Aterro sanitário: como funciona, impactos e soluções sustentáveis

03/06/2020

O aterro sanitário é a forma de disposição de resíduos, mais comum no Brasil. Serve como local destinado à disposição final de resíduos domésticos, comerciais, da indústria, de construção e também dos rejeitos retirados do esgoto (lodo). É o local para onde vai o resíduo que geramos e o qual não é possível ser reaproveitado. O seu funcionamento consiste na técnica de enterro dos resíduos sobre um solo impermeabilizado e a sua construção necessita de uma área extensa, na qual exige a remoção do solo e da vegetação nativa. O aterro sanitário deve ter, para um funcionamento adequado e ambientalmente correto, elementos para captação, armazenamento e tratamento dos lixiviados e biogás, além de sistemas de impermeabilização superior e inferior.

Neste post, falaremos sobre os seguintes tópicos:

Continue conosco e saiba mais sobre aterro sanitário, como funciona, seus impactos e soluções sustentáveis!

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O que é um aterro sanitário?

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A forma de disposição de resíduos, mais comum no Brasil, é o aterro sanitário.  O aterro sanitário é um local destinado à disposição final de resíduos domésticos, comerciais, da indústria, de construção e também dos rejeitos retirados do esgoto (lodo).

O aterro utiliza princípios de engenharia para confinar os resíduos sólidos à menor área possível e reduzi-los ao menor volume possível. Esses resíduos são cobertos com uma camada de terra na conclusão da jornada de trabalho ou a intervalos menores, se necessário.

Segundo levantamento do Ministério do Meio Ambiente (MMA) apenas 2.215 municípios (40% do total de municípios brasileiros) possuem aterro sanitário. Os outros 3.355 municípios possuem apenas lixões e aterros controlados. Esses meios de disposição do resíduo provocam vários impactos significativos ao meio ambiente.

Ainda, conforme dados divulgado pelo MMA, o custo da instalação dos aterros sanitários corresponde:

  • Custos da implantação: 5% do total de investimentos no aterro;
  • Custos de operação e manutenção: 85% do total de investimentos no aterro (em uma vida útil de 20 anos);
  • Custos de encerramento e pós-encerramento: 10% do total de investimentos no aterro sanitário.

Já os valores para implantação correspondem:

  • Aterro de pequeno porte (100 t/dia): 5,2 milhões;
  • Aterro de médio porte (800 t/dia): 18,4 milhões;
  • Aterro de grande porte (2.000 t/dia): 36,2 milhões.

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Como é o funcionamento do aterro sanitário?

O aterro sanitário deve ter para um funcionamento adequado e ambientalmente correto elementos para captação, armazenamento e tratamento dos lixiviados e biogás, além de sistemas de impermeabilização superior e inferior.

O funcionamento de um aterro sanitário é basicamente assim:

  • a base do aterro é constituída por um sistema de drenagem do lixiviado (água de chuva não retido totalmente no sistema de drenagem pluvial, chorume, etc.);
  • essa base deve estar em cima de uma camada impermeável de polietileno de alta densidade (PEAD), e em cima de uma camada de solo compactado para evitar que haja vazamento de líquidos para o solo. Essa técnica evita a contaminação dos lençóis freáticos;
  • sobre essa base o resíduo é depositado;
  • posteriormente são cobertos por camadas de argila e terra e também é constituído por um sistema de drenagem de águas pluviais, protegendo de infiltrações de água de chuva no interior do aterro;
  • o interior do aterro possui um sistema de drenagem de gases, possibilitando a coleta do biogás (constituído por metano, CO2e vapor de água) até a atmosfera. Este gás é queimado ou é aproveitado para geração de energia;
  • todo o aterro sanitário deve ser monitorado;
  • todo o limite do aterro deve ser cercado, impedindo entrada de estranhos e animais;
  • todo resíduo que entra no aterro deve ser pesado, a fim de controlar a quantidade de resíduos que será depositado;
  • o aterro deve ter uma distância de aproximadamente 200 metros de qualquer curso d’água.

