A importância dos programas para a redução de resíduos

A geração de resíduos é um dos problemas mais agravantes das empresas em relação à preservação do meio ambiente. Esses desafios são reforçados pelo crescimento gradativo e desordenados da população e pelo crescimento acentuado dos bens de consumo.

Diante deste cenário preocupante, muitas organizações adotam programas de gestão de resíduos. Esses programas devem atuar não só de forma a garantir a coleta, o tratamento e a disposição, mas principalmente deve estimular a redução na produção de resíduos desde a sua geração.

Os programas de redução na geração de resíduos são importantes porque priorizam um sistema circular no qual a quantidade de resíduos reaproveitados seja cada vez maior e a de resíduos gerados, cada vez menores.

Reduzir, reutilizar e reciclar – Programa de redução de resíduos

 

A redução na geração de resíduos em uma empresa que entende a importância da preservação ambiental e enxerga a oportunidade de redução de custos deve ser algo fundamental.

Algumas empresas adotam o programa 3R’s como forma de reduzir a geração de resíduos.

Os 3 Rs da sustentabilidade (Reduzir, Reutilizar e Reciclar) são ações práticas que buscam minimizar o desperdício de materiais e produtos, além de poupar a natureza da extração inesgotável de recursos.

Reduzir

O termo Reduzir no programa 3 R’s consiste em adotar ações que visem diminuir a geração de resíduos, seja minimizando na fonte ou reduzindo desperdícios.

Basicamente as empresas adotam um consumo com consciência ambiental e econômica, pois compram bens e serviços de acordo com suas necessidades para evitar desperdícios.

Reutilizar

 

A ação de reutilizar prolonga a vida útil dos produtos, dando novos usos a materiais que seriam jogados no lixo. Quando reutilizamos os produtos colaboramos para o desenvolvimento sustentável do planeta, pois evita o consumo de energia para fabricação, além de reduzir a retirada da matéria-prima empregada na confecção de um novo produto.

Jogamos muitas coisas no lixo que poderiam ser reutilizadas para outros fins.

Reciclar

Alguns resíduos podem passar por processamento físico ou químico para serem reutilizados sob a forma original ou como matéria-prima para produção de novos materiais com finalidades diversas. Por exemplo, pneus antigos podem se tornar componentes para asfalto ou latas de alumínio podem ser fundidas para darem origem a novas latas.

5S –  Programa de redução de resíduos

O 5S é uma metodologia japonesa utilizada também nas organizações para diminuir o desperdício e reduzir a geração de resíduos. A metodologia foca 5 sensos, cada um deles iniciados com a letra S:
Seiri – Senso de Utilização: separar o que é útil do que não é e melhorar o uso do que é útil.
Seiton – Senso de Ordenação: um lugar para cada coisa, cada coisa no seu lugar.
Seisou – Senso de Limpeza: limpar e evitar sujar.
Seiketsu – Senso de Saúde: padronizar as práticas saudáveis.
Shitsuke – Senso de Autodisciplina: assumir a responsabilidade de seguir os padrões saudáveis.

 

Gestão e gerenciamento buscando a redução de resíduos


A redução na geração de resíduos é a segunda prioridade na gestão e gerenciamento de resíduos conforme a Lei 12.305/2010.

A primeira é a não geração, porém quando as empresas esgotam os métodos para não gerar o próximo passo é tentar reduzir ao máximo a sua geração podendo utilizar processos de inovação tecnológica em busca de uma melhor eficiência na produção ou serviços, mas também na criação de novos serviços e produtos com tarefas semelhantes e com maior eficiência.

O controle dos resíduos em uma empresa é algo fundamental no processo produtivo de qualquer bem. O seu gerenciamento é um excelente método que cria oportunidades de redução dos custos. Isto pode ser viabilizado através do reaproveitamento e venda de resíduos e aumento de possibilidades de reciclagem, ou por meio da descoberta de novos componentes ou de novas matérias-primas que resultem em produtos mais confiáveis e tecnologicamente mais limpos.

Um dos grandes desafios das empresas é assegurar que todos os resíduos sejam gerenciados de forma apropriada e segura, desde a geração até a disposição final (do berço ao túmulo), envolvendo as etapas de geração, caracterização, manuseio, acondicionamento, armazenamento, coleta, transporte, reutilização, reciclagem, tratamento e disposição final.

Quais são as vantagens dos programas de redução na geração de resíduos?

 Reduzir a geração de resíduos nas empresas traz vários benefícios. Dentre tantas vantagens as mais relevantes são:

  • Redução no custo de coleta, transporte e destinação em local apropriado.
  • Aumento do lucro, pois reutilizando ou reciclando os resíduos a empresa consegue gerar receita no mercado de compra e venda de resíduos. O produto da empresa passará a ter uma imagem vinculada à responsabilidade socioambiental, possibilitando destaque entre seus concorrentes. Especialmente se for um produto de exportação.
  • Não sofrer penalidades pela legislação vigente, em decorrência de não conformidades da destinação de resíduos em local apropriado.
  • Redução de riscos de acidentes industriais devido ao acúmulo de resíduos. Reduzindo com isso todas as implicações legais e financeiras em decorrência desses acidentes.

A cultura de redução de resíduos

Eliminar desperdícios, reduzir resíduos e consequentemente reduzir custos não são somente atos, mas são hábitos que uma empresa deve possuir. É importante para os programas de redução na geração de resíduos que esse hábito esteja claro tanto para a alta direção quanto para toda a equipe.

Caso essa cultura não seja disseminada será muito difícil dispor de ações que tragam resultados.

Reduzir a geração de resíduos visando minimizar os custos e preserva o meio ambiente é um dos principais objetivos de empresas que desejam cumprir as exigências ambientais, e principalmente empresas certificadas no Sistema de Gestão Ambiental.

A Verde Ghaia é uma empresa especializada em consultoria que pode auxiliar a sua empresa a atender todos os requisitos legais da Lei 12.305/2010, e a buscar soluções para redução de resíduos na suam empresa.

Através da plataforma VG Resíduos é apresentado para sua empresa uma solução prática e funcional que permite à sua empresa realizar a gestão completa do processo, monitorar históricos e tomar decisões estratégicas baseadas em gráficos e relatórios.

Entre em contanto e veja os benefícios de uma consultoria para o gerenciamento de resíduos.

Conheça as vantagens do coprocessamento de resíduos perigosos

Uma boa alternativa para eliminar os resíduos perigosos, seja ele gerado por qualquer que seja a tipologia industrial, hospitalar ou metalúrgica, será contratar uma empresa especializada em destinação correta destes resíduos, podendo ser o coprocessamento de resíduos perigosos.

Conhecendo o coprocessamento

O coprocessamento é um processo que consiste em eliminar o lixo tóxico de forma segura por meio de incineração. Este procedimento é realizado por empresas especializadas, que dispõe de métodos seguros para a realização deste serviço.

O coprocessamento de resíduos é uma maneira ecologicamente correta de realizar a destinação final em resíduos prejudiciais ao meio ambiente. Esse processo visa a produção de energia, através da extração de calor vinda da queima desses materiais.

O calor produzido busca sustentar os fornos das indústrias que produzem cimento. Deste modo, além de reduzir a quantidade de lixo presente no meio ambiente, o coprocessamento de resíduos também gera energia para a realização de diversos processos.

Coprocessamento de resíduos perigosos: o que é?

coprocessamento de resíduos perigosos é uma técnica que consiste em destruir o lixo tóxico por meio de incineração. Comumente, esta queima é feita em fornos fabricantes de cimento.

Nesse processo são eliminados tanto resíduos industriais sólidos, quanto resíduos pastosos, que são utilizados como combustíveis para os fornos de clinquerização. Dessa forma, a indústria cimenteira também se beneficiam da utilização dos resíduos perigosos, visto que tais resíduos, após passarem pelo processo de queima, transformam-se em matéria-prima para o próprio cimento.

A combustão é a reação-chave do processo de fabricação de cimento, que transforma as matérias-primas em clínquer. A alta temperatura da chama, o tempo de residência dos gases, a turbulência no interior do forno e vários outros parâmetros da combustão na produção de cimento são ideais e até superiores aos padrões exigidos para a destruição ambientalmente segura de resíduos perigosos.

O coprocessamento de resíduos em fornos de cimento se utiliza de todos esses parâmetros de maneira integrada ao processo de fabricação de cimento. Desta forma, os fornos de cimento possuem capacidade de destruição segura de grandes volumes de resíduos.

