificação ISO 14001 2015.

A ISO 14001, focada na gestão ambiental, traz soluções para manter empresa dentro das legislações referentes ao campo de atuação da empresa, oferecendo um eficiente Sistema de Gestão Ambiental, e consequentemente a Gestão dos Resíduos Sólidos.

Entre em contato com os consultores da Verde Ghaia e inicie sua certificação já! Conheça também a plataforma para Gerenciamento de resíduos.

Caso sua empresa precise gerenciar os resíduos sólidos que ela produz, mas você ainda não sabe a maneira correta de iniciar o processo, entre em contato com a VG Resíduos, empresa do Grupo Verde Ghaia, pelo telefone (31) 2127-9137.

Você sabe a diferença entre classificação e caracterização dos resíduos?

Muitas empresas têm dificuldade na adequada gestão de resíduos devido a enorme quantidade gerada e a sua composição. A sociedade moderna consome muito mais produtos industrializados do que em décadas passadas.

No passado a maioria dos resíduos eram orgânicos e voltavam para a natureza por meio da decomposição. Ao contrário dos resíduos oriundos da produção de produtos inorgânicos que não se decompõem ou que requerem um tempo muito grande para se degradar, tais como o vidro, plástico, metais, borracha e outros.

Considerando essa dificuldade das empresas e a importância da gestão adequada, é importante compreender a diferença entre classificação e caracterização dos resíduos.

Caracterização dos resíduos

Antes da destinação final todo resíduo deverá ser processado apropriadamente e a caracterização de resíduos tem papel importante nessa etapa ao determinar os principais aspectos físico-químicos, biológicos, qualitativos e/ou quantitativos da amostra. Estes resultados analíticos auxiliam na classificação do resíduo para a escolha da melhor destinação do mesmo.

Resumindo, a caracterização de resíduos é um processo que identifica a composição de determinado resíduo e, depois de identificado quais os componentes, o material poderá destinado adequadamente.

Na primeira fase de caracterização é feita a descrição detalhada da origem do resíduo: em qual estado físico se encontra; o seu aspecto; cor; se possui odor; e o grau de heterogeneidade.

Na segunda fase da caracterização o resíduo é denominado com base em: seu estado físico; em qual processo originou-se; de qual atividade industrial pertence; e qual o seu principal constituinte.

Na terceira fase é definida a destinação do resíduo se será em: aterro para resíduo perigoso; aterro sanitário; aterro de resíduo inerte (solubilidade); ou se será destinado para tratamento térmico (Compostagem, Incineração, Co-processamento, etc.)

Classificação do resíduo

 

A classificação dos resíduos no Brasil é determinada na NBR 10.004/04 da ABNT, que levam em consideração os riscos potenciais para o meio ambiente e a saúde pública que os resíduos podem causar. A classificação de resíduos envolve a identificação do processo ou atividade que lhes deu origem, além de seus constituintes e características com listagens de resíduos e substâncias cujo impacto à saúde e ao meio ambiente é conhecido.

Na NBR 1004/04 os resíduos são classificados como:

Resíduos Classe I – Perigosos: São aqueles que apresentam periculosidade e características como inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade.

Resíduos Classe II A – Não Inertes: São aqueles que não se enquadram nas classificações de resíduos classe I – Perigosos ou de resíduos classe II B – Inertes. Os resíduos classe II A – Não inertes podem ter propriedades, tais como: biodegradabilidade, combustibilidade ou solubilidade em água.

Resíduos Classe II B – Inertes: São quaisquer resíduos que, quando amostrados de uma forma representativa e submetidos a um contato dinâmico e estático com água destilada ou deionizada, à temperatura ambiente não tiverem nenhum de seus constituintes solubilizados a concentrações superiores aos padrões de potabilidade de água, excetuando-se aspecto, cor, turbidez, dureza e sabor.

Para maior entendimento sobre a diferença entre resíduo inerte e não inerte leia o texto “Entenda a diferença entre resíduos inertes e não inertes”.

O que é laudo de classificação?

 

O laudo de classificação é um documento comprobatório do enquadramento do resíduo em umas das classes da norma NBR 10004/04. Deve constar no laudo de classificação a indicação da origem do resíduo, descrição do processo de segregação e descrição do critério adotado na escolha de parâmetros analisados, quando for o caso, incluindo os laudos de análises laboratoriais.

O laudo de classificação pode ser elaborado baseado exclusivamente na identificação do processo produtivo ou quando não for possível classificar o resíduo pela sua origem deverá ser feita uma análise em laboratório para classificá-lo. Outros métodos analíticos podem ser exigidos pelos Órgãos de Controle Ambiental, dependendo do tipo e complexidade do resíduo, com a finalidade de estabelecer seu potencial de risco à saúde humana e ao meio ambiente.

É importante que os laudos sejam elaborados por profissionais habilitados.

A influência da polícia nacional de resíduos

Promulgada em 2010 a lei Federal 12.305, a Política Nacional de Resíduos é um marco para a gestão de resíduo no Brasil. A PNR trata do adequado gerenciamento de resíduos, dispondo sobre os princípios, objetivos e os instrumentos. Além disso, a lei determina as responsabilidades dos geradores e do poder público, e os instrumentos econômicos aplicáveis.

A Política Nacional de Resíduo classifica os resíduos quanto à origem:

Resíduos sólidos urbanos: são originários de atividades domésticas em residências urbanas e resíduo de limpeza urbana (varrição, limpeza de logradouros e vias públicas e outros serviços de limpeza urbana).

Resíduos industriais: gerados nos processos produtivos e instalações industriais.

Resíduos de serviços de saúde: gerados nos serviços de saúde. Importante ressaltar que os resíduos gerados em ambulatórios ou área de atendimento médico nas dependências da indústria devem ser tratados como Resíduos de Serviços de Saúde.

