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Cinco dicas para instituir a logística reversa de lâmpadas fluorescentes

logística reversa de lâmpadas fluorescentes

Dicas para implantar o sistema de logística reversa de lâmpadas fluorescentes colabora para que o meio ambiente seja poupado, diminuindo a poluição e os problemas causados pelo descarte incorreto das lâmpadas descartadas. Além disso, significa um importante diferencial competitivo para a empresa, além de ser uma obrigação legal conforme a lei 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos

A logística reversa de lâmpadas fluorescentes é um processo que planeja, opera e controla o fluxo e as informações logísticas referentes ao retorno das lâmpadas após o consumo. Conforme acordo setorial, ficam fora lâmpadas do tipo LED, incandescentes e halógenas e lâmpadas que não possuem mercúrio em sua composição. Confira!

Saiba a diferença entre coleta seletiva e logística reversa.

Logística reversa de lâmpadas fluorescentes

logística reversa de lâmpadas fluorescentes

O processo de logística reversa de lâmpadas fluorescentes inclui o gerenciamento das seguintes etapas: coleta, armazenagem, manuseio e movimentação no gerador e na indústria de reciclagem.

Esse gerenciamento pode ser realizado e monitorado através de softwares de gestão de resíduos. Através do software de gerenciamento de resíduos da VG Resíduos a empresa otimiza o processo de logística reversa de lâmpadas fluorescentes e ganha tempo. Além disso, o software gera relatórios ambientais com facilidade e documentos de uso diário.

É possível implantar o sistema por meio de contratação de transportadoras, criação de centros de coletas de resíduos, parcerias com recicladoras, cooperativas e unidades gestoras de resíduos. Além de criação de um ponto de coleta para que o consumidor comum saiba onde deve levar as lâmpadas usadas para o descarte.

logística reversa de lâmpadas fluorescentes

Confira cinco dicas para instituir a logística reversa de lâmpadas fluorescentes:

1ª: Estabeleça uma política de devoluções e trocas

logística reversa de lâmpadas fluorescentes

Para que logística reversa de lâmpadas fluorescente funcione corretamente a empresa pode estabelecer uma política de devoluções e trocas. Com essa política a empresa facilitará a destinação ambiental correta do resíduo. E também, facilitará o entendimento de como os fornecedores, lojistas e etc. procederão para entregar as lâmpadas fluorescentes usadas.

É importante que nessa política sejam definidos o passo a passo para que a devolução e troca sejam seguidas corretamente. Sem o passo a passo definido, toda vez que for retornar as lâmpadas fluorescentes descartadas através da logística reversa podem surgir dúvidas correndo o risco de o procedimento ser realizado de forma aleatória.

Soluções de logística reversa: qual a melhor para a minha empresa?

2ª: Defina como realizar o manejo

A segunda dica esta diretamente relacionada à política de devolução e troca.

Na política devem estar definida dica de manejo a fim de evitar acidentes que possam causar à contaminação do meio ambiente e riscos a saúde do homem.

As lâmpadas fluorescentes devem ser colocadas, na posição vertical e dentro das embalagens originais quando possível. Caso não seja possível, deverá ser acondicionada utilizando materiais como: papelão, papel ou jornal e fitas autocolantes. Os materiais utilizados para embalar as lâmpadas usadas devem garantir a proteção contra choques mecânicos.

Após estarem embaladas as lâmpadas devem ser colocadas em recipiente portátil ou caixa para o transporte até as empresas de reciclagem licenciadas pelos órgãos ambientais.

Já as lâmpadas quebradas devem ser acondicionadas separadamente das demais lâmpadas. E, em herméticos, como tambores de aço devidamente vedados para evitar a contaminação pelas substâncias perigosas das lâmpadas.

Saiba como a coleta seletiva contribui para a logística reversa.

3ª: Envolva equipe

logística reversa de lâmpadas fluorescentes

A política de troca e devolução ajuda a informar parceiros sobre como proceder para devolver as lâmpadas fluorescentes usadas. Porém, se a equipe da empresa não estiver envolvida o sistema de logística reversa de lâmpadas fluorescentes não funcionará.

É necessário que toda a equipe tenha recebido orientação quanto aos procedimentos para instituir a logística reversa de lâmpadas fluorescentes.

O ideal é que as equipes dos setores que lidam diretamente como o processo de logística reversa sejam devidamente orientadas, tais como: setor comercial; de atendimento ao cliente; de produção; e logístico.

Saiba por que minha empresa precisa do Sistema de Logística de Resíduos.

4ª: Crie um canal de atendimento

Para que a política de troca e devolução da logística reversa de lâmpadas fluorescentes funcione adequadamente a empresa deve também disponibilizar um canal de atendimento ao cliente.

Nesse canal serão disponibilizadas informações importantes para se realizar o processo de logística reversa. O atendimento pode ser realizado por um colaborador que explicará os passos em menos tempo.

Um dos maiores desafio da logística reversa das lâmpadas fluorescente é a conscientização da sociedade na questão da educação ambiental. Muitos não têm orientação para o coreto descarte das lâmpadas usadas. Na maioria das vezes, esses resíduos são destinados aos aterros. Por isso, é importante que a empresa tenha esse canal para orientação na correta destinação das lâmpadas fluorescentes usadas.

Saiba os desafios da logística reversa.

5ª: Tratamento das lâmpadas fluorescentes

logística reversa de lâmpadas fluorescentes

As empresas geradoras devem procurar por outras organizações especializadas para realizar o descarte das lâmpadas. Essas tratadoras realizam o tratamento das lâmpadas através da reciclagem e neutralização dos seus riscos. Porém este serviço envolve um custo para a geradora. Ainda no Brasil, o custo para se reciclar lâmpadas fluorescentes é de responsabilidade do gerador de resíduos.

logística reversa de lâmpadas fluorescentes

Através da plataforma Mercado de Resíduos da VG Resíduos, é possível encontrar empresas especializadas e licenciadas para esse tipo de serviço. Além disso, a empresa consegue negociar o serviço e realizar uma busca em um mesmo canal de vários tratadores.

Diante disso, conclui-se que a logística reversa de lâmpadas fluorescentes deve ser vista como uma grande alternativa para o reaproveitamento dos resíduos em um novo ciclo de vida. A logística reversa impede o aumento da poluição e da extração continuadas de recursos naturais que, em sua grande maioria, já se encontram em extinção. Além de evitar danos à natureza e a saúde do homem.

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Mas quer se aprofundar um pouco mais a respeito? Leia outro artigo do nosso blog: Sete bons motivos para incluir a logística reversa de resíduos

logística reversa de lâmpadas fluorescentes

 

 

 

Como comprar e ampliar seu negócio ao negociar resíduos online?

Negociar resíduos online

Negociar resíduos online é uma forma de dar uma destinação ambientalmente correta para os resíduos e lucrar com a sua venda. Principalmente a venda para outras empresas que utilizam o resíduo tratado como matéria prima em seu processo.

Devido às leis ambientais, que determinam a responsabilidade pela destinação ambientalmente correta dos resíduos, as empresas especializadas no tratamento devem buscar alternativas que elimine os perigos do lixo. Nem sempre só o emprego de tecnologias é a única forma de tratar o resíduo. Contudo neutralizar seus riscos e destinar o resíduo para outro uso se mostra mais sustentável.

De olho nisso, algumas startup de gestão de resíduos criaram plataformas online para conectar empresas que desejam negociar e ampliar seu negócio ao negociar resíduo online . Essa negociação online possibilita a comercialização das sobras e aumento dos lucros. Confira neste artigo como a negociação online de resíduos contribui para o crescimento econômico das empresas!

Negociar resíduos online

Como negociar resíduos online?

Negociar resíduos online

As plataformas para negociar resíduos online são uma excelente ferramenta que auxilia na valorização e comercialização de resíduos sólidos gerados por indústrias, empresas e comércio.

Para localizar bons geradores ou compradores é vantajoso aderir uma plataforma que reúna as empresas dispostas a negociar seus resíduos.

A plataforma de compra e venda aumenta a chances de qualquer empresa lucrar com os resíduos.  É uma excelente alternativa que beneficia a todos, principalmente gerador e comprador.

Atualmente, a popularização da internet para compra e venda de qualquer produto se tornou a melhor opção para a empresa localizar bons geradores e compradores de resíduos. Antes da internet, era necessário deslocamento até o gerador ou comprador, horas e horas em reuniões para realizar grande parte das relações comerciais.

As vantagens em utilizar a internet são o ganho de tempo e poder maior de negociação, pois é possível realizar uma pesquisa rápida e identificar bons geradores e compradores.

A internet trouxe um processo de compra e venda rápido acabando com a perda de tempo.