O coprocessamento não altera a qualidade do cimento e é praticado de forma segura e ambientalmente adequada tanto para os trabalhadores do setor quanto para a comunidade que reside em torno das fábricas.

A queima desses resíduos usados nesse processo é totalmente controlada e segue as normas que regulamentam o gerenciamento dos detritos sólidos. A reação mais importante durante o processo é a combustão, utilizada na transformação dos materiais em clínquer.

Fatores como a temperatura do fogo, além da turbulência na parte interna do forno e o tempo da residência dos gases são completamente ideais – às vezes até superiores – ao padrão necessário para uma destruição segura desses resíduos.

Todos esses fatores são trabalhados em conjunto com a fabricação do cimento no coprocessamento dos resíduos. Por conta disso, os fornos usados no processo são capacitados para receber uma grande quantidade de resíduos.

Alguns resíduos que podem ser tratados por coprocessamento

  •  Borras oleosas
  •  Óleo Usado
  •  Lodo de tratamento de efluentes
  •  Pneumáticos usados
  •  Óleos e Graxas
  •  Tintas e Solventes
  •  Plástico
  •  Borracha
  •  Solos Contaminados
  •  Refratários Usados
  •  Cinzas de Fornos
  •  Epi´s Contaminados

Legislação do Coprocessamento

  • Federal Resolução CONAMA 264/99 – Coprocessamento em Fornos de Clinquer
  • Resolução CONAMA 316/02 – Sistemas de Tratamento Térmico – dioxinas e furanos
  • Resolução CONAMA 258/99 Pneus 2002
  • Resolução CONAMA n° 264/99 – dispõe sobre o licenciamento de fornos rotativos de produção de clínquer para atividade de coprocessamento de resíduos;
    Resolução CONAMA n° 316/2002 – dispõe sobre procedimentos e critérios para o funcionamento de sistemas de tratamento térmico de resíduos;
    Resolução CONSEMA n° 002/2000 – dispõe sobre o coprocessamento de resíduos em fornos de clínquer;
  • Resolução CONSEMA n° 009/2000 – dispõe sobre a incineração de resíduos de serviços de saúde no Estado do Rio Grande do Sul, classificados como infectantes;

O coprocessamento de resíduos no estado de Minas Gerais iniciou-se em 1990, tendo sido normatizado pela primeira vez em 1998, com a Deliberação Normativa COPAM n° 026.

Em nível federal foi publicada, em 1999, a Resolução CONAMA n° 264, referente ao licenciamento de fornos rotativos de produção de clínquer para atividades de coprocessamento de resíduos, sendo excluídos: os resíduos domiciliares brutos, de serviços de saúde, radioativos, explosivos, organoclorados, agrotóxicos e afins, além de estabelecer limites de emissões para material particulado e poluentes.

A Resolução CONAMA n° 316/2002, referente ao tratamento térmico de resíduos, complementa a Resolução CONAMA n° 264/1999, ao estabelecer limites de emissões de dioxinas e furanos no coprocessamento.

As vantagens do coprocessamento

– Eliminação definitiva, de forma ambientalmente correta e segura, de resíduos perigosos e passivos ambientais;

– Preservação de recursos energéticos não-renováveis pela substituição do combustível convencional e pela incorporação na massa do produto;

– Pode substituir a parte de matérias primas que compõem a fabricação do cimento, sem alteração de suas características e atendendo às normas internacionais de qualidade;

– contribuição à saúde pública, por exemplo, no combate aos focos de dengue (com a destruição de pneus velhos).

– A queima de resíduos em fornos de cimento é amplamente explorada em alguns países de primeiro mundo.

– O setor cimenteiro no Brasil possui uma capacidade crescente de queima que pode chegar a até 1,5 milhão de toneladas de resíduos eliminados anualmente.

Verde Ghaia – Tem a melhor solução para o seu resíduo

A Verde Ghaia é uma empresa extremamente competente que possui profissionais qualificados para indicar a melhor solução para os resíduos, sejam eles perigosos ou não, além de outros serviços como assessorar sua empresa. Atendemos em todo o território brasileiro. Entre em contato com a nossa equipe e descubra a melhor forma de gerenciamento dos seus resíduos!

Iniciativa beneficia projetos de compostagem de resíduos

Veja como participar do MMA, uma iniciativa para promover e fortalecer projetos de compostagem

O Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) e o Fundo Socioambiental (FSA) da Caixa lançaram no dia 12 de setembro edital de apoio a projetos de compostagem em municípios ou consórcios públicos intermunicipais que atuam na gestão de resíduos sólidos. No total serão disponibilizados R$ 10 milhões para projetos com valores de no mínimo R$ 500 mil e máximo R$ 1 milhão.

O objetivo do edital é a seleção de projetos integrados de segregação na fonte e reciclagem da fração orgânica de resíduos sólidos em municípios ou consórcios públicos intermunicipais que atuem na gestão de resíduos sólidos.

A compostagem é uma alternativa tecnológica de reciclagem de resíduos orgânicos ainda pouco explorada no Brasil. Por ser um processo relativamente simples e com vasta gama de aplicações, desde a escala domiciliar até a escala industrial, são diversas as possibilidades de políticas públicas que promovam esta prática e reduzam a quantidade de resíduos orgânicos enviados para disposição final.

A segregação na fonte dos resíduos em três frações (orgânicos, recicláveis secos e rejeitos) tem se mostrado uma prática de gestão muito eficiente e salutar para garantir a produção de composto de boa qualidade, boa aceitação por agricultores e baixíssimo risco de contaminação.

A associação da prática de compostagem com a promoção do uso do composto, em projetos de agricultura urbana ou de apoio à agricultura familiar, também são exemplos de sucesso na garantia da continuidade desta prática, fechando o ciclo da gestão dos resíduos orgânicos.

O prazo final para o envio das propostas é até o dia 11 de outubro de 2017. Segundo as instruções do edital, o envio das propostas deverá ocorrer pelos correios. Abaixo, segue o cronograma do edital.

Período de envio das propostas 13/09/2017 a 11/10/2017
Divulgação do resultado parcial 20/11/2017
Prazo para recursos 24/11/2017
Publicação do resultado final 11/12/2017

 

O FNMA e o FSA CAIXA realizarão um evento de capacitação para proponentes ao edital, no dia 27/09/2017, das 9h às 18h.  O evento acontecerá no Ministério do Meio Ambiente, SEPN 505, Bloco B, Auditório, Brasília/DF.  Poderão participar até dois representantes por instituição.  Para se inscrever, envie um e-mail para o endereço eletrônico fnma@mma.gov.br com o assunto: Capacitação Edital 01/2017.

Orientações da FEAM

A Fundação Estadual do Meio ambiente (Feam) orienta os municípios para que busquem soluções que viabilizem a interrupção do aterramento dos resíduos orgânicos e seu encaminhamento para tratamento.

Esses resíduos são potencialmente valoráveis pela compostagem, metanização e outras tecnologias que não envolvam tratamento térmico, uma vez que esse método é expressamente proibido no território mineiro.
Sabe-se que o composto orgânico, se produzido a partir de coleta segregada e sob critérios técnicos, pode se constituir em importante fonte de nutrientes para a adubação de plantas. Outro subproduto da decomposição da matéria orgânica, o gás metano, pode ser utilizado para a produção de energia.

Metanização

Biogás é o nome mais utilizado para o procedimento de mistura de gases que é produzida pela decomposição biológica da matéria orgânica na ausência de oxigênio. Normalmente consiste em uma mistura gasosa composta principalmente por gás metano (CH4) e gás carbônico (CO2), com pequenas quantidade de gás sulfídrico (H2S) e umidade.

A produção de biogás ocorre naturalmente em qualquer local submerso em que o oxigênio atmosférico não consiga penetrar, como em pântanos, no fundo de copos d’água, intestino de animais, ou de forma antrópica como em aterros sanitários e usinas de biogás. Pode ser classificado como biocombustível; uma fonte de energia renovável, o biogás pode auxiliar o ser humano a se emancipar da dependência dos combustíveis fósseis.

A biomassa é a principal fonte para o biogás. Ela é considerada um resíduo sólido, sendo encontrada de diversas formas, tais como: restos de alimentos, resíduos de madeira, palha do arroz, bagaço da cana de açúcar, esterco de animais e entre outras formas.

