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A diferença entre lixo, resíduo e rejeito e como é feito o seu gerenciamento

A diferença entre lixo, resíduo e rejeito e como é feito o seu gerenciamento
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lixo, resíduo e rejeito

Lixo, resíduo e rejeito são palavras normalmente usadas como sinônimos. Porém existem diferenças entre elas. Saber diferenciar três simples palavras pode mudar a visão que do seu empreendimento sobre o que sobra dos processos e atividades organizacionais.

Você pode estar jogando dinheiro fora se não souber a diferença entre lixo, resíduo e rejeito. No mercado, há fornecedores e compradores dos mais diversos tipos de materiais nos dias de hoje, e aquele seu coproduto, pode ser muito valioso para outra organização. Veja como fazer uma melhor e mais adequada Gestão de Fornecedores e tenha uma gestão eficiente e de qualidade.

Leia também: Como a coleta seletiva pode trazer benefícios para sua empresa?

Qual a diferença entre lixo, resíduo e rejeito?

O que é lixo?

A palavra lixo vem do latim lix que significa “cinza”. De acordo com o dicionário, lixo significa tudo aquilo que não se quer mais e se joga fora, sendo consideradas coisas inúteis, velhas e sem valor.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) define o lixo como os restos das atividades humanas, considerados pelos geradores como inúteis, indesejáveis ou descartáveis, podendo se apresentar no estado sólido e líquido, desde que não seja passível de tratamento.

O termo lixo no âmbito técnico não é utilizado e com todo conhecimento e tecnologia disponíveis hoje, grande parte do que é gerada em processos produtivos e afins pode ser de alguma forma reaproveitada ou reciclada, sendo considerado como resíduo e, quando isso não é possível, considera-se como rejeito.

Confira: Como Política Nacional de Resíduos Sólidos influencia o meu negócio?

O que é resíduo?

A definição de lixo tem haver com tudo aquilo que não apresenta nenhuma serventia para quem o descarta. Por outro lado, o que não serve para você pode se tornar para o outro, matéria-prima de um novo produto ou processo, ou seja, resíduo sólido.

Resíduo então é tudo aquilo que pode ser reutilizado e reciclado e, para isto, este material precisa ser separado por tipo, o que permite a sua destinação para outros fins. Podem ser encontrados nas formas sólida (resíduos sólidos), líquida (efluentes) e gasosa (gases e vapores).

Segundo a ABNT, NBR 10.004:2004, resíduos sólidos são aqueles que “resultam de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Ficam incluídos nesta definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos cuja particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos de água, ou exijam para isso soluções, técnica e economicamente, inviáveis em face à melhor tecnologia disponível.”

Os resíduos são complexos e diversos e, para efeitos da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), são classificados quanto:

Para saber mais sobre cada tipo de resíduo, consulte o site do Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos. Ainda, o IBAMA com vistas a atender à PNRS, publicou a LISTA BRASILEIRA DE RESÍDUOS SÓLIDOS para auxiliar a gestão dos resíduos sólidos no Brasil.

lixo, resíduo e rejeito

O que é rejeito?

O rejeito é um tipo específico de resíduo, onde quando todas as possibilidades de reaproveitamento ou reciclagem já tiverem sido esgotadas e não houver solução final para o item ou parte dele e, portanto, as únicas destinações plausíveis são encaminhá-lo para um aterro sanitário licenciado ambientalmente ou incineração, que devem ser feitas de modo que não prejudique o meio ambiente.

Qual é a situação do Brasil nos dias atuais?

Mais de 80% do material que vai para aterros poderia ter outra destinação, como por exemplo, a reciclagem e a compostagem. Isso quer dizer que a maior parte daquele material que convencionamos chamar de “lixo”, na verdade poderia ter outros usos, transformando um passivo ambiental em geração de receita, reciclando e reaproveitando itens.

Mesmo com a Política Nacional de Resíduos sólidos em vigência desde 2010, com prazo para aplicação vencido em 2014, a situação do destino dos resíduos no Brasil pouco mudou. Cerca de 40% de todo resíduo gerado no país ainda é depositado em locais considerados inadequados, como lixões e aterros controlados. Ainda no ano de 2014, 1.559 municípios brasileiros tinham lixões.

