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Desafios da logística Reversa

Segundo a Lei 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, logística reversa é o instrumento de desenvolvimento econômico e social. Ela é caracterizada por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e reaproveitamento dos resíduos sólidos ao setor empresarial para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.

Com essa Lei, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, tem o intuito de reduzir os resíduos sólidos gerados pelas indústrias por meio da estratégia de retorno dos produtos à geradora após o consumo.

Esse processo responsabiliza as empresas e contribui para a integração dos municípios no gerenciamento de resíduos. Tendo em vista cumprimento do Decreto n° Decreto 7404/2010, que estabelece normas para a execução da Política Nacional de Resíduos Sólidos, tratada pela Lei 12.305/201.

Conforme descrito no artigo 15 desse Decreto, a implementação e operacionalização da logística reversa deverão ocorrer com acordos setoriais (contratos firmados entre o poder público e fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes, partilhando a responsabilidade pelo ciclo de vida do produto); regulamentos expedidos pelo Poder Público; ou termo de compromisso.

O prazo para os produtores de resíduos adotarem medidas ambientalmente corretas de disposição final dos resíduos terminou em 2014. Com isso, os consumidores deverão devolver os produtos (pneus, pilhas e baterias, lâmpadas fluorescentes, óleos lubrificantes, peças de equipamentos eletrônicos, informática e eletrodomésticos, embalagens de resíduos agrotóxicos) através de pontos de coleta.

Os consumidores poderão também fazer uma busca de fornecedores, solicitando informações sobre a devolução dos produtos/resíduos não mais utilizados.

A logística reversa pode ser ilustrada no esquema abaixo, entre fornecedores, indústria, distribuidores, e consumidores, indicando as vias de retorno dos materiais às indústrias e posterior disponibilização para o mercado consumidor.

 

Desafios da Logística Reversa

Mesmo com a Lei bem definida, ainda há dificuldades com relação à sua implementação, tendo em vista a localização geográfica das indústrias com os centros urbanos, onde se tem os pontos de coleta; e também a geração da quantidade mínima de resíduos para otimização da coleta.

Outra dificuldade é que não tem como prever quando o consumidor irá utilizar o produto e quando será descartado. Não se pode esquecer também de que não são todas as localidades que possuem pontos de coletas de resíduos.

É importante ressaltar que a falta de conscientização também é um dos fatores para a dificuldade de sucesso da logística reversa. Infelizmente, a grande maioria dos consumidores compram produtos e não pensam em como deverão descarta-los depois de utilizar. Ou até mesmo, não sabem e nem são informados do seu descarte ou devolução de forma apropriada.

Uma luz chamada Sistema de Gestão Ambiental

Apesar dos desafios, a logística reversa pode ter sucesso em localidades, empresas e com consumidores, quando se implantam as ferramentas de Sistema de Gestão Ambiental

O Sistema de Gestão Ambiental vem sendo aprimorado pelo setor empresarial, e vem sendo valorado pela sua importância na realização ambientalmente correta de suas atividades. A medição de indicadores de desempenhos são métricas quantitativas que indicam a performance para o alcance dos seus objetivos. Somente o que é medido pode ser gerenciado, impulsionando o desempenho de uma empresa juntamente com todos os níveis hierárquicos, e assim alcancem os mesmo objetivos e estratégias.

Abaixo segue um exemplo de indicadores de desempenho que explica claramente o assunto. Lembrando que cada empresa/indústria tem sua realidade e deve ser realizado um diagnóstico próprio:

  • Tempo do ciclo de logística reversa (TCLR): importante indicador para medir o tempo decorrido entre a identificação do material como parte do fluxo reverso e o seu devido encaminhamento para estocagem, troca, conserto, descarte, etc;

Frequência da medição: mensal

Práticas de mercado: variável

TCLR: data / hora de conclusão do encaminhamento do material – data / hora de entrada do material no fluxo reverso

Com a implantação da norma ISO 14001 2015, uma das etapas será o gerenciamento de resíduos sólidos, visando assim:

  • Eliminação da geração: através de mudanças tecnológicas, substituição de matérias primas ambientalmente corretas, e insumos;
  • Tratamento: aplicação de processos físicos, químicos, térmicos;
  • Reaproveitamento: reutilização, recuperação como subproduto, reciclagem ou devolução do fornecedor;
  • Disposição adequada em aterros sanitários e industriais;
  • Diminuição da geração através de melhorias no processo e otimização da operação.

