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Como demonstrar seus diferenciais como tratador de resíduos perigosos?

Diferenciais como tratador de resíduos perigosos

Se você é uma empresa tratadora certamente se interessa em ter diferenciais como tratador de resíduos perigosos para se destacar no mercado.

Os resíduos perigosos são provenientes de lâmpadas fluorescentes, baterias, pilhas, remédios vencidos, pneus e outros. e os tratadores lidam com materiais que exigem extremo cuidado.

Assim, ao apostar no tratamento de resíduos perigosos, além de ser ecologicamente viável e correto, poupa a saúde humana e o meio ambiente. Vamos conhecer mais esse assunto?

Leia também: 6 dicas para o tratador de resíduos mostrar seus diferenciais no mercado

Saiba os diferenciais como tratador de resíduos perigosos

Diferenciais como tratador de resíduos perigosos

As tratadoras de resíduos perigosos, quando conhecem e praticam as melhores técnicas de manejo desse tipo de material, podem ser decisivas para a saúde humana e o meio ambiente.  A empresa tratadora lida com um tipo de material com grande potencial de risco e que é gerado principalmente pelas indústrias.

É considerado um resíduo perigoso aquele que, em função de suas propriedades físicas, químicas ou infectocontagiosas, pode gerar:

  • risco à saúde pública, provocando mortalidade, incidência de doenças ou acentuação de seus índices;
  • riscos ao meio ambiente, quando o resíduo for gerenciado de forma inadequada, podendo contaminar cursos d´água, solos e atmosfera.

A tratadora se destaca no mercado ao fazer o manejo correto desses resíduos perigosos que podem conter metais pesados. Substâncias como mercúrio, chumbo, cádmio e níquel podem se acumular nos tecidos vivos, colocando em risco a saúde.

Mais do que isso, a empresa tratadora pode ser vista como diferenciada no mercado ao reaproveitar os resíduos perigosos, evitando que esses materiais sejam descartados e ameacem a saúde do homem e o meio ambiente.

Como tratar corretamente os resíduos perigosos

Diferenciais como tratador de resíduos perigosos

As tratadoras precisam conhecer a fundo a composição dos resíduos perigosos, o quanto eles podem ser nocivos ao homem e à natureza e as formas corretas de trata-los. As cinco propriedades a seguir indicam que um resíduo é perigoso e necessita de gerenciamento adequado:

  •  Inflamabilidade: os resíduos que possuem essa característica podem entrar em combustão facilmente ou até de forma espontânea;
  • Corrosividade: devido a sua característica ácida atacam materiais e organismos vivos;
  • Reatividade: reagem com outras substâncias de forma violenta e imediata, podendo liberar calor e energia;
  • Toxicidade: agem sobre organismos vivos, provocando danos a suas estruturas biomoleculares, podem incluir aspectos carcinogênicos, teratogênicos, mutagênicos, entre outros.
  • Patogenicidade: apresentam características biológicas infecciosas, contendo microorganismos ou suas toxinas, capazes de produzir doenças em homem e animais.

Além de conhecer as propriedades, as tratadoras devem pesquisar as soluções possíveis para o manejo desse tipo de material, o que pode ser feito com mais assertividade com a consultoria de uma empresa especializada no assunto.

Essas alternativas devem ser capazes de processar os resíduos para reduzir ou eliminar sua periculosidade ou imobilizar seus componentes perigosos, fixando-os em materiais insolúveis.

Este estudo apresenta algumas opções corretas para o tratamento dos resíduos perigosos, entre elas:

  • Incineração: é a destruição dos resíduos, transformando-os em cinzas. No caso de incineração de resíduos combustíveis há a geração de energia. Uma vantagem é que a área requerida para a instalação de um incinerador é bastante reduzida, se comparada com aterros. Os investimentos, entretanto, são caros, pois é necessária a depuração de gases e a destinação das cinzas;
  • Coprocessamento: é o uso de fornos de cimento que substituem, em parte, o uso de incineradores. Os resíduos perigosos, após passarem pela queima, podem ser reutilizados, substituindo parcialmente o combustível que alimenta a chama do forno que transforma calcário e argila em clínquer, matéria-prima do cimento. Outro diferencial é que os fornos de cimento destroem grandes volumes de resíduos de forma segura, poupando o uso de combustível.

Saiba mais: Como demonstrar que sua empresa trata corretamente resíduos hospitalares?

Reciclagem faz tratadora se destacar da concorrência

Diferenciais como tratador de resíduos perigosos

O ato de reciclar significa refazer um ciclo e isso, em relação aos resíduos, permite que as sobras, após serem reprocessados, voltem à a origem sob a forma de matéria-prima, mantendo suas características básicas.

Ao apostar em soluções de reciclagem para os resíduos perigosos, a tratadora sai em vantagem em relação às concorrentes. Isso porque ela se posiciona como organização ecoficiente e alinhada à política de gestão de resíduos sólidos.

O conjunto de leis brasileiras sobre o gerenciamento dos resíduos defende que as sobras sejam reduzidas, pois há um excesso de geração, fruto do aumento do consumo e do uso predatório dos recursos naturais para a fabricação de produtos. Na impossibilidade de diminuir os resíduos, eles devem ser reciclados ou reutilizados.

Um bom exemplo é a reciclagem de lâmpadas, consideradas um resíduo perigoso. Há diferentes tipos de tecnologias para a reciclagem delas: processo de separação centrífuga, separação Kapp, de lavagem de vidros quebrados, o processo Shredder e de extração do mercúrio.

No processo de reciclagem é feita a separação dos componentes e substâncias para que esses possam ser utilizados como matéria-prima na fabricação de outros produtos como, por exemplo, outras lâmpadas.

Confira: Quais leis influenciam o tratamento de resíduos e o seu negócio?

Elimine riscos e custos do tratamento de resíduos perigosos

diferenciais como tratador de resíduos perigosos

Quando o tratamento de resíduos perigosos não é feito de maneira criteriosa, desrespeitando as leis ambientais, a empresa cuidadora pode colocar sua reputação em risco e até sofrer prejuízos com multas ou punições.

Por isso, uma estratégia acertada é buscar empresas como a Verde Ghaia, grupo especializado em consultoria em gerenciamento de resíduos. Essa é uma opção que garante que a tratadora cumprirá todas as leis ambientais e saberá manejar corretamente os resíduos perigosos.

O empreendedor que cuida dos materiais nocivos pode se tornar referência, ao demonstrar seus diferenciais como tratador de resíduos perigosos. As tratadoras criteriosas podem se destacar no mercado, sendo reconhecidas como empresas de credibilidade e condutas ecologicamente responsáveis.

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Se quiser aprofundar mais sobre o assunto leia este outro artigo do blog: Qual a influência da ISO 14001 no tratamento de resíduos?

 

 

 

Mercado de resíduos une inteligência e logística

Mercado de resíduos
Brasil joga fora toneladas de resíduos que poderiam ser comercializados por bolsas de resíduos, com ganhos para as empresas e o meio ambiente

Desde a criação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), em 2010, o setor produtivo teve que se adequar para atender à obrigatoriedade da destinação ambientalmente adequada dos resíduos que produz. Diante da demanda por novos mecanismos para cumprir a lei sem ônus na produção e no lucro, o mercado de resíduos se apresenta como sendo um poderoso aliado da PNRS e uma saída economicamente viável, já que resíduos têm valor monetário e podem ser transformados em matéria-prima.

Voltado para a comercialização de resíduos industriais gerados na produção ou recolhidos por meio da logística reversa, o mercado de resíduos configura uma oportunidade de economia, que se dá por meio da negociação entre produtores, transportadores e processadores.