Resíduos da construção civil: gerados nas construções, reformas, re­paros e demolições de obras de construção civil.

Resíduos de serviços de transportes: são resíduos gerados em portos, aeropor­tos, terminais alfandegários, rodoviários e ferroviários e passagens de fronteira.

Resíduos de mineração: gerados na atividade de pesquisa, extração ou beneficiamento de minérios.

A importância do plano de gerenciamento de resíduos na caracterização e classificação dos resíduos

 

Com a implantação da norma ISO 14001, uma das etapas do procedimento é o gerenciamento de resíduos. O Gerenciamento de resíduos consiste em caracterizar, classificar, quantificar, indicar formas corretas para segregação e identificação da origem dos resíduos gerados por: área, unidade e setor industrial.

O Plano de Gerenciamento de Resíduos deve contemplar os diversos tipos de resíduos gerados, bem como ações, projetos e metas que devem contemplar nas etapas de coleta, transbordo, tratamento e destinação final ambientalmente adequada dos resíduos.

A importância do gerenciamento de resíduos

O gerenciamento dos resíduos  deve ser conduzido de forma adequada. A aplicação de boas práticas na coleta, no armazenamento, no transporte evitam perdas na qualidade possibilitando que as empresas possam destinar adequadamente o resíduo.

A caracterização e classificação do resíduo adequada é o primeiro passo para que as empresas contribuam para um meio ambiente saudável. A sua empresa realiza o gerenciamento de forma adequada? Há dúvidas? A Verde Ghaia conta com uma consultoria online que ajudará a sua organização a realizar essa gestão da melhor forma e seguindo as normas aplicáveis. Também, contam com um software online de gerenciamento de resíduos.

Entenda a diferença entre resíduos inertes e não inertes

A norma NBR 10004/04 da ABNT dispõe sobre a classificação dos resíduos sólidos quanto aos seus riscos potenciais ao meio ambiente e à saúde pública para que sejam gerenciados adequadamente. A Classificação se baseia nas características dos resíduos perigosos, inertes e não inertes.

Primeiramente realiza a caracterização dos resíduos sólidos, com base na norma NBR 10004/04. A caracterização se baseia no aspectos físico-químicos, biológicos, qualitativo e/ou quantitativo das amostras. De acordo com a caracterização, promove a classificação para auxiliar na escolha correta da destinação do mesmo. Com esses processos bem executados cumpre-se a Lei 12.305/2010, da Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS) e a norma NMR 10004/04.

Leia também: Qual a forma mais indicada para destinação dos resíduos inertes?

Classificação dos resíduos sólidos

Após a caracterização dos resíduos sólidos, é realizado a classificação que envolve a identificação da atividade que gerou determinado resíduo, além dos constituintes e características.

A norma NBR 10004/04 da ABNT aborda a classificação dos resíduos sólidos quanto aos seus riscos potenciais ao meio ambiente e à saúde pública para que sejam gerenciados adequadamente. Confira a classificação de acordo com a norma:

1. Resíduos Classe I – Perigosos

Os resíduos considerados perigosos são aqueles que tem características que podem colocar em risco as pessoas que os manipulam ou que tem contato com o resíduo perigoso.

Para um resíduo ser considerado perigoso, esses resíduos devem apresentar pelo menos uma das características: inflamabilidade, corrosividade, toxicidade, reatividade e/ou patogenicidade.

A NBR 10004/04 aponta critérios específicos para o profissional capacitado classifique e avalie cada propriedade dos resíduos, de maneira que, se enquadrados como perigosos, sejam tomadas as devidas providencias para ter mais cuidado com o transporte e a correta destinação desses materiais.

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2. Resíduos não perigosos não inertes (Classe II A)

São resíduos que não se apresentam como inflamáveis, corrosivos, tóxicos, patogênicos, e nem possuem tendência a sofrer uma reação química. Contudo, não se pode dizer que esses resíduos classe II A não trazem perigos aos seres humanos ou ao meio ambiente.

Os materiais desta classe podem oferecer outras propriedades, sendo biodegradáveis, comburentes ou solúveis em água.

Resíduos dessa classificação merecem a mesma cautela para destinação final e tratamento do resíduo de classe I.

3. Resíduos não perigosos inertes (Classe II B)

Os resíduos dessa classificação não tem nenhuma das características do resíduos de classe I.

Porém, se mostram indiferentes ao contato com a água destilada ou desionizada, quando expostos à temperatura média dos espaços exteriores dos locais onde foram produzidos.

Com isso, não apresentam solubilidade ou combustibilidade para tirar a boa potabilidade da água, a não ser no que diz respeito à mudança de cor, turbidez e sabor, seguindo os parâmetros indicados no Anexo G da NBR 10004/04.

Vejamos abaixo, exemplos de possíveis classificações dos resíduos sólidos.

Origem Possível Classificação Responsável
Domiciliar 2 Prefeitura
Comercial 2, 3 Prefeitura
Industrial 1, 2, 3 Gerador do resíduo
Público 2, 3 Prefeitura
Serviços de saúde 1, 2, 3 Gerador do resíduo
Portos, aeroportos e terminais ferroviários 1, 2, 3 Gerador do resíduo
Agrícola 1, 2, 3 Gerador do resíduo
Entulho 3 Gerador do resíduo

Saiba mais: Tudo que você precisa saber sobre resíduos de Classe IIA e IIB

Falando mais sobre os resíduos não inertes

São resíduos com as mais variadas formas, podendo ser líquidos, gasosos, e, sólidos, que mesmo não tendo capacidade de destruição ou contaminação, podem sujar o solo, rios e atmosfera. Eles podem ser tratados, e também podem ficar inativos por muito tempo.

Esses resíduos podem ser solúveis em água, mas também podem ser capazes de pegar fogo, tendo capacidade de combustão. Geralmente, tem características semelhantes aos do lixo doméstico.