Normalmente, a vida útil ideal de um aterro sanitário é 10 anos, mas alguns não chegam há durar esse tempo. Quando o aterro esgota sua capacidade, é preciso fechá-lo e providenciar medidas como o reflorestamento, para diminuir os impactos ambientais.

Mesmo depois de encerradas as operações, gás e chorume continuam sendo gerados por pelo menos 15 anos. Sendo assim, não se recomenda que o terreno seja usado, por exemplo, para construções.

Saiba qual é o tempo de vida útil ideal de um aterro sanitário.

Leis e normas referentes a aterro sanitário

Para construção e manutenção de um aterro sanitário é preciso seguir as diretrizes estabelecidas na:

  • norma da ABNT NBR 8419/1992: procedimentos para apresentação de projetos de aterros sanitários de resíduos sólidos urbanos;
  • norma NBR 13896/1997: critérios para projeto, implantação e operação de aterro sanitário para resíduos não perigosos;
  • lei 12.305/10: Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS.

A PNRS estabelece que os municípios deveriam se adequar as regras da lei e eliminar os lixões até o final de 2014. No entanto, a data foi prorrogada. As capitais, regiões metropolitanas, os municípios de fronteira e os que contam com mais de 100 mil habitantes, com base no censo do IBGE de 2010, terão o prazo para construir aterros sanitários até 2019. As cidades com população entre 50 e 100 mil habitantes têm até 31 de julho de 2020. Já os municípios com menos de 50 mil habitantes, devem estar de acordo com a lei até 31 de julho de 2021.

Leia também: Aterro sanitário: o tratamento do chorume deve ser uma prioridade?

Impactos causados pelos aterros sanitários

O aterro sanitário, apesar de ser uma opção de disposição de resíduos adequada não deixa de gerar sérios impactos ambientais, sociais e econômicos.

Se o aterro não for instalado e mantido de forma adequada à decomposição da matéria orgânica existente na massa de resíduos descartados produz uma quantidade significativa de chorume e biogás. O chorume e o biogás não tratado contamina o meio ambiente.

Além disso, para instalar um aterro sanitário, é necessário remover a vegetação existente no local.

Outro impacto negativo do aterro sanitário é sobre o social e econômico, já que as áreas próximas são desvalorizadas, além da baixa qualidade de vida da população que vive em seu entorno.

Como minimizar riscos ambientais com a gestão de resíduos adequada?

Soluções sustentáveis para o resíduo

Conforme Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS, o gerador de resíduos é responsável pela gestão adequada dos resíduos. E, portanto, deve estabelecer meios para não gerar ou reduzir a geração, reutilizar, reciclar e só quando não houver outro tratamento dispor esses resíduos em aterros sanitários.

O aterro sanitário, por gerar uma série de impactos ambientais, além do elevado custo para instalação e manutenção, pelo tempo de vida útil e, ainda, pelo custo que as empresas devem pagar para o aterro devem ser substituído por alternativas mais sustentáveis.

A solução é a coleta seletiva, compostagem e logística reversa. A coleta seletiva é o destino ideal para os resíduos secos e recicláveis e a compostagem para os úmidos e orgânicos.

Através da logística reversa as partes recicláveis de um produto descartado pelo consumidor poderão retornar ao setor produtivo na forma de matéria-prima.

No nosso blog você encontra vários artigos sobre coleta seletiva, compostagem e logística reversa. Os seus benefícios e técnicas de implementação.

Além disso, podemos auxiliar a sua empresa na gestão adequada de seus resíduos, através do sistema automatizado da VG Resíduos.

A plataforma ajuda a ter total controle sobre destinações, melhorar a eficiência da empresa na gestão de resíduos e ajudar a emitir documentos online importantes exigidos para a destinação dos resíduos.

O aterro sanitário é a forma de disposição dos resíduos mais utilizada no Brasil, contudo gera impactos ambientais, sociais e econômicos. O seu funcionamento consiste no enterramento dos resíduos sobre um solo impermeabilizado. A solução mais sustentável para os resíduos é sempre a não geração, redução, reutilização e reciclagem.

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