Mercado de Resíduos é destaque na imprensa

Ferramenta que auxilia a gestão correta dos resíduos sólidos é divulgada em vários sites brasileiros

O Mercado de Resíduos, plataforma criada e desenvolvida pela VG Resíduos, tem sido destaque em vários jornais e sites brasileiros desde a conquista da empresa do Grupo Verde Ghaia pelo prêmio “100 Open Startups Brasil 2017”. A lista com os 100 negócios mais atraentes para o mercado foi divulgada pelo site Valor Econômico no mês de abril. A VG Resíduos ocupou o terceiro lugar em um ranking que obteve a participação de três mil empresas distribuídas em 24 estados brasileiros.

Após o anúncio da premiação, a VG Resíduos foi destaque no jornal o Tempo com a notícia “Capital mineira tem 22 startups entre as cem mais promissoras” A matéria abordou o crescimento da empresa nos últimos meses e a funcionalidade da ferramenta Mercado de Resíduos. Já  jornal Diário do Comércio divulgou a notícia “VG Resíduos prevê crescimento de 400%” abordando os principais pontos fortes da empresa para o crescimento seguro e inteligente.

Durante o artigo, foi entrevistado o empresário Guilherme Arruda, um dos diretores da startup, sobre a importância da ferramenta em um cenário atual, onde as organizações têm produzido uma quantia exorbitante de resíduos com clara necessidade de orientação a respeito da destinação correta dos materiais.

Outras matérias também foram publicadas pelo site infonegócios com o título “Startup VG Resíduos transforma prejuízo em receita” e recentemente pelo portal DRAFT, com uma abordagem completa e precisa sobre a questão dos resíduos.

Para você compreender melhor o tema e a relevância da ferramenta produzida pela Verde Ghaia referente a destinação dos resíduos, divulgamos abaixo matéria na íntegra publicada pelo site “DRAFT”. Confira:

 Como a startup VG lucra ao unir gestão ambiental e um marketplace para resíduos industriais

Quase todos os produtos que você usa geram, ao ser manufaturados, algum resíduo sólido — que pode ser ou não reaproveitado. A maioria das empresas, no entanto, não só não sabe o que fazer com este material como ainda perde dinheiro com isso. Foi para resolver este problema, que a startup VG Resíduos surgiu, oferecendo ao mercado um software online para gerenciamento desses resíduos (que podem ser fibra de papel, sucata de metal, entulho, baterias, restos de lâmpadas etc). A plataforma funciona como um marketplace em que o principal produto negociado são essas sobras de produção.

A VG foi fundada no ano passado como uma spin-off (empresa derivada de outro empreendimento) do Grupo Verde Ghaia, que há 18 anos faz monitoramento em tempo real de requisitos legais para tomadas de decisões corporativas. O investimento inicial na VG foi de 700 mil reais.  Guilherme Arruda, 33, CEO da startup, conta que foi o presidente do Grupo, Deivison Pedroza, que notou essa necessidade de gerenciamento de resíduos ao perceber que diversas empresas não conseguiam fazer a gestão disso. Havia, portanto, um mercado.

Guilherme é engenheiro de controle e automação e foi chamado para ajudar a estruturar a startup. O principal produto da VG é um software, capaz de fazer a gestão diária das sobras de produção, e uma ferramenta para vendê-las ou comprá-las no chamado “mercado de resíduos”. Ele conta que um grande problema das empresas hoje no Brasil é o que fazer com as sobras de produção:

“As empresas pagam caro para levar materiais para aterros sem reaproveitar quase nada. Nosso diferencial é juntar o gerenciamento com o mercado de resíduos”

Por ser cria de um player maior deste mercado, em menos de um ano de operação a VG já tem 209 clientes usando o software de gestão e outros 359 cadastrados como tratadores (nome dado a empresas que compram os materiais). Por este desempenho, a VG foi classificada, em 2017, em terceiro lugar geral no Brasil no Ranking 100 Open Startups, plataforma internacional que conecta startups a grandes empresas.

SURFANDO A ONDA DOS NOSSOS TEMPOS

Guilherme admite que seu negócio é beneficiado pela “onda sustentável”. No país, essa preocupação deixou de ser sonho de ativistas ambientais quando o governo federal tornou lei a Política Nacional de Resíduos Sólidos, em 2010, que define que o gerador do resíduo é também responsável por ele até o final da cadeia.

