Reciclar medicamentos: entenda processos e tecnologias envolvidos!

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28/07/2021

Reciclar medicamentos

Descartar medicamentos vencidos de forma incorreta, os consumidores contribuem com uma quantidade pequena, mas que quando acumulada causar grandes consequências. O descarte de medicamentos é um problema que ocorre no mundo todo e é relativamente novo.

Mas o risco ambiental emergente está presente nesse tipo de atitude, devido aos “micros poluentes”. E o pior é que a maior parte das pessoas não sabe o mal que está fazendo ao realizar o descarte de medicamentos no lixo comum ou no vaso sanitário. Cerca de 20% de todos os medicamentos que utilizamos são descartados de forma irregular.

Confira neste post:

Além do aspecto legal, é de suma importância que o descarte de medicamentos ocorra de forma correta e segura, reduzindo os riscos ambientais associados. Saiba mais!

Gerenciamento de resíduos

Reciclar medicamentos: o que é, melhor forma de descartar?

Reciclar medicamentos

A movimentação da indústria farmacêutica brasileira está relacionada ao aumento da população e do consumo e o acesso facilitado aos remédios. Há, também, uma preocupação maior das pessoas com a saúde e a entrada dos medicamentos genéricos no mercado brasileiro. Com tanto remédio circulando e podendo ser descartado erroneamente é preciso investir em uma política de gestão de resíduos. Mas quais são os resíduos gerados pelo setor farmacêutico? A fabricação de remédios envolve diferentes fases. Para que o produto chegue ao consumidor é preciso realizar pesquisas e testar formulações para, então, chegar à comercialização e distribuição. Em todo esse processo são gerados resíduos provenientes de:

  • Devolução e recolhimento de medicamentos do mercado;
  • Descarte de medicamentos rejeitados pelo controle de qualidade;
  • Perdas inerentes ao processo;
  • Embalagens que transportam insumos e matérias-primas para a fabricação.

Grande parte dos resíduos gerados pela indústria farmacêutica é classificada como classe I, conforme a NBR 10.004/2004, principalmente pelas substâncias ativas e reagentes utilizados em sua fabricação. Isso significa que são resíduos perigosos, e o tipo de periculosidade pode ser identificado por meio de características como:

  • Inflamabilidade: resíduos que podem entrar em combustão facilmente ou de maneira espontânea;
  • Toxicidade: resíduos que agem sobre organismos vivos, provocando danos a suas estruturas biomoleculares, podem incluir aspectos carcinogênicos, teratogênicos, mutagênicos, entre outros.
  • Corrosividade: resíduos que devido a sua característica ácida atacam materiais e organismos vivos;

Qual os processos utilizados?

Reciclar medicamentos

Há diferentes maneiras de se descartar corretamente resíduos perigosos como os da indústria farmacêutica. Mas qualquer solução exige pesquisa criteriosa para se chegar ao melhor tratamento, sempre seguindo os critérios legais.

Entre as principais formas e tratamentos de resíduos perigosos está o cooprocessamento. Trata-se de uma técnica que destrói o resíduo por meio de incineração. Essa queima é feita, mais frequentemente, em fornos fabricantes de cimento.

O interessante do cooprocessamento é que no processo de queima são eliminados tanto resíduos industriais sólidos, quanto resíduos pastosos, que são utilizados como combustíveis para os fornos de clinquerização.

Isso significa que a indústria cimenteira também sai ganhando. Os resíduos perigosos, após passarem pelo processo de queima, podem ser reutilizados, substituindo parcialmente o combustível que alimenta a chama do forno que transforma calcário e argila em clínquer, matéria-prima do cimento.

Outra vantagem do cooprocessamento é que os fornos de cimento são capazes de destruir grandes volumes de resíduos de forma segura. É uma técnica sustentável, pois poupa o uso de combustível e não oferece risco nem a trabalhadores nem às comunidades que vivem em torno das fábricas.

Quais as Leis ambientais correlatas? Há sanção, penalidades?