Hoje é possível negociar resíduos a partir de paginas da internet que reúnem várias empresas que precisam de alguma forma destinar seus resíduos de forma ambientalmente correta.

Saiba mais: sete dicas para vender resíduos e lucrar no Mercado de Resíduos.

Como ampliar seu negócio?

Negociar resíduos online

Mercado de Resíduos, uma plataforma da VG Resíduos, é um desses ambientes onde empresas compradoras encontram geradores de resíduos, ou vice versa. Tudo isso através de um portal unificado de fornecedores e compradores.

Com a instituição da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), através da Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, os geradores passaram a ser responsáveis pelo destino correto de todos os resíduos que produzem. Dessa forma, as empresas precisam atentar para a correta destinação dos resíduos.

Nesse contexto, por meio do mercado de resíduos, surge uma oportunidade de cumprir as novas regras da PNRS e gerar receita a partir dela.

O mercado de resíduos possibilita agregar valor aos resíduos, transformando-os em matéria-prima ou insumo na fabricação de outros produtos.

Negociar resíduos online

Ao negociar resíduos online terá a oportunidade de promover seu negócio, conciliando ganhos econômicos com ganhos ambientais. Tudo isso através do anúncio de resíduos para compra, venda, troca ou doação.

Nessas plataformas de negociação os resíduos são classificados por categorias de procedência e subdivididos em função da sua qualidade, acondicionamento, uso ou negociação pretendida. O principal foco é a reutilização ou reciclagem desses resíduos.

A negociação online de resíduos é um importante instrumento de gerenciamento de resíduos.

Leia mais: Mercado de Resíduos: obtenha mais clientes e amplie o seu negócio agora!

Como utilizar a plataforma Mercado de Resíduos?

Negociar resíduos online
O software de negociação online de resíduos da VG Resíduos permite que qualquer empresa do Brasil todo se cadastre para vender e comprar resíduos.

O sistema é 100% online, com acesso 24 horas por dia. A plataforma é bem simples e didática.

A plataforma integra empresas tratadoras de resíduos com aquelas que querem reutilizar os resíduos em seus processos.

No Mercado de resíduos o comprador tem acesso gratuito para visualização e cadastro de resíduos, com opção de contratação de funcionalidades exclusivas. O vendedor tem opções de contrato semestral e anual. Os contratos mensais podem ser firmados para veiculação de anúncio.

Veja aqui os planos para participar do Mercado de Resíduos da VG Resíduos.

Negociar resíduos online

Vantagens de negociar resíduos online

Negociar resíduos online

Negociar resíduos online é uma maneira fácil, seguro e ágil. A negociação online é uma solução lucrativa, ambientalmente correta e inteligente de se manter em dia com a legislação ambiental.

Utilizando a internet para comprar e negociar resíduos as chances de bons negócios serem firmados aumenta consideravelmente.

São várias as vantagens de realizar a negociação online de resíduos. Entre eles podemos citar:

  • redução dos gastos com transporte e disposição em local apropriado, seguindo a legislação vigente;
  • evita a saturação de aterro e lixões e os gastos, privados e públicos;
  • gera lucro com algo que seria descartado;
  • permite a divulgação do serviço de tratamento de resíduos;
  • ganha tempo, pois evita o deslocamento até o fornecedor ou comprador;
  • facilidade para encontrar bons geradores e compradores, uma vez que as ofertas são divulgadas constantemente.

Saiba como ganhar dinheiro com a reciclagem de resíduos.

Assim sendo, concluímos que negociar resíduos online é uma solução para dar a destinação ambientalmente correta dos resíduos, uma vez que eles serem enviados para serem reutilizados por outras empresas. Através da negociação é possível diminuir a quantidade de resíduos dispostas em aterros. Através da negociação online as empresas estão conectadas diretamente. Porém o ideal é fazer parte das plataformas online de compra e venda de resíduos. As plataformas facilita essa conexão entre geradores e compradores. Utilizando as plataformas as chances de ampliar o negócio serem muitos maiores do que vender e comprar o resíduo porta a porta.

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Mas quer se aprofundar um pouco mais a respeito? Leia outro artigo do nosso blog: Cinco dicas para transformar lixo em fonte de renda para seu negócio

Negociar resíduos online

 

Mercado de resíduos une inteligência e logística

Mercado de resíduos
Brasil joga fora toneladas de resíduos que poderiam ser comercializados por bolsas de resíduos, com ganhos para as empresas e o meio ambiente

Desde a criação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), em 2010, o setor produtivo teve que se adequar para atender à obrigatoriedade da destinação ambientalmente adequada dos resíduos que produz. Diante da demanda por novos mecanismos para cumprir a lei sem ônus na produção e no lucro, o mercado de resíduos se apresenta como sendo um poderoso aliado da PNRS e uma saída economicamente viável, já que resíduos têm valor monetário e podem ser transformados em matéria-prima.

Voltado para a comercialização de resíduos industriais gerados na produção ou recolhidos por meio da logística reversa, o mercado de resíduos configura uma oportunidade de economia, que se dá por meio da negociação entre produtores, transportadores e processadores.

Esse mercado, que abre novos caminhos para a aplicação da logística reversa, é considerado por especialistas no setor uma boa alternativa, por duas razões. A primeira é a possibilidade de vender um resíduo que demandaria custos para ser descartado, mas que pode interessar a outras empresas. A segunda razão é a possibilidade de se reciclar os resíduos e aproveitá-los como matéria-prima no ciclo produtivo.

Mercado de resíduos
Mercado de resíduos configura uma oportunidade de economia, que se dá por meio da negociação entre produtores, transportadores e processadores

Determinação política

A fim de ilustrar o grande potencial econômico desse mercado, estimativas divulgadas pelo relatório do Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA), apontam que o mercado global de resíduos, considerando desde a coleta até a reciclagem, gira cerca de 410 bilhões de dólares por ano. Todo esse sistema de comercialização está focado, principalmente, em iniciativas governamentais, cujo maior sucesso tem sido obtido por nações europeias.

O continente que mais movimenta o mercado de resíduos é a Europa, que chega a comercializar, anualmente, 150 bilhões de Euros em resíduos, em diferentes etapas. O destaque é para países como Alemanha e Áustria, que agregaram um novo valor ao lixo por meio de investimento na reciclagem, fortalecimento do mercado de resíduos e associação da determinação política com a conscientização social.

Nesse contexto, também sob demanda e pressão dos governos nacionais, um dos segmentos que mais tem crescido é o de lixo eletroeletrônico. Chama a atenção não apenas pela necessidade de destinar adequadamente os rejeitos eletrônicos, mas pelo grande potencial econômico do segmento, que chega a comercializar por até 500 dólares a tonelada de alguns tipos de detritos.

Mercado de resíduos
Na Europa, um dos segmentos que mais tem crescido é o de lixo eletrônico, cujos materiais agregam valor econômico e voltam à linha de produção

Brasil: um mercado incipiente

No país, o comércio de resíduos ainda é pequeno diante do potencial que apresenta. Algumas iniciativas têm sido desenvolvidas, mas nem todas têm obtido êxito em sua implementação. Um dos exemplos é a rede criada para facilitar as negociações, chamada Bolsas de Resíduos, que chegou a ser instituída por algumas entidades do Sistema Indústria.

As bolsas, que são espaços que reúnem informações das ofertas e procuras de resíduos por empresas cadastradas, prosperaram em poucos estados e em muitos outros acabaram sendo extintas. É o caso de Goiás, onde a Federação das Indústrias (Fieg) despendeu esforços para viabilizar a rede no Estado, mas a falta de mobilização dos envolvidos no mercado acabou resultando no encerramento do projeto localmente.

Gestora do Conselho Temático de Meio Ambiente da Fieg, Elaine Lopes lembra que após grandes investimentos na divulgação, parcerias com instituições públicas e realização de incentivos, o programa acabou sendo desativado pela falta de interesse das indústrias. “Mesmo não havendo custos para adesão, as Bolsas não tiveram procura. O que percebemos é que diversas empresas acabam fazendo sua parte apenas para não serem multadas e não aproveitam as outras possibilidades que esse mercado oferece”, lamenta.

A Confederação Nacional das Indústrias (CNI), por sua vez, tentou fortalecer o mercado de resíduos por meio da criação do Sistema Integrado de Bolsas de Resíduos Nacional (SIBR). Ativo desde 2009, o SIBR reúne bolsas de vários estados em um só ambiente. No entanto, diante de obstáculos com tributações e desinteresse de adesão, também não obteve o retorno esperado – que não ocorreu nem mesmo após a aprovação da PNRS.

Na contramão de resultados pouco promissores, ainda é possível encontrar Bolsas de Resíduos ativas e empresas legalizadas do setor privado que desenvolvem um papel semelhante de promover a oferta, procura e até leilões de resíduos provenientes de diversos segmentos. Para participar, basta procurar se informar sobre a existência de bolsa em seu estado ou pesquisar por empresas da área na internet e se cadastrar em uma delas.