Saiba mais: Saiba como ganhar dinheiro com a reciclagem de resíduos

Para onde destinar corretamente?

Com a tecnologia atual disponível, é possível tratar os mais diversos tipos de resíduos das mais diversas formas. As formas de destinação adequadas que ocorrem no país são:

  • Reciclagem – reintrodução dos resíduos no processo de produção;
  • Compostagem – em que acontece por meio do processo biológico de decomposição da matéria orgânica contida em restos de origem animal ou vegetal;
  • Aterro Sanitário – que é a forma de disposição final de resíduos sólidos no solo, em local devidamente impermeabilizado, mediante confinamento em camadas cobertas com material inerte, segundo normas operacionais específicas, de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança, minimizando os impactos ambientais;
  • Incineração – É o processo de redução de peso e volume do lixo pela combustão controlada.

Para saber mais sobre tipos de tratamento de resíduos, leia o estudo sobre o setor no site da ABETRE.

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E como reverter essa situação?

Um caminho para a solução dos problemas relacionados com os resíduos é apontado pelo Princípio dos 3R’s – Reduzir, Reutilizar e Reciclar. São nada mais do que a adoção de atitudes práticas no dia a dia para termos um mundo mais sustentável. Vejamos o que significa cada R:

  • Reduzir – significa consumir menos produtos e preferir aqueles que ofereçam menor potencial de geração de resíduos e tenham maior durabilidade.
  • Reutilizar – é, por exemplo, usar novamente as embalagens. Exemplo: os potes plásticos de sorvetes servem para guardar alimentos ou outros materiais.
  • Reciclar – envolve a transformação dos materiais para a produção de matéria-prima para outros produtos por meio de processos industriais ou artesanais. É fabricar um produto a partir de um material usado. Podemos produzir papel reciclando papéis usados. Papelão, latas, vidros e plásticos também podem ser reciclados. Para facilitar o trabalho de encaminhar material pós-consumo para reciclagem, é importante fazer a separação no lugar de origem – a casa, o escritório, a fábrica, o hospital, a escola etc. A separação também é necessária para o descarte adequado de resíduos perigosos.

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Atualmente, fala-se em 5R’s e até 8R’s, em que os 5 R’s significam: Repensar, reduzir, recusar, reutilizar e reciclar; e os 8 R’s significam: Refletir, reduzir, reutilizar, reciclar, respeitar, reparar, responsabilizar-se e repassar. Saiba mais no artigo do Instituto AKATU sobre o tema.

Confira: Lodo Biológico: como sua empresa deve destinar corretamente?

Onde minha empresa se encaixa nesse cenário?

Com o agravamento da atual crise econômica, problemas relacionados à má gestão de resíduos acarretam em aumento da poluição, riscos de saúde pública e aumento nos gastos públicos de saneamento básico.

Mesmo diante deste cenário, o mercado é exigente frente às obrigações legais que precisam ser cumpridas e o empresário, que quer ter um diferencial competitivo para conseguir fornecer para grandes organizações, precisa reduzir custos, criar novas oportunidades e evitar problemas como multas e perda de clientes, além de estar em dia com a legislação ambiental vigente e buscar métodos eficazes para uma correta e adequada gestão de resíduos.

Implantando um sistema de gestão ambiental

As ações de preservação ou de redução dos resíduos e rejeitos, bem como os demais impactos ao meio ambiente devem ser realizadas com uma política sustentável de modo que não prejudiquem o crescimento econômico da empresa e possam impulsionar sua competitividade frente ao mercado atual. A implantação de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) vinculado à certificação ambiental favorece não apenas um ambiente mais sustentável, mas também as empresas certificadas, os fornecedores, os clientes e os órgãos ambientais, ou seja, todas as partes interessadas se beneficiam de um sistema como esse.

E para colocar um sistema de gestão ambiental nas empresas, utiliza-se a norma internacional ISO 14001, que foi projetada para ajudar na adequação de responsabilidades ambientais aos seus processos internos e dar continuidade ao crescimento das empresas, mantendo-as bem-sucedidas comercialmente.

Para saber mais, acesse o artigo: Conheça o passo a passo da implantação ISO 14001.

O que é ISO 14001?