Esse mercado, que abre novos caminhos para a aplicação da logística reversa, é considerado por especialistas no setor uma boa alternativa, por duas razões. A primeira é a possibilidade de vender um resíduo que demandaria custos para ser descartado, mas que pode interessar a outras empresas. A segunda razão é a possibilidade de se reciclar os resíduos e aproveitá-los como matéria-prima no ciclo produtivo.

Mercado de resíduos
Mercado de resíduos configura uma oportunidade de economia, que se dá por meio da negociação entre produtores, transportadores e processadores

Determinação política

A fim de ilustrar o grande potencial econômico desse mercado, estimativas divulgadas pelo relatório do Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA), apontam que o mercado global de resíduos, considerando desde a coleta até a reciclagem, gira cerca de 410 bilhões de dólares por ano. Todo esse sistema de comercialização está focado, principalmente, em iniciativas governamentais, cujo maior sucesso tem sido obtido por nações europeias.

O continente que mais movimenta o mercado de resíduos é a Europa, que chega a comercializar, anualmente, 150 bilhões de Euros em resíduos, em diferentes etapas. O destaque é para países como Alemanha e Áustria, que agregaram um novo valor ao lixo por meio de investimento na reciclagem, fortalecimento do mercado de resíduos e associação da determinação política com a conscientização social.

Nesse contexto, também sob demanda e pressão dos governos nacionais, um dos segmentos que mais tem crescido é o de lixo eletroeletrônico. Chama a atenção não apenas pela necessidade de destinar adequadamente os rejeitos eletrônicos, mas pelo grande potencial econômico do segmento, que chega a comercializar por até 500 dólares a tonelada de alguns tipos de detritos.

Mercado de resíduos
Na Europa, um dos segmentos que mais tem crescido é o de lixo eletrônico, cujos materiais agregam valor econômico e voltam à linha de produção

Brasil: um mercado incipiente

No país, o comércio de resíduos ainda é pequeno diante do potencial que apresenta. Algumas iniciativas têm sido desenvolvidas, mas nem todas têm obtido êxito em sua implementação. Um dos exemplos é a rede criada para facilitar as negociações, chamada Bolsas de Resíduos, que chegou a ser instituída por algumas entidades do Sistema Indústria.

As bolsas, que são espaços que reúnem informações das ofertas e procuras de resíduos por empresas cadastradas, prosperaram em poucos estados e em muitos outros acabaram sendo extintas. É o caso de Goiás, onde a Federação das Indústrias (Fieg) despendeu esforços para viabilizar a rede no Estado, mas a falta de mobilização dos envolvidos no mercado acabou resultando no encerramento do projeto localmente.

Gestora do Conselho Temático de Meio Ambiente da Fieg, Elaine Lopes lembra que após grandes investimentos na divulgação, parcerias com instituições públicas e realização de incentivos, o programa acabou sendo desativado pela falta de interesse das indústrias. “Mesmo não havendo custos para adesão, as Bolsas não tiveram procura. O que percebemos é que diversas empresas acabam fazendo sua parte apenas para não serem multadas e não aproveitam as outras possibilidades que esse mercado oferece”, lamenta.

A Confederação Nacional das Indústrias (CNI), por sua vez, tentou fortalecer o mercado de resíduos por meio da criação do Sistema Integrado de Bolsas de Resíduos Nacional (SIBR). Ativo desde 2009, o SIBR reúne bolsas de vários estados em um só ambiente. No entanto, diante de obstáculos com tributações e desinteresse de adesão, também não obteve o retorno esperado – que não ocorreu nem mesmo após a aprovação da PNRS.

Na contramão de resultados pouco promissores, ainda é possível encontrar Bolsas de Resíduos ativas e empresas legalizadas do setor privado que desenvolvem um papel semelhante de promover a oferta, procura e até leilões de resíduos provenientes de diversos segmentos. Para participar, basta procurar se informar sobre a existência de bolsa em seu estado ou pesquisar por empresas da área na internet e se cadastrar em uma delas.

Logística reversa

Por força da legislação, alguns setores avançaram mais do que outros no processo da destinação ambientalmente adequada dos resíduos da produção, sobretudo aqueles obrigados a proceder na logística reversa, como o de pneus; pilhas e baterias; embalagens e resíduos de agrotóxicos; lâmpadas fluorescentes, de mercúrio e vapor de sódio; óleos lubrificantes automotivos; peças e equipamentos eletrônicos e de informática; e eletrodomésticos.

Como implementar a produção mais limpa na minha empresa?

implementar a produção mais limpa

Ao implementar a produção mais limpa nas empresas muitos associam o assunto ao ambiente de trabalho limpo e organizado, atividade essa do Programa 5 S. No entanto, para implementar a produção mais limpa uma série de outras atividades estão envolvidas (programa de coleta seletiva, política 5 R’s, logística reversa, etc.).

O conceito de produção mais limpa consiste em evitar a geração de resíduos. Para isso é importante o máximo aproveitamento da matéria prima, insumos, água, energia, o reuso e reciclagem dos resíduos gerados.

Os benefícios em implementar a produção mais limpa vão além da minimização dos impactos negativos sobre o meio ambiente, também, engloba a diminuição do risco a saúde ocupacional e ganhos econômicos para organizações. Vamos saber de algumas dicas para implantar a metodologia em uma organização? Confira!

Saiba mais: O que sua empresa precisa saber sobre produção ecoeficiente?

Saiba como implementar a produção mais limpa

implementar a produção mais limpa

A premissa principal da produção mais limpa é eliminar a poluição durante o processo de produção e, não somente após o produto acabado.

A produção mais limpa trás para dentro das organizações a concepção que os empresários devem enxergar os resíduos como um desperdício de dinheiro, pois há o custo com matéria prima desperdiçada, com o tratamento e armazenamento, além dos danos à imagem e à reputação da empresa.

Os principais requisitos que precisam ser considerados para implementar a produção mais limpa são os seguintes:

  • mudança nas matérias-primas: consiste na identificação de matéria prima mais resistentes que podem reduzir perdas por manuseio, ou ainda, a substituição de materiais tóxicos por não tóxicos e não renováveis por renováveis;
  • mudança tecnológica: utilização de equipamentos mais eficientes que otimiza os recursos utilizados, uso de controles e de automação que permitam rastrear perdas ou reduzir o risco de acidentes de trabalho, entre outras.
  • boas práticas de operação ou boas práticas de “housekeeping” (ou arrumação da casa): esta técnica consiste em limpezas periódicas, uso cuidadoso de matérias primas e com o processo, alterações no layout físico, ou seja, disposição mais adequada de máquinas e equipamentos que permitam reduzir os desperdícios, elaboração de manuseio para materiais e recipientes, etc.
  • mudanças no produto: pode envolver o cancelamento de uma linha produtiva que apresente problemas ambientais significativos, ou ainda, a substituição de um produto com características tóxicas por outro menos tóxico;
  • reutilização e reciclagem no local da empresa.

Abaixo listamos alguma etapas para as empresas implementar a produção mais limpa dentro do seu processo.

Etapa 1: planejamento e organização

implementar a produção mais limpa

Para cumprir essa etapa ao implantar a produção mais limpa é necessário:

  • 1º Obter comprometimento e envolvimento da alta direção: para isso pode ser feito uma reunião com a alta direção mostrando os benefícios e a necessidade em implementar a produção mais limpa. A participação da liderança é fundamental para o alcance dos resultados pretendidos;
  • 2º Estabelecer a equipe do projeto (eco time): a equipe tem o objetivo de coordenar o projeto buscando um ganho ambiental e econômico;
  • 3º Estabelecer a abrangência do projeto: definir os pontos mais críticos;
  • 4º Identificar barreiras e soluções: é possível utilizar algumas ferramentas, como brainstorming, para identificar barreiras e soluções para o problema.

