Cinco dicas para instituir a logística reversa de lâmpadas fluorescentes

logística reversa de lâmpadas fluorescentes

Dicas para implantar o sistema de logística reversa de lâmpadas fluorescentes colabora para que o meio ambiente seja poupado, diminuindo a poluição e os problemas causados pelo descarte incorreto das lâmpadas descartadas. Além disso, significa um importante diferencial competitivo para a empresa, além de ser uma obrigação legal conforme a lei 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos

A logística reversa de lâmpadas fluorescentes é um processo que planeja, opera e controla o fluxo e as informações logísticas referentes ao retorno das lâmpadas após o consumo. Conforme acordo setorial, ficam fora lâmpadas do tipo LED, incandescentes e halógenas e lâmpadas que não possuem mercúrio em sua composição. Confira!

Saiba a diferença entre coleta seletiva e logística reversa.

Logística reversa de lâmpadas fluorescentes

logística reversa de lâmpadas fluorescentes

O processo de logística reversa de lâmpadas fluorescentes inclui o gerenciamento das seguintes etapas: coleta, armazenagem, manuseio e movimentação no gerador e na indústria de reciclagem.

Esse gerenciamento pode ser realizado e monitorado através de softwares de gestão de resíduos. Através do software de gerenciamento de resíduos da VG Resíduos a empresa otimiza o processo de logística reversa de lâmpadas fluorescentes e ganha tempo. Além disso, o software gera relatórios ambientais com facilidade e documentos de uso diário.

É possível implantar o sistema por meio de contratação de transportadoras, criação de centros de coletas de resíduos, parcerias com recicladoras, cooperativas e unidades gestoras de resíduos. Além de criação de um ponto de coleta para que o consumidor comum saiba onde deve levar as lâmpadas usadas para o descarte.

logística reversa de lâmpadas fluorescentes

Confira cinco dicas para instituir a logística reversa de lâmpadas fluorescentes:

1ª: Estabeleça uma política de devoluções e trocas

logística reversa de lâmpadas fluorescentes

Para que logística reversa de lâmpadas fluorescente funcione corretamente a empresa pode estabelecer uma política de devoluções e trocas. Com essa política a empresa facilitará a destinação ambiental correta do resíduo. E também, facilitará o entendimento de como os fornecedores, lojistas e etc. procederão para entregar as lâmpadas fluorescentes usadas.

É importante que nessa política sejam definidos o passo a passo para que a devolução e troca sejam seguidas corretamente. Sem o passo a passo definido, toda vez que for retornar as lâmpadas fluorescentes descartadas através da logística reversa podem surgir dúvidas correndo o risco de o procedimento ser realizado de forma aleatória.

Soluções de logística reversa: qual a melhor para a minha empresa?

2ª: Defina como realizar o manejo

A segunda dica esta diretamente relacionada à política de devolução e troca.

Na política devem estar definida dica de manejo a fim de evitar acidentes que possam causar à contaminação do meio ambiente e riscos a saúde do homem.

As lâmpadas fluorescentes devem ser colocadas, na posição vertical e dentro das embalagens originais quando possível. Caso não seja possível, deverá ser acondicionada utilizando materiais como: papelão, papel ou jornal e fitas autocolantes. Os materiais utilizados para embalar as lâmpadas usadas devem garantir a proteção contra choques mecânicos.

Após estarem embaladas as lâmpadas devem ser colocadas em recipiente portátil ou caixa para o transporte até as empresas de reciclagem licenciadas pelos órgãos ambientais.

Já as lâmpadas quebradas devem ser acondicionadas separadamente das demais lâmpadas. E, em herméticos, como tambores de aço devidamente vedados para evitar a contaminação pelas substâncias perigosas das lâmpadas.

Saiba como a coleta seletiva contribui para a logística reversa.

3ª: Envolva equipe

logística reversa de lâmpadas fluorescentes

A política de troca e devolução ajuda a informar parceiros sobre como proceder para devolver as lâmpadas fluorescentes usadas. Porém, se a equipe da empresa não estiver envolvida o sistema de logística reversa de lâmpadas fluorescentes não funcionará.

É necessário que toda a equipe tenha recebido orientação quanto aos procedimentos para instituir a logística reversa de lâmpadas fluorescentes.

O ideal é que as equipes dos setores que lidam diretamente como o processo de logística reversa sejam devidamente orientadas, tais como: setor comercial; de atendimento ao cliente; de produção; e logístico.

Saiba por que minha empresa precisa do Sistema de Logística de Resíduos.

4ª: Crie um canal de atendimento

Para que a política de troca e devolução da logística reversa de lâmpadas fluorescentes funcione adequadamente a empresa deve também disponibilizar um canal de atendimento ao cliente.

Nesse canal serão disponibilizadas informações importantes para se realizar o processo de logística reversa. O atendimento pode ser realizado por um colaborador que explicará os passos em menos tempo.

Um dos maiores desafio da logística reversa das lâmpadas fluorescente é a conscientização da sociedade na questão da educação ambiental. Muitos não têm orientação para o coreto descarte das lâmpadas usadas. Na maioria das vezes, esses resíduos são destinados aos aterros. Por isso, é importante que a empresa tenha esse canal para orientação na correta destinação das lâmpadas fluorescentes usadas.

Saiba os desafios da logística reversa.

5ª: Tratamento das lâmpadas fluorescentes

logística reversa de lâmpadas fluorescentes

As empresas geradoras devem procurar por outras organizações especializadas para realizar o descarte das lâmpadas. Essas tratadoras realizam o tratamento das lâmpadas através da reciclagem e neutralização dos seus riscos. Porém este serviço envolve um custo para a geradora. Ainda no Brasil, o custo para se reciclar lâmpadas fluorescentes é de responsabilidade do gerador de resíduos.

logística reversa de lâmpadas fluorescentes

Através da plataforma Mercado de Resíduos da VG Resíduos, é possível encontrar empresas especializadas e licenciadas para esse tipo de serviço. Além disso, a empresa consegue negociar o serviço e realizar uma busca em um mesmo canal de vários tratadores.

Diante disso, conclui-se que a logística reversa de lâmpadas fluorescentes deve ser vista como uma grande alternativa para o reaproveitamento dos resíduos em um novo ciclo de vida. A logística reversa impede o aumento da poluição e da extração continuadas de recursos naturais que, em sua grande maioria, já se encontram em extinção. Além de evitar danos à natureza e a saúde do homem.

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Mas quer se aprofundar um pouco mais a respeito? Leia outro artigo do nosso blog: Sete bons motivos para incluir a logística reversa de resíduos

logística reversa de lâmpadas fluorescentes

 

 

 

Qual é o tempo de vida útil ideal de um aterro sanitário?

aterro sanitário

O aterro sanitário é o local de destino final de resíduos sólidos gerados em residências, indústrias, hospitais, construções e outros. É a forma mais comum de destinação desses resíduos não reaproveitáveis, mas o aterro sanitário tem uma vida útil limitada. Esse tempo máximo de uso do aterro sanitário é algo sério deve ser respeitado pelo tratador.

A opção pelos aterros sanitários pode ser vantajosa, conforme aponta este estudo. É uma solução de engenharia de baixo custo operacional, se comparado às alternativas existentes, e amplamente conhecida. Porém, podem trazer também transtornos, como a geração de odores e a possibilidade de emissão de gases de efeito estufa. Pode ocorrer, ainda, a resistência das comunidades de seu entorno.

O aterro sanitário deve ser construído e mantido segundo as normas e leis vigentes, do contrário pode haver sanções. É preciso atentar para a construção do local, os benefícios do negócio e as diretrizes legais para o seu funcionamento. Outro ponto fundamental é entender qual a vida útil ideal de um aterro sanitário. Esses são alguns dos temas abordados a seguir. Acompanhe!

Leia também: Porque aplicar a política dos 5R´s para reduzir a geração de resíduos?

Saiba como construir o aterro sanitário

aterro sanitário

Para o funcionamento de um aterro sanitário não basta um terreno grande e vazio de depósito de camadas de lixo. Sua operação é bem mais complexa do que parece a princípio. O primeiro passo é selecionar o local ideal do aterro e ter um estudo de impacto ambiental. Todo projeto de aterro sanitário deve seguir as diretrizes da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Descumpri-las pode resultar em punição.

A base para a construção do aterro inclui algumas etapas:

  • escavação: o aterro começa com a escavação de um grande buraco. Mas, antes dessa fase, o solo é perfurado até o lençol freático para verificar se não é arenoso demais. Também se calcula o limite da escavação, pois o fundo não pode ficar a menos de 2 metros do lençol;
  • impermeabilização: a terra do fundo do buraco é, então, compactada por tratores. Sobre o solo compactado é colocada uma espécie de manta de polietileno e, sobre ela, uma camada de brita. Nessa camada passarão os líquidos e gases liberados pelos resíduos. A cada 5 metros de resíduos é feita uma camada de impermeabilização;
  • vegetação: plantação de um cinturão verde no entorno do aterro

Veja como funciona o aterro sanitário

aterro sanitário

Um dos objetivos principais do aterro sanitário é confinar os resíduos e reduzi-los ao menor volume possível. Também é necessário que o local seja ambientalmente correto, com tratamento dos resíduos tóxicos. Por isso, o funcionamento do aterro sanitário exige, além da preparação do terreno:

  • obras de drenagem para captação e tratamento do chorume ou percolado. Trata-se de um resíduo líquido, com grandes concentrações de metais pesados e substâncias tóxicas. Para drená-lo a cada 20 metros devem ser instaladas calhas de concreto, que levarão;
  • separação dos resíduos de acordo com suas características, pesagem (para acompanhamento da quantidade de suporte do aterro) e disposição separadamente;
  • monitoramento  das áreas do aterro. Medida necessária para se detectar quando um setor atingiu sua capacidade de disposição.  Quando chega ao tempo de uso máximo, cada área deve ser coberta com vegetação, recuperando a paisagem.

