Gestão de resíduos em plataformas marítimas

Segundo estudo realizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) cerca de 54,3% dos resíduos sólidos produzidos em plataformas marítimas em alto mar são considerados perigosos.

As atividades de pesquisa sísmica marítima, perfuração de poços, produção e escoamento de petróleo e gás natural em águas brasileiras foram as principais responsáveis pela geração de aproximadamente 44.437 toneladas de resíduos sólidos.

Do total de resíduos sólidos gerados, 54,3% são resíduos Classe I (perigosos), o que indica a urgência na implementação da gestão de resíduos em plataformas marítimas.

A norma brasileira ABNT NBR 10.004/2004 classifica os resíduos de acordo com sua origem e/ou potencial de periculosidade da seguinte forma:

Classe I – Resíduos Perigosos

Aqueles que em função de sua periculosidade, podem causar danos à saúde e ao ambiente;

Classe II – Não perigosos,

São subdivididos em duas classes, sendo elas:

Classe IIA – Não inerte

Possuem características de solubilidade, podendo causar alterações em contato com água;

Classe IIB – Inerte

Não solúvel em água;

A atividade de exploração e produção marítima cresceu substancialmente no Brasil nos últimos 20 anos. Em função da abertura do mercado interno a empresas estrangeiras e principalmente pela descoberta do pré-sal.

A extração de petróleo e gás em alto mar tornou-se uma atividade comum no litoral brasileiro, demandando atenção e controle, devido ao significativo impacto ambiental gerado. Em função disso, seu licenciamento exige o estabelecimento de programas ambientais de controle da poluição (destaca-se que o licenciamento se dá na esfera Federal) que tem como objetivo:

  • O controle de despejo de efluentes,
  • O controle das emissões de gases e
  • A gestão dos resíduos

Licenciamento ambiental dos empreendimentos marítimos

 

A Coordenação Geral de Petróleo e Gás (CGPEG) da Diretoria de Licenciamento Ambiental (DILIC) do IBAMA realizou a padronização de procedimentos de análise de estudos e relatórios ambientais, aprimorando o acompanhamento da implementação das medidas mitigadoras dos impactos ambientais, no âmbito da concessão das licenças de plataformas marítimas.

Chegando ao estabelecimento da Nota Técnica CGPEG/DILIC/IBAMA n° 08/08, intitulada

“Projeto de Controle da Poluição: Diretrizes para apresentação, implementação e elaboração de relatórios, nos processos de licenciamento ambiental dos empreendimentos marítimos de exploração e produção de petróleo e gás”; que após revisão foi substituída pela Nota Técnica CGPEG/DILIC/IBAMA n° 01/2011 (com mesmo título da nota anterior).

Essa Nota Técnica estabelece que o empreendedor reporte os quantitativos dos resíduos gerados, armazenados e destinados, destacando ainda as formas de tratamento e disposição utilizadas. Exigindo, também, a definição de metas quantitativas para a redução na geração dos resíduos.

No escopo destinado ao gerenciamento de resíduos, a nota define que as informações deverão ser reportadas em forma de relatório ao IBAMA.

Os relatórios ambientais deverão conter indicadores, além de obedecer às definições especificas quanto à localização geográfica.

A CGPEG adotou uma divisão da costa brasileira em 10 Regiões com a finalidade de avaliar o impacto sinérgico e cumulativo da poluição sobre cada uma das Regiões ao longo do tempo.

A partir da divisão regional marítima, as empresas encaminham as informações consolidadas de todos os empreendimentos por região, de acordo com a periodicidade estabelecida na Nota Técnica e em função de cada tipo de atividade, sendo elas:

  • Sísmica
  • Perfuração e
  • Produção e Escoamento

De um modo geral, tanto as atividades sísmicas, quanto a perfuração de poços, produção e escoamento de petróleo e gás natural apresentam o potencial para geração de resíduos sólidos, ainda que em escalas e tipologias diferentes.

Gerenciamento de resíduos marítimos

A gestão dos resíduos voltada ao atendimento das regulamentações exige a elaboração de indicadores ambientais, que possibilitem acompanhar e gerenciar continuamente os valores a serem reportados, e principalmente, avaliar os percentuais relacionados às metas definidas pelo empreendedor.

Atender essas metas exige a adoção de ferramentas de ultima geração como um software de gestão de resíduos, consultorias e acompanhamento de empresas especializadas, que irão auxiliar na implementação e operação de um rigoroso sistema de gestão ambiental.

A identificação dos tipos de resíduos gerados, bem como dos respectivos quantitativos e principalmente das unidades geradoras no sistema é fundamental.

As plataformas marítimas podem ser classificadas da seguinte forma:

  1. Unidade Marítima

Unidade licenciada para as atividades de exploração e/ou produção de petróleo e gás. Comumente, nas atividades de perfuração, são utilizadas plataformas flutuantes semissubmersíveis ou navios-sondas. A perfuração é a etapa do processo em que é gerado o maior quantitativo de resíduos, principalmente os considerados perigosos.

Os resíduos gerados nas unidades são registrados por tipologia, através de um formulário próprio para o transporte marítimo de resíduos, depois transferidos para a embarcação de apoio.

  1. Embarcações de apoio:

São utilizados na logística de envio e recebimento de materiais para as unidades marítimas, como também no transporte dos resíduos gerados nas unidades. São Barcos rebocadores dedicados às atividades de exploração, produção e escoamento.

Também são gerados resíduos, de forma que devem obedecer à mesma sistemática adotada pelas unidades marítimas para fins de gestão dos resíduos.

  1. Base de apoio terrestre:

Consiste na instalação portuária destinada ao suporte logístico das atividades. É neste local onde é realizado o desembarque dos resíduos gerados pelas unidades marítimas e embarcações de apoio.

A base de apoio terrestre também é utilizada como local para o armazenamento de produtos químicos utilizados nas atividades de perfuração, bem como no suporte às operações de limpeza dos compartimentos das embarcações empregados para o transporte de produtos químicos, e no transporte dos resíduos líquidos ou pastosos.

É na base de apoio terrestre que os resíduos são desembarcados, pesados e encaminhados para tratamento e/ou disposição final.

Identificação e Classificação dos Resíduos produzidos nas plataformas marítimas

Nas atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural são gerados resíduos oriundos tanto do processo como das atividades humanas. Isso porque, os tripulantes que trabalham nas plataformas e navios produzem resíduos e efluentes.

 

Como medida de mitigação e visando à reciclagem do maior quantitativo possível dos resíduos gerados, o Ibama estabeleceu a implementação obrigatória de programas de coleta seletiva nas plataformas. De modo, a segregar o maior quantitativo possível de resíduos recicláveis, possibilitando assim, o envio para o tratamento e destinação que causem menos impacto no ambiente e possibilitem o retorno dos resíduos à cadeia de consumo, através do processo de logística reversa.

 

Comparado ao quantitativo de resíduos perigosos gerados, os resíduos recicláveis, ou não perigosos representam uma parcela mínima do total de resíduos gerados. Entretanto, tratando-se de resíduos toda iniciativa que fomente a destinação adequada necessitam de igual atenção por parte das organizações.

Conheça os métodos mais utilizados no reaproveitamento de resíduos

reaproveitamento dos resíduos sólidos

O reaproveitamento dos resíduos sólidos é considerado uma realidade cada vez mais praticada pelas pessoas e empresas. É uma uma necessidade para manter a qualidade dos ecossistemas, e a qualidade de vida das pessoas nos centros urbanos. Apontaremos cinco métodos mais utilizados para o reaproveitamento dos resíduos.

Para que os resíduos possam ser reutilizados, estes devem ser classificados e caracterizados de acordo com suas características. Assim,  o seu reaproveitamento irá permitir uma reutilização sem perda significativa da sua qualidade inicial, conforme comanda a Lei 12.305/2010, Política Nacional dos Resíduos Sólidos.

A finalidade do reaproveitamento dos resíduos sólidos é a de prolongar a sua vida útil. Para isso esses produtos devem possuir uma indicação de quantos ciclos de produção podem passar sem afetar suas características principais. Acompanhe!

Qual a relação entre coleta seletiva de resíduos e a reciclagem?

Vejamos os tipos de resíduos

reaproveitamento dos resíduos sólidos

Sabe-se que alguns materiais são muito perigosos para o meio ambiente, devido ao seu tempo de decomposição. Para isso, a coleta seletiva é essencial para separar os resíduos sólidos. Dentre alguns resíduos que merecem atenção especial citamos as pilhas e baterias, compostos por produtos químicos tóxicos e contaminantes para a água e o solo.

De acordo com a Política Nacional dos Resíduos Sólidos, é de responsabilidade do fabricante a destinação das sobras dos componentes. De acordo com o critério de origem e produção, o resíduo pode ser classificado como:

  • Doméstico: restos de alimentos, resíduos sanitários, papel, plástico, vidro;
  • Comercial: papel, papelão, embalagens, plásticos, restos orgânicos e sanitários;
  • Industrial: cinzas, óleos, plásticos, papéis, borrachas, etc;
  • Hospitalar: seringas, agulhas, curativos;
  • Agrícola: embalagens de defensivos agrícolas, restos orgânicos e produtos veterinários;
  • Especial: podas de jardins, entulhos de construção civil e animais mortos.

Todo tipo de resíduos podem ser reaproveitados, inclusive o orgânico, podendo ser utilizado na compostagem de adubos e fertilizantes.

Alguns exemplos do reaproveitamento de resíduos

reaproveitamento dos resíduos sólidos

Um bom exemplo de produtos que podem ser reutilizados são as embalagens. As garrafas plásticas podem ser reprocessadas várias vezes. E as garrafas de vidros tem vida útil em torno de 1 ano ou 25 lavagens.

As pilhas e baterias em décadas passadas só geravam resíduos. Hoje em dia, tem-se as pilhas recarregáveis, e também todo o processo para reciclagem dos componentes das pilhas e baterias.

Os resíduos da construção civil podem ser facilmente reutilizados com o mesmo objetivo do material original, só precisam ser triados. Alguns empreendedores encontraram rentabilidade nessa modalidade de empreendimento e estão tendo alta rentabilidade financeira.

Confira o passo a passo da reciclagem do alumínio e gere renda

Vejamos também os resíduos que são gerados em grandes quantidades:

Papéis

Todos os tipos são recicláveis, inclusive caixas do tipo longa-vida e de papelão. Não se deve reciclar papel com material orgânico, como caixas de pizza cheias de gordura, pontas de cigarro, fitas adesivas, fotografias, papéis sanitários e papel-carbono.

Como empresas estão gerando renda com a reciclagem de lâmpada LED?

Plásticos

Em torno de 90% do lixo produzido no mundo são à base de plástico. Por isso, esse material merece uma atenção especial. Deve-se reciclar: sacos de supermercados, garrafas de refrigerante (pet), tampinhas.

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Vidros

Quando limpos e secos, todos são recicláveis, exceto lâmpadas, cristais, espelhos, vidros de automóveis ou temperados, cerâmica e porcelana.

Metais

Além de todos os tipos de latas de alumínio, é possível reciclar tampinhas, pregos e parafusos. Atenção: clipes, grampos, canos e esponjas de aço devem ficar de fora.