Etapa 2 : pré-avaliação e diagnóstico

A segunda etapa da implementação da produção mais limpa é subdividida em 3 passos:

  • Passo 1: desenvolver o fluxograma do processo;
  • Passo 2: avaliar as entradas e saídas;
  • Passo 3: selecionar o foco da produção mais limpa, ou seja, qual fase do processo gera um maior impacto econômico para empresa e, consequentemente, maior quantidade de resíduos.

Etapa 3: avaliação de produção mais limpa

implementar a produção mais limpa

Nesta etapa ao implementar a produção mais limpa a organização precisa:

  • determinar um balanço material e de energia;
  • identificar e selecionar opções de produção mais limpa. Ou seja, através do balanço identificar em cada fase do processo produtivo aplicações de produção mais limpa.

Leia também: como implantar um projeto de coleta seletiva eficiente nas empresas.

Etapa 4: estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental

Esta quarta etapa de implementação do projeto se resume em avaliações técnicas, ambientais e econômicas da opção de produção mais limpa levantadas, sempre visando o aproveitamento eficiente das matérias e a não geração ou redução dos resíduos.

É importante considerar:

  • o impacto da medida tomada sobre o processo, produtividade, segurança;
  • todos os funcionários e departamentos atingidos pela implementação das opções;
  • experiência de outras empresas com a opção que esta sendo adotada;
  • a redução de resíduos;
  • o período do retorno do investimento e o benefício econômico gerado através da aplicação da produção mais limpa.

Para calcular o benefício econômico gerado é preciso calcular a diferença entre o custo da situação atual e o custo da situação esperado.

Etapa 5: implementação de opções e plano de continuidade

implementar a produção mais limpa

A quinta etapa do projeto é subdividida em:

  • preparar plano de implementação da produção mais limpa;
  • implementar as opções de produção mais limpa;
  • monitorar e avaliar;
  • sustentar atividades de produção mais limpa.

Algumas medidas podem ser tomadas para implementar a produção mais limpa, podemos citar:

  • elaboração de planilha para monitoramento diário do peso das perdas de processo relativo ao número de produtos acabados;
  • divulgação dos resultados anteriores;
  • estabelecimento de um plano de monitoramento;
  • definição dos indicadores do processo produtivo;
  • entre outros.

Sendo assim, concluímos que ao implantar a produção mais limpa a organização reduzirá os impactos negativos do ciclo de vida, desde a extração da matéria-prima até a disposição final. O primeiro passo para implementar a produção mais limpa é a mudança de atitudes. Um dos aspectos mais importante do projeto é a melhoria tecnológica é aplicação de conhecimento do produto e processos.  Esses fatores reunidos é que fazem o diferencial em relação às outras técnicas ligadas a processos de produção.

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Mas quer se aprofundar um pouco mais a respeito? Leia outro artigo do nosso blog: Porque aplicar a política dos 5R´s para reduzir a geração de resíduos?

 

Saiba a diferença entre reciclagem primária, secundária e terciária

Já ouviu falar em reciclagem primária, secundária e terciária? Embora o nome “reciclagem” seja muito popular, poucas pessoas sabem que há níveis possíveis de serem implementados nas empresas.

A reciclagem é um dos temas do século. Como o aumento da preocupação com questões ambientais, as empresas têm percebido o valor de reaproveitar materiais que antes eram descartados. E agora estão trabalhando para alongar a vida útil de cada resíduo que sai de suas operações. Vamos saber mais a respeito?

Saiba mais sobre reciclagem

Reciclagem é o processo de transformação de um material em estado de inutilidade para alguma forma útil para algum usuário. Assim, uma lata de cerveja vazia e amassada pode não ter utilidade alguma. Mas após ser fundida e transformada novamente em uma barra de alumínio, torna-se um produto não só útil, mas também com valor comercial.

A reciclagem é, sobretudo um processo de transformação de um material que não possui valor econômico para algo que possui relevância. Transformando o lixo em matéria prima ou parte integrante de algum processo produtivo. Há também os casos em que o próprio lixo se transforma em produtos, como é o caso de objetos de artesanato feitos a partir de descartes.

Leia também: Como implantar um projeto de coleta seletiva eficiente nas empresas?

Conheça os principais materiais recicláveis

Hoje há uma extensa lista de materiais passíveis de serem reciclados. Contudo em geral abordamos os mais comuns para fins de exemplificação. Os materiais mais comuns para reciclagem hoje são:

  • metais;
  • plásticos;
  • borrachas;
  • papéis;
  • madeiras;
  • materiais cerâmicos;
  • polímeros em geral.

Para todos os materiais, há um limite natural à reciclagem. Ou seja, em um dado momento o material deverá ser completamente desintegrado para a formação de novos compostos ou então depositado em algum aterro.

Este processo de sucessivas reciclagens até o esgotamento total pode levar séculos e até milênios para ocorrer. Grande parte dos materiais possui vida útil maior até que a expectativa de vida de um humano.

O que é reciclagem primária, secundária e terciária?

Reciclagem primária

A reciclagem primária é aquela que ocorre de imediato, ainda no interior da organização geradora. Nesse procedimento, os resíduos produzidos há pouco tempo, já podem ser submetidos ao processo de reciclagem.

Vamos citar como exemplo uma indústria metalúrgica X que fabrica peças fundidas e posteriormente faz o acabamento com usinagem. As peças são fundidas e após o desmonte da forma, as partes sobressalentes são retiradas e colocadas novamente no forno. Temos aqui um processo de reciclagem primária dos primeiros resíduos gerados no processo produtivo.

Mais à frente, as peças em bom estado e já sem as partes sobressalentes são submetidas ao processo de usinagem. Esse processo irá realizar cortes, acabamentos, abertura de furos, roscas e aplainamentos nas peças. Durante todo este processo é gerado o cavaco, que nada mais é que o retalho metálico da peça. Estes cavacos são compactados e também lançados no forno para refundição e produção de novas peças. Aqui temos mais um exemplo de reciclagem primária, que ocorre dentro do próprio processo produtivo.

Reciclagem secundária

A reciclagem secundária por sua vez é realizada após a segregação de resíduos advindos de outra fonte geradora, como por exemplo das cooperativas de coleta seletiva e dos resíduos sólidos urbanos.

A reciclagem secundária consiste na transformação de um resíduo em item de valor agregado ou parte integrante do processo produtivo de outros materiais.

Como exemplo, podemos citar o caso clássico das latas de alumínio. Elas são descartadas pelos usuários, recolhidas pela coleta seletiva, encaminhadas à centros de reciclagem. Posteriormente são fundidas e transformadas em barras e chapas que poderão vir a se tornar latas novamente em um ciclo muito rápido. Estima-se que o tempo entre o consumo de uma lata de alumínio e sua disponibilização novamente leva menos de 90 dias nos atuais padrões.

Há também os casos de resíduos que são transformados em produtos finais. Como exemplos podemos citar as bolsas e sandálias feitas com couro reaproveitado e também os móveis feitos com madeira descartada e até com pneus.

Reciclagem terciária

A reciclagem terciária é o processo mais profundo de reciclagem ao qual se pode chegar. É possível que um determinado material fique por anos percorrendo os ciclos de reciclagem primária e secundária. Mas em um dado momento ele poderá ser submetido à reciclagem terciária que é praticamente a transformação total do material.