O Gerenciamento de resíduos consiste em classificar, quantificar, indicar formas corretas para segregação e identificação da origem, dos resíduos gerados por: área/unidade/setor industrial. Para isso, deve-se implantar a NBR 10004, dentro da Norma ISO 14001 2015.

Legislação de resíduos sólidos

A ISO 14001 2015 atende as normas e leis federais, estaduais e municipais referentes aos resíduos sólidos. Segue abaixo algumas Leis de Abrangência Nacional:

Decreto 7404/2010 à Regulamenta a Lei no 12.305/2010, institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, cria o Comitê Interministerial da Política Nacional de Resíduos Sólidos e o Comitê Orientador para a Implantação dos Sistemas de Logística Reversa, e dá outras providências;

Lei Federal 12.305/2010 à Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências;

Resolução CONAMA à Dispõe sobre a prevenção à degradação ambiental causada por pneus inservíveis e sua destinação ambientalmente adequada, e dá outras providências.

Resolução ANP 20/2009 à Estabelece os requisitos necessários à autorização para o exercício da atividade de coleta de óleo lubrificante usado ou contaminado, e a sua regulação.

Resolução da ANP 19/2009 à Estabelece os requisitos necessários à autorização para o exercício da atividade de rerrefino de óleo lubrificante usado ou contaminado, e a sua regulação.

Portaria do Inmetro 101/2009 à Aprova a nova Lista de Grupos de Produtos Perigosos e o novo Anexo E.

Resolução do Conama 401/2008 à Estabelece os limites máximos de chumbo, cádmio e mercúrio para pilhas e baterias comercializadas no território nacional e os critérios e padrões para o seu gerenciamento ambientalmente adequado, e dá outras providências. Revoga a Resolução do Conama 257/1999.

Portaria interministerial MME/MMA 464/2007 à Dispõe que os produtores e os importadores de óleo lubrificante acabado são responsáveis pela coleta de todo óleo lubrificante usado ou contaminado, ou alternativamente, pelo correspondente custeio da coleta efetivamente realizada, bem como sua destinação final de forma adequada.

Portaria do MMA no 31/2007 à Institui Grupo de Monitoramento Permanente para o acompanhamento da Resolução do Conama 362, de 23 de junho de 2005, que dispõe sobre o recolhimento, a coleta e a destinação final de óleo lubrificante usado ou contaminado.

Lei Federal no 11.445/2007 à Estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico. Altera as Leis 6.766, de 19 de dezembro de 1979, 8.036, de 11 de maio de 1990; 8.666, de 21 de junho de 1993; e 8.987, de 13 de fevereiro de 1995. Revoga a Lei 6.528, de 11 de maio de 1978.

Resolução do Conama 362/2005à Dispõe sobre o recolhimento, coleta e destinação final de óleo lubrificante usado ou contaminado.

Decreto 4.871/2003 à Dispõe sobre a instituição dos planos de áreas para o combate à poluição por óleo em águas sob jurisdição nacional e dá outras providências

Lei Federal 10.257/2001 Estatuto das Cidades. Estabelece diretrizes gerais da política urbana e dá outras providências.

Lei no 9.966/2000 à Dispõe sobre a prevenção, o controle e a fiscalização da poluição causada por lançamento de óleo e outras substâncias nocivas ou perigosas em águas sob jurisdição.

Portaria da ANP 130/1999 à Dispõe sobre a comercialização dos óleos lubrificantes básicos rerrefinados no país.

Portaria da ANP 128/1999 à Regulamenta a atividade industrial de rerrefino de óleo lubrificante usado ou contaminado a ser exercida por pessoa jurídica sediada no país, organizada de acordo com as leis brasileiras.

Portaria da ANP 127/1999 à Regulamenta a atividade de coleta de óleo lubrificante usado ou contaminado a ser exercida por pessoa jurídica sediada no país, organizada de acordo com as leis brasileiras.

Portaria da ANP 125/1999 à Regulamenta a atividade de recolhimento, coleta e destinação final do óleo lubrificante usado ou contaminado.