Isopor

Ao contrário do que muita gente pensa, o isopor é reciclável. No entanto, esse processo não é economicamente viável. Por isso, é importante usar o isopor de diversas formas e evitar ao máximo o seu desperdício. Quando tiver que jogar fora, coloque na lata de plásticos. Algumas empresas transformam em matéria-prima para blocos de construção civil.

Não podemos esquecer do aspecto social dos reaproveitamentos dos resíduos, podendo gerar emprego e renda para catadores de materiais recicláveis. Resíduos como garrafas de bebidas, latinhas, geram dinheiro ao serem devolvidas no comércio. Em algumas cidades, como Belo Horizonte, tem a Associação do Catadores de papel, papelão e materiais reaproveitáveis (ASMARE).

A VG Resíduos também tem uma ferramenta que direciona para transportadores e tratadores, através do canal criado especificamente para geração de oportunidade de negócios.

Saiba também: O que sua empresa precisa saber sobre produção ecoeficiente?

Resíduo reaproveitado é lucro!

Todos os resíduos tem em comum o mesmo objetivo: o reaproveitamento de materiais e transformação em produtos que irão retornar para a sociedade, reduzindo a necessidade de produção e extração de recursos naturais.

Os métodos que tem como objetivo reduzir a geração de resíduos sólidos, partem do princípio que a redução do consumo de materiais é a forma mais eficiente de alcançar o objetivo de redução dos resíduos sólidos. Quando o consumo for inevitável, deve-se considerar o impacto envolvido na produção do que está sendo consumido e qual a melhor forma de reaproveitamento.

Vejamos algumas sugestões para reaproveitar o resíduo a fim de combater o desperdício:

  1. Papeis usados podem se transformar em blocos de rascunhos;
  2. Garrafas de água podem ser reaproveitados, bastando apenas serem lavados;
  3. Madeiras podem ser reaproveitadas para serem utilizadas com móveis ou até mesmo objeto de decoração;
  4. Pneus podem ser utilizados em estacionamentos para evitar colisão com paredes, ou até mesmo como móveis.

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Métodos para reaproveitamento dos resíduos sólidos

reaproveitamento dos resíduos sólidos

Então vejamos os 5 métodos mais utilizados para reaproveitamento dos resíduos sólidos:

Triagem

Consiste na separação dos resíduos sólidos para separar resíduos que podem ser reaproveitáveis dos materiais que são destinados ao aterro. Esta separação pode ser realizada no momento do descarte, sendo separados em recipientes que diferenciam os materiais;

Reciclagem

Proporciona o retorno dos materiais não reaproveitáveis para a cadeia produtiva, reduzindo assim os custos de produção;

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Compostagem

Aproveitamento dos materiais orgânicos, favorecendo assim a agricultura orgânica, promovendo melhoria na alimentação das pessoas;

Reutilização de materiais

Todo material que não pode ser compostado e nem reciclado entra na confecção de objetos artísticos para decoração, artesanatos;

Reaproveitamento dos materiais

É caso das garrafinhas de água, papeis usados como rascunho.

A ISO 14001, focada na gestão ambiental, traz soluções para manter empresa dentro das legislações referentes ao campo de atuação da empresa, oferecendo um eficiente Sistema de Gestão Ambiental, e consequentemente a Gestão dos Resíduos Sólidos.

Sendo assim, o reaproveitamento dos resíduos sólidos serve para prolongar sua vida útil. Para serem reutilizados, os resíduos devem ser classificados de acordo com suas características, evitando perda significativa da sua qualidade inicial. Logo, esses produtos devem possuir uma indicação de quantos ciclos de produção podem passar sem afetar suas características principais. Como se percebe, essa é  uma grande necessidade atual, em razão da preocupação mundial para se manter a qualidade dos ecossistemas e das pessoas nos centros urbanos.

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Mas quer se aprofundar um pouco mais a respeito? Leia outro artigo do nosso blog: Saiba como a VG Resíduos pode ajudar na gestão de resíduos da sua empresa

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O que a legislação diz sobre a gestão dos resíduos sólidos urbanos?

O prazo final para encerramento dos lixões, conforme a Lei 12.305/10 estava previsto para até agosto de 2014. Portanto até essa data os rejeitos urbanos deveriam estar dispostos de forma ambientalmente correta.

Porém como muitos municípios estão com dificuldades para cumprir o prazo, a data se estendeu para o intervalo entre 2018 e 2021, segundo o tamanho da população municipal, de acordo com o Projeto de Lei 2289/15.

Na verdade, o descarte inadequado de lixo é proibido no Brasil desde 1954, pela Lei 2.312 de 3 de setembro, pelo Código Nacional da Saúde. Essa proibição foi reforçada em 1981 pela Política Nacional de Meio Ambiente, e recentemente, 2010, pela Política Nacional dos Resíduos Sólidos.

Visão geral da situação do Brasil

Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2008 a disposição final ambientalmente correta era realidade de apenas 1.092 dos 5564 municípios brasileiros. Felizmente esse número cresceu em 2013 para 2,2 mil municípios, segundo o levantamento do Ministério do Meio Ambiente.

Os resíduos hospitalares também têm a situação preocupante. Cerca de 2569 municípios descartam os resíduos hospitalares no mesmo aterro dos resíduos urbanos. De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos (Abetre), os descartes de resíduos considerados perigosos chegam a 2,7 milhões de toneladas por ano.

O Projeto de Lei 2289/15 chegou à conclusão de que faltam qualificação e dinheiro para algumas Prefeituras realizaram as ações necessárias para o tratamento e destino ambientalmente correto dos resíduos sólidos urbanos dos municípios.

Outros dados alarmantes…

Cerca de 800 mil catadores trabalham em lixões, deste total 45 mil  são crianças. Segundo o Ministério da Agricultura, os resíduos orgânicos representam 69% do total do lixo descartado em todo país. São 14 milhões de toneladas de sobras de alimentos.

Ainda o SUS gasta anualmente cerca de 1 bilhão de reais no tratamento de doenças causadas pelo descarte inadequado dos resíduos sólidos. Este dinheiro poderia estar sendo utilizado em melhorias na saúde ou até mesmo na melhoria dessa condição dos resíduos sólidos urbanos.

Como está o novo prazo para a gestão dos resíduos sólidos urbanos?

Capitais de estados e municípios integrantes da região metropolitana, terão o prazo até 31 de julho de 2018;

Municípios com população superior a 100 mil habitantes e também naquela cuja mancha urbana da sede municipal esteja situada a menos de 20 quilômetros da fronteira com outros países, deverão ter extintos seus lixões.

Municípios com população entre 50 mil e 100 mil terão o prazo até 31 de julho de 2020.

Cidades com população inferior a 50 mil habitantes terão prazo até 31 julho de 2021.

Conheça os diferentes tipos de disposição de resíduos

É fundamental entender a diferença entre lixão, aterro controlado, aterro sanitário, compostagem e incineração, para cobrar ações do governo local e exigir as devidas melhorias.

Sabe- se que lixo são vetores de doenças, causam danos ao meio ambiente e compromete os lençóis freáticos.

  • Lixão: depósito a céu aberto

Lixão é a forma inadequada de disposição final dos resíduos sólidos urbanos, que se caracteriza pela simples descarga do lixo sobre o solo, sem medidas de proteção ao meio ambiente ou à saúde pública. É a disposição dos resíduos de um município a céu aberto.

Nesse tipo de disposição não existe nenhum controle sobre os tipos de resíduos depositados e sobre o local onde estão sendo depositados os resíduos, podendo ser dispostos: resíduos domiciliares, comerciais, industriais e hospitalares, que são altamente poluidores e deveriam ser dispostos de forma ambientalmente correta.

Outros problemas associados a esse tipo de disposição são: presença de animais (urubus, carcarás, porcos, cachorros), presença de catadores e o pior, crianças também. Como não há a impermeabilização da matéria orgânica, o chorume, líquido gerado pela decomposição da matéria orgânica, não é coletado, podendo penetrar na terra e contaminar o solo e lençol freático.

Além disso, há riscos de incêndios causados pelos gases gerados pela decomposição dos resíduos e de escorregamentos das pilhas de resíduos mal dispostas, sem critérios técnicos.

  • Aterro controlado

Segundo a NBR 8849/1985 da ABNT aterro controlado é uma técnica de disposição de resíduos sólidos urbanos no solo, sem causar danos ou riscos à saúde pública e à segurança, minimizando os impactos ambientais. Esse método utiliza princípios de engenharia para confinar os resíduos sólidos, cobrindo-se com uma camada de material inerte na conclusão de cada jornada de trabalho.

Para a construção de um aterro controlado, primeiramente, é realizado uma cobertura impermeável de manta plástica, evitando assim que as águas pluviais transporte o chorume para os lençóis freáticos, contaminando-os.

Após a impermeabilização, é criado uma cobertura de terra, para evitar que animais potencialmente transmissores de doenças sejam atraídos.

Coloca-se chaminés para liberação de gases, e ao mesmo tempo capta o chorume por meio de bombeamento, evitando assim o escoamento para os lençóis freáticos. O biogás é queimado e o chorume é capturado e recolhido para a superfície.

  • Aterro sanitário

De acordo com a NBR 8419/1992 da ABNT, aterro sanitário é toda uma técnica utilizada de disposição de resíduos sólidos urbanos no solo, que visa prevenir danos à saúde pública e ao meio ambiente, minimizando os impactos ambientais. O método utiliza princípios de engenharia para confinar os resíduos sólidos à menor área possível e reduzi-los ao menor volume permissível, recebendo tratamento no terreno (impermeabilização e selamento da base com argila e mantas de PVC). Assim o lençol freático e o solo ficam protegidos da contaminação do chorume, que é coletado e tratado no local ou por empresas especializadas. O gás metano também é coletado para armazenamento ou queima.

Um aterro sanitário precisa se adequar para atender às exigências ambientais, tais como:

  • Impermeabilização de base e laterais;
  • Recolhimento diário de resíduos;
  • Cobertura final das plataformas de resíduos;
  • Coleta, drenagem e tratamento de lixiviados (chorume e água pluvial);
  • Coleta e tratamento de gases;
  • Drenagem superficial;
  • Cercamento da área, para evitar entrada de intrusos e animais;
  • Vigilância local, portaria e guarita;
  • Monitoramento de águas subterrâneas;
  • Monitoramento técnico e ambiental.
  • Unidade de compostagem

Compostagem é um processo e transformação de matéria orgânica encontrada no lixo, em adubo orgânico (composto orgânico). É considerada uma espécie de reciclagem do lixo orgânica, pois o adubo gerado pode ser usado na agricultura ou em jardins e plantas.

A compostagem é realizada com o uso dos próprios microrganismos presentes nos resíduos, em condições ideais de temperatura, aeração e umidade.

A compostagem é muito importante para o meio ambiente e para a saúde dos seres humanos, pois evita a poluição, gera renda e faz com que a matéria orgânica volte a ser usada de forma útil.

A compostagem pode ser realizada na própria empresa, através de composteiras.

Esse processo promove a reciclagem de nutrientes, a melhoria das propriedades físicas, químicas e biológicas dos solos cultivados e ainda contribui para que estes resíduos não se acumulem em aterros sanitários constituindo passivos.

