A diferença entre lixo, resíduo e rejeito e como é feito o seu gerenciamento

lixo, resíduo e rejeito

Lixo, resíduo e rejeito são palavras normalmente usadas como sinônimos. Porém existem diferenças entre elas. Saber diferenciar três simples palavras pode mudar a visão que do seu empreendimento sobre o que sobra dos processos e atividades organizacionais.

Você pode estar jogando dinheiro fora se não souber a diferença entre lixo, resíduo e rejeito. No mercado, há fornecedores e compradores dos mais diversos tipos de materiais nos dias de hoje, e aquele seu coproduto, pode ser muito valioso para outra organização. Veja como fazer uma melhor e mais adequada Gestão de Fornecedores e tenha uma gestão eficiente e de qualidade.

Leia também: Como a coleta seletiva pode trazer benefícios para sua empresa?

Qual a diferença entre lixo, resíduo e rejeito?

O que é lixo?

A palavra lixo vem do latim lix que significa “cinza”. De acordo com o dicionário, lixo significa tudo aquilo que não se quer mais e se joga fora, sendo consideradas coisas inúteis, velhas e sem valor.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) define o lixo como os restos das atividades humanas, considerados pelos geradores como inúteis, indesejáveis ou descartáveis, podendo se apresentar no estado sólido e líquido, desde que não seja passível de tratamento.

O termo lixo no âmbito técnico não é utilizado e com todo conhecimento e tecnologia disponíveis hoje, grande parte do que é gerada em processos produtivos e afins pode ser de alguma forma reaproveitada ou reciclada, sendo considerado como resíduo e, quando isso não é possível, considera-se como rejeito.

Confira: Como Política Nacional de Resíduos Sólidos influencia o meu negócio?

O que é resíduo?

A definição de lixo tem haver com tudo aquilo que não apresenta nenhuma serventia para quem o descarta. Por outro lado, o que não serve para você pode se tornar para o outro, matéria-prima de um novo produto ou processo, ou seja, resíduo sólido.

Resíduo então é tudo aquilo que pode ser reutilizado e reciclado e, para isto, este material precisa ser separado por tipo, o que permite a sua destinação para outros fins. Podem ser encontrados nas formas sólida (resíduos sólidos), líquida (efluentes) e gasosa (gases e vapores).

Segundo a ABNT, NBR 10.004:2004, resíduos sólidos são aqueles que “resultam de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Ficam incluídos nesta definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos cuja particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos de água, ou exijam para isso soluções, técnica e economicamente, inviáveis em face à melhor tecnologia disponível.”

Os resíduos são complexos e diversos e, para efeitos da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), são classificados quanto:

Para saber mais sobre cada tipo de resíduo, consulte o site do Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos. Ainda, o IBAMA com vistas a atender à PNRS, publicou a LISTA BRASILEIRA DE RESÍDUOS SÓLIDOS para auxiliar a gestão dos resíduos sólidos no Brasil.

lixo, resíduo e rejeito

O que é rejeito?

O rejeito é um tipo específico de resíduo, onde quando todas as possibilidades de reaproveitamento ou reciclagem já tiverem sido esgotadas e não houver solução final para o item ou parte dele e, portanto, as únicas destinações plausíveis são encaminhá-lo para um aterro sanitário licenciado ambientalmente ou incineração, que devem ser feitas de modo que não prejudique o meio ambiente.

Qual é a situação do Brasil nos dias atuais?

Mais de 80% do material que vai para aterros poderia ter outra destinação, como por exemplo, a reciclagem e a compostagem. Isso quer dizer que a maior parte daquele material que convencionamos chamar de “lixo”, na verdade poderia ter outros usos, transformando um passivo ambiental em geração de receita, reciclando e reaproveitando itens.

Mesmo com a Política Nacional de Resíduos sólidos em vigência desde 2010, com prazo para aplicação vencido em 2014, a situação do destino dos resíduos no Brasil pouco mudou. Cerca de 40% de todo resíduo gerado no país ainda é depositado em locais considerados inadequados, como lixões e aterros controlados. Ainda no ano de 2014, 1.559 municípios brasileiros tinham lixões.

Saiba mais: Saiba como ganhar dinheiro com a reciclagem de resíduos

Para onde destinar corretamente?

Com a tecnologia atual disponível, é possível tratar os mais diversos tipos de resíduos das mais diversas formas. As formas de destinação adequadas que ocorrem no país são:

  • Reciclagem – reintrodução dos resíduos no processo de produção;
  • Compostagem – em que acontece por meio do processo biológico de decomposição da matéria orgânica contida em restos de origem animal ou vegetal;
  • Aterro Sanitário – que é a forma de disposição final de resíduos sólidos no solo, em local devidamente impermeabilizado, mediante confinamento em camadas cobertas com material inerte, segundo normas operacionais específicas, de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança, minimizando os impactos ambientais;
  • Incineração – É o processo de redução de peso e volume do lixo pela combustão controlada.

Para saber mais sobre tipos de tratamento de resíduos, leia o estudo sobre o setor no site da ABETRE.

lixo, resíduo e rejeito

E como reverter essa situação?

Um caminho para a solução dos problemas relacionados com os resíduos é apontado pelo Princípio dos 3R’s – Reduzir, Reutilizar e Reciclar. São nada mais do que a adoção de atitudes práticas no dia a dia para termos um mundo mais sustentável. Vejamos o que significa cada R:

  • Reduzir – significa consumir menos produtos e preferir aqueles que ofereçam menor potencial de geração de resíduos e tenham maior durabilidade.
  • Reutilizar – é, por exemplo, usar novamente as embalagens. Exemplo: os potes plásticos de sorvetes servem para guardar alimentos ou outros materiais.
  • Reciclar – envolve a transformação dos materiais para a produção de matéria-prima para outros produtos por meio de processos industriais ou artesanais. É fabricar um produto a partir de um material usado. Podemos produzir papel reciclando papéis usados. Papelão, latas, vidros e plásticos também podem ser reciclados. Para facilitar o trabalho de encaminhar material pós-consumo para reciclagem, é importante fazer a separação no lugar de origem – a casa, o escritório, a fábrica, o hospital, a escola etc. A separação também é necessária para o descarte adequado de resíduos perigosos.

lixo, resíduo e rejeito

Atualmente, fala-se em 5R’s e até 8R’s, em que os 5 R’s significam: Repensar, reduzir, recusar, reutilizar e reciclar; e os 8 R’s significam: Refletir, reduzir, reutilizar, reciclar, respeitar, reparar, responsabilizar-se e repassar. Saiba mais no artigo do Instituto AKATU sobre o tema.