Saiba mais: Como implementar a produção mais limpa na minha empresa?

Entenda as vantagens do aterro sanitário

aterro sanitário

Desde que seus operadores cumpram as leis ambientais, os aterros sanitários podem ser vantajosos. Os locais podem ser, por exemplo, a solução para o excesso de resíduos sólidos gerados nas grandes cidades.

 

Outro benefício é que dos aterros sanitários podem surgir soluções ecoefientes, como a produção do biogás. Trata-se de fonte de energia renovável, que pode ser produzida com a drenagem dos gases dos aterros, como o metano. Por meio da combustão em um equipamento chamado biodigestor anaeróbico, obtém-se o biogás. Essa fonte de energia pode substituir o petróleo, evitando o gás metano na atmosfera e o risco de aquecimento global.

Confira: Quais leis influenciam o tratamento de resíduos e o seu negócio?

Conheça as normas válidas para os aterros

aterro sanitário

A Lei nº 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), defende a diminuição da geração de resíduos. Deve haver um esforço conjunto de cidadãos, empresas e poder público para reduzir o volume de resíduos gerados. Em primeiro lugar, diz a lei, deve-se investir em coleta seletiva, reciclagem e o reaproveitamento de resíduos.

Para os aterros sanitários, segundo a legislação vigente, devem ir apenas os rejeitos que não puderem passar pelas soluções acima. Quando os resíduos são destinados aos aterros, esses devem ter sido criados segundo as normas técnicas da ABNT. Além disso, os operadores dos aterros devem investir em tecnologias para diminuir danos ambientais e criar soluções como a do biogás.

A lei assinala que os aterros só podem funcionar se estiverem licenciados por órgão competente. Em caso de descumprimento das leis, os operadores de aterros sanitários podem ser multados e o local interditado.

A PNRS também determinava que lixões, ainda muito comuns nas cidades brasileiras, deveriam ser extintos até 2014. Mas, apesar dos riscos aos indivíduos e a natureza , os lixões podem ser encerrados entre 2018 e 2021.

Para evitar sanções, uma medida acertada é contar com uma consultoria que irá apontar os procedimentos exatos a serem seguidos. Empresas como a Verde Ghaia têm expertise no assunto e podem ser aliadas para que aterros sanitários cumpram as leis.

Aterro sanitário tem tempo máximo de operação

aterro sanitário

Normalmente, a vida útil ideal de um aterro sanitário é 10 anos, mas alguns não chegam a durar esse tempo. Quando o aterro esgota sua capacidade, é preciso fechá-lo e providenciar medidas como o reflorestamento, para diminuir os impactos ambientais.

Mesmo depois de encerradas as operações, gás e chorume continuam sendo gerados por pelo menos 15 anos. Sendo assim, não se recomenda que o terreno seja usado, por exemplo, para construções.

Mesmo sendo a destinação mais comum das sobras não reaproveitáveis, o aterro sanitário tem uma vida útil limitada. Esse tempo máximo de uso do aterro é um prazo importante e deve ser respeitado pelo tratador.

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Se quiser aprofundar mais sobre o assunto leia este outro artigo do blog: Saiba a diferença entre reciclagem primária, secundária e terciária

 

 

 

 

Como estabelecer objetivos e metas na gestão dos resíduos?

A gestão de resíduos sólidos constitui um conjunto de procedimentos de planejamento e implementações com o objetivo de minimizar a produção de resíduos e proporcionar aos resíduos gerados, uma coleta adequada, armazenamento, tratamento, transporte e destinação final de forma adequada, visando a preservação da saúde pública e a qualidade do meio ambiente.

Metas na gestão dos resíduos sólidos

A empresa deverá definir em primeiro lugar as estratégias, e depois as metas e seus recursos necessários para implantar o Programa de gestão de resíduos sólidos.

Nos Programas deverão ter as metas definidas de forma quantitativa. Para fazer uma boa gestão de metas, deve-se:

– planejar: criando metas atingíveis e que estimulem as equipes de trabalho, devendo: ser metas específicas, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e com tempo definido.

– implementar: O gestor deve informar sobre as metas e tirar todas as dúvidas para que os trabalhos sejam realizados de forma eficaz.

– acompanhar: deverá acompanhar o desempenho de todos os envolvidos, e dar um feedback constante, para ter melhoria continua do desempenho e garantir o sucesso da tarefa.

Definição de objetivos

As definições dos objetivos da Gestão dos resíduos sólidos dependem da política, visão e diretrizes da empresa, sempre com o foco: eficiência organizacional e na busca da melhoria do desempenho ambiental.

A gestão dos resíduos sólidos tem como objetivo principal: reduzir o consumo de recursos naturais e geração de resíduos, e assim evitar problemas com multas ambientais ou inadimplência legal, preconizando o respeito a toda legislação vigente.

A ISO 14001 ajuda muito na questão ambiental, e um dos objetivos oriundos da norma é a questão dos resíduos sólidos. Os objetivos da norma podem ser alcançados através da gestão ambiental, a saber:

  • Gerir as tarefas da empresa no que diz respeito a políticas, diretrizes e programas relacionados ao meio ambiente e externo da companhia;
  • Manter, em geral, em conjunto com a área de segurança do trabalho, a saúde dos trabalhadores;
  • Produzir, com a colaboração de toda a cúpula dirigente e os trabalhadores, produtos ou serviços ambientalmente compatíveis;
  • Colaborar com setores econômicos, a comunidade e com os órgãos ambientais para que sejam desenvolvidos e adotados processos produtivos que evitem ou minimizem agressões ao meio ambiente.

Importância da gestão dos resíduos sólidos

Para as empresas, a gestão dos resíduos sólidos é uma forma de aumentar a produtividade, reduzir custos e ampliar oportunidades de negócios.

Há vários benefícios em aderir à gestão de resíduos sólidos, um deles é aumentar a produtividade: e assim, aumentar os lucros, pois consumirá menos energia, além de produzir novos materiais como matéria-prima. Além disso a eficiente gestão de resíduos torna a empresa mais valorizada e com maior credibilidade no mercado, podendo assim, ampliar sua rede de clientes.

Dicas para elaboração dos objetivos e metas da GRS

Os objetivos e metas da gestão de resíduos sólidos devem estar em acordo com a política ambiental da empresa. É bom que sejam considerados a revisão ambiental, os aspectos e impactos ambientais.

Para determinar os objetivos e metas deverão ser considerados os seguintes pontos:

  • Objetivos e metas devem ser associados à relevância dos aspectos ambientais da empresa. Os objetivos precisam ser coerentes e determinantes para sustentarem a questão ambiental da empresa;
  • Instituir objetivos e metas viáveis, claros e mensuráveis, para que proporcione a minimização dos impactos, leve à melhoria geral dos sistemas, atenda aos requisitos legais e normativos.

Para estabelecer os objetivos e metas deve-se estar de acordo com o planejamento, estabelecendo-se uma escala de prioridades.

  • As metas devem ser quantificáveis, para que possam ser mensuráveis.
  • Também devem ter horizontes temporais, como: metas em curto prazo, médio prazo e longo prazo.

Para ajudar a estabelecer suas metas, pode-se relacionar aos problemas e desafios que a empresa enfrenta, com o objetivo de ajudar a solucionar ou mitigar esses problemas identificados.

Cada programa dentro da Gestão dos resíduos sólidos deverão também ter estimados os prazos e investimentos necessários para a sua implantação.

É importante lembrar também de incluir o cumprimento das normas e condicionantes na questão dos resíduos sólidos.

Roteiro para elaborar a Gestão dos Resíduos Sólidos

Uma forma de alcançar os objetivos ambientais e quantifica-los é através dos indicadores de desempenho ambiental. O monitoramento de indicadores de desempenho é um princípio fundamental da gestão ambiental, pois a medição permite controlar o processo e seguir no caminho da melhoria contínua.

A seguir um bom exemplo para elaborar um bom Plano de Gestão de Resíduos Sólidos:

1 – Introdução

2 – Objetivos

3 – Diagnóstico e plano de ação do PGR

3.1 – Panorama dos resíduos sólidos

3.2 – Levantamento das atividades geradoras dos resíduos sólidos

3.3 – situação dos resíduos

3.4 – áreas favoráveis para a destinação ambientalmente correta dos resíduos sólidos

4 – metas, programas e ações para a gestão dos resíduos sólidos

5 – investimentos necessários e fontes de recursos financeiros

6 – monitoramento, acompanhamento, controle e avaliação do Plano de Gestão de Resíduos Sólidos

7 – Realização de auditorias com certa frequência

8 – Registros ambientais e das melhorias a serem realizadas

O procedimento de avaliação do desempenho ambiental da GRS é muito importante. É um processo para medir, analisar, estimar e descrever o desempenho ambiental da sua organização.