Logística reversa

Por força da legislação, alguns setores avançaram mais do que outros no processo da destinação ambientalmente adequada dos resíduos da produção, sobretudo aqueles obrigados a proceder na logística reversa, como o de pneus; pilhas e baterias; embalagens e resíduos de agrotóxicos; lâmpadas fluorescentes, de mercúrio e vapor de sódio; óleos lubrificantes automotivos; peças e equipamentos eletrônicos e de informática; e eletrodomésticos.

Como se destacar sendo um especialista no tratamento de resíduos

especialista no tratamento de resíduos

Como se destacar como especialista no tratamento de resíduos no mercado brasileiro? É sabido, conforme determina a Lei 12.305/2010, Política Nacional dos Resíduos Sólidos, que o reaproveitamento dos resíduos tem sido uma realidade mais presente pelas empresas. Assim, tem-se aumentado cada vez mais o número de empresas especialistas em tratamento de resíduos.

Muito além dos tradicionais metais, papéis, plásticos e borrachas, os tratamentos têm atingido cada vez mais resíduos químicos, orgânicos, efluentes diversos e materiais de alta complexidade. Neste artigo, vamos ajudar você a tornar um especialista como tratador de resíduos. Saiba mais!

O mercado de resíduos no Brasil

especialista no tratamento de resíduos

O mercado de resíduos sólidos já é bastante desenvolvido em alguns países de alta produtividade industrial. Alemanha e Japão, contudo, há ainda um enorme espaço a ser ocupado pelas mais diversas empresas nas nações em desenvolvimento, como é o caso do Brasil.

Estima-se que do total de resíduos produzidos pelas empresas e famílias brasileiras, apenas 8% sejam submetidos ao processo de reciclagem. O restante ainda vai para aterros e lixões. O interessante é que para resíduos mais tradicionais, como alumínio, papel, ferro e plásticos limpos, as taxas de reciclagem podem chegar a 90%. Mas existem milhares de resíduos não explorados pelas empresas, como é o caso dos orgânicos, eletrônicos e materiais contaminados com gordura.

O mercado de reciclagem e destinação de resíduos brasileiro, apesar de pequeno quando comparado ao dos países mais avançados, já movimenta mais de R$10 bilhões de reais todos os anos. Em situação hipotética, se 100% dos resíduos passassem pelo processo de destinação adequada, este valor poderia facilmente passar dos R$100 bilhões.

Leia também: Quais leis influenciam o tratamento de resíduos e o seu negócio?

As oportunidades abertas no mercado de resíduos brasileiro

especialista no tratamento de resíduos

Há muito espaço para ser explorado no mercado de resíduos brasileiro. Uma parte desprezível do lixo doméstico é submetida à coleta seletiva e destinada corretamente.

Há oportunidades também para resíduos complexos, como sucata eletrônica, da qual se pode extrair materiais nobres como ouro e platina. Neste caso, a maior parte deste material é exportada por não haver oferta suficiente de empresas no Brasil que se especialistas em reciclar este tipo de sucata.

Outro resíduo pouco explorado é o químico. Há muitas oportunidades para materiais descartados por operações industriais e de mineração, em geral lubrificantes, ácidos e materiais contaminantes em geral. Ainda há poucas empresas se destacando como especialistas no tratamento destes resíduos.

Exemplos de outros países

especialista no tratamento de resíduos

Há países que hoje se destacam em tecnologias de reciclagem, tendo muitas empresas especialistas no tratamento de resíduos.

Um caso emblemático é o da Alemanha, que hoje trata quase a totalidade de seus resíduos de forma sustentável.  E, ainda, chega a importar sucata para suas usinas de reciclagem eletrônica. Essas agregam valor os produtos, retiram os metais preciosos e transformam lixo em bilhões de euros anualmente.

Outro país que precisou aprender a reciclar é o Japão. Com um território tão pequeno, precisou providenciar formas de acondicionar seus resíduos que não se reduzissem a aterros e lixões. Hoje o Japão processa quase 100% do lixo doméstico e industrial, passando por várias etapas de separação e reciclagem. O material contaminado ou que não pode ser aproveitado por nenhum processo é encaminhado às usinas de incineração. Essas produzem energia elétrica através de caldeiras que utilizam lixo como combustível.

Saiba mais: Cinco vantagens de se realizar o tratamento biológico de resíduos orgânicos

Como se destacar como especialista no tratamento de resíduos?

especialista no tratamento de resíduos

O mercado de resíduos brasileiro ainda carece se especialistas para tratar todos os materiais que geramos por aqui. Mas algumas iniciativas têm possibilitado este avanço e o crescimento desse mercado. Saiba algumas dicas importantes para se destacar como especialista no tratamento de resíduos:

1- Consiga as licenças ambientais obrigatórias

A primeira coisa que uma empresa deve fazer para se destacar como uma especialista é conseguir as licenças ambientais obrigatórias para seu funcionamento. Assim ela poderá ofertar todos os seus serviços com garantia jurídica e isenta de problemas com a fiscalização.

2 – Alcance licenças operacionais para atuar no Brasil

Como especialista no tratamento de resíduos, a empresa precisará obter todas as licenças operacionais obrigatórias. As licenças ambientais são concedidas pelos estados, que possuem regras específicas para a concessão dos documentos. Em geral, as empresas contratam consultorias para ajudá-las no processo de licenciamento ambiental.

No caso das empresas que geram resíduos com algum nível de relevância ambiental, é necessária também a licença federal concedida pelo IBAMA. Semelhantemente ao processo das secretarias estaduais irá requerer alguma consultoria ou experiência da equipe da empresa para a liberação do documento.

3 – Encontre clientes no mercado de resíduos 

Uma boa dica é encontrar clientes — empresas geradoras — para conseguir resíduos de acordo com seu negócio. O ideal é encontrar resíduos pelos melhores valores possíveis e com fonte geradora mais próxima.

Uma solução é utilizar algumas plataformas já existentes no mercado de oferta e busca de resíduos. A exemplo temos a VG Resíduos, ou Mercado de Resíduos, que permite aos tratadores de resíduos a fácil localização de novos clientes. Assim, pode-se ter uma maior geração de lucro e ampliação do negócio para empresas tratadoras.

4 – Manter uma boa prestação de serviços

Como último passo é importante manter uma boa prestação de serviço às empresas geradoras, mantendo em ordem todo o gerenciamento da operação. O VG Resíduos, permite que todas as destinações sejam documentadas e comprovadas tanto para o gerador quanto para o tratador, fazendo que que o processo seja seguro e legalmente válido.

O tratamento de resíduos no Brasil é um setor ainda pouco explorado e repleto de oportunidades lucrativas. Embora alguns setores estejam mais saturados — alumínio, papéis, plásticos — há outros pouco trabalhados por empresas tratadoras de resíduos.

Sendo assim, com a Lei da Política Nacional dos Resíduos Sólidos, o reaproveitamento dos resíduos tem aumentado pelas empresas. Assim, como tem crescido o número de empresas tratadoras de resíduos, torna-se útil saber como se destacar nesse mercado. E esperamos ter ajudado você a tornar um especialista no tratamento de resíduos!

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Precisa se aprofundar um pouco mais a respeito? Leia outro artigo do nosso blog: É possível tratar e reciclar embalagens de aerossol e spray?

 

Como ganhar dinheiro com compra e venda de sucata?

São impressionantes as diversas possibilidades de reaproveitamento de resíduos, principalmente àqueles classificados como sucatas. A compra e venda de sucata é um segmento que tem potencial muito grande para recuperação devido à suas características físico-química.

A sucata permite a constante reutilização e transformação, sem perder as propriedades e qualidades. Por essas vantagens, a compra e venda destes resíduos representa lucro em potencial. Empresas, inclusive as pequenas e médias, descobriram que é possível lucrar com elas ao invés de somente gastar para descartá-la adequadamente.

Fora o potencial econômico, investir em compra e venda diminui o impacto ambiental não sobrecarregando os aterros sanitários e industriais pelo país. E ainda evita a disposição inadequada em lixões, reduzindo o custo ambiental e social em realizar a logística da coleta e disposição dos resíduos em municípios distantes. Vamos saber mais a respeito?

Leia: Crie Oportunidades com o Mercado de Resíduos e saia da crise, venda resíduos industriais

Compra e venda de sucata e as PNRS

compra e venda de sucata

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) conta com diretrizes para os resíduos gerados pelas empresas e prevê que estes escolham entre a redução, reutilização ou reciclagem de seus resíduos, reconhecendo o seu valor econômico.