A reciclagem terciária envolve a transformação da estrutura química da matéria. Ou seja, promove a desintegração molecular e forma um novo material, passível de ser utilizado outra vez, em estado de “novo”.

Como exemplos de reciclagem terciária temos o co-processamento, no qual polímeros (principalmente pneus) são incinerados em fornos de cimento. Eles não só se tornam combustível para a queima, mas também parte integrante do material que está sendo produzido.

Há também os casos de reversão de hidrocarbonetos, que são capazes de transformar plástico em outros materiais, até mesmo em combustíveis. Um exemplo clássico é uma máquina capaz de converter lixo plástico em gasolina.

Saiba mais: Cinco vantagens de se realizar o tratamento biológico de resíduos orgânicos

Implemente um programa de reciclagem

Um programa de reciclagem em uma empresa passa principalmente pelo estabelecimento de um processo rígido de coleta seletiva, mas igualmente importante é a localização de prestadores de serviço licenciados para tratar os resíduos coletados na organização, principalmente no caso das indústrias.

Uma excelente alternativa é utilizar o Mercado de Resíduos, que permite que as empresas geradoras encontrem os melhores tratadores próximos de sua unidade e realize leilões com seus resíduos, gerando assim oportunidades de receitas adicionais ao mesmo tempo em que destina corretamente seus materiais.

Sendo assim, as empresas atualmente têm percebido o valor de reaproveitar materiais que eram descartados. E a reciclagem é  uma ótima maneira de se destinar resíduos. A implementação de um programa de reciclagem sólido, baseado nos seus níveis (primário, secundário e terciário) pode ser uma ótima solução para sua empresa.

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Precisa se aprofundar um pouco mais a respeito? Leia outro artigo do nosso blog: É possível tratar e reciclar embalagens de aerossol e spray?

 

Cinco vantagens de se realizar o tratamento biológico de resíduos orgânicos

tratamento biológico de resíduos orgânicos

As bactérias, fungos e outros microrganismos podem ser bastante úteis para solucionar um grande problemas do descarte incorreto dos resíduos. O tratamento biológico de resíduos orgânicos  reaproveita os resíduos orgânicos , que, além de evitar um descarte inadequado, minimiza a degradação do meio ambiente.

A reciclagem das sobras orgânicas por tratamento biológico é uma solução sustentável para as fontes geradoras.  Evita o em lixões e o incremento da poluição, além de outras vantagens. É, por exemplo, uma alternativa econômica, pois não requer necessariamente uma tecnologia sofisticada para produção de um bom composto.

A seguir, vamos conhecer mais detalhadamente os benefícios do tratamento biológico de resíduos orgânicos. Acompanhe!

Leia também: Como destinar e tratar efluentes e resíduos orgânicos da indústria alimentícia?

Conheça os resíduos orgânicos

tratamento biológico de resíduos orgânicos

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, os resíduos orgânicos representam metade dos resíduos sólidos urbanos gerados no Brasil. Apesar do grande volume, o país ainda tem iniciativas tímidas de reaproveitamento desses resíduos, pois só 13% dos orgânicos é reciclado.

E de onde vêm esses resíduos? As sobras orgânicas são todos os resíduos de origem animal ou vegetal, como por exemplo:

  • restos de frutas, raízes, legumes e verduras;
  • restos de comida, incluindo pão, ossos e cascas de ovos;
  • esterco de animais e outros resíduos;
  • aparas de madeiras, palha e folhas.

Todas essas sobras que vêm dos restaurantes de empresas, dos estabelecimentos comerciais, de creches, dos sacolões, dos jardins e pomares, não podem mais ser utilizadas, não têm mais a serventia de origem. Porém, são resíduos que podem ser reaproveitados usando o tratamento biológico.

Entenda como os microrganismos transformam os orgânicos

tratamento biológico de resíduos orgânicos

Antes da aprovação de leis ambientais, como a Política Nacional de Resíduos, os materiais orgânicos iam parar em aterros sanitários. No entanto, surgiram maneiras mais ecoeficientes para a gestão desses resíduos e uma delas é a reciclagem por meio de tratamento biológico.

Uma das formas se reciclar os resíduos orgânicos é a compostagem, realizada em pilhas de sobras orgânicas. Trata-se de um processo no qual microrganismos, como bactérias, fungos e actinomicetos, na presença de oxigênio, decompõem a matéria orgânica dos resíduos, transformando-os. O resultado é o composto orgânico chamado húmus, um adubo repleto de nutrientes que fortalecem as raízes das plantas.

O processo de compostagem dos resíduos orgânicos acontece em três fases:

  • fase 1 (decomposição): etapa da degradação ativa, na qual proteínas, aminoácidos, lipídios e carboidratos são rapidamente decompostos em água, gás carbônico e nutrientes (compostos de nitrogênio, fósforo, etc.) pelos microrganismos, liberando calor. É a fase na qual também são eliminadas as bactérias patogênicas, como por exemplo, as salmonelas e as ervas daninhas.
  • fase 2 (semimaturação): etapa intermediária entre o final da degradação ativa e a fase de maturação;
  • fase 3 (maturação ou cura): etapa na qual formam-se substâncias húmicas, e após a maturação do composto ele está humificado/umidificado/úmido e viável para uso.

Saiba mais: Como as empresas podem resolver o problema para gerar menos resíduos?

Tratar biologicamente os resíduos exige atenção

tratamento biológico de resíduos orgânicos

Para o sucesso da compostagem é necessário controlar três fatores, a temperatura, a umidade e o oxigênio:

  • a temperatura na pilha de compostagem deve ser controlada a cada fase do processo, podendo variar de 45°C a 65°C nas primeiras etapas, caindo para 25°C a 30°C na fase final. Porém, se houver elevação extrema de calor, como a 75°C, o processo pode ter um efeito inverso e retardar ou até anular a atividade microbiana;
  • a umidade na pilha de compostagem deve ser mantida, pois os microrganismos precisam dela para se movimentarem e decomporem a matéria orgânica;
  • a presença de ar é imprescindível para a decomposição, por isso, a pilha de compostagem deve estar sempre arejada, o que se consegue revolvendo os resíduos com uma forqueta de arejamento ou um ancinho.

Tratamento biológico de resíduos orgânicos é vantajoso

tratamento biológico de resíduos orgânicos

São muitos os benefícios do processo biológico da compostagem para a reciclagem dos resíduos orgânicos. Entre as vantagens, podemos destacar:

  1. Implante um método simples e econômico

O tratamento biológico é natural e não demanda alto investimento para ser implantado. As empresas podem reservar um local de sua estrutura física para o processo de compostagem. Também se pode contratar uma consultoria capaz de indicar empresas que recolhem os orgânicos e os tratam pelo método da compostagem. Até mesmo em casa é possível para qualquer um realizar a reciclagem dos orgânicos, adquirindo uma composteira.

  1. Gere menos poluição atmosférica

No processo biológico da compostagem ocorre somente a formação de CO2, H2O e biomassa (húmus). Por ser um processo de fermentação que ocorre na presença de oxigênio (aeróbico), não há formação de CH4 (gás metano), que é altamente nocivo ao meio ambiente. Sua agressividade é 23 vezes maior que o gás carbônico em termos de aquecimento global.

  1. Produza um composto rico em nutrientes

Os resíduos orgânicos tratados biologicamente produzem um húmus de excelente qualidade. Ele torna o solo poroso, facilitando a aeração das raízes, a retenção de água e nutrientes. Os minerais compõem 6% do composto e são formados de nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e ferro, que são absorvidos pelas raízes das plantas.