Portaria da ANP 81/1999 à Dispõe sobre o rerrefino de óleos lubrificantes usados ou contaminados, e dá outras providências.

Portaria da ANP 159/1998 à Determina que o exercício da atividade de rerrefino de óleos lubrificantes usados ou contaminados depende de registro prévio junto à Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Lei Federal 9.605/1998 à Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências.

Portaria do Ibama 32/1995 à Obriga ao cadastramento no Ibama as pessoas físicas e jurídicas que importem, produzam ou comercializem a substância mercúrio metálico.

Portaria do Minfra 727/1990 à Autoriza, observadas as disposições da portaria, que pessoas jurídicas exerçam atividade de rerrefino de óleos lubrificantes minerais usados ou contaminados.

Decreto Federal 97.634/1989 à Dispõe sobre o controle da produção e da comercialização de substância que comporta risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente, e dá outras providências, em específico para o mercúrio metálico.

Lei Federal no 6.938/1981 à Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências.

 

Alguns estados apresentam instrumentos legais relacionados à logística reversa:

Estado Documento Regulamentação
Mato Grosso Lei 8.876/2008 Dispõe sobre coleta, reutilização, reciclagem, tratamento e disposição final do lixo tecnológico.
Minas Gerais Lei 13.766/2000 Atribui ao Conselho Estadual de Política Ambiental (COPAM) a competência de estabelecer normas para o recolhimento, reutilização e reciclagem de resíduos especiais.
Paraná Lei 12.493/1999 Estabelece alguns princípios para a gestão de resíduos sólidos no estado.
Lei 15.851/2008 Obriga as empresas produtoras e distribuidoras, que comercializam equipamentos de informática, a criarem e manterem um programa de recolhimento, reciclagem e destruição destes equipamentos sem causar poluição ambiental.
Pernambuco Decreto 23.941/2002. Regulamenta a Lei no 12.008/2001 e menciona o lixo tecnológico.
Rio de Janeiro Lei 5.131/2007 Torna obrigatório que os estabelecimentos situados no estado do Rio de Janeiro que comercializem lâmpadas fluorescentes coloquem à disposição dos consumidores lixeira para sua coleta quando descartadas ou inutilizadas, e dá outras providências.
Lei 2.011/1992 Dispõe sobre a obrigatoriedade da implementação de programa de redução de resíduos
Santa Catarina Lei 11.347/2000 Regulamenta sobre a coleta, o recolhimento e o destino final de resíduos sólidos potencialmente perigosos.
Espírito Santo Lei 6.834/2001 Dispõe sobre a responsabilidade da destinação de lâmpadas usadas, no estado do Espírito Santo.
Lei 14.364/2008 Responsabilização pós-consumo do fabricante, importador e empresas que comercializem produtos e respectivas embalagens ofertadas ao consumidor final.
São Paulo Lei 10.888/2001 Dispõe sobre o descarte final de produtos potencialmente perigosos do resíduo urbano que contenham metais pesados. Lixo tóxico (Lei Estadual no 13.576/2009)
Portaria CAT 60, de 04 de agosto de 2000 Altera a Portaria CAT no 81/1999, que disciplina o procedimento de coleta, transporte e recebimento de óleo lubrificante usado ou contaminado.
Resolução da SMA 24/2010 Estabelece a relação de produtos geradores de resíduos de significativo impacto ambiental, para fins do disposto no Artigo 19, do Decreto Estadual no 54.645, de 5 de agosto de 2009, que regulamenta a Lei Estadual no 12.300, de 16 de março de 2006, e dá providências correlatas
Resolução da SMA 131/2010 Altera Resolução da SMA no 24/2010, altera os Artigos 2o , 3o , 4o e 5 o e acrescenta o Artigo 5o A a Resolução da SMA no 24, de 30 de março de 2010, que estabelece a relação de produtos geradores de resíduos de significativo impacto ambiental no estado de São Paulo.

Plataforma VG Resíduos

Para o cumprimento de toda legislação nos âmbitos federal, estadual e municipal, a certificação ISO 14001 2015 tem um processo com cinco etapas: solicitação do registro, revisão da documentação do Sistema de Gestão Ambiental, diagnóstico do local, auditoria ISO 14001, e, finalmente a certificação.

