Quais são os tipos de coletores ideais para cada resíduo?

Você sabe quais são os tipos de coletores ideais para cada resíduo gerado em sua empresa? Para o acondicionamento adequado devem ser observadas as características e possibilidade de reaproveitamento, tratamento ou destinação para reciclagem dos resíduos. Os coletores devem proteger os resíduos, garantindo assim que no manejo não ocorram acidentes e risco de contaminação. Confira neste artigo o coletor ideal para os resíduos!

A gestão de resíduos deve ser feita sempre observando as determinações da legislação. A adoção de boas práticas na coleta e armazenamento é o primeiro passo para se evitar sanções, já que, a Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS determina a responsabilidade compartilhada às empresas pela destinação final ambientalmente adequada. Por isso é importante conhecer os tipos de coletores e para que resíduo devem ser utilizados.

Acondicionamento de resíduos

O acondicionamento de resíduos se trata do ato de depositá-los em recipientes apropriados e designados para cada tipo de resíduos, ou seja, utilizar o coletor ideal. A escolha do coletor deve ser feito de forma cuidadosa. Observando sempre a classificação do resíduo atribuída pela NBR ABNT 10.004.

Os coletores devem proteger os resíduos, garantindo assim que na coleta e no armazenamento não ocorram acidentes e risco de contaminação. Para isso os recipientes precisam ser herméticos de maneira que evite o derramamento de líquidos ou exposição dos mesmos.

Os coletores para resíduos são muito importante no manejo dos resíduos. A qualidade na operação da coleta depende do acondicionamento adequado dos resíduos. Logo, todos os coletores para acondicionar corretamente resíduos devem contar com dispositivos que facilitem o seu deslocamento.

Antes de escolher o coletor ideal é necessário observar a classificação, quantidade e volume do resíduo. Somente após isso deve ser feito a escolha do recipiente apropriado para o acondicionamento.

O acondicionamento de resíduos perigosos nos coletores deve ser temporário e até a espera para reciclagem, recuperação, tratamento e/ou disposição final. Pode ser realizados em contêineres, tambores, tanques e/ou a granel. Os resíduos inertes e não inertes não devem ser acondicionados juntamente com os resíduos perigosos. Contudo o tipo de recipiente também podem ser em contêineres, tambores, tanques e/ou a granel.

A adoção de boas práticas no acondicionamento evita penalidades legais, uma vez que a própria Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê a responsabilidade do gerador na gestão correta de seus resíduos. Conforme a lei o gerador deve garantir o acondicionamento correto do resíduo.

Coletores ideais para cada resíduo

Há diversos tipos de coletores ideais para acondicionar corretamente resíduos de forma que facilite sua coleta, transporte e armazenagem.

Além disso, os coletores corretos facilitam a venda dos resíduos, já que no ato de coleta-los e acondiciona-los os resíduos podem ser separados em recicláveis e não recicláveis.

A forma mais tradicional de coletores são os sacos de lixo. Mas será que esse recipiente é ideal para todos os tipos de resíduos?

Vamos conhecer alguns:

Caçambas Rollon

 

As caçambas Rollon são muitos utilizados para acondicionar resíduo: de construção civil, metal, varrição, orgânicos, lodos sólidos, entre outros.

A escolha desses coletores depende basicamente do volume do resíduo gerado.

As caçambas possuem capacidade de 5 m³ ou uma média de 5 toneladas. A empresa deve observar se o volume de resíduo gerado é o suficiente para caçambas, ou seja, é necessário observar o custo beneficio desse tipo de acondicionamento.

Não é economicamente viável utilizar esse tipo de coletor se o volume gerado é muito pouco e, no caso, o recolhimento levaria muito tempo, justamente por ocuparem um grande espaço dentro da organização.

Para economizar no transporte é necessário que a coleta seja feita por um caminhão poliguindaste, que permite a coleta de duas a três caçambas por viagem.

Compactadores estacionários ou compactainer

Esses equipamentos são comumente utilizados para coletar de construção civil, metal, varrição, orgânicos, lodos sólidos, entre outros. No compactador o resíduo é prensado reduzindo assim o seu volume.

Containers

São coletores utilizados para acondicionar resíduos orgânicos, de construção civil, metal, varrição, orgânicos, lodos sólidos, e alguns tipos de recicláveis (papel, papelão e plásticos).

A sua capacidade é de 16 a 18 sacos de 100 l. O volume total de alguns é de 1,20 m³.

A coleta e o transporte dos containers geralmente são feitos por um caminhão compactador que báscula o resíduo internamente.

Contentor de plástico

 

É utilizado para acondicionar resíduo orgânico e comum.

A capacidade de acondicionamento desses recipientes é de 3 a 4 sacos de lixo de 100 l.

A coleta e o transporte são feitas com caminhão compactador ou adaptada como em um caminhão carroceria.

