Qual a diferença entre reciclagem e reutilização?

Reutilizar ou reciclar? Eis a questão!

Descobrir a melhor forma de destinação para os resíduos gerados nos processos produtivos e no consumo se tornou nos últimos anos um dos principais questionamentos de empresas, governos e da própria população.

Muitas questões como a diferença entre reciclagem e reutilização e principalmente qual delas seria a melhor forma de destinação para os resíduos têm tomado destaque em diversas organizações.

No tocante a diferença entre a reciclagem e reutilização, a resposta é clara:

Reciclagem consiste na separação e recuperação de materiais usados e descartados, que podem ser transformados novamente em matéria prima e incorporados novamente no processo produtivo.

Já a Reutilização é o uso de um produto por mais de uma vez, independentemente de ser na mesma função ou não.

Entretanto, responder qual delas seria a melhor forma de destinação exige uma análise aprofundada.

Considerando a reciclagem no Brasil

Considerando a reciclagem de alumínio temos que um quilo de alumínio possibilita a economia na extração de cerca de quatro quilos do minério bauxita. Já o processo de reciclagem utiliza cerca de apenas 7% da energia elétrica utilizada na produção primária do alumínio.

De acordo com os dados do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2016 a relação entre o volume de alumínio reciclado e o consumo doméstico em 2016 foi de 38,5%, conferindo ao país uma posição de destaque internacional principalmente pela eficiência no ciclo de reciclagem, cuja média mundial em 2014 foi de 27,1%.

Em 2015, o Brasil reciclou 602 mil toneladas de alumínio evitando a extração de aproximadamente 2.400 toneladas de minério de bauxita, além de custos consideráveis com energia logo após um ano em que o país enfrentou uma das maiores crises hídricas, com significativo aumento no valor da energia elétrica.

O Brasil também manteve a liderança mundial nas atividades de reciclagem do segmento de latas de alumínio para envase de bebidas; em 2015, atingiu o índice de 97,9%, que corresponde a 292,5 mil toneladas recicladas (49% do total de alumínio reciclado no país), seguido pelo Japão com 77,1% e Estados Unidos com 64,3%.

Plástico e a reciclagem

Já a reciclagem de plástico no Brasil é realizada na indústria que converte esses materiais após o consumo em grânulos passíveis de serem utilizados na produção de novos artefatos. Dentre os diversos tipos de plásticos utilizados, os dados disponíveis indicam que a reciclagem de PET diminuiu em 2015 com um índice de 51%.

A utilização de garrafas retornáveis se mostrou uma excelente forma de reutilização com significativa contribuição em termos de sustentabilidade. Para se ter uma ideia, um único vasilhame pode ser usado até 20 vezes antes de virar resíduo para reciclagem. Ao reutilizar uma garrafa 20 vezes, as empresas evitam a fabricação de outras 19.

Após a coleta das garrafas, estas embalagens passam por avaliação, de modo que garrafas com graves defeitos são enviadas para reciclagem, já as demais retornam para as fábricas, onde são novamente testadas e higienizadas para o reuso.

Fabricantes das bebidas mais consumidas no país estão investindo cada vez mais nas garrafas retornáveis e estimulando os consumidores a optarem por estas. A economia das empresas e do consumidor também entra na conta, a redução de custos no ponto de venda pode chegar a até 30%, na produção o corte de gastos também é representativo.

A Ambev, por exemplo, instalou em diversos pontos de vendas pelo país, máquinas coletoras de vasilhames. O consumidor pode ir a qualquer momento no supermercado, depositar suas garrafas e imprimir um tíquete correspondente ao desconto concedido conforme o número de garrafas devolvidas.

Outro fator de considerável relevância é que a quantidade de gás carbônico (CO2) emitido e de energia utilizadas na fabricação destes produtos chegam a ser 50% menor em comparação ao PET não retornável.

PNRS: Política Nacional de Resíduos Sólidos

A Lei nº 12.305/10, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) se mostra muito atual e contém instrumentos importantes para permitir o avanço necessário ao País no enfrentamento dos principais problemas ligados a gestão de resíduos no país.

A PNRS preconiza a prevenção e a redução na geração de resíduos, tendo como proposta a prática a conscientização, sensibilização e mudança de hábitos de consumo com vista nas melhores práticas sustentáveis. Além disso, a PNRS busca fomentar instrumentos que propiciem o aumento da reciclagem e da reutilização dos resíduos sólidos (aquilo que tem valor econômico e pode ser reciclado ou reaproveitado) e a destinação ambientalmente adequada dos rejeitos (aquilo que não pode ser reciclado ou reutilizado).

Uma importante definição da PNRS é a responsabilidade compartilhada do ciclo de vida dos produtos. Isso é – institui a responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduos: dos fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, o cidadão e titulares de serviços de manejo dos resíduos sólidos urbanos na Logística Reversa dos resíduos e embalagens pós-consumo.

A logística reversa em números

Em 2016, aproximadamente 44.528 toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas foram destinadas de forma ambientalmente correta em todo o país, representando 94% do total das embalagens primárias comercializadas, das quais 90% das embalagens foram enviadas para reciclagem e 4% para incineração.

Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), foi fundado em 2001 para realizar a gestão pós-consumo das embalagens vazias de agrotóxicos, de acordo com a Lei Federal nº 9.974/2000 e o Decreto Federal nº 4.074/2002 e para tanto opera o programa denominado Sistema Campo Limpo com a finalidade de realizar a logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas em todas as regiões do Brasil.

Outra entidade de importante relevância é a entidade gerenciadora da logística reversa de pneumáticos inservíveis (ANIP) que representa os fabricantes nacionais desses produtos. A logística reversa promovida pela RECICLANIP se estende a todas as regiões do país, impulsionada principalmente pela Resolução CONAMA Nº 416/2009, que estabeleceu a obrigatoriedade da presença de pontos de coleta de pneus inservíveis nos municípios com população acima de 100 mil habitantes.

Desde o início do programa, em 1999, até o final de 2016 foram coletados e destinados quase 4,2 milhões de toneladas de pneus inservíveis, o equivalente a 835 milhões de pneus de carro de passeio. Os pontos de coleta de pneus inservíveis nos municípios brasileiros eram 85 em 2004, e atingiram 1.025 estabelecimentos em 2016.

Outro exemplo de logística reversa, porém com viés simbiótico é o Programa Mineiro de Simbiose Industrial (PMSI) desenvolvido pela FIEMG em parceria com a FEAM (Fundação Estadual de Meio Ambiente) e com o CMRR (Centro Mineiro de Referência em Resíduos) aos moldes do programa britânico NISP (National Industrial Symbiosis Programme), cujo objetivo é promover interações lucrativas entre empresas de todos os setores da indústria. Estabelecendo negócios a partir dos recursos utilizados nos processos de produção. Ou seja, energia, água e materiais provenientes das indústrias que são recuperados, reprocessados e reutilizados por outras empresas.

Reciclar e reutilizar não são formas de destinação concorrentes!

Pelo contrário, são formas de destinação complementares que devem ser aprimoradas logisticamente e tecnologicamente. Visando integrar de forma simbiótica as são formas satisfatórias para a destinação de resíduos. De modo que possibilitam a melhor gestão e aproveitamento de resíduos possíveis, gerando benefícios ambientais, sociais e econômicos.

Se sua organização deseja integrar sistemas simbióticos de logística reversa e/ou realizar a adequada gestão de resíduos, o VGresíduos pode ser a melhor opção custo beneficio.  A ampla e consolidada experiência do grupo Verde Ghaia conferem a seus clientes maior seguridade e comodidade com atendimento inovador, resolutivo e online.

Quais são as atividades proibidas na área da disposição final?

A Lei 12.305 referente à Política Nacional de Resíduos Sólidos traz um conjunto de princípios, objetivos, diretrizes, metas e ações adotadas pelo Governo para o gerenciamento ambientalmente adequado dos resíduos sólidos.

A PNRS estabeleceu algumas atividades proibidas nas áreas indicadas para destinação ou disposição final dos resíduos sólidos e rejeitos. O objetivo dessas proibições são resguardar a integridade das áreas para disposição final, assegurando menor risco de novos impactos ambientais e riscos sobre a saúde humana.

O artigo 48 da PNRS contempla quais são as atividades proibidas nas áreas de disposição final: utilização dos rejeitos dispostos como alimentação; catação; criação de animais domésticos;  fixação de habitações temporárias ou permanentes; e outras atividades vedadas pelo poder público.

Gerenciamento de resíduos e a responsabilidade social

A PNRS traz a necessidade de resgatarmos uma dívida social com as camadas mais carentes e fragilizadas da população.

As proibições de atividades nas áreas de disposição final são uma garantia de maior dignidade as pessoas, evitando a degradação física e moral, a disseminação de doenças, o trabalho penoso e a sua permanência em áreas de risco.

A lei busca evitar que as pessoas sejam sujeitas, por suas limitações econômicas, a alimentar a sua família com lixo. Combate à exploração infantil, uma vez que muitas crianças, para ajudar a família, são obrigadas a trabalharem em lixões catando materiais que possam ser vendidos.

A PNRS está vinculada à garantia de trabalho digno proporcionando sua organização em cooperativas de catadores organizadas perante a lei.

Um dos avanços social significativo trago pela lei foi às cooperativas e demais formas de associação de catadores, pois proporcionam maior renda, garantias trabalhistas e a eliminação do trabalho infantil, dentre outros benefícios.

Para impedir a entrada de animais e demais vetores de doença, tais como ratos, cães, e outros nas áreas de disposição final de resíduos, a PNRS determinou o fim dos lixões e a criação de aterros sanitários

O que a proibição de atividades nas áreas de disposição final trouxe de positivo?

 

As atividades proibidas nas áreas de disposição final tiveram como intuito de acabar com os lixões.

Os lixões são áreas usadas como depósito público de lixo gerado pela população, sem condições adequadas de tratamento sanitário. Estes locais não possuem licenciamento ambiental, tão pouco regulamentação de quantidade e tipos de resíduos destinados. O lixo é disposto sem levar em consideração a sua classificação, misturando resíduos hospitalares, domésticos, industriais e perigosos.