  • Unidade de triagem para reciclagem

O processo de triagem consiste na separação dos materiais que serão encaminhados para a reciclagem, de acordo com suas características físicas e químicas. Trata-se de uma etapa essencial no processo de reciclagem, sendo considerado o passo inicial para a produção de novos produtos.

A triagem pode ser realizada de maneira manual, automática ou semiautomática. O primeiro tipo envolve a separação do lixo doméstico e a atividade dos catadores de lixo. Este tipo de triagem demanda pouco investimento, mas gera emprego para os catadores de lixo.

A triagem automática, tem a capacidade de receber maior volume de lixo, realizando o processo de triagem com agilidade e sem interrupção para descanso. A separação do lixo é realizada com mais qualidade e tem mais confiabilidade. Porém, demanda alto investimento e locação de espaço.

A triagem semiautomática, alia o trabalho de catadores de lixo à instalação de maquinário moderno.

É sabido que a triagem permite a transformação de materiais usados em novos produtos para consumo, a reciclagem é fundamental para reduzir o volume de lixo produzido pelas cidades. E com a reciclagem dos materiais separados na triagem, diminui-se o consumo de matérias-primas, preservando então os recursos naturais.

  • Unidade de tratamento para incineração

Incineração é a queima do lixo em fornos de altas temperaturas (de 900 a 1250°C)e usinas próprias. Apresenta a vantagem de reduzir bastante o volume de resíduos. Além de destruir os microrganismos que causam doenças, contidos no lixo hospitalar e industrial.

Depois da queima, o material residual pode ser encaminhado para aterros sanitários. Com a incineração é possível uma redução do volume inicial de resíduos até cerca de 90% através da combustão.

A desvantagem está na liberação de gases tóxicos ao serem queimados os resíduos. Para evitar esse tipo de poluição, é necessário a instalação de filtros e equipamentos especiais, tornando o processo ainda mais caro.

Trata-se de um sistema útil na eliminação de resíduos combustíveis, não tendo vantagens para outros materiais como, por exemplo, vidros, metais e plásticos. Devido ao seu elevado teor em água, a matéria orgânica (que constitui aproximadamente 36% dos resíduos sólidos urbanos) possui um baixo poder calorífico e como tal não é interessante incinerar sob o ponto de vista energético.

Deste processo resultam como produtos finais a energia térmica (que é transformada em energia elétrica ou vapor), águas residuais, gases, cinzas e escórias. Os gases resultantes da incineração têm de sofrer um tratamento posterior, uma vez que são compostos por substâncias consideradas tóxicas (chumbo, cádmio, mercúrio, cromo, dentre outros metais pesados).

Um incinerador gera também emissões de dióxido de carbono, agente causador do efeito estufa. Como parte do processo, fazem-se necessários equipamentos de limpeza de gases, tais como precipitadores ciclônicos de partículas, precipitadores eletrostáticos e lavadores de gases.

O efluente gerado pelo arrefecimento das escórias e pela lavagem dos gases, terá de sofrer um tratamento adequado uma vez que, de acordo com a legislação da União Europeia, é considerado um resíduo perigoso.

Uma alternativa da incineração = a coincineração

Os fornos de cimento são os mais utilizados por permitirem atingir temperaturas muito elevadas de 2000°C na chama principal do queimador principal e carca de 1450°C no clínquer.

Algumas questões sobre o prazo para o cumprimento do prazo da gestão dos resíduos sólidos urbanos

  • Prazo para disposição correta dos Resíduos Sólidos Urbanos

O prazo para encerramento dos lixões era para o dia 2 de agosto de 2014, conforme a Lei n° 1.305/10. Porém o Projeto de Lei 2289/15, prorroga esse prazo para 2018 e 2021, conforme o tamanho do município.

Então as áreas dos lixões devem ser desativadas, isoladas e recuperadas ambientalmente. O encerramento dos lixões e aterros controlados compreende no mínimo: cercamento da área, drenagem pluvial, cobertura com solo e cobertura vegetal, vigilância, realocação dos catadores. O remanejamento deverá ser realizado de forma participativa, utilizando como referência o programa pró-catador (Decreto 7.405/10) e os programas de habitação de interesse social.

  • Multa para o não cumprimento do prazo para dispor adequadamente os resíduos sólidos

De acordo com o Decreto 6.514/08, que regulamente a lei de crimes ambientais, quem causar poluição que possa resultar em danos à saúde humana ou ao meio ambiente, inclusive a disposição inadequada dos resíduos sólidos, estará sujeito à multa de R$ 5.000,00 a R$ 50 milhões.

  • Quem será o responsável pelo não cumprimento do prazo da disposição correta dos resíduos sólidos?

De acordo com a lei de crimes ambientais, os responsáveis por dispor os resíduos sólidos inadequadamente poderão ser responsabilizados.

  • O que acontecerá se o município ainda tiver lixão?

A Prefeitura poderá negociar com o Governo Federal para negociar mais prazo através do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

  • Como serão as fiscalizações?

Os órgãos estaduais e municipais e até mesmo o Instituto Brasileiro de Meio ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) serão responsáveis pela fiscalização das ações que possam causar danos ao meio ambiente, dentro de suas esferas de competência.

  • E qual o prazo para a elaboração do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos?

Os Estados e municípios podem elaborar seus PGRSU a qualquer momento, não existe obrigatoriedade específica ou uma data limite para a entrega desses documentos. Esses planos são instrumentos importantes para o atendimento da lei e o ordenamento local da gestão dos resíduos sólidos urbanos.

As implicações de não se ter um PGRSU são dadas no art. 55 da Lei 12.305, de que se os municípios não tiverem seus PGRSU elaborados não poderão ter acesso aos recursos da União.

Com isso, os estados e municípios que tiveram elaborados seus planos estes estarão aptos para pleitear os recursos disponíveis no Governo Federal para as ações destinadas à gestão de resíduos sólidos.

O Grupo Verde Ghaia, pode ajudar as Prefeituras na elaboração dos Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos Urbanos, através da empresa VG Resíduos.

Através de itens da ISO 14001, a consultoria on line da Verde Ghaia também poderá auxiliar na questão do melhoramento ambiental da sua cidade.

Como classificar resíduos sólidos segundo a legislação vigente?

VG Resíduos - classificar resíduos sólidos

A classificação, caracterização e os tipos de resíduos são definidos de acordo com a norma NBR 10004/04 da ABNT. A legislação vigente referente aos resíduos sólidos se divide em categorias, considerando os riscos potenciais para o meio ambiente e a saúde pública.

Nesse sentido, a caracterização consiste nos aspectos físico-químicos, biológicos, qualitativo e/ou quantitativo das amostras. De acordo com a caracterização dos resíduos, pode-se classifica-los para a melhor escolha da destinação do mesmo, cumprindo-se a norma da ABNT NBR 10004/04 e também a lei 12.305/10, mais conhecida como Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Confira abaixo!

Caracterização dos resíduos sólidos

Deve-se classificar, caracterizar os tipos de resíduos de acordo com a norma NBR 10004/04, a saber:

  • Descrição da origem do resíduo
  • Estado físico
  • Aspecto geral
  • Cor
  • Odor
  • Grau de heterogeneidade
  • Denominação do resíduo
  • Estado físico
  • Processo de origem
  • Atividade industrial
  • Constituinte principal
  • Destinação
  • Destinação final
  • Aterro para resíduo perigoso
  • Aterro sanitário (não perigoso)
  • Aterro de resíduo inerte (solubilidade)
  • Tratamento térmico (compostagem, incineração, co-processamento)

Classificação dos resíduos sólidos

VG Resíduos - classificar resíduos sólidos

Após a caracterização dos resíduos sólidos, é realizado a classificação dos resíduos, que envolve a identificação da atividade que gerou determinado resíduo, além dos seus constituintes.

A norma NBR 10004/04 da ABNT dispõe sobre a classificação dos resíduos sólidos quanto aos seus riscos potenciais ao meio ambiente e à saúde pública para que possam ser gerenciados adequadamente. A norma classifica os resíduos nos seguintes grupos:

1. Resíduos Classe I – Perigosos

Os resíduos considerados perigosos são aqueles que têm características que podem colocar em risco as pessoas que manipulam ou que tem algum outro tipo de contato com o material.

Para um resíduo ser considerado perigoso, ele deve apresentar pelo menos uma das características seguintes: inflamabilidade, corrosividade, toxicidade, reatividade e/ou patogenicidade.

A NBR 10004/04 aponta critérios específicos para o profissional capacitado classifique e avalie cada propriedade dos resíduos. A intenção é que se o produto for considerado “perigoso”, seja tomada as devidas providencias para manuseio, transporte e a correta destinação desses materiais.

2. Resíduos não perigosos não inertes (Classe II A)

São resíduos que não se apresentam como inflamáveis, corrosivos, tóxicos, patogênicos, e nem possuem tendência a sofrer uma reação química. Contudo, não se pode dizer que esses resíduos classe II A não trazem perigos aos seres humanos ou ao meio ambiente.

Os materiais desta classe podem oferecer outras propriedades, sendo biodegradáveis, comburentes ou solúveis em água.

Resíduos dessa classificação merecem a mesma cautela para destinação final e tratamento do resíduo de classe I.

3. Resíduos não perigosos inertes (Classe II B)

Os resíduos dessa classificação não têm nenhuma das características dos resíduos de classe I. Porém, se mostram indiferentes ao contato com a água destilada ou desionizada, quando expostos à temperatura média dos espaços exteriores dos locais onde foram produzidos.

Com isso, não apresentam solubilidade ou combustibilidade para tirar a boa potabilidade da água, a não ser no que diz respeito à mudança de cor, turbidez e sabor, seguindo os parâmetros indicados no Anexo G da NBR 10004/04.

Após a classificação, deve-se elaborar um relatório ou laudo, contendo informações sobre os resíduos. Desse modo é mais fácil para estabelecer qual o melhor descarte final, tratamento, transporte, embalagens.

Outros tipos de resíduos sólidos

VG Resíduos - classificar resíduos sólidos

É importante destacar que há outros tipos de resíduos sólidos classificados segundo a origem, como: resíduos hospitalares, agrícolas, industriais, da construção civil, de varrição, comerciais, domésticos; os do tipo recicláveis e não recicláveis.

No entanto, somente profissionais especializados podem indicar o melhor descarte para esse tipo de resíduos. Não apenas o descarte, mas os cuidados que devem ser tomados durante o processo de embalagem e transporte, e, até mesmo indicar melhores procedimentos para reciclagem, tratamento e destinação final.

Resíduos industriais
VG Resíduos - classificar resíduos sólidos

Os resíduos industriais são considerados os maiores responsáveis pela poluição do meio ambiente. Para isso a melhor solução é o gerenciamento dos resíduos sólidos industriais, possibilitando que as industriais contribuam para um meio ambiente menos poluído e mais saudável.

De acordo com Resolução 313 do Conselho Nacional do Meio Ambiente, são considerados resíduos industriais todo aquele que:

  • Resulte das atividades das indústrias;
  • Se encontre nos estados sólido, semissólido, gasoso (quando contido) ou líquido;
  • Cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgoto ou em corpos d’água, ou exijam para isso soluções técnicas ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia possível.