Exemplos desse tipo de resíduos são: plásticos, garrafas PET. Os resíduos inertes não causam contaminação profunda, mas podem ser responsáveis pela grande quantidade de entulhos que entalam os bueiros nas grandes cidades, podem contaminar rios, e causando mortes na vida natural.

O tratamento para esse resíduo é o mais simples, sendo portanto, recolhido e tratado de maneira adequada por empresas privadas ou mesmo públicas. Acontece de serem abandonadas em aterros controlados, e sendo manuseados por catadores, e mexidos por animais locais, como: urubus, cachorros.

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Agora, sobre os resíduos inertes

Resíduos inertes tem características de não se decomporem e de não sofrerem alteração da sua composição com o passar o tempo. Exemplo desses resíduos: entulhos de demolição, pedras, areia, sucatas de ferro. Também são inertes: madeiras, isopor, borrachas, latas de alumínio e vidros.

Esses resíduos podem ser dispostos em aterros sanitários e até mesmo reciclados. Esses resíduos não poluem porque não alteram o solo e nem as águas, tendo em vista que quando em contato com ambos não são liberadas substâncias que prejudiquem o meio ambiente.

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Construção Civil

Mesmo com uma quantidade enorme de entulhos da construção civil, que pertencem à classe de resíduos inertes, o Brasil ainda possui poucos aterros legalizados. Uma Pesquisa Nacional de Saneamento Básico feita pelo IBGE, em 2002, mostrou que de um total de 8.381 distritos nacionais, apenas 10% têm aterros de resíduos especiais.

As Áreas de Transbordo e Triagem (ATT) recebem e separam os resíduos de obra que geralmente chegam misturados nas caçambas. Em seguida, destinam corretamente cada um dos resíduos para empresas recicladoras, aterros de resíduos da construção civil ou para áreas de reciclagem deste tipo de material. A Resolução CONAMA 307/2002 e a NBR 15113 tratam da gestão de resíduos da construção civil e da execução de aterros para esse fim.

Cumprimento da legislação através do Sistema de Gestão Ambiental

É de conhecimento que o empreendimento que não cumpre com as exigências legais está sujeito às autuações de instituições como o IBAMA, órgão fiscalizador estadual, Ministério Público, Prefeitura e Polícia Ambiental, arriscando-se a arcar com medidas severas, ou até mesmo paralisação das atividades. Pode ainda ser alvo de denúncias por parte de comunidades do entorno.

Com a implantação da norma ISO 14001 em sua nova versão 2015, uma das etapas será o gerenciamento de resíduos sólidos, visando assim:

  • Eliminação da geração: através de mudanças tecnológicas, substituição de matérias primas ambientalmente corretas, e insumos;
  • Tratamento: aplicação de processos físicos, químicos, térmicos;
  • Reaproveitamento: reutilização, recuperação como subproduto, reciclagem ou devolução do fornecedor;
  • Disposição adequada em aterros sanitários e industriais;
  • Diminuição da geração através de melhorias no processo e otimização da operação.

O Gerenciamento de resíduos consiste em classificar, quantificar, indicar formas corretas para segregação e identificação da origem, dos resíduos gerados por: área/unidade/setor industrial. Para isso, deve-se implantar a NBR 10004, dentro da Norma ISO 14001 2015.

Para o cumprimento de toda legislação nos âmbitos federal, estadual e municipal, a certificação ISO 14001 2015 tem um processo com cinco etapas: solicitação do registro, revisão da documentação do Sistema de Gestão Ambiental, diagnóstico do local, auditoria ISO 14001, e, finalmente a certificação.

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Se quiser aprofundar mais sobre o assunto leia este outro artigo do blog: 5 dicas para sua empresa gerar renda com a reciclagem de papelão

Você sabe o que significa poluidor-pagador e protetor-recebedor?

Esses termos são princípios do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, Lei 12.305/10, inseridos no contexto de preocupação com o meio ambiente.

Princípios e objetivos da Lei 12.305/10

Vale destacar aqui o artigo da Política Nacional dos Resíduos sólidos que aborda os tópicos princípios e objetivos e aponta os termos: poluidor-pagador e protetor-recebedor.

Art. 6o  São princípios da Política Nacional de Resíduos Sólidos:

I – a prevenção e a precaução;

II – o poluidor-pagador e o protetor-recebedor;

III – a visão sistêmica, na gestão dos resíduos sólidos, que considere as variáveis ambiental, social, cultural, econômica, tecnológica e de saúde pública;

IV – o desenvolvimento sustentável;

V – a ecoeficiência, mediante a compatibilização entre o fornecimento, a preços competitivos, de bens e serviços qualificados que satisfaçam as necessidades humanas e tragam qualidade de vida e a redução do impacto ambiental e do consumo de recursos naturais a um nível, no mínimo, equivalente à capacidade de sustentação estimada do planeta;

VI – a cooperação entre as diferentes esferas do poder público, o setor empresarial e demais segmentos da sociedade;

VII – a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos;

VIII – o reconhecimento do resíduo sólido reutilizável e reciclável como um bem econômico e de valor social, gerador de trabalho e renda e promotor de cidadania;

IX – o respeito às diversidades locais e regionais;

X – o direito da sociedade à informação e ao controle social;

XI – a razoabilidade e a proporcionalidade.

Entenda os termos poluidor-pagador e protetor-recebedor

A base do poluidor-pagador é um princípio normativo de caráter econômico, tendo em vista que imputa ao poluidor os custos relacionados a uma atividade poluente.

O poluidor-pagador consiste na obrigação do poluidor de arcar com os custos da reparação do dano por ele causado ao meio ambiente.