De acordo com ORTIZ (2005), biomassa é a matéria orgânica que pode ser utilizada como recurso energético a partir de diferentes processos: biogás por queima, biogás por decomposição e biocombustíveis por extração e transformação.

As principais são: resíduos florestais e de madeira, resíduos agrícolas, dejetos de animais (esterco) e óleos vegetais. É importante destacar que há biomassa em abundância na Amazônia, tais como as oleaginosas que podem ser extraídas de forma sustentável e com potencial produtivo, o Babaçu, Bacuri, Buriti, bem como o esterco de animais, aves, bovinos, caprinos.

Qualquer matéria orgânica biodegradável pode ser adicionada aos biodigestores anaeróbicos para produção de energia. Por exemplo:

I Simpósio Internacional sobre Gestão de Resíduos Orgânicos

 

Uma Deliberação Normativa sobre gestão e tratamento dos resíduos orgânicos será apresentada pela Feam ao Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam). A norma estabelecerá critérios mínimos para orientar a gestão e o monitoramento de sistemas de destinação de resíduos orgânicos no território mineiro. Em nível federal, o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) vem discutindo resolução específica para detalhar o desenvolvimento ambiental da compostagem dos resíduos orgânicos no Brasil.

Para auxiliar na qualidade do conteúdo da normativa, a Feam está organizando o I Simpósio Internacional sobre Gestão de Resíduos Orgânicos, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O Simpósio está previsto para acontecer em abril e a programação inclui discussão entre especialistas brasileiros e estrangeiros, palestras, debates, demonstração de experiências, exposição de trabalhos acadêmicos e feira de produtos relacionados.

As discussões contribuirão para o aprimoramento da minuta da normativa estruturada pela Feam, detalhando os procedimentos para gestão dos resíduos orgânicos, desde segregação, logística de coleta, transporte e operacionalização dos sistemas de tratamento, até qualidade dos seus subprodutos, com o objetivo de dar a esse tipo de resíduo, um viés comercial que possa contribuir para a auto sustentabilidade das soluções de tratamento adotadas.

Se você tem é um estudioso, pesquisador da área não perca essa oportunidade! Nós, da Verde Ghaia torcemos por você, e temos muitas informações e ferramentas para fornecer!

Você sabe a diferença entre classificação e caracterização dos resíduos?

Muitas empresas têm dificuldade na adequada gestão de resíduos devido a enorme quantidade gerada e a sua composição. A sociedade moderna consome muito mais produtos industrializados do que em décadas passadas.

No passado a maioria dos resíduos eram orgânicos e voltavam para a natureza por meio da decomposição. Ao contrário dos resíduos oriundos da produção de produtos inorgânicos que não se decompõem ou que requerem um tempo muito grande para se degradar, tais como o vidro, plástico, metais, borracha e outros.

Considerando essa dificuldade das empresas e a importância da gestão adequada, é importante compreender a diferença entre classificação e caracterização dos resíduos.

Caracterização dos resíduos

Antes da destinação final todo resíduo deverá ser processado apropriadamente e a caracterização de resíduos tem papel importante nessa etapa ao determinar os principais aspectos físico-químicos, biológicos, qualitativos e/ou quantitativos da amostra. Estes resultados analíticos auxiliam na classificação do resíduo para a escolha da melhor destinação do mesmo.

Resumindo, a caracterização de resíduos é um processo que identifica a composição de determinado resíduo e, depois de identificado quais os componentes, o material poderá destinado adequadamente.

Na primeira fase de caracterização é feita a descrição detalhada da origem do resíduo: em qual estado físico se encontra; o seu aspecto; cor; se possui odor; e o grau de heterogeneidade.

Na segunda fase da caracterização o resíduo é denominado com base em: seu estado físico; em qual processo originou-se; de qual atividade industrial pertence; e qual o seu principal constituinte.

Na terceira fase é definida a destinação do resíduo se será em: aterro para resíduo perigoso; aterro sanitário; aterro de resíduo inerte (solubilidade); ou se será destinado para tratamento térmico (Compostagem, Incineração, Co-processamento, etc.)

Classificação do resíduo

 

A classificação dos resíduos no Brasil é determinada na NBR 10.004/04 da ABNT, que levam em consideração os riscos potenciais para o meio ambiente e a saúde pública que os resíduos podem causar. A classificação de resíduos envolve a identificação do processo ou atividade que lhes deu origem, além de seus constituintes e características com listagens de resíduos e substâncias cujo impacto à saúde e ao meio ambiente é conhecido.

Na NBR 1004/04 os resíduos são classificados como:

Resíduos Classe I – Perigosos: São aqueles que apresentam periculosidade e características como inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade.

Resíduos Classe II A – Não Inertes: São aqueles que não se enquadram nas classificações de resíduos classe I – Perigosos ou de resíduos classe II B – Inertes. Os resíduos classe II A – Não inertes podem ter propriedades, tais como: biodegradabilidade, combustibilidade ou solubilidade em água.

Resíduos Classe II B – Inertes: São quaisquer resíduos que, quando amostrados de uma forma representativa e submetidos a um contato dinâmico e estático com água destilada ou deionizada, à temperatura ambiente não tiverem nenhum de seus constituintes solubilizados a concentrações superiores aos padrões de potabilidade de água, excetuando-se aspecto, cor, turbidez, dureza e sabor.

Para maior entendimento sobre a diferença entre resíduo inerte e não inerte leia o texto “Entenda a diferença entre resíduos inertes e não inertes”.

O que é laudo de classificação?

 

O laudo de classificação é um documento comprobatório do enquadramento do resíduo em umas das classes da norma NBR 10004/04. Deve constar no laudo de classificação a indicação da origem do resíduo, descrição do processo de segregação e descrição do critério adotado na escolha de parâmetros analisados, quando for o caso, incluindo os laudos de análises laboratoriais.

O laudo de classificação pode ser elaborado baseado exclusivamente na identificação do processo produtivo ou quando não for possível classificar o resíduo pela sua origem deverá ser feita uma análise em laboratório para classificá-lo. Outros métodos analíticos podem ser exigidos pelos Órgãos de Controle Ambiental, dependendo do tipo e complexidade do resíduo, com a finalidade de estabelecer seu potencial de risco à saúde humana e ao meio ambiente.

É importante que os laudos sejam elaborados por profissionais habilitados.

A influência da polícia nacional de resíduos

Promulgada em 2010 a lei Federal 12.305, a Política Nacional de Resíduos é um marco para a gestão de resíduo no Brasil. A PNR trata do adequado gerenciamento de resíduos, dispondo sobre os princípios, objetivos e os instrumentos. Além disso, a lei determina as responsabilidades dos geradores e do poder público, e os instrumentos econômicos aplicáveis.

A Política Nacional de Resíduo classifica os resíduos quanto à origem:

Resíduos sólidos urbanos: são originários de atividades domésticas em residências urbanas e resíduo de limpeza urbana (varrição, limpeza de logradouros e vias públicas e outros serviços de limpeza urbana).

Resíduos industriais: gerados nos processos produtivos e instalações industriais.

Resíduos de serviços de saúde: gerados nos serviços de saúde. Importante ressaltar que os resíduos gerados em ambulatórios ou área de atendimento médico nas dependências da indústria devem ser tratados como Resíduos de Serviços de Saúde.

Resíduos da construção civil: gerados nas construções, reformas, re­paros e demolições de obras de construção civil.

Resíduos de serviços de transportes: são resíduos gerados em portos, aeropor­tos, terminais alfandegários, rodoviários e ferroviários e passagens de fronteira.

Resíduos de mineração: gerados na atividade de pesquisa, extração ou beneficiamento de minérios.

A importância do plano de gerenciamento de resíduos na caracterização e classificação dos resíduos

 

Com a implantação da norma ISO 14001, uma das etapas do procedimento é o gerenciamento de resíduos. O Gerenciamento de resíduos consiste em caracterizar, classificar, quantificar, indicar formas corretas para segregação e identificação da origem dos resíduos gerados por: área, unidade e setor industrial.

O Plano de Gerenciamento de Resíduos deve contemplar os diversos tipos de resíduos gerados, bem como ações, projetos e metas que devem contemplar nas etapas de coleta, transbordo, tratamento e destinação final ambientalmente adequada dos resíduos.