Esta norma é baseada no ciclo PDCA do inglês “plan-do-check-act” – planejar, fazer, checar e agir – e utiliza terminologia e linguagem de gestão conhecida, apresentando uma série de benefícios para a organização.

A estrutura de um sistema como este permite realizar uma correta e adequada gestão dos resíduos gerados nos processos, atendendo às expectativas de responsabilidades corporativas cada vez mais elevadas dos clientes, assim como aos requisitos legais ou regulamentares.

No Brasil, esta norma é conhecida como NBR ISO 14001 e, recentemente, teve sua versão atualizada, e a ABNT disponibilizou um arquivo sobre a nova versão, intitulado como Introdução à ISO 14001 2015 pdf.

A norma evoluiu ao longo dos anos para atender as necessidades do mercado, veja a evolução até a última lançada NBR ISO 14001:2015:

1996 Primeira versão da norma, com o objetivo de definir critérios para implantação do Sistema de Gestão Ambiental e gerenciamento dos impactos ambientais das atividades das organizações;

2004 Revisão e atualização de conceitos e definições. O grande destaque dessa versão é o conceito de desempenho ambiental.

2015 A nova versão da ISO 14001 2015, publicada em setembro de 2015, tem como destaques: o alinhamento da Gestão Ambiental à estratégia da empresa, a gestão de riscos e a busca pela maior compatibilidade com as demais normas ISO.

Saiba mais sobre o que é por meio do artigo: Para que serve ISO 14001 e como essa norma fará com que minha empresa alcance o sucesso sustentável

Objetivos da norma ISO 14001

Empresas certificadas ISO 14001 atendem as suas necessidades socioeconômicas em equilíbrio com a proteção do meio ambiente, veja quais são os objetivos dessa norma:

  • Proteger o meio ambiente com a prevenção ou mitigação dos impactos ambientais adversos;
  • Mitigar os potenciais efeitos adversos das condições ambientais na organização;
  • Auxiliar a organização no atendimento aos requisitos legais e outros requisitos;
  • Aumentar o desempenho ambiental;
  • Controlar ou influenciar o modo que os produtos e serviços da organização são projetados, fabricados, distribuídos, consumidos e descartados, utilizando uma perspectiva de ciclo de vida que possa prevenir o deslocamento involuntário dos impactos ambientais dentro do ciclo de vida;
  • Alcançar benefícios financeiros e operacionais que resultem na implementação de alternativas ambientais que reforçam a posição da organização no mercado;
  • Comunicar as informações ambientais para as partes interessadas pertinentes, conhecidos como steakholders.

Se sua empresa ainda não está convencida de que ser certificada na ISO 14001 é um bom negócio, leia o artigo Cinco problemas que empresas sofrem por não serem certificadas na ISO e entenda como a certificação é o elemento que traz diferencial e competitividade empresarial.

A Verde Ghaia, possui um serviço de Consultoria On-line em Sistema de Gestão Ambiental, disponibilizando em sua plataforma on-line, curso de ISO 14001, em diversas categorias, inclusive quanto ao gerenciamento de resíduos, o que mudou com a nova versão da norma ISO 14001 2015 e outros assuntos relacionados.

De um jeito simples e muito mais econômico, com a Consultoria On-line Verde Ghaia, sua empresa tem a mesma qualidade do serviço tradicional, com o custo até 60% mais baixo e a flexibilidade que atende à sua realidade, sem custos de deslocamento de consultores e sem interferir nas rotinas da sua organização. Este serviço é oferecido para qualquer norma internacional.

Além disso, com o software VG RESÍDUOS, que é uma plataforma, 100% on-line, é possível fazer o monitoramento e a gestão dos processos, da documentação, dos prestadores de serviço, do atendimento às legislações aplicáveis, do planejamento de resíduos. A plataforma ajuda o empreendedor no controle dos resíduos que sua empresa produz alinhado aos sistemas da ISO e ainda auxilia a fazer uma boa gestão de fornecedores.

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2 thoughts on “A diferença entre lixo, resíduo e rejeito e como é feito o seu gerenciamento

    1. Olá Fernanda, tudo bem? O texto é produzido por nossa equipe de redatores. Pode usar na sua monografia e usar como referência a nossa página. Espero ter te ajudado! Abraços

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