Confira: Lodo Biológico: como sua empresa deve destinar corretamente?

Onde minha empresa se encaixa nesse cenário?

Com o agravamento da atual crise econômica, problemas relacionados à má gestão de resíduos acarretam em aumento da poluição, riscos de saúde pública e aumento nos gastos públicos de saneamento básico.

Mesmo diante deste cenário, o mercado é exigente frente às obrigações legais que precisam ser cumpridas e o empresário, que quer ter um diferencial competitivo para conseguir fornecer para grandes organizações, precisa reduzir custos, criar novas oportunidades e evitar problemas como multas e perda de clientes, além de estar em dia com a legislação ambiental vigente e buscar métodos eficazes para uma correta e adequada gestão de resíduos.

Implantando um sistema de gestão ambiental

As ações de preservação ou de redução dos resíduos e rejeitos, bem como os demais impactos ao meio ambiente devem ser realizadas com uma política sustentável de modo que não prejudiquem o crescimento econômico da empresa e possam impulsionar sua competitividade frente ao mercado atual. A implantação de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) vinculado à certificação ambiental favorece não apenas um ambiente mais sustentável, mas também as empresas certificadas, os fornecedores, os clientes e os órgãos ambientais, ou seja, todas as partes interessadas se beneficiam de um sistema como esse.

E para colocar um sistema de gestão ambiental nas empresas, utiliza-se a norma internacional ISO 14001, que foi projetada para ajudar na adequação de responsabilidades ambientais aos seus processos internos e dar continuidade ao crescimento das empresas, mantendo-as bem-sucedidas comercialmente.

Para saber mais, acesse o artigo: Conheça o passo a passo da implantação ISO 14001.

O que é ISO 14001?

Esta norma é baseada no ciclo PDCA do inglês “plan-do-check-act” – planejar, fazer, checar e agir – e utiliza terminologia e linguagem de gestão conhecida, apresentando uma série de benefícios para a organização.

A estrutura de um sistema como este permite realizar uma correta e adequada gestão dos resíduos gerados nos processos, atendendo às expectativas de responsabilidades corporativas cada vez mais elevadas dos clientes, assim como aos requisitos legais ou regulamentares.

No Brasil, esta norma é conhecida como NBR ISO 14001 e, recentemente, teve sua versão atualizada, e a ABNT disponibilizou um arquivo sobre a nova versão, intitulado como Introdução à ISO 14001 2015 pdf.

A norma evoluiu ao longo dos anos para atender as necessidades do mercado, veja a evolução até a última lançada NBR ISO 14001:2015:

1996 Primeira versão da norma, com o objetivo de definir critérios para implantação do Sistema de Gestão Ambiental e gerenciamento dos impactos ambientais das atividades das organizações;

2004 Revisão e atualização de conceitos e definições. O grande destaque dessa versão é o conceito de desempenho ambiental.

2015 A nova versão da ISO 14001 2015, publicada em setembro de 2015, tem como destaques: o alinhamento da Gestão Ambiental à estratégia da empresa, a gestão de riscos e a busca pela maior compatibilidade com as demais normas ISO.

Saiba mais sobre o que é por meio do artigo: Para que serve ISO 14001 e como essa norma fará com que minha empresa alcance o sucesso sustentável

Objetivos da norma ISO 14001

Empresas certificadas ISO 14001 atendem as suas necessidades socioeconômicas em equilíbrio com a proteção do meio ambiente, veja quais são os objetivos dessa norma:

  • Proteger o meio ambiente com a prevenção ou mitigação dos impactos ambientais adversos;
  • Mitigar os potenciais efeitos adversos das condições ambientais na organização;
  • Auxiliar a organização no atendimento aos requisitos legais e outros requisitos;
  • Aumentar o desempenho ambiental;
  • Controlar ou influenciar o modo que os produtos e serviços da organização são projetados, fabricados, distribuídos, consumidos e descartados, utilizando uma perspectiva de ciclo de vida que possa prevenir o deslocamento involuntário dos impactos ambientais dentro do ciclo de vida;
  • Alcançar benefícios financeiros e operacionais que resultem na implementação de alternativas ambientais que reforçam a posição da organização no mercado;
  • Comunicar as informações ambientais para as partes interessadas pertinentes, conhecidos como steakholders.

Se sua empresa ainda não está convencida de que ser certificada na ISO 14001 é um bom negócio, leia o artigo Cinco problemas que empresas sofrem por não serem certificadas na ISO e entenda como a certificação é o elemento que traz diferencial e competitividade empresarial.

A Verde Ghaia, possui um serviço de Consultoria On-line em Sistema de Gestão Ambiental, disponibilizando em sua plataforma on-line, curso de ISO 14001, em diversas categorias, inclusive quanto ao gerenciamento de resíduos, o que mudou com a nova versão da norma ISO 14001 2015 e outros assuntos relacionados.

De um jeito simples e muito mais econômico, com a Consultoria On-line Verde Ghaia, sua empresa tem a mesma qualidade do serviço tradicional, com o custo até 60% mais baixo e a flexibilidade que atende à sua realidade, sem custos de deslocamento de consultores e sem interferir nas rotinas da sua organização. Este serviço é oferecido para qualquer norma internacional.

Além disso, com o software VG RESÍDUOS, que é uma plataforma, 100% on-line, é possível fazer o monitoramento e a gestão dos processos, da documentação, dos prestadores de serviço, do atendimento às legislações aplicáveis, do planejamento de resíduos. A plataforma ajuda o empreendedor no controle dos resíduos que sua empresa produz alinhado aos sistemas da ISO e ainda auxilia a fazer uma boa gestão de fornecedores.

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Você sabe a diferença entre destinação e disposição final?

Leis mais rigorosas obrigam as organizações a darem mais atenção ao meio ambiente. O que é visto como custo, pode se tornar uma vantagem competitiva a depender da gestão estratégica que se adota.

 

destinação final

 

A criação de novos modelos de negócios a partir dos resíduos gerados nos empreendimentos vem formando um mercado cada vez mais competitivo, com a existência de tecnologia e metodologias diferenciadas para destinar ou dispor os resíduos de modo ambientalmente adequado. Ainda, com uma adequada Gestão de Fornecedores, tem-se uma posição estratégica para a qualidade e a credibilidade da organização, o que torna a gestão de resíduo mais eficaz.