“Na prática, o gerador precisa garantir que a sobra da produção tenha uma destinação correta ambiental, caso contrário a responsabilidade por danos cairá sobre ele de qualquer forma”, diz Guilherme, e prossegue: “Não adianta contratar o Zé da esquina para levar embora o material porque na hora que acontecer um problema quem vai ser responsabilizado é o gerador”. Há, também, o fator financeiro, pois mesmo quando o excedente de produção é vendido há um custo, seja de desperdício, de estocagem ou logística para transporte:

“Além do impacto ambiental é dinheiro que estamos falando. Se a empresa gerar menos vai economizar também”

A legislação entrou em vigor em 2014 e também exige que os tratadores de resíduos obedeçam a regras ambientais. Por esta razão, um dos produtos que a VG oferece é uma espécie de selo para validar o comprador. Na prática, o software de gestão de resíduos abrange desde a geração até a destinação: controla qual o resíduo e quantidade que foi gerada, os períodos e as formas como foi destinado. O programa gera também automaticamente alguns documentos que são necessários no processo (por exemplo, para transportar o resíduo é preciso um manifesto de transporte e um certificado de destinação final).

A VG faz a gestão de 4 mil toneladas de resíduos por mês. Parece muito, mas o potencial do mercado é bem maior.

A VG faz a gestão de 4 mil toneladas de resíduos por mês (na foto, sobras de cobre). Parece muito, mas o potencial do mercado é bem maior.

O software funciona online, desktop e mobile. O usuário informa a quantidade gerada do resíduo e a data. Na destinação, informa a quantidade, quem vai realizar o transporte e o tipo de tratamento. Se houve receita, informa também o valor. Com isso, automaticamente são gerados os relatórios para os órgãos ambientais. Algumas empresas, dependendo do ramo de atividade, que são obrigadas a informar anualmente tudo o que geraram (o inventário da resolução CONAMA Nº 313/2002).

Atualmente, a VG faz a gestão de 4 mil toneladas de resíduos sólidos por mês, além de 86 mil litros (geralmente resíduos de efluentes), 34 mil m³ (de entulho, principalmente caçambas de construção civil) e 6,9 mil unidades de lâmpadas e baterias.

TIRAR O BODE DA SALA

Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), o Brasil produz em média 387 quilos de resíduos por habitante por ano — isso dá 78,6 milhões de toneladas (dados de 2014). Guilherme afirma que essa imensidão de resíduos chega a ser um risco para muitas empresas porque, além da gestão ser complexa, a destinação correta e a venda não são fáceis de acontecer em muitos locais, o que pode acarretar danos ambientais e multas.

“Ainda não é tão comum as empresas venderem seus resíduos, muito por não existirem tantas comprando nas proximidades, então o custo de transporte fica alto e pode inviabilizar o negócio. Ajudamos nisso ao deixar as geradoras e tratadoras mais próximas”, conta.

Por exemplo, um resíduo perigoso, com material contaminado, em alguns casos pode ser usado como combustível em fornos de cimento. Mas a cimenteira tem de gerar um certificado de destinação do resíduo para resguardar o gerador de que foi realizado um tratamento correto. Este documento é exigido até em sobras de produção mais comuns, como de plásticos, fibra de papel, sucata de metais ferrosos e pallets. É aí que a ferramenta da VG Resíduos entra ao filtrar empresas tratadoras que possuam licenças, validades, habilitação dos motoristas, certificados INMETRO dos veículos e validade dos documentos no processo.

E, na hora da venda, o software é similar a um marketplace, no qual as empresas geradoras deixam a descrição de seus resíduos, com componentes, datas de geração, peso e fotos. Aí depois podem combinar preços com os tratadores. Atuando como gestora de resíduos, o modelo de negócio da VG vem de uma mensalidade cobrada dos geradores, de 680 reais por unidade física.

Já no mercado de resíduos, é cobrada uma taxa dos tratadores e geradores que queiram ter destaque nas suas ofertas. “É bem parecido com um site de buscas, com anúncios patrocinados para aparecer na frente”, diz Guilherme. O pagamento por este anúncio mais bem colocado varia de acordo com o porte da empresa e a quantidade de resíduo, mas inicia em 50 reais. A meta da startup é faturar 600 mil reais este ano.

UM MERCADO COM POTENCIAL, MAS MUITAS BARREIRAS

Guilherme sempre cita um dado do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) para mostrar seu potencial de negócios: o Brasil poderia economizar cerca de 8 bilhões de reais por ano se reciclasse todos os resíduos. Mas hoje só 3% são destinados à reciclagem.

Apesar do potencial, na realidade ele conta que não é tão fácil conseguir novos clientes. No gerenciamento de resíduos, diz, ainda há uma barreira interna nas próprias empresas. “Muitas companhias ainda fazem isso em planilhas, há uma equipe ou alguém que cuida disso manualmente. Algumas pessoas acham que podem ser substituídas pelo software, o que pode gerar até um boicote à ferramenta”, diz.