Impactos que a proibição de atividades em áreas de disposição final gerou

 

Os lixões causam bastante impactos como degradação da paisagem natural, contaminação das águas superficiais e subterrâneas, contaminação do solo, depreciação da qualidade do solo, por meio de redução do processo de infiltração e danos à microbiota, além de supressão da vegetação local.

A proibição de certas atividades nas áreas de disposição diminui a proliferação de vetores como ratos, baratas, mosquitos, bactérias e vírus, que são responsáveis pela transmissão de várias doenças como leptospirose, dengue, cólera, diarreia, febre tifoide, dentre outras.

Socialmente os lixões são um problema, pois atraem catadores, que por não possuírem outra renda, encontram nos lixões sua fonte de subsistência, muitas vezes alimentando-se de resíduos encontrados nestes locais.

Impactos econômicos para a sociedade

Os lixões impactam economicamente a sociedade, pois os resíduos são descartados de maneira irregular. Os materiais que poderiam ser reinseridos em diversas cadeias produtivas, reduzindo custos de produção e obtenções de matéria prima são dispostos de maneira inadequada.

A presença dos lixões interfere na qualidade de vida da população circunvizinha, demonstrando que fatores como a presença de mosquitos, acompanhados do mau cheiro, da fumaça proveniente das queimadas e do chorume interferem diretamente na qualidade de vida da população local.

Inovações da política nacional de resíduos sólidos

 

A PNRS trouxe diversas inovações que poderão aperfeiçoar a gestão dos resíduos sólidos no Brasil e na sua empresa, dentre as quais podemos destacar a responsabilidade compartilhada, incentivo a não geração, redução, reutilização e reciclagem, gestão integrada dos resíduos sólidos, estímulo à implantação da coleta seletiva, estímulo à logística reversa, incentivo à implantação, formalização, aparelhamento e capacitação de cooperativas de catadores de resíduos.

As cooperativas de catadores resíduos são fundamentais para evitar as atividades proibidas nas áreas de disposição final.

Essas cooperativas por meio da organização produtiva atuam sob boas condições de trabalhos, o que com os lixões era sob condições precárias.

Desde 2002 que a atuação dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis é reconhecida como atividade profissional pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

As associações de catadores contribuem para o aumento da vida útil dos aterros sanitários e para a diminuição da demanda por recursos naturais.

As condições dos carroceiros e catadores que não associados as cooperativas são muitos desiguais

Gerenciamento de resíduos 

 

A disposição final adequada do lixo é um dos principais desafios que as cidades enfrentam atualmente.

A PNRS estabeleceu o fim dos lixões a céu e a utilização dos aterros sanitários e industriais como destino final dos resíduos. Em decorrência das exigências legais as empresas devem cumprir as normas de destinação de resíduos e as legislações referentes à disposição adequada.

As proibições de certas atividades dentro de um aterro sanitário contribuíram para inserir a responsabilidade social. Retirar e integrar em cooperativas famílias destes locais foi uma iniciativa para garantir a saúde dessas pessoas.

Cumprindo a Política Nacional de Resíduos as empresas devem realizar a disposição dos resíduos em locais adequados de acordo com a sua classificação. É responsabilidade das empresas dispor seus resíduos em aterros licenciados.

A  Verde Ghaia por meio de uma consultoria online oferece um serviço de qualidade com soluções para sua empresa no gerenciamento de resíduo.

Empresas certificadas pelo Sistema de Gestão Ambiental (ISO 14001) ou que almejam se certificarem devem realizar o gerenciamento de resíduos.

Entre em contanto e descubra as vantagens da adoção correta de métodos de gestão de resíduos a partir de ferramentas e auxílio de profissionais especialistas no assunto.

Entenda a diferença entre aterros sanitários e industriais

Para onde vai o resíduo que geramos? Essa é uma pergunta importante para pensar e questionar. No entanto, depois que o resíduo que produzimos em nosso dia a dia é recolhido, esquecemos-nos dos “incômodos” causados, principalmente ao meio ambiente, e achamos que o problema está resolvido.

Infelizmente depois da disposição final do resíduo é que o problema realmente começa. Isso porque nem todas as formas de destinação dos resíduos são adequadas provocando uma série de problemas para o meio ambiente.

Mas qual a destinação correta dos resíduos? Seria em aterros sanitários ou aterros industriais? Você sabe qual a diferença entre esses aterros?

Política Nacional de Resíduos Sólidos é uma lei (Lei nº 12.305/10) que trata sobre o gerenciamento de resíduo. A PNRS procura organizar a forma correta de tratamento do lixo, para isso exige dos setores públicos e privados transparência no gerenciamento de resíduos e principalmente o processo ideal de disposição dos resíduos sólidos.

É importante saber que o gerenciamento de resíduos faz parte das etapas de implantação da ISO 14001:2015 que pode ser implementada a partir do apoio técnico e experiente da Consultoria Online Verde Ghaia.

Disposição dos resíduos pelos Aterros Sanitários

A forma de disposição de resíduos mais comuns em todo planeta é o aterro sanitário. Para construir um aterro sanitário deve-se obedecer a específicos critérios técnicos para evitar problemas com poluição no solo, corpos hídricos e no ar.

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) define aterro sanitário como uma técnica de disposição de resíduos sólidos no solo, sem causar danos ou riscos à saúde pública e à segurança, minimizando os impactos ambientais.