A destinação dos resíduos de sucata pode se transformar em lucro quando ao invés de descartar, a empresa disponibiliza o material no mercado de compra e venda. Essa ação pode ser feita a partir da ferramenta conhecida como Mercado de Resíduos.

Mercado de Resíduos de Sucata

compra e venda de sucata

A grande dificuldade das empresas que desejam entrar no mercado de compra e venda de resíduos é estruturar a negociação e descobrir como vender o seu resíduo de sucata ou como comprar um resíduo que possa ser reaproveitado em seu processo.

O Mercado de Resíduos é a melhor forma de solucionar essa questão através de um ambiente virtual que oferece comodidade, praticidade e segurança às empresas que buscam uma forma lucrativa de implementar o cumprimento das legislações ambientais, sem perder de vista a obtenção de lucro.

Através desta plataforma compradores e vendedores terão a chance de negociar os resíduos obtendo vantagens financeiras com a compra/venda de resíduo de sucata.

 

Resíduos de sucatas mais comprados e vendidos

compra e venda de sucata

Sucata é todo tipo material, produto ou resíduos descartados que sejam passives de reciclagem. Os resíduos de sucata mais vendidos e comprados são:

Sucata de Ferro

A sucata de ferro consiste em todo tipo de sucata de ferro e aço carbono solta ou em fardos como sólidos fundidos e laminados, limalhas e cavacos, reutilizáveis como tubos, barras, bobinas e chapas, automóveis sucateados, navios, trens, vagões, rodas e trilhos ferroviários.

É amplamente empregado na construção mecânica podendo substituir o aço em diversas aplicações, muitas vezes com grande vantagem.

Podem ser usadas para construir máquinas, ferramentas, estruturas, bem como instalações que necessitam de materiais de grande resistência.

Confira: 6 dicas para sua empresa lucrar com a compostagem de resíduos

Sucata de Cobre

O cobre é um metal de transição que apresenta alta condutibilidade elétrica e térmica. Emprega-se cobre principalmente na transmissão elétrica e na telefonia.

Sucata de Alumínio

O Alumínio é um elemento metálico extraído de bauxita purificada por eletrólise. O alumínio puro é macio e dúctil, mas a sua dureza pode ser aumentada por endurecedores. O alumínio é manufaturado em um grande número de ligas. Os elementos usados nas ligas são o cobre, o zinco, o magnésio, o silício, e o manganês.

As propriedades de leveza, dureza, resistência à corrosão e condutividade elétrica das ligas as tornam apropriadas para uma variedade de usos, incluindo a construção de veículos e de aviões, de edifícios e cabos de potência aéreos.

Sucata de Aço Inox

Aços inoxidáveis são aqueles que contêm em sua composição 10,5% de Cromo como principal elemento de liga. Alguns aços inoxidáveis possuem mais de 30% de Cromo ou  menos de 50% de Ferro. Esses aços não oxidam em ambientes normais.

Suas características de resistência são obtidas graças à formação de um óxido protetor que impede o contato do metal base com a atmosfera agressiva. Alguns outros elementos como níquel, molibdênio, cobre, titânio, alumínio, silício, nióbio, nitrogênio e selênio podem ser adicionados para a obtenção de características mecânicas particulares.

Saiba mais: Como lucrar com a logística reversa de embalagens?

Sucata de Metal (latão)

O Latão é um nome genérico das ligas cujos principais constituintes são cobre e zinco, com uma menor proporção de zinco. Sua resistência e ductilidade tornam-o fáceis de ser trabalhado, tendo aplicação na fabricação de alfinetes, arames e parafusos. Quando usado na forma de banho eletrolítico para recobrir o ferro, torna-o menos suscetível à corrosão.

Sucata de Ferro Cavaco

Sucata de alto carbono, gerada na usinagem de peças de ferro fundido, principalmente na indústria automobilística, com baixo teor de óleo e isento de impurezas.

Saiba mais: Quatro dicas para empreender com reciclagem de óleo de cozinha

Gerenciamento de resíduoscompra e venda de sucata

Dispor de forma adequada os resíduos visando minimizar os custos e maximizar a segurança é um dos principais objetivos de empresas que desejam cumprir as exigências ambientais, e principalmente empresas certificadas no Sistema de Gestão Ambiental.

Investir na compra e venda de sucata, além auxiliar o seu empreendimento a cumprir quesitos que assegurem a saúde e a preservação do meio ambiente, diminui o impacto ambiental, não sobrecarregando os aterros sanitários e industriais pelo país.

Sendo assim, compra e venda de sucata é um segmento que,  pelas suas propicias características físico-química — permite a sua constante reutilização e transformação sem perder as propriedades e qualidades —  representa grande potencial econômico.  Por isso, muitas empresas perceberam que, ao invés de somente gastar para descartá-la adequadamente, é possível lucrar com elas.

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Mas quer se aprofundar um pouco mais a respeito? Leia outro artigo do nosso blog: Como ganhar dinheiro com vendas de resíduos?

A importância das parcerias na gestão de resíduos

Com o avanço das regulações e exigência de licenças especiais para tratar alguns resíduos, encontrar parceiros para realizar o processo de destinação pode ser uma grande vantagem operacional

Nos últimos anos com o crescimento da preocupação com o meio ambiente e a necessidade de conscientização das empresas para adequarem suas operações à nova realidade, um dos pontos mais trabalhados é a gestão de resíduos.

Temas como reciclagem, destinação adequada e logística reversa passaram a ser cada vez mais presentes no cotidiano das organizações de forma que hoje figuram até nos planos de estratégia de negócios de muitas empresas.

Neste artigo vamos discorrer sobre a importância das parcerias para a obtenção do sucesso na gestão de resíduos.

Foque no que sua empresa faz de melhor

Gerir os resíduos é uma tarefa básica de cada empresa, mas destinar, transportar, tratar e etc. não necessariamente precisam ser atribuições da organização.

A existência de um setor de controle de resíduos em uma grande indústria, que gera toneladas de materiais para descarte todos os dias, é justificável, pois há uma certa complexidade por trás da gestão de resíduos do empreendimento. Mas para pequenas e médias empresas que não geram quantidades tão expressivas de resíduos, podem apenas fazer controles internos e terceirizar toda o transporte e destinação dos materiais.

Sob este ponto de vista, parcerias com empresas de reciclagem e destinação final de resíduos são imprescindíveis, pois retiram da organização geradora a responsabilidade de realizar todo o processo e permite que ela foque mais em seu negócio principal, aumentando assim a lucratividade.

Além do mais, empresas especializadas em transporte e destinação de resíduos já possuem uma estrutura adequada para a emissão de toda a documentação de destinação dos materiais, eliminando assim o passivo jurídico da empresa em caso de fiscalização ambiental.

Procure parcerias que geram receitas (ou que no mínimo reduzam custos)

Uma das principais vantagens em se trabalhar com parcerias é usufruir da especialização da outra empresa para praticar ganhos de escala, na prática isso significa redução de custos.

Por exemplo, uma empresa que gera resíduos que são úteis para outras indústrias, mas cujo preço de mercado não é suficiente para cobrir os custos de destinação, pode abrir mão de receber algum valor pelo produto em troca do serviço de transporte feito por outra empresa. Assim, uma operação custosa ao caixa, poderia ser eliminada, mesmo que a empresa não receba nada por isso.

Outras possibilidades são as de comercialização dos resíduos para a transformação daquilo que era custo em receita. Em geral, tais parcerias são mais fáceis de serem encontradas por empresas cujos resíduos são materiais com processos de reciclagem já consolidados, como sucata eletrônica, metais, papel, plástico e etc. Contudo, é um pouco mais difícil gerar receita a partir de resíduos menos comuns, como produtos químicos e etc.

Uma solução comum para o problema dos custos de destinação, são as plataformas de anúncios na internet, aonde a empresa pode divulgar resíduos que pretende vender ou comprar.

Já uma solução mais confiável, é algum tipo de portal aonde resíduos podem ser comercializados diretamente com os tratadores, garantindo assim que toda a documentação obrigatória será emitida e livrando a empresa de passivos judiciais.

Um exemplo desse tipo de serviço é a plataforma Mercado de Resíduos, que é acoplada ao sistema VG Resíduos. A plataforma utiliza a base de centenas de indústrias que geram e destinam resíduos diariamente para encontrar outras empresas que estejam dispostas a tratar tais resíduos

Como Funciona o Mercado de Resíduos?

Uma vez cadastrada no sistema, a empresa passará a receber ofertas de resíduos que sejam do seu perfil de tratamento à um determinado raio de aceitação de coleta. Ela também poderá fazer ofertas de compras de resíduos obedecendo aos mesmos parâmetros.

