Qual o método correto para transporte e tratamento de efluentes?

Qual o método correto para transporte e tratamento de efluentes?
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transporte e tratamento de efluentes

O transporte e tratamento de efluentes representam etapas críticas do processo de destinação destes materiais, que são alvo constante de fiscalização dos órgãos ambientais, em função de seu alto poder contaminante.

Existem duas grandes categorias de resíduos, os sólidos e os efluentes. Os primeiros são aqueles que podem ser segregados e tratados de diversas maneiras, desde a reciclagem até a incineração, já os últimos são aqueles se se encontram dissolvidos em meio aquoso e que possuem um tratamento específico para evitar a contaminação de águas fluviais.

Os efluentes representam um dos maiores desafios da urbanização e industrialização, pois são uma consequência direta da grande aglomeração de pessoas em centros urbanos e da produção industrial em largas escalas.

Vamos explicar neste artigo, qual o método correto para o transporte e tratamento dos efluentes.

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O que são efluentes?

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Efluentes são resíduos industriais ou residenciais que se encontram em meio aquoso, esteja o material na forma particulada ou completamente dissolvida. Antes de ser devolvido aos rios, lagos e mares, estes materiais precisam ser tratados para reduzir a carga orgânica e também para retirar de sua composição, elementos potencialmente poluidores ou danosos à saúde humana ou animal.

Como exemplo de efluentes, temos o esgoto doméstico e industrial, as águas de reuso e também os resíduos líquidos provenientes de processos industriais, tendo estes últimos, em geral, cargas químicas ou biológicas a serem neutralizadas antes do tratamento como efluente comum.

O tratamento de efluentes não é feito por muitas empresas, uma vez que requer um grande investimento em instalações, maquinário, tubulações, sistemas de transporte e toda uma burocracia de órgãos reguladores, que vai desde a vistoria da planta às inúmeras licenças necessárias à operação de um negócio deste tipo.

Por isso, é fundamental que as empresas que geram efluentes, saibam escolher bem quem serão seus tratadores e transportadores.

Empresas que tratam efluentes precisam ter licenciamento ambiental?

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Sim, todas as empresas que transportam ou tratam efluentes precisam ter licenciamento ambiental, especialmente o CTF (Cadastro Técnico Federal) em âmbito nacional e a licença da CETESB para empresas que atuam no estado de São Paulo.

Aos profissionais que atuam no projeto e consultoria de suporte às atividades de transporte e tratamento de resíduos ainda é exigido o CTF-AIDA, que é uma espécie de licença concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) para a execução deste tipo de operação.

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Quais processos são usados para tratamento de efluentes?

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Quando há água residual no processo, é necessário realizar o tratamento dos efluentes industriais. Isto ocorre quando uma parte do líquido não se perdeu por evaporação ou não foi incorporada pelo produto final.

Existe uma infinidade de efluentes, sendo que o tratamento adequado para cada tipo deverá ser indicado por um técnico especializado, com conhecimentos comprovados sobre o material em questão.

A indicação do tratamento para o efluente será feita por meio da medição da carga orgânica, presença de materiais tóxicos, identificação de partículas sólidas e de produtos químicos.

Os métodos de tratamento de efluentes são divididos em processos físicos, químicos e biológicos, sendo que um mesmo material pode ser submetido à diferentes processos ao longo do tratamento.

Como realizar corretamente o tratamento de efluentes industriais?

Os tipos de processos para tratamento de efluentes

Os processos físicos envolvem a separação de partículas sólidas do efluente, os tipos mais comuns são filtração, flotação, suspensão, sedimentação, peneiração e separação por caixas separadoras. Como exemplo, podemos citar a separação da gordura e da água através da divisão em fases e também a remoção de partículas sólidas dos efluentes industriais. Processos que envolvem eletricidade, radiação e uso de luz também são considerados físicos.

Os processos químicos alteram de alguma maneira, a composição molecular do material, seja através da remoção ou adição de algum elemento. Muitas vezes os processos químicos são usados antes dos físicos, para gerar a flutuação ou decantação de parte do material que se quer remover, para então ser aplicado o método físico. Como exemplos podemos citar a oxidação e redução, a troca iônica e a clarificação.

Os processos biológicos por fim, realizam a retirada ou neutralização da matéria orgânica contida no efluente.  Muitas vezes, a matéria orgânica encontra-se dissolvida e necessita da atuação de bactérias que fazem a sua decomposição.

Há também o caso de matéria orgânica em suspensão ou flutuando no líquido, ela pode ser neutralizada biologicamente e removida por métodos físicos. Exemplos dos processos biológicos são o uso de biodigestores ou cultivo de bactérias.

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Qual o método correto para transporte e tratamento de efluentes?

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Os efluentes com carga orgânica baixa e sem a presença de produtos químicos ou tóxicos, podem ser descarregados em rios e lagos normalmente, pois sua composição não é muito diferente à água das chuvas. Já os efluentes que possuem cargas químicas ou orgânicas maiores que o considerado normal, devem ser transportados em caminhões específicos ou dutos até a estação de tratamento.

Os efluentes potencialmente poluentes não podem ser, em hipótese alguma, misturados aos comuns, uma vez que estes acabariam sendo afetados pelos primeiros.

A legislação exige que os efluentes poluentes sejam transportados separadamente e apenas sejam descartados após a comprovação do tratamento e equalização de sua carga poluidora ao resíduo inofensivo.

Áreas que não são atendidas pelo serviço de saneamento básico devem enviar seus efluentes através de caminhões de coleta de esgoto, os quais serão transportados até uma ETE (estação de tratamento de efluentes). O mesmo processo deve ser executado por empresas que gerem efluentes em suas operações e que não são atendidas por tubulações específicas para estes materiais.

As sanções em caso de descumprimento da regra são duras e em caso de descarte diretamente nos rios e lagos, pode haver a configuração de crime ambiental.

Para auxiliar no cumprimento de todas as etapas do processo legal de transporte e tratamento de efluentes, as empresas podem usar softwares de controle, como o VG Resíduos, que alinha toda a operação, tanto do gerador, quanto do tratador aos padrões ambientais e legais vigentes.

O método correto de realização do transporte e tratamento dos efluentes é fundamental para a execução de uma operação segura e isenta de responsabilidades ambientais e criminais, uma vez que o descumprimento das normas estatais pode acarretar duras sanções, além de comprometer a imagem da empresa junto ao mercado.

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