O aterro utiliza princípios de engenharia para confinar os resíduos sólidos à menor área possível e reduzi-los ao menor volume possível, cobrindo-os com uma camada de terra na conclusão da jornada de trabalho ou a intervalos menores, se necessário.

Os setores dos aterros sanitários são:

  • Setor de preparação: local onde são realizados a impermeabilização e o nivelamento do terreno. As obras de drenagem para captação do chorume (ou percolado) para conduzi-lo ao tratamento, além das vias de circulação. Para evitar ou diminuir os odores e a poluição visual ao redor do aterro são plantados cercas vivas.
  • Setor de execução: é onde os resíduos são separados de acordo com suas características, pesados (com a finalidade de acompanhamento da quantidade de suporte do aterro) e depositados separadamente. Neste setor os resíduos que produzem material percolado são revestidos por uma camada selante.
  • Setor concluído: etapa em que um setor do aterro depois de atingido a capacidade de disposição é revegetado. Os setores concluídos devem ser objeto de contínuo e permanente  monitoramento para avaliar as obras de captação dos percolados e as obras de drenagem das águas superficiais, avaliar o sistema de queima dos gases e a eficiência dos trabalhos de revegetação.

Disposição de resíduos pelo Aterro industrial

Os aterros industriais destinam-se a armazenar os resíduos sólidos produzidos pelas indústrias dos mais variados segmentos.

Esses tipos de aterro precisam contar com impermeabilização das trincheiras, o tratamento de afluentes e dos gases liberados pelos materiais descartados, sistema de drenagem das águas pluviais e barracões especiais de reciclagem, armazenagem e manutenção.

Os aterros industriais são classificados nas classes I, II ou III, conforme a periculosidade dos resíduos a serem dispostos.

Esse tipo de aterro não pode ser instalado em áreas inundáveis, de recarga de aquíferos, em áreas de proteção de mananciais, mangues e habitat de espécies protegidas, ecossistemas de áreas frágeis ou em todas aquelas definidas como de preservação ambiental permanente, conforme legislação em vigor.

A estrutura dos aterros industriais é composta de um sistema de dupla impermeabilização.

A impermeabilização inferior é composta de manta sintética sobreposta a uma cama de argila. A manta sintética deve ter: resistência química aos resíduos a serem dispostos e as intempéries para suportar os ciclos de umedecimento; resistência à tração, flexibilidade e alongamento, suficiente para suportar os esforços de instalação e de operação; resistência à laceração, abrasão e punção de qualquer material pontiagudo ou cortante que possa estar presente nos resíduos. Precisa também de facilidade para execução de emendas e reparos em campo, em quaisquer circunstâncias.

A impermeabilização superior é composta de solo original para garantir o recobrimento com vegetação nativa, camada drenante, manta sintética com a mesma especificação utilizada no sistema de impermeabilização inferior e camada de argila.

A lei da política nacional de resíduos sólidos e a meta de implantação de aterros no Brasil

 

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) busca soluções para o mau destino dado aos resíduos sólidos, impondo a necessidade de substituir os lixões a céu aberto por aterros sanitários e industriais como medida de proteção ambiental.

Em 2008 o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizou uma Pesquisa Nacional de Saneamento Básico aonde foi demonstrado que somente 27.7% das cidades brasileiras possuíam aterros sanitários, 22.5% possuíam aterros controlados e 50,8% das cidades despejavam o lixo produzido em lixões.

Diante desse resultado, o PNRS impôs, dentre outras diretrizes, a gestão integrada e no gerenciamento dos resíduos sólidos e a erradicação dos lixões em todos os municípios do país até o ano de 2014 substituindo-os pela implantação de aterros sanitários.

No entanto, o Brasil hoje tem quase 3 mil lixões ou aterros irregulares que impactam a qualidade de vida de 77 milhões de brasileiros.

Consultoria em Gerenciamento de Resíduos

 

A quantificação de resíduos da geração, movimentação e destinação dos resíduos gerados nas atividades operacionais e administrativas de uma empresa é de extrema importância para a gestão de resíduos.

Esses valores obtidos servem de orientação e acompanhamento para as ações de Produção mais Limpa, assim como possibilitam maior organização e previsibilidade para as atividades das áreas de meio ambiente.

A sua empresa gera diversos resíduos e não sabe a forma correta e ambientalmente adequada para o descarte?  Vocês monitoram o volume de geração e qual a destinação dada a cada tipo de resíduo?

A Verde Ghaia é uma empresa especializada em consultoria. Através da plataforma VG Resíduos apresentamos uma solução prática e funcional que permite à sua empresa realizar a gestão completa do processo, monitorar históricos e tomar decisões estratégicas baseadas em gráficos e relatórios.

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Entenda a situação atual do Plano Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS)

A lei 12.305/2010, que institui sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos, apresentou para os Conselhos: Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), Conselho Nacional dos Recursos Hídricos (CNRH), Conselho Nacional das Cidades (Concidades) e Conselho Nacional da Saúde (CNS), a versão preliminar do Plano Nacional dos Resíduos Sólidos. A versão que irá valer é que será publicada em Decreto.

O Plano Nacional de Resíduos Sólidos contempla a problemática dos diversos tipos de resíduos gerados, as alternativas de gestão e gerenciamento passíveis de implementação, planos de metas, programas, projetos e ações correspondentes.