Se em uma época não tão distante, a principal forma de disposição era em aterros ou até mesmo em lixões a céu aberto, atualmente tem-se uma gama de opções para destinação que varia desde a hidrólise térmica até o coprocessamento, gerando matérias-primas para fabricação de outros produtos. O custo e a segurança jurídica das operações é o que diferencia na hora de optar entre destinação e disposição final.

Quando pensamos em gestão de resíduos, competitividade e diferencial mercadológico, pensamos logo em Sistema de Gestão Ambiental (SGA) e certificação ambiental, visto que empresas certificadas ISO 14001 evidenciam uma maior preocupação com a adequação de seus processos e padrões internacionalmente reconhecidos, além de que para manterem sua certificação, precisam destinar seus resíduos de modo ambientalmente adequado.

 

Vejamos então as diferenças entre destinação e disposição final, que foram ratificadas na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

 

Destinação

 

De acordo com a PNRS, a destinação de resíduos consiste na reutilização, compostagem, reciclagem, recuperação, aproveitamento energético e outras destinações admitidas pelos órgãos competentes do SISNAMA, do SNVS e do Suasa, desde que respeitadas normas operacionais específicas que evitem danos ou riscos à saúde e à segurança pública, minimizando os impactos ambientais adversos.

 

Disposição Final

 

Segundo a PNRS, a disposição final consiste em distribuir ordenadamente os rejeitos em aterros, observando as normas operacionais específicas que evitem danos ou riscos à saúde e à segurança pública, minimizando os impactos ambientais adversos.

Entende-se por rejeitos, os resíduos sólidos que, depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento e recuperação de acordo com as tecnologias disponíveis e economicamente viáveis, não apresentem outra possibilidade além da disposição final, sendo esta a última alternativa a ser adotada pelo gerador, que é a pessoa física ou jurídica geradora de resíduo por meio de suas atividades.

 

Tipos de destinação e disposição final de resíduos

 

Resíduo sólido é qualquer material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas. Existe uma ordem de prioridade na gestão e no gerenciamento de resíduos sólidos, estipulada pela PNRS, que é:

 

disposicao final

 

Conheça as 6 medidas para a redução da geração de resíduos na sua empresa.

 

A partir do momento em que a não geração é impossível em um processo, deve-se proceder a outras formas de gerenciamento do resíduo. Vejamos algumas formas para destinação dos resíduos:

 

Compostagem

 

É um tipo de destinação, que ocorre por meio de um processo controlado de decomposição microbiana que transforma matéria orgânica em adubo ou ainda ração animal, reduzindo o envio de resíduos para aterros. Muito utilizado quando os resíduos são compostos por grande quantidade de matéria orgânica, como por exemplo, restos de alimentos.

 

Co-processamento em fornos de cimento

 

É um tipo de destinação por meio da queima de resíduos em fornos de cimento com temperaturas acima de 1.200 °C, para reaproveitamento de energia, em que o material é utilizado como substituto ao combustível, ou ainda para reaproveitamento como substituto da matéria-prima, em que os resíduos a serem eliminados apresentem características similares às dos componentes normalmente empregados na produção de clínquer.

Esta alta temperatura permite a destruição de quase toda a carga orgânica, este método não é permitido para queima de organoclorados, resíduos urbanos, radioativos e hospitalares.

 

Reciclagem

 

Uma das formas de destinar corretamente os resíduos é pela reciclagem, que é o processo de transformação dos resíduos sólidos, que envolve a alteração de suas propriedades físicas, físico-químicas ou biológicas, com vistas à transformação em insumos ou novos produtos.

 

Incineração

 

É conhecida como uma forma de destinação adequada, sendo basicamente uma decomposição térmica dos resíduos, com o objetivo de reduzir o volume e a sua toxicidade. Por meio da incineração, é possível obter a redução de resíduos em até 5% do volume e 15% do peso original e ainda é possível recuperar a energia contida nos resíduos. Por outro lado, o investimento é elevado, já que possui um alto custo de operação e manutenção, além de mão-de-obra especializada.

Para conhecer mais sobre tipos de tratamento de resíduos, leia o estudo sobre o setor no site da ABETRE. Agora veja algumas formas de disposição final:

 

Aterro comum ou lixão

 

É uma forma de disposição final INADEQUADA dos resíduos sólidos, visto que se caracteriza pela disposição de resíduos sobre o solo, sem medidas de proteção ao meio ambiente ou à saúde pública.       Apesar de ainda existirem muitos lixões em todo país, esta forma de dispor não é recomendada, e não atende aos requisitos da norma ISO 14001.

 

Aterro controlado

 

É o aterro comum, porém com pequenas adaptações, o solo não é protegido contra a decomposição dos resíduos e não há controle dos gases, faz-se apenas um recobrimento dos resíduos com material inerte diariamente. Esta forma de disposição final também é considerada inadequada.

 

Aterro Sanitário

 

É a principal forma de disposição final adequada existente hoje, visto que é uma técnica que não causa danos ou riscos à saúde pública e à segurança. É uma solução economicamente viável e que causa menos impactos ao meio ambiente, porém possui vida útil de curta duração, exige grandes extensões de terra e controle e manutenção constantes.

Os aterros sanitários recebem resíduos de classe II A e II B, não inertes e inertes, respectivamente. Os resíduos perigosos, classe I, são encaminhados para aterros industriais, que possuem formas de disposição final mais específicas devido as características dessa classe de resíduos.

 

Você já ouviu falar em Aterro Zero?

É um movimento existente hoje em toda a comunidade internacional com o intuito de engajar pessoas, comunidades e empresas a planejarem e gerenciarem seus resíduos, enfatizando a não geração e uma grande mudança na forma atual do fluxo de materiais na sociedade. Leia mais no artigo: Como se tornar uma empresa Aterro Zero?

 

destinacao final

 

Como definir a melhor forma para destinar meu resíduo?

 

 

Ser uma empresa sustentável é produzir sem comprometer o amanhã e, para isso, é preciso cuidar dos aspectos e impactos que são gerados pela organização e neste contexto, os resíduos estão inseridos. Você já deve ter ouvido uma frase que diz: levar o resíduo para fora do empreendimento não é o fim de um processo, mas sim o começo dele. Mas o que isso quer realmente dizer?