Algo importante a se destacar é que as ofertas, tanto de compra quanto de venda, são feitas por meio de leilão confidencial, ou seja, cada empresa faz sua melhor oferta e o sistema seleciona a melhor delas para que o negócio seja realizado.

A VG não participa da negociação, tampouco cobra taxas sobre os resíduos comercializados ou mensalidades para permanência no sistema.

Efetive Parcerias

Uma das melhores maneiras de se garantir a segurança do processo de destinação, é ter parceiros fixos, principalmente no transporte dos resíduos. Tendo em vista que assim, é possível repassar dados da demanda para as empresas parceiras, permitindo que elas planejem sua operação para melhor atender a empresa geradora.

Contudo, o mais interessante em se efetivar parcerias, é a possibilidade de firmar acordos comerciais no intuito de maximizar as receitas e/ou reduzir os custos de destinação e transporte.

Uma vez que as operações das empresas geradora e tratadora estejam sincronizadas, o processo de destinação será muito mais seguro e estável. Além de melhorar o resultado operacional das suas empresas envolvidas.

A importância de se estabelecer múltiplos parceiros

Em muitas empresas a produção de resíduos não é estável ao longo do ano, isso faz com que em determinadas épocas de pico de produção, o volume de resíduos cresça rapidamente, o que forçará a demanda por destinação destes resíduos.

Para que a destinação possa continuar sendo feita regularmente mesmo com a variação na produção, é importante que a empresa tenha vários parceiros, pois assim, a capacidade de destinação sempre será maior que a produção de resíduo, evitando que seja necessária a redução nas receitas oriundas dos resíduos em função da negociação em grandes volumes.

Com a internet, encontrar parceiros ficou mais simples, pois ele está localizado a poucos cliques de distância. É possível encontrar tratadores e transportadores, contudo a pesquisa esporádica acaba não sendo tão efetiva na concretização das parcerias, pois na prática, o processo de destinação continua o mesmo.

Com o advento da plataforma de negociação, como o Mercado de Resíduos, este trabalho fica mais simples, uma vez que a empresa pode fazer muitas ofertas, que serão exibidas para diversos tratadores, permitindo que haja melhor distribuição dos materiais a serem destinados e evitando gargalos na comercialização dos resíduos, tornando a operação da empresa muito mais fluida.

Saiba como encontrar o fornecedor de resíduo ideal para o seu negócio

Muitas empresas estão comprando resíduos que possam ser reprocessados com o objetivo de reduzir as despesas com a aquisição de insumos, enquanto as geradoras de resíduos estão optando por terceirizar o serviço de destinação final.

Todavia, elas têm tido dificuldade em encontrar fornecedores ideais e que cumpram as normas legais para o comércio de resíduos.

Toda empresa que almeja padrões sustentáveis de produção deve cuidar da destinação final dos resíduos da cadeia produtiva.

A chave para manter o êxito nos negócios é o bom relacionamento que o empreendedor deve manter com clientes e fornecedores. Para encontrar o fornecedor ideal é importante se atentar a alguns pontos na hora de escolher seus parceiros de negócio.

Ter clareza na demanda da sua empresa, a sazonalidade e o mercado no qual está inserido são alguns dos temas que devem ser tratados na negociação com fornecedores e que podem influenciar na lucratividade e competitividade da sua empresa.

Dicas para quem deseja encontrar o fornecedor ideal

Para negociar melhor com os fornecedores de resíduos e conseguir negócios mais rentáveis, iremos sugerir algumas dicas. Confira:

1- Pesquise quem fornece o que a sua empresa precisa pelo menor preço, porém observe sempre quais são os fornecedores com maior qualidade. Não é interessante para o seu negócio comprar um resíduo em que antes de ser processado como insumo, seja necessário realizar um tratamento ou que a qualidade não gere vantagens.

Também não é viável contratar um fornecedor que não seja experiente e confiável para o tratamento, transporte e destinação final do seu resíduo.

Crie relacionamentos, negocie, mas não fique preso apenas a uma empresa. É sempre bom ter outras opções na “manga”.

2-Saiba quais são suas necessidades; desde a quantidade de resíduos necessários para o reprocessamento e quantidade de resíduos a serem destinados, até prazos de entrega, coleta, etc.. Confira quais valores a ser pago pelo resíduo a empresa dispõem. É importante estabelecer prazos ao fornecedor e a quantidade de resíduos verificando se conseguirá atender as necessidades da sua empresa.

3- Avalie a qualidade do fornecedor, se cumpri o contrato, se o serviço oferecido é o negociado. O histórico de clientes que já atendeu é uma forma de avaliar a qualidade do serviço do fornecedor.

4- Certifique-se que o fornecedor emite o Certificado de Destinação Final. O CDF é um documento que comprova o tratamento dos resíduos enviados para tratamento. É uma prova importante para possíveis auditorias e para o atendimento ou manutenção da ISO 14001, bem como para a comprovação da preocupação ambiental por parte da empresa.

No post O que é Certificado de Destinação Final? Você encontra informações sobre o CDF, leia mais sobre o assunto!

5. Certifique-se que o fornecedor possui licenças para o transporte, tratamento e comércio de resíduos. No Brasil a resolução 5232da ANTT regulamenta normas para o transporte de resíduos.

O lucro que vem dos resíduos

 

Toda empresa tem como alvo principal o lucro. Sem ganho, investir em outras áreas importantes se torna uma tarefa árdua. No entanto, as empresas parecem fechar os olhos para uma oportunidade de lucrar e, ao mesmo tempo, minimizar as agressões ao meio ambiente.

Além de deixar de gerar uma nova renda, as organizações que não atendem às questões de tratamento de resíduos podem perder mercado uma vez que o gerenciamento de resíduos hoje é parte integrante para manter clientes e conquistar novos.

A Política Nacional de Resíduos institui a responsabilidade das empresas na redução e tratamento de resíduos. Sendo obrigatório por elas cumprir o que a legislação determina.

Mercado de Resíduos

 

O mercado de resíduos permite que geradores possam agregar valor aos seus resíduos ao invés de destiná-los e ainda tendo gastos com essa tarefa. Permite, também, que empresas reduzam suas despesas adquirindo resíduos como matéria prima.

Grupo Verde Ghaia está presente no mercado de resíduos há 17 anos, e desenvolveu uma plataforma de gerenciamento de resíduos. Essa plataforma oferece aos compradores e vendedores a chance de negociar os resíduos obtendo vantagens financeiras com a compra/venda de resíduo.

Através da plataforma sua empresa encontrará o fornecedor ideal, pois oferece comodidade, praticidade e segurança, além de garantia que o fornecedor cumpre as legislações ambientais necessárias.

Pela ferramenta você encontra milhares de empresas de todo o Brasil com o único objetivo: lucrar com resíduos.

Com o Mercado de Resíduos sua empresa gera receita, diminui despesas e evita passivos ambientais ao cumprir a legislação referente à destinação/disposição ambientalmente adequada de resíduos (PNRS).

Vantagens de participar do mercado de resíduos

Participar do Mercado de Resíduos auxilia a sua empresa no cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Em relação aos impactos ambientais a plataforma ajuda a empresa a minimiza-los, uma vez que permitirá a venda ou compra dos resíduos.

A ferramenta permite que empresas aumente sua receita uma vez que reduz o gasto com transporte ou com insumos.

Atualmente o Brasil passa por um período de crise financeira, onde as empresas buscam meios de aumentar sua receita. A venda/compra de resíduos é uma excelente alternativa.

Consultoria em gerenciamento de resíduos

A quantificação de resíduos da geração, movimentação e destinação dos resíduos gerados nas atividades operacionais e administrativas de uma empresa é de extrema importância para a gestão de resíduos.

Esses valores obtidos servem de orientação e acompanhamento para as ações de Produção mais Limpa, assim como possibilitam maior organização e previsibilidade para as atividades das áreas de meio ambiente.

A sua empresa gera diversos resíduos e não sabe a forma correta e ambientalmente adequada para o descarte?  Vocês monitoram o volume de geração e qual a destinação dada a cada tipo de resíduo?

A Verde Ghaia é uma empresa especializada em consultoria. Através da plataforma VG Resíduos é apresentado para sua empresa uma solução prática e funcional que permite à sua empresa realizar a gestão completa do processo, monitorar históricos e tomar decisões estratégicas baseadas em gráficos e relatórios.

Entre em contanto e veja os benefícios de uma consultoria para o gerenciamento de resíduos.

Conheça os tipos de resíduos mais vendidos no mercado

Já não é novidade que o lixo gerado pelas empresas pode ser transformado em lucro. Os resíduos resíduos mais vendidos no mercado atualmente são: plástico, borracha, papéis e materiais eletrônicos (vamos falar mais sobre eles abaixo).