A implantação da ISO 14001, Sistema de Gestão Ambiental irá ajudar muito na gestão dos resíduos sólidos da sua empresa, no acompanhamento e melhoria da Gestão de Resíduos Sólidos.

A nova versão da ISO 14001 saiu no final de 2015. A Verde Ghaia já está preparada para te dar todo suporte e assistência para a implantação e atualização da Certificação ISO 14001 2015.

A ISO 14001 traz soluções para manter empresa dentro das legislações referentes ao campo de atuação da empresa, oferecendo um eficiente Sistema de Gestão Ambiental, e consequentemente a Gestão dos Resíduos Sólidos.

Entre em contato com os consultores da Verde Ghaia e inicie sua Certificação já! Conheça também a plataforma para Gerenciamento de resíduos.

Caso sua empresa precise gerenciar os resíduos sólidos que ela produz, mas você ainda não sabe a maneira correta de iniciar o processo, entre em contato com a VG Resíduos, empresa do Grupo Verde Ghaia, pelo telefone (31) 2127-9137.

Gestão de resíduos em plataformas marítimas

Segundo estudo realizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) cerca de 54,3% dos resíduos sólidos produzidos em plataformas marítimas em alto mar são considerados perigosos.

As atividades de pesquisa sísmica marítima, perfuração de poços, produção e escoamento de petróleo e gás natural em águas brasileiras foram as principais responsáveis pela geração de aproximadamente 44.437 toneladas de resíduos sólidos.

Do total de resíduos sólidos gerados, 54,3% são resíduos Classe I (perigosos), o que indica a urgência na implementação da gestão de resíduos em plataformas marítimas.

A norma brasileira ABNT NBR 10.004/2004 classifica os resíduos de acordo com sua origem e/ou potencial de periculosidade da seguinte forma:

Classe I – Resíduos Perigosos

Aqueles que em função de sua periculosidade, podem causar danos à saúde e ao ambiente;

Classe II – Não perigosos,

São subdivididos em duas classes, sendo elas:

Classe IIA – Não inerte

Possuem características de solubilidade, podendo causar alterações em contato com água;

Classe IIB – Inerte

Não solúvel em água;

A atividade de exploração e produção marítima cresceu substancialmente no Brasil nos últimos 20 anos. Em função da abertura do mercado interno a empresas estrangeiras e principalmente pela descoberta do pré-sal.

A extração de petróleo e gás em alto mar tornou-se uma atividade comum no litoral brasileiro, demandando atenção e controle, devido ao significativo impacto ambiental gerado. Em função disso, seu licenciamento exige o estabelecimento de programas ambientais de controle da poluição (destaca-se que o licenciamento se dá na esfera Federal) que tem como objetivo:

  • O controle de despejo de efluentes,
  • O controle das emissões de gases e
  • A gestão dos resíduos

Licenciamento ambiental dos empreendimentos marítimos

 

A Coordenação Geral de Petróleo e Gás (CGPEG) da Diretoria de Licenciamento Ambiental (DILIC) do IBAMA realizou a padronização de procedimentos de análise de estudos e relatórios ambientais, aprimorando o acompanhamento da implementação das medidas mitigadoras dos impactos ambientais, no âmbito da concessão das licenças de plataformas marítimas.

Chegando ao estabelecimento da Nota Técnica CGPEG/DILIC/IBAMA n° 08/08, intitulada

“Projeto de Controle da Poluição: Diretrizes para apresentação, implementação e elaboração de relatórios, nos processos de licenciamento ambiental dos empreendimentos marítimos de exploração e produção de petróleo e gás”; que após revisão foi substituída pela Nota Técnica CGPEG/DILIC/IBAMA n° 01/2011 (com mesmo título da nota anterior).

Essa Nota Técnica estabelece que o empreendedor reporte os quantitativos dos resíduos gerados, armazenados e destinados, destacando ainda as formas de tratamento e disposição utilizadas. Exigindo, também, a definição de metas quantitativas para a redução na geração dos resíduos.

No escopo destinado ao gerenciamento de resíduos, a nota define que as informações deverão ser reportadas em forma de relatório ao IBAMA.

Os relatórios ambientais deverão conter indicadores, além de obedecer às definições especificas quanto à localização geográfica.

A CGPEG adotou uma divisão da costa brasileira em 10 Regiões com a finalidade de avaliar o impacto sinérgico e cumulativo da poluição sobre cada uma das Regiões ao longo do tempo.

A partir da divisão regional marítima, as empresas encaminham as informações consolidadas de todos os empreendimentos por região, de acordo com a periodicidade estabelecida na Nota Técnica e em função de cada tipo de atividade, sendo elas:

  • Sísmica
  • Perfuração e
  • Produção e Escoamento

De um modo geral, tanto as atividades sísmicas, quanto a perfuração de poços, produção e escoamento de petróleo e gás natural apresentam o potencial para geração de resíduos sólidos, ainda que em escalas e tipologias diferentes.

Gerenciamento de resíduos marítimos

A gestão dos resíduos voltada ao atendimento das regulamentações exige a elaboração de indicadores ambientais, que possibilitem acompanhar e gerenciar continuamente os valores a serem reportados, e principalmente, avaliar os percentuais relacionados às metas definidas pelo empreendedor.

Atender essas metas exige a adoção de ferramentas de ultima geração como um software de gestão de resíduos, consultorias e acompanhamento de empresas especializadas, que irão auxiliar na implementação e operação de um rigoroso sistema de gestão ambiental.

A identificação dos tipos de resíduos gerados, bem como dos respectivos quantitativos e principalmente das unidades geradoras no sistema é fundamental.

As plataformas marítimas podem ser classificadas da seguinte forma:

  1. Unidade Marítima

Unidade licenciada para as atividades de exploração e/ou produção de petróleo e gás. Comumente, nas atividades de perfuração, são utilizadas plataformas flutuantes semissubmersíveis ou navios-sondas. A perfuração é a etapa do processo em que é gerado o maior quantitativo de resíduos, principalmente os considerados perigosos.

Os resíduos gerados nas unidades são registrados por tipologia, através de um formulário próprio para o transporte marítimo de resíduos, depois transferidos para a embarcação de apoio.

  1. Embarcações de apoio:

São utilizados na logística de envio e recebimento de materiais para as unidades marítimas, como também no transporte dos resíduos gerados nas unidades. São Barcos rebocadores dedicados às atividades de exploração, produção e escoamento.

Também são gerados resíduos, de forma que devem obedecer à mesma sistemática adotada pelas unidades marítimas para fins de gestão dos resíduos.

  1. Base de apoio terrestre:

Consiste na instalação portuária destinada ao suporte logístico das atividades. É neste local onde é realizado o desembarque dos resíduos gerados pelas unidades marítimas e embarcações de apoio.

A base de apoio terrestre também é utilizada como local para o armazenamento de produtos químicos utilizados nas atividades de perfuração, bem como no suporte às operações de limpeza dos compartimentos das embarcações empregados para o transporte de produtos químicos, e no transporte dos resíduos líquidos ou pastosos.

É na base de apoio terrestre que os resíduos são desembarcados, pesados e encaminhados para tratamento e/ou disposição final.

Identificação e Classificação dos Resíduos produzidos nas plataformas marítimas

Nas atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural são gerados resíduos oriundos tanto do processo como das atividades humanas. Isso porque, os tripulantes que trabalham nas plataformas e navios produzem resíduos e efluentes.

 

Como medida de mitigação e visando à reciclagem do maior quantitativo possível dos resíduos gerados, o Ibama estabeleceu a implementação obrigatória de programas de coleta seletiva nas plataformas. De modo, a segregar o maior quantitativo possível de resíduos recicláveis, possibilitando assim, o envio para o tratamento e destinação que causem menos impacto no ambiente e possibilitem o retorno dos resíduos à cadeia de consumo, através do processo de logística reversa.

 

Comparado ao quantitativo de resíduos perigosos gerados, os resíduos recicláveis, ou não perigosos representam uma parcela mínima do total de resíduos gerados. Entretanto, tratando-se de resíduos toda iniciativa que fomente a destinação adequada necessitam de igual atenção por parte das organizações.

Tudo que você precisa saber sobre o Projeto Apoio aos Diálogos Setoriais UE-Brasil

O Projeto Apoio aos Diálogos Setoriais UE-Brasil é uma diligente de cooperação entre a União Europeia (UE) e o Brasil. É coordenado em conjunto pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPDG) – por meio da Direção Nacional do Projeto – e pela Delegação da União Europeia no Brasil (DELBRA).

O objetivo do Projeto Apoio aos Diálogos Setoriais UE-Brasil é contribuir para o progresso e o aprofundamento da parceria estratégica e das relações bilaterais entre o Brasil e a União Europeia, baseado em princípios de reciprocidade e completividade para intercâmbio de conhecimentos e experiências em áreas de interesse mútuo.