A VG Resíduos, empresa do Grupo Verde Ghaia, tem toda sistemática para se ter sucesso na logística reversa dos resíduos e implantação da ISO 14001 versão 2015;  permitindo a empresa a realização completa do processo, monitoração dos históricos e tomada de decisões estratégicas baseadas em indicadores de desempenho.

O Grupo Verde Ghaia, desenvolveu uma plataforma online para auxiliar na gestão de resíduos da sua empresa, com economia e segurança. Você pode fazer o teste gratuito no site https://www.vgresiduos.com.br/gerenciamento-de-residuos/. No site também mostra algumas ferramentas da plataforma.

Definição, aplicação e vantagens da gestão compartilhada

A PNRS foi um grande incentivo à Gestão de Resíduos de maneira geral. Essa política que tem como foco a redução na geração de resíduos, reutilização e reciclagem dos mesmos. A Logística Reversa e a Gestão Compartilhada são dois dos principais pilares destas ações.

Com o princípio da responsabilidade compartilhada, o manuseio, tratamento e disposição final dos resíduos são responsabilidade de todos, desde o gerador, do poder público até dos consumidores, ou seja, todos têm que participarem.

Como funciona a Gestão Compartilhada?

Como sabemos a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos abrange a todos, sendo eles os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, bem como consumidores e os titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos.

Para que seja eficiente, deve se implementar de forma individual e encadeada onde são criadas ações de gerenciamento de responsabilidade, com uma abordagem de gestão participativa. A PNRS, regulamentada pelo Decreto 7.404/2010, conceitua por meio do Art. 3, Inciso XI, afirma que Gestão Integrada compreende o conjunto de ações voltadas para a busca de soluções para os resíduos sólidos, de forma a considerar as dimensões política, econômica, ambiental, cultural, com controle social e sob a premissa do desenvolvimento sustentável.

Toda e qualquer matéria passa por processos de captação, produção, uso, desperdício e disposição. Sabe-se que essa matéria poderá se tornar resíduo ou rejeito. Para auxiliar na não geração ou redução destes, distribui-se responsabilidades, reduzindo os impactos à saúde humana e aumentando a qualidade ambiental do ciclo de vida dos produtos.

A Gestão Compartilhada se inicia com o incentivo à eficiência de seus processos, na otimização do uso de matéria prima, evitando desperdício. Se evitarmos o desperdício, já reduzimos muito a quantidade de resíduo gerado, porém para que alguma empresa, importadora ou distribuidora faça isso, é preciso “responsabilizá-los”. É nesse momento que o poder público institui que as empresas assumam o compromisso e tomem atitudes se responsabilizando ou identificando os agentes deste cenário do ciclo de vida destes produtos.

Vejamos um exemplo:

Sabemos que o Brasil é um país de grandes eventos e que recebemos milhões de pessoas todos os anos. Você tem noção da quantidade de resíduos gerados em um evento, como por exemplo, em 2014 na Copa do Mundo? A utilização de garrafas, vidros, copos, espetos neste tipo de evento chega a ser imensurável. Por isso, cabe ao consumidor, aos comerciantes e distribuidores e também do poder público, ter a consciência e responsabilidade de dispor corretamente cada tipo de resíduo em seu devido lugar para que os mesmos retornem à cadeia de produção ou tenham a sua disposição ambiental adequada.

Vamos pensar que se cada garrafa, seja de plástico, vidro ou qualquer material consumido nestes eventos fosse disposto separadamente, no lugar correto ou em algum local apropriado definido pelo distribuidor. Quanto seria economizado ou poderia ser reaproveitado? Ou então pensar em quanto espaço seria economizado dentro dos aterros sanitários, quantos materiais poderiam ser reutilizados ou reciclados? Já pensou o quanto poderíamos contribuir para o Aterro Zero?

Outro exemplo que podemos citar são os acordos e parcerias das empresas com associações como a Cooperativa dos Catadores de Papel e Papelão – COOPAMARE, em São Paulo ou a Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reaproveitável, ASMARE, em Belo Horizonte, onde, contemplavam–se investimentos em novas tecnologias de destinação final, ações voltadas à mobilização social, à valorização do trabalho dos funcionários de limpeza pública e ao desenvolvimento de parcerias com os grupos de catadores.