O princípio do protetor-recebedor, inaugurada na legislação ambiental, estabelece uma lógica inversa ao princípio do poluidor-pagador. Esse princípio, introduzido na legislação ambiental, propõe a ideia central de remunerar todo aquele que, de uma forma ou de outra, deixou de explorar os recursos naturais que eram seus, em benefício do meio ambiente e da coletividade, ou que tenha promovido alguma coisa com o propósito socioambiental.

Este princípio poderá servir para remunerar como por exemplo, àquelas pessoas que preservaram voluntariamente uma floresta, ou até mesmo mantiveram intactas suas reservas legais ou áreas de preservação permanente.

É de conhecimento que, tais iniciativas contribuem para minimizar o aquecimento global. Então, nada mais justo que remunerar diretamente essas pessoas pelos serviços prestados para a proteção dos recursos minerais, evitando a exploração dentro do possível.

Como é realizado o pagamento dos valores gerados pelo poluidor- pagador?

De acordo com o art. 3°, inciso IV, da Lei 6.938/81: poluidor: “é a pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, responsável direta ou indiretamente por atividades causadoras de degradação ambiental.”

Também, no art. 225 da Constituição Federal, fornece subsídios para a definição de quem pode figurar como passivo em uma demanda ambiental. Ao expressar que “é dever do Poder Público e da coletividade preservar e defender o meio ambiente”, então conclui-se que tanto a coletividade quanto o poder público são considerados como poluidores.

Vejamos: se a poluição for desencadeada por uma atividade produtiva, a produção pode voltar-se tanto para o consumo, quanto para o mercado. Então verifica-se o poluidor direto, e também o poluidor direto e indireto.

Afinal, quem é o poluidor indireto? É aquele que se beneficia da atividade poluente, consumindo o produto que é proveniente de um processo classificado como, ou quem cria os elementos necessários para que a poluição ocorra, permitindo que o bem a ser consumido seja poluente.

Nesse sentido, a utilização inadequada dos bens por parte dos consumidores ou sua utilização além dos limites fixados pela legislação não pode ser desconsiderado pelos operadores do direito e nem pela legislação ambiental, sob pena de obstar a aplicação do princípio do Poluidor Pagador.

Em algumas ocasiões, há mais de uma fonte de agentes poluidores, dificultando assim a definição do responsável pelo dano. Mas pela lei, os poluidores que devem pagar são os que contribuíram direta e indiretamente com o dano ambiental.

Uma vez determinado quem é o poluidor, é preciso determinar quais são os custos a serem pagos. Se identificarmos o princípio do Poluidor-Pagador simplesmente com o da responsabilização, o poluidor suportará apenas o valor indenizatório a ser pago aos atingidos pela atividade poluente.

No entanto, a legislação ambiental impõe ao causador do dano ambiental, o dever de corrigir, recuperar e/ou eliminar os efeitos negativos para o meio ambiente. Portanto, o poluidor suporta tanto os custos necessários para a prevenção e reparação dos danos ambientais, quanto para a redução dos efeitos negativos da ação lesiva ao meio ambiente.

Por fim, o Principio do Poluidor-Pagador não visa autorizar o direito de poluir, pelo contrário, ele tem uma vocação preventiva e também uma vocação repressiva, para evitar que o dano ao meio ambiente fique sem reparação. Além do que, a política ambiental deve estar voltada para a ação preventiva para o momento anterior à da consumação; que diante da pouca eficácia da reparação, quase sempre incerta e excessivamente onerosa.

A ISO 14001 e a questão do poluidor-pagador

A questão ambiental é o tema central da ISO 14001. A norma enfatiza que a responsabilidade ambiental é um pré-requisito para a sobrevivências das espécies da fauna, flora e o meio ambiente em geral.

A ISO 14001 indica ferramentas pertinentes à cada organização: como avaliação do desempenho ambiental, quantificação e relato de emissões de gases do efeito estufa, avaliação do ciclo de vida, rotulagem ambiental , dentre outros. São mais de 30 normatizações e guias que compõem a série ISO 14001.

A ISO 14001 recomenda também que as organizações respeitem e promovam os seguintes princípios ambientais:

  • Poluidor pagador: recomenda-se que as organizações arquem com os custos da poluição causada por suas atividades, de acordo com a extensão do impacto ambiental na sociedade e a ação corretiva exigida, ou na medida em que a poluição ultrapassa um nível considerado aceitável pela legislação. Para tanto, as organizações deveriam se esforçar para internalizar o custo da poluição e quantificar os benefícios econômicos de prevenir a poluição, em vez de mitigar seus impactos.
  • Gerenciamento dos resíduos sólidos: aqui recomenda-se a implantação do Gerenciamento dos Resíduos Sólidos, para evitar, reduzir os resíduos gerados por suas atividades. E também a conscientização de todos da empresa.

A Verde Ghaia conta com ferramentas e plataformas que podem auxiliar a sua empresa no controle da emissão da poluição, contemplando todos os processos no gerenciamento ambiental da empresa.

Entenda como a Certificação LEED pode auxiliar sua empresa em construções sustentáveis

A Certificação Leadership in Energy and Environmental Design (LEDD) é uma certificação para construções sustentáveis, concebida pela Organização não governamental (ONG) americana US Green Building Council (USGBC), de acordo com os critérios de racionalização de recursos (energia, água, etc) atendidos por um edifício.

A certificação LEED é a mais reconhecida e utilizada internacionalmente, inclusive no Brasil.

Como obter a certificação LEED?

A certificação LEED pode ser utilizada para todos os tipos de edifícios e pode ser aplicada em qualquer fase do empreendimento.

Os projetos que buscam a certificação LEED serão analisados em oito dimensões. Todas possuem pré-requisitos (práticas obrigatórias) e créditos (recomendações) que a medida que são atendidos garantem pontos à edificação.

O nível da certificação é definido conforme a quantidade de pontos adquiridos, podendo variar de 40 pontos a 110 pontos. Os níveis são: Certificado, Silver, Gold e Plantinum.

