Como empresas estão lucrando com a logística reversa do isopor

Como empresas estão lucrando com a logística reversa do isopor
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logística reversa do isopor

Você já ouviu falar em logística reversa do isopor? Poucos sabem que o isopor, um tipo de plástico bastante aplicado na indústria de embalagens, pode ser totalmente reciclável depois de usado. Essa característica tem tornado esse resíduo atraente para as empresas tratadoras, que estão lucrando com a transformação desse material.

Por meio da logística reversa, é possível tratar o isopor fazendo-o voltar à condição de matéria-prima com aplicabilidade para a indústria. E as vantagens não param por aí. Com a reciclagem do isopor e sua transformação em matéria-prima, o meio ambiente e os seres vivos são preservados. Derivado do petróleo, o isopor não desaparece quando descartado, apenas se degrada em partículas menores. Isso coloca em risco especialmente aves litorâneas e animais marinhos, que podem morrer ao ingerir as partículas.

Mas como se dá a transformação do isopor em nova matéria-prima? Quais as vantagens de apostar na reciclagem desse resíduo?  Quais as etapas da logística reversa do isopor? A seguir, você se inteira sobre essas respostas, entendendo como as tratadoras estão lucrando com esse tipo de plástico. Acompanhe!

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Conheça o potencial do isopor

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Poliestireno expandido ou EPS é o nome técnico do isopor, descoberto em 1949, na Alemanha, pelos químicos Fritz Stastny e Karl Buchholz. Trata-se de um tipo de plástico, proveniente do petróleo, constituído por até 98% de ar. Entre as suas características mais vantajosas estão alta resistência mecânica, baixa absorção de água e resistência ao envelhecimento.

De acordo com a Associação Brasileira do Poliestireno Expandido (Abrapex), cerca de 60 mil toneladas de isopor são produzidas anualmente no Brasil. Há, ainda, cerca de 2 toneladas que chegam por meio de importações.

É usado largamente na indústria de embalagens, mas também para bens de consumo, bens elétricos, mobiliários, maquinarias e transportes. O isopor tem grande aplicabilidade, ainda, na construção civil, sendo empregado em:

  • paredes e pavimentos de todos os tipos de obras, de pequenas moradias até grandes edifícios;
  • construção de viadutos e estradas;
  • como sistemas isolantes de coberturas;
  • como substituto da cerâmica da laje de concreto.

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Entenda por que reaproveitar o isopor

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Mesmo após ser usado em todas as condições acima, o isopor continua a ter grande potencial, podendo ser inteiramente reciclado. Isso tem atraído a atenção das tratadoras, que estão lucrando com a sua transformação.

Além de fonte de lucro, a reciclagem é a saída para que o resíduo não coloque em risco o meio ambiente. O relatório The Plastics BAN – Better Alternatives Now, lançado em 2016, por um grupo de ONGs nos Estados Unidos, fez um alerta.  Quando descartado de qualquer maneira, o isopor é uma ao meio ambiente porque é grande poluidor de oceanos. O material é leve e voa facilmente, indo parar em lagos, rios e mares, onde fica boiando e é engolido por animais. Pode, ainda, entupir canos e bueiros, piorando alagamentos e enchentes nas cidades.

Aposte na logística reversa, uma solução ecológica

logística reversa do isopor

Diante dessa ameaça, a logística reversa do isopor pode ser uma solução ecológica e lucrativa para o tratamento desse resíduo. Por meio desse sistema, o isopor pode ser reciclado, voltando à condição de matéria-prima com aplicabilidade para a indústria.

A logística reversa é o processo no qual os materiais, pós-venda ou pós-consumo, voltam para o ciclo de negócios ou ciclo produtivo. Normalmente, a logística de um produto começa no fabricante e termina no consumidor. No processo reverso, a mercadoria, pós-uso, vem do consumidor de volta ao fabricante. Isso se dá por meio de pontos de coleta, nos quais os consumidores depositam os resíduos, depois de utilizarem os produtos.

Uma das grandes vantagens da logística reversa é que a reciclagem dos materiais diminui custos com a compra de nova matéria-prima. Além disso, evita o acúmulo de resíduos e a degradação ambiental, dando vida nova às sobras, reinseridas no ciclo produtivo.

Como as tratadoras transformam o isopor

logística reversa do isopor

Os próprios fabricantes podem reciclar o isopor, recolhendo o material nos pontos de coleta. Mas esse serviço pode ser terceirizado para as tratadoras, que vêm encontrando no isopor um resíduo capaz de ser transformado. Após ser tratado, o isopor volta a ser matéria-prima de produto.

Esta empresa de Foz do Iguaçu é um exemplo bem-sucedido de reciclagem do isopor.  O processo de transformação começa em uma máquina de reciclagem. Em seguida, o gás que compõe o material é retirado e o isopor é transformado em tarugos (com formato de pão). Em uma segunda etapa, o poliestireno compactado é triturado e volta a ser matéria-prima para a fabricação de produtos.

A destinação do isopor reciclado em Foz do Iguaçu é uma fábrica de Braço do Norte, em Santa Catarina. A empresa usa o material para substituir a madeira na fabricação de rodapés, sancas, molduras para quadros e espelhos.

Além de manejar corretamente o isopor para que ele ganhe vida nova, é importante que a tratadora esteja ciente das leis ambientais. É fundamental que a logística reversa do isopor seja feita de acordo com as diretrizes ambientais, pois geradores e tratadores são responsáveis pelos resíduos. A cada dia a legislação e a fiscalização ficam mais severas quanto ao assunto. As empresas não podem descumprir os requisitos ambientais, pois podem ser multadas ou até mesmo ter suas atividades suspensas.

Contrate consultores especialistas em reciclagem

Para tornar lucrativa a reciclagem do isopor é interessante as tratadoras contarem com uma consultoria, que indicará as melhores soluções de tratamento. Os profissionais do grupo Verde Ghaia podem auxiliar sobre procedimentos, leis ambientais e localização de geradoras por meio do Mercado de Resíduos. Por meio da plataforma é possível às tratadoras realizar excelentes parcerias com geradoras, potencializando seu negócio.

Como se pode notar, a logística reversa do isopor pode ser lucrativa para as tratadoras, gerando nova matéria-prima. Além de rentável, reciclar o isopor é ecologicamente correto, pois gera menos resíduos, preserva o meio ambiente e os seres vivos.

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