Como minha empresa se encaixa nessa gestão?

Consolidar uma marca de renome, com produtos e serviços de qualidade não é uma tarefa fácil. Além de se esforçar com as tecnologias, estética, processos e melhora da qualidade, se destacar no mercado exige preocupação ambiental, e também uma boa produção de marketing ambiental.

Sabemos que o Brasil não passa por uma boa fase econômica, e que por má gestão ou descuido, se iniciem problemas em relação ao aumento da poluição, dos riscos à saúde. Esses problemas acabam acarretando maior gasto por parte do poder público para reparar estes problemas, uma vez que este recurso poderia ser usado como incentivo ou investimento em outras áreas.

Já lemos que existem parcerias, associações e instituições que se beneficiam com a geração e boa gestão dos resíduos gerados, além do mais, grandes corporações exigem que as obrigações legais de seus fornecedores sejam cumpridas.

Por isso, a Gestão Compartilhada de Resíduos se torna um diferencial competitivo, uma vez que se garante-se uma boa qualidade de seu material reciclado, evita-se multas por estar alinhada à legislação local e claro, uma melhoria de sua gestão traz consigo a melhoria da visão das áreas de sua empresa, auxiliando no aperfeiçoamento contínuo de processos e maximização dos lucros.

Quais as vantagens da Gestão Compartilhada?

Como acabamos de citar, um dos grandes benefícios da Gestão Compartilhada é a inclusão dos catadores, em que existe a valorização dos mesmos, promovendo o resgate da cidadania e inclusão social. Além disso, não podemos deixar de citar que, como está ocorrendo a segregação correta dos materiais recicláveis, existe a garantia de maior quantidade e de melhor qualidade do material reciclável, contribuindo para aumentar as oportunidades de venda direta às indústrias por melhores preços.

Também ocorre a diminuição de impactos ambientais e à saúde pública, evitando e redirecionando resíduos gerados, ou reaproveitando em outros processos produtivos, economizando novamente.

Um dos principais benefícios de se manter a gestão compartilhada é que ela sustenta os princípios da Logística Reversa, onde todos agentes participam ativamente do ciclo de vida dos resíduos.

Como o SGA auxilia na Gestão Compartilhada?

O sistema de gestão ambiental nas empresas auxilia na gestão dos resíduos, implementando o PGRS onde é possível realizar o diagnóstico dos resíduos sólidos gerados na empresa.  É útil também para otimizar processos, estratégias e controlar a destinação de resíduos dos fornecedores e clientes, funcionando como um ótimo monitoramento do ciclo de vida de resíduos, que é um dos princípios da Gestão Compartilhada.

Por isso, o grupo Verde Ghaia desenvolveu a VG Resíduos, uma plataforma online que auxilia na gestão de resíduos da sua empresa. A ferramenta é baseada na PNRS, onde é possível acompanhar e evidenciar os processos de gerenciamento de resíduos, desde a geração até a disposição final, auxiliando mais uma vez na facilitação da obtenção de certificações, especificações e requisitos legais.

Com o uso dessa ferramenta sua empresa consegue realizar uma gestão de resíduos adequada, praticar a logística reversa e ainda auxílio quanto ao cumprimento e controle da legislação

 

 

Co-processamento de resíduos: menos impacto ambiental e mais lucros

Solucionar o problema da geração e acúmulo de resíduos é um dos principais desafios da sociedade moderna. Por muito tempo acreditou-se que o crescimento econômico era diretamente proporcional à produção de resíduos e à degradação do meio ambiente. Somente depois da criação de um Sistema de Gestão Ambiental, integrada as atividades produtivas, foi possível visualizar um futuro promissor e equilibrado.

Com o Sistema de Gestão Ambiental, a conservação do meio ambiente e a produtividade econômica passam a ser totalmente compatíveis. Hoje muitas empresas já despertaram para o futuro, e já começam a colher os frutos de práticas conscientes.

Como falaremos a seguir, esses frutos vão além da valorização da imagem da empresa. Práticas como o co-processamento de resíduos podem também ser muito lucrativas quando integradas ao Mercado de Resíduos.