Veja abaixo as tipologias da Certificação LEED:

Novas Construções: fornece parâmetros para construir um edifício que considere a sustentabilidade de maneira holística, dando a chance de acertar em cheio cada aspecto sustentável, maximizando seus benefícios.

Design de interiores: essa certificação oferece as equipes de projeto, que não tem controle sobre a operação do edifício inteiro, a oportunidade de criar espaços internos que são melhores para o planeta e para o indivíduo.

Edifícios existentes: auxilia os edifícios a serem mais sustentáveis. Pode ser aplicado em diversos tipos de projetos, desde prédios comerciais a shopping centers.

ND: inspira e ajuda a criar bairros melhores, mais sustentáveis, considerando as comunidades, não só os edifícios.

No Brasil temos mais certificações:

Retail NC e CI: para lojas e varejos;

Healthcare: para unidades de saúde;

EB_OM: para projetos de manutenção de edifícios já existentes. A certificação é baseada no desemprenho de melhoria da edificação existente.

Schools: para escolas;

CI: para projetos de interior ou edifícios comerciais. Para interiores de edificações comerciais realizada somente para os inquilinos de área de escritórios em melhorias de instalações existentes ou novas edificações;

Além dos diferentes tipos e necessidades, as certificações também têm diferentes níveis de acordo com o desempenho do empreendimento, de acordo com sua pontuação:

Níveis de certificações LEED: Silver (prata), Gold (ouro), plantinum (platina)

No Brasil aproximadamente 40 empreendimentos obtiveram a certificação, dentre os edifícios estão: escolas, hospitais, bancos, prédios comerciais.

Os benefícios de obter a certificação LEED são muitos, confira:

  • Econômicos: diminuição dos custos operacionais, diminuição dos riscos regulatórios, valorização do imóvel para revenda ou arrendamento, aumento na velocidade de ocupação, aumento da retenção, modernização e menor obsolescência da edificação;
  • Sociais: melhora na segurança e priorização da saúde dos trabalhadores e ocupantes, inclusão social e aumento do senso de comunidade, capacitação profissional, conscientização de trabalhadores e usuários, aumento da produtividade do funcionário, melhora na recuperação de pacientes (em hospitais); melhora no desempenho de alunos (em escolas); aumento no ímpeto de compra de consumidores (em comércios); incentivo a fornecedores com maiores responsabilidades socioambientais; aumento da satisfação e bem estar dos usuários; estímulo a políticas públicas de fomento a Construção Sustentável.
  • Ambientais: uso racional e redução da extração dos recursos naturais; redução do consumo de água e energia, implantação consciente e ordenada, mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, uso de materiais e tecnologias de baixo impacto ambiental, redução, tratamento e ressudo dos resíduos da construção e operação.

 

Qual é o custo da certificação LEED?

  • Custo da certificação pelo USGB: são taxas em US Dollars variando conforme o tipo de certificação e tamanho da obra.
  • Custo de consultoria especializada: esse não é um item obrigatório, mas altamente recomendado. Representa as despesas com o apoio técnico de especialistas na obtenção do selo LEED, podendo custar de 0,5% a 1,0% do custo da obra;
  • Acréscimo nos custos da obra: estres são provocados pelas alterações de projeto devido a adoção de práticas sustentáveis para atender aos critérios desse certificado de edifício verde. Os custos adicionais da obra também variam em função da classificação almejada, estima-se em 1% para o selo “Certificated” e 10% para o “Platinum’.

Passo a passo para a certificação LEED

  1. Escolher a tipologia do projeto;
  2. Registrar-se pelo LEED ON LINE;
  3. Enviar os templates pelo LEED ON LINE;
  4. O material enviado será analisado por uma empresa de auditoria;
  5. Caso tudo estiver correto, receberá o aviso positivando a Certificação.

Como fica a questão dos resíduos sólidos para a certificação LEED?

A certificação LEED avalia o desempenho ambiental das edificações através da pontuação pelo cumprimento dos requisitos de cada critério adotado pelo tipo de certificação escolhida. Um dos requisitos é considerado o ciclo de vida do empreendimento desde a sua concepção, construção, operação e descarte de resíduos após sua vida útil.

Os critérios da avaliação são em relação: ao espaço sustentável, eficiência do uso da água, energia e atmosfera, materiais e recursos, qualidade ambiental interna, e Inovação de Processo e Projeto.

Lembrando que cada tipologia de certificação tem os critérios de acordo com a classificação do empreendimento.

Resíduos da construção civil

Um bom preceito para obter a certificação LEED para construção civil, é se balizar na implantação dos 3 R’s: Reduzir, Reutilizar e Reciclar.

A obra deverá buscar ações sustentáveis que atendam aos requisitos do LEED, segue alguns exemplos: controle de sedimentação e erosão, ter controle dos resíduos gerados, fazer a separação dos resíduos, reutilização de água, armazenamento de cisterna para reaproveitamento na própria obra, dentre outras ações ambientalmente corretas.

Então, resumidamente, deve-se fazer o gerenciamento dos resíduos da construção, com a redução e disposição correta dos resíduos da obra e realizar a promoção da reciclagem dos materiais.

PGRSS + ISO 14001 + LEED

Uma coisa puxa a outra, o empreendimento que já tiver um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRSS), descrevendo suas ações relativas aos resíduos sólidos, contemplando os aspectos referentes à segregação, geração, acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte, tratamento e disposição; – assim será um caminho facilitador para obtenção das certificações ambientais: ISO 14001 e LEED.

Dependendo do tipo do seu empreendimento, a equipe da Verde Ghaia e a equipe VG Resíduos irá indicar a melhor certificação para você!

Vejamos:

Cada empreendimento tem suas especificidades de impactos ambientais. Uma loja comercial por exemplo, poderia ter melhores resultados com a certificação de edifícios da LEED, que analisa o consumo de energia e iniciativas de eficiência energética, então obterá o selo LEED de acordo com o estágio do Sistema de Gestão adotado.