Inclui-se também lodos provenientes de sistemas de tratamento de efluentes líquidos e aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição. Sendo assim, todo remanescente da atividade industrial que preencha esses requisitos é considerado resíduo industrial.

Legislação de resíduos sólidos

VG Resíduos - classificar resíduos sólidos

Confira abaixo algumas normas e leis federais, estaduais e municipais referentes aos resíduos sólidos, ambas de abrangência nacional:

  • Decreto 7404/2010 à Regulamenta a Lei no 12.305/2010, institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, cria o Comitê Interministerial da Política Nacional de Resíduos Sólidos e o Comitê Orientador para a Implantação dos Sistemas de Logística Reversa, e dá outras providências;
  • Lei Federal 12.305/2010 à Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências;
  • Resolução CONAMA à Dispõe sobre a prevenção à degradação ambiental causada por pneus inservíveis e sua destinação ambientalmente adequada, e dá outras providências.
  • Resolução ANP 20/2009 à Estabelece os requisitos necessários à autorização para o exercício da atividade de coleta de óleo lubrificante usado ou contaminado, e a sua regulação.
  • Resolução da ANP 19/2009 à Estabelece os requisitos necessários à autorização para o exercício da atividade de rerrefino de óleo lubrificante usado ou contaminado, e a sua regulação.
  • Portaria do Inmetro 101/2009 à Aprova a nova Lista de Grupos de Produtos Perigosos e o novo Anexo E.
  • Resolução do Conama 401/2008 à Estabelece os limites máximos de chumbo, cádmio e mercúrio para pilhas e baterias comercializadas no território nacional e os critérios e padrões para o seu gerenciamento ambientalmente adequado, e dá outras providências. Revoga a Resolução do Conama 257/1999.
  • Portaria interministerial MME/MMA 464/2007 à Dispõe que os produtores e os importadores de óleo lubrificante acabado são responsáveis pela coleta de todo óleo lubrificante usado ou contaminado, ou alternativamente, pelo correspondente custeio da coleta efetivamente realizada, bem como sua destinação final de forma adequada.
  • Portaria do MMA no 31/2007 à Institui Grupo de Monitoramento Permanente para o acompanhamento da Resolução do Conama 362, de 23 de junho de 2005, que dispõe sobre o recolhimento, a coleta e a destinação final de óleo lubrificante usado ou contaminado.
  • Lei Federal no 11.445/2007 à Estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico. Altera as Leis 6.766, de 19 de dezembro de 1979, 8.036, de 11 de maio de 1990; 8.666, de 21 de junho de 1993; e 8.987, de 13 de fevereiro de 1995. Revoga a Lei 6.528, de 11 de maio de 1978.
  • Resolução do Conama 362/2005 à Dispõe sobre o recolhimento, coleta e destinação final de óleo lubrificante usado ou contaminado.
  • Decreto 4.871/2003 à Dispõe sobre a instituição dos planos de áreas para o combate à poluição por óleo em águas sob jurisdição nacional e dá outras providências
  • Lei Federal 10.257/2001 Estatuto das Cidades. Estabelece diretrizes gerais da política urbana e dá outras providências.
  • Lei no 9.966/2000 à Dispõe sobre a prevenção, o controle e a fiscalização da poluição causada por lançamento de óleo e outras substâncias nocivas ou perigosas em águas sob jurisdição.
  • Portaria da ANP 130/1999 à Dispõe sobre a comercialização dos óleos lubrificantes básicos rerrefinados no país.
  • Portaria da ANP 128/1999 à Regulamenta a atividade industrial de rerrefino de óleo lubrificante usado ou contaminado a ser exercida por pessoa jurídica sediada no país, organizada de acordo com as leis brasileiras.
  • Portaria da ANP 127/1999 à Regulamenta a atividade de coleta de óleo lubrificante usado ou contaminado a ser exercida por pessoa jurídica sediada no país, organizada de acordo com as leis brasileiras.
  • Portaria da ANP 125/1999 à Regulamenta a atividade de recolhimento, coleta e destinação final do óleo lubrificante usado ou contaminado.
  • Portaria da ANP 81/1999 à Dispõe sobre o rerrefino de óleos lubrificantes usados ou contaminados, e dá outras providências.
  • Portaria da ANP 159/1998 à Determina que o exercício da atividade de rerrefino de óleos lubrificantes usados ou contaminados depende de registro prévio junto à Agência Nacional do Petróleo (ANP).
  • Lei Federal 9.605/1998 à Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências.
  • Portaria do Ibama 32/1995 à Obriga ao cadastramento no Ibama as pessoas físicas e jurídicas que importem, produzam ou comercializem a substância mercúrio metálico.
  • Portaria do Minfra 727/1990 à Autoriza, observadas as disposições da portaria, que pessoas jurídicas exerçam atividade de rerrefino de óleos lubrificantes minerais usados ou contaminados.
  • Decreto Federal 97.634/1989 à Dispõe sobre o controle da produção e da comercialização de substância que comporta risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente, e dá outras providências, em específico para o mercúrio metálico.
  • Lei Federal no 6.938/1981 à Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências.

Cabe ressaltar, que ainda existem as leis e normas estaduais. Cada Estado tem suas instrumentações legais sobre os resíduos sólidos e tudo que diz a seu respeito.

Cumprimento da legislação através do Sistema de Gestão Ambiental

É sabido que empreendimento que não cumprem com as exigências legais estão sujeitos às autuações de instituições como o IBAMA, órgão fiscalizador estadual, Ministério Público, Prefeitura e Polícia Ambiental, arriscando-se a arcar com medidas severas, ou até mesmo paralisação das atividades. Pode ainda ser alvo de denúncias por parte de comunidades do entorno.

Com a implantação da norma ISO 14001 em sua nova versão 2015, uma das etapas é o gerenciamento de resíduos sólidos, que visa:

  • Eliminação da geração: através de mudanças tecnológicas, substituição de matérias primas ambientalmente corretas, e insumos;
  • Tratamento: aplicação de processos físicos, químicos, térmicos;
  • Reaproveitamento: reutilização, recuperação como subproduto, reciclagem ou devolução do fornecedor;
  • Disposição adequada em aterros sanitários e industriais;
  • Diminuição da geração através de melhorias no processo e otimização da operação.

O Gerenciamento de resíduos consiste em classificar, quantificar, indicar formas corretas para segregação e identificação da origem, dos resíduos gerados por: área/unidade/setor industrial. Para isso, deve-se implantar a NBR 10004, dentro da Norma ISO 14001 2015.

Para o cumprimento de toda legislação nos âmbitos federal, estadual e municipal, a certificação ISO 14001 2015 tem um processo com cinco etapas: solicitação do registro, revisão da documentação do Sistema de Gestão Ambiental, diagnóstico do local, auditoria ISO 14001, e, finalmente a certificação.

Gostou desse assunto ou acha ele relevante? Compartilhe ou deixe seu comentário abaixo.

Mas quer se aprofundar um pouco mais a respeito? Leia outro artigo do nosso blog: Saiba quais são os impactos ambientais de uma má gestão de resíduos.

 

O que é a Economia Circular e como esse conceito pode beneficiar minha empresa?

Aprenda como os princípios da economia circular podem levar a sua empresa se tornar cada vez mais sustentável e lucrativa

Diante do aquecimento global e da constante poluição ao meio ambiente, tanto a sociedade contemporânea quanto o mercado têm se atentado cada vez mais às práticas sustentáveis e de conservação do meio ambiente. Nesse viés o conceito “Economia Circular” tem se tornado mais conhecido e relevante para a redução das agressões ao meio ambiente.

Imagine se ao invés de descartar celulares quebrados, máquinas de lavar louça, eletrodomésticos em desuso, esses itens de uso do dia a dia retornassem ao ciclo e pudessem ser novamente reutilizados? Não apenas aproveitados, mas reinseridos na cadeia de produção? Essa é uma das ideias que fundamentam o conceito de Economia Circular.

Vejamos mais alguns pontos fundamentais para a compreensão do termo.

O que é Economia Circular?

A Economia Circular é um conceito que repensa as práticas econômicas que ambiciona manter produtos, componentes e materiais em circulação tirando proveito do máximo de valor e utilidade entre ciclos técnicos e biológicos. Ela é semelhante a proposta de metodologia conhecida como “cradle to cradle”, traduzida como do berço ao berço.

Para visualizar melhor a proposta da Economia Circular, basta compreender que ela se inspira nos conceitos cíclicos da natureza onde todos os materiais como plantas, água ou alimentos são totalmente reaproveitados pelo meio ambiente. Um dos exemplos é o clico da água, em que nada é perdido ou descartado. A água é utilizada e retorna ao uso, com 100% de reaproveitamento.

A ideia da Economia Circular vai além do conceito dos três “R”s – reduzir, reutilizar e reciclar, isso porque ela reúne, pelo menos na teoria, o modelo sustentável com o ritmo tecnológico e comercial do mundo atual.

Para entender melhor o termo, é preciso saber que a Economia Circular é superior também a ideia que possuímos e praticamos no que diz respeito a reciclagem. O que praticamos hoje é na verdade uma ‘subciclagem’, ou downcycle, de materiais que não foram projetados com o reaproveitamento em mente.

O projeto de economia circular inclui também a criação de sistemas de reparo, reuso e remanufatura, além de uma reciclagem efetiva, em que matérias-primas mantém ou mesmo aumentam seu valor – a definição do termo upcycle, que poderia ser traduzido como uma ‘superciclagem’, em oposição à ‘subciclagem’ atual.

O termo surgiu a partir da união de outros conceitos já existentes como: design regenerativo, economia de performance, cradle to cradle – do berço ao berço, ecologia industrial, biomimética, blue economy e biologia sintética. A junção de tantos termos criados no último século foi com o intuito de desenvolver um modelo estrutural para a regeneração da sociedade.

A economia circular atua em oposição à economia linear, baseada nos processos “extrair – produzir – descartar”. Até então, essa era a prática mais vista e utilizada tanto pelas empresas quanto pela sociedade. O conceito fundamentado no processo circular onde os resíduos são insumos para produção de novos produtos tem se propagado com um interesse para um mundo mais sustentável.

Para entender melhor o conceito da economia circular, veja o gráfico abaixo:

Quando surgiu o conceito de Economia Circular?

Não se sabe ao certo a origem exata da expressão “Economia Circular”. Todavia alguns acadêmicos alegam que o economista britânico Kenneth Boulding é o pai do termo. Isso porque ele publicou um artigo no ano de 1966, “The economics of coming spaceship earth”. Neste texto, Boulding defendia que “o Homem tem de encontrar o seu lugar num sistema ecológico cíclico capaz de reprodução contínua de formas materiais desde que haja o necessário input energético”.

Há também outra linha de pensamento que o termo surgiu na China. Deve-se ao fato do país asiático ter incorporado nos 11º e 12º planos quinquenais como base do futuro crescimento econômico. Certo é que o lugar de destaque dado pelo maior país do mundo à ideia de economia circular contribuiu consideravelmente para a atenção que a “Economia Circular” tem merecido no Ocidente.

Embora não saiba ao certo a origem, é fato que o conceito possui ideias oriundas de diferentes escolas de pensamento e é possível traçar as suas raízes até ao século XVIII e às primeiras teorias econômicas surgidas nessa altura.