Co-processamento impulsionado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/10) trouxe uma responsabilidade compartilhada sobre a destinação e disposição final dos resíduos sólidos. O poder público passou a ser responsabilizado pela destinação do resíduo doméstico, enquanto cada um dos gerados de resíduos passaram a ser responsáveis para adequado tratamento, disposição ou destinação final de seus resíduos.

Desta forma, as indústrias, que geram grandes quantidades de resíduos, passaram a buscar alternativas viáveis para as novas adequações à legislação vigente. Entre as alternativas encontradas, destacamos o co-processamento de resíduos como uma solução inteligente e rentável. Por meio do co-processamento as empresas podem simplesmente zerar a necessidade de aterros e ainda lucrar com essa prática.

Muitas empresas, especialmente aquelas que contam com a certificação ISO 14001, tem optado por essa alternativa. Devido a vantagem de eliminar passivos ambientais dos resíduos produzidos.

O que é co-processamento?

O co-processamento é o processo de destruição de resíduos na fabricação de cimento. No co-processamento as chamas que aquecem os fornos da fábrica de cimento são alimentadas por resíduos sólidos. Assim, os resíduos industriais podem substituir parcialmente o combustível para esses fornos.

A parte orgânica dos resíduos é destruída termicamente, no processo de combustão. Os fornos, que transformam o calcário e a argila em clínquer (matéria prima do cimento), podem ser alimentados por resíduos da própria empresa ou de empresas parceiras.

A parte inorgânica dos resíduos é inertizada e integra os elementos já existentes na matéria prima do cimento.

Desta forma, no final do co-processamento, não existe quaisquer resíduos. Consequentemente, os riscos de passivos ambientais são eliminados. Com esta prática, tanto a empresa que produz os resíduos, como as empresas de cimento são beneficiadas.

Os resíduos de sua empresa podem ser utilizados no co-processamento?

O tipo de resíduos utilizados no co-processamento é bastante variado. Em geral são utilizados resíduos que pode servir de substitutos para a matéria-prima do cimento, substitutivos de combustível, resíduos inorgânicos para inertização e resíduos orgânicos para destruições térmicas. Até mesmo alguns resíduos perigosos pode ser utilizados no co-processamento.

Entre os resíduos perigosos mais usados no co-processamento estão: as borras oleosas e as de tinta; solventes, resíduos orgânicos não clorados; lodos de estação de tratamento e efluentes; solos, areias; e diversos materiais contaminados com hidrocarbonetos (desde que não tenham contaminação com agrotóxicos ou organoclorados)

A alta temperatura da chama, o tempo de residência e as características físicas dos fornos utilizados na indústria de cimento são superiores até aos padrões exigidos para a destruição ambientalmente segura de resíduos perigosos.

Além dessas vantagens técnicas, os fornos de cimento têm capacidade para destruir, de forma segura, grande volume de resíduos.

A utilização de resíduos, para a combustão dos fornos, não altera em nada a qualidade do cimento produzido. E esta é uma prática totalmente segura para o ambiente e para os trabalhadores da empresa, e para a comunidade em geral.

Hoje, o principal resíduo utilizado no Brasil, para o co-processamento, são os pneus inservíveis. Este tipo de iniciativa não apenas resolve problemas ambientais como problemas de saúde pública, como auxílio ao combate à dengue.

Os resíduos sólidos que não podem ser co-processados são os resíduos domésticos brutos, resíduos de serviços de saúde, resíduos radioativos e substâncias organocloradas. Outras normas e especificações para processo de co-processamento são expressas na Resolução CONAMA 264.

Quais os Benefícios do Co-processamento?

 No processo de co-processamento é possível lucrar com resíduos. As empresas podem lucrar com venda de resíduos ou com comprar de matéria prima/combustível com baixo custo.

A destinação do resíduo para o co-processamento é segura e corresponde a todas as exigências legaisAlém disso, é uma solução definitiva para os resíduos; uma fez que os resíduos são destruídos e/ou incorporados com matéria prima na fabricação do cimento. Como a eliminação dos resíduos é total, não existem quaisquer riscos com passivos ambientais.