Já a ISO 14001 seria mais adequado para empreendimentos maiores, com utilização de grandes áreas e impactos ambientais maiores. Porém, existem grandes lojas que tem o certificado ISO 14001 e que tem uma ação efetiva de gestão ambiental, e com isso consegue ter pontuações para avaliações internacionais, case seja de interesse da empresa.

A equipe qualificada da Verde Ghaia irá verificar o que é melhor sua empresa, oferecendo sempre as melhores soluções!

Padrões de produção e consumo em direção ao desenvolvimento sustentável

O termo desenvolvimento sustentável surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento criada pelas Nações Unidas. O objetivo do encontro foi discutir e propor meios de viabilizar o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental.

Resumidamente, o desenvolvimento sustentável sugere mais qualidade ao invés da quantidade, estimulando assim a redução do uso de matérias-primas, produtos/insumos e aumentando a reutilização e reciclagem.

Com o aumento da demanda de consumo e produção em larga escala, estamos diante de uma explosão global de crescimento das cidades, indústrias, veículos, produtos eletrônicos, entre outros. Por esses motivos associados a falta de controle ambiental, gera-se inúmeros prejuízos para o ar, solo e água.

O desenvolvimento econômico é necessário, porém o ideal para todos e para o meio ambiente, é que ele ocorra com respeito e consciência ambiental.

Há muitas formas de promover o desenvolvimento sustentável

 

É possível conciliar desenvolvimento econômico, preservação do meio ambiente, responsabilidade social (acesso aos serviços públicos de qualidade), a qualidade de vida e o uso racional dos recursos da natureza (água, ar e solo).

Vejamos algumas possibilidades de promover o desenvolvimento sustentável:

  • Reciclagem de materiais: papel, alumínio, plástico, vidro, ferro, borracha, etc.;
  • Segregação do lixo;
  • Coleta seletiva;
  • Tratamento dos esgotos industriais e sanitário antes de serem ecoados nos rios e lagos;
  • Descarte correto de baterias e equipamentos eletrônicos em locias especializados;
  • Geração de energia através de fontes não poluentes como: eólica, solar e geotérmica;
  • Utilização de sacolas de papel nos mercados e farmácias;
  • Utilização racional dos recursos da natureza, principalmente água;
  • Diminuição da utilização de combustíveis fósseis (gasolina), substituindo por biocombustível;
  • Utilização de técnicas agrícolas que não prejudicam o meio ambiente;
  • Incentivo de utilização de meios de transportes coletivos;
  • Incentivo ao transporte solidário (veículo com várias pessoas);
  • Combate ao desmatamento ilegal de matas e florestas;
  • Combate às ocupações irregulares em regiões de mananciais;
  • Incentivo à educação ambiental nas empresas e escolas;
  • Criação de áreas verdes nos centros urbanos;
  • Manutenção e preservação dos ecossistemas;
  • Incentivo da implantação dos telhados verdes, nos centros urbanos;
  • Respeito e cumprimento das leis trabalhistas;
  • Valorização da produção e consumo de alimentos orgânicos;
  • Utilização de Gestão ambiental nas indústrias, empresas e órgãos públicos.

Estratégia eficiente para o desenvolvimento sustentável das empresas

É de consenso geral que a ferramenta-chave para uma empresa ser sustentável são os indicadores e parâmetros presentes na ISO 14000. Eles são úteis para refletir sobre as condições do sistema de uma empresa, através de médias aritméticas simples e porcentagens.

Os indicadores para verificação e acompanhamento do desempenho gerencial, referem-se a:

Política ambiental Número de objetivos e metas atingidos;

Grau de implementação de práticas de operação;

Número de iniciativas implementadas para prevenção da poluição;

Número de fornecedores e prestadores de serviço consultados sobre questões ambientais;

Número de fornecedores certificados com a norma ambiental;

Índice de percentual de clientes satisfeitos com o desempenho ambiental;

Percentual de atuação em responsabilidade ambiental;

Frequência de relacionamento com o sindicato e com a comunidade vizinha;

Percentual de resultado total investido em ações ambientais.

Requisitos legais e outros Número de multas e penalidades ou os custos a elas atribuídos;

Cumprimento da legislação;

Número de queixas relatadas do meio ambiente;

Número de não conformidades legais registradas;

Total de infrações e multas ambientais;

Total do passivo ambiental da organização em sua comunidade;

Certificações ambientais obtidas;

Extensão de áreas da organização em áreas legalmente protegidas;

 

Objetivos e metas Número de empregados que participam de programas ambientais;

Número de empregados treinados x número de empregados que necessitam treinamento;

Número de tecnologias limpas;

Consumo de energia por empregado ou por valor adicionado;

Total de resíduos por tonelada produzida;

Recursos, funções, responsabilidades e autoridades Investimentos em equipamentos de controle ambiental;

Investimentos relacionados ao meio ambiente;

Gerentes com responsabilidade ambiental;

Retorno sobre o investimento para projetos de melhoria contínua;

Economia obtida através da redução do uso dos recursos, da prevenção de poluição ou da reciclagem de resíduos;

Investimento em educação e treinamento ambiental;

Investimento em reciclagem e reutilização;

Competência, treinamento e conscientização Progresso nas atividades de remediação local;

Número de iniciativas locais de reciclagem patrocinadas;

Treinamento ambiental;

Atividades e treinamento desenvolvidos no campo ambiental

Comunicação Número de consultas ou comentários sobre questões relacionadas ao meio ambiente;

Número de locais com relatório ambientais;

Numero de reclamações da comunidade;

Percentual de reclamações relacionadas a algum fator ambiental.

Preparação e resposta a emergências Número de simulados de emergências realizados;

Percentagem de simulados de preparação e resposta às emergências.