Quer dizer que, mais do que apenas dispor seu resíduo em um local ambientalmente adequado, sua empresa pode ir além e criar um novo negócio a partir da boa gestão e gerenciamento dos resíduos gerados. Entenda mais sobre isso lendo o artigo: O que é Certificado de Destinação Final?

É possível que sua empresa venha a desenvolver formas para reaproveitar seus próprios resíduos ou ainda de terceiros. O estabelecimento de parcerias com fornecedores, a promoção de projetos internos visando à redução de custos para destinação de resíduos, bem como a diminuição nos custos para adquirir matérias-primas ao transformar seu resíduo em uma delas, tudo isso são atividades relacionadas com uma boa gestão de resíduos.

Esta gestão dos resíduos, bem como os demais aspectos e impactos ambientais devem ser realizadas com uma política sustentável de modo que não prejudiquem o crescimento econômico da empresa e possam impulsionar sua competitividade frente ao mercado atual. A implantação de um SGA vinculado à certificação ambiental favorece não apenas um ambiente mais sustentável, mas também as empresas certificadas, os fornecedores, os clientes e os órgãos ambientais, ou seja, todas as partes interessadas se beneficiam de um sistema como esse.

E para tal, utiliza-se a norma internacional ISO 14001, que foi projetada para ajudar na adequação de responsabilidades ambientais aos seus processos internos e dar continuidade ao crescimento das empresas, mantendo-as bem-sucedidas comercialmente.

 

Para saber mais, acesse o artigo: Conheça o passo a passo da implantação ISO 14001.

 

Quais as vantagens da gestão de resíduos?

 

Cada tipo de resíduo, bem como suas características exige um modelo de gestão adequado, que não prime apenas pela coleta e o transporte do resíduo para fora da área do gerador, mas o tratamento ideal para cada um, com a finalidade de evitar problemas de saúde pública e contaminação ambiental, impactos sociais e econômicos.

Ao gerir os resíduos corretamente, você reduz custos dos resíduos, evita multas, notificações ambientais e demais custos desnecessários, gera receita e obtém vantagens ambientais e competitivas frente a seus concorrentes, além de ter um diferencial no mercado.

Para te ajudar neste processo, a Verde Ghaia criou o VG Resíduos, um sistema de gestão de resíduos totalmente on-line, que controla toda a geração de resíduos de qualquer tipo de organização, desde a sua geração até o destino final.

Recentemente, em um estudo realizado com quase três mil empresas de todo território brasileiro, a VG Resíduos ocupa o terceiro lugar no Ranking 100 Open Startup Brasil 2017, divulgado pelo Jornal Valor Econômico. Leia tudo sobre esta notícia no artigo VG Resíduos ocupa o terceiro lugar entre as 100 startups mais promissoras do Brasil.

Por meio dessa plataforma inovadora no mercado, o empreendedor consegue realizar o controle dos resíduos da sua empresa alinhado aos sistemas da ISO e ainda auxilia no monitoramento e na gestão dos processos, da documentação, dos prestadores de serviço, no atendimento às legislações aplicáveis e no planejamento de resíduos.

 

VG Resíduos e o Mercado de Resíduos

 

A VG Resíduos ainda possui um módulo on-line chamado Mercado de Resíduos, que cria oportunidades e otimiza a gestão das organizações para melhor aproveitamento e destinação dos resíduos, por meio de oferta e busca de resíduos e serviços. Seu objetivo é agregar valor ao resíduo que é transformado em insumo para ser aproveitado no processo produtivo de outras empresas e ainda, estimular a destinação correta dos resíduos, minimizando impactos ambientais.

 

Sistema de gestão ambiental nas empresas

 

disposição final

 

Cada vez mais incorporada no plano de negócio das empresas, a gestão ambiental consiste em investir em inovação tecnológica, mudar matrizes energéticas, modificar processos produtivos, substituir matérias-primas visando a redução dos danos ao meio ambiente. Tudo isso, além de contribuir para a realização de atividades que sejam sustentáveis, gera uma grande vantagem competitiva para as empresas que conseguem ter uma percepção mais ampla de seu negócio.

Assim, a implementação de um SGA em busca da certificação na norma ISO 14001, é essencial para enxergar seu empreendimento de forma holística, reduzir os aspectos e impactos negativos, potencializar os positivos e ainda gerar receita, com a correta gestão dos resíduos gerados.

 

O que é ISO 14001?

 

É uma norma internacional, baseada no ciclo PDCA do inglês “plan-do-check-act” – planejar, fazer, checar e agir, que define sobre como colocar um sistema de gestão ambiental eficaz em vigor.

No Brasil, a norma tem a versão brasileira representada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), intitulada como NBR ISO 14001.

 

Saiba mais sobre o que é norma ISO 14001 por meio do artigo: O que é ISO 14001?

 

Além dessa, existem outras normas de padrões ambientais?

 

Sim, dentre diversas normas da ISO, que é uma Organização Internacional de Normalização, existe a série ISO 14000, que se referem a normas de padrões ambientais que tem por objetivo abordar aspectos como sistemas de gestão ambiental, auditorias ambientais, rotulagem ambiental, comunicação ambiental, análise do ciclo de vida, desempenho ambiental, aspectos ambientais e terminologia, em qualquer empresa, seja ela de pequeno, médio ou grande porte.

A área da ISO responsável pelas normas ISO 14000 é o Comitê Técnico 207, chamado ISO/TC207. Seu correspondente na ABNT é o Comitê Brasileiro de Gestão Ambiental, o CB-38. Fazem parte dessa série, as normas: ISO 14001, 14004, 14010, 14020, 14031, 14040 e 14064.

 

Onde posso buscar mais informações sobre essa norma?

 

Essa norma, assim como todas as normas ISO, evolui com vistas a atender as necessidades do mercado e, recentemente, a NBR ISO 14001 2015 foi atualizada. A ABNT disponibilizou um arquivo sobre a nova versão, intitulado como Introdução à ISO 14001 2015 pdf.

A Verde Ghaia possui um serviço de Consultoria On-line em Sistema de Gestão Ambiental, disponibilizando em sua plataforma on-line, curso de ISO 14001, em diversas categorias, inclusive quanto ao gerenciamento de resíduos, o que mudou com a nova versão da norma ISO 14001 2015 e demais assuntos relacionados.