A importância do gerenciamento de resíduos

O gerenciamento dos resíduos  deve ser conduzido de forma adequada. A aplicação de boas práticas na coleta, no armazenamento, no transporte evitam perdas na qualidade possibilitando que as empresas possam destinar adequadamente o resíduo.

A caracterização e classificação do resíduo adequada é o primeiro passo para que as empresas contribuam para um meio ambiente saudável. A sua empresa realiza o gerenciamento de forma adequada? Há dúvidas? A Verde Ghaia conta com uma consultoria online que ajudará a sua organização a realizar essa gestão da melhor forma e seguindo as normas aplicáveis. Também, contam com um software online de gerenciamento de resíduos.

Reciclagem: formas de utilização do resíduo como matéria prima

Um dos maiores desafios da sociedade, se tratando de evitar a degradação do meio ambiente e a contaminação dos mananciais de água e do solo, é a disposição de forma adequada dos resíduos industriais e urbanos.

A possibilidade de utilização de resíduo como matéria prima tem sido umas das principais fontes economicamente viáveis e ecologicamente corretas para algumas empresas que adotam a reciclagem ou a utilização de material reciclado no seu processo produtivo.

Há inúmeros negócios de sucesso atualmente que tem como principal fonte de matéria prima o resíduo industrial que outras empresas dispõem.

O mercado de resíduo tem se tornado uma oportunidade lucrativa para várias empresas, que encontram no seu resíduo uma fonte extra de lucro e que também atende a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Utilização de resíduo como matéria prima a partir da reciclagem

 

O que é reciclagem?

Reciclagem é um conjunto de técnicas cuja finalidade é aproveitar os resíduos e reintroduzi-los no ciclo de produção. A reciclagem de resíduos proporciona várias vantagens para as empresas em relação à utilização de matéria prima naturais: reduz o volume de extração de matérias primas, reduz o consumo de energia, emitem menos poluentes e melhora a saúde e segurança da população.

A maior vantagem da reciclagem é a preservação dos recursos naturais, prolongando sua vida útil e reduzindo a destruição do meio ambiente. Em países desenvolvidos na Europa e na América do Norte, a reciclagem é vista pela iniciativa privada, como um mercado rentável.

Muitas empresas dessas nações investem em pesquisa e tecnologia para aumentar a qualidade do produto reciclado e proporciona maior eficiência do sistema produtivo. As principais razões que motivam estes países a reciclarem seus rejeitos industriais é o fato que as reservas de matérias primas naturais estão se esgotando e, também, devido ao aumento do volume de resíduos sólidos que degradam os recursos naturais.

Já no Brasil a reciclagem ainda não faz parte da cultura dos empresários e cidadãos. A utilização de resíduo como matéria prima ainda possui índices insignificantes em relação à quantidade produzida.

As indústrias plásticas, de papel e cerâmica se destacam na utilização de resíduos como matéria prima em seus processos de produção. Na indústria cerâmica a utilização de resíduo como matéria prima é possível por possuir elevado volume de produção que possibilita o consumo de grandes quantidades associada a características físicas e químicas da matéria prima utilizada.

O setor de fabricação de utilidades domésticas é o maior consumidor de reciclados de plástico no Brasil. A utilização de uma tonelada de aparas (papel e papelão reciclado) nas indústrias de papel evita o corte de 10 a 12 árvores, economiza insumos, especialmente água utilizada nos processos de produção a partir da celulose.

Abaixo listamos alguns exemplos de resíduos que podem ser reciclados e utilizados como matéria prima:

  • Vidro: potes de alimentos (azeitonas, milho, requeijão, etc.), garrafas, frascos de medicamentos, cacos de vidro.
  • Papel: jornais, revistas, folhetos, caixas de papelão, embalagens de papel.
  • Metal: latas de alumínio, latas de aço, pregos, tampas, tubos de pasta, cobre, alumínio.
  • Plástico: potes de plástico, garrafas PET, sacos plásticos, embalagens e sacolas de supermercado.
  • Embalagens longa vida: de leite, de tomate, de sucos, etc.

Destinação final ambientalmente adequada de resíduos sólidos

 

Você sabe o que significa uma destinação correta de resíduos? A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) define que a destinação final ambientalmente adequada é a destinação que inclui a reutilização, a reciclagem, a compostagem, a recuperação e o aproveitamento energético ou outras destinações, observando normas operacionais específicas de modo que evite danos ou risco à saúde e minimize os impactos ambientais. Leia mais no artigo: Você sabe a diferença entre destinação e disposição final?

A reciclagem tem sido adotada como uma iniciativa sustentável, sendo uma das principais formas de utilização do resíduo. Mas como as empresas que destinam seu resíduo para reciclagem podem se certificar que o resíduo chegou ao destino correto?

Uma delas é através do referido CDF (Certificado de Destinação Final), um documento que comprova o destino dos resíduos enviados. É uma prova importante para possíveis auditorias e para o atendimento ou manutenção da ISO 14001, (norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT referente ao Sistema de Gestão Ambiental).

O CDF serve também para o preenchimento dos relatórios de atividades exigido pelo IBAMA, bem como o inventário de resíduos.

No post “O que é Certificado de Destinação Final?” você consegue mais informações sobre o CDF.

 A reutilização reduz o uso de matéria prima

A reutilização de resíduos também é uma forma de utilização do resíduo como matéria prima. A reutilização de resíduos prolonga a vida útil dos materiais. Produtos reutilizados devem possuir uma indicação de quantos ciclos de produção podem passar sem alterar suas características e qualidade.

Para o setor alimentício, durante a reutilização de certos produtos é necessário tratamento antes de sua reintegração no setor de produção.

O setor que mais reutiliza resíduo como matéria prima é o setor de embalagem.

Exemplos: garrafas de cervejas e refrigerantes que possuem vida útil em torno de um ano a 25 lavagens. Depois desse tempo, as garrafas precisam ser recicladas para a fabricação de novas garrafas.

Os resíduos de construção civil após passar por triagem e serem reduzidos em seu tamanho podem ser reutilizados para a construção.

A importância do gerenciamento de resíduo 

O gerenciamento dos resíduos  deve ser conduzido de forma adequada. A aplicação de boas práticas na coleta, no armazenamento, no transporte evitam perdas na qualidade possibilitando que as empresas possam destinar adequadamente o resíduo.

A gestão adequada é o primeiro passo para que as empresas contribuam para um meio ambiente saudável. A sua empresa realiza o gerenciamento de forma adequada? Há dúvidas? O resíduo que você gera pode ser utilizado como matéria prima? A Verde Ghaia conta com uma consultoria online que ajudará a sua organização a realizar essa gestão da melhor forma e seguindo as normas aplicáveis. Também, contamos com um software online de gerenciamento de resíduos que facilitará os processos de reciclagens do seu negócio.

O que é um acordo setorial e qual a relação com os resíduos das empresas?

Com o advento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e a logística reversa, a responsabilidade pelo gerenciamento de resíduos passou a ser compartilhada entre os geradores e o poder público, bem como os fabricantes, distribuidores e importadores de produtos que produzem resíduos.

E para que efetivamente funcione, o Governo juntamente com cada ator da cadeia produtiva firma uma espécie de contrato chamado de acordo setorial. Você sabe do que se trata?

Qual a definição para acordo setorial segundo a PNRS?

A PNRS define acordo setorial como o ato de natureza contratual firmado entre o poder público e fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes, tendo em vista a implantação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto.

Esta definição tem como princípio o conceito de Economia Circular, e a sua principal finalidade é reunir todos os atores de uma mesma cadeia (fornecedores, fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e consumidor final) para que juntos possam encontrar uma solução sustentável para o ciclo de vida dos resíduos gerados, contribuindo assim para um sistema de produção e consumo sustentável.

Para isso, se reúnem e discutem as ações cabíveis para que a logística reversa ocorra da melhor forma possível, sendo viável técnica e financeiramente, de modo que o resíduo descartado retorne ao fabricante.

Vejamos um exemplo:

Quando, enquanto consumidores, compramos um celular nos tornamos corresponsáveis no processo de logística reversa. Já que, depois que o celular não funcionar mais e precisar ser descartado, o consumidor final deverá depositá-lo em local apropriado e designado pelo fabricante ou comerciante, para que este resíduo retorne à cadeia de produção e tenha um destino ambientalmente adequado.