  1. Evite o chorume

O tratamento biológico dos resíduos orgânicos evita que as sobras sejam abandonadas de qualquer forma no meio ambiente, produzindo o líquido chamado chorume, capaz de poluir cursos d´água, reduzindo o oxigênio e matando organismos.

  1. Desenvolva um fertilizante natural

Resíduos orgânicos tratados em compostagem biológica produzem um fertilizante natural, sem aditivos químicos. O húmus é um adubo natural com excelentes resultados na agricultura, paisagismo, jardinagem e hortas.

Como se vê, há muitas vantagens em se investir no tratamento biológico de resíduos orgânicos. As bactérias, fungos e outros microrganismos podem ser uma solução sustentável para a gestão de resíduos. E tudo realizado por meio da reciclagem, que poupa o meio ambiente e ainda gera um composto capaz de recuperar solos e fortalecer as plantas.

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Precisa se aprofundar um pouco mais a respeito? Leia outro artigo do nosso blog: Compostagem x aterro sanitário: como destinar resíduos orgânicos?

 

 

 

O que sua empresa precisa saber sobre produção ecoeficiente?

A produção ecoeficiente é uma metodologia que busca reduzir a poluição e aumentar a sustentabilidade ambiental. Através desse modelo é possível minimizar desperdícios e emissões, eliminando as causas já na criação de produtos e serviços. Não segue mais a maneira antiga, que controlava os impactos ao meio ambiente somente após a concepção do produto. Com isso, a empresa minimiza os riscos na produção.

As empresas hoje são desafiadas a saírem de um discurso de sustentabilidade para investir na preservação ambiental. Por meio de uma cadeia produtiva ecoeficiente, contribui-se para a evolução de uma sociedade sustentável. Para garantir isso é preciso desenvolver processos produtivos sustentáveis, incluindo essa filosofia na forma de gerenciar sua linha de produção.

Essa metodologia é uma das grandes atitudes que pode levar uma indústria ao desenvolvimento sustentável. Vamos saber mais sobre assunto?

Leia mais em: Reciclagem energética: uma excelente opção para reutilizar resíduos

Conceito de Produção Ecoeficiente

A produção ecoeficiente — produção limpa ou produção mais limpa — é um método de gerenciamento que busca produzir mais com menos insumo (matéria prima, água e energia elétrica) e menos poluição, menos resíduos tóxicos e não biodegradáveis.

Os princípios básicos são:

Com a aplicação da produção ecoeficiente as empresas são induzidas a inovar em tecnologias ambientais, principalmente no tratamento de resíduos e emissões gerados em um processo produtivo.

Contexto da Produção Ecoeficiente

Dentro do contexto de produção ecoeficiente está às ações que permitem as empresas oferecerem aos seus clientes produtos e serviços a preços justos, ao mesmo tempo em que reduzem o impacto ambiental que a sua produção trás.

É uma meio inteligente de utilizar recursos naturais de forma reduzida e consciente, sem comprometer os resultados da organização. Além disso, a imagem da empresa melhora perante seus clientes, fornecedores e acionistas, uma vez que a marca estará associada há uma produção que se preocupa com a preservação ambiental.

Objetivo da produção ecoeficiente

  • São os objetivos da produção ecoeficiente:
  • reduzir o consumo de recursos;
  • reduzir o impacto sobre a natureza: utilizar recursos renováveis que são geridos de forma sustentável, bem como minimizando emissões e resíduos;
  • fornecer aos clientes produtos e serviços de maior qualidade;
  • minimizar a dispersão de tóxico;
  • fomentar a reciclagem dos resíduos;
  • estender a durabilidade dos produtos;
  • promover a educação dos consumidores para um uso mais racional dos recursos naturais e energéticos.

Aplicabilidade da produção ecoeficiente

Uma empresa deve saber trabalhar e interagir com o meio ambiente. Este é um fator estratégico e fundamental para a competitividade do negócio.

Com a finalidade de diminuir o impacto no meio as empresas devem procurar meios de funcionamento ecologicamente eficientes. Abaixo listamos exemplos de aplicação do conceito de produção ecoeficiente.

Geração de energia alternativa

As empresas podem buscar alternativas de energia renováveis, como: energia eólica (gerada a partir do vento), solar (proveniente dos raios solares), geotérmica (obtida do calor das camadas profundas da terra) e biogás (gases de decomposição de resíduos orgânicos). Essas possibilidades de energia alternativas oferecem pouca agressão ao meio ambiente.

Tratamento de resíduos

Hoje possuímos diversas tecnologias que permitem tratar os resíduos provenientes da produção industrial. Uma empresa ecoeficiente deve fazer o máximo para reduzir, reciclar e reutilizar sempre que possível os seus resíduos gerados. Seguindo a ordem de prioridade da Política Nacional de Resíduos Sólidos, do Ministério do Meio Ambiente.

Saiba mais: CADRI é suficiente para afastar a responsabilidade da empresa?

Compostagem

A compostagem é uma técnica que estimula a decomposição de resíduos orgânicos. É um método de reciclagem do resíduo orgânico.

Leia: Compostagem x aterro sanitário: como destinar resíduos orgânicos?

Trocar equipamentos não sustentáveis

Para evitar desperdícios de insumos e produção de resíduos substituir os equipamentos por outros que resultam em menos agressão ambiental é uma atitude ecoeficiente.

É possível utilizar equipamentos de economizem água e energia, que evita desperdícios em cortes de peças em indústrias têxteis, que permita a reutilização das sobras de aço, entre outros.

Benefícios da aplicação da produção ecoeficiente

Principais benefícios da produção ecoeficiente nas empresas:

Redução de custos

A produção ecoeficiente tem como maior objetivo evitar o desperdício e empregar o uso mais inteligente de recursos naturais. Por isso, que este tipo de iniciativa ajuda as empresas a diminuir os custos referentes ao uso destes insumos e a aquisição desses materiais. Bem como, também reduz o custo com a disposição final dos resíduos.

Aumento de eficiência

Para aplicar a produção ecoeficiente é imprescindível realizar uma análise de todos os processos para melhorar o aproveitamento dos recursos e aumentar a produção. Mediante isso, a empresa garante uma produção mais limpa e conquista uma maior lucratividade ou desenvolve produtos com custos mais baixos para o consumidor.

Mais competitividade

Ampliar a competitividade é o que mais as empresas buscam. Conquistar mais clientes e melhorar a imagem perante seus clientes é o benefício mais procurado pelas organizações ao aplicar a produção ecoeficiente. Chamamos esse benefício de vantagem competitiva sustentável. Essa vantagem somente é conquista quando é aplicado todas as ações.

Sendo assim, concluímos que a produção ecoeficiente é uma abordagem preventiva, para tornar possível a sobrevivência humana no planeta nos próximos anos. O uso dos princípios ecológicos na criação, desenvolvimento e oferta de bens e serviços é fundamental para o sucesso da aplicação do método. É necessária uma mudança nas tecnologias, na criação e manipulação da matéria e dos materiais, no desenho das industriais e na economia. É indiscutível que a sustentabilidade reduz o risco do negócio de qualquer empresa e aumenta a sua credibilidade.

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Mas quer se aprofundar um pouco mais a respeito? Leia outro artigo do nosso blog: Como as empresas podem resolver o problema para gerar menos resíduos?

Entenda o que são os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

No dia 1º de janeiro de 2016 entrou em vigor a resolução da ONU intitulada “Transformar o nosso mundo: Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável”. Composta por 17 objetivos centrais e 169 metas, que pretendem transformar o Mundo em nome dos Povos e do Planeta.