Há cerca de 30 diálogos mapeados dentre eles governança no setor público, direitos humanos, mudança climática e integração regional.

O contexto geral do projeto Apoio aos Diálogos Setoriais UE-Brasil

A União Europeia e o Brasil estabeleceram um instrumento denominado Projeto de Apoio aos Diálogos Setoriais UE-Brasil. Ao longo de tempos eles vêm partilhando valores comuns, como a democracia, o respeito pelos direitos humanos e liberdade, a justiça social, a boa governança e o Estado de Direito.

Essa partilha de valores recentemente se intensificou e diversificou culminando em uma parceria estratégica que envolve uma diplomacia e um conjunto de diálogos setoriais em temas de interesse comum.

Os diálogos setoriais entre a UE e o Brasil envolve um conjunto de profissionais e parceiros institucionais que desenvolvem, direta ou indiretamente, temas ou práticas que interessem às duas partes. Os diálogos são formalizados em um Memorando de Entendimento, ou documento equivalente.

A importância de novas tecnologias para o tratamento de resíduos

Com a promulgação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, o poder público e a iniciativa privada perceberam que foi gerada uma nova demanda para o gerenciamento de resíduos. Desta forma, considerando as leis vigentes e a importância do meio ambiente, é percebida a necessidade de desenvolvimento de novos modelos e tecnologias na gestão dos resíduos.

O Departamento de Meio Ambiente Urbano, do Ministério do Meio Ambiente, junto ao Projeto Apoio aos Diálogos Setoriais buscou conhecer ferramentas para promoção de interações e disseminação de soluções em gestão de resíduos sólidos. O Ministério tinha como objetivo obter recursos para implantação de projetos ligados à Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Iniciativas brasileiras do projeto apoio aos diálogos setoriais Eu-Brasil – Gestão de Resíduos

Composta São Paulo (São Paulo): Iniciativa de tratamento de resíduos orgânicos da prefeitura, que distribuiu 2.000 composteiras domésticas e utilizou de um grupo de Facebook para o suporte, troca de informações e mobilização dos participantes.

Lixo que vale (Umuarama – PR): programa de troca de recicláveis por alimentos produzidos por pequenos produtores do município que incentiva as cooperativas de reciclagem e as cooperativas de agricultores.

Projetos de iniciativa da Sociedade Revolução Baldinhos (Florianópolis – SC): projeto de coleta, tratamento e gestão comunitária de resíduos orgânicos em comunidade de baixa renda.

PIMP MY Carroça: projeto de reforma de carroças e valorização de catadores de recicláveis, por meio de financiamento coletivo.

Quem pode participar do projeto Apoio Aos Diálogos Setoriais UE– Brasil?

 

O Projeto conta com a participação de órgãos e entidades da Administração Pública Federal Brasileira, e correspondentes Direções-gerais (DG), Serviços e Agências executivas da União Europeia que participem de Diálogos específicos.

Também, contam com a participação de outras entidades, como as organizações da sociedade civil, os governos estaduais e municipais, as agências públicas e privadas de apoio ao desenvolvimento, à comunidade científica e tecnológica e as associações empresariais e sindicais, entre outras.

Quais atividades podem ser apoiadas através do projeto Apoio aos diálogo setoriais UE- Brasil?

O Projeto Apoio aos Diálogos Setoriais prevê o apoio nos seguintes âmbitos:

Elaboração de estudos desenvolvidos sobre as temáticas abordadas nos Diálogos Setoriais ou que busquem aprofundar o conhecimento das políticas e programas adotados

Assistência técnica especializada para a realização de tarefas que aprofundem as temáticas tratadas nos Diálogos Setoriais ou à exploração dos seus resultados. O projeto disponibiliza a participação de peritos para análises e pareceres técnicos sobre temas sensíveis ou de elevada complexidade técnica.

Apoio logístico às missões técnicas ou participação em eventos na Europa ou no Brasil.

Como desenvolver um projeto?

Para desenvolver um projeto o primeiro passo e fazer as inscrições nas Convocatórias. Estas são editais abertos para participar do processo seletivo do Projeto Apoio aos Diálogos Setoriais UE-Brasil. As áreas temáticas são estabelecidas pelo Comitê Deliberativo, assim como o cronograma, prazo de execução, e os requisitos essenciais para a candidatura.

Abaixo as etapas para desenvolver um Projeto de Apoio aos Diálogos Setoriais:

1-Reunião Preparatória: definição das temáticas da convocatória;

2 – Elaboração de pré-projetos: elaboração e entrega do Concept Note;

3 – Elaboração de Propostas: elaboração e submissão das Propostas de Projeto e apresentação das cartas de concordância (de acordo com Ministérios e EU);

4 – Avaliação: reunião para avaliação das Propostas de Projetos e aprovação dos Projetos;

5 – Execução dos Projetos: implementação e execução das atividades;

7 – Monitoramento dos Projetos;

8 – Encerramento dos Projetos: relatório final.

A importância do Gerenciamento de Resíduos

 A preocupação para o gerenciamento de resíduos faz parte do Projeto Apoio aos Diálogos Setoriais, e se faz necessário mais projetos para o desenvolvimento de tecnologias para o tratamento dos resíduos gerados.

ISO 14001, Sistema de Gestão ambiental, trás em uma de suas etapas o Gerenciamento de Resíduos.

A sua empresa precisa de soluções e orientações para o correto gerenciamento de resíduo? Você precisa de mais informações sobre os projetos? Entre em contato com a Verde Ghaia, empresa especializada em consultoria online.

 

O que a legislação diz sobre a gestão dos resíduos sólidos urbanos?

O prazo final para encerramento dos lixões, conforme a Lei 12.305/10 estava previsto para até agosto de 2014. Portanto até essa data os rejeitos urbanos deveriam estar dispostos de forma ambientalmente correta.

Porém como muitos municípios estão com dificuldades para cumprir o prazo, a data se estendeu para o intervalo entre 2018 e 2021, segundo o tamanho da população municipal, de acordo com o Projeto de Lei 2289/15.

Na verdade, o descarte inadequado de lixo é proibido no Brasil desde 1954, pela Lei 2.312 de 3 de setembro, pelo Código Nacional da Saúde. Essa proibição foi reforçada em 1981 pela Política Nacional de Meio Ambiente, e recentemente, 2010, pela Política Nacional dos Resíduos Sólidos.

Visão geral da situação do Brasil

Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2008 a disposição final ambientalmente correta era realidade de apenas 1.092 dos 5564 municípios brasileiros. Felizmente esse número cresceu em 2013 para 2,2 mil municípios, segundo o levantamento do Ministério do Meio Ambiente.

Os resíduos hospitalares também têm a situação preocupante. Cerca de 2569 municípios descartam os resíduos hospitalares no mesmo aterro dos resíduos urbanos. De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos (Abetre), os descartes de resíduos considerados perigosos chegam a 2,7 milhões de toneladas por ano.

O Projeto de Lei 2289/15 chegou à conclusão de que faltam qualificação e dinheiro para algumas Prefeituras realizaram as ações necessárias para o tratamento e destino ambientalmente correto dos resíduos sólidos urbanos dos municípios.

Outros dados alarmantes…

Cerca de 800 mil catadores trabalham em lixões, deste total 45 mil  são crianças. Segundo o Ministério da Agricultura, os resíduos orgânicos representam 69% do total do lixo descartado em todo país. São 14 milhões de toneladas de sobras de alimentos.

Ainda o SUS gasta anualmente cerca de 1 bilhão de reais no tratamento de doenças causadas pelo descarte inadequado dos resíduos sólidos. Este dinheiro poderia estar sendo utilizado em melhorias na saúde ou até mesmo na melhoria dessa condição dos resíduos sólidos urbanos.

Como está o novo prazo para a gestão dos resíduos sólidos urbanos?

Capitais de estados e municípios integrantes da região metropolitana, terão o prazo até 31 de julho de 2018;

Municípios com população superior a 100 mil habitantes e também naquela cuja mancha urbana da sede municipal esteja situada a menos de 20 quilômetros da fronteira com outros países, deverão ter extintos seus lixões.

Municípios com população entre 50 mil e 100 mil terão o prazo até 31 de julho de 2020.

Cidades com população inferior a 50 mil habitantes terão prazo até 31 julho de 2021.

Conheça os diferentes tipos de disposição de resíduos

É fundamental entender a diferença entre lixão, aterro controlado, aterro sanitário, compostagem e incineração, para cobrar ações do governo local e exigir as devidas melhorias.

Sabe- se que lixo são vetores de doenças, causam danos ao meio ambiente e compromete os lençóis freáticos.

  • Lixão: depósito a céu aberto

Lixão é a forma inadequada de disposição final dos resíduos sólidos urbanos, que se caracteriza pela simples descarga do lixo sobre o solo, sem medidas de proteção ao meio ambiente ou à saúde pública. É a disposição dos resíduos de um município a céu aberto.

Nesse tipo de disposição não existe nenhum controle sobre os tipos de resíduos depositados e sobre o local onde estão sendo depositados os resíduos, podendo ser dispostos: resíduos domiciliares, comerciais, industriais e hospitalares, que são altamente poluidores e deveriam ser dispostos de forma ambientalmente correta.