Imagine este processo como um ciclo, onde o consumidor devolve os produtos que não serão mais utilizados em pontos de coleta específicos (como na própria loja onde adquiriu o produto anteriormente), os comerciantes, por sua vez, coletam e os importadores retiram os resíduos dos pontos de coleta e devolvem ao fabricante os resíduos gerados para reintegra-los ao processo produtivo por meio do aproveitamento ou reciclagem.

Vejamos um exemplo abaixo para compreender melhor os conceitos:

 

Qual a realidade da logística reversa no Brasil?

A logística reversa ainda está em ampla discussão e implementação entre o governo e empresas privadas porém, mesmo diante deste cenário, o mercado é muito exigente quanto às questões ambientais, visto que os consumidores estão bem mais exigentes e, quem já busca implantar a logística reversa, sai na frente.

Em uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), estimou-se que os brasileiros descartam cerca de R$8 milhões por ano literalmente no lixo devido ao não reaproveitamento de resíduos gerados no país.

Independente de acordos setoriais, empresas competitivas, que almejam por redução de custos, criação de novas oportunidades e quer evitar problemas como multas e perda de clientes, precisa estar em dia com o Sistema de Gestão Ambiental da sua empresa e ainda buscar métodos eficazes para uma adequada gestão dos resíduos.

Como ocorre a implantação da logística reversa no Brasil?

A implantação da logística reversa no Brasil ocorre por meio de um Comitê Orientador para Implantação de Sistemas de Logística Reversa, que foi criado pelo Decreto Nº 7.404, de 23 de dezembro de 2010.

Este comitê é presidido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e por outros onze ministérios. Sua estrutura também inclui o Grupo Técnico de Assessoramento (GTA) e, a função do Comitê Orientador é conduzir a implantação da logística reversa, por meio de estudos de viabilidade técnica e econômica.

Depois que os estudos de viabilidade são aprovados, o Comitê Orientador realiza edital de chamamento das propostas para acordo setorial. Esse chamamento é o ato público necessário para dar início aos trabalhos de elaboração destes acordos entre governo e empresas. Todos estes procedimentos ocorrem conforme o fluxograma abaixo:

 

Quais são os acordos setoriais em vigor?

De acordo com o Sistema Nacional de Informações Sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (SINIR), há em vigor três acordos setoriais, conforme abaixo:

Desde 2011, um ano após o lançamento da PNRS, os editais para acordos setoriais vêm sendo lançados e, nos setores de eletrônicos e medicamentos os editais encontram-se em discussão para implantação da logística reversa efetiva.

Em quais setores há iniciativa de logística reversa?

Antes mesmo da PNRS, alguns setores como o de Pneus e Agrotóxicos já tinham instaurado em sua cadeia produtiva a logística reversa, que funciona muito bem. Portanto alguns setores, mesmo sem acordo, tem processos já em funcionamento e, pela política, em princípio, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes abaixo já devem realizar a logística reversa:

  • Agrotóxicos, respectivos resíduos e embalagens, assim como outros produtos cuja embalagem, após o uso, constitua resíduo perigoso, observadas as regras de gerenciamento de resíduos perigosos previstas em lei ou regulamento, em normas estabelecidas pelos órgãos do SISNAMA, do SNVS e do SUASA, ou em normas técnicas;
  • Pilhas e baterias;
  • Pneus;
  • Óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;
  • Lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista;
  • Produtos eletroeletrônicos e seus componentes.

Como um Sistema de Gestão Ambiental contribui para a logística reversa?

Ter implementado em sua empresa o SGA, de acordo com a norma ISO 14001, é a base para criar planos e métodos que viabilizem a logística reversa.

Com o SGA, sua empresa faz a gestão dos resíduos, implementa o Plano de Gerenciamento de Resíduos (PGRS), fazendo um diagnóstico dos resíduos sólidos gerados na empresa para que trace estratégias, políticas e formas de regaste para que seja implantada a logística reversa e o resíduo retorne à sua origem.

Empresas certificadas nessa norma entendem melhor sobre quais são os aspectos e impactos relacionados ao que se produze agregam um grande diferencial de mercado. Tudo isso vem atrelado às novas tendências de mercado como a Economia Circular. Devido ao grande dinamismo do mercado, o desempenho ambiental das empresas já é uma questão-chave a competitividade.

Uma pausa para discutir mais sobre a ISO 14001

A norma ISO 14001 é pertencente à família da ISO 14000, que se referem a normas de padrões ambientais com o objetivo de abordar aspectos como: sistema de gestão ambiental; auditoria, rotulagem, comunicação e desempenho ambiental; análise do ciclo de vida; aspectos ambientais e terminologia, em empresas de porte pequeno, médio ou grande porte.

Publicada em setembro de 2015, a nova versão ISO 14001 têm como destaques: o alinhamento da Gestão Ambiental ao Planejamento Estratégico da empresa, a Gestão de Riscos e a busca pela maior compatibilidade com as demais normas ISO.

Mercado de Resíduos

 

A Verde Ghaia desenvolveu o VG Resíduos, um software para gestão de resíduos totalmente online, baseado na PNRS, que contempla todos os processos de gerenciamento de resíduos, desde a geração até a disposição final.

Com o uso dessa ferramenta sua empresa consegue realizar uma adequada gestão de resíduos, de fornecedores, logística reversa e ainda ajuda quanto ao cumprimento e controle da legislação. Por meio do Mercado de Resíduos, é possível vendedores e compradores de resíduos se cadastrem e transformem o que era prejuízo em um novo nicho de negócios.

Inventário de Resíduos: Qual a sua importância?

Inventário de Resíduos

A gestão de uma empresa consiste em administrar todos os processos de sua atividade como: gestão das finanças, processo produtivo, recursos humanos, entre outros. Uma organização que cumpre a legislação vigente e busca por competitividade e diferencial no mercado, realiza a gestão completa do empreendimento, incluindo o Gerenciamento de Resíduos.

Gerir adequadamente os resíduos permite que a empresa se abra para novos mercados e crie possibilidades infinitas para transformar passivos ambientais em um novo produto.

Uma importante ferramenta de gestão de resíduos é o Inventário de Resíduos. Neste artigo discutiremos como fazer e qual a sua importância para as empresas e para a sociedade.

O que é inventário de resíduos?

Bem antes da Política Nacional de Resíduos Sólidos, o inventário de resíduos industriais foi instituído pela Resolução CONAMA 313 de 29 de outubro de 2002. O inventário se tornou uma importante ferramenta de gestão que embasa a política de gestão de resíduos por meio da quantificação e diagnóstico de informações de uma empresa sobre a geração, características, armazenamento, transporte, tratamento, reutilização, reciclagem, recuperação e disposição final dos resíduos gerados.

Este instrumento dá suporte ao Plano Nacional para Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) e aos Programas Estaduais. Ele foi criado visando à normalização e legalização dos processos industriais por meio de registro das informações acerca dos resíduos gerados pelas indústrias, evitando assim desvios e irregularidades, como despejo de esgoto fora dos padrões de enquadramento em corpos d’água, disposição de resíduos em locais inadequados e demais ações que culminam na poluição ambiental.

A Resolução permite que os Estados possam tanto ampliar quanto restringir a listagem de tipologias industriais obrigadas a elaborar inventários de resíduos, a depender das especificidades e características Estaduais, desde que as informações sobre as tipologias industriais incluídas sejam devidamente repassadas ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

Atividades e resíduos industriais

Inventário de Resíduos

As atividades industriais geram diferentes tipos de resíduos, com características diversas, originados de diferentes ramos, tais como químico, alimentício, metalúrgico, celulose e papel, mineração, petroquímico e etc.

Dessa forma, os resíduos industriais podem ter caracterizações muitos diferentes, podendo ser representados por:

  • Resíduos de processo;
  • Resíduos de operações de controle de poluição ou descontaminação;
  • Materiais adulterados;
  • Materiais e substâncias resultantes de atividades de remediação de solo contaminado;
  • Resíduos da purificação de matérias-primas e produtos;
  • Cinzas;
  • Lodos;
  • Óleos;
  • Resíduos alcalinos ou ácidos;
  • Escórias;
  • Plásticos, papel, madeira, fibras, borracha, metal, vidros e cerâmicas;

É importante registrar que entre os resíduos industriais há grande quantidade de material perigoso (cerca de 40%) e, estes resíduos demandam tratamento especial devido ao seu alto potencial de impacto ambiental e à saúde.

Qual sua importância?