O documento, elaborado sob a coordenação do Comitê Interministerial da Política Nacional de Resíduos Sólidos – CI, composto por 12 ministérios, apresentou o diagnóstico atual dos resíduos sólidos no Brasil e o cenário ao qual devemos chegar até 2031, diretrizes, estratégias e metas que orientam as ações para o Brasil implantar a gestão ambientalmente adequada dos resíduos sólidos.

Elaboração dos PGRS

De acordo com a lei, estados e municípios só terão acesso a recursos da União destinados ao setor se elaborarem os planos. Empresas brasileiras de diversos setores precisam elaborar seus PGRS sob pena de pagarem multas e em alguns casos até mesmo sofrerem pena de reclusão de até três anos.

O Plano mantém relação com os Planos Nacionais de Mudanças do Clima (PNMC), de Recursos Hídricos (PNRH), de Saneamento Básico (Plansab) e de Produção e Consumo Sustentável (PPCS) e expõem conceitos e propostas para diversos setores da economia compatibilizando crescimento econômico e preservação ambiental, com desenvolvimento sustentável.

Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2008 a disposição final ambientalmente correta era realidade de apenas 1.092 dos 5564 municípios brasileiros. Felizmente, esse número cresceu em 2013 para 2,2 mil municípios, segundo levantamento do Ministério do Meio Ambiente.

Estrutura do Plano Nacional dos Resíduos Sólidos

A estrutura do Plano Nacional de Resíduos Sólidos constitui-se do Diagnóstico da Situação dos Resíduos Sólidos no Brasil, capítulo 1 elaborado pelo IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Em seguida o capítulo 2 que trata da construção de cenários. O capítulo 3 apresenta as propostas de diretrizes e estratégias por tipo de resíduo, para definição das metas.

O documento é finalizado com um descritivo geral dos Planos de Metas Favorável, Intermediário e Desfavorável por tipo de resíduo (resíduos sólidos urbanos e catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis; resíduos da construção civil; resíduos industriais; resíduos agrosilvopastoris; resíduos de mineração; resíduos de serviços de saúde; e resíduos de serviços de transportes).

O capítulo 1, o Diagnóstico descreve a situação da gestão dos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) no Brasil e as informações foram estruturadas seguindo o ciclo dos resíduos: geração, coleta (tradicional e seletiva), tratamento e disposição final, e o fluxo de cada um dos materiais recicláveis;

É feita breve análise dos aspectos econômicos da gestão de RSU e, finalmente, apresentadas algumas conclusões e recomendações. O diagnóstico de resíduos sólidos urbanos é analisado sob três universos:

– o primeiro considera o país como unidade de análise;

– no segundo trabalha-se com as cinco regiões brasileiras

– o terceiro considera o porte dos municípios, definido em função da população.

O capítulo dois aborda os cenários macroeconômicos e Institucionais, harmônicos com o Plansab, e descreve o Cenário 1, adotado, que indica um futuro possível e desejável, constituindo o ambiente para o planejamento e suas diretrizes, estratégias, metas, investimentos e procedimentos de caráter político-institucional necessários para alcançar o planejado.

Os Cenários 2 e 3 são descritos e mantidos como referências para o planejamento, caso o monitoramento do cenário indique significativos desvios do Cenário 1 em direção aos cenários alternativos, correções sejam implementadas nas premissas e proposições do Plano, incluindo metas e necessidades de investimentos.

Previsão do Plano Nacional de Resíduos Sólidos

O Cenário 1 projeta o Brasil em 2030 como um país saudável e sustentável, com elevada taxa de crescimento econômico e dos investimentos do setor público e do setor privado.

Prevê expressiva melhoria dos indicadores sociais; com redução das desigualdades urbanas e regionais, e melhoria do meio ambiente.

Nesse Cenário, o Estado brasileiro qualifica-se em seu papel de provedor dos serviços públicos, assumindo crescentemente a prestação de serviços, e de condutor das políticas públicas essenciais, como o saneamento básico, com garantia de direitos sociais e na variável ambiental um modelo de desenvolvimento com consumo sustentável.

Entenda os capítulos três e quatro do Plano Nacional de Resíduos Sólidos

O Capítulo 3 apresenta as principais Diretrizes e Estratégias relacionadas aos resíduos sólidos. As Diretrizes apresentadas neste capítulo referem-se às linhas norteadoras por grandes temas, enquanto que as Estratégias referem-se a forma ou os meios, pelos quais as respectivas ações serão implementadas. Portanto, as Diretrizes e suas respectivas Estratégias definirão as ações e os programas a serem delineados com vistas ao atingimento das metas.

O Capítulo 4 apresenta as metas de curto, médio e longo prazo para resíduos sólidos, que se espera alcançar no horizonte temporal do Plano Nacional de Resíduos Sólidos. A periodicidade das metas foi definida de quatro em quatro anos, para coincidirem com os prazos do Plano PluriAnual (PPA) da União, quando estão previstas revisões deste plano.