Atualmente existem organizações que têm muito interesse nos resíduos gerados. Esses resíduos podem ser reutilizados como matéria-prima, gerando lucro e aumentando a renda de muitas empresas geradoras. Vamos saber mais?

Tipos de resíduos mais vendidos e suas possíveis destinações

Papéis

venda de resíduos

A reciclagem de papel impede seu acúmulo nos aterros sanitários, gasta menos energia, gera renda e diminui o consumo de recursos naturais como água e madeira.

Primeiramente é realizada a classificação do papel em função da qualidade, origem e presença de matérias toleradas. Por exemplo, papéis com muita tinta (capas de revista e cartões de visita) tem menos valor que os papéis de escritório. Vejamos abaixo:

Papéis usados

São os diferentes tipos de papéis e artefatos de papel descartados pelos usuários finais após sua utilização. É o material oriundo da coleta seletiva do lixo municipal. Esse material pode ser vendido às fábricas de papel reciclado através de parcerias com as cooperativas dos catadores de papel. É caracterizado como pós-consumo.

Impurezas 

São os papéis, cartões e papelão inadequados para utilização em determinada finalidade. São ainda considerados impurezas: metal, corda, vidro, madeira, barbantes, trapos, pedras, areia, clips, plásticos, etc.

Materiais proibitivos

São quaisquer materiais proibitivos cuja presença em quantidade maior que a especificada tornam o fardo em que estão contidos não utilizável para a fabricação específica de determinado tipo de papel.

Entre os materiais proibitivos, podem ser citados:

  • papéis vegetais ou glassine;
  • papel e papelão encerados, parafinados ou betuminados;
  • papel carbono;
  • papel e papelão revestidos ou impregnados com substâncias impermeáveis à água;
  • papel e papelão laminados, tratados ou revestidos com plásticos, betume ou camada metálica;
  • colas a base de resinas sintéticas;
  • fitas adesivas sintéticas.

Plásticos

Podem ainda ser citados alguns poliuretanos (PU) e poliacetato de etileno vinil (EVA) usados em solados de calçados; poliésteres como os utilizados na fabricação de telhas reforçadas com fibra de vidro; fenólicas, utilizadas em revestimento de móveis entre outros. Estes materiais, conquanto não possam mais ser moldados, ainda podem ser utilizados em outras aplicações, tais como, cargas inertes após moagem, podendo ser incorporados em composições de outras peças, como asfalto.

Os termoplásticos, mais largamente utilizados, são materiais que podem ser reprocessados várias vezes pelo mesmo ou por outro processo de transformação. Quando submetidos ao aquecimento com temperaturas adequadas, esses plásticos amolecem, fundem e podem ser novamente moldados.

Como exemplos, podem ser citados, o polietileno de baixa densidade (PEBD); polietileno de alta densidade (PEAD); policloreto de vinila (PVC); poliestereno (PS); polipropileno (PP); polietilenotereftalato (PET); poliamidas (PA) e outros.

Borrachas

O correto a se fazer com pneus e peças de borracha inutilizadas é destiná-las à reciclagem. A borracha utilizada em pneus, por exemplo, pode virar matéria-prima para a confecção de diversos itens automotivos.

Antes do processo de reciclagem, os pneus são submetidos a máquinas especializadas em retirar todo o aço da estrutura. Assim, sobra apenas a parte de borracha, 100% aproveitável. Se este material é jogado no meio ambiente, estima-se que demore cerca de 600 anos para se decompor totalmente.

A reciclagem é feita por meio de fragmentadoras potentes que, com lâminas afiadas, cortam os pedaços de borrachas e pneus em partes bem pequenas, semelhantes a um pó, porém mais grosso.

Em seguida, o material triturado é encaminhado para um processo denominado desvulcanização, em que o produto granulado é posto em autoclaves giratórias para que ocorra a quebra de sequências moleculares e desmineralização e possa ganhar outros formatos. O resultado desses dois processos é uma massa mole e moldável.

Com a borracha reciclada é possível fazer solas de sapatos, chinelos, fibras para roupas, tapetes para automóveis e até uma mistura impermeável para asfaltar e recapear ruas e avenidas. A grande vantagem desse material é que ele é muito resistente e completamente impermeável. Em São Paulo, a Avenida dos Bandeirantes foi toda recapeada com asfalto ecológico feito à base de pneus reciclados.

Materiais eletrônicos

Pilhas, baterias e computadores em desuso não podem ser descartados sem critério porque são tóxicos e trazem riscos à saúde e ao meio ambiente.

A reciclagem de produtos eletrônicos ainda é feito em pequena escala. A maior parte dos metais é exportada para países que detêm a tecnologia para isso. As peças vão para o exterior onde as substâncias tóxicas são separadas e reaproveitadas em novos produtos, como celulares, baterias etc.

Vimos então que os resíduos podem e devem ser reciclados e gerarem lucro para os empresários. Ainda há outros tipos de resíduos que são vendidos, como: metal, vidro, isopor, resíduos da construção civil, tecido e resíduo hospitalar (sim, é possível!).

Conheça outros resíduos com valor no mercado

venda de resíduos

Os biodigestores têm ocupado um espaço relevante no mercado, devido as soluções proporcionadas para tratamento de resíduos orgânicos de diversas origens.

São várias tipologias industriais que tem interesse nos resíduos orgânicos, sendo: agronegócio, indústria alimentícia, biorefinarias, etc.

O princípio básico de funcionamento de um biodigestor consiste no processamento de matéria orgânica para a geração de biofertilizantes e biogás (que pode posteriormente servir como base para a geração de energia térmica ou elétrica).

Não faz muita diferença para o biodigestor a origem da matéria orgânica que pode ser de resíduos ou de cultivos específicos. Deste modo, o biodigestor se relaciona com pelo menos três setores: resíduos sólidos, agronegócio e energia.

Os resíduos orgânicos que funcionam como substratos para um biodigestor podem ser:

  • Resíduos Sólidos Orgânicos Urbanos – RSOU
  • Estação de Tratamento de Esgoto – ETE
  • Resíduos do Agronegócio (frigoríficos, produção agrícola, …)
  • Resíduos orgânicos industriais (Cervejaria, fábricas de arroz, celulose, destilarias, biorefinarias)

Mercado de resíduos

Existem algumas plataformas online onde o empresário pode cadastrar o resíduo gerado pela empresa dele e encontrar compradores interessados no material, gerando receita. Essas plataformas possibilitam a gestão dos resíduos de qualquer empresa, sendo controlado desde a geração até a sua destinação final.

Obviamente, que essa metodologia do mercado de resíduos devem atender à Lei 12.305/10, Política Nacional de Resíduos Sólidos e demais legislações referentes aos resíduos sólidos.

Essas plataformas são um espaço para comprar e vender resíduos do interesse do empresário, contendo uma lista ampla de fornecedores qualificados da região de interesse.

A VG Resíduos é um exemplo de organização que conta com ferramenta de gerenciamento de resíduos. A plataforma utilizada pela VG Resíduos gera valor ao resíduo, pois ele se transforma. É utilizado como matéria prima, sendo aproveitado no processo produtivo de uma outra empresa, e com isso, minimiza os impactos ambientais.

O que é a Economia Circular e como esse conceito pode beneficiar minha empresa?

Aprenda como os princípios da economia circular podem levar a sua empresa se tornar cada vez mais sustentável e lucrativa

Diante do aquecimento global e da constante poluição ao meio ambiente, tanto a sociedade contemporânea quanto o mercado têm se atentado cada vez mais às práticas sustentáveis e de conservação do meio ambiente. Nesse viés o conceito “Economia Circular” tem se tornado mais conhecido e relevante para a redução das agressões ao meio ambiente.

Imagine se ao invés de descartar celulares quebrados, máquinas de lavar louça, eletrodomésticos em desuso, esses itens de uso do dia a dia retornassem ao ciclo e pudessem ser novamente reutilizados? Não apenas aproveitados, mas reinseridos na cadeia de produção? Essa é uma das ideias que fundamentam o conceito de Economia Circular.

Vejamos mais alguns pontos fundamentais para a compreensão do termo.

O que é Economia Circular?

A Economia Circular é um conceito que repensa as práticas econômicas que ambiciona manter produtos, componentes e materiais em circulação tirando proveito do máximo de valor e utilidade entre ciclos técnicos e biológicos. Ela é semelhante a proposta de metodologia conhecida como “cradle to cradle”, traduzida como do berço ao berço.

Para visualizar melhor a proposta da Economia Circular, basta compreender que ela se inspira nos conceitos cíclicos da natureza onde todos os materiais como plantas, água ou alimentos são totalmente reaproveitados pelo meio ambiente. Um dos exemplos é o clico da água, em que nada é perdido ou descartado. A água é utilizada e retorna ao uso, com 100% de reaproveitamento.