O inventário de resíduos auxilia as empresas no cumprimento da legislação e ainda na realização da gestão interna de seus resíduos, controle das entradas e saídas de material em um processo. Assim, as empresas conhecem as potencialidades e pontos fracos do processo produtivo, reduzem custos desnecessários de produção, aumentam a produtividade e as oportunidades que podem surgir, por exemplo, no Mercado de Resíduos.

Sua importância também se dá, tanto para as empresas como para o poder público. Tendo em vista, que traz a possibilidade de conhecer a quantidade e natureza dos resíduos sólidos gerados, bem como as tecnologias disponíveis, permitindo o planejamento de estratégias, que possam efetivamente intervir nos processos de geração, transporte, tratamento e disposição final, objetivando não apenas a preservação da qualidade do meio ambiente, como também a recuperação da qualidade de áreas já degradadas.

Outro fator importante é que, tanto no mercado nacional como no internacional as inovações e o dinamismo são presença constante para as empresas se manterem competitivas. Nesse sentido, a exigência vai além da questão da qualidade, tornando a questão ambiental um fator primordial para destaque no mercado.

Não apenas por questões mercadológicas, mas também pelo fato de as empresas terem de cumprir essa obrigação legal inerente às suas atividades, realizar o inventário de resíduos é parte do Sistema de Gestão Ambiental (SGA) e do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), sendo que este último é item obrigatório para empresas públicas e privadas de determinados setores.

Realidade brasileira sobre os inventários

Inventário de Resíduos

 

Mesmo depois de uma década e meia após a instituição do Inventário de Resíduos Industriais e após quase uma década da PNRS, os dados levantados acerca da gestão dos resíduos ainda precisam melhorar muito.

Em um diagnóstico sobre os inventários resíduos sólidos industriais, publicado em 2012 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), mostra que a desatualização de informações e a falta de padronização nacional, na apresentação dos dados sobre os resíduos, dificultam a consolidação da quantidade de resíduos que são gerados por tipologia e, que apenas dez estados brasileiros, possuem dados disponíveis (desatualizados) sobre inventários de resíduos.

Isto limita e fragiliza um sistema que existe para potencializar e criar novas e grandes oportunidades de mercado. O IPEA ainda estima os brasileiros descartam cerca de R$8 milhões por ano literalmente no lixo devido ao não reaproveitamento de resíduos gerados no país.

Como mudar este cenário?

Implementar um Sistema de Gestão Ambiental é o primeiro passo rumo ao controle dos resíduos. A partir da certificação ambiental sua empresa mostra ao mercado e também para o governo que seus produtos e processos respeitam o meio ambiente com a adoção de medidas que minimizam os impactos causados pelas atividades realizadas pela sua empresa.

Com o SGA, implantar o PGRS fica mais fácil e, com o PGRS bem elaborado, o inventário de resíduos industriais se torna uma consequência de uma boa gestão, levando a empresa a conquistar mercados antes inimagináveis. É relevante também por manter o empreendimento em dia com a legislação vigente e ainda possibilita a geração de oportunidades indiretas, como o surgimento de compradores interessados em seus resíduos.

Sempre vale a pena relembrar a ISO 14001

Inventário de Resíduos

A norma ISO 14001 pertence à família de normas ambientais da ISO 14000 e é conhecida e reconhecida no mundo todo. Esta norma tem como requisitos principais a identificação, controle e monitoramento das questões ambientais na empresa.

Seus benefícios são inúmeros, como: aperfeiçoamento do SGA, crescimento eficaz, aumento da rentabilidade, melhoria da imagem da empresa, auxilia no cumprimento da legislação ambiental, incentiva ao cumprimento de ações voltadas para a gestão ambiental, traz competitividade internacional e satisfação do cliente.

A Verde Ghaia pode te auxiliar na implementação e manutenção dessa e de outras normas ISO. Recentemente atualizada, a nova versão da ISO 14001 além de possuir maior compatibilidade com as demais normas ISO, traz requisitos relacionados ao gerenciamento dos aspectos e impactos ambientais durante o Ciclo de Vida de produtos ou serviços da empresa.

Seis vantagens na promoção do descarte sustentável

Confira algumas razões pelas quais sua empresa deve implantar o sistema de gestão de resíduos com descarte sustentável

1 – Garantir espaço e ajudar outras pessoas

Sabe aquela sala onde ficam todas as coisas que não funcionam, não são usadas, mas que ninguém sabe o que fazer com elas?

Tanto do ponto de vista de Gestão e Controle da Qualidade quando do ponto de vista de Gestão Ambiental, essa “sala dos horrores” deve ser banida urgentemente. Lembre-se que as ações do 5S podem e devem ser aplicadas a todos os seus espaços da sua empresa.

Pense no que poderia ser feito com aquele espaço, depois de se librar de toda aquela “tralha”. Esse espaço poderia ter uma função operacional ou ser usado como um espaço de descanso e/ou lazer para seus colaboradores, por exemplo.

A questão é que cômodos que acumulam coisas que não são mais usadas, são um desperdício. E desperdício é algo que nenhuma empresa pode ser dar ao luxo de ter. Não é mesmo?

Faça uma segregação desse material que não está mais sendo utilizado. Selecione quais podem ser desmontados e enviados para reciclagem ou reaproveitamento. Alguns ainda deles funcionam, mais não são mais usados pela empresa? Ótimo! Faça uma boa ação e doe para instituições filantrópicas. Todos saem ganhando.

2 – Proteger solo e lençol freático de contaminação por metais pesados

A primeira alerta é que nunca sejam descartados notebooks, computadores, celulares e tablets no lixo comum! Todos esses eletrônicos possuem metais pesados em sua composição, como chumbo, mercúrio, cádmio, arsênio etc. Se forem jogados no lixo comum, podem contaminar o solo e os lençóis freáticos.

Depois da instituição da Política Nacional dos Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010), a logística reversa tornou-se obrigatória para resíduos que precisam de destinação especial, como os casos dos eletrônicos. Entre em contato com essas empresas e saiba onde são os postos de coleta de resíduos eletrônicos.

Sua empresa produz produtos eletrônicos e quer opções de um descarte sustentável para esses resíduos? O co-processamento pode ser uma ótima opção.

Preocupados com a problemática do lixo eletrônico, alguns estados, como São Paulo, tem criados legislação específica para garantir que todos realizem o descarte sustentável. Busque saber se esse é o caso do local da empresa.

Outro material que possui metais pesados, e que também precisa ter destinação especial, são as lâmpadas fluorescentes. Devido à busca pela maior eficiência energética, e menor dano ambiental, as lâmpadas fluorescentes estão sendo gradativamente substituídas pelas lâmpadas de neon.

Caso deseje fazer essa substituição na sua empresa, lembre-se que as lâmpadas fluorescentes contêm mercúrio (um metal extremamente tóxico). Assim como os resíduos eletrônicos, caso não tenham o descarte sustentável, poderão por em risco a qualidade de solo e lençóis freáticos. Apesar da característica tóxica, as lâmpadas fluorescentes podem ser recicladas.

Durante o processo de reciclagem, o sistema a vácuo associado a altas temperaturas separa o mercúrio dos outros elementos que compõem a lâmpada, que podem ser reutilizados pelas indústrias.

Para reciclar a lâmpada fluorescente basta levá-la ao posto de reciclagem indicado pelo fabricante ou procurar na internet empresas especializadas nesse serviço.

3 – Mantém controle sobre pragas e vetores de doenças

Quando os resíduos são jogados de forma indiscriminada, sem seleção e destinação adequada, existe um crescente acúmulo do que é popularmente conhecido como “entulho”.

O termo “entulho” também é usado na construção civil para designar resto de construção ou demolição, e que podem ser utilizados para nivelar o terreno.

Mas neste momento, estamos falando de uma maneira mais ampla. Estamos falando do entulho como um grande volume de resíduos, sem qualquer tipo de segregação, que são dispostos de forma desorganizada e caótica. Na verdade, caos é uma palavra perfeita para essa definição.

Uma vez que não existe seleção ou controle sobre os resíduos despejados, também não existe qualquer tipo de controle sobre pragas que possam se alojar e se proliferar nesses entulhos. Assim, há um grande potencial para proliferação de ratos, baratas, insetos e todos os tipos de doenças associados a estes vetores.