VG Resíduos ocupa o terceiro lugar entre as 100 startups mais promissoras do Brasil

Cerca de três mil empresas brasileiras participaram da seleção

 

equipe vgresiduos

 

O jornal Valor Econômico divulgou nesta sexta-feira (28) o “Ranking 100 Open Sturtups Brasil 2017” com os cem negócios mais atraentes para o mercado. Participaram do estudo quase três mil empresas distribuídas em 24 estados brasileiros. A VG Resíduos ocupou o terceiro lugar da lista geral, ficando atrás apenas da Beenoculus e GoEpik.

“Ficamos muito felizes com o resultado ainda mais considerando o nível das startups que participaram do processo. É muito importante ver como a preocupação com o meio ambiente tem ganhado relevância no mercado e como o aproveitamento dos resíduos é uma ótima solução pra isso”, comenta um dos sócios da VG Resíduos, Guilherme Arruda. O empresário atua na liderança da empresa juntamente com o fundador do Grupo Verde Ghaia, Deivison Pedroza.

Promovido pela Wenovate-Open Innovation Center, associação que incentiva a prática da inovação, o estudo está em sua segunda edição e já tem se mostrado um sucesso no país. O número de inscritos quase dobrou de um ano para o outro, segundo dados divulgados pela própria organização.

Como critérios para seleção das cem primeiras empresas, a associação utiliza como itens na metodologia a atratividade das startups para o mercado, o interesse das grandes empresas nos empreendimentos, negociações em andamento e parcerias realizadas.   Outro ponto muito relevante utilizado como critério de análise é a existência de contratos que envolvem investimentos e participação societária.

“É muito gratificante saber que ficamos em uma posição tão satisfatória em um estudo com critérios tão rigorosos de avaliação”, comemora Pedroza.

Um pouco sobre a VG Resíduos

Reestruturada em 2016 pelos empresários Guilherme Arruda e Guilherme Gusman, a VG Resíduos agrega todas as soluções para corrigir e aperfeiçoar a gestão de resíduos das empresas. Ela atua desde a geração até a destinação dos resíduos, agindo de maneira ambientalmente correta. Outra ação interessante realizada pela startup é o mercado de resíduos que permite as empresas transformarem resíduos em receita.

Mercado de Resíduos é uma plataforma on-line de oferta e busca de resíduos e serviços. Ele cria oportunidades e otimiza a gestão das organizações para melhor aproveitamento e destinação dos resíduos. A plataforma gera valor transformando o resíduo em insumo que possa ser aproveitado no processo produtivo de outras empresas e, ainda, estimula a destinação correta dos resíduos, minimizando impactos ambientais.

As empresas podem vender, trocar e comprar resíduo, além de contratar fornecedores para transporte e tratamento. Tudo isso com facilidade, economia e segurança!

ranking vgresiduos

 

Para ler as matérias divulgadas no Valor Econômico, acesse os tópicos abaixo:

Promessa de lucro

– Resiliência, foco na equipe e bons mentores

Como se tornar uma empresa Aterro Zero?

Uma completa gestão de resíduos pode proporcionar inúmeros benefícios para sua empresa. Estão prontos para o desafio Aterro Zero?

 

Mais de 80% do material que vai para aterros poderia ter outra destinação, como por exemplo, a reciclagem e a compostagem. Isso quer dizer que a maior parte daquele material que convencionamos chamar de “lixo”, na verdade poderia ter outros usos, transformando um passivo ambiental em geração de receita, reciclando e reaproveitando itens.

A ideia do Aterro Zero é uma tendência que vem ganhando cada vez mais espaço no mercado competitivo. Veja como o correto Gerenciamento de Resíduos pode ser um dos grandes diferenciais competitivos da sua empresa.

 

aterro zero

 

O que é Aterro Zero?

 

Aterro zero, conhecido também como “resíduo zero” na comunidade internacional, surgiu nos anos 70 e tem como intuito de engajar pessoas, comunidades e empresas a planejarem e gerenciarem seus resíduos, enfatizando a não geração e uma grande mudança na forma atual do fluxo de materiais na sociedade.

Este conceito foi desenvolvido pela Aliança Internacional Zero Waste (ZWIA) inspirado nos ciclos de naturais de vida, eficientes e sustentáveis em que, para que empresas e comunidades sejam consideradas bem sucedidas na implementação do programa, elas precisam desviar de aterros e incineradores mais de 90% de seus resíduos.

 

Conheça alguns motivos para adotar este conceito

 

A geração de resíduos ocorre na maioria das empresas e nos mais diversos segmentos, sendo que os resíduos e entulhos gerados em seus processos, na maioria das vezes, é um sinônimo de custo. Veja abaixo algumas razões positivas para adoção desse conceito na sua empresa:

 

  • Para minimizar impactos ambientais no solo, na água, no ar e nos ecossistemas, em geral, que podem ser nocivos ou ameaçar a saúde planetária e provocar irreversíveis alterações climáticas;
  • Para projetar e gerenciar produtos e processos para reduzir o volume e a toxicidade dos resíduos e materiais;
  • Para conservar e recuperar recursos naturais;
  • Para não queimar ou enterrar resíduos, já que posso reciclá-los ou reaproveita-los;
  • Para incentivar o consumo de produtos e serviços com o conceito Resíduo Zero.

 

Além disso, ao gerenciar seus resíduos de forma a agregar valor, reinserindo nos mercados, sua empresa possibilita não apenas o cumprimento integral da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), como também ajuda a criar novos postos de trabalho e fecha o ciclo de materiais por meio de uma economia circular. Conheça mais sobre este conceito no site da Resíduo Zero.

 

Resíduos Sólidos no Brasil

 

Entre 2016 e 2017, o Brasil este ano chegou a número histórico na dívida das prefeituras de 10,6 milhões de reais com as empresas que realizam a coleta, o transporte e a destinação final dos resíduos sólidos, trazendo uma situação de quase colapso para essas empresas.

Longe do que está proposto na PNRS, a realidade vivida hoje em mais de 3.300 cidades do país é bem diferente da política, e tem como destino dos resíduos os vazadouros a céu aberto, também chamados de lixões.

 

Onde minha empresa se encaixa nesse cenário?

Com o agravamento da atual crise econômica, problemas relacionados à má gestão de resíduos acarretam em aumento da poluição, riscos de saúde pública e aumento nos gastos públicos de saneamento básico.