Benefícios da adoção da Economia Circular

São claras as vantagens em ter uma economia fundamentada no princípio de Economia Circular, um dos principais benefícios consiste na conservação do meio ambiente e dos recursos naturais. No Brasil há em torno de 190 milhões de pessoas gerando resíduos diariamente. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cada brasileiro produz cerca de um quilo de lixo por dia, ou seja mais de 180 mil toneladas são geradas todos os dias. Tanto resíduo sólido sendo produzido é necessário fazer algo urgente para transformação consciente de todo esse material. A economia circular se dá como uma ótima resposta para esse problema agravante.

Outro ponto importante a ser destacado é que contar com um sistema industrial intencionalmente reparador ou regenerativo, traz benefícios operacionais e estratégicos e um enorme potencial de inovação, geração de empregos e crescimento econômico.

Uma vantagem que vale ser informada é que a partir da Economia Circular o crescimento econômico se dissocia do consumo crescente de novos recursos, possibilitando o aproveitamento inteligente dos recursos que já se encontram em uso no processo produtivo, ou seja evitando novos gastos ou investimentos em produtos.

A economia de gastos das empresas é também outro ponto relevante na adoção desse conceito. Com a reutilização dos produtos, deixa-se de gastar com a aquisição de novos materiais para a produção, além de ganhos que a organização pode obter a partir da venda dos materiais que não são utilizados pela organização, mas talvez possam ser aproveitados por outras empresas.

Há também a valorização da marca perante a sociedade e o mercado, tendo em vista que é muito bem quistas empresas sustentáveis e ecologicamente corretas. Muitas marcas atualmente agregam o conceito de empresa limpa a sua identidade como é o caso da Natura, Mundo Verde, entre outras que somam esse valor como parte do marketing do empreendimento.

Para finalizar, vale lembrar que no Brasil foi aprovado em 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) que visa garantir a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, operação reversa e o acordo setorial. Assim, todos os agentes do ciclo produtivo, os consumidores e os serviços públicos devem minimizar o volume de resíduos sólidos e adotar práticas que assegurem que os produtos sejam reintegrados ao ciclo produtivo.

Nesse sentido para estar de acordo com a legislação brasileira é válido adotar o conceito de Economia Circular na empresa.

Como iniciar a prática da Economia circular no meu negócio?

É importante destacar que para manter o ciclo do produto em total reutilização é necessário que não apenas as empresas, mas todos envolvidos em alguma etapa de vida do produto estejam comprometidos com a Economia Circular. Haja vista que os materiais passam tanto do consumidor para a empresa e por aí se segue. As organizações precisam repensar a maneira como o produto é construído desde o design para que seja possível o ciclo se tornar completo.

Uma forma de adotar medidas inteligente ligadas ao sistema de gestão ambiental é a adoção dos requisitos da ISO 14001, norma criada pela Organização Internacional ISO, reconhecida no mundo inteiro. A ISO 14001 traz uma série de princípios e itens que as empresas devem adotar para melhorar a forma de atuação da empresa com o meio ambiente. A Consultoria Online Verde Ghaia auxilia grandes e pequenas empresas na implantação das normas de gestão, inclusive na ISO 14001 e oferece garantia de 100% na certificação.

Outra estratégia que pode ser utilizada para alcançar o conceito de economia circular é a utilização da ferramenta mercado de resíduos. Criada pela VG Resíduos, o Mercado de Resíduos é uma plataforma online de oferta e busca de resíduos e serviços. Ela cria oportunidades e otimiza a gestão das organizações para melhor aproveitamento e destinação dos resíduos.

A plataforma gera valor transformando o resíduo em insumo que possa ser aproveitado no processo produtivo de outras empresas e, ainda, estimula a destinação correta dos resíduos, minimizando impactos ambientais.

Utilizando-a a empresa terá como vender, trocar e comprar resíduo, além de contratar fornecedores para transporte e tratamento. Tudo isso com facilidade, economia e segurança!

 

 

 

 

Panorama geral dos status dos Acordos Setoriais

Compreenda o Panorama Geral de status dos acordos setoriais e os tipos de resíduos da logística reversa

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, instituiu vários princípios e instrumentos regulamentadores. Entre estes princípios temos a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto e alguns dos instrumentos são a logística reversa e o acordo setorial.

Princípio da responsabilidade compartilhada

 Pela definição da PNRS, entende-se  responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos como o “conjunto de atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, dos consumidores e dos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos. O intuito é minimizar o volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados, bem como para reduzir os impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental decorrentes do ciclo de vida dos produtos”.

Foi este princípio que impulsionou muitas empresas a melhorar a gestão ambiental a partir das normas ISO 14001:2015. Isso porque a normas ISO já traziam uma visão holística da gestão ambiental, incluindo a gestão de resíduos sólidos.

Instrumento da Logística Reversa

Segundo a PNRS, a logística reversa é um “instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada”.

A implantação da logística reversa no Brasil ocorre por meio de um Comitê Orientador para Implantação de Sistemas de Logística Reversa, que foi criado pelo Decreto Nº 7.404, de 23 de dezembro de 2010.

Este comitê é presidido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e por outros onze ministérios. Sua estrutura também inclui o Grupo Técnico de Assessoramento (GTA) e, a função do Comitê Orientador é conduzir a implantação da logística reversa, por meio de estudos de viabilidade técnica e econômica.

Quais Resíduos Sólidos precisa ter o Sistema de Logística Reversa?

A PNRS institui que tem que haver um sistema de logística reserva, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, para os seguintes resíduos sólidos:

“I – agrotóxicos, os resíduos e embalagens, assim como outros produtos cuja embalagem, após o uso, constitua resíduo perigoso, observadas as regras de gerenciamento de resíduos perigosos previstas em lei ou regulamento, em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama, do SNVS e do Suasa, ou em normas técnicas;

II – pilhas e baterias;

III – pneus;

IV – óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;

V – lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista;

VI – produtos eletroeletrônicos e seus componentes.”

Todos os envolvidos no processo produtivo e de comercialização destes produtos devem ser responsáveis pela implantação procedimentos de compra de produtos ou embalagens usados; criação de posto de coleta; e atuar em parceria com cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis.

Deve se destacar que sistema de logística reversa de agrotóxicos, os resíduos e embalagens seguem diretrizes específicas; dispostas na Lei no 7.802, de 11 de julho de 1989, e no Decreto no 4.074, de 4 de janeiro de 2002.

O que é o Acordo Setorial?

O acordo setorial é instrumento instituído pela PNRS, que permite acordos de cooperação entre poder público e privado para facilitar e potencializar o alcance do sistema de logística reversa.

Ao firmar acordos setoriais, o serviço público de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, pode ser encarregado de atividades de responsabilidade dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes nos sistemas de logística reversa dos produtos e embalagens. Em contrapartida deve ocorrer a devida remuneração por este serviço, previamente estabelecida no acordo.

O Decreto Nº 7.404, de 23 de dezembro de 2010, que regulamenta a PNRS, estabelece que os acordos setoriais podem ter a abrangência nacional, regional, estadual ou municipal. Quando iniciados pelos fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes, os acordos setoriais serão precedidos da apresentação de proposta formal pelos interessados ao Ministério de Meio Ambiente.

Quando iniciados pelo Poder Público, os acordos setoriais serão precedidos de editais de chamamento.

A PNRS estabelece que poderão participar da elaboração dos acordos setoriais representantes do Poder Público, dos fabricantes, importadores, comerciantes e distribuidores dos produtos e embalagens referidos no art. 33 da Lei nº 12.305, de 2010, das cooperativas ou outras formas de associações de catadores de materiais recicláveis ou reutilizáveis, das indústrias e entidades dedicadas à reutilização, ao tratamento e à reciclagem de resíduos sólidos, bem como das entidades de representação dos consumidores, entre outros.

Para estudar e buscar soluções de modelagem e governança para cada uma das cadeias de produtos escolhidas como prioritárias pelo COMITÊ ORIENTADOR foi criado cinco Grupos de Trabalho Temáticos – GTTs:

  • embalagens plásticas de óleos lubrificantes;
  • lâmpadas fluorescentes de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista;
  • produtos eletroeletrônicos e seus componentes;
  • embalagens em geral;
  • resíduos de medicamentos e suas embalagens;

Estes grupos temáticos têm como objetivo principal elaborar o edital de chamamento para a realização de acordos setoriais, bem como a coleta de subsídios para a realização de estudos de viabilidade técnica e econômica para implantação de sistemas de logística reversa – EVTE.

Somente após a aprovação da viabilidade técnica e econômica para implantação de sistema de logística reversa de uma determinada cadeia pelo COMITÊ ORIENTADOR, é que o edital de chamamento das propostas para acordo setorial torna-se público; para dar início aos trabalhos de elaboração destes acordos.

Qual o status dos acordos setoriais vigentes no Brasil?

Atualmente todos os grupos já concluíram seus trabalhos. A situação da implantação da logística reversa dessas cadeias é demostrada na tabela abaixo:

É possível notar que, atualmente, estão em vigor apenas os acordos setoriais das cadeias de embalagem plástica de óleos e lubrificantes; lâmpadas fluorescentes de vapor de sódios e mercúrio e de luz mista; e embalagens em geral.

As propostas de acordos setoriais para cadeias de medicamentos e de produtos eletroeletrônicos e seus componente ainda serão submetidas à consulta pública.

Desafios para a assinatura do acordo setorial

Alguns dos desafios para o estabelecimento de acordos setoriais são: o estudo com o reconhecimento de não periculosidade dos produtos descartados durante a fase de coleta, triagem e transporte; a renúncia da propriedade sobre o produto descartado; regulamentação no custeio da logística reversa (ecovalor); e regulamentação para que os não signatários do acordo setorial tenham as mesmas responsabilidades dos signatários.

Se sua empresa participa da cadeia produtivas de produtos que exigem a implantação de um sistema de logística reversa, recomendamos que busque consultaria especializada e certificação ISO 14001:20015.

Essas iniciativas facilitam a instalação e operação da sua empresa, bem como facilitam o acesso a crédito, reduzem valores de seguros, aumentam competitividade no mercado interno e externo. Para saber como participar de todas essas vantagens ou fazer uma proposta de acordo setorial, entre em contato com a Consultoria Online Verde Ghaia.

Co-processamento de resíduos: menos impacto ambiental e mais lucros

Solucionar o problema da geração e acúmulo de resíduos é um dos principais desafios da sociedade moderna. Por muito tempo acreditou-se que o crescimento econômico era diretamente proporcional à produção de resíduos e à degradação do meio ambiente. Somente depois da criação de um Sistema de Gestão Ambiental, integrada as atividades produtivas, foi possível visualizar um futuro promissor e equilibrado.

Com o Sistema de Gestão Ambiental, a conservação do meio ambiente e a produtividade econômica passam a ser totalmente compatíveis. Hoje muitas empresas já despertaram para o futuro, e já começam a colher os frutos de práticas conscientes.

Como falaremos a seguir, esses frutos vão além da valorização da imagem da empresa. Práticas como o co-processamento de resíduos podem também ser muito lucrativas quando integradas ao Mercado de Resíduos.