Tambores e bombonas

 

Os tambores e as bombonas são utilizados especialmente para o acondicionamento de resíduos industriais.

A indústria deve optar sempre por coletores para acondicionar seus resíduos que sejam homologadas pelo INMETRO.

Coletores de resíduos de saúde

O acondicionamento de resíduos de saúde necessita de um cuidado especial na gestão de resíduos. O intuito é evitar a contaminação e o risco de acidentes com os resíduos gerados dentro de áreas hospitalares.

Os resíduos infectantes e perfuro cortantes devem ser separados dos resíduos comuns para o acondicionamento correto. Os perfuro cortantes devem ser acondicionados em caixas de material rígido. E os infectantes em sacos plásticos brancos leitosos.

Todos os coletores devem estar devidamente identificados para que a coleta, o transporte e a destinação final sejam realizados de forma correta.

Leis ambientais e normas sobre coletores de resíduos

Alguns resíduos possuem certa periculosidade, por isso seguem regras especiais quanto ao correto acondicionamento, incluindo quais coletores são ideias. Por isso é importante observar as diretrizes dadas pela norma técnica NBR 11.174 que dispõe sobre o armazenamento de resíduos classes II não inertes e classe III inertes.

Conforme a NBR os coletores desses resíduos devem minimizar os riscos de contaminação. Obrigatoriamente os coletores deverão ser contêineres, tambores ou tanques.

Para cada tipo de resíduo, a legislação dispõe de regras considerando as características, a toxidade e os riscos que representam à saúde humana e ao meio ambiente.

Como a VG Resíduos auxilia

A gestão de resíduos melhora o controle da geração de resíduos e identifica quais os tipos de resíduos e volume gerado. Sendo assim, a escolha de qual forma o resíduos deve ser acondicionado é facilitada.

Para saber qual o coletor ideal a empresa deve conhecer a quantidade de resíduos gerados, bem como a característica e classificação do mesmo. Para isso é necessário ter uma gestão de resíduos eficiente e eficaz.

A plataforma de gestão de resíduos da VG Resíduos é a ferramenta ideal haja vista que melhora a eficiência das empresas na gestão dos seus resíduos. Além disso, através do software o gerador consegue informações da quantidade de resíduos gerados diariamente.

Com o software é possível disponibilizar todas as informações pertinentes referentes à destinação de resíduos para os órgãos ambientais, como documentos e relatórios.

Através dele também é possível ter controle da informação documentada. É por meio desse controle que informações sobre a geração de resíduos e destinação são registradas e mantidas seguras.

Outra vantagem do software é que através da gestão eficiente a organização identifica quais os resíduos gerados facilitando assim a tomada de decisão de qual meio de destinação é mais adequado e lucrativo para ela.

Assim sendo, os coletores ideais para cada resíduo devem ser escolhidos observando as classificação e característica, além das possibilidades de reaproveitamento, tratamento ou destinação para reciclagem dos resíduos. Os coletores devem proteger os resíduos, garantindo assim que no manejo não ocorram acidentes e risco de contaminação.

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Como Política Nacional de Resíduos Sólidos influencia o meu negócio?

Política Nacional de Resíduos Sólidos

Hoje o Brasil possui uma lei que regulamenta a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). A lei 12.605 foi sancionada em 02 de agosto de 2010 e é um importante instrumento que traz muitos benefícios, principalmente para as empresas. Além do mais coloca o país no caminho da melhoria da qualidade de vida, da preservação ambiental e da sustentabilidade.

Um dos aspectos que a PNRS influencia no negócio é o valor econômico dado ao resíduo. O resíduo sólido não é mais visto como algo sem utilidade, agora é visto como algo rentável e que promove a socialização e a cidadania. Além disso, sendo também, um gerador de trabalho e renda.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos vem para dispor sobre o tratamento dos resíduos. Não deve ser vista apenas como uma obrigação dos fabricantes, importadores, distribuidores e vendedores para destinar corretamente os resíduos. Deve ser entendida como um instrumento que influencia positivamente o negócio. Confira!

Logística Reversa na Política Nacional de Resíduos Sólidos

Tornar um negócio sustentável, com o menor impacto possível para o ambiente, não é mais uma opção, e sim uma obrigação de qualquer organização.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos exige que muitas empresas desenvolvam um sistema de logística reversa, que permita o retorno dos resíduos à indústria para serem reaproveitados. Essa é umas das influencias da PNRS no negócio de uma empresa.

A lei cita explicitamente que alguns setores como os fornecedores de agrotóxicos, pneus e produtos químicos devem implementar programas para a coleta e destinação adequada dos resíduos produzidos após o fim da vida útil de seus produtos.

Saiba mais: como lucrar com a logística reversa de embalagens.

O que é logística reversa?