Outros problemas associados a esse tipo de disposição são: presença de animais (urubus, carcarás, porcos, cachorros), presença de catadores e o pior, crianças também. Como não há a impermeabilização da matéria orgânica, o chorume, líquido gerado pela decomposição da matéria orgânica, não é coletado, podendo penetrar na terra e contaminar o solo e lençol freático.

Além disso, há riscos de incêndios causados pelos gases gerados pela decomposição dos resíduos e de escorregamentos das pilhas de resíduos mal dispostas, sem critérios técnicos.

  • Aterro controlado

Segundo a NBR 8849/1985 da ABNT aterro controlado é uma técnica de disposição de resíduos sólidos urbanos no solo, sem causar danos ou riscos à saúde pública e à segurança, minimizando os impactos ambientais. Esse método utiliza princípios de engenharia para confinar os resíduos sólidos, cobrindo-se com uma camada de material inerte na conclusão de cada jornada de trabalho.

Para a construção de um aterro controlado, primeiramente, é realizado uma cobertura impermeável de manta plástica, evitando assim que as águas pluviais transporte o chorume para os lençóis freáticos, contaminando-os.

Após a impermeabilização, é criado uma cobertura de terra, para evitar que animais potencialmente transmissores de doenças sejam atraídos.

Coloca-se chaminés para liberação de gases, e ao mesmo tempo capta o chorume por meio de bombeamento, evitando assim o escoamento para os lençóis freáticos. O biogás é queimado e o chorume é capturado e recolhido para a superfície.

  • Aterro sanitário

De acordo com a NBR 8419/1992 da ABNT, aterro sanitário é toda uma técnica utilizada de disposição de resíduos sólidos urbanos no solo, que visa prevenir danos à saúde pública e ao meio ambiente, minimizando os impactos ambientais. O método utiliza princípios de engenharia para confinar os resíduos sólidos à menor área possível e reduzi-los ao menor volume permissível, recebendo tratamento no terreno (impermeabilização e selamento da base com argila e mantas de PVC). Assim o lençol freático e o solo ficam protegidos da contaminação do chorume, que é coletado e tratado no local ou por empresas especializadas. O gás metano também é coletado para armazenamento ou queima.

Um aterro sanitário precisa se adequar para atender às exigências ambientais, tais como:

  • Impermeabilização de base e laterais;
  • Recolhimento diário de resíduos;
  • Cobertura final das plataformas de resíduos;
  • Coleta, drenagem e tratamento de lixiviados (chorume e água pluvial);
  • Coleta e tratamento de gases;
  • Drenagem superficial;
  • Cercamento da área, para evitar entrada de intrusos e animais;
  • Vigilância local, portaria e guarita;
  • Monitoramento de águas subterrâneas;
  • Monitoramento técnico e ambiental.
  • Unidade de compostagem

Compostagem é um processo e transformação de matéria orgânica encontrada no lixo, em adubo orgânico (composto orgânico). É considerada uma espécie de reciclagem do lixo orgânica, pois o adubo gerado pode ser usado na agricultura ou em jardins e plantas.

A compostagem é realizada com o uso dos próprios microrganismos presentes nos resíduos, em condições ideais de temperatura, aeração e umidade.

A compostagem é muito importante para o meio ambiente e para a saúde dos seres humanos, pois evita a poluição, gera renda e faz com que a matéria orgânica volte a ser usada de forma útil.

A compostagem pode ser realizada na própria empresa, através de composteiras.

Esse processo promove a reciclagem de nutrientes, a melhoria das propriedades físicas, químicas e biológicas dos solos cultivados e ainda contribui para que estes resíduos não se acumulem em aterros sanitários constituindo passivos.

  • Unidade de triagem para reciclagem

O processo de triagem consiste na separação dos materiais que serão encaminhados para a reciclagem, de acordo com suas características físicas e químicas. Trata-se de uma etapa essencial no processo de reciclagem, sendo considerado o passo inicial para a produção de novos produtos.

A triagem pode ser realizada de maneira manual, automática ou semiautomática. O primeiro tipo envolve a separação do lixo doméstico e a atividade dos catadores de lixo. Este tipo de triagem demanda pouco investimento, mas gera emprego para os catadores de lixo.

A triagem automática, tem a capacidade de receber maior volume de lixo, realizando o processo de triagem com agilidade e sem interrupção para descanso. A separação do lixo é realizada com mais qualidade e tem mais confiabilidade. Porém, demanda alto investimento e locação de espaço.

A triagem semiautomática, alia o trabalho de catadores de lixo à instalação de maquinário moderno.

É sabido que a triagem permite a transformação de materiais usados em novos produtos para consumo, a reciclagem é fundamental para reduzir o volume de lixo produzido pelas cidades. E com a reciclagem dos materiais separados na triagem, diminui-se o consumo de matérias-primas, preservando então os recursos naturais.

  • Unidade de tratamento para incineração

Incineração é a queima do lixo em fornos de altas temperaturas (de 900 a 1250°C)e usinas próprias. Apresenta a vantagem de reduzir bastante o volume de resíduos. Além de destruir os microrganismos que causam doenças, contidos no lixo hospitalar e industrial.

Depois da queima, o material residual pode ser encaminhado para aterros sanitários. Com a incineração é possível uma redução do volume inicial de resíduos até cerca de 90% através da combustão.

A desvantagem está na liberação de gases tóxicos ao serem queimados os resíduos. Para evitar esse tipo de poluição, é necessário a instalação de filtros e equipamentos especiais, tornando o processo ainda mais caro.

Trata-se de um sistema útil na eliminação de resíduos combustíveis, não tendo vantagens para outros materiais como, por exemplo, vidros, metais e plásticos. Devido ao seu elevado teor em água, a matéria orgânica (que constitui aproximadamente 36% dos resíduos sólidos urbanos) possui um baixo poder calorífico e como tal não é interessante incinerar sob o ponto de vista energético.

Deste processo resultam como produtos finais a energia térmica (que é transformada em energia elétrica ou vapor), águas residuais, gases, cinzas e escórias. Os gases resultantes da incineração têm de sofrer um tratamento posterior, uma vez que são compostos por substâncias consideradas tóxicas (chumbo, cádmio, mercúrio, cromo, dentre outros metais pesados).

Um incinerador gera também emissões de dióxido de carbono, agente causador do efeito estufa. Como parte do processo, fazem-se necessários equipamentos de limpeza de gases, tais como precipitadores ciclônicos de partículas, precipitadores eletrostáticos e lavadores de gases.

O efluente gerado pelo arrefecimento das escórias e pela lavagem dos gases, terá de sofrer um tratamento adequado uma vez que, de acordo com a legislação da União Europeia, é considerado um resíduo perigoso.

Uma alternativa da incineração = a coincineração

Os fornos de cimento são os mais utilizados por permitirem atingir temperaturas muito elevadas de 2000°C na chama principal do queimador principal e carca de 1450°C no clínquer.

Algumas questões sobre o prazo para o cumprimento do prazo da gestão dos resíduos sólidos urbanos

  • Prazo para disposição correta dos Resíduos Sólidos Urbanos

O prazo para encerramento dos lixões era para o dia 2 de agosto de 2014, conforme a Lei n° 1.305/10. Porém o Projeto de Lei 2289/15, prorroga esse prazo para 2018 e 2021, conforme o tamanho do município.

Então as áreas dos lixões devem ser desativadas, isoladas e recuperadas ambientalmente. O encerramento dos lixões e aterros controlados compreende no mínimo: cercamento da área, drenagem pluvial, cobertura com solo e cobertura vegetal, vigilância, realocação dos catadores. O remanejamento deverá ser realizado de forma participativa, utilizando como referência o programa pró-catador (Decreto 7.405/10) e os programas de habitação de interesse social.

  • Multa para o não cumprimento do prazo para dispor adequadamente os resíduos sólidos

De acordo com o Decreto 6.514/08, que regulamente a lei de crimes ambientais, quem causar poluição que possa resultar em danos à saúde humana ou ao meio ambiente, inclusive a disposição inadequada dos resíduos sólidos, estará sujeito à multa de R$ 5.000,00 a R$ 50 milhões.

  • Quem será o responsável pelo não cumprimento do prazo da disposição correta dos resíduos sólidos?

De acordo com a lei de crimes ambientais, os responsáveis por dispor os resíduos sólidos inadequadamente poderão ser responsabilizados.

  • O que acontecerá se o município ainda tiver lixão?

A Prefeitura poderá negociar com o Governo Federal para negociar mais prazo através do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

  • Como serão as fiscalizações?

Os órgãos estaduais e municipais e até mesmo o Instituto Brasileiro de Meio ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) serão responsáveis pela fiscalização das ações que possam causar danos ao meio ambiente, dentro de suas esferas de competência.

  • E qual o prazo para a elaboração do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos?

Os Estados e municípios podem elaborar seus PGRSU a qualquer momento, não existe obrigatoriedade específica ou uma data limite para a entrega desses documentos. Esses planos são instrumentos importantes para o atendimento da lei e o ordenamento local da gestão dos resíduos sólidos urbanos.