As metas foram projetadas tendo como base os cenários descritos no Capítulo 2. Como a definição das metas não depende apenas dos cenários econômicos, estando atrelada também ao envolvimento e atuação dos três níveis de governo, da sociedade e da iniciativa privada, optou-se por apresentar três Planos de Metas: Proposta 1, com viés favorável, Proposta 2, com viés intermediário e Proposta 3, com viés pessimista.

Como a VG Resíduos pode te ajudar?

VG Resíduos, empresa do Grupo Verde Ghaia, tem toda sistemática para se ter sucesso no cumprimento da legislação vigente e na implantação da ISO 14001 versão 2015;  permitindo a empresa a realização completa do processo, monitoração dos históricos e tomada de decisões estratégicas baseadas em indicadores de desempenho.

O Grupo Verde Ghaia pode auxiliar prefeituras e empresas na elaboração dos Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos Urbanos, através da organização VG Resíduos.

Através de itens da ISO 14001, a consultoria on line da Verde Ghaia também poderá auxiliar na questão do melhoramento ambiental da sua cidade.

 

O que é a Economia Circular e como esse conceito pode beneficiar minha empresa?

Aprenda como os princípios da economia circular podem levar a sua empresa se tornar cada vez mais sustentável e lucrativa

Diante do aquecimento global e da constante poluição ao meio ambiente, tanto a sociedade contemporânea quanto o mercado têm se atentado cada vez mais às práticas sustentáveis e de conservação do meio ambiente. Nesse viés o conceito “Economia Circular” tem se tornado mais conhecido e relevante para a redução das agressões ao meio ambiente.

Imagine se ao invés de descartar celulares quebrados, máquinas de lavar louça, eletrodomésticos em desuso, esses itens de uso do dia a dia retornassem ao ciclo e pudessem ser novamente reutilizados? Não apenas aproveitados, mas reinseridos na cadeia de produção? Essa é uma das ideias que fundamentam o conceito de Economia Circular.

Vejamos mais alguns pontos fundamentais para a compreensão do termo.

O que é Economia Circular?

A Economia Circular é um conceito que repensa as práticas econômicas que ambiciona manter produtos, componentes e materiais em circulação tirando proveito do máximo de valor e utilidade entre ciclos técnicos e biológicos. Ela é semelhante a proposta de metodologia conhecida como “cradle to cradle”, traduzida como do berço ao berço.

Para visualizar melhor a proposta da Economia Circular, basta compreender que ela se inspira nos conceitos cíclicos da natureza onde todos os materiais como plantas, água ou alimentos são totalmente reaproveitados pelo meio ambiente. Um dos exemplos é o clico da água, em que nada é perdido ou descartado. A água é utilizada e retorna ao uso, com 100% de reaproveitamento.

A ideia da Economia Circular vai além do conceito dos três “R”s – reduzir, reutilizar e reciclar, isso porque ela reúne, pelo menos na teoria, o modelo sustentável com o ritmo tecnológico e comercial do mundo atual.

Para entender melhor o termo, é preciso saber que a Economia Circular é superior também a ideia que possuímos e praticamos no que diz respeito a reciclagem. O que praticamos hoje é na verdade uma ‘subciclagem’, ou downcycle, de materiais que não foram projetados com o reaproveitamento em mente.

O projeto de economia circular inclui também a criação de sistemas de reparo, reuso e remanufatura, além de uma reciclagem efetiva, em que matérias-primas mantém ou mesmo aumentam seu valor – a definição do termo upcycle, que poderia ser traduzido como uma ‘superciclagem’, em oposição à ‘subciclagem’ atual.

O termo surgiu a partir da união de outros conceitos já existentes como: design regenerativo, economia de performance, cradle to cradle – do berço ao berço, ecologia industrial, biomimética, blue economy e biologia sintética. A junção de tantos termos criados no último século foi com o intuito de desenvolver um modelo estrutural para a regeneração da sociedade.

A economia circular atua em oposição à economia linear, baseada nos processos “extrair – produzir – descartar”. Até então, essa era a prática mais vista e utilizada tanto pelas empresas quanto pela sociedade. O conceito fundamentado no processo circular onde os resíduos são insumos para produção de novos produtos tem se propagado com um interesse para um mundo mais sustentável.

Para entender melhor o conceito da economia circular, veja o gráfico abaixo:

Quando surgiu o conceito de Economia Circular?

Não se sabe ao certo a origem exata da expressão “Economia Circular”. Todavia alguns acadêmicos alegam que o economista britânico Kenneth Boulding é o pai do termo. Isso porque ele publicou um artigo no ano de 1966, “The economics of coming spaceship earth”. Neste texto, Boulding defendia que “o Homem tem de encontrar o seu lugar num sistema ecológico cíclico capaz de reprodução contínua de formas materiais desde que haja o necessário input energético”.

Há também outra linha de pensamento que o termo surgiu na China. Deve-se ao fato do país asiático ter incorporado nos 11º e 12º planos quinquenais como base do futuro crescimento econômico. Certo é que o lugar de destaque dado pelo maior país do mundo à ideia de economia circular contribuiu consideravelmente para a atenção que a “Economia Circular” tem merecido no Ocidente.

Embora não saiba ao certo a origem, é fato que o conceito possui ideias oriundas de diferentes escolas de pensamento e é possível traçar as suas raízes até ao século XVIII e às primeiras teorias econômicas surgidas nessa altura.