Avaliação dos requisitos legais e outros Tempo para responder ou corrigir os incidentes ambientais;

Grau de atendimento a regulamentos;

Número de relatório impressos positivos e negativos das atividades ambientais da companhia;

Número de iniciativas do meio ambiente externo relatadas para suportar a companhia

Não conformidade, ação corretiva e ação preventiva Número de ações corretivas identificadas que foram encerradas ou não;

Número e tipo de incidências de não cumprimento dos padrões nacionais ou internacionais vigentes;

Número de penalidades em caso de não conformidades com questões ambientais

Aspectos ambientais Quantidade de materiais usados por unidade de produto;

Quantidade de materiais processados ou reciclados;

Quantidade de água reutilizada;

Quantidade de cada tipo de energia utilizada;

Quantidade de resíduos para disposição;

Quantidade de resíduos contratados por licenças;

Quantidade de emissões específicas por ano;

Quantidade de efluentes por serviço;

Quantidade de materiais perigosos usados por prestadores de serviços contratados;

Consumo de materiais e embalagens;

Volume total de efluentes líquidos;

Volume de eletricidade adquirida;

Consumo total de água; consumo total de combustíveis.

Controle operacional Área total de solo usada para fins de produção;

Consumo médio de combustível da frota de veículos;

Número de viagens a negócios por modo de transporte;

Consumo de água mensal por pessoa;

Consumo de energia elétrica por pessoa

Consumo específico de água e recirculação da água;

Monitoramento e medição Número de produtos introduzidos no mercado com propriedades perigosas reduzidas;

Índice de produtos defeituosos;

Duração do uso do produto;

Quantidade de combustível consumido;

Quantidade de materiais usados durante os serviços de pós-venda dos produtos;

Investimento em gás natural

 

Na nova versão da ISO 14001 é possível verificar as alterações dos indicadores acima descritos, lembrando que foram apresentados apenas alguns, sendo que a norma tem cerca de 200 indicadores.

Com a Certificação do Sistema de Gestão Ambiental, o empreendedor consegue garantir e manter os padrões sustentáveis da sua produção e consumo, avaliando os impactos ambientais, e também sociais e econômicos ao longo de todo seu ciclo de vida, garantindo um produto de qualidade ao consumidor.

Vale lembrar de um importante padrão sustentável de produção e consumo que é a logística reversa. Trata-se de uma ferramenta de desenvolvimento econômico e social com procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e restituição dos resíduos no setor empresarial para reaproveitamento no seu ciclo de produção em outros ciclos produtivos dentro da cadeia operacional, definido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

Nova versão da ISO 14001

A nova versão da ISO 14001 foi publicada no final do ano de 2015. A Verde Ghaia já está preparada para te dar todo suporte e assistência para a implantação e atualização da Certificação ISO 14001 2015 pela startup Consultoria Online

Entre em contato com os consultores da Verde Ghaia e inicie sua Certificação já! Conheça também a plataforma para Gerenciamento de resíduos.

ANTT 5232: veja o que mudou na Resolução de transportes de produtos perigosos!

A Resolução de transportes de produtos perigosos é extensa e trazem muitas obrigações que devem ser observadas e atendidas pelas empresas. Para auxiliar as organizações no cumprimento da resolução, a VG Resíduos traz um checklist com as principais alterações.

No dia 16 de janeiro de 2016 foi publicada no Diário Oficial da União, a nova Resolução ANTT 5232/2016, substituindo a Resolução ANTT 420/2004. Essa Resolução é considerada uma das mais importantes no quesito transportes de resíduos perigosos.

O prazo para adequação à essa nova Resolução era de sete meses a partir da data da sua publicação, e foi prorrogada para doze meses, com a publicação da Resolução da ANTT 5377/17 no dia 29 de junho de 2017. Durante esse período, fica valendo a Resolução ANTT 420/2004.

Vejamos algumas alterações na Resolução de transportes:

  • Classe de Risco – Nome e Critério de classificação

O nome da Classe 9 antes era “Substância e artigos perigosos diversos”, agora alterou para “Substâncias e artigos perigosos diversos, incluindo substância que apresentam riscos para o meio ambiente”. Com a alteração, agora traz os critérios para a classificação das substâncias que apresentam riscos ao meio ambiente.

Todas as pilhas e baterias, que contenham ou não lítio receberão atenção especial. Elas deverão ser alocadas aos números ONU 3090, 3091, 3480 e 3481. Podem ser transportadas desde que atentam as provisões estabelecidas.

Foram alteradas as definições das condições de transporte da Classe 2 – Gases, de acordo com seu estado físico: gás comprimido, gás liquefeito, gás liquefeito refrigerado, gás dissolvido e gás adsorvido.

O critério de classificação dos líquidos inflamáveis foram alterados. Agora o ponto de fulgor terá o limite de 60°C e não mais 60,5°C.

  • Tabela de precedência de riscos

Deverá avaliar a nova tabela de precedência de riscos, tendo em vista que algumas classes e subclasses perderem precedência na tabela. Com isso, algumas alterações podem ocorrer na composição do número de risco de alguns produtos.

  • Transporte em quantidade limitada

Alterada a nomenclatura “unidade de transporte” para “veículo”.

O transporte de produtos perigosos em Quantidade Limitada agora passa a ser identificado nas embalagens e no Documento Fiscal.