Após anos em discussão, o sistema de logística reversa de medicamentos domiciliares foi regulamentado no âmbito federal em junho deste 2020, por meio do Decreto nº 10.388/2020. O descarte ambientalmente correto desses produtos está previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída em 2010, mas ainda dependia de acordo com o setor produtivo.

Desde então, é dever dos consumidores efetuar o descarte dos medicamentos domiciliares vencidos ou em desuso, incluindo as embalagens, nos pontos de coleta, sejam eles drogarias, farmácias ou outros pontos definidos pelos comerciantes. As drogarias e as farmácias têm de disponibilizar e manter em seus estabelecimentos pelo menos um ponto fixo de recebimento a cada 10 mil habitantes.

Esses recipientes serão padronizados e não poderão permitir a retirada dos produtos pelos consumidores, apenas a colocação

Pelo decreto, até 2022, todas as capitais do Brasil e os municípios com população superior a 500 mil habitantes deverão contar com os pontos de coleta de medicamentos. Esse prazo será de até 2025 para os municípios com população superior a 100 mil moradores.

Caberá às indústrias fabricantes e às empresas distribuidoras os processos de recolhimento e descarte final desses produtos. Os custos serão compartilhados por toda a cadeia farmacêutica. O destino deve ser um empreendimento licenciado por órgãos ambientais, seguindo a seguinte ordem de prioridade: incineradores, coprocessadores e, como última opção, aterros sanitários específicos para produtos perigosos.

O não cumprimento das regras de descarte, por qualquer ente da cadeira, pode ser considerado crime ambiental.

Qual sua importância e como interfere na Gestão ambiental e Gestão dos Resíduos?

Reciclar medicamentos

Fica claro que a gestão dos resíduos farmacêuticos é medida que deve ser tratada com responsabilidade pelo setor. Como assinala o departamento de Resíduos Perigosos do Ministério do Meio Ambiente, a necessidade de se descartar corretamente os medicamentos deve-se ao seu potencial perigo ao meio ambiente e à saúde humana.

A simples devolução ao meio ambiente dos medicamentos fabricados pode provocar contaminação ambiental em solo, na água, na fauna e na flora e atingir também a saúde humana.

Negligenciar a necessidade de uma gestão correta de resíduos farmacêuticos pode reduzir o volume de vendas de medicamentos e destruir a reputação de empresa, visto que o consumidor vem cobrando cada vez mais uma postura sustentável das organizações.

Boicotes e difamações podem gerar às empresas tanto consequências tangíveis, como perda de lucros, quanto intangíveis, como a desqualificação da imagem.

Além disso, fabricar medicamentos sem atentar para os resíduos gerados pode resultar, também, em sanções e multas pelo descumprimento das leis ambientais.

Como VGR, como um software de gestão ambiental, pode auxiliar?

Reciclar medicamentos

Para ter um sistema de gestão ambiental bem estruturado e um correto gerenciamento dos resíduos é necessário que toda a empresa esteja envolvida e comprometida com o desenvolvimento sustentável.

Uma forma de adotar medidas inteligentes ligadas ao sistema de gestão ambiental é a adoção da gestão de resíduos eficiente dentro da empresa. Para isso, o uso de um sistema automatizado tem demonstrado ser uma aliada para eliminar os impactos negativos sobre a economia e o meio ambiente. Isso graças ao desenvolvimento de plataformas de gestão de resíduos.

A plataforma da VGR Resíduos é uma dessas plataformas, que auxilia na gestão de resíduos, gerenciamento, destinação, logística reversa e na coleta e transporte de resíduos de forma sustentável.

Um sistema automatizado mantém todas as informações e documentos gerados automaticamente em um ambiente único e confiável, de acordo com a legislação ambiental, para eliminar multas e perda de licença ambiental.

A plataforma também conta com um mecanismo de compra e venda de resíduos. Através dele, é possível negociar com fornecedores a coleta, transporte, tratamento e disposição final do resíduo.

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