Benefícios da adoção da Economia Circular

São claras as vantagens em ter uma economia fundamentada no princípio de Economia Circular, um dos principais benefícios consiste na conservação do meio ambiente e dos recursos naturais. No Brasil há em torno de 190 milhões de pessoas gerando resíduos diariamente. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cada brasileiro produz cerca de um quilo de lixo por dia, ou seja mais de 180 mil toneladas são geradas todos os dias. Tanto resíduo sólido sendo produzido é necessário fazer algo urgente para transformação consciente de todo esse material. A economia circular se dá como uma ótima resposta para esse problema agravante.

Outro ponto importante a ser destacado é que contar com um sistema industrial intencionalmente reparador ou regenerativo, traz benefícios operacionais e estratégicos e um enorme potencial de inovação, geração de empregos e crescimento econômico.

Uma vantagem que vale ser informada é que a partir da Economia Circular o crescimento econômico se dissocia do consumo crescente de novos recursos, possibilitando o aproveitamento inteligente dos recursos que já se encontram em uso no processo produtivo, ou seja evitando novos gastos ou investimentos em produtos.

A economia de gastos das empresas é também outro ponto relevante na adoção desse conceito. Com a reutilização dos produtos, deixa-se de gastar com a aquisição de novos materiais para a produção, além de ganhos que a organização pode obter a partir da venda dos materiais que não são utilizados pela organização, mas talvez possam ser aproveitados por outras empresas.

Há também a valorização da marca perante a sociedade e o mercado, tendo em vista que é muito bem quistas empresas sustentáveis e ecologicamente corretas. Muitas marcas atualmente agregam o conceito de empresa limpa a sua identidade como é o caso da Natura, Mundo Verde, entre outras que somam esse valor como parte do marketing do empreendimento.

Para finalizar, vale lembrar que no Brasil foi aprovado em 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) que visa garantir a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, operação reversa e o acordo setorial. Assim, todos os agentes do ciclo produtivo, os consumidores e os serviços públicos devem minimizar o volume de resíduos sólidos e adotar práticas que assegurem que os produtos sejam reintegrados ao ciclo produtivo.

Nesse sentido para estar de acordo com a legislação brasileira é válido adotar o conceito de Economia Circular na empresa.

Como iniciar a prática da Economia circular no meu negócio?

É importante destacar que para manter o ciclo do produto em total reutilização é necessário que não apenas as empresas, mas todos envolvidos em alguma etapa de vida do produto estejam comprometidos com a Economia Circular. Haja vista que os materiais passam tanto do consumidor para a empresa e por aí se segue. As organizações precisam repensar a maneira como o produto é construído desde o design para que seja possível o ciclo se tornar completo.

Uma forma de adotar medidas inteligente ligadas ao sistema de gestão ambiental é a adoção dos requisitos da ISO 14001, norma criada pela Organização Internacional ISO, reconhecida no mundo inteiro. A ISO 14001 traz uma série de princípios e itens que as empresas devem adotar para melhorar a forma de atuação da empresa com o meio ambiente. A Consultoria Online Verde Ghaia auxilia grandes e pequenas empresas na implantação das normas de gestão, inclusive na ISO 14001 e oferece garantia de 100% na certificação.

Outra estratégia que pode ser utilizada para alcançar o conceito de economia circular é a utilização da ferramenta mercado de resíduos. Criada pela VG Resíduos, o Mercado de Resíduos é uma plataforma online de oferta e busca de resíduos e serviços. Ela cria oportunidades e otimiza a gestão das organizações para melhor aproveitamento e destinação dos resíduos.

A plataforma gera valor transformando o resíduo em insumo que possa ser aproveitado no processo produtivo de outras empresas e, ainda, estimula a destinação correta dos resíduos, minimizando impactos ambientais.

Utilizando-a a empresa terá como vender, trocar e comprar resíduo, além de contratar fornecedores para transporte e tratamento. Tudo isso com facilidade, economia e segurança!

 

 

 

 

Panorama geral dos status dos Acordos Setoriais

Compreenda o Panorama Geral de status dos acordos setoriais e os tipos de resíduos da logística reversa

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, instituiu vários princípios e instrumentos regulamentadores. Entre estes princípios temos a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto e alguns dos instrumentos são a logística reversa e o acordo setorial.

Princípio da responsabilidade compartilhada

 Pela definição da PNRS, entende-se  responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos como o “conjunto de atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, dos consumidores e dos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos. O intuito é minimizar o volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados, bem como para reduzir os impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental decorrentes do ciclo de vida dos produtos”.

Foi este princípio que impulsionou muitas empresas a melhorar a gestão ambiental a partir das normas ISO 14001:2015. Isso porque a normas ISO já traziam uma visão holística da gestão ambiental, incluindo a gestão de resíduos sólidos.

Instrumento da Logística Reversa

Segundo a PNRS, a logística reversa é um “instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada”.

A implantação da logística reversa no Brasil ocorre por meio de um Comitê Orientador para Implantação de Sistemas de Logística Reversa, que foi criado pelo Decreto Nº 7.404, de 23 de dezembro de 2010.