Outra vantagem é a diminuição da emissão de particulados, SOx e NOx para a atmosfera. Além, é claro, de reduzir as pressões sobre os recursos naturais não renováveis.

Por mais que a destinação em aterros especializados seja uma opção legalmente aceita, a destinação ao co-processamento é uma destinação mais nobre.

Aproveitar os resíduos para outras atividades é, sem dúvida, um destino mais inteligente e que colabora para a ampliação da consciência de Políticas Socioambientalmente Sustentáveis.

 Sistema de Gestão Ambiental e a Gestão de Resíduos Sólidos

Sistema de gestão ambiental é utilizado por empresas que buscam gerenciar suas responsabilidades ambientais de maneira sistemática.

Uma das melhores maneiras ter controle sobre a geração de resíduos, em todos os processos da cadeia produtiva, é seguir as normas de Gestão de Qualidade/ISO 9001, de Gestão Ambiental/ISO 14000 e a utilização da tecnologia.

Na nova versão ISO 14001, houve a ampliação dos controles e influência da organização desde o desenvolvimento e fabricação do produto utilizado até o tratamento, disposição ou destinação final.

Quando a disposição final for o co-processamento, além das normas da ISO 14001, existem algumas leis que devem ser observadas:

Para implantar a prática de co-processamento na sua empresa e/ ou implantar o Sistema de Gestão Ambiental baseado na norma ISO 14000, entre em contato com a Consultoria Online Verde Ghaia.

Qual a relação do ciclo de vida do produto com a PNRS e a nova versão da ISO 14001?

Compreenda a partir desse artigo o significado correto e aplicado do termo Ciclo de Vida e a relação desse conceito com as PNRS e a nova versão da ISO 14001

A exaustão dos recursos naturais e a degradação ambiental é uma preocupação constante na sociedade atual. Para as empresas atenderem as demandas do mercado e se manterem competitivas, preocupam-se cada vez mais com produtos e processos “verdes”, que estão relacionadas ao ciclo de vida do produto.

Por vezes, pensamos que os produtos que consumimos tem uma vida breve, entre o local onde foi adquirido e a lixeira. Porém, ao avaliar melhor a situação, entende-se que este não é o início e nem o fim do processo, já que muitas etapas já ocorreram antes (processo de extração de matérias-primas e fabricação do produto) e outras ainda irão ocorrer, como o Gerenciamento de Resíduos.

O desempenho ambiental dos produtos e processos já é uma questão-chave para empresas competitivas, visto que, entender melhor como funciona e quais são os impactos relacionados ao que é produzido é um grande diferencial de mercado, atrelado à gestão completa das atividades que são realizadas e visando novas tendências de mercado como a Economia Circular.

Afinal, do que se trata o Ciclo de Vida do produto?

 O ciclo de vida do produto são os estágios sucessivos e encadeados de um sistema de produto, desde a aquisição da matéria-prima ou geração de recursos naturais à disposição final.

No ponto de vista do marketing, esses estágios estão relacionados com a venda do produto, envolvendo a introdução do produto no mercado, crescimento das vendas, maturidade das vendas e por fim o declínio, conforme o gráfico abaixo:

 Um bom Planejamento Estratégico da empresa ajuda a prolongar este ciclo, mantendo a fase de maturidade de um mesmo produto por muito tempo. Neste artigo não discutiremos o ciclo de vida do produto sob este ponto de vista, e sim sob o ponto de vista ambiental, que vai desde sua extração ao pós-consumo, chegando à destinação final dos resíduos, também conhecido como Avaliação do Ciclo de Vida do Produto. Ainda não sabe a diferença entre destinação e disposição final? leia o artigo e descubra.

Você já ouviu falar da história das coisas? Assista ao vídeo https://www.youtube.com/watch?v=7qFiGMSnNjw e veja como todos os produtos, da extração e produção até a venda, consumo e descarte, afetam comunidades em diversos países.

O que é avaliação de Ciclo de Vida (ACV)?

É uma metodologia de gestão ambiental, que avalia os impactos ambientais causados durante todo o ciclo de vida do produto, levando em consideração todas as fases, desde a retirada da matéria-prima da natureza até o retorno do produto pós-consumo (do berço ao túmulo).

Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT, Avaliação Do Ciclo de Vida trata-se de compilar e avaliar as entradas, as saídas e os impactos ambientais potenciais de um sistema de produto ao longo do seu ciclo de vida. Por meio dessa avaliação, é possível verificar a quantificação das cargas ambientais e a ponderação dos impactos positivos e negativos gerados por um produto, sistema ou processo tem no meio ambiente. As definições e etapas da ACV são encontradas na NBR ABNT 14040 – Avaliação do ciclo de vida – Princípios e estrutura.

Entenda bem como funciona a Avaliação do Ciclo de Vida neste vídeo informativo: https://www.youtube.com/watch?v=SkHE2clxv0U

Dentre as diversas normas ISO, existe a série ISO 14000 gerar link, que se referem a normas de padres ambientais que tem como objetivo abordar aspectos como sistemas de gestão ambiental, auditorias ambientais. A norma atesta também a rotulagem ambiental, comunicação ambiental, desempenho ambiental, aspectos ambientais e terminologia, e ainda análise do ciclo de vida por meio da ISO 14040, em qualquer empresa, seja ela de pequeno, médio ou grande porte. Para conhecer um pouco mais sobre cada norma da família ISO 14000, acesso o site da Consultoria on-line Verde Ghaia.

E como o ciclo de vida está envolvido no Sistema de Gestão Ambiental da minha empresa?

 

A nova versão ISO 14001, publicada em setembro de 2015 tem como destaques: o alinhamento da Gestão Ambiental à estratégia da empresa, a gestão de riscos e a busca pela maior compatibilidade com as demais normas ISO. Isso quer dizer que as empresas certificadas ISO 14001 na nova versão da norma, possuem uma maior preocupação no gerenciamento dos aspectos ambientais durante o ciclo de vida do produto ou serviço da organização. Saiba mais em: O que é ISO 14001? E para saber mais sobre a nova versão, leia também o artigo: O que mudou com a ISO 14001:2015?

Dessa forma, o foco principal é a melhoria do desempenho ambiental e não a melhoria do desempenho do sistema de gestão, fazendo com que a análise ocorra com mais ênfase quanto as reais reduções de emissões, efluentes e resíduos que a empresa obteve com a implementação do SGA.

Além da mudança relacionada ao desempenho ambiental, outras alterações importantes foram realizadas para acompanhar o ritmo dinâmico das empresas e mantê-las competitivas frente às exigências do mercado, que envolveu: alteração na Estrutura de Alto Nível (Anexo SL), direcionamento estratégico, liderança e documentação.

Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e a ACV

 

Um dos objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei 12.305 de 02 de agosto de 2010 é estimular a implementação da avaliação do ciclo de vida do produto. A proposta dessa política é para que haja uma gestão integrada dos resíduos sólidos utilizando a logística reversa como sua principal ferramenta.

É aí que podemos relacionar a PNRS com a ACV, visto que no pós-consumo a logística reversa aparece como ferramenta a ser aplicada de forma que atenda o Sistema de Gestão Ambiental atual e a PNRS. Como?

A ACV faz uma avaliação de toda a cadeia produtiva, visando mostrar os impactos ambientais que são causados durante toda a cadeia produtiva (do berço ao túmulo). Isso proporciona a busca pelo desenvolvimento sustentável das empresas e, coloca a logística reversa como uma atividade fundamental para a ACV, em que a empresa definirá e irá gerir os destinos de cada resíduo que fizer parte do meu processo produtivo.

Como facilitar a gestão de todo Ciclo de Vida do meu produto e processos?

A Verde Ghaia desenvolveu o VG Resíduos, um software para gestão de resíduos totalmente on-line, baseado na PNRS, que contempla todos os processos de gerenciamento de resíduos, desde a geração até a disposição final. Essa ferramenta é solução para que sua empresa realize uma adequada gestão de resíduos, fornecedores, ajuda quanto ao cumprimento e controle da legislação, logística reversa e permite que vendedores e compradores de resíduos se cadastrem no Mercado de Resíduos permitindo a transformação do que era considerado um prejuízo para alguns em um novo nicho de negócios. Saiba mais no artigo: VG Resíduos ocupa o terceiro lugar entre as 100 startups mais promissoras do Brasil.

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