É muito comum vemos alertas no Brasil contra epidemias de Dengue, Zika e a Febre Chikungunya. Doenças estas que já causaram muitas perdas para a sociedade em geral. E o descarte sustentável certamente é uma forma de combater o vetor dessas doenças.

 Portanto, encontrar uma solução para os entulhos é uma questão crítica para o Sistema de Gestão Ambiental e Gestão de Qualidade de uma empresa. As empresas que buscam certificação ISO 9001:2015 e ISO 14001:2015, de uma forma especial, precisam atentas a esta questão.

Mesmo quando for necessário armazenamento interno de resíduos, estes devem ser preparados para evitar a entrada de pragas. Os resíduos devem ser devidamente segregados e a logística deve garantir que eles não fiquem muito tempo armazenados.

 O descarte sustentável é uma vantagem para a empresa, para o meio ambiente e para a saúde pública.

4 – Garante confiabilidade à sua empresa

Uma organização que pratica o descarte sustentável é uma empresa que se preocupa com os detalhes para garantir o sucesso do todo. A atenção apropriada com os resíduos, não apenas garante o cumprimento de requisitos ambientais e a redução de passivos ambientes.

Uma empresa preocupada com o descarte sustentável de seus resíduos tem a imagem relacionada à segurança e confiabilidade diante dos clientes e da sociedade em geral. É uma empresa que conquista a atenção, a preferência e a fidelização de todas as partes interessadas. De forma mais direta, sua empresa pode utilizar-se inclusive de um marketing verde.

5 –  Redução da pressão sobre os recursos naturais

Segundo dados apresentados pelo Ministério do Meio Ambiente, o descarte sustentável pode reduzir de forma significativa a pressão sobre os recursos naturais.

O MMA estima que a reciclagem de uma única lata de alumínio economiza energia suficiente para manter uma TV ligada durante três horas. Para produzir uma tonelada de papel é preciso 100 mil litros de água e 5 mil KW de energia. Mas para produzir a mesma quantidade de papel reciclado, são usados apenas 2 mil litros de água e 50% da energia. Veja outros dados abaixo interessantes:

  • Cada 100 toneladas de plástico reciclado economizam 1 tonelada de petróleo.
  • Uma tonelada de papel reciclado economiza 10mil litros de água e evita o corte de 17 árvores adultas.
  • Um quilo de vidro quebrado faz 1kg de vidro novo e pode ser infinitamente reciclado.

Estes são apenas alguns exemplos de como o meio ambiente é favorecido pela prática do descarte sustentável.

6 – Lucro no mercado de resíduos

O descarte sustentável dos resíduos pode render lucro por meio da compra e venda no mercado de resíduos. Sua empresa pode comprar e reaproveitar resíduos de outras empresas e reduzir custo com a matéria prima e transporte; Ou vender resíduos para outras empresas.

Para entrar nos mercado de resíduos, não são necessários grandes volumes. Apenas volumes que tragam lucro, na compra e venda, depois de deduzidos os custos com transporte .As vantagens associadas ao descarte sustentável incluem várias esferas de retorno.

Se você não quer mais perder tempo e dinheiro, entre em contato com VG Resíduos e saiba como fazer a Gestão de Resíduos da sua empresa.

 

Aprenda a fazer a gestão interna de resíduos

Os resíduos são gerados de várias formas, seja no escritório, no refeitório ou na produção, quando um material não pode ser aproveitado integralmente, este se torna um Rejeito ou um Resíduo.

A adequada gestão interna de resíduos permite que a empresa se organize e se torne mais competitiva no mercado de resíduos, atraindo mais Fornecedores interessados em coprodutos de qualidade. Vamos falar mais sobre isso?

 O  que significa gestão interna de resíduos?

Consiste em gerenciar internamente na empresa todos os resíduos gerados, dispondo de atividades como: coleta interna de materiais, segregação e disposição em espaços específicos para armazenamento temporário antes de ser destinado para fornecedores interessados, aterros e afins.

Qual sua importância?

Consolidar uma marca de sucesso com produtos e serviços de qualidade é uma tarefa árdua e também muito compensatória, certo? Para tal, com as inovações e dinamismo do mercado, além da qualidade, a questão ambiental é um fator primordial para empreendedores que almejam competitividade, diferenciais e destaque no mercado atual.

Fato é que empresas com ética nos negócios, uso responsável dos recursos naturais e que tem respeito com as pessoas, conquistam posições de destaque e ficam à frente da concorrência cada vez mais acirrada.

Não apenas por questões mercadológicas, mas também pelo fato de as empresas terem de cumprir obrigações legais inerentes às suas atividades, a gestão interna de resíduos faz parte do Sistema de Gestão Ambiental (SGA) e do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), sendo que este último é item obrigatório para empresas públicas e privadas de determinados setores, exigido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei 12.305/2010.

Como fazer a gestão interna de resíduos da minha empresa?

 

Tudo começa com a implementação de um Sistema de Gestão Ambiental nas empresas, elaboração de um PGRS e criação de espaços para armazenamento temporário dos resíduos.

O Sistema de Gestão Ambiental da norma ISO 14001 é conhecido e reconhecido em todo o mundo e aborda os principais requisitos para as empresas identificarem, controlarem e monitorarem questões ambientais. Possui benefícios como: aperfeiçoamento do SGA, crescimento eficaz, aumento da rentabilidade, melhoria da imagem da empresa, auxilia no cumprimento da legislação ambiental, incentiva ao cumprimento de ações voltadas para a gestão ambiental, traz competitividade internacional e satisfação do cliente.

Esta norma foi recentemente atualizada (ISO 14001:2015) e, além de possuir maior compatibilidade com as demais normas ISO, traz requisitos relacionados ao gerenciamento dos aspectos e impactos ambientais durante o Ciclo de Vida de produtos ou serviços da empresa.

É importante frisar que sendo assim, ao realizar corretamente a gestão interna dos resíduos, a empresa tem condições para obter e manter uma Certificação Ambiental. A demonstração da capacidade que a empresa possui para gerir de forma ambientalmente adequada todos os resíduos gerados é feita pelo PGRS.

Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos – o que é e quais setores são obrigados a elaborar?

O PGRS é um documento que fala de toda a trajetória do resíduo internamente e externamente por meio de um memorial descritivo dos procedimentos implementados e operacionalizadas, bem como daqueles que ainda serão adotados (caso ainda não existam), envolvendo as etapas de segregação, armazenamento, coleta, transporte, tratamento e destinação ou disposição final.

De acordo com o art. 20 da PNRS, os setores obrigados a elaborar o PGRS são:

  • Geradores de resíduos de serviços públicos de saneamento básico;
  • Geradores de resíduos industriais;
  • Geradores de resíduos de serviços de saúde;
  • Geradores de resíduos de mineração;
  • Estabelecimentos comerciais de prestação de serviços que gerem resíduos perigosos ou que sejam definidos como de responsabilidade privada por sua natureza, composição, natureza ou volume;
  • Empresas de construção civil;
  • Terminais ou outras instalações de serviços de transporte; e
  • Atividades agrossilvopastoris, conforme exigência do órgão ambiental ou de vigilância sanitária.

Fluxograma para uma boa Gestão de Resíduos Sólidos

Em outro texto publicado aqui no blog, conhecemos a Ordem Prioridade na Gestão de Resíduos Sólidos, agora veja um exemplo de fluxograma para visualizar melhor quais as etapas da gestão interna de resíduos:

Por que eu preciso fazer o armazenamento temporário dos resíduos?

 

A quantidade gerada de resíduos nas empresas não segue “um padrão internacional”, cada empresa, de acordo com seu processo produtivo, tem uma quantidade e qualidade de resíduos gerados, portanto muitas vezes é inviável haver coleta de resíduos diariamente.

Sendo assim, ao implementar a Gestão Interna dos Resíduos, é necessário que haja uma Central de Resíduos ou um Pátio de resíduos, que são locais destinados para segregação interna e destino temporário dos resíduos gerados.

Como devem ser estes locais?

Estes locais ambientes devem conter risco mínimo de contaminação, sinalização adequada, restrição de acesso, piso impermeabilizado e proteção dos resíduos contra intempéries (chuvas e ventos), dentre outros aspectos necessários a uma estruturação adequada e de acordo com as características dos resíduos que serão ali armazenados.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas possui norma relacionada às condições exigíveis para o armazenamento de resíduos sólidos perigosos de forma a proteger a saúde pública e o meio ambiente, por meio da norma da ABNT NBR 12.235 e, no caso de resíduos não perigosos, a ABNT NBR 11.174.