Este comitê é presidido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e por outros onze ministérios. Sua estrutura também inclui o Grupo Técnico de Assessoramento (GTA) e, a função do Comitê Orientador é conduzir a implantação da logística reversa, por meio de estudos de viabilidade técnica e econômica.

Quais Resíduos Sólidos precisa ter o Sistema de Logística Reversa?

A PNRS institui que tem que haver um sistema de logística reserva, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, para os seguintes resíduos sólidos:

“I – agrotóxicos, os resíduos e embalagens, assim como outros produtos cuja embalagem, após o uso, constitua resíduo perigoso, observadas as regras de gerenciamento de resíduos perigosos previstas em lei ou regulamento, em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama, do SNVS e do Suasa, ou em normas técnicas;

II – pilhas e baterias;

III – pneus;

IV – óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;

V – lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista;

VI – produtos eletroeletrônicos e seus componentes.”

Todos os envolvidos no processo produtivo e de comercialização destes produtos devem ser responsáveis pela implantação procedimentos de compra de produtos ou embalagens usados; criação de posto de coleta; e atuar em parceria com cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis.

Deve se destacar que sistema de logística reversa de agrotóxicos, os resíduos e embalagens seguem diretrizes específicas; dispostas na Lei no 7.802, de 11 de julho de 1989, e no Decreto no 4.074, de 4 de janeiro de 2002.

O que é o Acordo Setorial?

O acordo setorial é instrumento instituído pela PNRS, que permite acordos de cooperação entre poder público e privado para facilitar e potencializar o alcance do sistema de logística reversa.

Ao firmar acordos setoriais, o serviço público de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, pode ser encarregado de atividades de responsabilidade dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes nos sistemas de logística reversa dos produtos e embalagens. Em contrapartida deve ocorrer a devida remuneração por este serviço, previamente estabelecida no acordo.

O Decreto Nº 7.404, de 23 de dezembro de 2010, que regulamenta a PNRS, estabelece que os acordos setoriais podem ter a abrangência nacional, regional, estadual ou municipal. Quando iniciados pelos fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes, os acordos setoriais serão precedidos da apresentação de proposta formal pelos interessados ao Ministério de Meio Ambiente.

Quando iniciados pelo Poder Público, os acordos setoriais serão precedidos de editais de chamamento.

A PNRS estabelece que poderão participar da elaboração dos acordos setoriais representantes do Poder Público, dos fabricantes, importadores, comerciantes e distribuidores dos produtos e embalagens referidos no art. 33 da Lei nº 12.305, de 2010, das cooperativas ou outras formas de associações de catadores de materiais recicláveis ou reutilizáveis, das indústrias e entidades dedicadas à reutilização, ao tratamento e à reciclagem de resíduos sólidos, bem como das entidades de representação dos consumidores, entre outros.

Para estudar e buscar soluções de modelagem e governança para cada uma das cadeias de produtos escolhidas como prioritárias pelo COMITÊ ORIENTADOR foi criado cinco Grupos de Trabalho Temáticos – GTTs:

  • embalagens plásticas de óleos lubrificantes;
  • lâmpadas fluorescentes de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista;
  • produtos eletroeletrônicos e seus componentes;
  • embalagens em geral;
  • resíduos de medicamentos e suas embalagens;

Estes grupos temáticos têm como objetivo principal elaborar o edital de chamamento para a realização de acordos setoriais, bem como a coleta de subsídios para a realização de estudos de viabilidade técnica e econômica para implantação de sistemas de logística reversa – EVTE.

Somente após a aprovação da viabilidade técnica e econômica para implantação de sistema de logística reversa de uma determinada cadeia pelo COMITÊ ORIENTADOR, é que o edital de chamamento das propostas para acordo setorial torna-se público; para dar início aos trabalhos de elaboração destes acordos.

Qual o status dos acordos setoriais vigentes no Brasil?

Atualmente todos os grupos já concluíram seus trabalhos. A situação da implantação da logística reversa dessas cadeias é demostrada na tabela abaixo:

É possível notar que, atualmente, estão em vigor apenas os acordos setoriais das cadeias de embalagem plástica de óleos e lubrificantes; lâmpadas fluorescentes de vapor de sódios e mercúrio e de luz mista; e embalagens em geral.

As propostas de acordos setoriais para cadeias de medicamentos e de produtos eletroeletrônicos e seus componente ainda serão submetidas à consulta pública.

Desafios para a assinatura do acordo setorial

Alguns dos desafios para o estabelecimento de acordos setoriais são: o estudo com o reconhecimento de não periculosidade dos produtos descartados durante a fase de coleta, triagem e transporte; a renúncia da propriedade sobre o produto descartado; regulamentação no custeio da logística reversa (ecovalor); e regulamentação para que os não signatários do acordo setorial tenham as mesmas responsabilidades dos signatários.

Se sua empresa participa da cadeia produtivas de produtos que exigem a implantação de um sistema de logística reversa, recomendamos que busque consultaria especializada e certificação ISO 14001:20015.

Essas iniciativas facilitam a instalação e operação da sua empresa, bem como facilitam o acesso a crédito, reduzem valores de seguros, aumentam competitividade no mercado interno e externo. Para saber como participar de todas essas vantagens ou fazer uma proposta de acordo setorial, entre em contato com a Consultoria Online Verde Ghaia.

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