A ideia da Economia Circular vai além do conceito dos três “R”s – reduzir, reutilizar e reciclar, isso porque ela reúne, pelo menos na teoria, o modelo sustentável com o ritmo tecnológico e comercial do mundo atual.

Para entender melhor o termo, é preciso saber que a Economia Circular é superior também a ideia que possuímos e praticamos no que diz respeito a reciclagem. O que praticamos hoje é na verdade uma ‘subciclagem’, ou downcycle, de materiais que não foram projetados com o reaproveitamento em mente.

O projeto de economia circular inclui também a criação de sistemas de reparo, reuso e remanufatura, além de uma reciclagem efetiva, em que matérias-primas mantém ou mesmo aumentam seu valor – a definição do termo upcycle, que poderia ser traduzido como uma ‘superciclagem’, em oposição à ‘subciclagem’ atual.

O termo surgiu a partir da união de outros conceitos já existentes como: design regenerativo, economia de performance, cradle to cradle – do berço ao berço, ecologia industrial, biomimética, blue economy e biologia sintética. A junção de tantos termos criados no último século foi com o intuito de desenvolver um modelo estrutural para a regeneração da sociedade.

A economia circular atua em oposição à economia linear, baseada nos processos “extrair – produzir – descartar”. Até então, essa era a prática mais vista e utilizada tanto pelas empresas quanto pela sociedade. O conceito fundamentado no processo circular onde os resíduos são insumos para produção de novos produtos tem se propagado com um interesse para um mundo mais sustentável.

Para entender melhor o conceito da economia circular, veja o gráfico abaixo:

Quando surgiu o conceito de Economia Circular?

Não se sabe ao certo a origem exata da expressão “Economia Circular”. Todavia alguns acadêmicos alegam que o economista britânico Kenneth Boulding é o pai do termo. Isso porque ele publicou um artigo no ano de 1966, “The economics of coming spaceship earth”. Neste texto, Boulding defendia que “o Homem tem de encontrar o seu lugar num sistema ecológico cíclico capaz de reprodução contínua de formas materiais desde que haja o necessário input energético”.

Há também outra linha de pensamento que o termo surgiu na China. Deve-se ao fato do país asiático ter incorporado nos 11º e 12º planos quinquenais como base do futuro crescimento econômico. Certo é que o lugar de destaque dado pelo maior país do mundo à ideia de economia circular contribuiu consideravelmente para a atenção que a “Economia Circular” tem merecido no Ocidente.

Embora não saiba ao certo a origem, é fato que o conceito possui ideias oriundas de diferentes escolas de pensamento e é possível traçar as suas raízes até ao século XVIII e às primeiras teorias econômicas surgidas nessa altura.

Benefícios da adoção da Economia Circular

São claras as vantagens em ter uma economia fundamentada no princípio de Economia Circular, um dos principais benefícios consiste na conservação do meio ambiente e dos recursos naturais. No Brasil há em torno de 190 milhões de pessoas gerando resíduos diariamente. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cada brasileiro produz cerca de um quilo de lixo por dia, ou seja mais de 180 mil toneladas são geradas todos os dias. Tanto resíduo sólido sendo produzido é necessário fazer algo urgente para transformação consciente de todo esse material. A economia circular se dá como uma ótima resposta para esse problema agravante.

Outro ponto importante a ser destacado é que contar com um sistema industrial intencionalmente reparador ou regenerativo, traz benefícios operacionais e estratégicos e um enorme potencial de inovação, geração de empregos e crescimento econômico.

Uma vantagem que vale ser informada é que a partir da Economia Circular o crescimento econômico se dissocia do consumo crescente de novos recursos, possibilitando o aproveitamento inteligente dos recursos que já se encontram em uso no processo produtivo, ou seja evitando novos gastos ou investimentos em produtos.

A economia de gastos das empresas é também outro ponto relevante na adoção desse conceito. Com a reutilização dos produtos, deixa-se de gastar com a aquisição de novos materiais para a produção, além de ganhos que a organização pode obter a partir da venda dos materiais que não são utilizados pela organização, mas talvez possam ser aproveitados por outras empresas.

Há também a valorização da marca perante a sociedade e o mercado, tendo em vista que é muito bem quistas empresas sustentáveis e ecologicamente corretas. Muitas marcas atualmente agregam o conceito de empresa limpa a sua identidade como é o caso da Natura, Mundo Verde, entre outras que somam esse valor como parte do marketing do empreendimento.

Para finalizar, vale lembrar que no Brasil foi aprovado em 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) que visa garantir a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, operação reversa e o acordo setorial. Assim, todos os agentes do ciclo produtivo, os consumidores e os serviços públicos devem minimizar o volume de resíduos sólidos e adotar práticas que assegurem que os produtos sejam reintegrados ao ciclo produtivo.

Nesse sentido para estar de acordo com a legislação brasileira é válido adotar o conceito de Economia Circular na empresa.

Como iniciar a prática da Economia circular no meu negócio?

É importante destacar que para manter o ciclo do produto em total reutilização é necessário que não apenas as empresas, mas todos envolvidos em alguma etapa de vida do produto estejam comprometidos com a Economia Circular. Haja vista que os materiais passam tanto do consumidor para a empresa e por aí se segue. As organizações precisam repensar a maneira como o produto é construído desde o design para que seja possível o ciclo se tornar completo.

Uma forma de adotar medidas inteligente ligadas ao sistema de gestão ambiental é a adoção dos requisitos da ISO 14001, norma criada pela Organização Internacional ISO, reconhecida no mundo inteiro. A ISO 14001 traz uma série de princípios e itens que as empresas devem adotar para melhorar a forma de atuação da empresa com o meio ambiente. A Consultoria Online Verde Ghaia auxilia grandes e pequenas empresas na implantação das normas de gestão, inclusive na ISO 14001 e oferece garantia de 100% na certificação.

Outra estratégia que pode ser utilizada para alcançar o conceito de economia circular é a utilização da ferramenta mercado de resíduos. Criada pela VG Resíduos, o Mercado de Resíduos é uma plataforma online de oferta e busca de resíduos e serviços. Ela cria oportunidades e otimiza a gestão das organizações para melhor aproveitamento e destinação dos resíduos.

A plataforma gera valor transformando o resíduo em insumo que possa ser aproveitado no processo produtivo de outras empresas e, ainda, estimula a destinação correta dos resíduos, minimizando impactos ambientais.

Utilizando-a a empresa terá como vender, trocar e comprar resíduo, além de contratar fornecedores para transporte e tratamento. Tudo isso com facilidade, economia e segurança!

 

 

 

 

Mercado de Resíduos é destaque na imprensa

Ferramenta que auxilia a gestão correta dos resíduos sólidos é divulgada em vários sites brasileiros

O Mercado de Resíduos, plataforma criada e desenvolvida pela VG Resíduos, tem sido destaque em vários jornais e sites brasileiros desde a conquista da empresa do Grupo Verde Ghaia pelo prêmio “100 Open Startups Brasil 2017”. A lista com os 100 negócios mais atraentes para o mercado foi divulgada pelo site Valor Econômico no mês de abril. A VG Resíduos ocupou o terceiro lugar em um ranking que obteve a participação de três mil empresas distribuídas em 24 estados brasileiros.

Após o anúncio da premiação, a VG Resíduos foi destaque no jornal o Tempo com a notícia “Capital mineira tem 22 startups entre as cem mais promissoras” A matéria abordou o crescimento da empresa nos últimos meses e a funcionalidade da ferramenta Mercado de Resíduos. Já  jornal Diário do Comércio divulgou a notícia “VG Resíduos prevê crescimento de 400%” abordando os principais pontos fortes da empresa para o crescimento seguro e inteligente.

Durante o artigo, foi entrevistado o empresário Guilherme Arruda, um dos diretores da startup, sobre a importância da ferramenta em um cenário atual, onde as organizações têm produzido uma quantia exorbitante de resíduos com clara necessidade de orientação a respeito da destinação correta dos materiais.

Outras matérias também foram publicadas pelo site infonegócios com o título “Startup VG Resíduos transforma prejuízo em receita” e recentemente pelo portal DRAFT, com uma abordagem completa e precisa sobre a questão dos resíduos.

Para você compreender melhor o tema e a relevância da ferramenta produzida pela Verde Ghaia referente a destinação dos resíduos, divulgamos abaixo matéria na íntegra publicada pelo site “DRAFT”. Confira:

 Como a startup VG lucra ao unir gestão ambiental e um marketplace para resíduos industriais

Quase todos os produtos que você usa geram, ao ser manufaturados, algum resíduo sólido — que pode ser ou não reaproveitado. A maioria das empresas, no entanto, não só não sabe o que fazer com este material como ainda perde dinheiro com isso. Foi para resolver este problema, que a startup VG Resíduos surgiu, oferecendo ao mercado um software online para gerenciamento desses resíduos (que podem ser fibra de papel, sucata de metal, entulho, baterias, restos de lâmpadas etc). A plataforma funciona como um marketplace em que o principal produto negociado são essas sobras de produção.