Segundo o antigo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon: “Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são a visão comum para a Humanidade e um contrato social entre os líderes mundiais e os povos” acrescentando ainda que de forma simples os ODS “São uma lista das coisas a fazer em nome dos povos e do planeta, e um plano para o sucesso!”

Então, afinal, quais são as áreas de ação dos ODS?

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são uma agenda mundial adotada durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável em setembro de 2015 composta por 17 objetivos e 169 metas a serem atingidos até 2030.

Do que tratam os ODS?

Os ODS preveem ações mundiais, que podem ser divididas em quatro grandes áreas, sendo elas:

Social

Relacionada às necessidades humanas, de saúde, educação, melhoria da qualidade de vida e justiça.

Ambiental

Trata da preservação e conservação do meio ambiente, com ações que vão da reversão do desmatamento, proteção das florestas e da biodiversidade, combate à desertificação, uso sustentável dos oceanos e recursos marinhos até a adoção de medidas efetivas contra mudanças climáticas.

Econômica

Aborda o uso e o esgotamento dos recursos naturais, a produção de resíduos, o consumo de energia, entre outros.

Institucional

Diz respeito às capacidades de colocar em prática os objetivos do desenvolvimento Sustentável em ação.

Como os ODS foram escolhidos ?

Os ODS foram construídos em um processo de negociação mundial, que teve início em 2013 e contou com a participação do Brasil em suas discussões e definições a respeito desta agenda. O país tendo se posicionado de forma firme em favor de contemplar a erradicação da pobreza como prioridade entre as iniciativas voltadas ao desenvolvimento sustentável.

Os 17 ODS, aprovados por unanimidade por 193 Estados-membros da ONU, reunidos em Assembleia-Geral, têm como objetivo resolver as necessidades das pessoas, tanto nos países desenvolvidos como nos países em desenvolvimento, enfatizando que ninguém deve ser deixado para trás.

Quais são as estratégias de alcance dos ODS?

A Estratégia ODS é uma coalizão que reúne organizações representativas da sociedade civil, do setor privado, de governos locais e da academia com o propósito de ampliar e qualificar o debate, além de propor meios para a implementação efetiva da agenda.

Sabe-se que os ODS configuram-se uma agenda alargada e ambiciosa que aborda várias dimensões do desenvolvimento sustentável na esfera social, econômica e ambiental, capaz de promover a paz, a justiça e a consolidação de instituições forte e eficazes.

A mobilização dos meios de implementação – dos recursos financeiros às tecnologias de desenvolvimento, transferência de know-how e capacitação – é também reconhecida como fundamental.

Transformar esta visão em realidade é essencialmente da responsabilidade dos governos dos países, mas irá exigir também novas parcerias e solidariedade internacional.

Como serão monitorados os avanços na Agenda?

A avaliação dos progressos será realizada regularmente, por cada país, envolvendo os governos, a sociedade civil, empresas e representantes dos vários grupos de interesse. Sendo utilizado um conjunto de indicadores globais, cujos resultados serão compilados num relatório anual.

Para se ter uma ideia no ano em que foi iniciada a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, 13% da população mundial vivia em extrema pobreza, 800 milhões de pessoas passavam fome e 2,4 bilhões não tinham acesso ao saneamento básico.

Por isso, 2015 ficará marcado na História como o ano da definição dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, baseados no progresso e nas lições aprendidas com os 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que entre 2000 e 2015 gerou frutos a partir do  trabalho conjunto de governos e cidadãos de todo o mundo para criar um novo modelo global para acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar de todos, protegendo o ambiente e combatendo as alterações climáticas.

Quais foram as ações adotas no Brasil no âmbito da Agenda?

No Brasil foi criado o Grupo Técnico para acompanhamento das Metas e Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, com participação de diferentes órgãos do governo federal, entre eles, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que, até 2014, publicou cinco relatórios de acompanhamento dos ODM no país.

Outras duas importantes iniciativas foram o Prêmio ODM, lançado em 2004 para incentivar ações, programas e projetos que contribuem efetivamente para o cumprimento dos objetivos, e o Portal ODM, criado em 2009 com foco no acompanhamento regular da situação dos municípios brasileiros quanto às metas.

Diversos eventos foram criados ampliando o debate sobre os padrões de desenvolvimento mundiais. Entre eles, está a Conferência Rio+20, realizada em 2012 no Rio de Janeiro, que foi um novo marco para acordos internacionais sobre desenvolvimento sustentável.

De acordo com a ONU, um dos principais resultados da Rio+20 foi o acordo de estabelecer um conjunto de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os ODS. Estes foram construídos tomando os ODM como referência e convergiram para uma agenda global de desenvolvimento estabelecendo o ano de 2030 como seu horizonte.

Conheça em detalhe o plano da ONU para transformar o Mundo, até 2030, protegendo os Povos e o Planeta

Quais são os ODS e o quê cada um dos itens trata?

  • Erradicar a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares.
  • Erradicar a fome, alcançar a segurança alimentar, melhorar a nutrição e promover a agricultura sustentável.
  • Garantir o acesso à saúde de qualidade e promover o bem-estar para todos, em todas as idades
  • Garantir o acesso à educação inclusiva, de qualidade e equitativa, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.
  • Alcançar a igualdade de género e empoderar todas as mulheres e rapariga
  • Garantir a disponibilidade e a gestão sustentável da água potável e do saneamento para todos
  • Garantir o acesso a fontes de energia fiáveis, sustentáveis e modernas para todos
  • Promover o crescimento econômico inclusivo e sustentável, o emprego pleno e produtivo e o trabalho digno para todos.
  • Construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação.
  • Reduzir as desigualdades no interior dos países e entre países.
  • Tornar as cidades e comunidades inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis.
  • Garantir padrões de consumo e de produção sustentáveis.
  • Adotar medidas urgentes para combater as alterações climáticas e os seus impactos.
  • Conservar e usar de forma sustentável os oceanos, mares e os recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável.
  • Proteger, restaurar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, travar e reverter a degradação dos solos e travar a perda de biodiversidade.
  • Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas a todos os níveis.

Qual legado os ODS pretendem deixar?

Os ODS, embora de natureza global e universalmente aplicáveis, dialogam com as políticas e ações nos âmbitos regional e local. Na disseminação e no alcance das metas estabelecidas pelos ODS, é preciso promover a atuação dos governantes e gestores locais como protagonistas da conscientização, sensibilização e mobilização em torno de uma agenda que busca agir do global para o local, reforçando ainda os meios de implementação e revitalização da Parceria Global pelo Desenvolvimento Sustentável.

O que são os 5 P´s da Agenda ODS?

Os cinco P´s da agenda ODS 2030 são diretrizes que compõem um ciclo que fundamenta, estrutura e equilibra todos os ODS, e são:

  1. Pessoas: Erradicar a pobreza e a fome de todas as maneiras e garantir a dignidade e a igualdade
  2. Prosperidade: Garantir vidas prósperas e plenas, em harmonia com a natureza
  3. Paz: Promover sociedades pacíficas, justas e inclusivas
  4. Parcerias: Implementar a agenda por meio de uma parceria global sólida
  5. Planeta: Proteger os recursos naturais e o clima do nosso planeta para as gerações futuras.

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Padrões de produção e consumo em direção ao desenvolvimento sustentável

O termo desenvolvimento sustentável surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento criada pelas Nações Unidas. O objetivo do encontro foi discutir e propor meios de viabilizar o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental.