Mesmo diante deste cenário, o mercado é exigente frente às obrigações legais que precisam ser cumpridas e, o empresário que quer ter um diferencial competitivo para que consiga fornecer para grandes organizações, reduzir custos, criar novas oportunidades e evitar problemas como multas e perda de clientes, precisa estar em dia com a legislação ambiental vigente e buscar métodos eficazes para uma correta e adequada gestão de resíduos.

 

Resíduo: O que é e quais são os tipos?

 

De uma forma simplificada, resíduos são as partes que sobram de processos derivados das atividades humanas e animal e de processos produtivos como a matéria orgânica, o lixo doméstico, os efluentes industriais e os gases liberados em processos industriais ou por motores.

Os resíduos podem ser encontrados nas formas sólida (resíduos sólidos), líquida (efluentes) e gasosa (gases e vapores).

 

Segundo a ABNT, NBR 10.004:2004, resíduos sólidos são aqueles que:

“resultam de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Ficam incluídos nesta definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos cuja particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos de água, ou exijam para isso soluções, técnica e economicamente, inviáveis em face à melhor tecnologia disponível.”

 

São complexos e diversos e, para efeitos da PNRS, os resíduos são classificados quanto:

 

QUANTO À ORIGEMQUANTO À PERICULOSIDADE
Resíduos domiciliaresPerigosos
Resíduos de limpeza urbanaNão perigosos
Resíduos sólidos urbanos
Resíduos de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços
Resíduos dos serviços públicos de saneamento básico
Resíduos industriais
Resíduos de serviços de saúde
Resíduos da construção civil
Resíduos agrossilvopastoris
Resíduos de serviços de transportes
Resíduos de mineração

 

Para saber mais sobre cada tipo de resíduo, consulte o site do Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos. Ainda, o IBAMA com vistas a atender à PNRS, publicou a LISTA BRASILEIRA DE RESÍDUOS SÓLIDOS para auxiliar a gestão dos resíduos sólidos no Brasil.

 

Para onde os resíduos são destinados?

 

Mesmo com a Política Nacional de Resíduos sólidos em vigência desde 2010, com prazo para aplicação vencido em 2014, a situação do destino dos resíduos no Brasil pouco mudou. Cerca de 40% de todo lixo gerado no país ainda é depositado em locais considerados inadequados, como lixões e aterros controlados. Ainda no ano de 2014, 1.559 municípios brasileiros tinham lixões.

Com a tecnologia atual disponível, é possível tratar os mais diversos tipos de resíduos das mais diversas formas. As formas de destinação adequadas que ocorrem no país são:

 

  • Reciclagem – reintrodução dos resíduos no processo de produção;
  • Compostagem – em que acontece por meio do processo biológico de decomposição da matéria orgânica contida em restos de origem animal ou vegetal;
  • Aterro Sanitário – que é a forma de disposição final de resíduos sólidos no solo, em local devidamente impermeabilizado, mediante confinamento em camadas cobertas com material inerte, segundo normas operacionais específicas, de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança, minimizando os impactos ambientais;
  • Incineração – É o processo de redução de peso e volume do lixo pela combustão controlada.

 

Uma das desvantagens do aterro sanitário é que, para atender a toda demanda atual, são necessárias grandes áreas de terreno para construção das células de aterramento, e com o crescimento da população, essas áreas têm ficado cada vez mais escassas.

Quanto à incineração, suas desvantagens são em relação ao seu alto custo, devido á alta tecnologia aplicada, e sobre a legislação existente ser bastante rigorosa quanto ao controle dos processos de incineradoras. Atualmente, no Brasil, ela é utilizada apenas para o tratamento de resíduos hospitalares e industriais, sendo bastante difundida em países desenvolvidos e com pouca extensão territorial e, normalmente, associada à produção de energia.

A reciclagem e a compostagem possuem um enorme potencial para reaproveitamento de resíduos, que ao invés de serem descartados em aterros ou serem incinerados, podem ter valor agregado e se tornar um produto em outro processo produtivo.

Para saber mais sobre tipos de tratamento de resíduos, leia o estudo sobre o setor no site da ABETRE.

 

Então, como incorporar o desafio Aterro Zero na minha organização?

 

 

Empresas geradoras de resíduos, por meio de um Sistema de Gestão Ambiental eficaz alinhado a um adequado Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) abrem diversas portas e possibilitam que um simples descarte de resíduos se transforme em um novo nicho de negócios, agregando valor à sua marca e aumentando sua competitividade frente aos concorrentes. Além de se tornar uma empresa Aterro Zero no seu ramo de atuação.

Leia o artigo: Tudo que você precisa saber sobre o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos e veja o que é este plano, quem deve elaborar, para que serve e como produzi-lo.

 

Posso então considerar como um dos projetos ambientais da empresa o Aterro Zero?

 

Deve! Há grandes empresas, como a FIAT Automóveis, que são pioneiras em seu ramo de atividades que já adotaram o Aterro Zero.

Esta empresa, desde 2011, destina 100% dos resíduos que gera para a reciclagem e a reutilização, eliminando o envio para aterros, por meio da pirâmide dos 5R’s: Recuse, Reduza, Reutilize, Recicle e Recupere.

Leia o artigo sobre: 6 medidas para a redução da geração de resíduos na sua empresa e fique por dentro das ações propostas pela Verde Ghaia para sua empresa.

 

Sistema de gestão ambiental – ISO 14001

 

aterro consciencia ambiental

 

Não apenas pelo desafio em si, é certo que toda empresa visa lucros e, para tanto, as ações de preservação ou de redução dos impactos ao meio ambiente devem ser realizadas com uma política sustentável de modo que não prejudique o crescimento econômico da empresa. Assim, a implantação de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) vinculado à certificação ambiental, favorece não apenas um ambiente mais sustentável, mas também as empresas certificadas, os fornecedores, os clientes e os órgãos ambientais.

A norma internacional ISO 14001 é baseada no ciclo PDCA do inglês “plan-do-check-act” – planejar, fazer, checar e agir. É projetada para ajudar empresas a adequar responsabilidades ambientais aos seus processos internos e a continuar sendo bem-sucedidas comercialmente. Leia o artigo: Como implantar a ISO 14001 na minha empresa?, e veja quais são as 14 razões para implantar a ISO 14001 na sua empresa.

 

Plano de gerenciamento de resíduos – PGRS

 

A partir de um SGA implementado, umas das formas de se tornar uma empresa Aterro Zero e reduzir os impactos ambientais é por meio de um PGRS, que é um documento que demonstra a capacidade de uma empresa de realizar a gestão de resíduos sólidos de forma ambientalmente adequada todos os resíduos gerados.