As implicações de não se ter um PGRSU são dadas no art. 55 da Lei 12.305, de que se os municípios não tiverem seus PGRSU elaborados não poderão ter acesso aos recursos da União.

Com isso, os estados e municípios que tiveram elaborados seus planos estes estarão aptos para pleitear os recursos disponíveis no Governo Federal para as ações destinadas à gestão de resíduos sólidos.

O Grupo Verde Ghaia, pode ajudar as Prefeituras na elaboração dos Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos Urbanos, através da empresa VG Resíduos.

Através de itens da ISO 14001, a consultoria on line da Verde Ghaia também poderá auxiliar na questão do melhoramento ambiental da sua cidade.

Definição, aplicação e vantagens da gestão compartilhada

A PNRS foi um grande incentivo à Gestão de Resíduos de maneira geral. Essa política que tem como foco a redução na geração de resíduos, reutilização e reciclagem dos mesmos. A Logística Reversa e a Gestão Compartilhada são dois dos principais pilares destas ações.

Com o princípio da responsabilidade compartilhada, o manuseio, tratamento e disposição final dos resíduos são responsabilidade de todos, desde o gerador, do poder público até dos consumidores, ou seja, todos têm que participarem.

Como funciona a Gestão Compartilhada?

Como sabemos a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos abrange a todos, sendo eles os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, bem como consumidores e os titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos.

Para que seja eficiente, deve se implementar de forma individual e encadeada onde são criadas ações de gerenciamento de responsabilidade, com uma abordagem de gestão participativa. A PNRS, regulamentada pelo Decreto 7.404/2010, conceitua por meio do Art. 3, Inciso XI, afirma que Gestão Integrada compreende o conjunto de ações voltadas para a busca de soluções para os resíduos sólidos, de forma a considerar as dimensões política, econômica, ambiental, cultural, com controle social e sob a premissa do desenvolvimento sustentável.

Toda e qualquer matéria passa por processos de captação, produção, uso, desperdício e disposição. Sabe-se que essa matéria poderá se tornar resíduo ou rejeito. Para auxiliar na não geração ou redução destes, distribui-se responsabilidades, reduzindo os impactos à saúde humana e aumentando a qualidade ambiental do ciclo de vida dos produtos.

A Gestão Compartilhada se inicia com o incentivo à eficiência de seus processos, na otimização do uso de matéria prima, evitando desperdício. Se evitarmos o desperdício, já reduzimos muito a quantidade de resíduo gerado, porém para que alguma empresa, importadora ou distribuidora faça isso, é preciso “responsabilizá-los”. É nesse momento que o poder público institui que as empresas assumam o compromisso e tomem atitudes se responsabilizando ou identificando os agentes deste cenário do ciclo de vida destes produtos.

Vejamos um exemplo:

Sabemos que o Brasil é um país de grandes eventos e que recebemos milhões de pessoas todos os anos. Você tem noção da quantidade de resíduos gerados em um evento, como por exemplo, em 2014 na Copa do Mundo? A utilização de garrafas, vidros, copos, espetos neste tipo de evento chega a ser imensurável. Por isso, cabe ao consumidor, aos comerciantes e distribuidores e também do poder público, ter a consciência e responsabilidade de dispor corretamente cada tipo de resíduo em seu devido lugar para que os mesmos retornem à cadeia de produção ou tenham a sua disposição ambiental adequada.

Vamos pensar que se cada garrafa, seja de plástico, vidro ou qualquer material consumido nestes eventos fosse disposto separadamente, no lugar correto ou em algum local apropriado definido pelo distribuidor. Quanto seria economizado ou poderia ser reaproveitado? Ou então pensar em quanto espaço seria economizado dentro dos aterros sanitários, quantos materiais poderiam ser reutilizados ou reciclados? Já pensou o quanto poderíamos contribuir para o Aterro Zero?

Outro exemplo que podemos citar são os acordos e parcerias das empresas com associações como a Cooperativa dos Catadores de Papel e Papelão – COOPAMARE, em São Paulo ou a Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reaproveitável, ASMARE, em Belo Horizonte, onde, contemplavam–se investimentos em novas tecnologias de destinação final, ações voltadas à mobilização social, à valorização do trabalho dos funcionários de limpeza pública e ao desenvolvimento de parcerias com os grupos de catadores.

Como minha empresa se encaixa nessa gestão?

Consolidar uma marca de renome, com produtos e serviços de qualidade não é uma tarefa fácil. Além de se esforçar com as tecnologias, estética, processos e melhora da qualidade, se destacar no mercado exige preocupação ambiental, e também uma boa produção de marketing ambiental.

Sabemos que o Brasil não passa por uma boa fase econômica, e que por má gestão ou descuido, se iniciem problemas em relação ao aumento da poluição, dos riscos à saúde. Esses problemas acabam acarretando maior gasto por parte do poder público para reparar estes problemas, uma vez que este recurso poderia ser usado como incentivo ou investimento em outras áreas.

Já lemos que existem parcerias, associações e instituições que se beneficiam com a geração e boa gestão dos resíduos gerados, além do mais, grandes corporações exigem que as obrigações legais de seus fornecedores sejam cumpridas.

Por isso, a Gestão Compartilhada de Resíduos se torna um diferencial competitivo, uma vez que se garante-se uma boa qualidade de seu material reciclado, evita-se multas por estar alinhada à legislação local e claro, uma melhoria de sua gestão traz consigo a melhoria da visão das áreas de sua empresa, auxiliando no aperfeiçoamento contínuo de processos e maximização dos lucros.

Quais as vantagens da Gestão Compartilhada?

Como acabamos de citar, um dos grandes benefícios da Gestão Compartilhada é a inclusão dos catadores, em que existe a valorização dos mesmos, promovendo o resgate da cidadania e inclusão social. Além disso, não podemos deixar de citar que, como está ocorrendo a segregação correta dos materiais recicláveis, existe a garantia de maior quantidade e de melhor qualidade do material reciclável, contribuindo para aumentar as oportunidades de venda direta às indústrias por melhores preços.

Também ocorre a diminuição de impactos ambientais e à saúde pública, evitando e redirecionando resíduos gerados, ou reaproveitando em outros processos produtivos, economizando novamente.

Um dos principais benefícios de se manter a gestão compartilhada é que ela sustenta os princípios da Logística Reversa, onde todos agentes participam ativamente do ciclo de vida dos resíduos.

Como o SGA auxilia na Gestão Compartilhada?

O sistema de gestão ambiental nas empresas auxilia na gestão dos resíduos, implementando o PGRS onde é possível realizar o diagnóstico dos resíduos sólidos gerados na empresa.  É útil também para otimizar processos, estratégias e controlar a destinação de resíduos dos fornecedores e clientes, funcionando como um ótimo monitoramento do ciclo de vida de resíduos, que é um dos princípios da Gestão Compartilhada.

Por isso, o grupo Verde Ghaia desenvolveu a VG Resíduos, uma plataforma online que auxilia na gestão de resíduos da sua empresa. A ferramenta é baseada na PNRS, onde é possível acompanhar e evidenciar os processos de gerenciamento de resíduos, desde a geração até a disposição final, auxiliando mais uma vez na facilitação da obtenção de certificações, especificações e requisitos legais.

Com o uso dessa ferramenta sua empresa consegue realizar uma gestão de resíduos adequada, praticar a logística reversa e ainda auxílio quanto ao cumprimento e controle da legislação

 

 

Plataforma Educares: excelentes soluções em gestão de resíduos sólidos

Boas práticas ambientais estão espalhadas por todos os cantos do Brasil e, com o intuito de divulgar ações voltadas para o enfrentamento dos desafios da implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, o Ministério do Meio Ambiente disponibilizou a plataforma virtual Educares. Você conhece?

Mais de 200 experiências relacionadas à educação ambiental e comunicação social com resíduos sólidos já se encontram disponíveis para acesso na plataforma EducaRES. A partir da ferramenta, gestores, catadores de material reciclável e cidadãos em geral têm a oportunidade de buscar boas iniciativas que podem auxiliar no gerenciamento de resíduos de todas as regiões do país.

Como surgiu o Educares?

Um dos instrumentos da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) é a educação ambiental. Dessa forma, o Ministério do Meio Ambiente (MMA), por meio do Departamento de Educação Ambiental (DEA), lotado na Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental (SAIC) em parceria com a Secretaria de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental (SRHQ) criaram a Estratégia Nacional de Educação Ambiental e Comunicação Social na Gestão de Resíduos Sólidos (EducaRES).

Essa iniciativa é uma ação do Governo Federal em apoio à PNRS, que foi instituída pela Lei 12.305/2010 e regulamentada pelo Decreto 7.404/2010. Trata-se de uma plataforma pública, onde podem ser registradas e difundidas experiências no contexto da PNRS. Os registros podem ocorrer por meio de Chamadas Públicas ou por inscrição voluntária na própria plataforma de modo simples e fácil.

As práticas inscritas por meio de Chamadas Públicas são selecionadas e posteriormente reconhecidas como “Práticas de Referência Educares”, sendo inseridas com destaque especial na plataforma virtual.

Essas práticas servem como referência de composição para materiais pedagógicos e técnicos de publicações e processos formativos produzidos pelo Governo Federal.