Co-processamento impulsionado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/10) trouxe uma responsabilidade compartilhada sobre a destinação e disposição final dos resíduos sólidos. O poder público passou a ser responsabilizado pela destinação do resíduo doméstico, enquanto cada um dos gerados de resíduos passaram a ser responsáveis para adequado tratamento, disposição ou destinação final de seus resíduos.

Desta forma, as indústrias, que geram grandes quantidades de resíduos, passaram a buscar alternativas viáveis para as novas adequações à legislação vigente. Entre as alternativas encontradas, destacamos o co-processamento de resíduos como uma solução inteligente e rentável. Por meio do co-processamento as empresas podem simplesmente zerar a necessidade de aterros e ainda lucrar com essa prática.

Muitas empresas, especialmente aquelas que contam com a certificação ISO 14001, tem optado por essa alternativa. Devido a vantagem de eliminar passivos ambientais dos resíduos produzidos.

O que é co-processamento?

O co-processamento é o processo de destruição de resíduos na fabricação de cimento. No co-processamento as chamas que aquecem os fornos da fábrica de cimento são alimentadas por resíduos sólidos. Assim, os resíduos industriais podem substituir parcialmente o combustível para esses fornos.

A parte orgânica dos resíduos é destruída termicamente, no processo de combustão. Os fornos, que transformam o calcário e a argila em clínquer (matéria prima do cimento), podem ser alimentados por resíduos da própria empresa ou de empresas parceiras.

A parte inorgânica dos resíduos é inertizada e integra os elementos já existentes na matéria prima do cimento.

Desta forma, no final do co-processamento, não existe quaisquer resíduos. Consequentemente, os riscos de passivos ambientais são eliminados. Com esta prática, tanto a empresa que produz os resíduos, como as empresas de cimento são beneficiadas.

Os resíduos de sua empresa podem ser utilizados no co-processamento?

O tipo de resíduos utilizados no co-processamento é bastante variado. Em geral são utilizados resíduos que pode servir de substitutos para a matéria-prima do cimento, substitutivos de combustível, resíduos inorgânicos para inertização e resíduos orgânicos para destruições térmicas. Até mesmo alguns resíduos perigosos pode ser utilizados no co-processamento.

Entre os resíduos perigosos mais usados no co-processamento estão: as borras oleosas e as de tinta; solventes, resíduos orgânicos não clorados; lodos de estação de tratamento e efluentes; solos, areias; e diversos materiais contaminados com hidrocarbonetos (desde que não tenham contaminação com agrotóxicos ou organoclorados)

A alta temperatura da chama, o tempo de residência e as características físicas dos fornos utilizados na indústria de cimento são superiores até aos padrões exigidos para a destruição ambientalmente segura de resíduos perigosos.

Além dessas vantagens técnicas, os fornos de cimento têm capacidade para destruir, de forma segura, grande volume de resíduos.

A utilização de resíduos, para a combustão dos fornos, não altera em nada a qualidade do cimento produzido. E esta é uma prática totalmente segura para o ambiente e para os trabalhadores da empresa, e para a comunidade em geral.

Hoje, o principal resíduo utilizado no Brasil, para o co-processamento, são os pneus inservíveis. Este tipo de iniciativa não apenas resolve problemas ambientais como problemas de saúde pública, como auxílio ao combate à dengue.

Os resíduos sólidos que não podem ser co-processados são os resíduos domésticos brutos, resíduos de serviços de saúde, resíduos radioativos e substâncias organocloradas. Outras normas e especificações para processo de co-processamento são expressas na Resolução CONAMA 264.

Quais os Benefícios do Co-processamento?

 No processo de co-processamento é possível lucrar com resíduos. As empresas podem lucrar com venda de resíduos ou com comprar de matéria prima/combustível com baixo custo.

A destinação do resíduo para o co-processamento é segura e corresponde a todas as exigências legaisAlém disso, é uma solução definitiva para os resíduos; uma fez que os resíduos são destruídos e/ou incorporados com matéria prima na fabricação do cimento. Como a eliminação dos resíduos é total, não existem quaisquer riscos com passivos ambientais.

Outra vantagem é a diminuição da emissão de particulados, SOx e NOx para a atmosfera. Além, é claro, de reduzir as pressões sobre os recursos naturais não renováveis.

Por mais que a destinação em aterros especializados seja uma opção legalmente aceita, a destinação ao co-processamento é uma destinação mais nobre.

Aproveitar os resíduos para outras atividades é, sem dúvida, um destino mais inteligente e que colabora para a ampliação da consciência de Políticas Socioambientalmente Sustentáveis.

 Sistema de Gestão Ambiental e a Gestão de Resíduos Sólidos

Sistema de gestão ambiental é utilizado por empresas que buscam gerenciar suas responsabilidades ambientais de maneira sistemática.

Uma das melhores maneiras ter controle sobre a geração de resíduos, em todos os processos da cadeia produtiva, é seguir as normas de Gestão de Qualidade/ISO 9001, de Gestão Ambiental/ISO 14000 e a utilização da tecnologia.

Na nova versão ISO 14001, houve a ampliação dos controles e influência da organização desde o desenvolvimento e fabricação do produto utilizado até o tratamento, disposição ou destinação final.

Quando a disposição final for o co-processamento, além das normas da ISO 14001, existem algumas leis que devem ser observadas:

Para implantar a prática de co-processamento na sua empresa e/ ou implantar o Sistema de Gestão Ambiental baseado na norma ISO 14000, entre em contato com a Consultoria Online Verde Ghaia.

A diferença entre lixo, resíduo e rejeito e como é feito o seu gerenciamento

lixo, resíduo e rejeito

Lixo, resíduo e rejeito são palavras normalmente usadas como sinônimos. Porém existem diferenças entre elas. Saber diferenciar três simples palavras pode mudar a visão que do seu empreendimento sobre o que sobra dos processos e atividades organizacionais.

Você pode estar jogando dinheiro fora se não souber a diferença entre lixo, resíduo e rejeito. No mercado, há fornecedores e compradores dos mais diversos tipos de materiais nos dias de hoje, e aquele seu coproduto, pode ser muito valioso para outra organização. Veja como fazer uma melhor e mais adequada Gestão de Fornecedores e tenha uma gestão eficiente e de qualidade.

Leia também: Como a coleta seletiva pode trazer benefícios para sua empresa?

Qual a diferença entre lixo, resíduo e rejeito?

O que é lixo?

A palavra lixo vem do latim lix que significa “cinza”. De acordo com o dicionário, lixo significa tudo aquilo que não se quer mais e se joga fora, sendo consideradas coisas inúteis, velhas e sem valor.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) define o lixo como os restos das atividades humanas, considerados pelos geradores como inúteis, indesejáveis ou descartáveis, podendo se apresentar no estado sólido e líquido, desde que não seja passível de tratamento.

O termo lixo no âmbito técnico não é utilizado e com todo conhecimento e tecnologia disponíveis hoje, grande parte do que é gerada em processos produtivos e afins pode ser de alguma forma reaproveitada ou reciclada, sendo considerado como resíduo e, quando isso não é possível, considera-se como rejeito.

Confira: Como Política Nacional de Resíduos Sólidos influencia o meu negócio?

O que é resíduo?

A definição de lixo tem haver com tudo aquilo que não apresenta nenhuma serventia para quem o descarta. Por outro lado, o que não serve para você pode se tornar para o outro, matéria-prima de um novo produto ou processo, ou seja, resíduo sólido.

Resíduo então é tudo aquilo que pode ser reutilizado e reciclado e, para isto, este material precisa ser separado por tipo, o que permite a sua destinação para outros fins. Podem ser encontrados nas formas sólida (resíduos sólidos), líquida (efluentes) e gasosa (gases e vapores).

Segundo a ABNT, NBR 10.004:2004, resíduos sólidos são aqueles que “resultam de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Ficam incluídos nesta definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos cuja particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos de água, ou exijam para isso soluções, técnica e economicamente, inviáveis em face à melhor tecnologia disponível.”

Os resíduos são complexos e diversos e, para efeitos da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), são classificados quanto:

Para saber mais sobre cada tipo de resíduo, consulte o site do Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos. Ainda, o IBAMA com vistas a atender à PNRS, publicou a LISTA BRASILEIRA DE RESÍDUOS SÓLIDOS para auxiliar a gestão dos resíduos sólidos no Brasil.

lixo, resíduo e rejeito

O que é rejeito?

O rejeito é um tipo específico de resíduo, onde quando todas as possibilidades de reaproveitamento ou reciclagem já tiverem sido esgotadas e não houver solução final para o item ou parte dele e, portanto, as únicas destinações plausíveis são encaminhá-lo para um aterro sanitário licenciado ambientalmente ou incineração, que devem ser feitas de modo que não prejudique o meio ambiente.

Qual é a situação do Brasil nos dias atuais?

Mais de 80% do material que vai para aterros poderia ter outra destinação, como por exemplo, a reciclagem e a compostagem. Isso quer dizer que a maior parte daquele material que convencionamos chamar de “lixo”, na verdade poderia ter outros usos, transformando um passivo ambiental em geração de receita, reciclando e reaproveitando itens.

Mesmo com a Política Nacional de Resíduos sólidos em vigência desde 2010, com prazo para aplicação vencido em 2014, a situação do destino dos resíduos no Brasil pouco mudou. Cerca de 40% de todo resíduo gerado no país ainda é depositado em locais considerados inadequados, como lixões e aterros controlados. Ainda no ano de 2014, 1.559 municípios brasileiros tinham lixões.

Saiba mais: Saiba como ganhar dinheiro com a reciclagem de resíduos

Para onde destinar corretamente?

Com a tecnologia atual disponível, é possível tratar os mais diversos tipos de resíduos das mais diversas formas. As formas de destinação adequadas que ocorrem no país são:

  • Reciclagem – reintrodução dos resíduos no processo de produção;
  • Compostagem – em que acontece por meio do processo biológico de decomposição da matéria orgânica contida em restos de origem animal ou vegetal;
  • Aterro Sanitário – que é a forma de disposição final de resíduos sólidos no solo, em local devidamente impermeabilizado, mediante confinamento em camadas cobertas com material inerte, segundo normas operacionais específicas, de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança, minimizando os impactos ambientais;
  • Incineração – É o processo de redução de peso e volume do lixo pela combustão controlada.

Para saber mais sobre tipos de tratamento de resíduos, leia o estudo sobre o setor no site da ABETRE.

lixo, resíduo e rejeito

E como reverter essa situação?