Nada mais é do que um memorial descritivo dos procedimentos já implementados e operacionalizados, bem como daqueles a serem adotados no gerenciamento dos resíduos para as etapas de segregação, armazenamento, coleta, transporte, tratamento e destinação ou disposição final.

O Plano contém informações gerais sobre o organograma da empresa, um fluxograma dos procedimentos realizados e um diagnóstico da situação dos atuais procedimentos de gerenciamento.

 

pgrs aterro

 

Quem precisa ter um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos?

 

Segundo a PNRS, regulamentada pelo Decreto 7.404/2010, os geradores de resíduos sólidos são obrigados a elaborar seus devidos Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos. As empresas que não cumprirem a determinação desta Lei, podem perder sua licença de operação, além de multas e possível reclusão de até 3 anos. São eles:

  • Geradores de resíduos de serviços públicos de saneamento básico;
  • Geradores de resíduos industriais;
  • Geradores de resíduos de serviços de saúde;
  • Geradores de resíduos de mineração;
  • Estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços que gerem resíduos perigosos ou que sejam definidos como de responsabilidade privada por sua natureza, composição ou volume;
  • Empresas de construção civil;
  • Terminais ou outras instalações de serviços de transporte;
  • Atividades agrossilvopastoris conforme exigência do órgão ambiental ou de vigilância sanitária.

 

Importante!

 

O lixo hospitalar, como o próprio nome já diz, é gerado principalmente em hospitais, clínicas, consultórios, mas também na indústria farmacêutica. A presença de resíduos perigosos faz com que esse grupo também esteja sobre regulamentação do Sistema Nacional do Meio Ambiente – SISNAMA e do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária – SNVS. Além disso, o gerenciamento de resíduos hospitalares deve seguir o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde, onde a coleta seletiva do lixo deve ocorrer de forma a assegurar a saúde de quem manuseia os resíduos e do ambiente.

Até mesmo para a coleta, há de se fazer um cadastro municipal para o recolhimento. Diferente da gestão de resíduos urbanos, em que a coleta de resíduos domiciliares, que é de responsabilidade da gestão municipal e ocorre geralmente em caminhões compactadores, os resíduos hospitalares são de responsabilidade dos geradores, devem ser coletados em dias específicos, por meio de um caminhão comum e devidamente identificado, com pessoas capacitadas para fazer o transbordo e o transporte dos resíduos para seu destino final.

 

Quem exige o PGRS?

 

Em geral, é exigido pelo órgão ambiental municipal, conforme regulamentação específica municipal a respeito da responsabilidade pelo manejo de resíduos sólidos. Nestes casos, o PGRS pode ser uma condição para emissão de alvarás das atividades.

Além disso, integra o licenciamento ambiental de atividades potencialmente poluidoras e costuma ser exigido dentre os estudos necessários para basear a decisão do órgão licenciador.

 

Sendo assim, o que deve conter nesse PGRS?

 

O gerenciamento de resíduos é um conjunto de ações exercidas, direta ou indiretamente, nas etapas de coleta, transporte, transbordo, tratamento e destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos, de acordo com plano de gerenciamento de resíduos sólidos.

Neste plano, deve conter:

  • Caracterização do empreendedor;
  • Responsabilidade Técnica;
  • Caracterização do empreendimento;
  • Caracterização dos resíduos gerados;
  • Legislação referente à Gestão de Resíduos pertinente ao negócio;
  • Metas de redução dos resíduos gerados;
  • Definição de procedimentos, processos e ações para coleta, manuseio, armazenamento e destinação final.

 

Como facilito a aplicação da metodologia Aterro Zero na minha empresa?

 

Para atingir objetivos audaciosos e que trarão inúmeros benefícios à gestão ambiental da sua organização, é necessário contar com o apoio de uma empresa que tenha um software que realize uma gestão integrada dos seus processos e facilite toda a parte burocrática de um gerenciamento de resíduos.

Pensando nesse mercado, surgiu o VG RESÍDUOS, que é uma plataforma, 100% on-line, que pode ser acessada de qualquer lugar do mundo, e que facilita o monitoramento e a gestão dos processos, da documentação, dos prestadores de serviço, do atendimento às legislações aplicáveis, do planejamento de resíduos. Essa ferramenta permite que a empresa realize a gestão de resíduos industriais, resíduos sólidos urbanos, resíduos de serviços de saúde, da construção civil e de mineração.

 

metodologia aterro zero

 

Quais são as vantagens?

 

Para ser uma empresa Aterro Zero, não basta apenas contratar uma pessoa para fazer o trabalho, já que ela precisará de uma ferramenta de gestão completa, que seja seu referencial a todo o momento em que precisar realizar atividades inerentes à gestão dos resíduos de onde ela estiver.

E o VG RESÍDUOS, atende à PNRS, mantém seus registros, auxilia no controle da validade e input de documentos como: Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR), Certificado de Destinação Final (CDF) e ficha de emergência, é possível também visualizar e monitorar as principais ações e pendências da empresa e permite uma visão estratégica por meio de emissão de gráficos e relatórios para tomada de decisões.

Leia o artigo: Descubra como superar as 5 maiores dificuldades de controlar a atualização dos formulários utilizados no gerenciamento de resíduos sólidos e entenda como ferramentas de gestão são importantes no dia-a-dia da sua empresa e torne-se de uma vez por todas uma empresa Aterro Zero.

O que é o Relatório Anual do CADRI?

Entenda a abrangência do CADRI e o que deve ser comprovado no Relatório.

 CADRI

Diante do expressivo crescimento populacional e o incremento de atividades industriais no estado de São Paulo – o que justifica e tem promovido um aumento na geração de resíduos industriais – a adequada destinação e disposição de resíduos sólidos tem sido objeto de questionamentos e observações científicas por especialistas.

Em São Paulo, o Relatório Anual do CADRI é um dos instrumentos utilizados pelo poder público para a implementação de melhorias na gestão de resíduos. Isso porque a partir desse relatório é possível conhecer e identificar a circulação de resíduos de interesse ambiental.

Ocorre que, paralelamente a esse crescimento da geração de resíduos industriais, amplificam-se também os impulsos por uma gestão de qualidade que contemple de forma eficaz a elaboração e o cumprimento de um plano de gerenciamento de resíduos. Assim, permite-se e promove-se o controle e a prevenção da poluição do meio ambiente.