Vantagens da Gestão Interna de Resíduos

  • Permite o mapeamento do caminho dos resíduos que são gerados;
  • Avaliação do ciclo de vida do produto;
  • Criação de estratégias para o Mercado de Resíduos;
  • Cumprimento da legislação vigente;
  • Evita contaminação entre os resíduos gerados, devido à segregação;
  • Redução de custos;
  • Possibilita a redução/eliminação do passivo ambiental;
  • Geração de receita com a venda de Resíduos;
  • Aproveitamento integral dos resíduos;
  • Possibilita que a empresa adote o conceito Aterro Zero;
  • Manutenção adequada do certificado ambiental;
  • Possibilita uma economia circular;
  • Obtém diferencial competitivo;

Mercado e venda de Resíduos

Gerir os resíduos corretamente reduz custos, evita multas, notificações ambientais e demais custos desnecessários, além disso, gera receita e traz vantagens ambientais e competitivas frente a seus concorrentes.

Para te ajudar neste processo, a Verde Ghaia disponibiliza uma plataforma chamada  VG Resíduos. Trata-se de um software de gestão de resíduos totalmente on-line, que controla toda a geração de resíduos de qualquer tipo de organização, desde a sua geração até o destino final.

Por meio dessa plataforma inovadora no mercado, o empreendedor consegue realizar o controle dos resíduos alinhado aos sistemas da ISO, e ainda monitora toda gestão dos processos, da documentação, dos prestadores de serviço, no atendimento às legislações aplicáveis e no planejamento de resíduos.

Há também o módulo online chamado Mercado de Resíduos, que cria oportunidades e otimiza a gestão das organizações para um melhor aproveitamento e destinação dos resíduos. Neste módulo, é possível fazer oferta e busca de resíduos e serviços. Seu objetivo é agregar valor ao resíduo que é transformado em insumo para ser aproveitado no processo produtivo de outras empresas e ainda, estimular a destinação correta dos resíduos, minimizando impactos ambientais.

Co-processamento de resíduos: menos impacto ambiental e mais lucros

Solucionar o problema da geração e acúmulo de resíduos é um dos principais desafios da sociedade moderna. Por muito tempo acreditou-se que o crescimento econômico era diretamente proporcional à produção de resíduos e à degradação do meio ambiente. Somente depois da criação de um Sistema de Gestão Ambiental, integrada as atividades produtivas, foi possível visualizar um futuro promissor e equilibrado.

Com o Sistema de Gestão Ambiental, a conservação do meio ambiente e a produtividade econômica passam a ser totalmente compatíveis. Hoje muitas empresas já despertaram para o futuro, e já começam a colher os frutos de práticas conscientes.

Como falaremos a seguir, esses frutos vão além da valorização da imagem da empresa. Práticas como o co-processamento de resíduos podem também ser muito lucrativas quando integradas ao Mercado de Resíduos.

Co-processamento impulsionado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/10) trouxe uma responsabilidade compartilhada sobre a destinação e disposição final dos resíduos sólidos. O poder público passou a ser responsabilizado pela destinação do resíduo doméstico, enquanto cada um dos gerados de resíduos passaram a ser responsáveis para adequado tratamento, disposição ou destinação final de seus resíduos.

Desta forma, as indústrias, que geram grandes quantidades de resíduos, passaram a buscar alternativas viáveis para as novas adequações à legislação vigente. Entre as alternativas encontradas, destacamos o co-processamento de resíduos como uma solução inteligente e rentável. Por meio do co-processamento as empresas podem simplesmente zerar a necessidade de aterros e ainda lucrar com essa prática.

Muitas empresas, especialmente aquelas que contam com a certificação ISO 14001, tem optado por essa alternativa. Devido a vantagem de eliminar passivos ambientais dos resíduos produzidos.

O que é co-processamento?

O co-processamento é o processo de destruição de resíduos na fabricação de cimento. No co-processamento as chamas que aquecem os fornos da fábrica de cimento são alimentadas por resíduos sólidos. Assim, os resíduos industriais podem substituir parcialmente o combustível para esses fornos.

A parte orgânica dos resíduos é destruída termicamente, no processo de combustão. Os fornos, que transformam o calcário e a argila em clínquer (matéria prima do cimento), podem ser alimentados por resíduos da própria empresa ou de empresas parceiras.

A parte inorgânica dos resíduos é inertizada e integra os elementos já existentes na matéria prima do cimento.

Desta forma, no final do co-processamento, não existe quaisquer resíduos. Consequentemente, os riscos de passivos ambientais são eliminados. Com esta prática, tanto a empresa que produz os resíduos, como as empresas de cimento são beneficiadas.

Os resíduos de sua empresa podem ser utilizados no co-processamento?

O tipo de resíduos utilizados no co-processamento é bastante variado. Em geral são utilizados resíduos que pode servir de substitutos para a matéria-prima do cimento, substitutivos de combustível, resíduos inorgânicos para inertização e resíduos orgânicos para destruições térmicas. Até mesmo alguns resíduos perigosos pode ser utilizados no co-processamento.

Entre os resíduos perigosos mais usados no co-processamento estão: as borras oleosas e as de tinta; solventes, resíduos orgânicos não clorados; lodos de estação de tratamento e efluentes; solos, areias; e diversos materiais contaminados com hidrocarbonetos (desde que não tenham contaminação com agrotóxicos ou organoclorados)

A alta temperatura da chama, o tempo de residência e as características físicas dos fornos utilizados na indústria de cimento são superiores até aos padrões exigidos para a destruição ambientalmente segura de resíduos perigosos.

Além dessas vantagens técnicas, os fornos de cimento têm capacidade para destruir, de forma segura, grande volume de resíduos.

A utilização de resíduos, para a combustão dos fornos, não altera em nada a qualidade do cimento produzido. E esta é uma prática totalmente segura para o ambiente e para os trabalhadores da empresa, e para a comunidade em geral.

Hoje, o principal resíduo utilizado no Brasil, para o co-processamento, são os pneus inservíveis. Este tipo de iniciativa não apenas resolve problemas ambientais como problemas de saúde pública, como auxílio ao combate à dengue.

Os resíduos sólidos que não podem ser co-processados são os resíduos domésticos brutos, resíduos de serviços de saúde, resíduos radioativos e substâncias organocloradas. Outras normas e especificações para processo de co-processamento são expressas na Resolução CONAMA 264.

Quais os Benefícios do Co-processamento?

 No processo de co-processamento é possível lucrar com resíduos. As empresas podem lucrar com venda de resíduos ou com comprar de matéria prima/combustível com baixo custo.

A destinação do resíduo para o co-processamento é segura e corresponde a todas as exigências legaisAlém disso, é uma solução definitiva para os resíduos; uma fez que os resíduos são destruídos e/ou incorporados com matéria prima na fabricação do cimento. Como a eliminação dos resíduos é total, não existem quaisquer riscos com passivos ambientais.

Outra vantagem é a diminuição da emissão de particulados, SOx e NOx para a atmosfera. Além, é claro, de reduzir as pressões sobre os recursos naturais não renováveis.

Por mais que a destinação em aterros especializados seja uma opção legalmente aceita, a destinação ao co-processamento é uma destinação mais nobre.

Aproveitar os resíduos para outras atividades é, sem dúvida, um destino mais inteligente e que colabora para a ampliação da consciência de Políticas Socioambientalmente Sustentáveis.

 Sistema de Gestão Ambiental e a Gestão de Resíduos Sólidos

Sistema de gestão ambiental é utilizado por empresas que buscam gerenciar suas responsabilidades ambientais de maneira sistemática.

Uma das melhores maneiras ter controle sobre a geração de resíduos, em todos os processos da cadeia produtiva, é seguir as normas de Gestão de Qualidade/ISO 9001, de Gestão Ambiental/ISO 14000 e a utilização da tecnologia.

Na nova versão ISO 14001, houve a ampliação dos controles e influência da organização desde o desenvolvimento e fabricação do produto utilizado até o tratamento, disposição ou destinação final.

Quando a disposição final for o co-processamento, além das normas da ISO 14001, existem algumas leis que devem ser observadas:

Para implantar a prática de co-processamento na sua empresa e/ ou implantar o Sistema de Gestão Ambiental baseado na norma ISO 14000, entre em contato com a Consultoria Online Verde Ghaia.

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