Volumes contendo produtos perigosos em quantidade limitada por embalagem interna devem portar o símbolo abaixo:

Caso o produto classificado como perigoso esteja embalado em quantidade limitada por embalagem interna estiveram acondicionado em uma sobreembalagem, então deverão atender as aplicações abaixo:

  • A sobreembalagem deve ser marcada com a palavra “SOBREEMBALAGEM”, com as letras medindo no mínimo 12 mm. A menos que as marcações dos volumes representativos de todos os produtos perigosos contidos na sobreembalagem estejam visíveis.
  • A sobreembalagem deverá ser marcada com o símbolo estabelecido na figura acima.
  • Acidentes com produtos perigosos

O transportador rodoviário de produtos perigosos deverá comunicar, através do Sistema Nacional de Emergências Ambientais (SIEMA), instituído pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

  • Documento Fiscal e Declaração do Expedidor

No documento fiscal deverá ser padronizada a forma como é apresentada a descrição dos produtos na seguinte sequência:

  1. a) o número ONU, precedido das letras “UN” ou “ONU”;
  2. b) o nome apropriado para embarque;
  3. c) o número da Classe de Risco principal ou, quando aplicável, da Subclasse de Risco do produto, acompanhado, para a Classe 1, da letra correspondente ao Grupo de Compatibilidade. As palavras “Classe” ou “Subclasse” podem ser incluídas antes do número da Classe ou da Subclasse de Risco principal;
  4. d) quando aplicável, o número da Classe ou da Subclasse dos riscos subsidiários correspondentes, figurado entre parênteses, depois do número da Classe ou da Subclasse de Risco principal. As palavras “Classe” ou “Subclasse” podem ser incluídas antes dos números da Classe ou da Subclasse de Risco subsidiário;
  5. e) o Grupo de Embalagem correspondente à substância ou artigo, podendo ser precedido das letras “GE” (por exemplo, “GE II”), quando constar na Coluna 6 da Relação de Produtos Perigosos ou em alguma Provisão Especial; As informações da descrição dos produtos perigosos devem ser apresentadas, sem outra informação adicional interposta, na sequência indicada (não pode alterar a sequência) como demonstrado abaixo: ONU 1098 ÁLCOOL ALÍLICO 6.1 (3) I ONU 1098, ÁLCOOL ALÍLICO, Subclasse 6.1, (Classe 3), GE I A informação exigida da “quantidade total por produto perigoso” pode ser inserida após o grupo de embalagem ou em campo próprio do documento fiscal, quando houver, separada da demais informações da descrição do produto.

A Declaração de responsabilidade do expedidor deverá ter o seguinte texto padronizado: “Declaro que os produtos perigosos estão adequadamente classificados, embalados, identificados, e estivados para suportar os riscos das operações de transporte e que atendem às exigências da regulamentação”.

Para a declaração do expedidor não é mais exigido a data e assinatura se está for impressa no documento Fiscal. Quando essa não for apresentada impressa, deverá ser assinada e datada pelo expedidor, e deve conter informação que possibilite a identificação do responsável pela sua emissão: RG, CPF ou CNPJ.

 Como a nova versão da ISO 14001 pode te ajudar?

A nova versão da ISO 14001, realiza a avaliação inicial da certificação das embalagens e de todos os registros relativos à implementação do Sistema de Gestão Ambiental devem estar prontamente disponíveis para a avaliação do Organismo de Certificação do Produto (OCP). A empresa tendo a Certificação Ambiental, o OCP analisa a documentação pertinente à certificação de embalagem, garantindo que os requisitos foram avaliados com foco no produto a ser certificado, facilitando assim a homologação.

Gerenciamento de Resíduos sólidos

Um dos requisitos da ISO 14001 é o plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRSS), que tem sua devida importância na classificação dessas embalagens, utilizando a classificação segundo o grau de periculosidade:

  • Resíduos classe I – resíduos perigosos: resíduos que em função de suas propriedades físico-químicas e infectocontagiosas podem apresentar risco à saúde pública e ao meio ambiente;
  • Resíduos classe II A – não inertes: os resíduos, como: matérias orgânicas, papéis, vidros e metais podem ser dispostos em aterros sanitários ou reciclados, com a avaliação potencial de reciclagem;
  • Resíduos Classe IIB – inertes: podem ser dispostos em aterros sanitários ou reciclados, pois não sofrem qualquer tipo de alteração em sua composição com o passar do tempo, como exemplo: resíduos, entulhos, sucatas de ferro e aço.

NR-16

A Norma Regulamentadora NR-16, que fala sobre Atividades e Operações perigosas com inflamáveis, tem um item sobre a NBR 11564/91, vejamos:

4 – Não caracterizam periculosidade, para fins de percepção de adicional:

4.1 – o manuseio, a armazenagem e o transporte de líquidos inflamáveis em embalagens certificadas, simples, compostas ou combinadas, desde que obedecidos os limites consignados no Quadro I abaixo, independentemente do número total de embalagens manuseadas, armazenadas ou transportadas, sempre que obedecidas as Normas Regulamentadoras expedidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego, a Norma NBR 11564/91 e a legislação sobre produtos perigosos relativa aos meios de transporte utilizados.

Os adicionais de periculosidade/insalubridade só são devidos ao trabalhador enquanto ele realizar atividades nas áreas perigosas ou em condições de exposição a agentes insalubres. Quando essas atividades não apresentarem mais riscos, seja de periculosidade ou de insalubridade, o trabalhador não recebe mais o respectivo adicional.

Resíduos Industriais

Os resíduos industriais deverão ser descartados e transportados em cumprimento das leis vigentes. Na questão do transporte a indústria deverá ficar atenta à classificação dos seus resíduos e seu transporte, atendendo à Resolução ANTT 5232/16.

Caso sua empresa trabalhe com transporte de produtos perigosos ou tem terceirizadas que realizam essa atividade, é bem provável que vocês tenham algumas dúvidas sobre o atendimento desta nova Resolução. Para receber auxilio nessa questão, entre em contato com a Verde Ghaia. A partir do sistema da VG Resíduos e da Consultoria Online atender aos requisitos da Resolução se tornará um processo muito mais prático e simples.

Mantenha-se atualizado e solicite um parecer técnico personalizado com o detalhamento das mudanças da Resolução 5232/16 nos produtos da sua empresa.

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