Política Nacional de Resíduos Sólidos

A logística reversa é um instrumento usado para viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos as empresas, para reaproveitamento. As organizações podem reaproveitar esses resíduos em seu próprio ciclo ou em outros ciclos produtivos. Também, podem dá a outra destinação final ambientalmente adequada.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos definiu três instrumentos para serem usados na implantação do sistema: regulamento, acordo setorial e termo de compromisso.

Ordem de prioridade no gerenciamento de resíduos

Outro fator que a Política Nacional de Resíduos Sólidos influencia é a ordem de prioridade no gerenciamento de resíduos.

A organização deve observa a seguinte ordem de prioridade:

  • primeiro priorizar a não geração;
  • depois desenvolver meios para a redução;
  • reutilização;
  • reciclagem;
  • tratamento;
  •  disposição final ambientalmente adequada.

As empresas devem cumprir as exigências da PNRS em relação à ordem de prioridade no gerenciamento de resíduos. As consequências do não cumprimento podem ser impactos que podem prejudicar o meio ambiente e a população. Além disso, as empresas estão sujeitas a autuações por parte do poder público.

As organizações são responsáveis por evitar que resíduos sejam descartados de maneira incorreta ou transformados em lixo quando poderiam ser reaproveitados ou reutilizados. Como também são responsáveis em criar métodos para não gerar ou reduzir.

Leia mais: ordem de prioridade no gerenciamento de resíduos.

Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos

Política Nacional de Resíduos Sólidos

Por determinação da Política Nacional de Resíduos Sólidos os geradores, tratadores e transportadores de resíduos sólidos são obrigados a elaborarem os Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos. O PGRS demonstra a capacidade de a organização dar uma destinação final ambientalmente adequada aos resíduos.

Esses documentos devem ser disponibilizados anualmente ao órgão municipal competente, ao órgão licenciador do SISNAMA e às demais autoridades competentes.

As empresas que elaboram o PGRS, além de cumprirem com a lei, também, demonstram que seus processos são controlados para evitar grandes poluições ambientais e consequências para a saúde humana.

Aprenda como elaborar o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos

São obrigados a elaborar o PGRS:

Política Nacional de Resíduos Sólidos

A elaboração do PGRS é obrigatória para um determinado segmento de empresas. São de responsabilidade das geradoras e tratadoras dos:

  • resíduos dos serviços públicos de saneamento básico, exceto os resíduos sólidos urbanos domiciliares e de limpeza urbana, originários da varrição, limpeza de logradouros e vias públicas e outros serviços de limpeza urbana. Nessa categoria são consideradas as empresas de tratamento de água e esgoto, drenagem de água pluvial, as prefeituras que prestam os serviços públicos de saneamento básico por conta própria, entre outros.
  • resíduos industriais: se aplica a toda e qualquer indústria no país. Desde a indústria alimentícia, automobilística, de equipamentos eletrônicos, as serrarias, entre outras.
  • resíduos de serviços de saúde: os resíduos desta categoria de geradores são gerados principalmente em hospitais, clínicas, consultórios, mas também na indústria farmacêutica.
  • resíduos da construção civil: as empresas de construção, de reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, incluídos os resultantes da preparação e escavação de terrenos para obras civis.
  • resíduos perigosos, ou caracterizados como não perigosos, por sua natureza, composição ou volume: os geradores dessa categoria devem se cadastrar em órgãos específicos e detalhar o gerenciamento de resíduos perigosos periodicamente aos órgãos controladores, mesmo se gerarem um volume pequeno de resíduo.
  • resíduos de serviços de transporte: neste grupo entram as empresas de transporte originários de portos, aeroportos, terminais alfandegários, rodoviários e ferroviários e passagens de fronteira.
  • resíduos das atividades agropecuárias e silviculturas, incluídos os relacionados a insumos utilizados nessas atividades: as empresas pertencentes a essa categoria são: frigoríficos, matadouros, abatedouros, açougues, indústria de processamento de produtos agrícolas como arroz, mandioca, milho, soja, feijão, etc.

Afaste as penalidades

Política Nacional de Resíduos Sólidos

A empresa que descumprir as regras da Política Nacional de Resíduos Sólidos estará sujeito a punições da Lei de Crimes Ambientais. As penas pelo descumprimento vão desde a reclusão e detenção até o pagamento de multas.

Indústrias e outras empresas, incluindo as tratadoras podem ser autuadas em valores de R$ 500,00 a R$ 2 milhões.

Concluímos que a Política Nacional de Resíduos Sólidos influencia muito um negócio, principalmente na oportunidade de desenvolver outros mercados como os que trabalham com tratamento. A PNRS contribui para redução dos custos de produção e aumenta a competitividade. A gestão de resíduos deve obedecer a uma ordem de ações visando os objetivos previstos na lei.

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Mas quer se aprofundar um pouco mais a respeito da influencia da lei? Leia outro artigo do nosso blog: Quais leis influenciam o tratamento de resíduos e o seu negócio?

 

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