Veja as melhores práticas no controle de geração de resíduos

Veja as melhores práticas no controle de geração de resíduos
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Descubra estratégias para reduzir a produção de resíduos, aumentar a lucratividade e reduzir gastos

A quantidade expressiva da geração de resíduos provocadas por empresas e residências já é um problema de longa data. Vale ressaltar que a construção civil, embora seja uma das áreas essenciais para o crescimento saudável da economia, é um dos setores que mais produz resíduos sólidos, intensificando ainda mais a dificuldade no controle de geração de resíduos.

A problemática envolve tanto a destinação correta dos resíduos quanto a reutilização eficiente dos materiais que muitas vezes são considerados “lixo”. Segundo dados de 2008 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, 99,96% das cidades brasileiras têm serviços de manejo de Resíduos Sólidos, mas 50,75% deles dispõem os resíduos em vazadouros.

Deste total 22,54% em aterros controlados; 27,68% em aterros sanitários. Esses mesmos dados apontam que 3,79% dos municípios têm unidade de compostagem de resíduos orgânicos; 11,56% têm unidade de triagem de resíduos recicláveis; e 0,61% têm unidade de tratamento por incineração.

Os dados comprovam a necessidade de políticas e incentivos no controle de geração de resíduos, lembrando que os materiais podem ser abrigo para animais transmissores de doenças, causas de mau cheiro e degradação do meio ambiente.

Lei PNRS – controle de geração de resíduos

Pensando na fiscalização e no incentivo a práticas de controle de geração de resíduos, foi regulamentada a lei nº 12.305/10, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). A lei traz instrumentos relevantes para permitir o avanço necessário ao Brasil no enfrentamento dos principais problemas ambientais, sociais e econômicos gerados pelo manejo inadequado dos resíduos sólidos.

Com a lei, foram instituídas responsabilidades tanto dos geradores de resíduos quanto para a sociedade, na tentativa de que durante todo o ciclo do produto haja soluções de reciclagem e reaproveitamento do material.

Nesse sentido, vejamos algumas práticas relevantes no controle de geração de resíduos sólidos.

Prática de controle de geração de resíduos: Gerenciamento de resíduos

Uma das ações aconselhadas principalmente no setor industrial é que haja o gerenciamento adequado dos resíduos. Antes de saber o que fazer com o material, é importante que ele seja separado e organizado da forma como a lei e as boas práticas sugerem.

A empresa deverá procurar soluções ambientalmente corretas, para isso existem algumas organizações como a VG Resíduos que a partir de ferramentas inteligentes proporcionam ações práticas de controle e gestão dos resíduos industriais.

O mercado de resíduos, ferramenta desenvolvida pela VG Resíduos, é um dos exemplos de mecanismos que promove o encontro entre tratadores e geradores de resíduos. A partir da plataforma empresas que geram resíduos podem comercializar com outras organizações que fazem a compra destes mesmos resíduos, tornando assim o que era prejuízo uma solução lucrativa.

Prática de controle de geração de resíduos: Redução da produção de resíduos

Mais importante que gerir os resíduos sólidos de maneira apropriada é a redução da produção dos resíduos. Quanto menos as empresas geram, menos possibilidades há de degradação do meio ambiente. A atitude de diminuir os resíduos também pode ser uma forma de redução de gastos e economia.

Quanto a análise dos processos e de cada uma das etapas é realizada com eficiência, nota-se vários materiais que podem ser reduzidos ou alterados para outros produtos de menor valor ou com menos potencial de agressão à natureza.

É importante que a empresa atente-se para algumas perguntas na elaboração do plano de redução da produção de resíduos sólidos:

– Realmente preciso de toda essa quantidade de material?

– É possível fazer o mesmo trabalho utilizando menos?

– Quais métodos posso adotar para reduzir a geração e resíduos?

– Existem materiais que agridem menos o meio ambiente que posso substituir na minha produção?

– Quais soluções outras empresas semelhantes a minha estão adotando para diminuir a geração de materiais?

– Há produtos que podem retornar novamente à cadeia de produção, reduzindo a quantidade de resíduos sólidos?

Pensar em estratégias para diminuir a quantidade de resíduos sólidos deve ser parte da conduta da empresa visando a conformidade legal, a consciência ambiental e formas de economizar os gastos do negócio.

3 Rs – boa prática no controle de geração de resíduos sólidos

As práticas que envolvem os 3R’s da (Reduzir, Reutilizar e Reciclar) são essenciais para o comportamento sustentável de qualquer organização consciente. Como mencionado anteriormente, a atitude de Reduzir deve ser um hábito das empresas e podem ser conduzidas a partir de questionamentos e planejamento estruturado.

Em relação ao ato de reutilizar é impedir que produtos ou materiais que ainda podem ser utilizados na linha de produção ou de alguma maneira eficiente na empresa deixem de ir para o lixo. A reutilização é também outro método inteligente para redução de gastos e economia no orçamento. Nesse sentido, se dá a importância de se conhecer muito bem cada uma das fases de produção da empresa.

Já o processo de reciclagem é um método de tornar o resíduo útil novamente. Existem alguns métodos muito interessantes de reaproveitamento de resíduos orgânicos como a compostagem que pode transformar os resíduos em adubo utilizados na agricultura, a biodigestão anaeróbica que proporciona a produção de combustíveis entre outras. No artigo “Conheça métodos eficientes de reaproveitamento de resíduos orgânicos”, você confere cada um dos detalhes.

Há também o conceito da economia circular. Uma proposta bastante moderna que procura criar meios para reproduzir a mesma ação da natureza em aproveitar 100% de tudo que é gerado. É uma ideia de tornar a cadeia cíclica onde todos os resíduos são aproveitados e novamente inseridos na produção. Nesse pensamento, nada se perde, mas é reciclado na capacidade máxima de utilização.

Boa prática no controle da geração de resíduos sólidos: Coleta Seletiva

A separação e destinação correta dos resíduos também é uma prática interessante para evitar que os materiais sejam descartados de maneira incorreta ou transformados em lixo. Uma norma que além de incentivar a coleta seletiva, proporciona requisitos de adequação perante as leis ambientais entre outras ações relacionadas ao sistema de gestão ambiental é a ISO 14001 2015.

Reconhecida internacionalmente, a norma proporciona uma série de benefícios para tornar a empresa sustentável e lucrativa, além de trazer os requisitos para a criação do sistema de gestão ambiental padrão internacional.

Em relação coleta de resíduos, há um projeto desenvolvido pelo Governo Federal que pode ser reproduzido pelas organizações conhecidos como Coleta Solidária. A proposta prevê ações socioambientais voltadas para os catadores de materiais recicláveis.

A ideia é construir uma cultura institucional para um novo modelo de gestão dos resíduos, somada aos princípios e metas da Agenda Ambiental da Administração Pública Federal.

A Coleta Seletiva Solidária institui a separação dos resíduos recicláveis descartados pelos órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta, na fonte geradora, e a sua destinação às associações e cooperativas dos catadores de materiais recicláveis.

Além de terem um importante papel na economia, os catadores de materiais recicláveis configuram-se como agentes de transformação ambiental e sua ação minimiza o quantitativo de lixo a ser coletado e destinado pelas municipalidades, ampliando a vida útil dos aterros sanitários. Esses trabalhadores são, ao mesmo tempo, geradores de bens e de serviços, impulsionando o setor econômico da reciclagem.

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