Nesse sentido, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), em atendimento à  Política Nacional de Resíduos Sólidos, estabelecida pela Lei Federal 12.305/2010 e à Política Estadual de Resíduos Sólidos (PERS), consignada na Lei Estadual 12.300/2006 tem estabelecido parâmetros específicos para o trato ambientalmente adequado dos resíduos urbanos, resíduos de serviços de saúde e dos resíduos sólidos industriais.

Considerando que a adequada destinação dos resíduos sólidos prescinde da correta caracterização e segregação do resíduo, uma vez que para cada tipo de resíduo sólido (urbano, de serviços de saúde, industrial – classe I ou classe II) existem metodologias específicas para esta destinação, o acompanhamento da movimentação dos resíduos de interesse ambiental por meio do Relatório Anual do CADRI é uma das técnicas utilizadas para a promoção canalizada de medidas que efetivamente minimizem potenciais impactos ao meio ambiente.

O Relatório Anual do CADRI consiste, portanto, sinteticamente, em uma avaliação anual dos comprovantes emitidos referentes aos resíduos que foram encaminhados à empresa certificada para recebê-los.

 

Mas o que é CADRI?

 

Certificado de Movimentação de Resíduos de Interesse Ambiental (CADRI) é um documento que aprova o encaminhamento de resíduos de interesse ambiental a locais de reprocessamento, armazenamento, tratamento ou disposição final.

Trata-se de um instrumento de fiscalização exclusivo do estado de São Paulo cuja competência para emissão é da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB.

Vale destacar que para cada empresa receptora exige-se um CADRI, no entanto esse CADRI pode conter mais de um resíduo, a depender da capacidade da empresa receptora.

Via de regra, o prazo médio estimado para a análise do processo e emissão do CADRI pela CETESB é de 30 (trinta) a 60 (sessenta) dias, contados a partir da entrega da documentação.

 

Qual é a função da CETESB na gestão de resíduos do estado de São Paulo?

 

CADRI

 

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB é uma agência do Governo do Estado de São Paulo criada em 24 de julho de 1968, pelo Decreto nº 50.079, com a denominação inicial de Centro Tecnológico de Saneamento Básico, e que incorporou a Superintendência de Saneamento Ambiental – SUSAM, vinculada à Secretaria da Saúde.

Ela é responsável pelo controle, fiscalização, monitoramento e licenciamento de atividades geradoras de poluição, tendo como premissa fundamental preservar e recuperar a qualidade do ar, das águas e do solo. Recentemente incorporou, também a função de licenciar atividades que impliquem no corte de vegetação e intervenções em áreas reconhecidas como de preservação permanente e ambientalmente protegidas.

No total, são 46 (quarenta e seis) agências, distribuídas pelo estado de São Paulo que atuam em parceria com as Prefeituras para a descentralização da concessão de licença ambiental de atividades e empreendimentos de pequeno impacto local.

 

Que tipo de resíduos deve constar no Relatório Anual do CADRI?

 

Os tipos de resíduos que exigem o CADRI e, portanto, deverão constar no Relatório Anual do CADRI encontram-se divididos em duas classes:

Resíduos Classe I – Perigosos, segundo a Norma NBR 10004, da ABNT: apresentam características como inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade. Representam risco à saúde pública ou ao ambiente.

Resíduos Classe II A – Não Inertes: podem ter propriedades como: biodegradabilidade, combustibilidade ou solubilidade em água.

 

Os resíduos de interesse ambiental são:

  • Resíduos industriais perigosos de modo geral;
  • Resíduo sólido domiciliar coletado pelo serviço público, quando enviado a aterro privado ou para outros municípios;
  • Lodo de sistema de tratamento de efluentes líquidos industriais;
  • Lodo de sistema de tratamento de efluentes líquidos sanitários gerados em fontes de poluição definidos no artigo 57 do Regulamento da Lei Estadual 997/76, aprovado pelo Decreto Estadual 8.468/76 e suas alterações;
  • EPI contaminado e embalagens contendo PCB;
  • Resíduos de curtume não caracterizados como Classe I, pela NBR 10004;
  • Resíduos de indústria de fundição não caracterizados como Classe I, pela NBR 10004.
  • Resíduos de Portos e Aeroportos, exceto os resíduos com características de resíduos domiciliares e os controlados pelo “Departamento da Polícia Federal”;
  • Resíduos de Serviços de Saúde, dos Grupos A, B e E, conforme a Resolução CONAMA 358, de 29 de abril de 2005;
  • Efluentes líquidos gerados em fontes de poluição definidos no artigo 57 do Regulamento da Lei Estadual 997/76, aprovado pelo Decreto Estadual 8.468/76 e suas alterações. Excetuam-se os efluentes encaminhados por rede;
  • Lodos de sistema de tratamento de água.

 

O que ocorre se a sua empresa não apresentar o Relatório Anual do CADRI?

 

O Relatório Anual do CADRI deve ser apresentado anualmente, sempre no mês de janeiro, durante o período de vigência da certificação.

Esse documento é obrigatório para todas as empresas que exerçam, nas circunscrições do estado de São Paulo, suas atividades de gerenciamento dos resíduos identificados no tópico anteriormente.

 

A empresa que não apresenta o Relatório Anual do CADRI? pode ter sua licença cassada.

 

Sou gerador de resíduos e não compactuo com irregularidades ambientais, como encontro uma empresa que atenda às exigências da CETESB?

relatório CADRI

 

Dada a responsabilidade compartilhada instituída pela Política Nacional de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, é muito importante cuidar na hora de escolher seus fornecedores. Afinal essa opção pode interferir diretamente na regularidade da sua empresa. Comprometer sua marca e a credibilidade com o público não deve ser uma opção.

Sobre esse tema leia também os artigos Saiba como o controle de documentação de fornecedores pode melhorar a competitividade da sua empresa e Tudo que você precisa saber sobre auditoria de fornecedores.

Utilizando o software de gestão do Grupo Verde Ghaia, o VG Resíduos, você pode obter o controle dos indicadores quantitativos a que cada fornecedor ainda tem autorização para manejar. Assim sua empresa confia o destino de seus resíduos nas mãos de empresas devidamente enquadradas nos ditames legais.

 

Conheça outras funcionalidades do VG Resíduos que podem otimizar a gestão de resíduos sólidos na sua empresa.

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