Resumidamente, o desenvolvimento sustentável sugere mais qualidade ao invés da quantidade, estimulando assim a redução do uso de matérias-primas, produtos/insumos e aumentando a reutilização e reciclagem.

Com o aumento da demanda de consumo e produção em larga escala, estamos diante de uma explosão global de crescimento das cidades, indústrias, veículos, produtos eletrônicos, entre outros. Por esses motivos associados a falta de controle ambiental, gera-se inúmeros prejuízos para o ar, solo e água.

O desenvolvimento econômico é necessário, porém o ideal para todos e para o meio ambiente, é que ele ocorra com respeito e consciência ambiental.

Há muitas formas de promover o desenvolvimento sustentável

 

É possível conciliar desenvolvimento econômico, preservação do meio ambiente, responsabilidade social (acesso aos serviços públicos de qualidade), a qualidade de vida e o uso racional dos recursos da natureza (água, ar e solo).

Vejamos algumas possibilidades de promover o desenvolvimento sustentável:

  • Reciclagem de materiais: papel, alumínio, plástico, vidro, ferro, borracha, etc.;
  • Segregação do lixo;
  • Coleta seletiva;
  • Tratamento dos esgotos industriais e sanitário antes de serem ecoados nos rios e lagos;
  • Descarte correto de baterias e equipamentos eletrônicos em locias especializados;
  • Geração de energia através de fontes não poluentes como: eólica, solar e geotérmica;
  • Utilização de sacolas de papel nos mercados e farmácias;
  • Utilização racional dos recursos da natureza, principalmente água;
  • Diminuição da utilização de combustíveis fósseis (gasolina), substituindo por biocombustível;
  • Utilização de técnicas agrícolas que não prejudicam o meio ambiente;
  • Incentivo de utilização de meios de transportes coletivos;
  • Incentivo ao transporte solidário (veículo com várias pessoas);
  • Combate ao desmatamento ilegal de matas e florestas;
  • Combate às ocupações irregulares em regiões de mananciais;
  • Incentivo à educação ambiental nas empresas e escolas;
  • Criação de áreas verdes nos centros urbanos;
  • Manutenção e preservação dos ecossistemas;
  • Incentivo da implantação dos telhados verdes, nos centros urbanos;
  • Respeito e cumprimento das leis trabalhistas;
  • Valorização da produção e consumo de alimentos orgânicos;
  • Utilização de Gestão ambiental nas indústrias, empresas e órgãos públicos.

Estratégia eficiente para o desenvolvimento sustentável das empresas

É de consenso geral que a ferramenta-chave para uma empresa ser sustentável são os indicadores e parâmetros presentes na ISO 14000. Eles são úteis para refletir sobre as condições do sistema de uma empresa, através de médias aritméticas simples e porcentagens.

Os indicadores para verificação e acompanhamento do desempenho gerencial, referem-se a:

Política ambiental Número de objetivos e metas atingidos;

Grau de implementação de práticas de operação;

Número de iniciativas implementadas para prevenção da poluição;

Número de fornecedores e prestadores de serviço consultados sobre questões ambientais;

Número de fornecedores certificados com a norma ambiental;

Índice de percentual de clientes satisfeitos com o desempenho ambiental;

Percentual de atuação em responsabilidade ambiental;

Frequência de relacionamento com o sindicato e com a comunidade vizinha;

Percentual de resultado total investido em ações ambientais.

Requisitos legais e outros Número de multas e penalidades ou os custos a elas atribuídos;

Cumprimento da legislação;

Número de queixas relatadas do meio ambiente;

Número de não conformidades legais registradas;

Total de infrações e multas ambientais;

Total do passivo ambiental da organização em sua comunidade;

Certificações ambientais obtidas;

Extensão de áreas da organização em áreas legalmente protegidas;

 

Objetivos e metas Número de empregados que participam de programas ambientais;

Número de empregados treinados x número de empregados que necessitam treinamento;

Número de tecnologias limpas;

Consumo de energia por empregado ou por valor adicionado;

Total de resíduos por tonelada produzida;

Recursos, funções, responsabilidades e autoridades Investimentos em equipamentos de controle ambiental;

Investimentos relacionados ao meio ambiente;

Gerentes com responsabilidade ambiental;

Retorno sobre o investimento para projetos de melhoria contínua;

Economia obtida através da redução do uso dos recursos, da prevenção de poluição ou da reciclagem de resíduos;

Investimento em educação e treinamento ambiental;

Investimento em reciclagem e reutilização;

Competência, treinamento e conscientização Progresso nas atividades de remediação local;

Número de iniciativas locais de reciclagem patrocinadas;

Treinamento ambiental;

Atividades e treinamento desenvolvidos no campo ambiental

Comunicação Número de consultas ou comentários sobre questões relacionadas ao meio ambiente;

Número de locais com relatório ambientais;

Numero de reclamações da comunidade;

Percentual de reclamações relacionadas a algum fator ambiental.

Preparação e resposta a emergências Número de simulados de emergências realizados;

Percentagem de simulados de preparação e resposta às emergências.

Avaliação dos requisitos legais e outros Tempo para responder ou corrigir os incidentes ambientais;

Grau de atendimento a regulamentos;

Número de relatório impressos positivos e negativos das atividades ambientais da companhia;

Número de iniciativas do meio ambiente externo relatadas para suportar a companhia

Não conformidade, ação corretiva e ação preventiva Número de ações corretivas identificadas que foram encerradas ou não;

Número e tipo de incidências de não cumprimento dos padrões nacionais ou internacionais vigentes;

Número de penalidades em caso de não conformidades com questões ambientais

Aspectos ambientais Quantidade de materiais usados por unidade de produto;

Quantidade de materiais processados ou reciclados;

Quantidade de água reutilizada;

Quantidade de cada tipo de energia utilizada;

Quantidade de resíduos para disposição;

Quantidade de resíduos contratados por licenças;

Quantidade de emissões específicas por ano;

Quantidade de efluentes por serviço;

Quantidade de materiais perigosos usados por prestadores de serviços contratados;

Consumo de materiais e embalagens;

Volume total de efluentes líquidos;

Volume de eletricidade adquirida;

Consumo total de água; consumo total de combustíveis.

Controle operacional Área total de solo usada para fins de produção;

Consumo médio de combustível da frota de veículos;

Número de viagens a negócios por modo de transporte;

Consumo de água mensal por pessoa;

Consumo de energia elétrica por pessoa

Consumo específico de água e recirculação da água;

Monitoramento e medição Número de produtos introduzidos no mercado com propriedades perigosas reduzidas;

Índice de produtos defeituosos;

Duração do uso do produto;

Quantidade de combustível consumido;

Quantidade de materiais usados durante os serviços de pós-venda dos produtos;

Investimento em gás natural

 

Na nova versão da ISO 14001 é possível verificar as alterações dos indicadores acima descritos, lembrando que foram apresentados apenas alguns, sendo que a norma tem cerca de 200 indicadores.

Com a Certificação do Sistema de Gestão Ambiental, o empreendedor consegue garantir e manter os padrões sustentáveis da sua produção e consumo, avaliando os impactos ambientais, e também sociais e econômicos ao longo de todo seu ciclo de vida, garantindo um produto de qualidade ao consumidor.