O que a plataforma oferece? 

A partir de uma infraestrutura tecnológica colaborativa e de código aberto, a plataforma virtual EducaRES oferece ao público um mapa georreferenciado com as iniciativas brasileiras cadastradas, facilitando a visualização das práticas inspiradoras no território nacional.

A quantidade de práticas já publicadas é visualizada no mapa por região e ainda tem-se uma separação por categorias, sendo:

  • Referência – práticas selecionadas em Chamadas Públicas;
  • Homologada – práticas homologadas durante as Chamadas Públicas;
  • Sociedade Civil Organizada;
  • Poder Público;
  • Setor Privado;
  • Tipos de resíduos;

Um mesmo relato de boa prática pode estar em mais de uma categoria, como as práticas publicadas pela Verde Ghaia durante a Chamada Pública de 2014, sendo uma homologada e outra referenciada para compor materiais pedagógicos e técnicos de publicações e processos formativos produzidos pelos governos no âmbito federal, distrital, estadual e municipal.

Há de se considerar que a PNRS possui interface com outras políticas públicas em vigor e, assim, também mapeia instituições que desenvolvam ações relacionadas à gestão de resíduos e gestão de recursos hídricos com vistas à conservação e qualidade da água.

Devo esperar as Chamadas Públicas ou já posso publicar a minha ideia?

A Plataforma EducaRES é uma ferramenta online e disponível 24 horas por dia, não é necessário esperar as Chamadas Públicas, quem tiver interesse, pode inscrever a qualquer momento as suas práticas de educação ambiental e comunicação social relacionadas com resíduos sólidos, acessando o site e preenchendo a ficha com os dados solicitados.

Como participar?

 

No ano de 2017, 22 práticas já foram homologadas na plataforma. Todos podem participar tanto adicionando práticas como visualizando e colocando em prática em sua casa, empresa, escola, comunidade e etc.

Para adicionar práticas

As práticas que podem ser adicionadas são aquelas desenvolvidas por instituições da sociedade civil, poder público e setor privado. Para adicionar, preenchem-se todos os itens do formulário pertinentes à sua experiência, como:

  • Nome da prática;
  • Localização;
  • Descrição (resumo com até 100 caracteres);
  • Categoria do setor público beneficiado;
  • Tipos de resíduos;
  • Dados da instituição como endereço, CNPJ, nome do representante legal, contatos e afins;
  • Equipe técnica;
  • Área de atuação (água, educação ambiental ou comunicação social);
  • Envio de mídia como vídeos, fotos e fonte de notícias, se houver;
  • Descrição dos desafios enfrentados;
  • A motivação para realizar a iniciativa;
  • Resultados obtidos.

Após o envio, as informações serão analisadas pelos administradores da Plataforma EducaRES e, ao ser aprovada, ficará disponível no mapa colaborativo georreferenciado.

Importante!

O acesso à plataforma e o fornecimento de informações está disponível para todos os cidadãos, porém, apenas instituições da sociedade civil, setor privado e poder público podem submeter suas práticas.

Para conhecer as práticas

É possível visualizar as práticas inscritas na plataforma de diversas formas: por público, tipo de resíduo ou lugares e municípios onde a iniciativa acontece. Ainda há a possibilidade de buscar iniciativas clicando no menu de categorias, pode-se filtrar as categorias de práticas que deseja visualizar, dentro daquelas que estão sendo exibidas no mapa.

Tenho práticas que surgiram a partir do sistema de gestão ambiental, será que devo adicioná-las na Educares?

 Mas é claro! O setor privado tem diversas iniciativas ambientais interessantes que podem contribuir, e muito, para que essa ferramenta seja mais difundida no país.

Um Sistema de Gestão Ambiental (SGA), baseado nas normas da ISO 14000, contribui para que as empresas alinhem interesses de mercado e sustentabilidade, proporcionando que boas práticas ambientais, voltadas para os aspectos e impactos oriundos de suas atividades, aconteçam e resultem em diversos pontos positivos que culminam por toda cadeia produtiva e sociedade.

Falando em SGA, você já realizou a migração para a nova versão da ISO 14001? Ainda não?

Saiba que o prazo para adequação está definido para até Setembro de 2018 e, quem não realizar a migração, terá o certificado invalidado. Portanto, não perca tempo, pois, apesar de muitos requisitos não terem sofrido alteração, adaptações e adequações para atendimento à nova versão serão necessárias para receber a certificação.

Com quem posso contar?

 

Procure a melhor Consultoria para certificação ISO para obter ajuda na migração ou implementação da ISO 14001 ou ainda de outras normas ISO, como a ISO 9001, 22000, OHSAS 18001, dentre outras.

A Consultoria Online Verde Ghaia é referência em todo Brasil! Com mais de dois mil clientes, a empresa oferece a mesma qualidade do serviço tradicional por até um terço do valor cobrado por uma consultoria presencial. O valor reduzido se deve ao fato de não haver custos de deslocamento de consultores e ter a praticidade dos processos serem realizados a partir de uma plataforma online.

O que é um acordo setorial e qual a relação com os resíduos das empresas?

Com o advento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e a logística reversa, a responsabilidade pelo gerenciamento de resíduos passou a ser compartilhada entre os geradores e o poder público, bem como os fabricantes, distribuidores e importadores de produtos que produzem resíduos.

E para que efetivamente funcione, o Governo juntamente com cada ator da cadeia produtiva firma uma espécie de contrato chamado de acordo setorial. Você sabe do que se trata?

Qual a definição para acordo setorial segundo a PNRS?

A PNRS define acordo setorial como o ato de natureza contratual firmado entre o poder público e fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes, tendo em vista a implantação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto.

Esta definição tem como princípio o conceito de Economia Circular, e a sua principal finalidade é reunir todos os atores de uma mesma cadeia (fornecedores, fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e consumidor final) para que juntos possam encontrar uma solução sustentável para o ciclo de vida dos resíduos gerados, contribuindo assim para um sistema de produção e consumo sustentável.

Para isso, se reúnem e discutem as ações cabíveis para que a logística reversa ocorra da melhor forma possível, sendo viável técnica e financeiramente, de modo que o resíduo descartado retorne ao fabricante.

Vejamos um exemplo:

Quando, enquanto consumidores, compramos um celular nos tornamos corresponsáveis no processo de logística reversa. Já que, depois que o celular não funcionar mais e precisar ser descartado, o consumidor final deverá depositá-lo em local apropriado e designado pelo fabricante ou comerciante, para que este resíduo retorne à cadeia de produção e tenha um destino ambientalmente adequado.

Imagine este processo como um ciclo, onde o consumidor devolve os produtos que não serão mais utilizados em pontos de coleta específicos (como na própria loja onde adquiriu o produto anteriormente), os comerciantes, por sua vez, coletam e os importadores retiram os resíduos dos pontos de coleta e devolvem ao fabricante os resíduos gerados para reintegra-los ao processo produtivo por meio do aproveitamento ou reciclagem.

Vejamos um exemplo abaixo para compreender melhor os conceitos:

 

Qual a realidade da logística reversa no Brasil?

A logística reversa ainda está em ampla discussão e implementação entre o governo e empresas privadas porém, mesmo diante deste cenário, o mercado é muito exigente quanto às questões ambientais, visto que os consumidores estão bem mais exigentes e, quem já busca implantar a logística reversa, sai na frente.

Em uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), estimou-se que os brasileiros descartam cerca de R$8 milhões por ano literalmente no lixo devido ao não reaproveitamento de resíduos gerados no país.

Independente de acordos setoriais, empresas competitivas, que almejam por redução de custos, criação de novas oportunidades e quer evitar problemas como multas e perda de clientes, precisa estar em dia com o Sistema de Gestão Ambiental da sua empresa e ainda buscar métodos eficazes para uma adequada gestão dos resíduos.

Como ocorre a implantação da logística reversa no Brasil?

A implantação da logística reversa no Brasil ocorre por meio de um Comitê Orientador para Implantação de Sistemas de Logística Reversa, que foi criado pelo Decreto Nº 7.404, de 23 de dezembro de 2010.

Este comitê é presidido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e por outros onze ministérios. Sua estrutura também inclui o Grupo Técnico de Assessoramento (GTA) e, a função do Comitê Orientador é conduzir a implantação da logística reversa, por meio de estudos de viabilidade técnica e econômica.

Depois que os estudos de viabilidade são aprovados, o Comitê Orientador realiza edital de chamamento das propostas para acordo setorial. Esse chamamento é o ato público necessário para dar início aos trabalhos de elaboração destes acordos entre governo e empresas. Todos estes procedimentos ocorrem conforme o fluxograma abaixo:

 

Quais são os acordos setoriais em vigor?

De acordo com o Sistema Nacional de Informações Sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (SINIR), há em vigor três acordos setoriais, conforme abaixo:

Desde 2011, um ano após o lançamento da PNRS, os editais para acordos setoriais vêm sendo lançados e, nos setores de eletrônicos e medicamentos os editais encontram-se em discussão para implantação da logística reversa efetiva.

Em quais setores há iniciativa de logística reversa?