Um caminho para a solução dos problemas relacionados com os resíduos é apontado pelo Princípio dos 3R’s – Reduzir, Reutilizar e Reciclar. São nada mais do que a adoção de atitudes práticas no dia a dia para termos um mundo mais sustentável. Vejamos o que significa cada R:

  • Reduzir – significa consumir menos produtos e preferir aqueles que ofereçam menor potencial de geração de resíduos e tenham maior durabilidade.
  • Reutilizar – é, por exemplo, usar novamente as embalagens. Exemplo: os potes plásticos de sorvetes servem para guardar alimentos ou outros materiais.
  • Reciclar – envolve a transformação dos materiais para a produção de matéria-prima para outros produtos por meio de processos industriais ou artesanais. É fabricar um produto a partir de um material usado. Podemos produzir papel reciclando papéis usados. Papelão, latas, vidros e plásticos também podem ser reciclados. Para facilitar o trabalho de encaminhar material pós-consumo para reciclagem, é importante fazer a separação no lugar de origem – a casa, o escritório, a fábrica, o hospital, a escola etc. A separação também é necessária para o descarte adequado de resíduos perigosos.

lixo, resíduo e rejeito

Atualmente, fala-se em 5R’s e até 8R’s, em que os 5 R’s significam: Repensar, reduzir, recusar, reutilizar e reciclar; e os 8 R’s significam: Refletir, reduzir, reutilizar, reciclar, respeitar, reparar, responsabilizar-se e repassar. Saiba mais no artigo do Instituto AKATU sobre o tema.

Confira: Lodo Biológico: como sua empresa deve destinar corretamente?

Onde minha empresa se encaixa nesse cenário?

Com o agravamento da atual crise econômica, problemas relacionados à má gestão de resíduos acarretam em aumento da poluição, riscos de saúde pública e aumento nos gastos públicos de saneamento básico.

Mesmo diante deste cenário, o mercado é exigente frente às obrigações legais que precisam ser cumpridas e o empresário, que quer ter um diferencial competitivo para conseguir fornecer para grandes organizações, precisa reduzir custos, criar novas oportunidades e evitar problemas como multas e perda de clientes, além de estar em dia com a legislação ambiental vigente e buscar métodos eficazes para uma correta e adequada gestão de resíduos.

Implantando um sistema de gestão ambiental

As ações de preservação ou de redução dos resíduos e rejeitos, bem como os demais impactos ao meio ambiente devem ser realizadas com uma política sustentável de modo que não prejudiquem o crescimento econômico da empresa e possam impulsionar sua competitividade frente ao mercado atual. A implantação de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) vinculado à certificação ambiental favorece não apenas um ambiente mais sustentável, mas também as empresas certificadas, os fornecedores, os clientes e os órgãos ambientais, ou seja, todas as partes interessadas se beneficiam de um sistema como esse.

E para colocar um sistema de gestão ambiental nas empresas, utiliza-se a norma internacional ISO 14001, que foi projetada para ajudar na adequação de responsabilidades ambientais aos seus processos internos e dar continuidade ao crescimento das empresas, mantendo-as bem-sucedidas comercialmente.

Para saber mais, acesse o artigo: Conheça o passo a passo da implantação ISO 14001.

O que é ISO 14001?

Esta norma é baseada no ciclo PDCA do inglês “plan-do-check-act” – planejar, fazer, checar e agir – e utiliza terminologia e linguagem de gestão conhecida, apresentando uma série de benefícios para a organização.

A estrutura de um sistema como este permite realizar uma correta e adequada gestão dos resíduos gerados nos processos, atendendo às expectativas de responsabilidades corporativas cada vez mais elevadas dos clientes, assim como aos requisitos legais ou regulamentares.

No Brasil, esta norma é conhecida como NBR ISO 14001 e, recentemente, teve sua versão atualizada, e a ABNT disponibilizou um arquivo sobre a nova versão, intitulado como Introdução à ISO 14001 2015 pdf.

A norma evoluiu ao longo dos anos para atender as necessidades do mercado, veja a evolução até a última lançada NBR ISO 14001:2015:

1996 Primeira versão da norma, com o objetivo de definir critérios para implantação do Sistema de Gestão Ambiental e gerenciamento dos impactos ambientais das atividades das organizações;

2004 Revisão e atualização de conceitos e definições. O grande destaque dessa versão é o conceito de desempenho ambiental.

2015 A nova versão da ISO 14001 2015, publicada em setembro de 2015, tem como destaques: o alinhamento da Gestão Ambiental à estratégia da empresa, a gestão de riscos e a busca pela maior compatibilidade com as demais normas ISO.

Saiba mais sobre o que é por meio do artigo: Para que serve ISO 14001 e como essa norma fará com que minha empresa alcance o sucesso sustentável

Objetivos da norma ISO 14001

Empresas certificadas ISO 14001 atendem as suas necessidades socioeconômicas em equilíbrio com a proteção do meio ambiente, veja quais são os objetivos dessa norma:

  • Proteger o meio ambiente com a prevenção ou mitigação dos impactos ambientais adversos;
  • Mitigar os potenciais efeitos adversos das condições ambientais na organização;
  • Auxiliar a organização no atendimento aos requisitos legais e outros requisitos;
  • Aumentar o desempenho ambiental;
  • Controlar ou influenciar o modo que os produtos e serviços da organização são projetados, fabricados, distribuídos, consumidos e descartados, utilizando uma perspectiva de ciclo de vida que possa prevenir o deslocamento involuntário dos impactos ambientais dentro do ciclo de vida;
  • Alcançar benefícios financeiros e operacionais que resultem na implementação de alternativas ambientais que reforçam a posição da organização no mercado;
  • Comunicar as informações ambientais para as partes interessadas pertinentes, conhecidos como steakholders.

Se sua empresa ainda não está convencida de que ser certificada na ISO 14001 é um bom negócio, leia o artigo Cinco problemas que empresas sofrem por não serem certificadas na ISO e entenda como a certificação é o elemento que traz diferencial e competitividade empresarial.

A Verde Ghaia, possui um serviço de Consultoria On-line em Sistema de Gestão Ambiental, disponibilizando em sua plataforma on-line, curso de ISO 14001, em diversas categorias, inclusive quanto ao gerenciamento de resíduos, o que mudou com a nova versão da norma ISO 14001 2015 e outros assuntos relacionados.

De um jeito simples e muito mais econômico, com a Consultoria On-line Verde Ghaia, sua empresa tem a mesma qualidade do serviço tradicional, com o custo até 60% mais baixo e a flexibilidade que atende à sua realidade, sem custos de deslocamento de consultores e sem interferir nas rotinas da sua organização. Este serviço é oferecido para qualquer norma internacional.

Além disso, com o software VG RESÍDUOS, que é uma plataforma, 100% on-line, é possível fazer o monitoramento e a gestão dos processos, da documentação, dos prestadores de serviço, do atendimento às legislações aplicáveis, do planejamento de resíduos. A plataforma ajuda o empreendedor no controle dos resíduos que sua empresa produz alinhado aos sistemas da ISO e ainda auxilia a fazer uma boa gestão de fornecedores.

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Você sabe a diferença entre destinação e disposição final?

Leis mais rigorosas obrigam as organizações a darem mais atenção ao meio ambiente. O que é visto como custo, pode se tornar uma vantagem competitiva a depender da gestão estratégica que se adota.

 

destinação final

 

A criação de novos modelos de negócios a partir dos resíduos gerados nos empreendimentos vem formando um mercado cada vez mais competitivo, com a existência de tecnologia e metodologias diferenciadas para destinar ou dispor os resíduos de modo ambientalmente adequado. Ainda, com uma adequada Gestão de Fornecedores, tem-se uma posição estratégica para a qualidade e a credibilidade da organização, o que torna a gestão de resíduo mais eficaz.

Se em uma época não tão distante, a principal forma de disposição era em aterros ou até mesmo em lixões a céu aberto, atualmente tem-se uma gama de opções para destinação que varia desde a hidrólise térmica até o coprocessamento, gerando matérias-primas para fabricação de outros produtos. O custo e a segurança jurídica das operações é o que diferencia na hora de optar entre destinação e disposição final.

Quando pensamos em gestão de resíduos, competitividade e diferencial mercadológico, pensamos logo em Sistema de Gestão Ambiental (SGA) e certificação ambiental, visto que empresas certificadas ISO 14001 evidenciam uma maior preocupação com a adequação de seus processos e padrões internacionalmente reconhecidos, além de que para manterem sua certificação, precisam destinar seus resíduos de modo ambientalmente adequado.

 

Vejamos então as diferenças entre destinação e disposição final, que foram ratificadas na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

 

Destinação

 

De acordo com a PNRS, a destinação de resíduos consiste na reutilização, compostagem, reciclagem, recuperação, aproveitamento energético e outras destinações admitidas pelos órgãos competentes do SISNAMA, do SNVS e do Suasa, desde que respeitadas normas operacionais específicas que evitem danos ou riscos à saúde e à segurança pública, minimizando os impactos ambientais adversos.

 

Disposição Final

 

Segundo a PNRS, a disposição final consiste em distribuir ordenadamente os rejeitos em aterros, observando as normas operacionais específicas que evitem danos ou riscos à saúde e à segurança pública, minimizando os impactos ambientais adversos.

Entende-se por rejeitos, os resíduos sólidos que, depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento e recuperação de acordo com as tecnologias disponíveis e economicamente viáveis, não apresentem outra possibilidade além da disposição final, sendo esta a última alternativa a ser adotada pelo gerador, que é a pessoa física ou jurídica geradora de resíduo por meio de suas atividades.

 

Tipos de destinação e disposição final de resíduos

 

Resíduo sólido é qualquer material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas. Existe uma ordem de prioridade na gestão e no gerenciamento de resíduos sólidos, estipulada pela PNRS, que é:

 

disposicao final

 

Conheça as 6 medidas para a redução da geração de resíduos na sua empresa.

 

A partir do momento em que a não geração é impossível em um processo, deve-se proceder a outras formas de gerenciamento do resíduo. Vejamos algumas formas para destinação dos resíduos:

 

Compostagem

 

É um tipo de destinação, que ocorre por meio de um processo controlado de decomposição microbiana que transforma matéria orgânica em adubo ou ainda ração animal, reduzindo o envio de resíduos para aterros. Muito utilizado quando os resíduos são compostos por grande quantidade de matéria orgânica, como por exemplo, restos de alimentos.

 

Co-processamento em fornos de cimento

 

É um tipo de destinação por meio da queima de resíduos em fornos de cimento com temperaturas acima de 1.200 °C, para reaproveitamento de energia, em que o material é utilizado como substituto ao combustível, ou ainda para reaproveitamento como substituto da matéria-prima, em que os resíduos a serem eliminados apresentem características similares às dos componentes normalmente empregados na produção de clínquer.

Esta alta temperatura permite a destruição de quase toda a carga orgânica, este método não é permitido para queima de organoclorados, resíduos urbanos, radioativos e hospitalares.

 

Reciclagem

 

Uma das formas de destinar corretamente os resíduos é pela reciclagem, que é o processo de transformação dos resíduos sólidos, que envolve a alteração de suas propriedades físicas, físico-químicas ou biológicas, com vistas à transformação em insumos ou novos produtos.

 

Incineração

 

É conhecida como uma forma de destinação adequada, sendo basicamente uma decomposição térmica dos resíduos, com o objetivo de reduzir o volume e a sua toxicidade. Por meio da incineração, é possível obter a redução de resíduos em até 5% do volume e 15% do peso original e ainda é possível recuperar a energia contida nos resíduos. Por outro lado, o investimento é elevado, já que possui um alto custo de operação e manutenção, além de mão-de-obra especializada.