Vale lembrar de um importante padrão sustentável de produção e consumo que é a logística reversa. Trata-se de uma ferramenta de desenvolvimento econômico e social com procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e restituição dos resíduos no setor empresarial para reaproveitamento no seu ciclo de produção em outros ciclos produtivos dentro da cadeia operacional, definido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

Nova versão da ISO 14001

A nova versão da ISO 14001 foi publicada no final do ano de 2015. A Verde Ghaia já está preparada para te dar todo suporte e assistência para a implantação e atualização da Certificação ISO 14001 2015 pela startup Consultoria Online

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Seis vantagens na promoção do descarte sustentável

Confira algumas razões pelas quais sua empresa deve implantar o sistema de gestão de resíduos com descarte sustentável

1 – Garantir espaço e ajudar outras pessoas

Sabe aquela sala onde ficam todas as coisas que não funcionam, não são usadas, mas que ninguém sabe o que fazer com elas?

Tanto do ponto de vista de Gestão e Controle da Qualidade quando do ponto de vista de Gestão Ambiental, essa “sala dos horrores” deve ser banida urgentemente. Lembre-se que as ações do 5S podem e devem ser aplicadas a todos os seus espaços da sua empresa.

Pense no que poderia ser feito com aquele espaço, depois de se librar de toda aquela “tralha”. Esse espaço poderia ter uma função operacional ou ser usado como um espaço de descanso e/ou lazer para seus colaboradores, por exemplo.

A questão é que cômodos que acumulam coisas que não são mais usadas, são um desperdício. E desperdício é algo que nenhuma empresa pode ser dar ao luxo de ter. Não é mesmo?

Faça uma segregação desse material que não está mais sendo utilizado. Selecione quais podem ser desmontados e enviados para reciclagem ou reaproveitamento. Alguns ainda deles funcionam, mais não são mais usados pela empresa? Ótimo! Faça uma boa ação e doe para instituições filantrópicas. Todos saem ganhando.

2 – Proteger solo e lençol freático de contaminação por metais pesados

A primeira alerta é que nunca sejam descartados notebooks, computadores, celulares e tablets no lixo comum! Todos esses eletrônicos possuem metais pesados em sua composição, como chumbo, mercúrio, cádmio, arsênio etc. Se forem jogados no lixo comum, podem contaminar o solo e os lençóis freáticos.

Depois da instituição da Política Nacional dos Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010), a logística reversa tornou-se obrigatória para resíduos que precisam de destinação especial, como os casos dos eletrônicos. Entre em contato com essas empresas e saiba onde são os postos de coleta de resíduos eletrônicos.

Sua empresa produz produtos eletrônicos e quer opções de um descarte sustentável para esses resíduos? O co-processamento pode ser uma ótima opção.

Preocupados com a problemática do lixo eletrônico, alguns estados, como São Paulo, tem criados legislação específica para garantir que todos realizem o descarte sustentável. Busque saber se esse é o caso do local da empresa.

Outro material que possui metais pesados, e que também precisa ter destinação especial, são as lâmpadas fluorescentes. Devido à busca pela maior eficiência energética, e menor dano ambiental, as lâmpadas fluorescentes estão sendo gradativamente substituídas pelas lâmpadas de neon.

Caso deseje fazer essa substituição na sua empresa, lembre-se que as lâmpadas fluorescentes contêm mercúrio (um metal extremamente tóxico). Assim como os resíduos eletrônicos, caso não tenham o descarte sustentável, poderão por em risco a qualidade de solo e lençóis freáticos. Apesar da característica tóxica, as lâmpadas fluorescentes podem ser recicladas.

Durante o processo de reciclagem, o sistema a vácuo associado a altas temperaturas separa o mercúrio dos outros elementos que compõem a lâmpada, que podem ser reutilizados pelas indústrias.

Para reciclar a lâmpada fluorescente basta levá-la ao posto de reciclagem indicado pelo fabricante ou procurar na internet empresas especializadas nesse serviço.

3 – Mantém controle sobre pragas e vetores de doenças

Quando os resíduos são jogados de forma indiscriminada, sem seleção e destinação adequada, existe um crescente acúmulo do que é popularmente conhecido como “entulho”.

O termo “entulho” também é usado na construção civil para designar resto de construção ou demolição, e que podem ser utilizados para nivelar o terreno.

Mas neste momento, estamos falando de uma maneira mais ampla. Estamos falando do entulho como um grande volume de resíduos, sem qualquer tipo de segregação, que são dispostos de forma desorganizada e caótica. Na verdade, caos é uma palavra perfeita para essa definição.

Uma vez que não existe seleção ou controle sobre os resíduos despejados, também não existe qualquer tipo de controle sobre pragas que possam se alojar e se proliferar nesses entulhos. Assim, há um grande potencial para proliferação de ratos, baratas, insetos e todos os tipos de doenças associados a estes vetores.

É muito comum vemos alertas no Brasil contra epidemias de Dengue, Zika e a Febre Chikungunya. Doenças estas que já causaram muitas perdas para a sociedade em geral. E o descarte sustentável certamente é uma forma de combater o vetor dessas doenças.

 Portanto, encontrar uma solução para os entulhos é uma questão crítica para o Sistema de Gestão Ambiental e Gestão de Qualidade de uma empresa. As empresas que buscam certificação ISO 9001:2015 e ISO 14001:2015, de uma forma especial, precisam atentas a esta questão.

Mesmo quando for necessário armazenamento interno de resíduos, estes devem ser preparados para evitar a entrada de pragas. Os resíduos devem ser devidamente segregados e a logística deve garantir que eles não fiquem muito tempo armazenados.

 O descarte sustentável é uma vantagem para a empresa, para o meio ambiente e para a saúde pública.

4 – Garante confiabilidade à sua empresa

Uma organização que pratica o descarte sustentável é uma empresa que se preocupa com os detalhes para garantir o sucesso do todo. A atenção apropriada com os resíduos, não apenas garante o cumprimento de requisitos ambientais e a redução de passivos ambientes.

Uma empresa preocupada com o descarte sustentável de seus resíduos tem a imagem relacionada à segurança e confiabilidade diante dos clientes e da sociedade em geral. É uma empresa que conquista a atenção, a preferência e a fidelização de todas as partes interessadas. De forma mais direta, sua empresa pode utilizar-se inclusive de um marketing verde.

5 –  Redução da pressão sobre os recursos naturais

Segundo dados apresentados pelo Ministério do Meio Ambiente, o descarte sustentável pode reduzir de forma significativa a pressão sobre os recursos naturais.

O MMA estima que a reciclagem de uma única lata de alumínio economiza energia suficiente para manter uma TV ligada durante três horas. Para produzir uma tonelada de papel é preciso 100 mil litros de água e 5 mil KW de energia. Mas para produzir a mesma quantidade de papel reciclado, são usados apenas 2 mil litros de água e 50% da energia. Veja outros dados abaixo interessantes:

  • Cada 100 toneladas de plástico reciclado economizam 1 tonelada de petróleo.
  • Uma tonelada de papel reciclado economiza 10mil litros de água e evita o corte de 17 árvores adultas.
  • Um quilo de vidro quebrado faz 1kg de vidro novo e pode ser infinitamente reciclado.

Estes são apenas alguns exemplos de como o meio ambiente é favorecido pela prática do descarte sustentável.

6 – Lucro no mercado de resíduos

O descarte sustentável dos resíduos pode render lucro por meio da compra e venda no mercado de resíduos. Sua empresa pode comprar e reaproveitar resíduos de outras empresas e reduzir custo com a matéria prima e transporte; Ou vender resíduos para outras empresas.

Para entrar nos mercado de resíduos, não são necessários grandes volumes. Apenas volumes que tragam lucro, na compra e venda, depois de deduzidos os custos com transporte .As vantagens associadas ao descarte sustentável incluem várias esferas de retorno.

Se você não quer mais perder tempo e dinheiro, entre em contato com VG Resíduos e saiba como fazer a Gestão de Resíduos da sua empresa.

 

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