Antes mesmo da PNRS, alguns setores como o de Pneus e Agrotóxicos já tinham instaurado em sua cadeia produtiva a logística reversa, que funciona muito bem. Portanto alguns setores, mesmo sem acordo, tem processos já em funcionamento e, pela política, em princípio, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes abaixo já devem realizar a logística reversa:

  • Agrotóxicos, respectivos resíduos e embalagens, assim como outros produtos cuja embalagem, após o uso, constitua resíduo perigoso, observadas as regras de gerenciamento de resíduos perigosos previstas em lei ou regulamento, em normas estabelecidas pelos órgãos do SISNAMA, do SNVS e do SUASA, ou em normas técnicas;
  • Pilhas e baterias;
  • Pneus;
  • Óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;
  • Lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista;
  • Produtos eletroeletrônicos e seus componentes.

Como um Sistema de Gestão Ambiental contribui para a logística reversa?

Ter implementado em sua empresa o SGA, de acordo com a norma ISO 14001, é a base para criar planos e métodos que viabilizem a logística reversa.

Com o SGA, sua empresa faz a gestão dos resíduos, implementa o Plano de Gerenciamento de Resíduos (PGRS), fazendo um diagnóstico dos resíduos sólidos gerados na empresa para que trace estratégias, políticas e formas de regaste para que seja implantada a logística reversa e o resíduo retorne à sua origem.

Empresas certificadas nessa norma entendem melhor sobre quais são os aspectos e impactos relacionados ao que se produze agregam um grande diferencial de mercado. Tudo isso vem atrelado às novas tendências de mercado como a Economia Circular. Devido ao grande dinamismo do mercado, o desempenho ambiental das empresas já é uma questão-chave a competitividade.

Uma pausa para discutir mais sobre a ISO 14001

A norma ISO 14001 é pertencente à família da ISO 14000, que se referem a normas de padrões ambientais com o objetivo de abordar aspectos como: sistema de gestão ambiental; auditoria, rotulagem, comunicação e desempenho ambiental; análise do ciclo de vida; aspectos ambientais e terminologia, em empresas de porte pequeno, médio ou grande porte.

Publicada em setembro de 2015, a nova versão ISO 14001 têm como destaques: o alinhamento da Gestão Ambiental ao Planejamento Estratégico da empresa, a Gestão de Riscos e a busca pela maior compatibilidade com as demais normas ISO.

Mercado de Resíduos

 

A Verde Ghaia desenvolveu o VG Resíduos, um software para gestão de resíduos totalmente online, baseado na PNRS, que contempla todos os processos de gerenciamento de resíduos, desde a geração até a disposição final.

Com o uso dessa ferramenta sua empresa consegue realizar uma adequada gestão de resíduos, de fornecedores, logística reversa e ainda ajuda quanto ao cumprimento e controle da legislação. Por meio do Mercado de Resíduos, é possível vendedores e compradores de resíduos se cadastrem e transformem o que era prejuízo em um novo nicho de negócios.

Novo paradigma da gestão de resíduos na administração pública

Entenda como se adequar ao novo padrão das licitações públicas sustentáveis

O conceito de Responsabilidade Socioambiental (RSA) vem sendo discutido há algum tempo na esfera de organizações privadas, e nos últimos anos tem se consolidado também no setor público. Em 2011, o Ministério do Meio Ambiente publicou um Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentável (PAPCS). Este Plano articula as principais políticas ambientais e de desenvolvimento do País, em especial as Políticas Nacionais de Mudança do Clima e de Resíduos Sólidos.

O Plano Brasil Maior também foi levado em consideração no PAPCS, auxiliando no alcance de suas metas por meio de práticas produtivas sustentáveis e da adesão do consumidor a este movimento.

O PAPCS estabelece, entre outros pilares, o eixo temático da A3P. Mas o que é o eixo A3P?

“A A3P é um programa que busca incorporar os princípios da responsabilidade socioambiental nas atividades da Administração Pública, através do estímulo a determinadas ações que vão, desde uma mudança nos investimentos, compras e contratações de serviços pelo governo, passando pela sensibilização e capacitação dos servidores, pela gestão adequada dos recursos naturais utilizados e resíduos gerados, até a promoção da melhoria da qualidade de vida no ambiente de trabalho”.

Este eixo, entre outros pontos, trata do uso racional dos recursos naturais e bens públicos, da gestão de resíduos na administração pública; com relação direta com as contratações públicas.

Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDEAs, no Brasil, as compras governamentais movimentam em torno de 10 a 15% do PIB e afetam setores importantes da economia e têm um grande poder de influenciar os rumos do mercado.

Tendo em vista que as contratações públicas sustentáveis constituem instrumentos relevantes de contribuição para a reorganização da economia em novos paradigmas, esta passou a ser uma conduta da administração pública.

Em uma análise mais ampla, a condição mais vantajosa para a Administração passou a ser não a de menor preço de aquisição, mas o custo como um todo, considerando a manutenção da vida no planeta e o bem-estar social.

A avaliação tornou-se mais completa da economicidade do ciclo de vida daquele produto. Nesta análise do ciclo de vida do produto e a destinação após o seu consumo passou a ter atributos avaliativos importantes para a contratação com o setor público.

Por tanto, empresas com politica socioambiental bem definida, com gestão de resíduos sólidos e certificações ambientais ISO 14001, passaram a ter preferência em licitações públicas.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos e o Plano para Consumo Consciente

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) – Lei nº 12.305, de 03 de agosto de 2010, estabelece novos princípios, objetivos e instrumentos para a gestão de resíduos sólidos no Brasil.

Pelo princípio da responsabilidade compartilhada, os geradores de resíduos públicos e privados, incluindo os consumidores, têm responsabilidade definida e devem cooperar para que os objetivos da PNRS sejam alcançados.

Embora o foco da PNRS seja a disposição e destinação adequadas dos resíduos sólidos, deve ser aplicada tanto aos resíduos gerados no processo de fabricação dos produtos; como aos resíduos gerados em sua fase de comercialização, consumo e pós-consumo.

Desta forma, a PNRS tem competência em todas as etapas do ciclo, que vai da produção ao pós-consumo (quando os produtos não têm mais vida útil).

Tendo esse entendimento, existem muitas afinidades entre a Politica Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e o Plano para Consumo Sustentável (PPCS).

A PNRS, ao redefinir o olhar dos diversos setores sobre os resíduos sólidos, determinando responsabilidades compartilhadas e instrumentos com impactos diretos sobre o processo produtivo e também sobre os consumidores, favorece o cenário para que as ações do PPCS sejam concretizadas. •

A meta do Plano de Ação para Consumo Sustetável (PAPCS), com relação à gestão de resíduos na administração pública, é aumentar a reciclagem de resíduos sólidos no país em 20% até 2015 e 25% até 2020.

Novas avaliações de sustentabilidade em licitações públicas

Por tratar-se de um tema novo e complexo, algumas dúvidas são comuns, especialmente no que diz respeito aos critérios e definições dos aspectos que representam melhores características de sustentabilidade.

Com base no Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentável, o Tribunal de Regional do Trabalho criou um guia de condutas que facilita a decisão do Gestor Público, na escolha do produto mais sustentável.

Este guia teve como base a Resolução nº103/CSJT, de 25/05/2012 (revisada em 2014) e a filosofia dos 5 R’s, especialmente o “Repensar” e “Recusar”. Nesta lógica, deve-se reduzir o consumo e combater o desperdício para só então destinar o resíduo gerado corretamente.

Entre as diretrizes seguidas neste guia, destacamos:

  • Preferência por produtos de baixo impacto ambiental;
  • Redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos sólidos, bem como disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos ou a sua não geração;
  • Preferência para produtos reciclados e recicláveis, bem como para bens, serviços e obras que considerem critérios compatíveis com padrões de consumo social e ambientalmente sustentáveis. Seguindo os critérios da Política Nacional de Resíduos Sólidos: Lei 12.305/2010);
  • Aquisição de produtos e equipamentos duráveis, reparáveis e que possam ser aperfeiçoados; Adoção de procedimentos racionais quando da tomada de decisão de consumo, observando-se a necessidade, oportunidade e economicidade dos produtos a serem adquiridos;
  • Qualquer produto confeccionado com madeira deve ter comprovação de sua origem legal, com a apresentação do DOF12, preferencialmente reciclado. O fabricante ou o fornecedor deverá apresentar declaração que ateste o cumprimento da exigência quanto à origem legal da madeira; a declaração será dispensada quando o papel possuir o certificado CERFLOR13 ou FSC14;

Outra recomendação é a consulta ao Catálogo de Materiais (CATMAT) do Sistema de Compras do Governo Federal, para verificar os itens classificados como mais sustentável disponível no Portal www.comprasnet.gov.br.

Dentro desse novo paradigma, o setor público passa a assumir papel estratégico em toda a sociedade.

A prática do consumo sustentável e a preocupação com a gestão de resíduos na administração pública promovem uma conscientização e sensibilização com relação às questões ambientais, medida que tem aplicação direta em “Licitações Sustentáveis”.

Se você quer adequar sua empresa ao novo paradigma de sustentabilidade e conquistar preferencia em licitações pública, entre em contato com a consultoria da Verde Ghaia.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

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