A VG foi fundada no ano passado como uma spin-off (empresa derivada de outro empreendimento) do Grupo Verde Ghaia, que há 18 anos faz monitoramento em tempo real de requisitos legais para tomadas de decisões corporativas. O investimento inicial na VG foi de 700 mil reais.  Guilherme Arruda, 33, CEO da startup, conta que foi o presidente do Grupo, Deivison Pedroza, que notou essa necessidade de gerenciamento de resíduos ao perceber que diversas empresas não conseguiam fazer a gestão disso. Havia, portanto, um mercado.

Guilherme é engenheiro de controle e automação e foi chamado para ajudar a estruturar a startup. O principal produto da VG é um software, capaz de fazer a gestão diária das sobras de produção, e uma ferramenta para vendê-las ou comprá-las no chamado “mercado de resíduos”. Ele conta que um grande problema das empresas hoje no Brasil é o que fazer com as sobras de produção:

“As empresas pagam caro para levar materiais para aterros sem reaproveitar quase nada. Nosso diferencial é juntar o gerenciamento com o mercado de resíduos”

Por ser cria de um player maior deste mercado, em menos de um ano de operação a VG já tem 209 clientes usando o software de gestão e outros 359 cadastrados como tratadores (nome dado a empresas que compram os materiais). Por este desempenho, a VG foi classificada, em 2017, em terceiro lugar geral no Brasil no Ranking 100 Open Startups, plataforma internacional que conecta startups a grandes empresas.

SURFANDO A ONDA DOS NOSSOS TEMPOS

Guilherme admite que seu negócio é beneficiado pela “onda sustentável”. No país, essa preocupação deixou de ser sonho de ativistas ambientais quando o governo federal tornou lei a Política Nacional de Resíduos Sólidos, em 2010, que define que o gerador do resíduo é também responsável por ele até o final da cadeia.

“Na prática, o gerador precisa garantir que a sobra da produção tenha uma destinação correta ambiental, caso contrário a responsabilidade por danos cairá sobre ele de qualquer forma”, diz Guilherme, e prossegue: “Não adianta contratar o Zé da esquina para levar embora o material porque na hora que acontecer um problema quem vai ser responsabilizado é o gerador”. Há, também, o fator financeiro, pois mesmo quando o excedente de produção é vendido há um custo, seja de desperdício, de estocagem ou logística para transporte:

“Além do impacto ambiental é dinheiro que estamos falando. Se a empresa gerar menos vai economizar também”

A legislação entrou em vigor em 2014 e também exige que os tratadores de resíduos obedeçam a regras ambientais. Por esta razão, um dos produtos que a VG oferece é uma espécie de selo para validar o comprador. Na prática, o software de gestão de resíduos abrange desde a geração até a destinação: controla qual o resíduo e quantidade que foi gerada, os períodos e as formas como foi destinado. O programa gera também automaticamente alguns documentos que são necessários no processo (por exemplo, para transportar o resíduo é preciso um manifesto de transporte e um certificado de destinação final).

A VG faz a gestão de 4 mil toneladas de resíduos por mês. Parece muito, mas o potencial do mercado é bem maior.

A VG faz a gestão de 4 mil toneladas de resíduos por mês (na foto, sobras de cobre). Parece muito, mas o potencial do mercado é bem maior.

O software funciona online, desktop e mobile. O usuário informa a quantidade gerada do resíduo e a data. Na destinação, informa a quantidade, quem vai realizar o transporte e o tipo de tratamento. Se houve receita, informa também o valor. Com isso, automaticamente são gerados os relatórios para os órgãos ambientais. Algumas empresas, dependendo do ramo de atividade, que são obrigadas a informar anualmente tudo o que geraram (o inventário da resolução CONAMA Nº 313/2002).

Atualmente, a VG faz a gestão de 4 mil toneladas de resíduos sólidos por mês, além de 86 mil litros (geralmente resíduos de efluentes), 34 mil m³ (de entulho, principalmente caçambas de construção civil) e 6,9 mil unidades de lâmpadas e baterias.

TIRAR O BODE DA SALA

Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), o Brasil produz em média 387 quilos de resíduos por habitante por ano — isso dá 78,6 milhões de toneladas (dados de 2014). Guilherme afirma que essa imensidão de resíduos chega a ser um risco para muitas empresas porque, além da gestão ser complexa, a destinação correta e a venda não são fáceis de acontecer em muitos locais, o que pode acarretar danos ambientais e multas.

“Ainda não é tão comum as empresas venderem seus resíduos, muito por não existirem tantas comprando nas proximidades, então o custo de transporte fica alto e pode inviabilizar o negócio. Ajudamos nisso ao deixar as geradoras e tratadoras mais próximas”, conta.

Por exemplo, um resíduo perigoso, com material contaminado, em alguns casos pode ser usado como combustível em fornos de cimento. Mas a cimenteira tem de gerar um certificado de destinação do resíduo para resguardar o gerador de que foi realizado um tratamento correto. Este documento é exigido até em sobras de produção mais comuns, como de plásticos, fibra de papel, sucata de metais ferrosos e pallets. É aí que a ferramenta da VG Resíduos entra ao filtrar empresas tratadoras que possuam licenças, validades, habilitação dos motoristas, certificados INMETRO dos veículos e validade dos documentos no processo.

E, na hora da venda, o software é similar a um marketplace, no qual as empresas geradoras deixam a descrição de seus resíduos, com componentes, datas de geração, peso e fotos. Aí depois podem combinar preços com os tratadores. Atuando como gestora de resíduos, o modelo de negócio da VG vem de uma mensalidade cobrada dos geradores, de 680 reais por unidade física.

Já no mercado de resíduos, é cobrada uma taxa dos tratadores e geradores que queiram ter destaque nas suas ofertas. “É bem parecido com um site de buscas, com anúncios patrocinados para aparecer na frente”, diz Guilherme. O pagamento por este anúncio mais bem colocado varia de acordo com o porte da empresa e a quantidade de resíduo, mas inicia em 50 reais. A meta da startup é faturar 600 mil reais este ano.

UM MERCADO COM POTENCIAL, MAS MUITAS BARREIRAS

Guilherme sempre cita um dado do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) para mostrar seu potencial de negócios: o Brasil poderia economizar cerca de 8 bilhões de reais por ano se reciclasse todos os resíduos. Mas hoje só 3% são destinados à reciclagem.

Apesar do potencial, na realidade ele conta que não é tão fácil conseguir novos clientes. No gerenciamento de resíduos, diz, ainda há uma barreira interna nas próprias empresas. “Muitas companhias ainda fazem isso em planilhas, há uma equipe ou alguém que cuida disso manualmente. Algumas pessoas acham que podem ser substituídas pelo software, o que pode gerar até um boicote à ferramenta”, diz.

Acima, foto da plataforma da VG: simples e funcional. Ainda assim ela encontra resistência, pois algumas empresas relutam em aderir à tecnologia.

Já no mercado de resíduos há um problema da credibilidade da empresa que vai tratar o material. “Como o gerador é responsável até a destinação é muito importante que os tratadores consigam demonstrar sua credibilidade, sem isso muitos negócios não são feitos”, conta. A forma de vencer isso tem sido mostrar os benefícios da VG bem didaticamente. “Em toda empresa fazemos uma conferência para mostrar o software, as funcionalidades, para que usar, quais os benefícios. É um trabalho de convencimento.”

Também foi necessário fazer adaptações para atender exigências inesperadas. Uma delas, diz Guilherme, é um receio das empresas em publicar quais resíduos estão gerando, por questões estratégicas. A solução foi dar uma de Tinder: “Permitimos que a empresa oculte seu nome na apresentação no mercado de resíduos. Só se ocorrer um match na busca, os nomes aparecem para as partes conversarem”.

Outra dificuldade surgiu em relação a alguns documentos gerados no sistema, como o manifesto de transporte. “O caminhão de resíduo só sai da garagem com o manifesto. Ocorreu um caso em que o sistema saiu do ar e o cliente reclamou que o caminhão estava parado. A  solução foi aumentar a capacidade do servidor na nuvem e do número de acessos para evitar isso”, diz.

Ele considera este, ou o dos matchs, ajustes só possíveis de fazer conforme vai entendendo o mercado. Fora isso, enumera, é essencial mostrar que as empresas podem diminuir seus custos e riscos em questão de multas e diminuir os impactos ambientais de suas atividades. E finaliza: “É uma prevenção de danos para as empresas e para a sociedade como um todo, para o lugar em que a gente vive”.

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