Para conhecer mais sobre tipos de tratamento de resíduos, leia o estudo sobre o setor no site da ABETRE. Agora veja algumas formas de disposição final:

 

Aterro comum ou lixão

 

É uma forma de disposição final INADEQUADA dos resíduos sólidos, visto que se caracteriza pela disposição de resíduos sobre o solo, sem medidas de proteção ao meio ambiente ou à saúde pública.       Apesar de ainda existirem muitos lixões em todo país, esta forma de dispor não é recomendada, e não atende aos requisitos da norma ISO 14001.

 

Aterro controlado

 

É o aterro comum, porém com pequenas adaptações, o solo não é protegido contra a decomposição dos resíduos e não há controle dos gases, faz-se apenas um recobrimento dos resíduos com material inerte diariamente. Esta forma de disposição final também é considerada inadequada.

 

Aterro Sanitário

 

É a principal forma de disposição final adequada existente hoje, visto que é uma técnica que não causa danos ou riscos à saúde pública e à segurança. É uma solução economicamente viável e que causa menos impactos ao meio ambiente, porém possui vida útil de curta duração, exige grandes extensões de terra e controle e manutenção constantes.

Os aterros sanitários recebem resíduos de classe II A e II B, não inertes e inertes, respectivamente. Os resíduos perigosos, classe I, são encaminhados para aterros industriais, que possuem formas de disposição final mais específicas devido as características dessa classe de resíduos.

 

Você já ouviu falar em Aterro Zero?

É um movimento existente hoje em toda a comunidade internacional com o intuito de engajar pessoas, comunidades e empresas a planejarem e gerenciarem seus resíduos, enfatizando a não geração e uma grande mudança na forma atual do fluxo de materiais na sociedade. Leia mais no artigo: Como se tornar uma empresa Aterro Zero?

 

destinacao final

 

Como definir a melhor forma para destinar meu resíduo?

 

 

Ser uma empresa sustentável é produzir sem comprometer o amanhã e, para isso, é preciso cuidar dos aspectos e impactos que são gerados pela organização e neste contexto, os resíduos estão inseridos. Você já deve ter ouvido uma frase que diz: levar o resíduo para fora do empreendimento não é o fim de um processo, mas sim o começo dele. Mas o que isso quer realmente dizer?

Quer dizer que, mais do que apenas dispor seu resíduo em um local ambientalmente adequado, sua empresa pode ir além e criar um novo negócio a partir da boa gestão e gerenciamento dos resíduos gerados. Entenda mais sobre isso lendo o artigo: O que é Certificado de Destinação Final?

É possível que sua empresa venha a desenvolver formas para reaproveitar seus próprios resíduos ou ainda de terceiros. O estabelecimento de parcerias com fornecedores, a promoção de projetos internos visando à redução de custos para destinação de resíduos, bem como a diminuição nos custos para adquirir matérias-primas ao transformar seu resíduo em uma delas, tudo isso são atividades relacionadas com uma boa gestão de resíduos.

Esta gestão dos resíduos, bem como os demais aspectos e impactos ambientais devem ser realizadas com uma política sustentável de modo que não prejudiquem o crescimento econômico da empresa e possam impulsionar sua competitividade frente ao mercado atual. A implantação de um SGA vinculado à certificação ambiental favorece não apenas um ambiente mais sustentável, mas também as empresas certificadas, os fornecedores, os clientes e os órgãos ambientais, ou seja, todas as partes interessadas se beneficiam de um sistema como esse.

E para tal, utiliza-se a norma internacional ISO 14001, que foi projetada para ajudar na adequação de responsabilidades ambientais aos seus processos internos e dar continuidade ao crescimento das empresas, mantendo-as bem-sucedidas comercialmente.

 

Para saber mais, acesse o artigo: Conheça o passo a passo da implantação ISO 14001.

 

Quais as vantagens da gestão de resíduos?

 

Cada tipo de resíduo, bem como suas características exige um modelo de gestão adequado, que não prime apenas pela coleta e o transporte do resíduo para fora da área do gerador, mas o tratamento ideal para cada um, com a finalidade de evitar problemas de saúde pública e contaminação ambiental, impactos sociais e econômicos.

Ao gerir os resíduos corretamente, você reduz custos dos resíduos, evita multas, notificações ambientais e demais custos desnecessários, gera receita e obtém vantagens ambientais e competitivas frente a seus concorrentes, além de ter um diferencial no mercado.

Para te ajudar neste processo, a Verde Ghaia criou o VG Resíduos, um sistema de gestão de resíduos totalmente on-line, que controla toda a geração de resíduos de qualquer tipo de organização, desde a sua geração até o destino final.

Recentemente, em um estudo realizado com quase três mil empresas de todo território brasileiro, a VG Resíduos ocupa o terceiro lugar no Ranking 100 Open Startup Brasil 2017, divulgado pelo Jornal Valor Econômico. Leia tudo sobre esta notícia no artigo VG Resíduos ocupa o terceiro lugar entre as 100 startups mais promissoras do Brasil.

Por meio dessa plataforma inovadora no mercado, o empreendedor consegue realizar o controle dos resíduos da sua empresa alinhado aos sistemas da ISO e ainda auxilia no monitoramento e na gestão dos processos, da documentação, dos prestadores de serviço, no atendimento às legislações aplicáveis e no planejamento de resíduos.

 

VG Resíduos e o Mercado de Resíduos

 

A VG Resíduos ainda possui um módulo on-line chamado Mercado de Resíduos, que cria oportunidades e otimiza a gestão das organizações para melhor aproveitamento e destinação dos resíduos, por meio de oferta e busca de resíduos e serviços. Seu objetivo é agregar valor ao resíduo que é transformado em insumo para ser aproveitado no processo produtivo de outras empresas e ainda, estimular a destinação correta dos resíduos, minimizando impactos ambientais.

 

Sistema de gestão ambiental nas empresas

 

disposição final

 

Cada vez mais incorporada no plano de negócio das empresas, a gestão ambiental consiste em investir em inovação tecnológica, mudar matrizes energéticas, modificar processos produtivos, substituir matérias-primas visando a redução dos danos ao meio ambiente. Tudo isso, além de contribuir para a realização de atividades que sejam sustentáveis, gera uma grande vantagem competitiva para as empresas que conseguem ter uma percepção mais ampla de seu negócio.

Assim, a implementação de um SGA em busca da certificação na norma ISO 14001, é essencial para enxergar seu empreendimento de forma holística, reduzir os aspectos e impactos negativos, potencializar os positivos e ainda gerar receita, com a correta gestão dos resíduos gerados.

 

O que é ISO 14001?

 

É uma norma internacional, baseada no ciclo PDCA do inglês “plan-do-check-act” – planejar, fazer, checar e agir, que define sobre como colocar um sistema de gestão ambiental eficaz em vigor.

No Brasil, a norma tem a versão brasileira representada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), intitulada como NBR ISO 14001.

 

Saiba mais sobre o que é norma ISO 14001 por meio do artigo: O que é ISO 14001?

 

Além dessa, existem outras normas de padrões ambientais?

 

Sim, dentre diversas normas da ISO, que é uma Organização Internacional de Normalização, existe a série ISO 14000, que se referem a normas de padrões ambientais que tem por objetivo abordar aspectos como sistemas de gestão ambiental, auditorias ambientais, rotulagem ambiental, comunicação ambiental, análise do ciclo de vida, desempenho ambiental, aspectos ambientais e terminologia, em qualquer empresa, seja ela de pequeno, médio ou grande porte.

A área da ISO responsável pelas normas ISO 14000 é o Comitê Técnico 207, chamado ISO/TC207. Seu correspondente na ABNT é o Comitê Brasileiro de Gestão Ambiental, o CB-38. Fazem parte dessa série, as normas: ISO 14001, 14004, 14010, 14020, 14031, 14040 e 14064.

 

Onde posso buscar mais informações sobre essa norma?

 

Essa norma, assim como todas as normas ISO, evolui com vistas a atender as necessidades do mercado e, recentemente, a NBR ISO 14001 2015 foi atualizada. A ABNT disponibilizou um arquivo sobre a nova versão, intitulado como Introdução à ISO 14001 2015 pdf.

A Verde Ghaia possui um serviço de Consultoria On-line em Sistema de Gestão Ambiental, disponibilizando em sua plataforma on-line, curso de ISO 14001, em diversas categorias, inclusive quanto ao gerenciamento de resíduos, o que mudou com a nova versão da norma ISO 14001 2015 e demais assuntos relacionados.

VG Resíduos ocupa o terceiro lugar entre as 100 startups mais promissoras do Brasil

Cerca de três mil empresas brasileiras participaram da seleção

 

equipe vgresiduos

 

O jornal Valor Econômico divulgou nesta sexta-feira (28) o “Ranking 100 Open Sturtups Brasil 2017” com os cem negócios mais atraentes para o mercado. Participaram do estudo quase três mil empresas distribuídas em 24 estados brasileiros. A VG Resíduos ocupou o terceiro lugar da lista geral, ficando atrás apenas da Beenoculus e GoEpik.

“Ficamos muito felizes com o resultado ainda mais considerando o nível das startups que participaram do processo. É muito importante ver como a preocupação com o meio ambiente tem ganhado relevância no mercado e como o aproveitamento dos resíduos é uma ótima solução pra isso”, comenta um dos sócios da VG Resíduos, Guilherme Arruda. O empresário atua na liderança da empresa juntamente com o fundador do Grupo Verde Ghaia, Deivison Pedroza.

Promovido pela Wenovate-Open Innovation Center, associação que incentiva a prática da inovação, o estudo está em sua segunda edição e já tem se mostrado um sucesso no país. O número de inscritos quase dobrou de um ano para o outro, segundo dados divulgados pela própria organização.

Como critérios para seleção das cem primeiras empresas, a associação utiliza como itens na metodologia a atratividade das startups para o mercado, o interesse das grandes empresas nos empreendimentos, negociações em andamento e parcerias realizadas.   Outro ponto muito relevante utilizado como critério de análise é a existência de contratos que envolvem investimentos e participação societária.

“É muito gratificante saber que ficamos em uma posição tão satisfatória em um estudo com critérios tão rigorosos de avaliação”, comemora Pedroza.

Um pouco sobre a VG Resíduos

Reestruturada em 2016 pelos empresários Guilherme Arruda e Guilherme Gusman, a VG Resíduos agrega todas as soluções para corrigir e aperfeiçoar a gestão de resíduos das empresas. Ela atua desde a geração até a destinação dos resíduos, agindo de maneira ambientalmente correta. Outra ação interessante realizada pela startup é o mercado de resíduos que permite as empresas transformarem resíduos em receita.

Mercado de Resíduos é uma plataforma on-line de oferta e busca de resíduos e serviços. Ele cria oportunidades e otimiza a gestão das organizações para melhor aproveitamento e destinação dos resíduos. A plataforma gera valor transformando o resíduo em insumo que possa ser aproveitado no processo produtivo de outras empresas e, ainda, estimula a destinação correta dos resíduos, minimizando impactos ambientais.

As empresas podem vender, trocar e comprar resíduo, além de contratar fornecedores para transporte e tratamento. Tudo isso com facilidade, economia e segurança!

ranking vgresiduos

 

Para ler as matérias divulgadas no Valor Econômico, acesse os tópicos abaixo:

Promessa de lucro

–  Resiliência, foco na equipe e bons mentores

Algumas matérias que podem te interessar

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