Acima, foto da plataforma da VG: simples e funcional. Ainda assim ela encontra resistência, pois algumas empresas relutam em aderir à tecnologia.

Já no mercado de resíduos há um problema da credibilidade da empresa que vai tratar o material. “Como o gerador é responsável até a destinação é muito importante que os tratadores consigam demonstrar sua credibilidade, sem isso muitos negócios não são feitos”, conta. A forma de vencer isso tem sido mostrar os benefícios da VG bem didaticamente. “Em toda empresa fazemos uma conferência para mostrar o software, as funcionalidades, para que usar, quais os benefícios. É um trabalho de convencimento.”

Também foi necessário fazer adaptações para atender exigências inesperadas. Uma delas, diz Guilherme, é um receio das empresas em publicar quais resíduos estão gerando, por questões estratégicas. A solução foi dar uma de Tinder: “Permitimos que a empresa oculte seu nome na apresentação no mercado de resíduos. Só se ocorrer um match na busca, os nomes aparecem para as partes conversarem”.

Outra dificuldade surgiu em relação a alguns documentos gerados no sistema, como o manifesto de transporte. “O caminhão de resíduo só sai da garagem com o manifesto. Ocorreu um caso em que o sistema saiu do ar e o cliente reclamou que o caminhão estava parado. A  solução foi aumentar a capacidade do servidor na nuvem e do número de acessos para evitar isso”, diz.

Ele considera este, ou o dos matchs, ajustes só possíveis de fazer conforme vai entendendo o mercado. Fora isso, enumera, é essencial mostrar que as empresas podem diminuir seus custos e riscos em questão de multas e diminuir os impactos ambientais de suas atividades. E finaliza: “É uma prevenção de danos para as empresas e para a sociedade como um todo, para o lugar em que a gente vive”.

Aprenda a fazer a gestão interna de resíduos

Os resíduos são gerados de várias formas, seja no escritório, no refeitório ou na produção, quando um material não pode ser aproveitado integralmente, este se torna um Rejeito ou um Resíduo.

A adequada gestão interna de resíduos permite que a empresa se organize e se torne mais competitiva no mercado de resíduos, atraindo mais Fornecedores interessados em coprodutos de qualidade. Vamos falar mais sobre isso?

 O  que significa gestão interna de resíduos?

Consiste em gerenciar internamente na empresa todos os resíduos gerados, dispondo de atividades como: coleta interna de materiais, segregação e disposição em espaços específicos para armazenamento temporário antes de ser destinado para fornecedores interessados, aterros e afins.

Qual sua importância?

Consolidar uma marca de sucesso com produtos e serviços de qualidade é uma tarefa árdua e também muito compensatória, certo? Para tal, com as inovações e dinamismo do mercado, além da qualidade, a questão ambiental é um fator primordial para empreendedores que almejam competitividade, diferenciais e destaque no mercado atual.

Fato é que empresas com ética nos negócios, uso responsável dos recursos naturais e que tem respeito com as pessoas, conquistam posições de destaque e ficam à frente da concorrência cada vez mais acirrada.

Não apenas por questões mercadológicas, mas também pelo fato de as empresas terem de cumprir obrigações legais inerentes às suas atividades, a gestão interna de resíduos faz parte do Sistema de Gestão Ambiental (SGA) e do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), sendo que este último é item obrigatório para empresas públicas e privadas de determinados setores, exigido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei 12.305/2010.

Como fazer a gestão interna de resíduos da minha empresa?

 

Tudo começa com a implementação de um Sistema de Gestão Ambiental nas empresas, elaboração de um PGRS e criação de espaços para armazenamento temporário dos resíduos.

O Sistema de Gestão Ambiental da norma ISO 14001 é conhecido e reconhecido em todo o mundo e aborda os principais requisitos para as empresas identificarem, controlarem e monitorarem questões ambientais. Possui benefícios como: aperfeiçoamento do SGA, crescimento eficaz, aumento da rentabilidade, melhoria da imagem da empresa, auxilia no cumprimento da legislação ambiental, incentiva ao cumprimento de ações voltadas para a gestão ambiental, traz competitividade internacional e satisfação do cliente.

Esta norma foi recentemente atualizada (ISO 14001:2015) e, além de possuir maior compatibilidade com as demais normas ISO, traz requisitos relacionados ao gerenciamento dos aspectos e impactos ambientais durante o Ciclo de Vida de produtos ou serviços da empresa.

É importante frisar que sendo assim, ao realizar corretamente a gestão interna dos resíduos, a empresa tem condições para obter e manter uma Certificação Ambiental. A demonstração da capacidade que a empresa possui para gerir de forma ambientalmente adequada todos os resíduos gerados é feita pelo PGRS.

Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos – o que é e quais setores são obrigados a elaborar?

O PGRS é um documento que fala de toda a trajetória do resíduo internamente e externamente por meio de um memorial descritivo dos procedimentos implementados e operacionalizadas, bem como daqueles que ainda serão adotados (caso ainda não existam), envolvendo as etapas de segregação, armazenamento, coleta, transporte, tratamento e destinação ou disposição final.

De acordo com o art. 20 da PNRS, os setores obrigados a elaborar o PGRS são:

  • Geradores de resíduos de serviços públicos de saneamento básico;
  • Geradores de resíduos industriais;
  • Geradores de resíduos de serviços de saúde;
  • Geradores de resíduos de mineração;
  • Estabelecimentos comerciais de prestação de serviços que gerem resíduos perigosos ou que sejam definidos como de responsabilidade privada por sua natureza, composição, natureza ou volume;
  • Empresas de construção civil;
  • Terminais ou outras instalações de serviços de transporte; e
  • Atividades agrossilvopastoris, conforme exigência do órgão ambiental ou de vigilância sanitária.

Fluxograma para uma boa Gestão de Resíduos Sólidos

Em outro texto publicado aqui no blog, conhecemos a Ordem Prioridade na Gestão de Resíduos Sólidos, agora veja um exemplo de fluxograma para visualizar melhor quais as etapas da gestão interna de resíduos:

Por que eu preciso fazer o armazenamento temporário dos resíduos?

 

A quantidade gerada de resíduos nas empresas não segue “um padrão internacional”, cada empresa, de acordo com seu processo produtivo, tem uma quantidade e qualidade de resíduos gerados, portanto muitas vezes é inviável haver coleta de resíduos diariamente.

Sendo assim, ao implementar a Gestão Interna dos Resíduos, é necessário que haja uma Central de Resíduos ou um Pátio de resíduos, que são locais destinados para segregação interna e destino temporário dos resíduos gerados.

Como devem ser estes locais?

Estes locais ambientes devem conter risco mínimo de contaminação, sinalização adequada, restrição de acesso, piso impermeabilizado e proteção dos resíduos contra intempéries (chuvas e ventos), dentre outros aspectos necessários a uma estruturação adequada e de acordo com as características dos resíduos que serão ali armazenados.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas possui norma relacionada às condições exigíveis para o armazenamento de resíduos sólidos perigosos de forma a proteger a saúde pública e o meio ambiente, por meio da norma da ABNT NBR 12.235 e, no caso de resíduos não perigosos, a ABNT NBR 11.174.

Vantagens da Gestão Interna de Resíduos

  • Permite o mapeamento do caminho dos resíduos que são gerados;
  • Avaliação do ciclo de vida do produto;
  • Criação de estratégias para o Mercado de Resíduos;
  • Cumprimento da legislação vigente;
  • Evita contaminação entre os resíduos gerados, devido à segregação;
  • Redução de custos;
  • Possibilita a redução/eliminação do passivo ambiental;
  • Geração de receita com a venda de Resíduos;
  • Aproveitamento integral dos resíduos;
  • Possibilita que a empresa adote o conceito Aterro Zero;
  • Manutenção adequada do certificado ambiental;
  • Possibilita uma economia circular;
  • Obtém diferencial competitivo;

Mercado e venda de Resíduos

Gerir os resíduos corretamente reduz custos, evita multas, notificações ambientais e demais custos desnecessários, além disso, gera receita e traz vantagens ambientais e competitivas frente a seus concorrentes.

Para te ajudar neste processo, a Verde Ghaia disponibiliza uma plataforma chamada  VG Resíduos. Trata-se de um software de gestão de resíduos totalmente on-line, que controla toda a geração de resíduos de qualquer tipo de organização, desde a sua geração até o destino final.

Por meio dessa plataforma inovadora no mercado, o empreendedor consegue realizar o controle dos resíduos alinhado aos sistemas da ISO, e ainda monitora toda gestão dos processos, da documentação, dos prestadores de serviço, no atendimento às legislações aplicáveis e no planejamento de resíduos.

Há também o módulo online chamado Mercado de Resíduos, que cria oportunidades e otimiza a gestão das organizações para um melhor aproveitamento e destinação dos resíduos. Neste módulo, é possível fazer oferta e busca de resíduos e serviços. Seu objetivo é agregar valor ao resíduo que é transformado em insumo para ser aproveitado no processo produtivo de outras empresas e ainda, estimular a destinação correta dos resíduos, minimizando impactos ambientais.

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